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quinta-feira, 21 de março de 2019
sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
PMs são presos por venderem a bandidos armas apreendidas
Operação desarticulou esquema que envolvia cabos, soldados e sargento do 40° Batalhão
terça-feira, 4 de outubro de 2016
Pesquisa diz que 77,2% dos policiais são a favor da desmilitarização da PM
Uma pesquisa feita com policiais de todo o país, lançada nesta quarta-feira (30) em São Paulo, revelou que a maioria diz ser a favor da desmilitarização da PM.
sexta-feira, 8 de julho de 2016
Procuradora critica ação da PM que prendeu jovens por criticar corporação nas redes sociais
"É absurdo que em um Estado democrático de direito, forças policiais se sintam autorizadas a criminalizarem o direito à livre manifestação de opinião sob o argumento do desacato a autoridade”. A opinião é da procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, ao comentar o caso de dois jovens, em São Paulo e no Ceará, presos em casa pela Polícia Militar depois de terem feito críticas genéricas à corporação nas redes sociais.
sexta-feira, 24 de junho de 2016
Jovem de 22 anos é assassinado pela PM por causa de um cone de trânsito
Um vídeo publicado nesta quarta-feira (22) pela Ponte Jornalismo (assista abaixo) coloca em cheque a versão apresentada por policiais militares de Ourinhos, no interior de São Paulo.
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Datena é atacado por questionar ação policial
Apresentador da Band foi criticado por cogitar que ação de PM, que baleou dois suspeitos à queima-roupa na noite de terça-feira, pode ter ser sido irregular
José Luiz Datena, apresentador do programa Brasil Urgente, da Band, foi duramente criticado por telespectadores após a edição de terça-feira 23, no qual levantou a hipótese de uma ação policial contra dois suspeitos ter ocorrido de forma irregular.
sábado, 1 de novembro de 2014
PM paulista matou mais em nove meses do que no auge do confronto com o PCC
De janeiro a setembro deste ano, foram registradas 478 mortes cometidas por PMs no Estado de SP; número de assassinatos – maior em uma década - subiu 99% em relação ao mesmo período do ano passado
De janeiro a setembro deste ano, o número de mortes cometidas por policiais militares é o maior desde 2004. Foram registrados 478 assassinatos neste período. A letalidade policial supera, inclusive, o ano de 2006, quando ocorreu o confronto entre a PM e o Primeiro Comando da Capital (PCC). De janeiro a setembro daquele ano, foram registradas 413 mortes por PMs em serviço.
segunda-feira, 9 de junho de 2014
O dia em que a PM traiu Datena
Não só Datena, mas os grandes veículos de comunicação só prestam solidariedade e cobram apurações contra abusos da polícia apenas quando seus funcionários se encontram entre as vítimas
O apresentador José Luiz Datena é um caso patológico de um peso e duas medidas. Esbravejador contrário às manifestações, repetidor compulsivo dos termos “vândalos” e “vandalismo”, por vezes aplaude a ação truculenta de policiais. Seu programa é baseado nisso.
terça-feira, 22 de abril de 2014
“A Paixão de Cláudia”: ato relembra morte de mulher arrastada por PMs do Rio
Concentração do ato será na Igreja Nossa Senhora da Consolação, em São Paulo; dos três policiais presos pela morte da auxiliar de serviços gerais, dois já responderam por homicídio.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
"Eu vou largar o aço", diz PM para manifestantes
Flagrante foi feito durante ato dos professores, no Rio de Janeiro. Em outro vídeo, fica confirmado que policiais usaram armas letais na manifestação
Dois vídeos publicados nesta quarta-feira (16) demonstram o descontrole da Polícia Militar durante as manifestações no Rio de Janeiro. No primeiro, um policial dispara com uma arma de fogo duas vezes contra os manifestantes (vídeo 1, aos 3:14). No segundo, um outro agente grita “Eu vou largar o aço”, ameaçando as pessoas que protestavam (vídeo 2, aos 0:34).
No segundo vídeo, as ameaças do policial militar são feitas enquanto um grupo de manifestantes é preso. Nota-se, pela imagens, que o fato aconteceu na Cinelândia.Os disparos efetuados pelo policial militar, no primeiro vídeo, foram feitos na Glória, região central do Rio de Janeiro. A viatura utilizada pelo agente como escudo é destruída por manifestantes logo após.
