segunda-feira, 30 de março de 2015

Você vê televisão fora de casa?

A TV out-of-home tem um enorme potencial no país e não se trata apenas de um canal para publicidade, mas sim algo que pode desafiar nosso estado democrático
A mídia out-of-home vem tendo bons resultados no Brasil. Já ocupa o terceiro lugar no ranking dos meios de comunicação mais visto pela população acima de treze anos e em 2013, faturou R$ 1.1 bilhões de reais. Com a TV digital chegando aos celulares, este novo canal vem chamando a atenção de publicitários e produtores de conteúdo. Porém, a TV out-of-home não representa apenas mais um espaço publicitário a ser comercializado. Ela representa uma profunda mudança na sociedade em sua forma de organização e relação com os empregos formais. Algo que para a televisão tradicional representa um desafio a ser vencido, pois seu modelo de negócios se estabeleceu para atender as demandas de uma sociedade industrial e analógica.
A mídia out-of-home vem tendo bons resultados no Brasil. Já ocupa o terceiro lugar no ranking dos meios de comunicação mais visto pela população acima de treze anos e em 2013, faturou R$ 1.1 bilhões de reais.
Com a TV digital chegando aos celulares, este novo canal vem chamando a atenção de publicitários e produtores de conteúdo. Porém, a TV out-of-home não representa apenas mais um espaço publicitário a ser comercializado. Ela representa uma profunda mudança na sociedade em sua forma de organização e relação com os empregos formais. Algo que para a televisão tradicional representa um desafio a ser vencido, pois seu modelo de negócios se estabeleceu para atender as demandas de uma sociedade industrial e analógica.
Cada vez mais pessoas em todo mundo estão consumindo a programação televisiva em dispositivos móveis. Em um mercado com uma TV aberta gratuita e detentora não só da distribuição, mas também da produção de seu conteúdo,  o impacto desta forma de consumo da programação da TV pode se tornar um grande problema para as emissoras. A questão é simples: se as pessoas deixam de ver televisão em casa para assistirem por meio de celulares e outros dispositivos, hoje, significa perda de dinheiro. As emissora não podem cobrar por essa audiência e, além disso, perdem valor no espaço comercial da TV tradicional, pois quanto menor a audiência, menor o valor do espaço.
O que fazer? Nos mercados internacionais a situação é um pouco diferente. No Japão, por exemplo, a NHK é uma emissora pública. O financiamento de sua programação não está diretamente ligado à publicidade comercial. Nos EUA, o padrão americano não permite a entrega do sinal digital aos aparelhos celulares. Isto é feito por meio da rede celular. A característica do mercado nacional é que inspira cuidados para com esse novo hábito. Se entendermos que esta migração é uma consequência apenas da tecnologia é possível que algumas emissoras não encontrem maneiras de manter sua sustentabilidade econômica. É preciso entender que o modo como as pessoas irão consumir a programação televisiva é o resultado de junção entre aspectos sociais, econômicos e políticos. São as políticas de comunicação que definem as regras do jogo. Se tudo esse processo de convergência for aceito como um processo natural é bem possível que ocorra uma concentração ainda maior dos meios de comunicação nas mão de poucos. É urgente a necessidade de um debate que proteja a radiodifusão brasileira dos ataques das grandes corporações internacionais de comunicação.
Fonte: Convergência Midiática

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