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terça-feira, 18 de maio de 2021

Lewandowski nega habeas corpus para secretária da Saúde ficar em silêncio na CPI

Segundo defesa de Mayra Pinheiro, agressividade de parlamentes contra depoentes da CPI da Pandemia justifica a necessidade de preservar as testemunhas

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, nesta terça-feira (18), o pedido de habeas corpus feito por Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, no qual ela solicitou o direito de não responder às perguntas feitas durante sua oitiva na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, marcada para quinta-feira (20). A decisão foi obtida pela analista de política da CNN Thais Arbex.

O ministro 
Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, nesta terça-feira (18), o pedido de habeas corpus feito por Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, no qual ela solicitou o direito de não responder às perguntas feitas durante sua oitiva na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, marcada para quinta-feira (20). A decisão foi obtida pela analista de política da CNN Thais Arbex. 

Para o ministro do STF, "nada há nos autos que leve à conclusão de que se deva deferir à paciente o direito de permanecer calada durante seu depoimento, mesmo porque essa proteção constitucional é reservada àqueles que são interrogados na condição de investigados, acusados ou réus por alguma autoridade estatal".

Lewandowski ainda pontuou que Mayra tem a obrigação de comparecer e prestar depoimento na figura de testemunha reforçada pelo fato de ela ser servidora pública, e que deve permanecer "à disposição dos senadores [...] até o encerramento dos trabalhos, não lhe sendo permitido encerrar seu depoimento, de forma unilateral, antes de ser devidamente dispensada."

Em seus argumentos para tentar o habeas corpus, Mayra afirmou que os depoentes estão sendo tratados na CPI com agressividade, e por isso há a necessidade de preservar as testemunhas. 

Apelidada como "Capitã Cloroquina", Mayra se destacou pela defesa do chamado "tratamento precoce" contra a Covid-19, com uso de medicamentos sem eficácia no combate à pandemia, como ivermectina e hidroxicloroquina.

A secretária do Ministério da Saúde foi alvo de quatro requerimentos para que preste testemunho à CPI da Pandemia. 

Na sexta-feira (14), Lewandowski concedeu ao ex-ministro Eduardo Pazuello o direito de ficar calado em seu depoimento à CPI, que deve ocorrer na quarta-feira (19). No caso de Pazuello, o pedido foi feito pela Advocacia-Geral da União (AGU). Em seu despacho, o ministro do STF explicou que o depoente pode não responder a perguntas que possam lhe incriminar.

Fonte: CNN Brasil

segunda-feira, 17 de maio de 2021

Adolescente planejava realizar massacre em escola da Grande BH

A Polícia Civil identificou, nesse fim de semana, uma adolescente que planejava fazer um massacre na escola em que estudava, na região metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com a polícia, a adolescente é suspeita de usar as redes sociais para fazer postagens que apontavam para um possível crime de assassinato.

A Polícia Civil identificou, nesse fim de semana, uma adolescente que planejava fazer um massacre na escola em que estudava, na região metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com a polícia, a adolescente é suspeita de usar as redes sociais para fazer postagens que apontavam para um possível crime de assassinato.

O caso só foi divulgado na tarde desta segunda-feira (17), por conta da sensibilidade do assunto. As investigações revelam que a adolescente, que não teve idade revelada, ameaçava matar tanto os colegas da escola quanto seus familiares. No local da apreensão, foi encontrado um grande número de armas, como facas e facões.

A suspeita não fazia parte de nenhum grupo violento, conforme aponta a delegada Danielle Aguiar, mas os posts sinalizando um atentado eram constantes. Ainda segundo a polícia, a jovem apresentava alguns sinais de introspecção, falta de amigos e interesse em assuntos violentos.

Não foi identificado nenhuma relação da adolescente com o caso ocorrido em Santa Catarina, já que os posts da menor foram publicados antes do crime ocorrer.

Pais em alerta


Diante do caso, a delegada reforçou a necessidade dos pais estarem sempre atentos às mudanças de comportamento dos jovens e adolescentes, principalmente no contexto atual.

