segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Egito inicia julgamento de presidente deposto sob alerta máximo de segurança

Primeira sessão, no entanto, foi suspensa após Mursi se recusar a usar uniformes no tribunal

Começou nesta segunda-feira (04/11) o julgamento do presidente egípcio, Mohamed Mursi, deposto pelo exército no dia 03 de julho após revoltas populares. No momento, o país se encontra em alerta máximo de segurança depois da Irmandade Muçulmana convocar uma nova jornada de protestos contra os militares. Mursi responde por acusações de incitação de assaassinato e, dependendo do veredito do júri, pode ser condenado à morte ou à prisão perpétua.
No entanto, segundo informações da rede Aljazeera, a primeira sessão do julgamento foi suspensa pois Mohammed Mursi se nega a vestir o uniforme de acusado como a Justiça determina.  O presidente deposto, diz a TV estatal egípcia, se declarou como presidente legítimo, negando as acusações de incitação de assassinato.

Esta é a primeira aparição pública de Mursi desde a deposição em julho. Manifestantes entraram em confronto com a polícia egípcia foram dispersados por bombas de gás lacrimogêneo. Um efetivo de cerca de 20 mil soldados da Polícia e das Forças Armadas foi deslocado para os arredores do tribunal, para impedir que qualquer manifestação termine em confusão.

Além do presidente deposto, 14 dirigentes da Irmandade Muçulmana serão julgados pelos incidentes nos arredores do palácio presidencial de Itihadiya em 5 de dezembro de 2012. Segundo informações da Agência Efe, o julgamento acontece na Academia da Polícia por motivos de segurança.

Mursi, no entanto, não reconhece a autoridade do tribunal, por isso sua equipe legal está participando dessa primeira sessão apenas como observadora, não para defendê-lo.
Fonte: Site Opera Mundi

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