A famiglia Frias – a mesma que apoiou o golpe de 1964 e o setor “linha dura” da ditadura militar – está impaciente.
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segunda-feira, 20 de abril de 2015
terça-feira, 31 de março de 2015
segunda-feira, 9 de março de 2015
Licença não remunerada até 2015: a história real do emprego público de Rachel Sheherazade
Numa entrevista à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, a apresentadora Rachel Sheherazade contou que era funcionária pública concursada do Tribunal de Justiça da Paraíba, mas que não comparecia ao trabalho por se encontrar em São Paulo. A licença estaria próxima de vencer, e ela teria que se desligar da função pública definitivamente.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Pra que água do rio? Toma uma Perrier!
Incrível.
Em plena crise hídrica – nem o temporal de ontem conseguiu fazer subir o nível dos reservatórios – os tucanos de São Paulo e o restante da base de Geraldo Alckmin aprovam uma lei que reduz ainda mais o tamanho das áreas de mata ciliar em torno de rios no Estado.
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Desmentindo os números do Reitor e de Folha de SP sobre a Crise na USP
Manipulam dados
para enfraquecer a universidade pública através de cortes drásticos aos
funcionários, docentes e programas de pesquisa e bolsas para alunos
Como parte da sua tentativa de desmantelar a
Universidade de São Paulo (USP), o Reitor Marco Antonio Zago anunciou na semana
passada um plano de Demissão Voluntária e Redução da Jornada de Trabalho para
2.8 mil funcionários.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Campanha de Aécio pede para Estadão remover vídeo suspeito
Internautas sugeriram que Aécio Neves parecia embriagado em vídeo divulgado pelo Estadão e assessoria do candidato tucano pediu que o material fosse removido
O Estadão publicou o vídeo abaixo com destaque, mas já escondeu no site a pedido da assessoria do candidato tucano.
sábado, 2 de agosto de 2014
Choveu pouco em São Paulo. Sim, mas o problema é maior e a Folha não quer ver
A Folha publica agora à noite um levantamento que, além dos erros aritméticos ( o gráfico diz que choveu 60% abaixo da média e é só fazer a conta para ver que a chuva foi 42,4% abaixo da média) que pode acrescentar dramaticidade, deixa de lado a questão mais importante.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
“Aecioporto” não é inútil. Virou pista de aeromodelismo. Assista os vôos na “obra pública”
Aécio justifica a construção do aeroporto na fazenda de seu tio, Múcio Tolentino que, segundo a Folha “ficou pronto em outubro de 2010 e é administrado por (seus) familiares”, pelo fato de Cláudio – município com 28 mil habitantes, segundo o Censo do IBGE – ser um “grande pólo de fundições e metalúrgica, considerado um dos maiores do Brasil e da América Latina”.
domingo, 22 de junho de 2014
Correspondentes estrangeiros no Brasil se divertem com a lógica de colunista da direita; os 12 micos da Copa até agora
Rodrigo Constantino com o Pateta, o símbolo da Copa com o “vermelho” do PT denunciado pelo colunista de Veja e o comentário de Jan Piotrowski, da revista britânica Economist, no twitter, dirigido a seu colega norte-americano Vincent Bevis, do Los Angeles Times: “Por essa lógica, a Economist, com seu logo vermelho, é porta-voz do PT”
20/06/2014 – Copyleft
Os 10 maiores micos da Copa do Mundo do Brasil
Na Copa do Mundo do Brasil, foram embora pro chuveiro mais cedo aqueles que torceram pelo fracasso do país. Confira alguns micos da elite e da mídia.
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Polícia faz busca em casa de jornalista: “Nunca falei nada do Aécio"
A casa completamente revirada. Apreendidos um computador, dois HDs externos, pen drives, um iphone sem uso, chips de computador, CDs de fotos e um roteador.
sábado, 10 de maio de 2014
O PT, pesquisa Datafolha e as greves
Apesar de todas as manchetes de jornais e sites destacarem que a nova pesquisa da Data Folha, publicada em 9/5/14, indica um segundo turno com a subida de Aécio Neves acima da margem de erro da pesquisa, o que sacudiu o Pais foram as manifestações e greves.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Ex-roqueiro que alega ter QI elevado faz papel de idiota novamente
Ironia
A ironia é um instrumento de literatura ou de retórica que consiste em dizer o contrário daquilo que se pensa, deixando entender uma distância intencional entre aquilo que dizemos e aquilo que realmente pensamos. Na Literatura, a ironia é a arte de zombar de alguém ou de alguma coisa, com vista a obter uma reação do leitor, ouvinte ou interlocutor.
