Siga a gente aqui!

Mostrando postagens com marcador pt. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pt. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Candidatura de Tatto provoca crise no PT e Gleisi fala em punição

Petistas que vão desde a filósofa e ex-candidata ao governo do Rio de Janeiro Márcia Tiburi até o ex-governador Tarso Genro declararam apoio à pré-candidatura de Guilherme Boulos, do PSOL, em São Paulo. Para conter a "onda", a presidenta do partido, Gleisi Hoffmann, já fala em usar o estatuto da sigla, que prevê expulsão

Tatto foi escolhido em maio como pré-candidato após uma votação apertada em um formato de prévias contestado contra o deputado federal Alexandre Padilha. Desde então, o PT vem tentando fortalecer o nome do ex-secretário, mas a confirmação da chapa com Boulos e Luiza Erundina, pelo PSOL, empolgou não só a militância petista não filiada como também filiados históricos do partido.
Ex-secretário de Transportes em duas gestões municipais do PT – as de Marta Suplicy e Fernando Haddad -, Jilmar Tatto não tem convencido parte dos petistas com sua pré-candidatura à prefeitura da capital paulista e, nas últimas semanas, o partido do ex-presidente Lula assiste a uma espécie de debandada em prol da pré-candidatura de Guilherme Boulos, do PSOL.

Tatto foi escolhido em maio como pré-candidato após uma votação apertada em um formato de prévias contestado contra o deputado federal Alexandre Padilha. Desde então, o PT vem tentando fortalecer o nome do ex-secretário, mas a confirmação da chapa com Boulos e Luiza Erundina, pelo PSOL, empolgou não só a militância petista não filiada como também filiados históricos do partido.

O ex-governador do Rio Grande do Sul e ex-presidente da sigla, Tarso Genro, por exemplo, foi um dos que declarou apoio a Boulos e pediu, em entrevista, para que o partido abandone a candidatura de Tatto e apoie o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). O mesmo fez a filósofa Márcia Tiburi, que concorreu ao governo do Rio de Janeiro pelo PT em 2018.

A “debandada” não parou por aí. André Singer, ex-porta-voz do governo Lula, Celso Amorim, ex-chanceler na mesma gestão e Marilena Chaui, que foi secretária de Cultura da gestão de Erundina (1989-1992), também declararam que vão de Boulos. Isso sem contar nomes históricos da classe artística ligados ao PT, como Chico Buarque e Caetano Veloso.

Para conter essa onda pró-Boulos e firmar o nome de Tatto, dirigentes do PT já fazem ameaças veladas aos filiados. À Folha de S. Paulo, a presidenta da legenda, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), disse que, contra esse movimento, pode ser usado o estatuto do partido – que inclui a expulsão -, sem citar, no entanto, que medidas exatamente poderiam ser tomadas.

“A filiação petista carrega consigo algumas responsabilidades, entre elas a de lealdade ao candidato do partido. Obviamente que o estatuto prevê medidas para casos em que isso não acontece”, declarou.

O coordenador da pré-campanha de Tatto e presidente do diretório municipal do PT em São Paulo, Laércio Ribeiro, foi na mesma linha. “Se aparecerem filiados da capital, expressões do partido aqui em São Paulo, aí vamos tomar providências com base no estatuto do PT. Comissão de ética é uma possibilidade”, disparou.

Apesar das afirmações, os dirigentes petistas acreditam que a situação possa ser resolvida na base da conversa e que, com o tempo e a entrada do ex-presidente Lula na campanha, Jilmar Tatto deve crescer e reconquistar o apoio não só da militância orgânica como também dos filiados.

“Boulos e Erundina são companheiros valorosos, não são os adversários da campanha do Tatto. Os principais adversários são o projeto genocida de Bolsonaro e a atitude privatista e elitizante de Bruno Covas e João Doria”, ponderou Padilha, que concorreu com Tatto nas prévias.

Impasse no RJ

Outra situação que tem rachado o PT está no apoio à candidatura do atual prefeito de Belford Roxo, no Rio de Janeiro, Wagner Carneiro (MDB), conhecido como Waguinho.

A aliança com o emedebista foi selada em votação do Diretório Nacional do PT na última sexta-feira (7), após intensos debates, por 29 votos a 25 e 11 abstenções.

Waguinho é um apoiador declarado de Jair Bolsonaro e, inclusive, chegou a pedir votos para o capitão da reserva em 2018. A articulação para que o partido apoiasse o atual prefeito de Belford Roxo partiu, principalmente, do ex-presidente do PT no Rio de Janeiro, Washington Quaquá. Inúmeras correntes da sigla se posicionaram contra o acordo com o bolsonarista, mas a corrente de Quaquá acabou vencendo.

O acordo para a aliança com um bolsonarista levou seis ex-presidentes do PT a redigirem uma carta endereçada à Gleisi Hoffmann, pedindo para que a presidenta da sigla cancele o apoio.

