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quarta-feira, 31 de março de 2021

Manifestantes pedem intervenção militar em atos esvaziados no aniversário do golpe de 1964



Manifestantes se aglomeraram para pedir intervenção militar em São Paulo e no Rio de Janeiro em atos esvaziados nesta quarta-feira, 31 de março, aniversário de 57 anos do golpe que instaurou a ditadura militar do Brasil. Bate-boca, insultos e até tapas foram registrados durante aos atos. Nos últimos dias, mensagens de grupos bolsonaristas convocando atos em todo o País circularam nas redes sociais, mas, até o início da tarde desta quarta, não houve registro de grandes manifestações.

Em São Paulo, o ato ocorreu na frente do Comando Militar do Sudeste, ao lado da Assembleia Legislativa do Estado. Um grupo de manifestantes tentou forçar a entrada dentro do quartel e foi contido pelos militares. O ato começou por volta das 9h e reuniu cerca de 100 manifestantes, muitos sem máscara e sem respeitar o distanciamento social recomendado para evitar a propagação do coronavírus. Eles defendiam intervenção militar com Bolsonaro no poder e gritavam palavras de ordem contra o comunismo.

O grupo ainda questionou a eficácia das vacinas contra um covid-19 e defensor do uso de medicamentos sem eficácia comprovada. Um segundo grupo de manifestantes que se identificou como ligado à igreja católica puxou um minuto de silêncio em respeito à morte do policial militar baiano que foi morto durante um surto sem qual atirou contra seus colegas . Um dos manifestantes afirmou que ele "sua vida pelo povo".

No Rio, o ato aconteceu na orla de Copacabana. Defensores de uma nova intervenção insultaram e agrediram um jovem que contestava a manifestação. Ele foi cercado e empurrado, chegou a levar tapas aos gritos de "vai pra Cuba", "maconheiro" e outras ofensas de caráter homofóbico. Uma das faixas no ato, que reuniu cerca de 100 pessoas no fim da manhã, a pedia que Bolsonaro acionou as Forças Armadas para "auxiliar o povo na defesa da liberdade e das garantias constitucionais". Apesar de motoristas buzinarem em apoio aos manifestantes, muitas pessoas o contestaram. Bolsonaro foi chamado de "genocida", e gritos pró-democracia foram ouvidos.

Manifestantes pedem intervenção militar em atos esvaziados no aniversário do golpe de 1964; nenhum vídeo gravado no Rio, um cidadão é hostilizado por criticar o ato e defensor da democracia. https://t.co/boU2cpS0UU pic.twitter.com/W9DYp8wMhs - Política Estadão (@EstadaoPolitica) 31 de março de 2021

Outras capitais, como Belém e Curitiba, também registraram atos esvaziados. Em Belém, uma Polícia Militar dispersou os manifestantes que se aglomeravam em frente ao Quartel-General.

Apesar de a hasthtag # Viva31demarco e o termo "Viva 64" aparecerem desde o início desta quarta, 31, nos trending topics do Twitter, críticas à ditadura e celebrações do aniversário do golpe foram maioria. Até às 13h, cerca de 170 mil tweets com uma hashtag #DitaduraNuncaMais foram publicados, segundo números da própria plataforma. Menos de 90 mil publicaram uma tag que celebra o golpe. Ulysses Guimarães e trechos de seu discurso na promulgação da Constituição em 1988 também estão entre os temas mais comentados desta quarta.

Lideranças políticas incorporam o debate na rede social para se manifestar a favor da democracia. "O dia 31/03 não comporta a exaltação de um golpe que lançou o país em anos de uma ditadura violenta e autoritária", escreveu o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal . "É o momento de exaltar o valor da nossa democracia conquistada com suor e sangue. Viva o Estado de Direito."

O dia 31/03 não comporta a exaltação de um golpe que lançamento do país em anos de uma ditadura violenta e autoritária. Ao contrário: é o momento de exaltar o valor da nossa democracia conquistada com suor e sangue. Viva o Estado de Direito. #DitaduraNaoSeComemora - Gilmar Mendes (@gilmarmendes) 31 de março de 2021

Os presidenciáveis ​​como Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSOL) e Luciano Huck (Sem partido) também fizeram questão de se pronunciar. "Rupturas institucionais, como o golpe de 64, são retrocessos inaceitáveis", escreveu Huck. Partidos de espectros diferentes destacaram que o autoritarismo pós-1964 foi resultado das decisões dos militares. "O movimento militar de 1964 foi um golpe do Estado e assim está registrado na história", publicou o PSDB. "Os que negam o autoritarismo instalado pela ditadura são os que hoje negam a catástrofe do combate à pandemia", escreveu o PT.

