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quarta-feira, 30 de setembro de 2020

ONG’S LIGADAS A DAMARES RECEBERAM DINHEIRO DE PROGRAMA ORQUESTRADO POR MICHELE BOLSONARO

ONG’s evangélicas ligadas a ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, receberam dinheiro de doações privadas em um programa orquestrado pela primeira-dama, Michelle Bolsonaro, o ‘Pátria Voluntária’.

ONG’s evangélicas ligadas a ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, receberam dinheiro de doações privadas em um programa orquestrado pela primeira-dama, Michelle Bolsonaro, o ‘Pátria Voluntária’.

De acordo com reportagem da Folha, a Associação Transcultural Brasileira recebeu R$240 mil após Damares indicar a organização para Michelle. Na prática, não houve edital de concorrência.

No site da Receita Federal, a Associação está registrada com o mesmo endereço da ONG Atini, criada por Damares em 2005. Porém, no local funciona um restaurante desde novembro de 2019.

Até o momento, o programa liderado por Michelle usufruiu R$9 milhões em publicidade pagos pela Secretaria de Comunicação da Presidência (SECOM), chefiado por Fábio Wajngarten.

Outra organização beneficiada pelo Pátria Voluntária foi o Instituto Missional com o repasse de R$391 mil e o Serviço Integrado de Missões (SIM), com R$10 mil.

Até o momento, o programa arrecadou R$10,9 milhões, sendo R$4,3 milhões injetados sem um edital público.

O Pátria Voluntária foi sancionado em 2019 pelo presidente Jair Bolsonaro sob a coordenação da Casa Civil.

Fonte: O Cafezinho

terça-feira, 29 de setembro de 2020

‘Sou negro, adotei um menino branco e fui acusado de sequestro

Johnny*, de sete anos, estava agitado. Ele havia acordado de mau humor e isso só aumentava com o passar do dia. Agora, em um restaurante em Charlotte, no Estado americano da Carolina do Norte, Peter podia ver Johnny discutindo com outra criança na área de recreação.

Histórias de acolhimento e adoção inter-racial são quase sempre contadas por pais brancos que se dedicam a cuidar de crianças não-brancas.

Mas o que acontece quando pais não-brancos resolvem adotar crianças brancas?

Um cotidiano de suspeita e interrogatório, dizem eles.

Peter, que nasceu na Uganda, já viveu isso na pele. Ele é pai adotivo de crianças brancas nos EUA.

‘Há um homem negro sequestrando uma criança branca’

Johnny*, de sete anos, estava agitado. Ele havia acordado de mau humor e isso só aumentava com o passar do dia. Agora, em um restaurante em Charlotte, no Estado americano da Carolina do Norte, Peter podia ver Johnny discutindo com outra criança na área de recreação.

Ele teve que agir rápido para tirar seu filho adotivo do restaurante. Pegando o menino nos braços, Peter pagou rapidamente a conta.

Enquanto carregava Johnny para o carro, a criança se contorcia em seus braços e não parou até Peter a colocar no chão para abrir a porta do carro.

Uma mulher se aproximou deles e confrontou Peter.

“Onde está a mãe desse menino?”, perguntou ela.

“Eu sou o pai dele”, respondeu Peter.

A mulher deu um passo para trás e parou na frente do carro de Peter. Ela olhou para a placa dele e pegou o telefone.

“Olá, polícia, por favor”, disse ela calmamente ao telefone. “Ei, é um homem negro. Acho que ele está sequestrando um garotinho branco.”

Johnny parou de fazer birra de repente e olhou para Peter. Peter colocou o braço em volta do filho adotivo.

“Está tudo bem”, disse ele ao menino.


Infância pobre

No site de viagens Lonely Planet, Kabale é descrita como “o tipo de lugar por onde a maioria das pessoas passa o mais rápido possível”.

Em Uganda, perto da fronteira com Ruanda e a República Democrática do Congo, serve como via de transporte para vários parques nacionais famosos nas proximidades.

Para Peter, sua cidade natal ainda guarda memórias dolorosas.

Ele teve uma educação precária. Quando criança, oito membros de sua família dormiam no chão duro de uma cabana de dois quartos.

“Não havia muito o que esperar. Se tivéssemos uma refeição, seria batata e sopa”, diz ele, “e se tivéssemos sorte, comeríamos feijão.”

A violência e o alcoolismo eram uma realidade diária na vida de Peter. Ele corria para a casa de suas tias, que moravam a metros de distância, para escapar.

“Por um lado, tinha o apoio das minhas tias e aprendi que, às vezes, é necessário um vilarejo inteiro para criar um filho”, diz ele. “Mas foi caótico.”

Aos dez anos, Peter decidiu que preferia ficar sem teto do que continuar morando com sua família. Juntou o máximo de moedas que pôde e correu para o ponto de ônibus local.

“Qual deles vai mais longe?”, perguntou ele a uma mulher que estava ali. Ela apontou para um ônibus e, embora Peter não conseguisse ler a placa, embarcou nele. Seu destino estava a 400 km de distância: a capital de Uganda, Kampala.

Quando Peter desembarcou depois de quase um dia de viagem, ele se dirigiu às barracas do mercado que margeiam as ruas e perguntou aos vendedores se ele poderia trabalhar – qualquer trabalho – por comida.

Nos anos seguintes, Peter viveu nas ruas. Fez amizade com outros meninos sem-teto e eles dividiam seus ganhos e refeições. Peter diz que aprendeu uma habilidade inestimável para toda sua vida: ser capaz de reconhecer a bondade nas outras pessoas.

Ali, ele também conheceu um homem gentil: Jacques Masiko. Ele visitava o mercado semanalmente e sempre comprava uma refeição quente para Peter antes de partir.

Depois de cerca de um ano, Masiko perguntou a Peter se ele gostaria de estudar. Peter disse que sim, então Masiko conseguiu uma vaga para ele em uma escola local.

Ao vê-lo progredir nos estudos, Masiko e sua família ofereceram a Peter que fosse morar com eles.

Em Jacques Masiko, Peter encontrou um homem que o tratava como um membro da família. Peter retribuiu, destacando-se na escola e, finalmente, conseguindo uma bolsa de estudos para uma universidade dos Estados Unidos.

Algumas décadas depois, Peter estava com quarenta e poucos anos e felizmente já bem estabelecido nos Estados Unidos. Ele trabalhava para uma ONG que levava doadores a Uganda para ajudar comunidades carentes. Foi em uma dessas viagens que ele viu uma família branca trazer sua filha adotiva com eles.

Peter percebeu que crianças dos EUA precisavam de um novo lar tanto quanto as crianças em Uganda. Em seu retorno à Carolina do Norte, Peter foi a uma agência de adoção local e disse que gostaria de fazer trabalho voluntário para eles.

“Você já pensou em se tornar um pai adotivo?”, perguntou a funcionária do orfanato, enquanto anotava seus dados.

“Sou solteiro”, respondeu Peter.