“As resoluções de nosso VII Congresso e da direção partidária são inequívocas: nenhuma aliança pode ser estabelecida com o neofascismo, com os partidos e candidatos que o representam em qualquer espaço do território nacional”, diz a carta, assinada por Olívio Dutra, José Dirceu, José Genoíno, Tarso Genro, Ricardo Berzoini e Rui Falcão.


Fonte: Revista Forum

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

OLÍVIO DUTRA: “O PT TEM QUE FAZER SUA AUTOCRÍTICA, SE EXPLICAR”

Com sua figura mais emblemática no banco dos réus, o PT precisa vir a público admitir os erros que cometeu, que incluem não expulsar figuras que “achavam que poderiam disputar, em esperteza, com as artimanhas da elite tradicional”, afirmou o ex-governador gaúcho e ex-ministro das Cidades Olívio Dutra. O fundador da legenda e um de seus nomes mais respeitados conversou com The Intercept Brasil, nesta segunda-feira, em Porto Alegre, onde participa de manifestações de apoio ao ex-presidente Lula.
Com sua figura mais emblemática no banco dos réus, o PT precisa vir a público admitir os erros que cometeu, que incluem não expulsar figuras que “achavam que poderiam disputar, em esperteza, com as artimanhas da elite tradicional”, afirmou o ex-governador gaúcho e ex-ministro das Cidades Olívio Dutra.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Julgamento de Lula no TRF4 é marcado para 24 de janeiro

O caso tem tramitado em tempo recorde no tribunal. Revisor levou seis dias para avisar que processo poderia entrar em pauta
Nesta terça-feira 12, o Tribunal Regional Federal da 4ª região marcou para 24 de janeiro o julgamento em segunda instância do ex-presidente Lula sobre o caso do tríplex. Mais cedo, o desembargador Leandro Paulsen, havia pedido para a Corte marcar o julgamento.

Em julho, Lula foi condenado por Sergio Moroa nove anos e meio de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por supostamente obter benefícios irregulares da empreiteira OAS na forma de um apartamento no Guarujá
Nesta terça-feira 12, o Tribunal Regional Federal da 4ª região marcou para 24 de janeiro o julgamento em segunda instância do ex-presidente Lula sobre o caso do tríplex. Mais cedo, o desembargador Leandro Paulsen, havia pedido para a Corte marcar o julgamento.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Deputada Maria do Rosário reage com nota à campanha difamatória da filha pela internet

Filha da deputada Maria do Rosário (RS) é alvo de campanha difamatória iniciada por site obscuro de direita hospedado no exterior. A deputada reagiu com uma nota, publicada em sua página no Facebook. Leia aqui.

Filha da deputada Maria do Rosário (RS) é alvo de campanha difamatória iniciada por site obscuro de direita hospedado no exterior. A deputada reagiu com uma nota, publicada em sua página no Facebook. Leia aqui.
Maria do Rosário
Minha filha está sendo vítima de criminosos nas redes sociais. Como mãe não medirei esforços para protegê-la, como faço todos os dias da minha vida. Já tomei as medidas cabíveis e estou fazendo todas as denúncias possíveis para que os bandidos que atacam minha família sejam identificados e severamente responsabilizados. Nenhuma família merece passar por isto.
Filha da deputada Maria do Rosário (RS) é alvo de campanha difamatória iniciada por site obscuro de direita hospedado no exterior. A deputada reagiu com uma nota, publicada em sua página no Facebook. Leia aqui.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

PT E PCDOB VOLTAM A BRINCAR COM FOGO

Se houver dúvida sobre o significado da expressão “cretinismo parlamentar”, os principais partidos da esquerda brasileira correm o risco de esclarecê-la cabalmente.
Setores relevantes das bancadas do PT e do PCdoB na Câmara dos Deputados, ao flertar com o apoio a Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a chefia da casa, apresentam-se para queimar em praça pública a bandeira da luta antigolpista.
Traduz-se como vergonha e erro grosseiro, afinal, a simples especulação sobre a possibilidade de alinhamento com um dos expoentes da campanha do impeachment da presidente Dilma Rousseff, além de representante visceral da agenda conservadora.

Vale mesmo a pena dar um tapa na cara da resistência democrática e popular, em troca de duvidosos benefícios no jogo interno e de fantasiosa expectativa na divisão da base do governo Temer?