Ela pode ser utilizada, entre outras formas, com o objetivo de denunciar, de criticar ou de censurar algo. Para tal, o locutor descreve a realidade com termos aparentemente valorizantes, mas com a finalidade de desvalorizar. A ironia convida o leitor ou o ouvinte, a ser ativo durante a leitura, para refletir sobre o tema e escolher uma determinada posição.
Antonio Prata - Folha de S. Paulo
Há uma década, escrevi um texto em que me definia como "meio intelectual, meio de esquerda". Não me arrependo. Era jovem e ignorante, vivia ainda enclausurado na primeira parte da célebre frase atribuída a Clemenceau, a Shaw e a Churchill, mas na verdade cunhada pelo próprio Senhor: "Um homem que não seja socialista aos 20 anos não tem coração; um homem que permaneça socialista aos 40 não tem cabeça". Agora que me aproximo dos 40, os cabelos rareiam e arejam-se as ideias, percebo que é chegado o momento de trocar as sístoles pelas sinapses.
Como todos sabem, vivemos num totalitarismo de esquerda. A rubra súcia domina o governo, as universidades, a mídia, a cúpula da CBF e a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, na Câmara. O pensamento que se queira libertário não pode ser outra coisa, portanto, senão reacionário. E quem há de negar que é preciso reagir? Quando terroristas, gays, índios, quilombolas, vândalos, maconheiros e aborteiros tentam levar a nação para o abismo, ou os cidadãos de bem se unem, como na saudosa Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que nos salvou do comunismo e nos garantiu 20 anos de paz, ou nos preparemos para a barbárie.
Se é que a barbárie já não começou... Veja as cotas, por exemplo. Após anos dessa boquinha descolada pelos negros nas universidades, o que aconteceu? O branco encontra-se escanteado. Para todo lado que se olhe, da direção das empresas aos volantes dos SUVs, das mesas do Fasano à primeira classe dos aviões, o que encontramos? Negros ricos e despreparados caçoando da meritocracia que reinava por estes costados desde a chegada de Cabral.
Antes que me acusem de racista, digo que meu problema não é com os negros, mas com os privilégios das "minorias". Vejam os índios, por exemplo. Não fosse por eles, seríamos uma potência agrícola. O Centro-Oeste produziria soja suficiente para a China fazer tofus do tamanho da Groenlândia, encheríamos nossos cofres e financiaríamos inúmeros estádios padrão Fifa, mas, como você sabe, esses ágrafos, apoiados pelo poderosíssimo lobby dos antropólogos, transformaram toda nossa área cultivável numa enorme taba. Lá estão, agora, improdutivos e nus, catando piolho e tomando 51.
Contra o poder desmesurado dado a negros, índios, gays e mulheres (as feias, inclusive), sem falar nos ex-pobres, que agora possuem dinheiro para avacalhar, com sua ignorância, a cultura reconhecidamente letrada de nossas elites, nós, da direita, temos uma arma: o humor. A esquerda, contudo, sabe do poder libertário de uma piada de preto, de gorda, de baiano, por isso tenta nos calar com o cabresto do politicamente correto. Só não jogo a toalha e mudo de vez pro Texas por acreditar que neste espaço, pelo menos, eu ainda posso lutar contra esses absurdos.
Peço perdão aos antigos leitores, desde já, se minha nova persona não lhes agradar, mas no pé que as coisas estão é preciso não apenas ser reacionário, mas sê-lo de modo grosseiro, raivoso e estridente. Do contrário, seguiremos dominados pelo crioléu, pelas bichas, pelas feministas rançosas e por velhos intelectuais da USP, essa gentalha que, finalmente compreendi, é a culpada por sermos um dos países mais desiguais, mais injustos e violentos sobre a Terra. Me aguardem.