“E daí?”, rebateu a mulher: “Há muitos meninos buscando um modelo a seguir, pessoas que desejam ser uma figura paterna em suas vidas”.

Havia apenas um outro homem solteiro que se inscreveu para ser pai adotivo no Estado da Carolina do Norte na época.

Quando preencheu seus formulários, Peter presumiu que seria automaticamente associado a crianças afro-americanas. Mas ele ficou chocado ao saber que a primeira criança que ficou sob seus cuidados foi um menino branco de cinco anos.

“Foi quando percebi que todas as crianças precisavam de um lar, e a cor não deveria ser um fator para mim”, diz Peter.

“Tinha dois quartos extras e deveria abrigar quem precisasse.”

“Assim como o sr. Masiko me deu uma chance, eu queria fazer isso por outras crianças.”

‘Posso te chamar de pai?’

Ao longo de três anos, Peter foi guardião de nove crianças por vários meses, usando sua casa como uma espécie de porto seguro antes que elas fossem devolvidas às suas famílias biológicas. Eram negras, hispânicas e brancas.

“Uma coisa para a qual eu não estava preparado era dizer adeus”, diz ele, “Você nunca está preparado”, acrescenta.

Peter cuidava de crianças em intervalos de tempo diferentes para que isso não afetasse sua saúde emocional.

Então, quando recebeu uma ligação na noite de uma sexta-feira da agência de adoção sobre um menino de 11 anos chamado Anthony, que precisava de um lugar urgente para ficar, Peter recusou a oferta.

“A última criança partira havia três dias, então eu disse, ‘Não, preciso de pelo menos dois meses’. Mas eles me disseram que este era um caso excepcional, um caso trágico, e eles só precisavam hospedá-lo no fim de semana até que encontrassem uma solução.”

Relutantemente, Peter concordou e Anthony – um garoto alto, pálido e atlético de cabelos encaracolados castanhos – foi deixado em sua casa às 3 da manhã. Na manhã seguinte, Anthony e Peter sentaram-se para o café da manhã.

“Você pode me chamar de Peter”, disse ele ao menino.

“Posso te chamar de pai?”, respondeu Anthony.

Peter ficou chocado. Os dois só se conheciam havia 20 minutos. Embora ele ainda não conhecesse a história de Anthony, Peter se sentiu instantaneamente conectado a ele. Os dois passaram o fim de semana cozinhando e conversando.

Foram ao shopping para que Peter pudesse comprar algumas roupas para ele. Também falaram sobre quais comidas e filmes mais gostavam.

“Estávamos os dois tentando ver como nos adequaríamos um ao outro.”

Na segunda-feira, quando a assistente social veio, Peter soube da história do menino.

Anthony foi colocado à adoção aos dois anos de idade e adotado por uma família quando tinha quatro.

Mas agora, sete anos depois, os pais adotivos de Anthony o abandonaram do lado de fora de um hospital. Assim que foram localizados, disseram à polícia que não podiam mais cuidar dele.

“Não pude acreditar”, diz Peter, “Eles nunca se despediram, nunca deram um motivo e nunca voltaram. Isso me matou. Como as pessoas podem fazer isso?”

“A vida de Anthony me levou de volta à minha infância”.

“Esse garoto era como eu aos 10 anos nas ruas de Kampala, sem ter para onde ir. Então, me virei para a assistente social e disse: ‘Quer saber? Só preciso da papelada para ele ir à escola e vamos ficar bem.'”

Peter olhou para Anthony e percebeu que o menino talvez tivesse uma visão que ele não teve.

“Ele me chamou de ‘pai’ imediatamente. Esse garoto sabia que eu seria seu pai.”


Abraçando a cultura africana

“Acho que nós dois percebemos imediatamente que ele ficaria comigo permanentemente”, diz Peter. Dentro de um ano, Peter adotou formalmente Anthony.

O vínculo entre Peter e Anthony passou a crescer. Anthony queria ouvir tudo sobre a vida de seu pai em Uganda, porque agora, diz Peter, isso também fazia parte de sua história. Anthony ajudava Peter a preparar pratos de Uganda como o katogo, um café da manhã com mandioca picada misturada com feijão.

Na escola, Anthony gostava de apresentar Peter aos amigos.

“Este é meu pai”, ele dizia, gostando dos olhares às vezes confusos que vinham de seus colegas.

Chamando a polícia

Mas nem tudo foi um mar de rosas. Em um feriado, a segurança do aeroporto parou Anthony para perguntar onde seus pais estavam.

“Este é meu pai,” Anthony apontou para Peter. Enquanto o segurança fazia a verificação de antecedentes criminais de Peter, Anthony ficava cada vez mais frustrado com o que considerava um ato de racismo aberto, mas Peter o acalmou.

“Sou seu pai e amo você”, disse Peter a Anthony, que agora tinha 13 anos, “mas as pessoas que se parecem comigo nem sempre são bem tratadas. Seu trabalho é não ficar com raiva das pessoas que tratam assim, seu trabalho é garantir que você trate as pessoas que se parecem comigo com honra”.

Na primavera deste ano, a agência de adoção ligou para Peter para ver se ele poderia cuidar temporariamente de um menino de sete anos chamado Johnny *, cuja família estava com problemas financeiros devido à pandemia de coronavírus. Johnny se adaptou tão bem quanto Anthony e, vendo como seu irmão adotivo se dirigia a Peter, ele também passou a chamá-lo de pai.

Johnny, com seu cabelo loiro liso e estrutura pequena e pálida, atraía ainda mais olhares das pessoas quando estava com Peter.

Motivo pelo qual Peter não ficou surpreso quando a mulher que os viu saindo do restaurante chamou a polícia. Os policiais levaram apenas alguns minutos para verificar se Peter era o guardião de Johnny, mas o fato deixou o menino abalado. Foi uma discussão que Peter já tivera com seu filho mais velho.

Após o assassinato de George Floyd, um homem negro de 40 anos imobilizado e sufocado por um policial branco, em maio, Peter conversou com Anthony sobre o movimento Black Lives Matter. Foi uma conversa emotiva em que Peter pediu ao menino que se certificasse de que estava com seu celular pronto caso a polícia os parasse.

“Como um homem negro, tenho 10 segundos para explicar quem sou à polícia antes que tudo termine em tragédia”, diz Peter.

“Eu sempre digo a Anthony: ‘Se a polícia me parar, por favor, pegue o telefone e grave imediatamente.’ Porque eu sei que ele é minha única testemunha, sabe? E eu tenho 10 segundos para salvar minha vida. ”

“Acho que ele entendeu. Ele sabe que, porque estamos nos Estados Unidos e eu pareço diferente dele, vou ser tratado de maneira diferente”.

“Esse tipo de tensão e suspeita não é algo que um pai branco enfrenta quando adota uma criança negra.”

Adoção inter-racial

Os procedimentos de adoção variam de país para país e não há estatísticas oficiais sobre adoção inter-racial global – embora, segundo a plataforma online de adoção Rainbow Kids, 73% das crianças não-brancas adotadas por meio de adoção internacional são acolhidas por famílias caucasianas.