Ambos os registros foram feitos durante o ato dos professores, na última terça-feira (15). Os flagrantes foram feitos pelo coletivo “Das Lutas” e pelo “Jornal A Nova Democracia”.
Fonte: Site Pragmatismo Político
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Ordem de serviço da PM e genocídio da juventude negra
Nos últimos dias, livros, revistas, dissertações e o computador têm sido minhas principais companhias. A tarefa é dura e desafiadora: escrever sobre Lélia Gonzalez (1935-1994), uma das maiores intelectuais negras que este país já teve.
Em um dos parágrafos, falei dos desafios a serem enfrentados para a superação da desigualdade racial existente no Brasil. Da mesma maneira, discorri sobre os avanços e vitórias que a população negra obteve, principalmente nas duas últimas décadas: A criação da SEPPIR em 2003, a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial em 2010, e mais recentemente a vitória histórica com a aprovação das Cotas no ensino superior.
Como ninguém é de ferro, resolvi desanuviar um pouco: um café e uma olhadela no Facebook. Minha estratégia não deu muito certo: me deparei com uma “ordem de serviço” (imagem acima) da Polícia Militar de São Paulo, o que mostra que, apesar dos avanços, a luta contra o racismo tem de ser cotidiana.
Temos na medida da PM Paulista uma continuidade histórica. Ainda no século XIX, representantes da classe dominante brasileira tomaram de empréstimo as teorias raciais disseminadas na Europa, que atestavam a inferioridade dos negros. Ao adaptá-las à realidade nacional, imputaram aos descendentes de escravos uma suposta tendência ao crime. Outrossim, o negro associado à criminalidade foi fundamentado pela Ciência, ganhou caráter institucional no Estado e acabou amplamente disseminado pela população.
Passados mais de um século, este estigma permanece arraigado no inconsciente coletivo e nas abordagens policiais. Os moradores das periferias, vilas e favelas, sobretudo os negros e do sexo masculino, são vistos como elementos suspeitos.
Do ponto de vista da violência urbana, um estudo realizado pelo Laboratório de Análises Estatísticas Econômicas e Sociais das Relações Raciais da UERJ mostrou que, entre os anos de 2009 e 2010, o número de pretos e pardos assassinados cresceu 46,3%. No contingente branco, esse crescimento foi de 0,1%.
Mano Brown, que recentemente pediu o impeachment do governador Geraldo Alckimim, pelo alto índice de jovens negros assassinados nas periferias de São Paulo, em 2011, durante palestra em Belo Horizonte afirmou que de cada 15 jovens assassinados 14 são negros. Esses números não deixam claro que um genocídio está em curso no Brasil, e pouco ou nada se faz para reversão desse quadro aterrador.
Os reflexos das teorias raciais formuladas pela elite brasileira nos anos finais do século XIX e início da primeira República também são visíveis no sistema prisional. No Rio de Janeiro, 90% da população carcerária é formada por afro-descendentes. Diante disso, torna-se impossível não lembrar dos versos de Gil e Caetano:
“mas presos, são quase todos pretos, ou quase brancos, quase pretos de tão pobres, e pobres são como podres, e todos sabem como se tratam os pretos”.
Num país que entende como natural a distância que separa negros e brancos, a postura genocida da Polícia Militar de São Paulo dificilmente é associada à violência racial. Além disso, quando chegam a ser noticiados na mídia são fruto de denúncias de moradores e de pressões dos movimentos sociais. Assim, é necessário louvar as reportagens veiculadas pela Rede Record e pela Carta Capital, que nos últimos anos têm levado ao ar e publicado matérias sobre a discriminação racial e a violência policial no Brasil. Fato raro na televisão brasileira.
Nas eleições de 2010, em um dos debates entre os presidenciáveis, Plínio Arruda, nos poucos minutos a que teve direito de se pronunciar, sintetizou numa frase um dos legados deixados pelos quase quatro séculos de escravidão no país: “Ser negro no Brasil é extremamente perigoso”.
Poucos devem ter prestado a atenção na assertiva de Plínio, porém, a “ordem de serviço” emitida pelo Comandante da PM, Ubiratam Beneducci, não deixa dúvidas de que o então candidato do PSOL estava coberto de razão.
