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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Lula "recupera" a memória de Marina Silva

Marina Silva tem defendido o retorno do tripé econômico implantado no período FHC. Para Lula, Marina “deve ter se esquecido” que “em 1998 a política cambial fez o Brasil quebrar três vezes


Para Lula, Marina “deve ter se esquecido” que “em 1998 a política cambial fez o Brasil quebrar três vezes. A ex-senadora pelo PT tem defendido o retorno do modelo econômico implantado no período FHC (Arquivo)
Agora há pouco a Folha publicou algumas declarações de Lula que baixam a bola da fase “Marina Leitão” que a candidata do PSB vem assumindo em suas entrevistas, nas quais diz que ela vai defender “as conquistas de FHC e de Lula”.
Lula disse que Marina precisa parar de “aceitar com facilidade” lições que estaria tomando na área de economia – uma referência aos velhos tucanos André Lara Rezende e Eduardo Gianetti, o homem da rolha vacum – e parar de dizer que o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) deu ao país a estabilidade econômica.”
A Marina precisa só compreender o seguinte: ela entrou no governo junto comigo em 2003 e ela sabe que o Brasil tem hoje mais estabilidade em todos os níveis que a gente tinha quando entramos. Herdamos do FHC um país muito inseguro, não tinha nenhuma estabilidade, não tínhamos dinheiro sequer para pagar suas importações”, afirmou Lula.
“Tínhamos [US$] 37 bilhões de reservas, dos quais 20 bilhões eram do FMI [Fundo Monetário Internacional], e hoje a gente tem [US$] 376 bilhões de reservas, mais [US$] 14 bilhões emprestados ao FMI. Tínhamos uma inflação de 12% quando cheguei e tem uma inflação hoje de 5,8%. Então, eu penso que Marina precisa não aceitar com facilidade algumas lições que estão lhe dando. Ela precisa acompanhar com mais gente o que era o Brasil antes de a gente chegar”.
Para Lula, Marina “deve ter se esquecido” que “em 1998 a política cambial fez esse Brasil quebrar três vezes.
Não esqueceu, não, Lula. Nem ela, nem Eduardo Campos.
É apenas a perda seletiva de memória que acompanha a mudança de lado.
Fernando Henrique já nos ensinou do que se trata este tipo de amnésia.
É provocado por traumatismo de caráter.

Egito inicia julgamento de presidente deposto sob alerta máximo de segurança

Primeira sessão, no entanto, foi suspensa após Mursi se recusar a usar uniformes no tribunal

Começou nesta segunda-feira (04/11) o julgamento do presidente egípcio, Mohamed Mursi, deposto pelo exército no dia 03 de julho após revoltas populares. No momento, o país se encontra em alerta máximo de segurança depois da Irmandade Muçulmana convocar uma nova jornada de protestos contra os militares. Mursi responde por acusações de incitação de assaassinato e, dependendo do veredito do júri, pode ser condenado à morte ou à prisão perpétua.
No entanto, segundo informações da rede Aljazeera, a primeira sessão do julgamento foi suspensa pois Mohammed Mursi se nega a vestir o uniforme de acusado como a Justiça determina.  O presidente deposto, diz a TV estatal egípcia, se declarou como presidente legítimo, negando as acusações de incitação de assassinato.

Esta é a primeira aparição pública de Mursi desde a deposição em julho. Manifestantes entraram em confronto com a polícia egípcia foram dispersados por bombas de gás lacrimogêneo. Um efetivo de cerca de 20 mil soldados da Polícia e das Forças Armadas foi deslocado para os arredores do tribunal, para impedir que qualquer manifestação termine em confusão.

Além do presidente deposto, 14 dirigentes da Irmandade Muçulmana serão julgados pelos incidentes nos arredores do palácio presidencial de Itihadiya em 5 de dezembro de 2012. Segundo informações da Agência Efe, o julgamento acontece na Academia da Polícia por motivos de segurança.

Mursi, no entanto, não reconhece a autoridade do tribunal, por isso sua equipe legal está participando dessa primeira sessão apenas como observadora, não para defendê-lo.
Fonte: Site Opera Mundi

Ex-roqueiro que alega ter QI elevado faz papel de idiota novamente


Ironia 
A ironia é um instrumento de literatura ou de retórica que consiste em dizer o contrário daquilo que se pensa, deixando entender uma distância intencional entre aquilo que dizemos e aquilo que realmente pensamos. Na Literatura, a ironia é a arte de zombar de alguém ou de alguma coisa, com vista a obter uma reação do leitor, ouvinte ou interlocutor. 
Ela pode ser utilizada, entre outras formas, com o objetivo de denunciar, de criticar ou de censurar algo. Para tal, o locutor descreve a realidade com termos aparentemente valorizantes, mas com a finalidade de desvalorizar. A ironia convida o leitor ou o ouvinte, a ser ativo durante a leitura, para refletir sobre o tema e escolher uma determinada posição.


Antonio Prata - Folha de S. Paulo

Há uma década, escrevi um texto em que me definia como "meio intelectual, meio de esquerda". Não me arrependo. Era jovem e ignorante, vivia ainda enclausurado na primeira parte da célebre frase atribuída a Clemenceau, a Shaw e a Churchill, mas na verdade cunhada pelo próprio Senhor: "Um homem que não seja socialista aos 20 anos não tem coração; um homem que permaneça socialista aos 40 não tem cabeça". Agora que me aproximo dos 40, os cabelos rareiam e arejam-se as ideias, percebo que é chegado o momento de trocar as sístoles pelas sinapses.

Como todos sabem, vivemos num totalitarismo de esquerda. A rubra súcia domina o governo, as universidades, a mídia, a cúpula da CBF e a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, na Câmara. O pensamento que se queira libertário não pode ser outra coisa, portanto, senão reacionário. E quem há de negar que é preciso reagir? Quando terroristas, gays, índios, quilombolas, vândalos, maconheiros e aborteiros tentam levar a nação para o abismo, ou os cidadãos de bem se unem, como na saudosa Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que nos salvou do comunismo e nos garantiu 20 anos de paz, ou nos preparemos para a barbárie.