“É preciso avaliar se a criança está introspectiva, se isolando ou se não tem amigos. Os pais têm que buscar manter o diálogo saudável, mostrar ser amigo e exercer autoridade. Olhem as redes [dos filhos], os aplicativos de mensagem. Isso é de extrema importância”, explica Danielle.

As autoridades alertam para o tipo de conteúdo que os filhos podem estar consumindo longe da visão dos pais. “No que os jovens têm se interessado? Que tipo de conversa estão mantendo com outros adolescentes? Saber isso pode evitar que eles se envolvam com grupos extremistas, já que eles são novos e influenciáveis”, orienta a delegada.

No caso da Grande BH, ficou comprovado que os pais não sabiam que a adolescente fazia as postagens e ficaram surpresos, pois “não tinham ideia do que estava acontecendo” com a menina.

A família foi orientada a buscar ajuda profissional para a adolescente e a polícia vai encaminhar o caso à Justiça para saber se a jovem vai precisar de algum outro tipo de acompanhamento.

Fonte: BHAZ

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Bolsonaro cria orçamento secreto bilionário para comprar apoio no Congresso.

Reportagem do Estadão mostra que parte da verba foi gasta para compra de tratores com preços até 259% acima dos valoresSegundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o chefe do Executivo reservou um orçamento secreto de R$ 3 bi em emendas, boa parte delas destinada à compra de tratores e equipamentos agrícolas por preços até 259% acima dos valores de referência fixados pelo governo.


O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criou um esquema bilionário para obter apoio do Congresso na última eleição que elegeu seus candidatos.

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o chefe do Executivo reservou um orçamento secreto de R$ 3 bi em emendas, boa parte delas destinada à compra de tratores e equipamentos agrícolas por preços até 259% acima dos valores de referência fixados pelo governo.

A reportagem encontrou o orçamento em um conjunto de 101 ofícios enviados por deputados e senadores ao Ministério do Desenvolvimento Regional e órgãos vinculados para indicar como eles preferiam usar os recursos.

Os documentos mostram que o esquema atropela leis orçamentárias, pois são os ministros que deveriam definir onde aplicar os recursos, e dificulta o controle do Tribunal de Contas da União (TCU) e da sociedade. Os acordos para direcionar o dinheiro não são públicos, e a distribuição dos valores não é equânime entre os congressistas, atendendo a critérios eleitorais. Só ganha quem apoia o governo.

O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), que contou com o apoio do Planalto para eleger Rodrigo Pacheco  determinou a aplicação de R$ 277 milhões de verbas públicas só do Ministério do Desenvolvimento Regional, assumindo a função do ministro Rogério Marinho.

Ele precisaria de 34 anos no Senado para conseguir indicar esse montante por meio da tradicional emenda parlamentar individual, que garante a cada congressista direcionar livremente R$ 8 milhões ao ano.

Ao deputado federal Lúcio Mosquini (MDB-RO), o governo aceitou pagar R$ 359 mil em um trator que, pelas regras normais, somente liberaria R$ 100 mil dos cofres públicos. No total, o deputado direcionou R$ 8 milhões.

Os deputados do Solidariedade Ottaci Nascimento (RR) e Bosco Saraiva (AM) direcionaram R$ 4 milhões para Padre Bernardo (GO), cidade a cerca de dois mil quilômetros de seus redutos eleitorais, para máquinas agrícolas. Se a tabela do governo fosse considerada, a compra sairia por R$ 2,8 milhões.

As máquinas são destinadas a prefeituras para auxiliar nas obras em estradas nas áreas rurais e vias urbanas e também nos projetos de cooperativas da agricultura familiar. Políticos costumam promover festas de entrega dos equipamentos, o que lhes garante encontros e fotos com potenciais eleitores em ano pré-eleitoral.

Ao serem entrevistados, deputados e senadores negavam o direcionamento dos recursos ou se recusavam a prestar informações. Confrontados com ofícios assinados por eles e a planilha do governo, acabaram por admitir seus atos.