Um dos perfis no Twitter que mais tem movimentado a hashtag que celebra o 31 de março é o do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), aliado do presidente Jair Bolsonaro. "Você quer conhecer o futuro? Então olhe para o passado. Veja se não são parecidas como táticas de hoje para desestabilização do País com as que eram usadas em 1964", escrito o ex-deputado, pivô do escândalo do mensalão.

https://publish.twitter.com/?query=https%3A%2F%2Ftwitter.com%2FLatuffCartoons%2Fstatus%2F1377321722920177664&widget=Tweet Fonte: Estadão

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

General Heleno não descarta AI-5: “Tem de estudar como vai fazer”

Ministro do Gabinete de Segurança Institucional negou que haja planos em curso, mas não repudiou possibilidade de novo AI-5
O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, afirmou que, para anunciar um “novo AI-5”, conforme sugerido pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), é preciso “estudar como vai fazer”. A avaliação ocorreu em entrevista publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, nesta quinta-feira 31.
O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, afirmou que, para anunciar um “novo AI-5”, conforme sugerido pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), é preciso “estudar como vai fazer”. A avaliação ocorreu em entrevista publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, nesta quinta-feira 31.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Carro de músico é fuzilado com mais de 80 tiros por militares do Exército; repórter recebe ameaça

O carro onde estava o músico e segurança Evaldo Rosa dos Santos, de 51 anos, e sua família, foi alvo de mais de 80 tiros disparados por homens do Exército, nesse domingo (7), no Rio de Janeiro. A família estava na Vila Militar, em Guadalupe, na zona Oeste do Rio, e seguia para um chá de bebê, quando o veículo, um Ford Ka Fiesta Sedã, foi alvejado pelos fuzis do Exército.
O carro onde estava o músico e segurança Evaldo Rosa dos Santos, de 51 anos, e sua família, foi alvo de mais de 80 tiros disparados por homens do Exército, nesse domingo (7), no Rio de Janeiro.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

O ano em que o mundo pegou fogo

Departamento de Flosofia da UFMG debate a memória dos 50 anos de 1968, os 50 anos do AI-5


Os Estados Unidos estavam mergulhados na guerra do Vietnã enquanto se revoltavam com o assassinato do líder  Martin Luther King Jr. A Europa vivenciava a força das revoltas estudantis e o Brasil experimentava o endurecimento do regime militar com a instituição do AI-5 que completa 50 anos no dia 13 de dezembro deste ano, o aumento da censura política e da repressão policial, com a consequente reação dos movimentos populares que reivindicavam mais democracia. Foi um período de ascensão de movimentos artísticos como a Tropicália, influenciados pelos grandes movimentos de maio de 1968. Desse modo, pode-se dizer que 1968 foi um ano que marcou a história mundial, definiu os rumos da política com a renovação das esquerdas e da cultura ao redor do globo.
Durante o final de novembro o Departamento de Filosofia da UFMG promoveu um debate sobre os 50 anos do nefasto AI-5. Colocamos no ar um texto da Pamilla e os vídeos produzidos. Mais do que nunca é necessário relembrar.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Após quatro décadas, assassinato de Herzog pela ditadura começa a ser investigado


MPF já solicitou documentos e informações relativos à morte de Herzog às Comissões Nacional e Estadual da Verdade e a diversos órgãosO Ministério Público Federal em São Paulo instaurou um novo inquérito para investigar a responsabilidade criminal de agentes da ditadura militar no assassinato do jornalista Vladimir Herzog, preso e torturado em 1975. A procuradora responsável, Ana Letícia Absy, já solicitou documentos e informações relativos à morte de Herzog às Comissões Nacional e Estadual da Verdade e a diversos órgãos, entre eles, os Arquivos Nacional e do Estado de São Paulo.