De acordo com Nicholas Zill, psicólogo e pesquisador sênior do Instituto para Estudos da Família, as famílias brancas nos Estados Unidos têm muito mais probabilidade do que as famílias negras de adotar pessoas de outras raças.

“Os últimos dados que temos são de 2016. Naquele ano, apenas 1% das famílias negras adotaram crianças brancas e 92% adotaram crianças negras. As famílias brancas adotaram 5% crianças negras e 11% crianças multirraciais”, diz ele à BBC, “Mesmo hoje, ainda é muito raro ver famílias negras adotando crianças brancas, muito mais do que o contrário, e isso pode ter a ver com preconceitos culturais que ainda existem dentro do sistema de adoção dos EUA.”

No ano passado, no entanto, um casal britânico, Sandeep e Reena Mander, ganhou cerca de £120 mil (cerca de R$ 840 mil) de indenização depois que um juiz decidiu que eles foram discriminados por não terem permissão para adotar uma criança de origem não asiática.

O casal disse que foi informado pelo serviço de adoção local para pesquisar a adoção de uma criança da Índia ou do Paquistão, e processou o Estado por discriminação, em um caso apoiado pela Comissão de Igualdade e Direitos Humanos.

“A lei no Reino Unido é muito clara: a raça não deve ser um fator decisivo na adoção de crianças”, diz Nick Hodson, sócio do escritório de advocacia de família McAlister no Reino Unido, que cuida de casos relacionados a direito das crianças há mais de 20 anos.

Ele acrescenta que, embora não possa comentar sobre casos individuais, a lei britânica atual, após sua última revisão, impede que a raça seja considerada um fator principal no processo de adoção. Agora, acrescenta, o que mais importa são as necessidades individuais da criança.

Fonte: Geledes

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Namíbia: por que os direitos das mulheres e os direitos digitais andam de mãos dadas no Twitter

 Ativistas enfrentam uma luta pelo direto ao aborto no Twitter.


Na Namíbia, em meio à quarta onda de feministas na era da tecnologia, ativistas se reuniram em redes sociais como o Twitter para organizarem uma campanha on-line com o objetivo de legalizar o aborto.

Como parte da campanha, as ativistas feministas lançaram e disseminaram uma petição on-line pedindo a legalização do aborto e obtiveram mais de 61.000 assinaturas até 14 de agosto. Com cerca de 2,2 milhões de cidadãos, isso é mais ou menos 3% da população da Namíbia.

A campanha provocou uma onda de ataques contra as ativistas feministas, principalmente por parte das comunidades conservadoras que acreditam que as mulheres deveriam abster-se do sexo e cumprir sentença de prisão se abortassem. Porém, como resultado da petição, o parlamento concordou em discutir as leis governamentais ultrapassadas da Namíbia em relação ao aborto.

O enorme sucesso da petição é o resultado de uma longa luta, explica Merja Wolf, feminista e editora-chefe do Informanté. “Estou constantemente sob ataque, todos os dias há brigas no Twitter”, disse Wolf, que também contou à Global Voices que as feministas ativistas enfrentam assédio virtual diariamente.

O Twitter permite aos usuários bloquear ou reportar os autores do assédio virtual, mas essas ferramentas não são sempre suficientes para diminuir os danos, e os estudos mostram que as mulheres têm mais chances de sofrer assédio virtual no Twitter do que os homens de forma desproporcional.

Para Wolf, uma linha pessoal foi cruzada quando um troll foi atrás de seus filhos, fazendo com que ela se afastasse do Twitter. “Mas os trolls e os misóginos precisam entender uma coisa”, continua, “Eles não enfrentam só a mim. Se eu sair do Twitter, ainda há muitas de nós que o utilizam. Somos em grande número”, disse.

Ela decidiu ficar no Twitter, apesar do assédio virtual diário que ela e outras feministas enfrentam na luta para a legalização do aborto. No entanto, recentemente, Wolf desativou sua conta por motivos pessoais que não estão relacionados com a política.

Até hoje, o aborto é regulamentado pela Lei de Aborto e Esterilização da África do Sul de 1975. Só é legalizado nas seguintes condições: quando a vida da mãe corre risco, ou sua saúde física ou mental; se a criança sofrer de alguma deficiência; quando a gravidez é resultado de estupro ou incesto; ou quando a mulher tem alguma deficiência ou condição de saúde mental que a impeça de compreender o que é uma gravidez.

Uma guerra de tuítes

As comunidades cristãs e conservadoras da Namíbia opõem-se firmemente à petição, pedindo que as leis do aborto na Namíbia continuem. Os membros destas comunidades lançaram uma petição para rejeitar a legalização do aborto na Namíbia.
O internauta Bashupi promoveu a petição contra a legalização do aborto na Namíbia:
MINHA VIDA É MINHA.
Pro-Life Namíbia “Rejeitem a legalização do abordo na Namíbia”.
—————

Por favor, ajude a salvar a vida dos fetos desses espíritos maus que estão forçando o governo a legalizar o aborto. Assine e salve uma vida.

O The Namibian, o maior jornal do país, publicou vários tuítes nos quais se destacava o movimento antiaborto na Namíbia, e sua conta no Twitter reflete alguns dos valores mais conservadores da sociedade namibiana sobre o aborto: 

 

‘NÃO AO ABORTO'… Hoje, os pró-vida protestaram no centro da cidade de Windhoek contra os pedidos para o aborto ser legalizado no país. O grupo gritou ‘Nós escolhemos a vida’, enquanto seguravam cartazes que diziam que o aborto ‘mata crianças’ e considerando o ato como ‘assassinato’
Vídeo: Arlana Shikongo. 

Em resposta, Abigail Buitumelo postou a petição para legalizar o aborto. 

 

A petição é tendência.

Mas o usuário D'Mbukushu respondeu: 

 

Prendam todos que façam aborto!!!

E Yvonne tuitou orações para aqueles que apoiam a questão do aborto: 

 

Vimos os Pró-Vida ajoelhados rezando contra os pedidos para legalizar o aborto na Namíbia. Alguns tinham Bíblias.

Vídeo: Nomhle Kangootui
——–

Deus Todo Poderoso, escute as nossas orações e não permita que isso aconteça. Por favor, perdoe aqueles que trazem essas ideias para a Vossa nação, em nome de Jesus, NÃO ao aborto. NÃO ao aborto na Namíbia.

O usuário “Refuse2sink95″ fez um comentário irônico sobre aqueles que querem legalizar o aborto: 

 

Vocês querem legalizar o aborto e continuam celebrando seus aniversários.
Sexo e responsabilidade 33,3%
Abstinência e sexo seguro 66,7%

E o usuário Alie Epata sugeriu uma alternativa para o aborto: 

 

Parem de fazer sexo para evitar vidas indesejadas. Usem contraceptivos se não conseguem parar. Não criem uma vida apenas para matá-la porque podem.