Antonio Prata é escritor. Publicou livros de contos e crônicas, entre eles "Meio Intelectual, Meio de Esquerda" (editora 34). Escreve aos domingos na versão impressa de "Cotidiano".
Fonte: O Esquerdopata
'Apanhamos da mídia, ele vem de Rei', escreve Caetano em ataque a Roberto Carlos
O racha entre os artistas que compõem a Associação Procure Saber, noticiado neste sábado pela colunista da Folha Mônica Bergamo, chegou a seu momento mais explícito: Caetano Veloso, um dos integrantes do grupo (ao lado de Roberto Carlos, Gilberto Gil, Chico Buarque e outros), criticou publicamente a atitude de Roberto Carlos, que "só apareceu agora, quando da mudança de tom" na discussão sobre as biografias.
Em texto publicado em sua coluna dominical no jornal "O Globo", o baiano também critica a participação do advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, 56, nas ações do grupo.
Biografia de Allan Kardec chega às livrarias para repetir fenômeno de Chico Xavier
"Kakay é advogado de RC, não fala oficialmente pela associação. E RC só apareceu agora, quando da mudança de tom. Apanhamos muito da mídia e das redes, ele vem de Rei. É o normal da nossa vida. Chico era o mais próximo da posição dele; eu, o mais distante", escreveu Caetano.
Kakay presta consultoria a Roberto Carlos na disputa judicial em torno das biografias e frequentou reuniões do grupo Procure Saber, que apoiou publicamente a exigência de autorização prévia para a publicação de biografias --uma posição que sempre foi defendida por RC.
| AFP | ||
| Caetano Veloso (à dir.) critica Roberto Carlos (à esq.) em texto do jornal 'O Globo' |
Com a má repercussão gerada pela atitude do grupo, acusado de censura, entrou em cena um "administrador de crises" convocado por Kakay e por Dody Sirena (empresário de Roberto Carlos), que sugeriu uma nova abordagem do assunto --depois disso, Roberto Carlos deu uma entrevista ao "Fantástico", no último domingo (27), em que afirmou ser a favor das biografias não autorizadas, desde que houvesse "certos ajustes" à legislação vigente.
"Hoje (sexta), leio que um administrador de crises sugere que a Procure Saber seja desfeita, já que a mácula de atitude de censores pode sumir das imagens dos artistas, (...) mas não da de uma associação. Bem, o mínimo que posso dizer é que justamente meu desprezo pela ideia de cuidar de minha imagem como quem a programa para obter aprovação é o mesmo que me leva a tender para a liberação das biografias e a olhar com desconfiança para o conselho do especialista", escreveu Caetano em sua coluna.
COLUNISTAS DA FOLHA
Caetano também cita em seu texto três colunistas da Folha que trataram do assunto na semana passada.
"O artigo de Fernanda Torres na 'Folha' diz o que eu gostaria de dizer, se minha cabeça fosse centrada como a dela. Ela diz: 'Sou a favor da liberação'. Mas: 'Por outro lado, alguns limites merecem atenção'", escreveu o músico.
Sobre Ruy Castro e sua coluna da última sexta ("Jabuticabas jurídicas"), que defendeu a necessidade de independência dos biógrafos e criticou as "jabuticabas jurídicas --filigranas inéditas em outros países--, na forma de 'ajustes' ou 'meios-termos', para no fundo deixar tudo como está", Caetano escreveu que ela "mostra, em termos simples, a inutilidade do novo discurso moderado".
"Mais veemente do que ele, Jânio de Freitas, um jornalista de histórico glorioso, viu na recente virada estratégica um desrespeito pior aos princípios democráticos do que na radicalidade dos primeiros pronunciamentos: ambos, Castro e Freitas, veem sobretudo dissimulação. Para mim, ressalta o fato de que não há novidade conceitual nenhuma", escreveu Caetano.
O compositor afirma ainda que "a discussão está longe de ter chegado a um termo" e que "se o tom unilateral que tomou a imprensa me causou alguma revolta, as notas e matérias que deixam entrever manobras suspeitas provocam considerável mal-estar". No encerramento do texto, disse que "apesar de toda a tensão, continuo achando que estamos progredindo".