Se é que a barbárie já não começou... Veja as cotas, por exemplo. Após anos dessa boquinha descolada pelos negros nas universidades, o que aconteceu? O branco encontra-se escanteado. Para todo lado que se olhe, da direção das empresas aos volantes dos SUVs, das mesas do Fasano à primeira classe dos aviões, o que encontramos? Negros ricos e despreparados caçoando da meritocracia que reinava por estes costados desde a chegada de Cabral.

Antes que me acusem de racista, digo que meu problema não é com os negros, mas com os privilégios das "minorias". Vejam os índios, por exemplo. Não fosse por eles, seríamos uma potência agrícola. O Centro-Oeste produziria soja suficiente para a China fazer tofus do tamanho da Groenlândia, encheríamos nossos cofres e financiaríamos inúmeros estádios padrão Fifa, mas, como você sabe, esses ágrafos, apoiados pelo poderosíssimo lobby dos antropólogos, transformaram toda nossa área cultivável numa enorme taba. Lá estão, agora, improdutivos e nus, catando piolho e tomando 51.

Contra o poder desmesurado dado a negros, índios, gays e mulheres (as feias, inclusive), sem falar nos ex-pobres, que agora possuem dinheiro para avacalhar, com sua ignorância, a cultura reconhecidamente letrada de nossas elites, nós, da direita, temos uma arma: o humor. A esquerda, contudo, sabe do poder libertário de uma piada de preto, de gorda, de baiano, por isso tenta nos calar com o cabresto do politicamente correto. Só não jogo a toalha e mudo de vez pro Texas por acreditar que neste espaço, pelo menos, eu ainda posso lutar contra esses absurdos.

Peço perdão aos antigos leitores, desde já, se minha nova persona não lhes agradar, mas no pé que as coisas estão é preciso não apenas ser reacionário, mas sê-lo de modo grosseiro, raivoso e estridente. Do contrário, seguiremos dominados pelo crioléu, pelas bichas, pelas feministas rançosas e por velhos intelectuais da USP, essa gentalha que, finalmente compreendi, é a culpada por sermos um dos países mais desiguais, mais injustos e violentos sobre a Terra. Me aguardem.

Antonio Prata é escritor. Publicou livros de contos e crônicas, entre eles "Meio Intelectual, Meio de Esquerda" (editora 34). Escreve aos domingos na versão impressa de "Cotidiano".
Fonte: O Esquerdopata

PSDB agora é a favor do Bolsa Família


Na quarta-feira 30, dia em que o Bolsa Família completou dez anos, o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, divulgou um projeto de lei inusitado. O tucano deseja tornar permanente o programa que, por anos, atacaram. A mudança de posição chama a atenção, mas não é uma surpresa completa. Ela vem sendo construída por meio de declarações há algum tempo, mas agora toma a forma de um ato político, cujo objetivo é tentar remodelar a imagem do PSDB às vésperas das eleições de 2014.
No primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o PSDB se dedicou a deslegitimar o Bolsa Família. Tucanos de várias estirpes afirmavam, como revela uma busca simples no próprio site do partido, que o programa era “esmola governamental”, “esmola eleitoreira”, feito para “atingir as metas eleitorais do PT”, “assistencialismo simplista que não apresenta benefícios concretos”. Em editorial intitulado “Bolsa Esmola” e publicado em 13 de setembro de 2004, o PSDB afirmava que o programa “reduziu-se a um projeto assistencialista” e “resignou-se a um populismo rasteiro”.
Esse discurso criou dois grandes problemas para o PSDB.
O primeiro é dificultar, diante da consagração do programa, que o eleitor ligue o partido ao Bolsa Família. Teria sido fácil para o partido lembrar que o Bolsa Família teve início como uma junção de quatro programas do governo tucano de Fernando Henrique Cardoso (Bolsa Escola, PNAA, Bolsa Alimentação e Auxílio-Gás) e que a ideia de unir os benefícios foi dada a Lula por um tucano, o governador de Goiás, Marconi Perillo. As críticas distanciaram o PSDB da origem do projeto. E abriram espaço para o PT assumir a paternidade e os dividendos eleitoras do programa a partir da sua ampliação e sofisticação. Hoje o governo é premiado pela instituição do Bolsa Família, reconhecido mundialmente.
O segundo problema criado pelo discurso do PSDB foi atrair para sua base eleitoral alguns dos setores mais reacionários da sociedade brasileira, os Almeidinhas sobre os quais escreve Matheus Pichonelli. Essa é uma fatia do eleitorado capaz de produzir furor nas redes sociais ao questionar o sufrágio universal, mas insignificante demais para eleger alguém a um cargo público. Como afirmou a ministra Tereza Campello a CartaCapital recentemente, não se discute mais quem é contra ou a favor do Bolsa Família.
Com Aécio Neves no comando, a cúpula do PSDB parece estar ciente de que o Bolsa Família é quase uma unanimidade. Muitos dos militantes do partido, entretanto, precisarão passar por uma reeducação. Em maio, na convenção que elegeu Aécio presidente do partido, o senador mineiro afirmou que o “DNA” do PSDB “está em todos os programas de transferência de renda”. Antes dele, porém, tucanos de menor expressão subiram ao palco para reclamar do “bolsa esmola”.
Dois argumentos eleitorais podem ajudar a militância do PSDB a se convencer de que bater no Bolsa Família não é uma boa ideia. O primeiro é resgatar a herança de FHC. Após três derrotas eleitorais, o partido diagnosticou que um de seus problemas foi se distanciar daquele governo. Por ocasião da convenção partidária que elegeu Aécio, em maio, o instituto FHC publicou um documento em favor da tese do DNA tucano do Bolsa Família. Era um recado ao partido.
O PSDB busca, assim, uma vacina contra a costumeira acusação de que, se chegar ao poder, vai acabar com o Bolsa Família. Esse tipo de argumentação é tão frequente que apareceu até mesmo nas últimas eleições municipais de Salvador. No ano passado, ACM Neto (do DEM, outro partido da linha “bolsa esmola”) teve de invocar a figura do avô contra os boatos de que o programa estaria ameaçado caso assumisse a capital baiana. Para isso, lembrou que o então senador Antonio Carlos Magalhães foi um dos artífices da criação do Fundo Nacional de Combate e Erradicação da Pobreza, batalha na qual derrotou o então ministro da Fazenda de FHC, Pedro Malan, contrário ao projeto por conta das pressões do Fundo Monetário Internacional.
A nova postura do partido é, antes de tudo, uma vitória para o Bolsa Família. Maior programa de transferência de renda do mundo, e inspiração para diversos outros países, o Bolsa Família deveria, como afirmou a socióloga Walquiria Domingues Leão Rego, ser um direito constitucionalizado. Ainda que imperfeito, é ainda fundamental para o País.
Fonte: Blog O Escrevinhador