Para Wolf, no entanto, o debate sobre o aborto está ligado ao feminismo, e feminismo significa uma coisa: “Fazer a sociedade mais igualitária e melhor para homens e mulheres”, disse à Global Voices. Infelizmente, esse conceito ainda é negado na sociedade da Namíbia, onde a violência de gênero continua sendo um dos problemas mais persistentes.

Wolf atribuí o poder das redes sociais para o sucesso da petição.


Estamos nos tornando cada vez mais conscientes do feminismo como sociedade e nossos números estão crescendo nas redes sociais, como o Twitter. O Twitter tem vantagem em relação ao Facebook porque quando alguém tuita minhas declarações, permite que as mensagens se espalhem muito mais rápido através de diferentes grupos de pessoas.

Direitos digitais e desigualdade de gênero na Namíbia

Expressar ideias feministas on-line é um ato de liberdade e que deveria ser protegido no âmbito dos direitos digitais, e principalmente no acesso à informação, privacidade e liberdade de expressão.
Mas o assédio virtual e a violência de gênero criam um ambiente inseguro para que as feministas e ativistas expressem suas ideias, se organizem e criem campanhas.

Na Namíbia, não há leis que criminalizem a violência cibernética e o assédio virtual.
Uma análise sobre a tecnologia da informação e comunicação publicada pelo Namibian Media Trust (NMT) afirma que a Namíbia não tem “políticas de proteção de dados pessoais e muito menos estatutos promulgados”.

Na análise, o NMT defende uma abordagem baseada nos direitos da regulamentação da internet, importante para a liberdade de expressão e ao direito do acesso à informação. Entre os direitos previstos na Declaração Africana de Direitos na Internet estão igualdade de gênero e proteção de grupos marginalizados ou em situação de risco, os quais a Namíbia não cumpre, segundo o NMT.
Além disso, muitas mulheres vivem sem acesso à internet.

O internet Society Chapter Namibia apresentou o Relatório de direitos on-line das mulheres em junho de 2020, e destacou que apenas 47% das mulheres da Namíbia possuem acesso à internet.
De acordo com o relatório, não havia políticas nacionais para reconhecer a regulamentação das TIC como oportunidade de lutar contra a desigualdade de gênero.

Além disso, o relatório afirma que um gigabyte de dados na Namíbia custa mais ou menos 8% de um salário mínimo médio e que 70% das escolas na Namíbia não possuem acesso à internet. Isso demonstra que o acesso à informação na internet ainda é um grande problema na Namíbia e um desafio em termos de aumentar o movimento feminista no espaço digital.

Fazer com que a internet seja um lugar seguro para as mulheres

Melhorar o acesso é o primeiro passo, mas a segurança on-line precisa ser garantida para que as mulheres também acabem com a desigualdade de gênero.

O Relatório sobre os direitos on-line das mulheres em 2020 dá à Namíbia uma baixa pontuação de 2/10 em termos de segurança on-line para as mulheres, justificada pela falta de uma lei de proteção de dados, o que significa que pode não haver consequências legais para o discurso de ódio sexualizado e para a difusão não autorizada de imagens.

Embora as redes sociais tenham aberto novas possibilidades para o feminismo, principalmente no contexto da Namíbia, as mulheres precisam saber que as autoridades locais irão intervir para protegê-las.

Em termos gerais, o sucesso da petição mostrou o poder e o impacto do ativismo on-line.
“Se alguém quer subestimar o poder das redes sociais, pense melhor”, disse Wolf. 

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Governo reedita portaria sobre aborto, mas mantém necessidade de aviso à polícia

Novo texto retira a obrigatoriedade de médico perguntar se gestante quer ver ultrassom do feto

O texto substitui outro previamente publicado no dia 27 de agosto, mas mantém a necessidade de comunicação à polícia caso um aborto legal venha a ser realizado, por mais que a palavra “obrigatória” tenha sido retirada.

O ministro da Saúde Eduardo Pazuello publicou, nesta quinta-feira 24, uma nova portaria no Diário Oficial da União sobre os procedimentos em caso de aborto legal.

O texto substitui outro previamente publicado no dia 27 de agosto, mas mantém a necessidade de comunicação à polícia caso um aborto legal venha a ser realizado, por mais que a palavra “obrigatória” tenha sido retirada.

A mudança mais expressiva de uma portaria para outra está na anulação do artigo que previa que os médicos perguntassem se gestante queria ver ultrassom do feto.

A portaria original, que modificou os procedimentos de interrupção de gravidez a fim de envolver a polícia no aborto, foi duramente criticada por especialistas no assunto por transformar um direito previsto em lei em um processo investigativo, o que expõe ainda mais mulheres já em situação de vulnerabilidade.

Na época, a portaria foi publicada um dia após a ministra da Família, Mulher e Direitos Humanos, Damares Alves, declarar que “o governo Bolsonaro não vai apresentar nenhuma proposta para mudar a legislação atual de aborto. Isso é um assunto do Congresso Nacional”.

Agora, o novo texto vem um dia antes do Supremo Tribunal Federal (STF) julgar no plenário a portaria original, que foi contestada por cinco partidos políticos por meio de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) e pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross). Ambas estão sob relatoria do ministro Ricardo Lewandowski.

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

A enxurrada de dólares

Gabriel Shinohara, André de Souza, Gabriel Martins e Rennan Setti, na edição de hoje de O Globo, que também no trecho em que disse que o Brasil estava registrando “um aumento de ingresso de investimentos [estrangeiros] em comparação com o mesmo período do ano passado”.

Gabriel Shinohara, André de Souza, Gabriel Martins e Rennan Setti, na edição de hoje de O Globo, que também no trecho em que disse que o Brasil estava registrando “um aumento de ingresso de investimentos [estrangeiros] em comparação com o mesmo período do ano passado”.

O “Minto”, também nisto, manipulou os dados, porque, de fato, houve uma perda de US$ 15,2 bilhões, a maior desde 1982, auge da recessão que nos assolou no governo de João Figueiredo.

O resultado de nossas contas externa só não é pior porque o apetite de compras da China (aliás, começando a arrefecer desde agosto) e a valorização da commodities sustenta um saldo de US$ 32 bilhões na conta comercial (exportações menos importação) ajudou um pouco. Mas a conta financeira, teve o monstruoso déficit de US$ 48,529 bilhões nos oito primeiros meses de 2020, duas vezes e meia maior que o de agosto de 2019, quando o déficit era de US$ 19,747 bilhões.

A Bolsa de Valores é o maior destes ralos, já tendo perdido perto de R$ 84 bilhões este ano, o dobro de tudo o que saiu do mercado acionário brasileiro no ano passado.

O grau de desconfiança sobre Jair Bolsonaro entre os investidores estrangeiros – e não só pela desastrosa condução das questões ambientais – se soma à incerteza das eleições norte-americanas e à certeza de que o acordo Mercosul-União Europeia se inviabilizou.
Quando um país assume a postura de vira-latas, os donos da ração de dinheiro só lhe dão restos. Quando dão alguma coisa, principalmente se o país não lhes oferece juros altos.