Fonte: Folha de S. Paulo
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Para o senador Aécio Neves: o PSDB e o seu aliado o DEM, nos deixou mais pobres com uma corrupção endêmica da 'oposição sem rumo e sem voto' quando esta era situação. No Distrito Federal, os aliados do PSDB em conluio com o de pior quase faliu a nossa economia. Não queremos vocês de volta.
Siemens negocia delação também em SP
Além de denunciar cartel a autoridades antitruste, empresa alemã colabora com Ministério Público em busca de anistia
Essas investigações têm o objetivo de apurar desvios de recursos públicos e cobrar a devolução do dinheiro aos cofres
CATIA SEABRA JULIANNA SOFIA DIMMI AMORA DE BRASÍLIA A multinacional alemã Siemens se comprometeu a colaborar com investigações do Ministério Público paulista de supostos desvios nas licitações para compra de equipamentos e serviços ferroviários pelo governo de São Paulo.Essas investigações têm o objetivo de apurar desvios de recursos públicos e cobrar a devolução do dinheiro aos cofres
Segundo um dos responsáveis pelo caso, a colaboração com dois inquéritos em curso no Ministério Público faz parte de acordo entre a empresa e autoridades brasileiras.
A Folha revelou ontem que a Siemens delatou às autoridades antitruste no Brasil a existência de um cartel -do qual fazia parte- em licitações para fornecimento de equipamento, além de construção e manutenção de linhas de trens e metrô em São Paulo e no Distrito Federal.
Em troca de informações, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) fechou acordo que pode garantir à companhia e executivos isenção caso o cartel seja confirmado e condenado.
Para se beneficiar de anistia em ambas investigações, a Siemens teve que concordar com uma série de condições. O acordo de leniência foi submetido ao Ministério Público, avalista da negociação.
A Folha apurou que o Ministério Público Federal e o Gedec (Grupo Especial de Combate a Delitos Econômicos) de São Paulo ajudaram na elaboração do documento.
Pelo acerto, o Cade concentra os dados e repassa ao Ministério Público material para suas investigações.
Os promotores têm expectativa de que poderão ouvir executivos da Siemens.
Em São Paulo, existem dois inquéritos civis a cargo da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social para investigar eventual desvios e fraude em licitações.
Um inquérito de 2010 investiga a atuação da Siemens em licitações e subcontratações. Também há um inquérito da multinacional Alstom.
Esses inquéritos têm o objetivo de apurar desvio de dinheiro público e cobrar a devolução dessa verba aos cofres públicos.
A Secretaria de Transportes Metropolitanos de São Paulo afirmou que auxiliará o Ministério Público "no que estiver ao seu alcance, da mesma forma que se colocaram à disposição do Cade".
O Governo do Distrito Federal também disse que "está à disposição para oferecer as informações necessárias".
Hoje a cargo da Alstom e da Siemens, o contrato de manutenção do metrô de Brasília, de R$ 96 milhões/ano, é alvo de duas investigações.
Além da Alstom, o esquema delatado pela Siemens envolve subsidiárias de multinacionais como a canadense Bombardier, a espanhola CAF e a japonesa Mitsui. Essas empresas e a alemã são as principais candidatas a disputar o projeto do trem-bala que ligará Rio e São Paulo.
Fonte texto: Blog do Aposentado Invocado
segunda-feira, 17 de junho de 2013
A resposta é mais democracia
Não enxergar o elo entre as ruas e o ciclo histórico costuma ser fatal às lideranças de uma época.
Acreditar que o elo, no caso dos recentes protestos em São Paulo, está no aumento de 20 centavos sobre uma tarifa de transporte congelada desde janeiro de 2011, é ingenuidade.
Supor que a ordenação entre uma coisa e outra poderá ser restabelecida à base de cassetetes e pedradas é o passaporte para o desastre.
Desastre progressista, bem entendido.
A lógica conservadora nunca alimentou dúvidas existenciais ou políticas quanto a melhor forma de manter o caos nos eixos.
Esse é um apanágio do seu repertório histórico.
O colapso do trânsito, inclua-se nesse desmanche o custo e o tempo despendidos nos deslocamentos, é apenas o termômetro mais evidente de um metabolismo urbano comatoso.
Cerca de 1/3 dos paulistanos, aqueles mais pobres, residentes nas periferias distantes, levam mais de uma, a até mais de duas horas no trajeto da casa ao trabalho.