O inquérito foi instaurado na última sexta-feira, 3 de agosto, mas os primeiros ofícios com pedidos de informação estão sendo expedidos nesta segunda-feira pelo Ministério Público, que informou ainda que fontes bibliográficas também serão utilizadas ao longo da investigação, entre elas o livro A Casa da Vovó, do jornalista Marcelo Godoy
O Ministério Público Federal em São Paulo instaurou um novo inquérito para investigar a responsabilidade criminal de agentes da ditadura militar no assassinato do jornalista Vladimir Herzog, preso e torturado em 1975.

terça-feira, 3 de abril de 2018

Anos de Chumbo? General da reserva ameaça: “Se o STF permitir que Lula se eleja, haverá intervenção militar”

Lessa disse ainda que, se o STF deixar Lula solto, estará agindo como “indutor” da violência entre os brasileiros
O general de exército da reserva Luiz Gonzaga Schroeder Lessa afirmou ao Estado que, se o Supremo Tribunal Federal (STF) deixar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva solto, estará agindo como “indutor” da violência entre os brasileiros, “propagando a luta fratricida, em vez de amenizá-la”
O general de exército da reserva Luiz Gonzaga Schroeder Lessa afirmou ao Estado que, se o Supremo Tribunal Federal (STF) deixar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva solto, estará agindo como “indutor” da violência entre os brasileiros, “propagando a luta fratricida, em vez de amenizá-la”.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Porque a Reforma Política pode impedir que você xingue muito no Twitter (ou Facebook)

Recentemente, em relatório da Freedom House sobre liberdade de expressão online, o Freedom on the Net Report de 2016, o Brasil teve sua nota rebaixada no cenário internacional de proteção a esse direito individual dos usuários.  O rebaixamento é resultado de diversas ações que visam a restringir os direitos dos usuários online, especialmente sua liberdade para postar críticas, notícias investigativas e utilizar livremente aplicações de comunicação.
Recentemente, em relatório da Freedom House sobre liberdade de expressão online, o Freedom on the Net Report de 2016, o Brasil teve sua nota rebaixada no cenário internacional de proteção a esse direito individual dos usuários.

domingo, 10 de setembro de 2017

História - Quem é o fundador do Partido Nazista americano e que continua influente 50 anos após sua morte

Sem esconder suas visões racistas e homofóbicas, mas ironicamente batizado em homenagem a George Washington e Abraham Lincoln, dois dos mais liberais presidentes dos Estados Unidos, George Lincoln Rockwell é um nome controverso na história americana.
Em 1959, o ex-comandante da Marinha Americana tentou organizar uma marcha em Nova York para celebrar o aniversário de Adolf Hitler - sim, o mesmo inimigo que os americanos haviam ajudado a derrotar cerca de 15 anos antes.
Mas apesar de o fundador do Partido Nazista Americano ter sido assassinado por um de seus seguidores, em 1967, e de o partido ter caído no esquecimento, sua retórica sobrevive.Em 1959, o ex-comandante da Marinha Americana tentou organizar uma marcha em Nova York para celebrar o aniversário de Adolf Hitler - sim, o mesmo inimigo que os americanos haviam ajudado a derrotar cerca de 15 anos antes.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Meu nome não é Sininho

Depois de dois anos parado, o processo que procura condenar Elisa Quadros Pinto Sanzi e outros 22 ativistas presos durante os protestos de 2013 e 2014 no Rio de Janeiro deve chegar ao fim. Em abril, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) começou a julgar um habeas corpus que pedia a anulação de provas colhidas por um policial militar infiltrado nas manifestações sem autorização judicial (leia mais aqui).
Assim que o STJ proferir sua decisão, o caso que ficou conhecido como “processo dos 23”, no qual os jovens manifestantes são acusados de “associação criminosa agravada pelo uso de arma e a participação de adolescentes”, deve finalmente ser julgado pelo juiz Flávio Itabaiana, do Tribunal de Justiça fluminense. Itabaiana é conhecido como “linha-dura” e concedeu diversos pedidos de prisão temporária dos ativistas, incluindo no final da Copa do Mundo de 2014.
Três anos depois de estampar capas de jornais e o noticiário de TV acusada de liderar os adeptos do black bloc, Elisa Quadros recebeu a Pública para uma longa entrevista sobre as prisões, as ameaças e os traumas que ainda tenta superar