Fonte: O Tijolaço

terça-feira, 22 de setembro de 2020

História - Dentes provam que espinossauros viviam na água há 100 milhões de anos

Até o início do ano, acreditava-se que dinossauros eram exclusivamente terrestres. Novos estudos na fronteira entre Argélia e Marrocos, entretanto, indicam que ao menos uma espécie era aquática

Em abril, uma pesquisa publicada na Nature apresentou evidências de que os espinossauros podiam viver em ambientes aquáticos — algo inovador, pois, até então, acreditava-se que os dinossauros eram apenas terrestres. Agora, uma análise dos dentes desses animais apresentou novas provas de que, há 100 milhões de anos, o Spinosaurus aegyptiacus de fato vivia na água.

Em abril, uma pesquisa publicada na Nature apresentou evidências de que os espinossauros podiam viver em ambientes aquáticos — algo inovador, pois, até então, acreditava-se que os dinossauros eram apenas terrestres. Agora, uma análise dos dentes desses animais apresentou novas provas de que, há 100 milhões de anos, o Spinosaurus aegyptiacus de fato vivia na água.


O novo estudo, liderado pela Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, foi conduzido por parte dos cientistas que participaram da primeira pesquisa e foi compartilhado na edição de agosto da Cretaceous Research. Eles analisaram fósseis encontrados no sistema do rio Kem Kem, que fluía pelo deserto do Saara, onde hoje é a fronteira entre Argélia e Marrocos.


Os estudiosos contam que coletaram 1,2 mil dentes na região, dos quais 45% pertenceram a espinossauros. Segundo eles, os dentes desses animais têm uma superfície distinta e uma seção transversal lisa e arredondada que cintila quando segurada contra a luz. 


"A abundância de dentes de Spinosaurus em relação a outros dinossauros é um reflexo de seu estilo de vida aquático", afirmou David Martill, um dos cientistas, em declaração. "Um animal que vive grande parte de sua vida na água tem muito mais probabilidade de contribuir com dentes para o depósito do rio do que aqueles dinossauros que talvez apenas visitaram o rio para beber e se alimentar ao longo de suas margens."


Os espinossauros eram um tanto grandes: pesavam aproximadamente 6 toneladas, tinham 15 metros de comprimento e chegavam a 7 metros de altura. "A partir dessa pesquisa, podemos confirmar esse local como o lugar onde esse gigantesco dinossauro não apenas viveu, mas também morreu", dissi Martill. "Os resultados são totalmente consistentes com a ideia de que [esses animais eram] verdadeiros 'monstros do rio'."

Fonte: Revista Galileu

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Fudeu!! Call Center das quebradas - Meu Primeiro (des)Amor

Por que a zuação não tem limites. Não deixe de compartilhar, curtir e comentar nas páginas Fudeu!!!, A Voz Popular e Call Center das Quebradas.

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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Efeitos do desmatamento no Brasil: França decide se opor a acordo UE-Mercosul

Governo francês fez três "exigências" para continuar as negociações do tratado comercial, incluindo respeito às metas do Acordo de Paris sobre o clima


O governo da França afirmou nesta sexta-feira (18/09) que se opõe ao atual acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul devido a "grandes" preocupações a respeito do desmatamento.

A declaração chega em meio à repercussão dos incêndios florestais na Amazônia e no Pantanal e das tentativas do governo do presidente Jair Bolsonaro de minimizar a crise ambiental nos dois biomas.

Segundo a agência AFP, o governo da França formulou três "exigências" para continuar as negociações do tratado comercial, incluindo o respeito às metas do Acordo de Paris sobre o clima, assinado em 2015, e o alinhamento das importações a normas sanitárias e ambientais da União Europeia.

"O projeto de acordo não tem qualquer disposição para disciplinar as práticas dos países do Mercosul em matéria de combate ao desmatamento. Essa é a principal lacuna desse acordo e a principal razão para as autoridades francesas se oporem ao projeto de acordo", disse o governo.

Recentemente, o primeiro-ministro Jean Castex recebeu um relatório de 184 páginas que considera o acordo de livre comércio com o Mercosul uma "oportunidade perdida pela União Europeia de utilizar seu poder de negociação para obter garantias sólidas" em matéria ambiental, sanitária e social.

O tratado comercial foi assinado em 2019, após 20 anos de negociações, mas precisa ser ratificado por todos os parlamentos nacionais envolvidos - alguns deles, como dos Países Baixos e da Áustria, já aprovaram moções pedindo a rejeição do acordo.

O presidente da França, Emmanuel Macron, também já disse que não ratificará o tratado se o governo brasileiro não garantir a proteção da Amazônia, enquanto a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou recentemente que tem "sérias dúvidas" sobre o acordo devido à crise na floresta tropical.

Fonte: Opera Mundi

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Pró-Esia - Fábrica de Versos...Facebook: novas regras podem impedir que bandas realizem lives ou compartilhem vídeos musicais

Novas regras do Facebook, que passarão a valer a partir de 1º de outubro, podem impedir que bandas e artistas realizassem shows ao vivo ou compartilhem registros de apresentações na plataforma.

“Você não pode usar vídeos em nossos produtos para criar uma experiência de escuta musical… Queremos que você possa desfrutar de vídeos postados por familiares e amigos”, diz o texto das novas diretrizes, que deixam claro: “O uso de música para fins comerciais ou não pessoais, em particular, é proibido, a menos que você tenha obtido licenças apropriadas”.

As “Mudanças nas Diretrizes de Música do Facebook”, publicadas pela rede social, afirmam que os usuários não podem mais usar vídeos para “criar uma experiência de escuta musical” na rede.
De acordo com os termos e condições legais do Facebook, os artistas que não seguirem a norma poderão ter vídeos bloqueados ou suas páginas removidas totalmente da plataforma.

“Você não pode usar vídeos em nossos produtos para criar uma experiência de escuta musical… Queremos que você possa desfrutar de vídeos postados por familiares e amigos”, diz o texto das novas diretrizes, que deixam claro: “O uso de música para fins comerciais ou não pessoais, em particular, é proibido, a menos que você tenha obtido licenças apropriadas”.

O Loudwire.Com critica a explicação da rede. “A linguagem é bastante ambígua quanto ao que constitui uma ‘experiência de escuta musical’ em relação aos vídeos, provavelmente engloba uma grande faixa de posts de entretenimento”, diz o site.

Quem também publicou nota alertando sobre as novas regras foi a NME. “Muitos artistas têm usado a Live do Facebook para realizar shows ao vivo nos últimos meses, enquanto shows físicos não podem de acontecer devido à pandemia do novo coronavírus”, comentou o texto da publicação britânica, que procurou representantes do Facebook para comentar a mudança e não recebeu resposta.

As novas diretrizes de música do Facebook podem ser conferidas na íntegra AQUI!