Os tempos indicados são referentes à ida; não consideram o gasto no retorno.
Os dados são de pesquisa recente do Ibope.
Não se produz uma irracionalidade desse calibre sem um acúmulo deliberado.
Estudos do Ipea reiteram a piora nas condições de transporte urbano das principais áreas metropolitanas do país desde 1992.
O Brasil tem a taxa de urbanização mais alta em uma América Latina que lidera o ranking mundial nesse indicador, diz a ONU.
O país concluiu a transição rural/urbana em três décadas, açoitado pela política de modernização conservadora do campo.
Isso se fez sob a chibata de uma ditadura militar .
E não poderia ter sido feito exceto assim.
A virulência do Estado ditatorial fez em um terço do tempo aquilo que as nações ricas levaram um século para realizar.
A coagulação da insensatez na atual ‘imobilidade urbana’ reflete o saldo de perdas e danos dessa marcha batida da história.
O crescimento populacional desordenado das grandes cidades, agudizado pelas referidas migrações é um dos alicerces da ruína.
Ancorada na omissão pública de décadas, a expansão irracional e especulativa da mancha urbana ganhou vida própria.
Com os desdobramentos logísticos sabidos: aumento das taxas de deslocamento e motorização; explosão dos congestionamentos e do custo do transporte.
Na vida da cidade e no bolso de cada cidadão.
Não é figura de retórica dizer que esses ingredientes acionam o pino de cada bomba de gás lacrimogênio e faíscam o pavio de cada enfrentamento irrefletido nas batalhas campais registradas na cidade de São Paulo em menos de uma semana.
Repita-se: o conservadorismo tem certezas esféricas quanto a melhor forma de lidar com a nitroglicerina social contida nas cápsulas de concreto que ergueu no país nas últimas décadas.
Suas escolhas não podem ser as mesmas das forças progressistas.
O nivelamento regressivo acontecerá caso a inércia política ceda o comando dos acontecimentos à lógica da violência.
No caso dos protestos em São Paulo, a responsabilidade da autoridade municipal é superlativa.
Cabe-lhe reafirmar o divisor entre a gestão progressista de uma sociedade e a visão conservadora sobre os seus conflitos.
Carta Maior saudou a vitória de Fernando Haddad em 2012 por entender, como entende, que ele representa o resgate do cimento da democracia na reconstrução de São Paulo.
Mais que isso.
Por entender que a sorte de São Paulo sob a liderança da nova administração marcará o destino da agenda progressista brasileira no período em curso.
A maior metrópole latino-americana constitui um gigantesco laboratório de desafios e recursos.
Tem a escala necessária para gerar contracorrentes vigorosas, a ponto de sacudir e renovar a agenda da esquerda brasileira, após mais de uma década no comando do país.
A deriva em que se encontram os serviços e espaços públicos da cidade é obra meticulosa e secular de elites predadoras.
Ao longo de décadas, a Prefeitura consolidou-se aos olhos da população como um anexo dessa lógica expropriatória, quando deveria funcionar como um escudo do interesse coletivo.
Incapaz de se contrapor à tragédia estrutural que marca a luta pela vida em São Paulo, tornou-se uma ferramenta irrelevante aos olhos da cidadania.
A tragédia se completa com o descrédito da população em relação ao seu próprio peso na ordenação institucional da cidade.
Daí para acender uma espiral de enfrentamentos bastam 20 centavos de diferença na tarifa.
Sim, há outras nuances e interesses entrelaçados ao destaque esquizofrênico com que a mídia convoca e, depois, alardeia o caos a cada protesto.
Tais motivações são as mesmas que fizeram do tomate um astro olímpico na modalidade ‘descontrole dos preços’, há menos de um mês.
As mesmas que hoje alardeiam ‘a explosão’ do dólar – e, ontem, denunciavam o ‘populismo cambial’ e os malefícios, verdadeiros, do Real sobrevalorizado.
Essas motivações exercitam sua sofreguidão cotidianamente na mesmice de uma mídia que se esboroa sob o peso de sua própria irrelevância jornalística.
A resposta da Prefeitura de São Paulo aos protestos não deve se pautar pelos uivos do jogral conservador.
