sábado, 28 de março de 2015

Presidente do Iêmen diz que houthis são ‘marionetes do Irã’ e pede prosseguimento de ofensiva árabe no país

O mandatário, que fugiu de barco do país na última quarta-feira, pediu a iemenitas que 'resistam com coragem e saiam às ruas para expressarem sua vontade livremente'
O presidente iemenita, Abdo Rabbo Mansour Hadi, disse neste sábado (28 de março) que os houthis, grupo xiita que tomou o poder do país em fevereiro, são “marionetes do Irã” e pediu que os ataques da coalizão árabe no país continuem até que eles se rendam. Hadi fez as declarações durante discurso na cúpula da Liga Árabe realizada em Cairo, no Egito, que está sendo realizada entre hoje e amanhã (29 de março) e cujo foco está sendo a situação no país. O presidente declarou que os houthis
O presidente iemenita, Abdo Rabbo Mansour Hadi, disse neste sábado (28 de março) que os houthis, grupo xiita que tomou o poder do país em fevereiro, são “marionetes do Irã” e pediu que os ataques da coalizão árabe no país continuem até que eles se rendam.
 
Hadi fez as declarações durante discurso na cúpula da Liga Árabe realizada em Cairo, no Egito, que está sendo realizada entre hoje e amanhã (29 de março) e cujo foco está sendo a situação no país. O presidente declarou que os houthis "conspiram com o Irã contra a unidade do Iêmen" e provocam "discórdias sectárias e regionais".

O presidente iemenita disse também que a ofensiva da coalizão liderada pela Arábia Saudita deve prosseguir até que os houthis "saiam das províncias e instituições que ocuparam e devolvam as armas, médias e pesadas, que saquearam dos quartéis militares". Para ele, o grupo xiita tem "uma dependência do poder" e seus aliados internos e estrangeiros querem "utilizar o Iêmen para perturbar a região e a segurança internacional".
Segundo a Associated Press, tanto o Irã quanto os houthis negam as alegações de que Teerã financia o movimento xiita no Iêmen. Indagados sobre as afirmações de Hadi, oficiais iranianos preferiram não comentar.
O presidente, que fugiu de barco do país na última quarta-feira, pediu aos iemenitas que apoiem a "legitimidade constitucional, resistam às milícias (houthis) com coragem e saiam às ruas e às praças para expressarem sua vontade livremente".
Após a reunião na cúpula, Hadi deixou o Egito com destino a Riad no mesmo avião que o rei saudita, Salman bin Abdul Aziz al Saud. Segundo fontes próximas ao presidente, ele ainda não pretende voltar ao Iêmen.
Coalizão árabe realiza operação militar
A Arábia Saudita lidera uma coalizão árabe, integrada por Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Bahrein e Egito, entre outros países, que começou a bombardear posições dos houthis no Iêmen na quinta-feira (26 de março), em resposta a um pedido do chanceler iemenita, Riad Yassin. No primeiro ataque realizado pela coalizão na capital do Iêmen, Sanaa, ao menos 20 civis morreram e 31 ficaram feridos.


Também na quinta-feira, cerca de 200 mil pessoas, entre milicianos e seguidores dos houthis, protestaram na capital iemenita contra a operação militar. Por outro lado, milhares se manifestaram na cidade de Taiz, no sudoeste do país, a favor da operação.
Dezenas de ataques aéreos foram realizados entre a noite de sexta e a manhã de sábado em cidades como Sanaa, Marib, Dhamar e Lahj, segundo a AP. Na cidade de Aden, pelo menos três pessoas teriam sido mortas em um ataque contra um acampamento militar.
Um diplomata declarou à imprensa durante a cúpula no Cairo que a campanha militar estava planejada para durar um mês, mas que a coalizão está preparada para a possibilidade de extensão para até seis meses da operação.
ONU e Arábia Saudita evacuam funcionários e diplomatas
O enviado especial da ONU para o Iêmen, Jamal Benomar, e mais de 300 pessoas, entre funcionários da entidade, voluntários, representantes de empresas internacionais e suas famílias, deixaram o país árabe neste sábado.

Nos últimos meses, Benomar vinha intermediando a crise entre o presidente iemenita e os houthis. No último domingo, o enviado especial alertou sobre a grave deterioração da situação no Iêmen e afirmou que o conflito poderia resultar algo similar ao que se vive hoje em países como Iraque, Síria e Líbia. 
A Arábia Saudita também evacuou 86 diplomatas sauditas e estrangeiros, procedentes de países árabes e ocidentais. Eles saíram de barco da cidade litorânea iemenita de Áden e foram transferidos para a cidade saudita de Jidá, segundo informaram neste sábado os meios de comunicação do país.
Iemenitas e estrangeiros esperam em fila em frente ao aeroporto de Sanaía para sair do país.
Fonte: Opera Mundi

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