'Apanhamos da mídia, ele vem de Rei', escreve Caetano em ataque a Roberto Carlos

O racha entre os artistas que compõem a Associação Procure Saber, noticiado neste sábado pela colunista da Folha Mônica Bergamo, chegou a seu momento mais explícito: Caetano Veloso, um dos integrantes do grupo (ao lado de Roberto Carlos, Gilberto Gil, Chico Buarque e outros), criticou publicamente a atitude de Roberto Carlos, que "só apareceu agora, quando da mudança de tom" na discussão sobre as biografias.
Em texto publicado em sua coluna dominical no jornal "O Globo", o baiano também critica a participação do advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, 56, nas ações do grupo.
Biografia de Allan Kardec chega às livrarias para repetir fenômeno de Chico Xavier
"Kakay é advogado de RC, não fala oficialmente pela associação. E RC só apareceu agora, quando da mudança de tom. Apanhamos muito da mídia e das redes, ele vem de Rei. É o normal da nossa vida. Chico era o mais próximo da posição dele; eu, o mais distante", escreveu Caetano.
Kakay presta consultoria a Roberto Carlos na disputa judicial em torno das biografias e frequentou reuniões do grupo Procure Saber, que apoiou publicamente a exigência de autorização prévia para a publicação de biografias --uma posição que sempre foi defendida por RC.
AFP
Caetano Veloso (à dir.) critica Roberto Carlos (à esq.) em texto do jornal 'O Globo
Caetano Veloso (à dir.) critica Roberto Carlos (à esq.) em texto do jornal 'O Globo'
Com a má repercussão gerada pela atitude do grupo, acusado de censura, entrou em cena um "administrador de crises" convocado por Kakay e por Dody Sirena (empresário de Roberto Carlos), que sugeriu uma nova abordagem do assunto --depois disso, Roberto Carlos deu uma entrevista ao "Fantástico", no último domingo (27), em que afirmou ser a favor das biografias não autorizadas, desde que houvesse "certos ajustes" à legislação vigente.
"Hoje (sexta), leio que um administrador de crises sugere que a Procure Saber seja desfeita, já que a mácula de atitude de censores pode sumir das imagens dos artistas, (...) mas não da de uma associação. Bem, o mínimo que posso dizer é que justamente meu desprezo pela ideia de cuidar de minha imagem como quem a programa para obter aprovação é o mesmo que me leva a tender para a liberação das biografias e a olhar com desconfiança para o conselho do especialista", escreveu Caetano em sua coluna.
COLUNISTAS DA FOLHA
Caetano também cita em seu texto três colunistas da Folha que trataram do assunto na semana passada.
"O artigo de Fernanda Torres na 'Folha' diz o que eu gostaria de dizer, se minha cabeça fosse centrada como a dela. Ela diz: 'Sou a favor da liberação'. Mas: 'Por outro lado, alguns limites merecem atenção'", escreveu o músico.
Sobre Ruy Castro e sua coluna da última sexta ("Jabuticabas jurídicas"), que defendeu a necessidade de independência dos biógrafos e criticou as "jabuticabas jurídicas --filigranas inéditas em outros países--, na forma de 'ajustes' ou 'meios-termos', para no fundo deixar tudo como está", Caetano escreveu que ela "mostra, em termos simples, a inutilidade do novo discurso moderado".
"Mais veemente do que ele, Jânio de Freitas, um jornalista de histórico glorioso, viu na recente virada estratégica um desrespeito pior aos princípios democráticos do que na radicalidade dos primeiros pronunciamentos: ambos, Castro e Freitas, veem sobretudo dissimulação. Para mim, ressalta o fato de que não há novidade conceitual nenhuma", escreveu Caetano.
O compositor afirma ainda que "a discussão está longe de ter chegado a um termo" e que "se o tom unilateral que tomou a imprensa me causou alguma revolta, as notas e matérias que deixam entrever manobras suspeitas provocam considerável mal-estar". No encerramento do texto, disse que "apesar de toda a tensão, continuo achando que estamos progredindo".
Fonte: Folha de S. Paulo