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Portal UJS
domingo, 22 de janeiro de 2012
PM em confronto contra moradores de Pinheirinho
"Estou me sentindo num campo de batalha", diz habitante de Pinheirinho
Cerca de 622 famílias estão abrigadas em um ginásio esportivo e uma escola do Campo dos Alemães, segundo a prefeitura de São José dos Campos (SP). Enquanto isso na área invadida, moradores continuam deixando o acampamento e são direcionadas pela triagem nas tendas montadas pela prefeitura em um centro comunitário do bairro.
Nivaldo Melo, 42 , que foi ouvido pela reportagem do UOL na manhã deste domingo (22), enquanto permanecia dentro do seu barraco no Pinheirinho com a ordem da Tropa de Choque, disse agora há pouco por telefone que foi encaminhado para o salão de uma igreja no Campos dos Alemães. Ele passará a noite no local ao lado da família.
Nivaldo Melo, 42 , que foi ouvido pela reportagem do UOL na manhã deste domingo (22), enquanto permanecia dentro do seu barraco no Pinheirinho com a ordem da Tropa de Choque, disse agora há pouco por telefone que foi encaminhado para o salão de uma igreja no Campos dos Alemães. Ele passará a noite no local ao lado da família.
Foto 27 de 49 - 22.jan.2012 - Tropa de choque da PM confronta moradores e vizinhos da área ocupada no bairro Pinheirinho, em São José dos Campos, interior de São Paulo. Diversas ruas da região estão isoladas. A polícia usa bombas para conter os manifestantes Mais Lucas Lacaz Ruiz/AE
“Eu não sei para onde seguiremos amanhã. Estou me sentindo num campo de batalha. Daqui continuo a ouvir o helicóptero. No centro de triagem fizeram um monte de perguntas, disseram que vamos poder pegar o resto das nossas coisas, mas isso não importa agora”, disse ele aoUOL.
Após uma trégua entre o confronto entre civis e policiais militares no Campos dos Alemães, bairro vizinho ao Pinheirinho, na zona sul de São José dos Campos, a 92 km de São Paulo, durante reintegração de terra, o clima de guerra voltou entre a população e a PM. Mais um carro foi incendiado agora à noite, ao todo são nove veículos queimados pela população.
Já são mais de quinze horas de confronto. Desde às 6h30, a Polícia Militar realiza uma mega operação para desocupar uma área de 1 milhão e 300 mil metros quadrados. Centenas de moradores do bairro vizinho Campos dos Alemães continuam enfrentando a ação da polícia.
A Polícia Militar negou que houve mortes durante a operação. Sobre o jovem baleado, a PM informou que o caso foi isolado da reintegração de posse. A área, segundo a polícia, foi ocupada durante 40 minutos. A PM acredita que até amanhã pela manhã a reintegração será cumprida 100% e a área entregue ao proprietário.
Após uma trégua entre o confronto entre civis e policiais militares no Campos dos Alemães, bairro vizinho ao Pinheirinho, na zona sul de São José dos Campos, a 92 km de São Paulo, durante reintegração de terra, o clima de guerra voltou entre a população e a PM. Mais um carro foi incendiado agora à noite, ao todo são nove veículos queimados pela população.
Já são mais de quinze horas de confronto. Desde às 6h30, a Polícia Militar realiza uma mega operação para desocupar uma área de 1 milhão e 300 mil metros quadrados. Centenas de moradores do bairro vizinho Campos dos Alemães continuam enfrentando a ação da polícia.
A Polícia Militar negou que houve mortes durante a operação. Sobre o jovem baleado, a PM informou que o caso foi isolado da reintegração de posse. A área, segundo a polícia, foi ocupada durante 40 minutos. A PM acredita que até amanhã pela manhã a reintegração será cumprida 100% e a área entregue ao proprietário.
“A situação foi extremamente inconstitucional. A violência foi à base para esta desocupação. Injusto. O que e a maneira como foi feita deverá ser analisada pela Justiça”, disse o presidente do PSTU, José Maria
Agora à noite a situação no centro de triagem está tranquila. A PM fechou o acesso às ruas do entorno e está fazendo o policiamento no local. Amanhã pela manhã o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região fará um ato na praça Afonso Pena, no centro da cidade, às 9h.
Agora à noite a situação no centro de triagem está tranquila. A PM fechou o acesso às ruas do entorno e está fazendo o policiamento no local. Amanhã pela manhã o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região fará um ato na praça Afonso Pena, no centro da cidade, às 9h.
Fonte texto e vídeo: UOL Notícias
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