Não se trata, tampouco, de conciliar com a violência gratuita.
Mas, sim, de encarar as manifestações como um mirante privilegiado para fixar uma nova referência na vida da cidade.
Qual seja, a de calafetar o abismo conservador que predominou secularmente na relação entre a Prefeitura e os moradores da metrópole, sobretudo a sua parcela mais pobre.
O trunfo do prefeito Fernando Haddad é ter sido eleito para isso.
Ele tem legitimidade para subtrair espaços à engrenagem opressora e devolve-los a uma cidadania há muito alijada das decisões referentes ao seu destino e ao destino do seu lugar.
Um salto de qualidade e intensidade na participação democrática na gestão da cidade; essa é a resposta para a fornalha da insatisfação.
Da qual os incidentes de agora podem representar apenas um prenúncio pedagógico.
São Paulo é o produto mais representativo do capitalismo brasileiro.
Um labirinto de contradições, uma geringonça que emperra e se arrasta, desperdiça energia e cospe gente enquanto tritura e refaz o seu concreto de desigualdade.
Não há solução administrativa ou orçamentária imediata para o caos deliberadamente construído aqui.
A resposta à lógica que sequestrou a cidade dos seus cidadãos é devolvê-la a eles fortalecendo os canais existentes e abrindo outros novos, que dilatem o seu discernimento e a capacidade de erguer linhas de passagem entre o presente e o futuro.
A alternativa é a anomia, eventualmente sacudida de gás lacrimogênio e pedradas.
Fonte texto: A Carta Maior
segunda-feira, 10 de junho de 2013
O que a pesquisa DataFolha contra Dilma não mostrou e o que inventou
Há várias maneiras de manipular uma pesquisa de opinião (enviesar perguntas, concentrar a aplicação em determinados grupos sociais ou regionais, etc). Mas é preciso também ficar atento ao modo como os números são seletivamente apresentados pela imprensa. É que a manchete e a “análise” acabam por levar o leitor a uma compreensão diferente do que está posto pelos dados. Nesse sentido, a sondagem publicada hoje pela Folha, em que a aprovação do governo Dilma cai 8 pontos, é significativa.
Alguns apontamentos:
01 – A pergunta de escala (ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo) não é a mais indicada para medir “aprovação”. Ela serve para “avaliar”. Por que ressaltar a diferença? Ora, porque o cidadão pode não está, circunstancialmente gostando do desempenho do governo, mas pode aprovar a presidente. A questão não é só de nomeclatura. Avaliar é diferente de aprovar. Veja que a confusão conceitual leva a conclusão jornalística de que Dilma está menos “popular” (texto da Folha se encontra depois das minhas ponderações).
Exemplo concreto de como a diferença é importante: Fernando Henrique, durante a sua reeleição, tinha a gestão mal “avaliada”. No entanto, sua popularidade como aquele que seria supostamente o mais capaz para enfrentar a crise de 1998 fez com ele lograsse êxito em sua jornada.
02 – No infográfico do levantamento é possível perceber que dos 8% em queda, 6% saíram do “bom e ótimo” e passaram para o “regular”. Esse movimento é típico do cidadão que assim raciociona: “estou desconfiado em relação a X fatores – daí a queda na avaliação –, mas ainda estou suscetível a aprovar o governo”.
O pequeno revés não pode ser desconsiderado. Entretanto, está claro que o eleitor não saiu de sua zona de conforto e ainda elegeria, se a eleição fosse hoje, a candidata do PT.
03 – O levantamento deveria aliar a pergunta de avaliação (ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo) com a de aprovação (aprova ou não aprova). Desse modo, saberíamos se a queda foi de avaliação e/ou de popularidade.
Minha sensação? Penso ser improvável que a pergunta não tenha sido feita. Ninguém aplica uma pesquisa de tamanha magnitude sem empreender um levantamento sobre diferentes aspectos e enfoques, como foi o caso, conforme dados demonstrados sobre percepção do cidadão em relação a outros cenários, corrida eleitoral, etc.