Na prática, a origem do novo esquema está no discurso de Bolsonaro de não distribuir cargos, sob o argumento de não lotear o primeiro escalão do governo. De um jeito ou de outro, a moeda de troca se deu por meio da transferência do controle de bilhões de reais do orçamento ao Congresso. Tudo a portas fechadas, longe do olhar dos eleitores.

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Chacina promovida pela Polícia do Rio deixa 25 mortos no Jacarezinho

Operação é a mais letal da história do Rio de Janeiro e vídeos divulgados mostram pessoas sendo executadas. Polícia não detalha quem são os mortos e como foram atingidos. Moradores denunciam invasões de casas e bens confiscados

Segundo o G1, o policial civil André Leonardo de Mello Frias foi baleado na cabeça e outras 24 pessoas morreram durante a ação. Ao menos dois policiais civis e dois passageiros que estavam dentro do vagão da linha 2, altura da estação Triagem do metrô, também foram feridas durante os disparos.

Uma operação da 
Polícia Civil do Rio de Janeiro deixou ao menos 25 mortos na favela do Jacarezinho, na zona norte da capital fluminense, na manhã desta quinta-feira (6/5).

Segundo o G1, o policial civil André Leonardo de Mello Frias foi baleado na cabeça e outras 24 pessoas morreram durante a ação. Ao menos dois policiais civis e dois passageiros que estavam dentro do vagão da linha 2, altura da estação Triagem do metrô, também foram feridas durante os disparos.

MetrôRio informou que um passageiro foi atingido por estilhaços de vidro e outro atingida de raspão no braço, mas foram socorridos pelo Samu.

Um dos moradores relatou que presenciou duas pessoas sendo mortas dentro da casa onde mora com a avó durante a perseguição policial e que houve invasão de residências. “O respeito com os moradores nunca tem, isso é uma população, mas acho que eles pensam que estão no Iraque”, disse ao G1.

Havia dois helicópteros que davam tiros”, disse um morador, que saía da casa de um familiar no momento em que a ação começou. “A gente recebeu denúncias de moradores de corpos caídos em cima das lajes, os policiais não deixando serem retirados”, prosseguiu.

Por volta das 8h, o LabJaca (Laboratório de Dados e Narrativas na Favela do Jacarezinho) divulgou vídeo e relatos de moradores da comunidade mostrando a presença do “caveirão aéreo”, como é apelidado o helicóptero da polícia.


Um dos relatos de moradores colhidos pelo perfil diz: “Estamos presos dentro de casa sufocando com a bomba de pimenta e não tem como sair”. 
Nas redes sociais, também havia relatos de moradores informando terem sido atingidos por estilhaços. A reportagem também recebeu diversas imagens de corpos espalhados em vielas e lajes de casas. 
 
 

De acordo com a corporação, a ação, intitulada “Operação Exceptis”, foi organizada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, com apoio de outras unidades do Departamento-Geral de Polícia Especializada, do Departamento-Geral de Polícia da Capital e da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) contra a atuação de traficantes que estariam aliciando crianças e adolescentes para integrar o Comando Vermelho, facção que domina o território.

Segundo a corporação, a investigação havia identificado 21 membros da quadrilha após quebra do sigilo telefônico autorizado pela Justiça. Na nota oficial da PCERJ, não é informado se houve autorização prévia para a operação, já que desde junho do ano passado o STF (Supremo Tribunal Federal) proibiu o ingresso das forças policiais em comunidades, que só podem ocorrer em casos excepcionais.

A Defensoria Pública informou que o Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos e a Ouvidoria do órgão estão no local ouvindo moradores e apurando as circunstâncias da operação para tomar as medidas cabíveis. “Desde já, manifestamos nosso pesar e solidariedade aos familiares de todas as vítimas de mais essa tragédia a acometer nosso estado”, declarou em nota.

‘Barbárie da barbárie’

A plataforma Fogo Cruzado, que monitora tiroteios, informou que a operação desta quinta-feira é “a 2ª maior chacina da história do Rio de Janeiro”, que até o momento contabiliza 25 mortos.

