sexta-feira, 28 de outubro de 2016

MBL invade escolas ocupadas promovendo assédio, violência e ódio

Parece que o Movimento Brasil Livre (MBL), grupo recém-criado de extrema direita, está obcecado com a ideia de repetir os “feitos” do Comando de Caça aos Comunistas (CCC), ação promovida por jovens favoráveis à ditadura militar que perseguia e matava contrários ao regime. Com pouca adesão, porém com um grande arsenal de armas de fogo e sede de violência, o bando vem invadindo as escolas que estão ocupadas contra a Reforma do Ensino Médio, provocando cenas de pânico entre os estudantes.
Nesta quinta-feira (27) Renan Santos, membro do MBL, que responde a mais de 60 inquéritos judiciais, aliou-se ao youtuber Arthur Maledo do Val, famoso pela produção de vídeos sensacionalistas, para promover uma reportagem com perguntas armadas, deixando, dessa forma, os entrevistados constrangidos.
Segundo informações dos Jornalistas Livres, a dupla foi à escola ocupada Colégio Estadual do Paraná (CEP), localizado em Curitiba, abordando estudantes com perguntas do tipo: “Você é a favor do aborto” “E se o MST invadisse a sua casa?” “Você acha que impeachment é golpe?”. 

Percebendo a malícia da parceria MBL+Youtuber, os alunos ocupantes recusaram-se a falar ou liberar a entrada do colégio para ambos, argumentando que esse tipo de enfoque criminaliza as ocupações. Foi então que Arthur e Renan resolveram ficar mais agressivos, passando a mão nos seios, barrigas e nádegas das estudantes, chamando-as de “gostosas”. “Você não quer ficar comigo?” indagou Arthur. 

As estudantes que sofreram assédio sexual prestaram queixa na Delegacia da Mulher, que fica em frente ao colégio ocupado.
Nesta quinta-feira (27) Renan Santos, membro do MBL, que responde a mais de 60 inquéritos judiciais, aliou-se ao youtuber Arthur Maledo do Val, famoso pela produção de vídeos sensacionalistas, para promover uma reportagem com perguntas armadas, deixando, dessa forma, os entrevistados constrangidos.

Percebendo a malícia da parceria MBL+Youtuber, os alunos ocupantes recusaram-se a falar ou liberar a entrada do colégio para ambos, argumentando que esse tipo de enfoque criminaliza as ocupações. Foi então que Arthur e Renan resolveram ficar mais agressivos, passando a mão nos seios, barrigas e nádegas das estudantes, chamando-as de “gostosas”. “Você não quer ficar comigo?” indagou Arthur. 
As estudantes que sofreram assédio sexual prestaram queixa na Delegacia da Mulher, que fica em frente ao colégio ocupado. 

A voluntária da ocupação explica como aconteceu o processo: 
  
Tensão em outra escola do Paraná 
Segundo informações da Folha de S. Paulo, o MBL formou uma milícia nesta quarta-feira (27) para desocupar à força o Colégio Estadual Professor Lysímaco Ferreira da Costa, localizado em Curitiba. Contando com a ajuda do diretor da escola, o grupo arrombou o colégio e então começou a depredar a parte interna das dependências do local. A Polícia Militar chegou e forçou a retirada do bando do local. A ação durou duas horas e não há relatos de feridos.
Confira o momento em que a milícia ocupa o colégio: 

Neste vídeo, garotos do MBL insuflaram pais e alunos a agredir e arrancar estudantes das escolas ocupadas de Curitiba.


Minas GeraisBelo Horizonte 
No Colégio Estadual Central, localizado em Belo Horizonte, um grupo ligado ao MBL, Endireita Minas, tentou invadir o local nesta sexta-feira (28) para desmobilizar a ocupação, mas foram expulsos do local aos gritos de “sai da minha escola”. Confira abaixo: Vídeo: Mariana Viel


Uma bomba caseira foi produzida para ser lançada na ocupação, que não chegou a ser disparada.

Juiz de Fora
Influenciados pela “doutrina” de Bolsonaro e MBL, estudantes em Juiz de Fora já preparam o seu exército para invadir as escolas ocupadas: “Vamos desfazer todas as ocupações”.

Segundo informações dos Jornalistas Livres, a dupla foi à escola ocupada Colégio Estadual do Paraná (CEP), localizado em Curitiba, abordando estudantes com perguntas do tipo: “Você é a favor do aborto” “E se o MST invadisse a sua casa?” “Você acha que impeachment é golpe?”. 

No vídeo abaixo fica claro que Renan e Arthur estão debochando dos estudantes, inclusive com o som ao fundo de uma secundarista que grita “seu machista, você me agrediu”:



Já na versão de Renan e Arthur, eles foram agredidos, espancados e chegaram a ficar desacordados, por militantes de extrema esquerda que ocupam o colégio.


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