segunda-feira, 20 de abril de 2015

Interesse nacional e causa política nos EUA

A lógica da Lava Jato bate de frente com o conceito americano de 'interesse nacional.' Por aqui preferem destruir a economia em nome de uma causa política.

Com isso prejudicaram imensamente a PETROBRAS pela destruição pública, aqui e no exterior, de sua imagem corporativa. Foram mais longe:  destruíram a rede de fornecedores com e sem propina, suspenderam os grandes projetos da estatal, quebraram as empreiteiras que tiveram seus contratos e pagamentos suspensos pela PETROBRAS e isso por medo de que todos de serem criminalizados todos os contratos e pagamentos. E tudo isso provocando desemprego, desde operários até engenheiros.
Uma Operação Lava Jato seria possível nos Estados Unidos?
 
Creio que não. A lógica da Lava Jato bate de frente com o conceito americano de INTERESSE NACIONAL.

Os americanos são extraordinariamente patriotas e colocam o interesse nacional acima de qualquer causa política. O ethos da LAVA JATO é o oposto, colocam a causa ideológico-política "Prender todos os corruptos do País" acima do interesse nacional,  que é sempre muito mais amplo e de longo prazo do que uma causa político-ideológica.
 
Com isso prejudicaram imensamente a PETROBRAS pela destruição pública, aqui e no exterior, de sua imagem corporativa. Foram mais longe:  destruíram a rede de fornecedores com e sem propina, suspenderam os grandes projetos da estatal, quebraram as empreiteiras que tiveram seus contratos e pagamentos suspensos pela PETROBRAS e isso por medo de que todos de serem criminalizados todos os contratos e pagamentos. E tudo isso provocando desemprego, desde operários até engenheiros.
 
Foi a Lava Jato que despertou a atenção dos investidores externos, gerou um processo no Departamento de Justiça,  outro na SEC,  ambos destrutivos para os negócios internacionais da PETROBRAS.
 
Nos EUA uma questão política não supera o interesse nacional. O mundo assistiu na primeira eleição de Bush filho uma confusão de contagem na Flórida, que foi rapidamente arbitrada pela Suprema Corte em favor de Bush, sendo que o candidato prejudicado Al Gore não protestou. Valia mais naquele momento preservar a unidade do sistema de governo do que uma discussão que poderia levar meses e prejudicar imensamente a governança do País.
 
Da mesma forma, na eleição de John Kennedy, em 1960, houve uma nítida percepção de fraude no resultado. A votação foi incrivelmente próxima, Kennedy teve 49,7% dos votos válidos e Nixon teve 49,6%,  diferença de 100 mil votos  em 90 milhões. Foi generalizada a impressão que os votos de Illinois, especialmente de Chicago foram "manipulados" pela máquina política centenária da família Dailey, que domina Chicago (até hoje) desde os anos 20. A fraude "estava clara" mas o candidato Nixon ficou quieto. A razão: preservação do interesse nacional, uma crise de contagem de votos paralisaria o País.
 
Aqui não, os cruzadistas de uma causa, fanáticos, preferem destruir a economia, a maior empresa do País, deixar estrangeiros processarem o Brasil, para vencer seus inimigos internos a qualquer custo.
 
A causa da LAVA JATO está tão "na cara" como causa político-ideológica que é estarrecedora a desenvoltura sem controle exercida por um grupo unificado de três corporações operando como um só poder, contra todos os princípios de garantias constitucionais, sem que seja nem levemente contraposto por instâncias mais altas. O plano de derrubada do governo dos corruptos é o alvo, enquanto os demais corruptos do País assistem de camarote. E o interesse nacional? Ninguém se importa com isso, os escritórios de advocacia americanos esfregam as mãos na euforia.

Fonte: A Carta Maior

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