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

SP: Empresa corruptora cita 'amigos políticos' no governo tucano


Aumentam suspeitas de corrupção com email de ex-presidente da Alstom no Brasil
Reportagem do jornal Estado de São Paulo revelou nesta quinta-feira (24) o conteúdo de um email escrito pelo então presidente da Alstom no Brasil,  o engenheiro José Luiz Alquéres, em 18 de novembro de 2004, no qual ele recomenda que diretores da empresa contratem Arthur Gomes Teixeira, consultor apontado pelo Ministério Público como o pagador de propinas a funcionários do Mêtro e CPTM do governo do estado de São Paulo. O email de Alquéres foi endereçado aos diretores de quatro áreas da empresa com cópia para os mandatários mundiais da Alstom, na França, e foi captado pela Procuradoria da Suíça durante a investigação da suspeita de pagamento de propina a João Roberto Zaniboni - ex-diretor de operações e manutenção da CPTM entre 1998 e 2003.
"Cooperação"
"Temos um longo histórico de cooperação com as autoridades do Estado de São Paulo, onde fica localizada nossa planta(...).O novo prefeito recém-eleito participa das negociações que vão nos permitir a reabertura da Mafersa como Alstom Lapa. O atual governador também participa.", escreve ele referindo-se à José Serra, recém-eleito como prefeito do município e Geraldo Alckmin, gonvernador do Estado, ambos do PSDB.
Segundo a reportagem, em 2004 a unidade Alstom Lapa não ia bem financeiramente, tinha poucos contratos e sofria com a falta de investimento, chegando quase a fechar as portas. Para que a empresa voltasse a ser competitiva o presidente apostava em contratos com o governo paulista: "Nesse período de mudanças sofremos duas grandes derrotas em leilões públicos, coisa que não ocorria há anos. Mas ainda podemos ter sucesso nos 4 projetos que o estado de São Paulo vai negociar ou leiloar nas próximas semanas".
"Amigos políticos"
A suspeita, portanto, de que houve pagamento de propina nos processos de licitação ganha corpo com as afirmações de Alquéres: "O processo está avançando, começo a receber mensagens de parceiros em potencial, e, principalmente, dos amigos políticos do governo que apoiei pessoalmente. A Alstom deve estar presente, como no passado."
Em 2005, um dos projetos pelo qual a empresa se interessava foi vencido por um consórcio liderado pela Alstom, no valor de R$ 223,5 milhões, o que resultou na compra de 12 trens para a CPTM. A Promotoria de São Paulo moveu uma ação por "grave irregularidade no sexto aditamento, verdadeira fraude à licitação e desvirtuamento total do contrato inicial", que aumentou em 73,69% o valor da compra.
Propina
Cópias de documentos bancários que chegaram ao Brasil através do Ministério Público suíço revelam que Teixeira transferiu US$ 103,5 mil para Zaniboni em maio de 2000. Naquele mesmo ano, em dezembro, um sócio do consultor transferiu US$ 113,3 mil para o ex-diretor da CPTM.
Cinco dirigentes são citados por Alquéres no email: "Três das cinco pessoas que foram dispensadas recentemente, como Carlos Alberto (diretor-geral) e Reynaldo Goulart (Desenvolvimento de Negócios) ou transferidas como Reynaldo Benitez (diretor financeiro) desenvolveram fortes e robustos relacionamentos pessoais com membros da CPTM e do Metrô-SP.
Fonte: Caros Amigos

O Globo faz vestibular para “Pholha


Faz tempo que não vejo papel ser gasto tão  à toa.
Na ânsia de criar polêmica sobre o Enem, um sucesso total, apesar das dificuldades em aplicar uma prova em todo este país imenso a mais de sete milhões de alunos, O Globo dá espaço a uma baboseira de internet, os comentários no Facebook sobre a grafia “gazolina” numa charge dos anos 50/60.
Tema digno daquelas tolices tão ao gosto da Folha, que eu chamo sempre de “folhices”
Ficamos, então, avisados de que, quando o amigo encontrar uma foto antiga, onde aparece escrito “pharmácia”, isso deve ser levado ao Photoshop para virar “farmácia”.
O Globo vai ouvir o Ministro da Educação sobre isso, pode?
Certamente vai parar no Jô Soares e aquele abominável e frequente festival de besteirol que ele faz, sempre, com asneiras escritas por estudantes, num espetáculo sádico de humilhação da ignorância.
A capacidade da mídia brasileira de ser irrelevante é algo profundo.
Fonte: O Tijolaço

Neonazista que enforcou mendigo recebe liberdade

Justiça permite liberdade a neonazista preso após enforcar morador de rua. Juíza Raquel Vasconcelos Alves de Lima concedeu alvará de soltura para Donato Di Mauro

Morador de rua foi agredido por neonazista Donato Di Mauro (Arquivo)
Os advogados de Antônio Donato Baudson Peret, conhecido como Donato Di Mauro, de 25 anos, devem acompanhar os procedimentos que irão possibilitar a saída do neonazista detido na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem. A juíza da 9ª Vara Criminal da Justiça Federal de Belo Horizonte, Raquel Vasconcelos Alves de Lima, concedeu o alvará de soltura para o jovem nesta quarta-feira (23).
Em abril deste ano, a Polícia Civil prendeu o auxiliar de ourives no interior de São Paulo. Ele saiu da Capital mineira após a repercussão de uma postagem feita em seu perfil no Facebook que chamou a atenção das autoridades. Donato divulgou uma foto na qual aparecia enforcando um morador de rua negro na Savassi. Na legenda da imagem, o rapaz justificava dizendo que o homem agredido era usuário de drogas.
Marcus Vinícius Garcia Cunha, de 26 anos, e João Matheus Vetter de Moura, de 20, acabaram sendo detidos em Belo Horizonte na mesma operação, suspeitos de integrarem o grupo do qual Donato fazia parte. Nos perfis mantidos pelos três em redes sociais foram identificadas diversas mensagens de ódio com conteúdo racista e nazista. Eles ainda são acusados de participação em agressões e ameaças contra hippies, homossexuais, moradores de rua e negros em Belo Horizonte.
Em outubro, João Matheus foi solto após cumprir um mandato de prisão temporária de dez dias. Já Marcus Cunha conseguiu sair da Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria na semana passada, quando a Justiça concedeu um habeas corpus ao acusado.
Eles respondem a processos por formação de quadrilha, racismo e divulgação do nazismo.
Fonte: Pragmatismo Político

PMs foram obrigadas a ocultar provas de tortura contra Amarildo


Quatro policiais militares - todas mulheres - afirmaram ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) que foram obrigadas por superiores a ocultar provas da tortura ao ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, além de terem recebido ordens para mentir aos investigadores do caso.