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Fudeu! Agora Minas decola!(ou não)

Você sabia que Minas criou um bizarríssimo "Auxílio Emergencial"? Link do decreto - http://www.jornalminasgerais.mg.gov.br/?dataJornal=2020-09-11

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Imigrantes detidas nos EUA tiveram úteros retirados em cirurgias forçadas

Mulheres detidas em prisões de imigrantes nos EUA foram esterilizadas sem consentimento. Enfermeira diz que as vítimas não entendiam que passariam pelo procedimento. Caso será investigado por autoridades migratórias e por parlamentares

Wooten relatou que as detentas eram encaminhadas a ginecologistas ao reclamarem de cólicas ou pedirem por métodos contraceptivos. Nem sempre as decisões médicas eram compreendidas pelas mulheres. “Muitas delas disseram que não entendiam o que estava sendo feito com elas. Ninguém explicava”, relatou a enfermeira.

O teor inteiro da denúncia não foi divulgado, mas parlamentares do Partido Democrata tiveram acesso ao documento e também anunciaram uma investigação sobre o caso. A presidente da Câmara, a deputada democrata Nancy Pelosi, repudiou o caso.

Uma denúncia sobre cirurgias irregulares em detentas em um centro para imigrantes clandestinos no estado americano da Geórgia ganhou as manchetes da imprensa dos Estados Unidos nesta quarta-feira (16).

Autoridades migratórias e parlamentares irão investigar o caso. Segundo a denúncia, as mulheres teriam sido submetidas a retiradas completas ou parciais de seus úteros.

Uma enfermeira que trabalhava no local foi quem expôs o caso. Segundo essa denunciante, identificada como Dawn Wooten, um ginecologista fazia histerectomias (retirada do útero por intervenção cirúrgica ) em massa nas detentas. Além disso, o centro, localizado na cidade de Irwin, se recusava a aplicar testes do novo coronavírus nos imigrantes detidos no local.

Wooten relatou que as detentas eram encaminhadas a ginecologistas ao reclamarem de cólicas ou pedirem por métodos contraceptivos. Nem sempre as decisões médicas eram compreendidas pelas mulheres. “Muitas delas disseram que não entendiam o que estava sendo feito com elas. Ninguém explicava”, relatou a enfermeira.

O teor inteiro da denúncia não foi divulgado, mas parlamentares do Partido Democrata tiveram acesso ao documento e também anunciaram uma investigação sobre o caso. A presidente da Câmara, a deputada democrata Nancy Pelosi, repudiou o caso.

“Se for verdade, as condições horríveis descritas na denúncia — incluindo alegações de histerectomias em massa feitas em imigrantes vulneráveis — são uma violação assustadora dos direitos humanos”, disse Pelosi, em nota.

A agência Reuters falou com autoridades migratórias dos EUA na terça-feira, e elas afirmaram que uma agência federal também deverá averiguar o que aconteceu.

A diretora médica do Serviço de Alfândegas e Imigração (ICE) dos EUA, Ada Rivera, negou irregularidades e disse que o centro na Geórgia só fez dois procedimentos do tipo desde 2018, sempre com aprovação após exames.

A empresa privada responsável pelo centro de detenção, LaSalle Corrections, afirmou em nota que “repudia fortemente as denúncias e qualquer suspeita de má conduta” no centro.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Bretas copia práticas ilegais de Moro que destroem o processo penal, dizem juristas

Da parcialidade do juiz à perseguição da advocacia, magistrados levam a prática processual a um autoritarismo medieval

As recentes investidas da força-tarefa Operação Lava Jato contra o escritório do advogado Cristiano Zanin, autorizadas pelo juiz federal do Rio de Janeiro Marcelo Bretas, chamaram a atenção de juristas pela forma autoritária e distante da legalidade com que manipularam as atividades investigatórias das instituições públicas e as normas e garantias previstas na Constituição Federal e no Código de Processo Penal. Mas, em um ponto, todos os especialistas ouvidos pelo Brasil de Fato para a realização desta reportagem concordam: não causam nenhuma surpresa que ajam dessa maneira.

As recentes investidas da força-tarefa Operação Lava Jato contra o escritório do advogado Cristiano Zanin, autorizadas pelo juiz federal do Rio de Janeiro Marcelo Bretas, chamaram a atenção de juristas pela forma autoritária e distante da legalidade com que manipularam as atividades investigatórias das instituições públicas e as normas e garantias previstas na Constituição Federal e no Código de Processo Penal. Mas, em um ponto, todos os especialistas ouvidos pelo Brasil de Fato para a realização desta reportagem concordam: não causam nenhuma surpresa que ajam dessa maneira.

A atuação do juiz federal de primeira instância do Rio de Janeiro não apenas no caso envolvendo o escritório de advocacia que atende também o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas também em outros processos da Lava Jato e nas investigações envolvendo o governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, de acordo com juristas ouvidos pela reportagem, são de mesmo teor e carregadas das mesmas crenças que moldavam a atuação do ex-juiz federal Sergio Moro, quando atendia na 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba.

Trata-se de uma atuação politizada do Poder Judiciário, em busca de exercer um papel (ilegal) de juiz super-herói, que confunde a atribuição de julgador imparcial com a de justiceiro contra criminosos e/ou corruptos que age politicamente e atropela toda e qualquer garantia legal para alcançar este objetivo.
Veja, abaixo, os principais pontos de conflito entre a Lei e o fazer processual de Sergio Moro e Marcelo Bretas, e como essas práticas maculam a norma penal, as garantias individuais previstas na Constituição e o Estado de Direito.

1 - A parcialidade do juiz e o fim da equidistância processual

É entendimento pacificado em toda a legislação, doutrina e jurisprudência penal que um juiz, para julgar com neutralidade, deve se manter equidistante das duas partes em litígio em um processo judicial. No caso do processo penal, via de regra, as partes são o Ministério Público e o acusado. 
Tanto Sergio Moro como Marcelo Bretas não observam este princípio. Os dois conduzem ou conduziam as investigações criminais a seu cargo se aproximando do órgão acusador, o Ministério Público Federal. No caso de Sergio Moro, tal fato ficou evidente com as revelações da Vaza Jato: o ex-juiz de Curitiba chegava ao requinte de sugerir a uma das partes o melhor procurador para atuar neste ou naquele processo.

Já o juiz Bretas revela sua parcialidade na forma como acata todos os pedidos de prisão preventiva ou outras medidas cautelares solicitadas pelo MPF, enquanto rejeita sistematicamente os pleitos da Defesa nos processos, como para a produção de provas técnicas ou oitiva de testemunhas. 