Alias, os jornais tendem a não publicar aquilo que não “consideram” relevante. Quando faço levantamentos, sempre entrego a pesquisa integralmente e é o períodico quem seleciona o que vai entrar na reportagem. A linha ideológica do jornal dá o viés de como as estatísticas serão demonstradas. E pelo modo como a Folha sistematicamente pinta o Brasil como sinônimo de caos, acredito que os números bons foram deixados de lado.
As manchetes negativas imperam. Quando algo bom ocorre, o fato positivo é sempre contrabalançado com um “mas” e um evento desabonador depois – exemplo: Brasil melhora nisso, mas isso, isso e aquilo nos mantêm na pior posição e tal…
04 – Diz a Folha: “A presidente perdeu (“)popularidade(“) entre homens e mulheres, em todas as regiões do país, em todas as faixas de renda e em todas as faixas etárias, segundo o Datafolha”.
Qual é a base de tais afirmações (terroristas)?! Para isso ocorrer, seria necessário que todas as submudanças regionais, de sexo e de renda ocorressem para além da margem de erro em comparação a um contexto anterior. E é improvável que isso tenha acontecido, dado o revés de 8% (subamostras têm margem de erro maior). É uma fala jogada ao vento sem nenhum embasamento técnico mínimo.
Tanto é que nenhum número foi exposto.
05 – O texto diz ainda: “Os números do Datafolha indicam que a deterioração da imagem de Dilma é um reflexo do aumento do pessimismo dos brasileiros com a situação econômica do país e mostram que a população está mais preocupada com a inflação e o desemprego”.
Acho que estou sendo repetitivo, mas é inevitável: qual a base de tais afirmações?! Até acredito na inflação como argumento (a matéria demonstra um dado concreto quanto a inflação), mas não estamos em período de “pleno emprego” e “renda acima da inflação”?!
O que fundamenta análise tão perspicaz?!
AUSÊNCIA DE RIGOR CONCEITUAL
Produzo o meu doutorado sobre o impacto, grosso modo, de pesquisas de opinião e eleitoral. E impressiona o modo descuidado com que o Instituto Datafolha constroi conceitos empregados nas suas sondagens. O assunto é preocupante, pois uma simples palavra trocada/mal situada pode alterar a maneira como o respondente atribuirá uma sentença.
Exemplo prático:
Você é a favor da homossexualidade?
Ou
Você é a favor do homossexualismo?
Em estudo recente, o DataFolha aplicou a segunda indagação. Ora, a noção “homossexualismo”, ao contrário de “homossexualidade”, tem carga valorativa negativa e carrega o estigma de ter sido utilizada no passado como enquadramento patológico das relações homoafetivas, algo que a Organização Mundial de Saúde já rechaçou.
Em que pese o erro gritante, a Folha de São Paulo mobilizou alguns colunistas a se prestarem ao vergonhoso papel de defender o uso do abolido termo médico.
CIRCUITO DE LEGITIMAÇÃO
Na década de 1970, o sociólogo Pierre Bourdieu já tinha “cantado a pedra” – a imprensa forma a opinião, repetindo-a pelos mais diferentes caminhos e aspectos (vide o terrorismo contemporâneo no que tange o tema inflação, tecendo comparações esdrúxulas entre o período anterior ao controle inflacionário e o atual) e, ao término, aplica uma pesquisa mostrando a suposta novidade – a “opinião pública existe e tem medo da inflação”.
É por essas e outras que o estatístico americano George Gallup também denominava a pesquisa de opinião como “método de manipulação da opinião pública”.
Da Folha
A popularidade da presidente Dilma Rousseff caiu pela primeira vez desde o início de seu mandato, há dois anos.
Pesquisa feita pelo Datafolha na quinta e na sexta-feira mostra que 57% da população avalia seu governo como bom ou ótimo. São 8 pontos a menos que no levantamento anterior, feito em março.
A presidente perdeu popularidade entre homens e mulheres, em todas as regiões do país, em todas as faixas de renda e em todas as faixas etárias, segundo o Datafolha.
Os números do Datafolha indicam que a deterioração da imagem de Dilma é um reflexo do aumento do pessimismo dos brasileiros com a situação econômica do país e mostram que a população está mais preocupada com a inflação e o desemprego.
Para 51%, a inflação vai subir. Em março, esse índice era de 45%. A mesma tendência pode ser observada em questões sobre desemprego, poder de compra do salário, situação econômica do país e do próprio entrevistado.