As soldados, que trabalhavam na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, prestaram depoimento à promotora Carmen Eliza de Carvalho. "Elas desabaram. Choraram mesmo. E todas falaram a mesma coisa: 'Hoje, depois de muitos meses, eu vou conseguir dormir'", disse ela. As informações são do Bom Dia Brasil, da TV Globo.

As PMs esconderam as informações sobre a tortura durante mais de três meses - Amarildo desapareceu no dia 14 de julho, após ser levado à sede da UPP da Rocinha. Elas afirmaram que só tiveram coragem de contar a verdade depois que alguns dos policiais acusados de envolvimento no caso foram presos.

Uma das PMs disse que ouviu gritos e pedidos de socorro vindos de trás da sede da UPP, mas tapou os ouvidos para não ouvir - ela disse a duas colegas que "isso não se faz nem com um animal". A tortura durou cerca de 40 minutos - depois, houve silêncio e, em seguida, barulho de risos.

Outra PM disse à promotora que o então comandante da UPP, major Edson Santos, chamou os policiais para uma reunião com um advogado, e o encontro foi como um pré-depoimento: os agentes receberam orientações sobre o que deveriam falar aos investigadores. "Elas tinham muito medo do que poderia acontecer com elas. 'Vocês não ouviram nada, não teve nada de anormal e Amarildo desceu pela escada.' O tom era esse de orientação. Entenda-se determinação", disse a promotora. 

O sumiço de Amarildo
Amarildo sumiu depois de ser levado por PMs para a sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na comunidade. O ex-comandante da unidade sustentou que o pedreiro foi ouvido e liberado, mas nunca apareceram provas que mostrassem Amarildo saindo da UPP, pois as câem frente à UPP. E eles ainda não contavam que uma outra câmera, mais para o fim da escada, estava em pleno funcionamento e não registrou a passagem do pedreiro como eles alegavam", completou ainda a promotora do Gaeco. 

Os dez primeiros PMs denunciados e já presos negam participação no crime. O corpo de Amarildo segue com paradeiro desconhecido - no último dia 27 de setembro, uma ossada foi localizada no município de Resende, no sul do Estado do Rio de Janeiro. A necrópsia realizada, no entanto, não foi esclarecedora e um novo exame será realizado a fim de concluir o relatório para definir se trata-se, ou não, do ajudante de pedreiro morador da Rocinha.

Fonte: Portal Vermelho

AS FILHAS DO PSDB ENVOLVIDAS EM ESCÂNDALOS CABELUDOS – SÓ QUE A MÍDIA ALIVIA AS 'MENINAS".

FHC e Kobayashi - No "ninho" tucano todos os escândalos são minimizados pela imprensa. Duro nesse país é ser filho de Erenice, aí.........

Filhas, melhor não tê-las, mas se não tê-las............

Lá atrás foi a filha de Fernando Henrique Cardoso, funcionária fantasma do Senado, relacionada na folha de pagamento do Gabinete do recém derrotado Senador Heráclito Fortes do DEM. De 2003 até 2009, Luciana Cardoso, recebeu algo em torno de R$ 5.000,00 por mês, para ficar em casa, e conforme declarou o Senador, “arrumar uns documentos para a biografia dele”. A própria filha de FHC declarou que não ia ao Senado, e que aquilo era “bagunça”.

Depois foi a filha de José Serra, que pelo que se diz, era sócia de uma empresa que conseguia acesso a contas bancárias e cadastros de cidadãos (60 milhões de contas de contribuintes brasileiros teriam sido violadas)

Recentemente o caso envolve as filhas de Paulo Preto, UMA DELAS NOMEADA EM CARGO DE COMISSÃO POR JOSÉ SERRA, coincidentemente logo assim que ele assumiu o governo do Estado de São Paulo e a família de Paulo Preto (Esposa e filha) emprestaram ao tucano ALOYSIO NUNES (unha e carne com Serra) a bagatela deR$ 300 MIL. A outra menina dos tucanos é advogada de empreiteiras que tem relação com o governo paulista. O pai toca a obra e ela defende a empreitada.

Por último agora é a DONA DA GRÁFICA, irmã de um dos principais coordenadores da campanha de Serra. A família Kobayashi, tucanos, enrolados na má impressão de panfletos eleitorais ilegais. Todos pelo visto, abençoados por um Bispo, e todos agora tendo que explicar para a Polícia Federal, de onde veio a grana para financiar tamanha indignidade.

Pelo visto, família e filha de tucano, tucana é, e, quem sai aos seus ........

As meninas, porém, serão poupadas, logo, logo, tudo estará esquecido. Ou alguém viu a Mídia cobrar da filha de FHC, os aproximadamente R$ 450 mil que ela recebeu sem trabalhar ? Ela mesma declarou em entrevista que era fantasma. Alguém viu por acaso indignação na Mídia com a tal empresa e procedimento da filha de Serra? Alguém aí já viu o rosto das filhas de Paulo Preto na capa da Veja ou da Época. E alguém aí já leu no O Globo algo sobre a GRÁFICA DO CAMBUCI ?

Sugestão para o cineasta Barretão: Faça um Filme intitulado “AS FILHAS DO TUCANATO”. Mas não espere que a Globo divulgue.
Fonte: 007BondBlog

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Admirado no mundo, Mujica enfrenta críticas e contradições no Uruguai

Presidente uruguaio é hábil com oposição, mas tem dificuldades na base governista
Na última Assembleia Geral da ONU, em setembro, o uruguaio José “Pepe” Mujica foi um dos presidentes mais aplaudidos e comentados, com um discurso criticando o consumismo e a desumanização da sociedade. Não foi o seu primeiro sucesso internacional – na Cúpula Rio + 20, em junho de 2012, também causou comoção sua intervenção falando sobre o uso irresponsável dos recursos naturais do planeta.