"Existe uma semelhança muito grande entre a atuação do Marcelo Bretas e do Sergio Moro. Ambos têm uma veia inquisitória, uma crença em um processo inquisitorial. O nome inquisitorial deriva justamente da Santa Inquisição, quando os julgamentos eram feitos pela Igreja Católica e se buscava justamente a punição do acusado, com o juiz e o acusador sendo a mesma pessoa", explica André Lozano Andrade, advogado criminalista sócio do escritório Jacob Lozano e professor de Direito e Processo Penal. 
O especialista aponta a inconveniência de se adotar semelhante postura em uma democracia. "Veja só, era um juiz que desejava que o acusado fosse condenado, que tinha interesse na sua condenação. Obviamente, a imparcialidade, nesse caso, não existia", afirma Lozano, que também é coordenador do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim) e conselheiro de Prerrogativas da OAB/SP.

2 - O juiz super-herói e a espetacularizacão do processo penal

Tanto Sergio Moro como Marcelo Bretas constroem uma imagem de um juiz que atua como defensor da sociedade contra a corrupção e os males advindos da criminalidade. A figura arquetípica até poderia ser utilizada - embora nem nesses casos seja recomendável - por delegados de polícia, promotores e procuradores do Ministério Público, que têm por função investigar atos criminosos e processar seus autores, em busca das punições previstas em lei.

Um juiz de Direito, por sua vez, de nenhuma maneira poderia investir-se dessa atribuição alegórica. Um magistrado não é um caçador de bandidos ou corruptos. A um juiz, cabe simplesmente julgar, no âmbito de um processo judicial, se as provas apresentadas pelo órgão acusador são suficientes para justificar uma condenação, sempre após a instalação do devido processo legal e à observação do direito a ampla defesa.

"Os dois (Moro e Bretas) encarnam a figura do juiz super-herói. O juiz super-herói, no imaginário popular legitimado pelo discurso dos grandes veículos de comunicação, é deturpada. Eles utilizam do cargo que exercem para atuar como militantes políticos e ideológicos", pondera Fernando Hideo Lacerda, advogado, doutor em Direito e professor da Escola Paulista de Direito, que completa:
"A função do magistrado, que deveria ser a de um árbitro, que assegure as garantias individuais aos réus e analise a hipótese acusatória, não acontece. Tanto com Moro como Bretas, o que se vê são processos políticos camuflados como se processos judiciais criminais fossem."  

3 - O uso ilegal da prisão preventiva como forma de tortura e ato de coerção

Assim como fazia Sergio Moro, o juiz Bretas permite que se faça uso da prisão preventiva como forma de pressão e coação física, visando a obtenção de confissões e assinaturas de contratos de delação premiada.

A prisão preventiva de um réu só pode acontecer se estiverem presentes as razões que a motivam previstas em lei, como, por exemplo, risco de fuga do processo, destruição de provas ou ameaça a testemunhas.

Mas, no âmbito da Operação Lava Jato, tanto em Curitiba como no Rio de Janeiro, os juízes responsáveis pelos casos autorizaram prisões sem que estivessem presentes esses requisitos legais, com o objetivo único de pressionar o acusado, levando-a a uma confissão imposta e negociada com o Ministério Público, via de regra acompanhada de uma delação que envolva um alvo político da acusação.

É o que explica o advogado criminalista Anderson Lopes, mestre em Direito Penal pela USP e causídico atuante na Operação Lava Jato, como advogado de Defesa de acusados e denunciados pela força-tarefa. "De maneira alguma a Constituição ou a lei processual penal amparam a visão de que a prisão preventiva é utilizada como forma de obter delações premiadas. Isso é algo totalmente inconstitucional. A prisão cautelar tem uma função muito específica. A gente pode até considerar isso uma forma de tortura moderna, seja ela física ou psicológica".  

4 - A criminalização da advocacia e o uso do processo como ferramenta de perseguição política

Bretas e Moro autorizaram ações policiais, instalação de escutas, buscas e apreensões contra escritórios de advocacia que atuavam em defesa de réus e acusados da Operação Lava Jato.

Em que pese não existir determinação legal que impeça ações policiais contra advogados, há uma série de  princípios e normas legais que buscam proteger a atividade advocatícia contra investidas autoritárias do Estado. O motivo é óbvio: se o Estado passa a acossar aqueles que defendem determinado acusado, quem irá se dispor a defendê-lo sem temer?

No mais recente caso dessa natureza, o juiz Bretas determinou buscas e recepcionou  acusações contra o escritório do advogado de Lula, Cristiano Zanin, sob a justificativa de que teria recebido pagamentos indevidos da Fecomercio-RJ, que na realidade seriam pagamentos de propinas travestidos de honorários.

A comunidade jurídica nacional se espantou ao tomar conhecimento da inconsistência das provas apresentadas pelo MPF para tanto, ainda mais quando o escritório de Zanin apresentou auditoria independente mostrando a idoneidade de todos os pagamentos.

"Nessa operação, em especial, foi cometida uma grande injustiça contra o doutor Zanin, que comprovou nos próprios autos, através de uma auditoria independente com farta documentação comprobatória, que não havia nenhuma irregularidade em sua atuação", conta Marco Aurélio de Carvalho.
advogado que coordena a defesa tributária de Fábio Luís Lula da Silva e sócio fundador do Grupo Prerrogativas e da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD). 

De acordo com o jurista, "fica evidente que existe em relação ao advogado do ex-presidente uma tentativa de perseguição, de desviar o seu foco do trabalho que desenvolve".

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Coalizão Negra por Direitos pede impeachment de Bolsonaro

O protocolo do documento deve acontecer às 11h, na Câmara Federal, em Brasília, seguido de ato simbólico no gramado da esplanada dos Ministérios, em frente ao Congresso Nacional e entre o Ministério da Justiça e da Saúde.

Nesta quarta-feira, dia 12 de agosto, a Coalizão Negra por Direitos, frente que reúne centenas de organizações do movimento negro brasileiro, apresentará à Câmara Federal o 56º pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro.

O protocolo do documento deve acontecer às 11h, na Câmara Federal, em Brasília, seguido de ato simbólico no gramado da esplanada dos Ministérios, em frente ao Congresso Nacional e entre o Ministério da Justiça e da Saúde.

O pedido de impeachment é assinado por 600 entidades e diversas personalidades, negras e brancas, como Sueli Carneiro, Vilma Reis, Bianca Santana, Emicida, Dexter, Salgadinho, Happin Hood, Chico Buarque, Nando Reis, Douglas Belchior, Silvio de Almeida, Antônio Pitanga, Fábio Porchat, Antonio Tabet, Fernando Meirelles, Aranha, Sidarta Ribeiro, Bel Coelho, entre outros.

A Coalizão Negra por Direitos denuncia como crimes de responsabilidade o trato do governo federal com a pandemia do novo coronavírus é um “ato contra a saúde pública”. Para a Coalizão, faltaram medidas emergenciais voltadas à população negra e grupos dentro dela, como trabalhadores informais, comunidades quilombolas, trabalhadores rurais, populações carcerárias e moradores das periferias.
“No Brasil, as mais de 100 mil mortes por covid-19 têm cor, classe social e se estão em territórios de maioria negra. 