 

Já o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (Geni-UFF) diz que “é a maior entre as chacinas oriundas de uma operação avalizada pelas autoridades públicas em toda a história democrática do estado do Rio de Janeiro”.

Fransergio Goulart, da Coordenação Executiva da Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial da Baixada Fluminense, criticou veementemente a operação de hoje. “Essa barbárie que aconteceu no Jacarezinho, ou seja, são 23 mortos, mas a gente que tem os contatos com os moradores, com esse territórios, sabemos que esse número é muito maior do que 23”, diz.

Ele lembra que novamente o governo do Rio de Janeiro descumpriu a liminar deferida pelo ministro Edson Fachin e referendada pelo plenário da corte que proibiu operações policiais nas comunidades durante a pandemia da Covid-19, a partir da ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) nº 635, conhecida como “ADPF das Favelas”. “É a barbárie da barbárie, é a chacina, é o descumprimento dessa cautelar do STF, ou seja, a polícia, o governador do Estado está pouco se lixando, para essa liminar.”

Segundo Fransergio, o Ministério Público sabia da operação e nada fez para controlar o uso da força da policia. “Se ele foi avisado pela polícia dessa operação, o que ele fez para fazer o seu papel constitucional de controle das polícias? E tem um agravante nessa operação, o MP foi avisado, a polícia fez a operação e a mídia hegemônica, os jornais, os programas televisivos, mais uma vez fazendo aquele show midiático a partir das dores, dos moradores e das moradoras que moram no Jacarezinho e legitimando essa ação policial. Não dá mais”, diz.

 

Há menos de 20 dias uma audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) com a presença do ministro Edson Fachin tratou da criação coletiva de um plano de redução de letalidade policial.

O evento discutiu estratégias de redução da letalidade policial no RJ e contou com a participação de diversas organizações, entre elas Educafro, Justiça Global, Redes da Maré, Conectas Direitos Humanos, Movimento Negro Unificado, Iser, Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial/IDMJR, Coletivo Papo Reto e Mães de Manguinhos.

O representante da IDMJR aponta que o discurso da excepcionalidade para fazer a operação foi utilizado novamente, mas sem o controle do MP. “Na cautelar do STF, as operações policiais podem acontecer no contexto da pandemia com excepcionalidade, só que o Estado, a polícia sempre cria uma excepcionalidade. Apesar disso, a medida diz que a PM noticie sempre o MP, para aí sim o MP acompanhar com recomendações, só que o MP não faz o papel constitucional de controle da polícia”.

‘Isso aqui não é democracia’
Lucas Louback, coordenador de projetos e ativista no Rio de Paz estava trabalhando na sede da entidade dentro da comunidade do Jacarezinho com entrega de alimentos. 
Ele conta que chegou às 11h30 da manhã e se deparou com o cenário de tristeza e derramamento de sangue. 

É algo que sempre nos choca devido ao derramamento de sangue, o número de mortes e justamente em um dia onde nós entregamos comida. Nós estamos aqui caminhando, vendo todo o estrago, ouvindo os relatos dos moradores, a tristeza, o lamento das perdas”.

Ele questiona: “Como essa tragédia tem perpetuado mandato atrás de mandato e não há mudança no sistema e na política de segurança pública do Rio de Janeiro?”. 

Em vídeo publicado no Twitter, o advogado Joel Luiz Costa, fundador do Instituto de Defesa da População Negra, que atua no Jacarezinho criticou a violência cotidiana vivida pelas pessoas que moram nas comunidades cariocas.

Isso aqui não democracia, não é nada do que a gente pensa que é viver em sociedade, é muito cruel você estar na rua, sentar com os amigos para tomar uma cerveja, fazer coisas triviais que todo ser humano faz, viver a vida e ver uma dezena de marcas de tiros na porta de um bar, de uma loja de cosméticos, cano estourado, balas e balas no chão, ninguém merece isso”. 

Emocionado, ele esteve no local junto as Comissões de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e com a Defensoria Pública do RJ. Ele reiterou que ninguém merece viver em cenário de guerra. “Não é justo entrar no seu território e ver casas arrombadas, sangue no chão, que dia das mães essas pessoas vão ter? Que final de semana as pessoas vão ter?”.