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Blogueiro argelino pode ser condenado a 25 anos de prisão por entrevistar oficial israelense no YouTube

As autoridades argelinas acusam o blogueiro Merzoug Touati de “trocar informações com uma potência estrangeira”, por conta de um vídeo em que ele realiza uma entrevista com um porta-voz do ministério de relações exteriores israelense.
Segundo a Liga Argelina de Direitos Humanos (LADDH), Touati foi preso pela polícia no dia 18 de janeiro e teve seu computador e sua câmera confiscados. Os advogados do órgão estão o representando no tribunal.
Ikken Sofiane, advogado da LADDH disse à agência de notícias argelina El-Watan que Touati foi enquadrado no artigo 71 do código penal do país, que prevê sentença de até 20 anos de prisão para qualquer pessoa sentenciada por “manter contato com representantes de uma nação estrangeira que traga prejuízo à condição militar ou diplomática da Argélia ou aos seus interesses econômicos”.
As autoridades argelinas acusam o blogueiro Merzoug Touati de “trocar informações com uma potência estrangeira”, por conta de um vídeo em que ele realiza uma entrevista com um porta-voz do ministério de relações exteriores israelense.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Casa Fora do Eixo Amapá e sede da Mídia NINJA AP brutalmente atacadas pela PM

Militares apontaram armas, gritaram e agrediram com socos e chutes ativistas e público do evento, sem mandado ou qualquer prerrogativa jurídica para a ação.
A Casa Fora do Eixo Amapá, centro de ativismo e cultura em Macapá e sede da Mídia NINJA no estado, foi brutalmente atacada durante a noite de ontem (08/01) na realização do projeto Domingo na Casa, conhecido evento cultural da cidade.
O público do evento e os moradores da Casa passaram por momentos de terror, com a invasão do espaço por diversos policiais fora do horário de serviço e também soldados fardados que apontaram armas, gritaram, agrediram com socos e chutes, ofenderam verbalmente, num verdadeiro linchamento moral contra as pessoas e o espaço, sem qualquer medida legal, sem mandado de busca ou qualquer prerrogativa jurídica para a ação.
A Casa Fora do Eixo Amapá, centro de ativismo e cultura em Macapá e sede da Mídia NINJA no estado, foi brutalmente atacada durante a noite de ontem (08/01) na realização do projeto Domingo na Casa, conhecido evento cultural da cidade.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Documentos da Cruz Vermelha revelam massacre de indígenas na ditadura

Trabalhos forçados, miséria e doenças levaram povos “à beira do extermínio” na década de 1970, registram informes confidenciais do Comitê Internacional da entidade


Num estado de saúde deplorável, aniquilados por doenças, uma miséria profunda e trabalhando como escravos para fazendeiros, povos indígenas inteiros estiveram próximos de desaparecer no final dos anos 60 e início da década de 70.
Isso é o que revelam informes confidenciais preparados pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha e que estiveram guardados por quase meio século de forma sigilosa em Genebra. Alguns povos passaram a praticar abortos diante da constatação de famílias de que não teriam como garantir a sobrevivência da nova geração.
Num estado de saúde deplorável, aniquilados por doenças, uma miséria profunda e trabalhando como escravos para fazendeiros, povos indígenas inteiros estiveram próximos de desaparecer no final dos anos 60 e início da década de 70.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Ação da PM em escola do MST nem cumpriu seu objetivo inicial

O objetivo da operação, segundo a PM, era na verdade cumprir um mandado de prisão contra uma pessoa que sequer foi encontrada no local. 
A ação de policiais do GARRA (Grupo Armado de Repressão a Roubos) na manhã desta sexta-feira (04) na Escola Florestan Fernandes, que pertence ao movimento MST, não cumpriu seu objetivo inicial. Segundo a PM, a operação foi realizada para cumprir um mandado de prisão contra Margareth Barbosa de Souza, porém mesmo depois de todo o episódio que envolveu cerca de 10 viaturas e foi feito com uso de violência, a pessoa procurada não estava lá e nem sequer foi localizada.
A ação de policiais do GARRA (Grupo Armado de Repressão a Roubos) na manhã desta sexta-feira (04) na Escola Florestan Fernandes, que pertence ao movimento MST, não cumpriu seu objetivo inicial.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Mídia brasileira aciona Justiça para tirar do ar sites estrangeiros