Palavras de efeito, que somadas ao fato dele ter se tornado símbolo de um estilo de vida sem excesso, transformaram Pepe num astro das redes sociais, exemplo de político honesto e sincero.

Porém, dentro do Uruguai, essa imagem não é tão favorável quanto o que se vê fora do país. Segundo a última pesquisa do Instituto Cifra, publicada em agosto, a imagem pessoal de Mujica é bem avaliada por 49% dos uruguaios, e sua gestão de governo é vista como positiva por 45%. A aprovação ainda é maior que a rejeição, que chegou a 33% em ambos os casos.

A contradição sobre a popularidade de Mujica tem a ver, sobretudo, com a sua capacidade de gestão, segundo o cientista político Daniel Buquet, da Universidade da República do Uruguai. “A razão pela qual ele é admirado no mundo é a mesma que o levou a ser eleito presidente pelos uruguaios, a imagem de homem simples, que funcionava muito quando ele era legislador, mas que ficou abalada quando surgiu a imagem do Mujica gestor”, comenta.

A carreira política de Mujica começou em 1995, quando o ex-guerrilheiro tupamaro foi eleito deputado, cargo que exerceu até 2000, antes de ser senador. Em 2005, sendo um dos políticos mais populares do país, Mujica chegou ao poder executivo, como ministro do primeiro governo da Frente Ampla (coalizão de centro-esquerda), liderado por Tabaré Vázquez.

Assumiu o Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca, mas sua gestão foi considerada errática, com algumas de principais medidas favorecendo associações ruralistas – como o perdão da dívida dos produtores e a defesa de uma política de dólar mais caro, que favorecesse os importadores –, o que lhe rendeu muitas críticas da esquerda no país.

A avaliação de Mujica como ministro, porém, não afetou sua popularidade e, em 2009, foi eleito presidente com 52% dos votos. Desde então tem mantido as políticas iniciadas no governo de Vázquez, mesclando pragmatismo econômico com redistribuição de renda.

Bom de diálogo, mal de coesão

Segundo o cientista político Daniel Buquet, Mujica tem grande mérito na sua forma de fazer política, ao dialogar com a oposição e fazer acordos, o que garante maior facilidade em aprovar projetos.

O acadêmico cita o fato de o presidente uruguaio ter permitido a indicação de políticos opositores como diretores de empresas estatais como exemplo da forma de negociar de Mujica. “Ele sabe lidar com as diferenças e conseguir acordos favoráveis para ambos os lados, é um de seus melhores atributos”, define.
Mas essa qualidade contrasta com outro problema relacionado com o seu governo, que é a falta de coesão interna. Buquet cita, como exemplo, a má relação entre Mujica e Vázquez, e sua ainda pior relação com Danilo Astori, que é vice-presidente. “Mujica tem mais problemas com as outras facções da Frente Ampla que com a oposição, isso gera uma sensação estranha, de um político que não consegue impor sua liderança”, acredita Buquet.

Temas polêmicos

Além da imagem de simplicidade, outro fator que tem rendido crédito a Mujica, principalmente pela esquerda de fora do Uruguai, são as conquistas da agenda de direitos civis que o país tem apresentado, com a legalização da maconha, do aborto e do matrimônio civil homossexual.

Agência Efe
Mujica em sua agenda de personalidade internacional

As leis do aborto e do matrimônio gay, no entanto, nasceram de iniciativas de parlamentares da Frente Ampla, e não contaram com apoio do Poder Executivo até estarem a ponto de serem aprovados.

“Mujica nunca defendeu com força esse projeto, com exceção do projeto da maconha, que ele apoia efusivamente. Quando alguma novidade sobre o tema parece trazer os holofotes para o país e para sua imagem, tenta postergar a aprovação para não confrontar a oposição”, opina Daniel Buquet.
Fonte: Opera Mundi

A tropa de elite é como a elite é: bruta e cruel com os pobres

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A tropa de elite é como a elite é: bruta e cruel com os pobres