Apesar da queda de popularidade, a presidente Dilma Rousseff continua sendo a favorita para vencer a eleição presidencial do ano que vem.
No cenário mais provável da disputa, em que teria como adversários a ex-senadora Marina Silva (Rede), o senador Aécio Neves (PSDB) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), Dilma teria 51% das intenções de voto, segundo o Datafolha.
São sete pontos a menos que o verificado no levantamento anterior, de março. Mas ainda assim é o suficiente para liquidar a eleição já no primeiro turno.
Em segundo lugar, com os mesmos 16% da última pesquisa, aparece Marina, atualmente engajada na criação de um novo partido político, a Rede Sustentabilidade.
Aécio foi o único que cresceu em relação ao levantamento de março. Ele tem agora 14% das intenções de voto, quatro pontos a mais que na pesquisa anterior.
Nessas oportunidades, Aécio criticou o governo com muita ênfase na inflação, objeto de crescente preocupação da população, conforme a mesma pesquisa.
Em quarto lugar na pesquisa, com 6% das intenções de voto, aparece o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). O índice é mesmo obtido por ele no último levantamento.
A pesquisa foi realizada nos dias 6 e 7 de junho. Foram feitas 3.758 entrevistas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Fonte texto: Luis Nassif On Line
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Aliança com Maluf é preço alto por coisa pequena, diz Erundina
Luiza Erundina durante entrevista nesta quarta-feira, em Brasília. Foto: Beto Oliveira / Agência Câmara
Em entrevista em Brasília, Erundina deixou claro que a foto em que Lula aparece com Maluf, tirada na segunda-feira 18 na casa de Maluf, a incomodou profundamente. “Você vai à residência da pessoa quando você tem amizade com ela, tem intimidade, tem respeito pela pessoa. Julgo muito sacrifício (o acordo com Maluf) por poucos minutinhos a mais de horário na TV. É importante o tempo de televisão, mas não a ponto de sacrificar a imagem, a história”, afirmou Erundina segundo o portal Terra. Erundina justificou sua posição dizendo que mais tempo de tevê não significa vitória nas urnas. “A mídia é importante, mas não determina o processo eleitoral se não vier somado a outras condições”, afirmou ela segundo aFolha de S.Paulo.
Erundina negou que tivesse conhecimento profundo sobre as negociações entre o PP e o PT. “Sabia que estava sendo discutida a aliança com PP por conta do interesse do tempo de televisão. Isso sim, mas não foi me dito que era coisa certa, definitiva. Não teria deixado chegar ao ponto que chegou”, disse ela segundo a Folha. Ainda segundo Erundina, ao conversar com Fernando Haddad sobre o apoio de Maluf, ele teria “minimizado” a parceria. Ao que parece, Erundina não está disposta a admitir uma mudança de posição. Na sexta-feira passada, ao ser anunciada como vice de Haddad, a aliança do PT com Maluf já estava bem encaminhada. Tanto é que a própria Erundina comentou o fato, ao dizer que Maluf não pautaria o projeto político da coligação. “Ele não é prefeito nem vice-prefeito. Quem vai governar conosco é o povo”.
Erundina lamentou a aliança com Maluf pois, segundo ela, Haddad “é o melhor candidato e tem chances reais” de ser eleito. Para ela, a aparição de Maluf pode prejudicar o candidato do PT pois criou “um clima de perplexidade e desconforto” na militância petista, que é “exigente” e não “indiferente”.
Erundina disse entender que o ex-presidente Lula “passou dos limites” ao se aliar com Maluf, mas disse não ter a intenção de julgar seu ex-companheiro. Segundo o Terra, Erundina disse que Lula “deve ter suas próprias razões” para se aproximar de Maluf. “Lula tem sensibilidade. Ele deve ter percebido no momento ‘fora’ que ele deu, né?”, disse.
A deputada federal também criticou a campanha do PSDB, que terá José Serra como candidato, e lamentou o fato de Maluf ter ressuscitado. “Ele estava morto, só faltou enterrar. Ele tem preço, e só não fechou aliança com o outro lado porque não deram o que ele queria”, afirmou.
Fonte Texto: Portal A Carta Capital
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