Com medo de perder a hegemonia, mídia brasileira vai à Justiça para tirar do ar versões nacionais de sites estrangeiros como a BBC Brasil, o El País, o DW e o The Intercept
O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou na última quinta-feira (27) que a Associação Nacional de Jornais (ANJ), representante das empresas do setor, entrou com a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.613, reivindicando que portais de notícias tenham de respeitar a mesma regra de limite de participação do capital estrangeiro – de até 30% – aplicada a jornais, revistas, rádios e televisões.
A medida pode colocar na ilegalidade a atuação de portais estrangeiros que atuam com equipes brasileiras produzindo conteúdo sobre o país, como a BBC Brasil, o El País, o DW e o The Intercept.
O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou na última quinta-feira (27) que a Associação Nacional de Jornais (ANJ), representante das empresas do setor, entrou com a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.613, reivindicando que portais de notícias tenham de respeitar a mesma regra de limite de participação do capital estrangeiro – de até 30% – aplicada a jornais, revistas, rádios e televisões.

Juiz autoriza técnicas de tortura usadas pela CIA para acabar com ocupação em escola

Isolamento físico e privação de sono estavam entre as técnicas de interrogatório permitidas pela agência de inteligência dos EUA (CIA) para combater o terrorismo depois dos ataques de 11 de setembro de 2011. Em junho de 2015, o Senado americano votou pelo banimento da prática contra investigados, identificada e denunciada pela Organização Não-Governamental Human Rights Watch .

A fórmula, agora, foi autorizada por um juiz do Distrito Federal para forçar um grupo de estudantes a desocupar uma escola. Para acabar com a invasão de estudantes no colégio em Taguatinga, o juiz Alex Costa de Oliveira, da Vara da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal determinou corte de água e energia, isolamento físico e utilização de instrumentos sonoros para impedir o sono.
Isolamento físico e privação de sono estavam entre as técnicas de interrogatório permitidas pela agência de inteligência dos EUA (CIA) para combater o terrorismo depois dos ataques de 11 de setembro de 2011.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

MBL invade escolas ocupadas promovendo assédio, violência e ódio

Parece que o Movimento Brasil Livre (MBL), grupo recém-criado de extrema direita, está obcecado com a ideia de repetir os “feitos” do Comando de Caça aos Comunistas (CCC), ação promovida por jovens favoráveis à ditadura militar que perseguia e matava contrários ao regime. Com pouca adesão, porém com um grande arsenal de armas de fogo e sede de violência, o bando vem invadindo as escolas que estão ocupadas contra a Reforma do Ensino Médio, provocando cenas de pânico entre os estudantes.
Nesta quinta-feira (27) Renan Santos, membro do MBL, que responde a mais de 60 inquéritos judiciais, aliou-se ao youtuber Arthur Maledo do Val, famoso pela produção de vídeos sensacionalistas, para promover uma reportagem com perguntas armadas, deixando, dessa forma, os entrevistados constrangidos.
Segundo informações dos Jornalistas Livres, a dupla foi à escola ocupada Colégio Estadual do Paraná (CEP), localizado em Curitiba, abordando estudantes com perguntas do tipo: “Você é a favor do aborto” “E se o MST invadisse a sua casa?” “Você acha que impeachment é golpe?”. 

Percebendo a malícia da parceria MBL+Youtuber, os alunos ocupantes recusaram-se a falar ou liberar a entrada do colégio para ambos, argumentando que esse tipo de enfoque criminaliza as ocupações. Foi então que Arthur e Renan resolveram ficar mais agressivos, passando a mão nos seios, barrigas e nádegas das estudantes, chamando-as de “gostosas”. “Você não quer ficar comigo?” indagou Arthur. 