A Folha traz hoje uma destas reportagens que, mesmo bem intencionadas, incorre no mesmo erro de colocar policiais com preocupações humanistas e legalistas na categoria dos “personagens folclóricos”.
O Coronel Íbis Pereira, que desafina o coro da brutalidade e diz que a política precisa parar de cultuar a violência, não é uma “anormalidade” na corporação. É antes um dos “sobreviventes” de uma corrente do oficialato policial-militar que tem, há 20 anos, sido colocado à margem, discriminado e desvalorizado.
O coronel Ibis é um dos muitos jovens da periferia que encontrou, como cadete policial-militar a oportunidade de educar-se e progredir profissionalmente, quando este país lhes oferecia poucas ou nenhuma possibilidade. Seus méritos são seus e de todo um contingente de jovens que resistiu ao caminho fácil da brutalidade, que não raro se liga a negócios.
Esta corrente humana, sufocada durante a ditadura pelo comando do Exército sobre a atividade policial – e, como é natural para um exército, impondo sua visão de guerra – pôde vir à tona no Rio de Janeiro quando um de seus mais bem preparados integrantes, o coronel Carlos Magno Nazareth Cerqueira, outro dos oficiais que vieram das mesmas origens do Coronel Ibis, foi guindado ao comando da PM no Rio de Janeiro.
E como foram combatidos e caluniados! Por se recusarem a produzir cenas de barbárie como as que a PM descia os morros com pobres enfieirados numa corda, como nos tempos da escravatura retratados nas gravuras de Debret, a mídia e o conservadorismo diziam que a polícia não podia subir morro, que tratava os bandidos aos paparicos, que estava emasculada.
Ibis, diz a Folha, entrou na PM influenciado pelas ideias de Cerqueira e Darcy Ribeiro.  Tem pavor da caveira como símbolo do BOPE, diz que se estabeleceu um culto à brutalidade do batalhão de elite da polícia fluminense.
Não foi por acaso e menos ainda por culpa exclusiva de um pensamento policial militar.
A mídia sempre exigiu dos governantes do Rio de Janeiro – e vários deles cederam docemente a isso – uma repressão brutal sobre os pobres, embora recentemente mais bem “cobertas” pelo discurso da devolução da liberdade ás comunidades dominadas pelo tráfico.
Como se promover a ocupação militar de uma área pudesse libertar seus habitantes.
A classe média, em nome da “segurança” apoiou a transformação das polícias em tropas que portam fuzil, algo que não existe em qualquer lugar do mundo. E vibrou com a expulsão do tráfico lá para as lonjuras da periferia, com ” ocupações” bélicas para as quais, claro, se providencia o necessário “aviso prévio” ao tráfico para que se mude para outra área.
Vibrou com o festejado cinema que mostrou esta polícia “heróica” com os de baixo.
Mas torceu o nariz para quando, em lugar de containeres como aquele em que foi torturado e morto o trabalhador Amarildo de Souza, o Estado “invadia” – e não uma dúzia, mas centenas – favelas com escolas de alta qualidade e uma concepção de tirar das ruas e dar atenção integral às crianças.
Ah, aí era demagogia e populismo.
Política de Estado, boa, mesmo, é Caveirão e seus “caveiras” da tropa.
A tropa de elite foi, pra valer, a tropa da elite, que não consegue ver outra maneira de tratar nossos irmãos pobres senão como animais: ou se amestra, ou se enjaula.
Mas essa elite se choca quando vê, sobre seus filhos, um pouco, apenas um pouco, do que os jovens pobres da favela vivem todos os dias: o “geral, encosta aí!” ; o flagrante forjado, a violência gratuita.
“A dignidade da pessoa não é valor no Brasil. É apenas retórica, discurso. A pessoa vomita isso, mas não acredita. Os direitos humanos são um conceito em crise”, diz o Coronel Ibis.
São, coronel, e uma das origens desta crítica é, certamente, uma elite e uma mídia que, para seus desafetos, políticos e socais, quer a justiça do “mata e esfola”, na policia e na Justiça.
E que ficam muito espantadas quando encontram um que se aventura a pensar.
Afinal, não é para isso que lhe pagam.
Fonte: O Tijolaço

Aos piratas, uma dica


O site Piracy Data reúne opções para o download legal de filmes e músicas

O site Piracy Data (www.piracydata.org) é um bom exemplo do problema que leva muitas pessoas a enveredar pela pirataria na internet com o intuito de encontrar um filme para assistir. Ele cobre somente o mercado americano, mas usa dados do TorrentFreak (www.torrentfreak.com), que publica os dez filmes mais pirateados todas as semanas, e do CanIStreamIt (www.canistream.it), uma ferramenta de buscas de fontes legais para a compra de filmes. Eles mostram quais filmes do interesse do usuário americano poderiam realmente ser comprados e não pirateados.
Dos dez filmes mais pirateados nos Estados Unidos, somente três poderiam ser alugados online. Seis poderiam ser comprados na web legalmente, enquanto outros quatro não têm qualquer alternativa legal (O AtaqueElyseumOs Instrumentos Mortais: Cidades dos Ossos Dose Dupla). E nenhum dos dez filmes está disponível em serviços de streaming como o Netflix e o Hulu.
Esse resultado, segundo os dados do site, não é incomum. Nas últimas três semanas, somente 20% dos filmes da lista estiveram disponíveis para compra ou aluguel digital. E nenhum deles estava em qualquer dos serviços de streaming, como acontece com a lista atual. A sedução da pirataria fica mais aparente nesses dados.
Um dos criadores do Piracy Data, Jerry Brito disse aoWashington Post que a ideia de criar o site surgiu quando a indústria do entretenimento começou a criticar o Google. Dizia-se então que o site de buscas não tomava medidas suficientes para coibir a pirataria, mesmo quando a empresa já tinha tomado medidas importantes, como rebaixar resultados que levassem a sites conhecidos por hospedar conteúdo pirata.
“A Associação Cinematográfica dos EUA (MPAA, em inglês) reclama que o Google fornece os links para as pessoas, mas qual é a alternativa?”, pergunta Brito, notando que raramente existiriam opções legais para os filmes buscados pelos usuários. Segundo ele, Hollywood deveria mudar seu modelo de negócios e “tomar suas próprias medidas para lidar com a pirataria”, em vez de continuar a jogar a culpa nas empresas de tecnologia. É uma solução sensata que a indústria do entretenimento continua longe de entender e ainda mais distante de pensar em adotar.
Fonte: A Carta Capital