A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) afirmou que foram tiradas fotos de um dos mortos na operação em uma posição humilhante. Segundo relatos, um homem negro teve um dedo colocado em sua boca.

Recebemos a denúncia de que, depois da operação no Jacarezinho nesta manhã, um corpo de uma pessoa negra foi colocado numa cadeira com um dos dedos na boca para a população ver. Isso é BARBÁRIE! Não há palavras para descrever essa situação. Respeitem a favela e a decisão do STF!” 
Djeff Amadeus, um dos advogados responsáveis pela sustentação do ADPF 635 no Supremo Tribunal Federal, também fez a mesma denúncia. 

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Homem invade casa de ex em BH e acaba esfaqueado por ela

Uma jovem de 24 anos foi presa por esfaquear o ex-companheiro, de 30, no bairro Ernesto do Nascimento, na região do Barreiro, nessa terça-feira (4). A mulher alegou que o homem estava drogado e tentava invadir a casa dela. A vítima, mesmo estando esfaqueada, foi até um bar antes de ser levada ao hospital João 23.

Uma jovem de 24 anos foi presa por esfaquear o ex-companheiro, de 30, no bairro Ernesto do Nascimento, na região do Barreiro, nessa terça-feira (4). A mulher alegou que o homem estava drogado e tentava invadir a casa dela. A vítima, mesmo estando esfaqueada, foi até um bar antes de ser levada ao hospital João 23.

Tanto a jovem, como um vizinho, contaram que o homem batia no portão do imóvel e chegou a tentar pular o muro, já que a moradora não estava autorizando a entrada dele. A moça contou que o ex estava sob o efeito de drogas e que ficou com medo dele fazer algo com ela. Por causa disso, pegou uma faca na cozinha e deu vários golpes nele.

O homem saiu pelas ruas após ser esfaqueado e foi parar em um bar do bairro. A proprietária do estabelecimento contou ter perguntado o que havia acontecido, mas a vítima não respondeu e apenas pediu uma cachaça e um cigarro.

O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) levou o homem ao Hospital João 23. De acordo com o registro da ocorrência, ele apresentava pequenos cortes na cabeça e um no tórax. A equipe médica informou que o quadro dele era estável e que ele até chegou a tentar sair da unidade da saúde. A equipe de segurança impediu a fuga.

A vítima foi perguntada sobre o que aconteceu e disse que havia saído do hospital Galba Veloso. Segundo ele, foi até a casa da ex para pegar alguns pertences e não entendeu as agressões sofridas.

Jovem presa

A autora das facadas foi localizada nas proximidades de onde tudo aconteceu e presa. A PM informou que ela aparentava nervosismo e suando bastante. A jovem disse que faz tratamento psicológicos e faz uso de medicamentos controlados, além de fazer acompanhamento médico.

A ocorrência foi encerrada na Delegacia Especializada de Plantão de Atendimento à Mulher.

Fonte: BHAZ 

Bolsonaro ameaça baixar decreto contra isolamento: 'não ousem contestar'

Em recado indireto ao STF, presidente diz que a medida seria cumprida, com a força dos ministros

No segundo dia de depoimento da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pandemia, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a ameaçar editar um decreto contra medidas de isolamento social tomadas por governadores e prefeitos para, segundo o mandatário, garantir a realização de cultos e a

No segundo dia de depoimento da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pandemia, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a ameaçar editar um decreto contra medidas de isolamento social tomadas por governadores e prefeitos para, segundo o mandatário, garantir a realização de cultos e a "liberdade para poder trabalhar".
Em um recado ao Judiciário, Bolsonaro ainda afirmou: "não ouse contestar, quem quer que seja".

A fala do mandatário ocorreu em evento no Palácio do Planalto, um dia depois de o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ter apontado que Bolsonaro contrariou orientações do Ministério da Saúde baseadas na ciência para o combate à pandemia da Covid.