Os impactos sociais da pandemia, o desemprego e desamparo por parte do governo atingem sobremaneira os mais pobres. É negra a maioria que depende do auxílio emergencial do governo para matar a fome de suas famílias e são negros os milhares que tiveram negado o acesso a esse benefício. O documento exige que o Congresso Nacional respeite os pedidos que aguardam sua análise e construa a defesa da democracia pelo parlamento em conjunto com a sociedade. E que instaure o pedido de impedimento ao Presidente genocida Jair Bolsonaro, apresentado pela Coalizão Negra por Direitos, representação política do segmento majoritário da população brasileira.]

Fonte: Correio Nago

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Boulos aparece no segundo turno com Bruno Covas em pesquisa divulgada pelo El País

Pesquisa Atlas Político aponta que Russomanno desponta como herdeiro do voto bolsonarista, enquanto Boulos absorve a maior parte do eleitorado que escolheu Haddad em 2018A corrida eleitoral pela Prefeitura de São Paulo começa embolada, com quatro candidatos tecnicamente empatados na liderança. O prefeito e candidato à reeleição, Bruno Covas, aparece com 16% das intenções de voto, seguido por Guilherme Boulos (PSOL), com 12,4%, Celso Russomanno (Republicanos), com 12,3% e Márcio França (PSB) com 11,5%. Como a margem de erro é de 3 pontos percentuais para cima ou para baixo, eles dividem a dianteira, segundo pesquisa divulgada pela Consultoria Atlas nesta sexta-feira. O primeiro turno do pleito será realizado em 15 de novembro, e o segundo no dia 29 do mesmo mês. O levantamento ouviu 1.514 pessoas entre 26 de agosto e 1º de setembro, via Internet, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP06002/2020.

A corrida eleitoral pela Prefeitura de São Paulo começa embolada, com quatro candidatos tecnicamente empatados na liderança. O prefeito e candidato à reeleição, Bruno Covas, aparece com 16% das intenções de voto, seguido por Guilherme Boulos (PSOL), com 12,4%, Celso Russomanno (Republicanos), com 12,3% e Márcio França (PSB) com 11,5%. Como a margem de erro é de 3 pontos percentuais para cima ou para baixo, eles dividem a dianteira, segundo pesquisa divulgada pela Consultoria Atlas nesta sexta-feira. O primeiro turno do pleito será realizado em 15 de novembro, e o segundo no dia 29 do mesmo mês. O levantamento ouviu 1.514 pessoas entre 26 de agosto e 1º de setembro, via Internet, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP06002/2020.

Em seguida no levantamento aparece Marta Suplicy (Solidariedade), com 4,2%. No entanto, a ex-prefeita anunciou na quarta-feira desta semana que não irá disputar a eleição, preferindo o apoio a Covas. Joice Hasselmann (PSL), Jilmar Tatto (PT) e Andrea Matarazzo (PSD) têm 2,1%. Arthur do Val (Patriota) tem 1,9%, Filipe Sabará (Novo), 1,1%, e Orlando Silva (PC do B), 0,8%. Levy Fidelix (PRTB), Marcos da Costa (PTB), Vera Lúcia (PSTU), Ribas Paiva (PTC), Antonio Carlos Mazzeo (PCB), Vivian Mendes (UP), Marina Helou (Rede) e Antônio Carlos Silva (PCO) não pontuaram. Votos brancos e nulos somam 11,9%, e 13% dos entrevistados afirmaram ainda não saber em quem votar. 8,3% dos eleitores anunciaram que iriam votar em outros candidatos.

De acordo com Andrei Roman, CEO da Consultoria Atlas, que publica a pesquisa, o resultado fortalece Covas, apesar da fragmentação. “Ele já aparece na liderança numérica e tem mais recursos que os demais candidatos para se manter na disputa. Ele aproveita esse cenário fragmentado, neste sentido”, afirma. Segundo ele, em um eventual segundo turno contra Russomano ou Boulos, Covas poderia se aproveitar da maior rejeição desses candidatos.

Para esses dois adversários do tucano, Roman diz que, caso cheguem ao segundo turno, sua prioridade deverá ser evitar a nacionalização ou ideologização da disputa, para tentar reduzir seu patamar de reprovação. Dessa forma, “França é o candidato mais perigoso para o Covas, já que ele tem a menor rejeição”, diz.


Covas vai melhor entre as eleitoras (24%), enquanto França é o que mais atrai o voto dos homens (15%). O recorte dos números de acordo com religião mostra Russomanno, cujo partido é ligado ao bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, como o favorito dos evangélicos (27%). O tucano lidera entre os católicos (17%), e Boulos tem a maioria do voto agnóstico/ateu: 37%. O eleitor com ensino superior também prefere o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto —neste segmento ele conta com o apoio de 20%, enquanto Covas lidera entre os que têm até o ensino fundamental (18%).

Além de levar vantagem no voto evangélico, Russomanno aparece até o momento como o herdeiro da maior parte dos votos de eleitores que escolheram Jair Bolsonaro em 2018: 18% deles preferem o candidato do Republicanos. No entanto ainda é cedo para dizer que o deputado federal ligado aos direitos do consumidor será o grande beneficiário do voto bolsonarista, tendo em vista que o campo da centro-direita tem ao menos outros quatro candidatos com apelo entre o eleitor do presidente.

Já a população que escolheu Fernando Haddad (PT) no pleito presidencial parece ter migrado para Boulos, que conta com a preferência de 37% deles. O candidato petista, Tatto, até o momento tem apoio de 6% dos eleitores que votaram em Haddad. Este dado é uma má notícia para o PT, que enfrenta dissidências em suas fileiras que optaram por declarar apoio a Boulos. Dentre eles destacam-se Tarso Genro e Celso Amorim, ex-ministros de Lula que anunciaram cerrar fileiras com o nome do PSOL. Caso esta tendência se confirme, pode significar a ascensão do partido surgido à partir de um racha no PT —e até então visto como partido nanico nas eleições para o executivo paulista— como força dominante no campo da esquerda na capital.

Apesar da boa largada, Covas pode enfrentar problemas ao longo da campanha, uma vez que segundo a pesquisa sua gestão é vista como ruim/péssima por 45,4% dos entrevistados. Outros 35,3% a consideram regular, e 16,6% acreditam que o prefeito está fazendo um trabalho bom/ótimo.

Reprovação a Bolsonaro

Na política nacional, a pesquisa Atlas aponta que o Governo Bolsonaro é reprovado por 56,7% dos entrevistados, ante 40,4% que aprovam a gestão do presidente (2,9% não souberam responder). As mulheres (71%) e pessoas com ensino superior (70%) lideram a rejeição ao mandatário, que conta com forte apoio entre os evangélicos (57%) e entrevistados que cursaram até o ensino fundamental (60%). Quanto ao impeachment do presidente (que tem diversos pedidos protocolados aguardando andamento na gaveta do presidente da Câmara, Rodrigo Maia), 48% são favoráveis, e 45,8% são contra. Novamente as mulheres lideram a oposição a Bolsonaro: 61% delas defendem o afastamento do mandatário.

Fonte:  El País