Maria Inês Nassif e as chances do PT na próxima eleição

A presidente Dilma Rousseff deu a volta por cima. Para quem apostava nas suas deficiências de virtude e fortuna – as duas qualidades fundamentais para um governante que se pretenda condutor dos destinos de um povo, segundo Maquiavel – suas respostas às manifestações de junho, e os fatos que se sucederam a elas e antecederam ao prazo legal final para filiação partidária dos políticos com pretensões eleitorais, mostram que a presidenta pode não ser uma Pelé da política, mas é capaz de jogar um bolão quando se dispõe a entrar em campo. E que a sorte que, no passado, a fez emergir de um ministério técnico e ser guindada ao principal gabinete do Palácio do Planalto, não a abandonou.
Comprar a briga pelo Programa Mais Médicos foi uma aposta arriscada, pois foi feita no momento em que as bandeiras empunhadas por milhões de manifestantes eram muito dispersas e existia o risco de que se confundisse a reivindicação de Saúde Pública de qualidade com os vetos corporativos das entidades de classe dos médicos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a jogada do Ministério Público, que conseguiu contrabandear o veto à PEC 37 na lista de reivindicações populares sem que as pessoas que arriscaram a pele indo às ruas soubessem o que isto vinha a ser efetivamente. Desta vez, ao comprar a briga por um programa com razões mais do que justas – levar médicos estrangeiros para os rincões do país onde os brasileiros não queriam ir –, o governo acabou expondo a avareza das razões corporativistas e da oposição ao programa liderada pelas associações médicas. Dilma ganhou porque insistiu (e devia ter insistido em outras questões), e ganhou marginalmente devido à incompetência política dos conselhos de medicina.
Ganhou mais uma vez, quando manteve Alexandre Padilha à frente do Ministério da Saúde, identificou-o com essa briga e depois o liberou para a disputa ao governo do Estado de São Paulo no próximo ano. Nessa luta eleitoral, certamente deve ter aceitado as sugestões do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que desde o ano passado monta cuidadosamente as peças de um jogo destinado a quebrar a hegemonia tucana no Estado. Desde a primeira vitória eleitoral do partido ao governo do Estado, em 1998, peessedebistas se sucedem no Palácio dos Bandeirantes, e ao longo deste período conseguiram, com êxito, amoldar um eleitorado, na sua origem de centro-esquerda, ao programa neoliberal que era comandado pelo governo central no período FHC. Houve uma intersecção perfeita entre esse eleitorado intelectual que caiu em depressão (ou se aproveitou da onda) após a queda do Muro de Berlim e o abraço da socialdemocracia europeia ao neoliberalismo, e aderiu às teorias liberais como se elas fossem a única garantia possível de liberdade, e uma elite paulista que estava despossuída de partidos e convicções no pós-Collor.
A “cola” que juntou agentes políticos antipetistas de diferentes origens em torno do tucanato paulista, um discurso conservador justificado por um moralismo hipócrita, baseado na máxima de que governos petistas são corruptos, e os tucanos não o são, aproxima de sua data de vencimento, com o estouro do escândalo do “propinoduto” do PSDB, enraizado no setor de transporte de sucessivos governos tucanos, desde o primeiro mandato de Mário Covas (1998-2002). O governador Geraldo Alckmin, candidato à reeleição, é parte inseparável do esquema: foi um vice-governador atuante no primeiro mandato de Covas e assumiu o governo por praticamente todo o segundo mandato, devido ao falecimento do titular do cargo. As investigações sobre o escândalo, que se iniciaram no Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade), embora sejam cuidadosamente publicadas pela grande imprensa – que dificilmente cita governadores ou o PSDB quando relata capítulos dessa novela – dificilmente escaparão da campanha eleitoral, cujo início não está tão longe que apague da memória dos adversários esta mácula.
A aliança montada para eleger como prefeito da capital o prefeito Fernando Haddad, na medida em que Dilma se consolida como a grande favorita da disputa presidencial, tende a ser transferida para Alexandre Padilha, já consagrado como o candidato petista ao governo. Alckmin vai para a campanha eleitoral com alianças frágeis e um candidato presidencial fraco. Nunca antes, desde a primeira eleição ganha para governador de São Paulo, o PSDB tem condições tão desfavoráveis.
Sorte de Dilma. Quanto maiores as chances de o PT fazer o governador de São Paulo, mais ela tem condições de recuperar, com alguma folga, os votos que pode perder em Minas, com a candidatura de Aécio Neves (PSDB) a presidente. Sorte dupla é a de Marina Silva ter refluído de sua candidatura para apoiar Eduardo Campos (PSB). Marina teria maiores chances de subtrair votos de Dilma em São Paulo e no Rio; Eduardo Campos não terá o mesmo apelo para os paulistas insatisfeitos com a polarização reiterada das eleições entre PT e PSDB; e Aécio, um tucano de fora do circuito paulista, chega para disputar esse voto junto com as denúncias trazidas a público pela Siemens – não é exatamente o que um eleitorado cultivado pelo PSDB no discurso moralista acha interessante. No Rio, as chances do PT sobem na proporção direta do desgaste de Sérgio Cabral – sorte do PT por ter encontrado pela frente o senador Lindberg Faria, que não recuou de sua candidatura quando Cabral ainda não era cachorro morto. Agora, dificilmente Cabral pode impor a candidatura de seu vice para o PT.
Em junho, como consequência direta das manifestações, ficou arriscada a aposta numa vitória de Dilma já num primeiro turno. As chances de ganhar já na primeira votação aumentaram muito. Se resistir às idiossincrasias do “tripé econômico” reverenciado por Marina Silva e não girar mais o torniquete, o que acabaria desaquecendo ainda mais a economia. Se mantiver o país em crescimento, mesmo em ritmo lento, ela chegará ao processo eleitoral com adversários muito fracos e oposição com argumentos bastante limitados.

Fonte: Blog O Escrevinhador

"Eu vou largar o aço", diz PM para manifestantes

Flagrante foi feito durante ato dos professores, no Rio de Janeiro. Em outro vídeo, fica confirmado que policiais usaram armas letais na manifestação


PM grita a manifestantes: “Eu vou largar o aço”. Vídeo flagrou as ações (Reprodução)
Dois vídeos publicados nesta quarta-feira (16) demonstram o descontrole da Polícia Militar durante as manifestações no Rio de Janeiro. No primeiro, um policial dispara com uma arma de fogo duas vezes contra os manifestantes (vídeo 1, aos 3:14). No segundo, um outro agente grita “Eu vou largar o aço”, ameaçando as pessoas que protestavam (vídeo 2, aos 0:34).

No segundo vídeo, as ameaças do policial militar são feitas enquanto um grupo de manifestantes é preso. Nota-se, pela imagens, que o fato aconteceu na Cinelândia.
Os disparos efetuados pelo policial militar, no primeiro vídeo, foram feitos na Glória, região central do Rio de Janeiro. A viatura utilizada pelo agente como escudo é destruída por manifestantes logo após.
Ambos os registros foram feitos durante o ato dos professores, na última terça-feira (15). Os flagrantes foram feitos pelo coletivo “Das Lutas” e pelo “Jornal A Nova Democracia”.
Fonte: Site Pragmatismo Político