As estudantes que sofreram assédio sexual prestaram queixa na Delegacia da Mulher, que fica em frente ao colégio ocupado.
Nesta quinta-feira (27) Renan Santos, membro do MBL, que responde a mais de 60 inquéritos judiciais, aliou-se ao youtuber Arthur Maledo do Val, famoso pela produção de vídeos sensacionalistas, para promover uma reportagem com perguntas armadas, deixando, dessa forma, os entrevistados constrangidos.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Procuradora critica ação da PM que prendeu jovens por criticar corporação nas redes sociais

Para a PFDC, o desacato à autoridade tem sido usado como instrumento de abuso de poder pelas autoridades estatais para suprimir direitos fundamentais, em especial a liberdade de expressão. Deborah Duprat destaca que o crime de desacato é ofensivo à Constituição sob múltiplas perspectivas.“É uma tipificação que atenta contra o regime democrático, na medida em que impede o controle da atuação de servidores públicos a propósito de suas funções. Do mesmo modo, inibe a liberdade de expressão nos seus aspectos e fundamentos essenciais, além de atingir mais severamente aqueles que estão em luta pela implementação de seu catálogo de direitos, em clara ofensa ao princípio da igualdade”.
"É absurdo que em um Estado democrático de direito, forças policiais se sintam autorizadas a criminalizarem o direito à livre manifestação de opinião sob o argumento do desacato a autoridade”. A opinião é da procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, ao comentar o caso de dois jovens, em São Paulo e no Ceará, presos em casa pela Polícia Militar depois de terem feito críticas genéricas à corporação nas redes sociais.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

5 relatos de presas políticas para não duvidar que houve tortura na ditadura militar do Brasil

O voto de Jair Bolsonaro — deputado que se orgulha de suas opiniões homofóbicas — causou indignação tanto entre os favoráveis e os contrários ao impeachment. Além da ofensa, o deputado abriu espaço a uma parcela da população brasileira que apoia ou contemporiza os crimes cometidos pelo Estado durante a ditadura militar, que durou de 1964 a 1985.

São pessoas que acreditam que, em nome de “livrar o Brasil dos comunistas”, os desaparecimentos, assassinatos extrajudiciais e a tortura foram armas justas. Mesmo em 2016, essa população segue expressiva — o suficiente para fazer com que as “curtidas” na página de Brilhante Ustra, no Facebook, terem aumentado 3.300% na semana seguinte à votação.

Foi esse mesmo sentimento que deu espaço à instalação de ditaduras no Cone Sul na segunda metade do século 20. No Brasil, o regime deixou 191 mortos e 243 desaparecidos, segundo o relatório da Comissão Nacional da Verdade, divulgado no final de 2014. 

O Brasil foi o último dos países do Cone Sul a instaurar uma comissão da verdade nacional dedicada a investigar os crimes praticados pelo Estado em suas respectivas ditaduras — Chile, Argentina e Uruguai o fizeram ainda nos 1980, logo após a democratização, e o refizeram no início dos anos 2000. E enquanto outros países do continente têm dado passos importantes para revisar suas leis de anistia, o Brasil ainda está começando a falar do assunto. Para Lorena Balardini, coordenadora do Centro de Estudos Legais e Sociais, pioneiro na investigação da memória das ditaduras na região, o Brasil “foi o país que menos avançou” na reconciliação com o seu passado militar.
Em meio a uma das mais profundas crises políticas de sua História, abriu-se outra ferida no Brasil durante votação pela abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, realizado Câmara dos Deputados no dia 17.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Há 40 anos, ditadura militar matava o jornalista Vladimir Herzog sob tortura

Homenagens começaram no domingo, 25, às 14h30, com missa na Catedral da Sé
A morte sob tortura do jornalista Vladimir Herzog, o Vlado, há 40 anos, no dia 25 de outubro de 1975, no DOI-Codi de São Paulo, o principal centro de repressão do país, começou a fazer ruir a ditadura militar. A comoção tomou conta da sociedade e o culto ecumênico de sétimo dia realizado na Catedral da Sé, no centro da capital paulista, reuniu milhares de pessoas e acabou se convertendo na primeira manifestação de massas desde o Ato Institucional número 5 (AI-5), que considerava subversão qualquer reunião com mais de mais três pessoas.
A morte sob tortura do jornalista Vladimir Herzog, o Vlado, há 40 anos, no dia 25 de outubro de 1975, no DOI-Codi de São Paulo, o principal centro de repressão do país, começou a fazer ruir a ditadura militar.