"Nas ruas já se começa a pedir que o governo que baixe um decreto. Se eu baixar um decreto ele vai ser cumprido, não será contestado por nenhum tribunal", declarou Bolsonaro, em evento no Palácio do Planalto.

"Queremos a liberdade de cultos, queremos a liberdade para poder trabalhar, queremos o nosso direito de ir e vir, ninguém pode contestar isso. Se esse decreto eu baixar, repito, [ele] será cumprido. Juntamente com o nosso parlamento, juntamente com todo o poder de força que temos em cada um dos nossos atualmente 23 ministros", declarou.

Em outro momento, sem citar o STF (supremo Tribunal Federal), Bolsonaro disse que o reconhecimento da competência de estados e municípios para a adoção de medidas de controle sanitário é uma "excrescência".

O STF julgou que estados e municípios, assim como a União, têm atribuição para a tomada de decisões referentes ao controle do vírus, entre eles o fechamento de comércios.

Bolsonaro afirmou que, com a proibição de cultos em alguns estados - outra ação avalizada pelo Supremo - "pastores e padres passaram a ser vilões no Brasil".

Fonte: O Tempo

Notícias sobre a covid-19, ao vivo | Teich admite pressão por cloroquina: “Percebi que não teria autonomia”

O ex-ministro da Saúde participa de audiência na CPI da Covid. Também ex-ministro, Mandetta disse aos senadores na terça que, apesar das orientações da Saúde, Bolsonaro seguia assessoramento paralelo. Audiência de Pazuello é adiada para 19 de maio. Brasil registra 2.966 novas mortes nas últimas 24 horas. Índia registra 3.780 mortes por coronavírus e 382.315 novas infecções. Siga as últimas notícias

O ex-ministro da Saúde participa de audiência na CPI da Covid. Também ex-ministro, Mandetta disse aos senadores na terça que, apesar das orientações da Saúde, Bolsonaro seguia assessoramento paralelo. Audiência de Pazuello é adiada para 19 de maio. Brasil registra 2.966 novas mortes nas últimas 24 horas. Índia registra 3.780 mortes por coronavírus e 382.315 novas infecções. Siga as últimas notícias:

O ex-ministro da Saúde Nelson Teich abriu seu depoimento na CPI da Covid falando abertamente sobre os motivos que o levaram a deixar o Ministério após 29 dias de gestão: a falta de autonomia para conduzir a pasta e a divergência com o presidente Jair Bolsonaro sobre o uso da cloroquina, um medicamento sem eficácia para a covid-19. Na sessão de terça-feira, o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta afirmou que Bolsonaro não apresentava soluções quando ele indicou a projeção de óbitos no país e que não seguia as orientações técnicas do Ministério da Saúde. Com suspeita de covid-19, o general Eduardo Pazuello será ouvido dia 19 de maio. O Brasil registrou nas últimas 24 horas 2.966 novas mortes pela covid-19, totalizando 411.588 óbitos, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta terça-feira. Os números de mortes e novos casos de covid-19 seguem altos na Índia, epicentro da pandemia no mundo há semanas. Nesta quarta-feira, o país asiático, que tenta com a África do Sul derrubar patentes de vacinas e remédios, estabeleceu um novo recorde local de mortes, 3.780, e as novas infecções seguiam acima de 380.000.
Acompanhe as notícias mais importantes do dia:
Fonte: El País

terça-feira, 4 de maio de 2021

O futuro do bolsonarismo

Agora, inclinações e anseios subterrâneos ascenderam à voz oficial do Brasil. A nostalgia reacionária de um passado que nunca existiu, e que se deteriora mediante uma suposta desordem moral. A vingança do macho branco e tolhido. A reação a agendas identitárias e ódio às minorias. O ressentimento pela ascensão das classes trabalhadoras a novos patamares de consumo, turismo e escolarização. Não tem volta: mesmo após nos livrarmos do presidente, teremos de conviver com essa comunidade política, moral, simbólica, antidemocrática e radical que sempre esteve aí, e que agora se estruturou e se consolidou como força política. Eis o Brasil que ressurge dos escombros da ordem democrática.

Assistiu-se, mais uma vez, no último final de semana, às manifestações dos apoiadores fiéis do presidente, os autoproclamados patriotas. Os mesmos que riem de suas gracinhas no cercadinho do Alvorada. Aqueles que resistem como os 30% que sempre avaliam o presidente como ótimo ou bom nas pesquisas de opinião. É evidente, em tais manifestações, o quanto são coordenados, homogêneos e nacionalmente conectados.

O bolsonarismo certamente sobreviverá a Bolsonaro, conforme indica tamanha articulação.

O bolsonarismo já antecedia o próprio Bolsonaro, de certa forma. Esta tendência já estava entre nós, latente. Em que pese a ampla estrutura de desinformação e manipulação via redes sociais e aplicativos de mensagem, há uma predisposição do brasileiro médio à mensagem bolsonarista. Ela é uma semente que encontra terreno fértil em nossa constituição cultural escravagista, autoritária, elitista, desigual e patriarcal. Seu simplismo, sua retórica beligerante, suas piadinhas de péssimo gosto e sua valentia covarde de quem abandona entrevistas inconvenientes representam exatamente muitos de nós. Bolsonaro é o tradutor-intérprete do Brasil de sempre.


Bolsonaro deu voz a seus seguidores, organizou-os, conectou-os, forneceu-lhes conceitos, discursos, “teorias”, enfim, uma linguagem. Deu-lhes palavras para expressar aquilo que sentiam, que já traziam consigo, mas que não sabiam como dizer. De certa forma, Bolsonaro os alfabetizou.


Assim, o bolsonarismo sobreviverá a Bolsonaro porque o presidente centralizou e sistematizou uma tendência preexistente, mas silenciosa, amorfa e dispersa, e até então sem meios, espaços e canais por onde se expressar, se encontrar e se estruturar.

Agora, inclinações e anseios subterrâneos ascenderam à voz oficial do Brasil. A nostalgia reacionária de um passado que nunca existiu, e que se deteriora mediante uma suposta desordem moral. A vingança do macho branco e tolhido. A reação a agendas identitárias e ódio às minorias. O ressentimento pela ascensão das classes trabalhadoras a novos patamares de consumo, turismo e escolarização. Não tem volta: mesmo após nos livrarmos do presidente, teremos de conviver com essa comunidade política, moral, simbólica, antidemocrática e radical que sempre esteve aí, e que agora se estruturou e se consolidou como força política. Eis o Brasil que ressurge dos escombros da ordem democrática.

Fonte: Carta Maior

Jovem invade escola com facão e mata professoras e crianças

Um jovem de 18 anos invadiu uma escola municipal e matou, pelo menos, cinco pessoas com golpes de facão em Saudades, na região Oeste de Santa Catarina, na manhã desta terça-feira (4). O rapaz tentou tirar a própria vida, mas acabou sendo impedido por policiais. A motivação do ataque ainda é um mistério.

Um jovem de 18 anos invadiu uma escola municipal e matou, pelo menos, cinco pessoas com golpes de facão em Saudades, na região Oeste de Santa Catarina, na manhã desta terça-feira (4). O rapaz tentou tirar a própria vida, mas acabou sendo impedido por policiais. A motivação do ataque ainda é um mistério.

O 2º Batalhão da Polícia Militar de Chapecó informou ao BHAZ que o jovem invadiu a instituição de ensino, por volta das 10h35, e golpeou várias pessoas utilizando um facão. Duas professoras e três crianças da escola morreram. Outras pessoas foram levadas ao Hospital de Pinhalzinho.

O número de vítimas, o estado de saúde e as idades não foram informadas. Os dados serão passados, assim que o registro policial for finalizado.

A polícia informou ainda que o autor do ataque tentou cometer auto-extermínio, mas acabou sendo impedido e preso. Ele também foi levado para o hospital. O crime bárbaro chocou os moradores da cidade que tem menos de 10 mil habitantes.

A área foi isolada pelo Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil já está no local para a realização dos trabalhos de praxe. A corporação vai investigar a motivação do crime.