Não ocorre aos defensores dessa iniciativa o perigo real e imediato de desmoralizar o discurso que vem permitindo unificar as mais diversas vozes progressistas, marcado pela demarcação incontestável de fronteiras com o campo do golpismo?Se houver dúvida sobre o significado da expressão “cretinismo parlamentar”, os principais partidos da esquerda brasileira correm o risco de esclarecê-la cabalmente.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Pobres desconfiam de protesto dos ricos

Entre os anos 2002 e 2014, a maioria “precisada” de brasileiros contrariou a doutrina Tim Maia, que, em toda sua simplicidade, contém um dos pensamentos mais desalentadores, porém mais verdadeiros do século XX: “Este país não pode dar certo.
Aqui, prostituta se apaixona, cafetão tem ciúme, traficante se vicia e pobre é de direita”.
A maioria pobre parou de votar na direita no período supracitado. E se deu bem. A renda do trabalhador disparou, o desempregou despencou, casa própria, carro e curso superior ficaram ao alcance de todos…

Rico também ganhou, mas não tanto quanto ganhava antes. E o que é pior, para a elite branca: parou de ganhar sozinha. E rico, como se sabe, não gosta de dividir espaços com pobres. Daí o ódio da classe média alta a Lula, a Dilma e ao PT.

Tudo isso durou entre 2003 e 2014. No ano passado, pela primeira vez após treze anos, a situação se inverteu. A renda e o nível de emprego caíram. A vida parou de melhorar.

A massa nunca foi e nunca será justa. Não adianta dizer a ela que ganhou durante 12 anos e perdeu em apenas um. Este Blog sempre avisou que no dia em que houvesse algum problema na economia estando um petista no poder, ele estaria frito.
Entre os anos 2002 e 2014, a maioria “precisada” de brasileiros contrariou a doutrina Tim Maia, que, em toda sua simplicidade, contém um dos pensamentos mais desalentadores, porém mais verdadeiros do século XX: “Este país não pode dar certo.

domingo, 6 de março de 2016

Globo censura trechos da resposta do Instituto Lula. Escuta o Brizola, Lula!

Apesar de curta, foi “podada” de todo o seu conteúdo político e emasculada para a leitura na TV.

Mas não posso deixar de dizer: Lula, pare de mandar soltar nota, porque o que funciona, mesmo, é você falando. Três parágrafos, grave um vídeo – curto,  sereno mas enérgico, um minuto só – mande para a Globo e ponha na internet, assim que for ao ar. Não precisa estúdio, iluminador, parafernália; hoje qualquer equipamento doméstico grava com qualidade profissional.

Se não quiserem colocar no ar, ou se quiserem cortar que se expliquem e que sejam confrontados pelo que foi dito e oferecido à imprensa.

Vira notícia, Lula e os coloca na saia justa de censurá-lo.

Era o que eu diria ao Brizola nessa situação e acho que nem precisaria dizer nada, porque se ele tivesse vivido no tempo em que a internet tem a força de hoje, ele estava de Mayrink Veiga cibernética por horas, todo dia, dando munição para nosso povo travar a polêmica.
Vou reproduzir a nota de protesto do Instituto Lula contra a censura de trechos da resposta que, por solicitação da própria Globo, o Instituto Lula enviou ao Jornal Nacional.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Lula: “Hoje, neste país, há um partido chamado Globo, um partido chamado Veja”

Em evento que celebrou os 36 anos do PT no Rio de Janeiro, ex-presidente criticou o tratamento recebido pela imprensa, lembrando ainda da mansão da família Marinho. “A Globo fala tanto de democracia e intimou os blogueiros a tirarem as notícias dos Marinho em Paraty”
O ex-presidente voltou a negar que seja o dono do apartamento no Guarujá e do sítio em Atibaia. O último, segundo ele, foi comprado por seu amigo Jacó Bittar para que sua família o utilizasse quando deixasse a presidência. “Não imaginava que uma parte do MP era subordinado a uma parte da imprensa”, ironizou.

Lula ainda lembrou da mansão da família Marinho e questionou a postura da emissora denotificar blogueiros para que tirem do ar as reportagens sobre o tema. “A Globo fala tanto de democracia e intimou os blogueiros a tirarem as notícias dos Marinho em Paraty.”

No ato, o ex-presidente ainda conclamou o partido a se unir em defesa do governo federal.  “Por mais que tenha discordância em alguma coisa, a Dilma tem que ter certeza de que o lado dela é esse. Ela precisa de nós para poder sobreviver aos ataques que ela vem sofrendo no Congresso Nacional pelos nossos adversários”, falou.
Em seu discurso no evento que celebrou os 36 anos do Partido dos Trabalhadores no Rio de Janeiro na noite deste sábado (28), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o tratamento recebido pela mídia e disse que, se julgar necessário, será candidato à presidência em 2018.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

2016 está em aberto: é hora de repactuar o Brasil

No crepúsculo de 2015, o governo conquistou a chance preciosa de recomeçar. Presidenta Dilma, lute para que possamos lutar ao seu lado
Foi tão intensa a saraivada de revezes sofridos pela aliança entre o golpismo e a vigarice no final de 2015, que seus protagonistas e a mídia embarcada ainda se agarram à batalha do dia anterior, sem perceber que a roda da história girou.
 
A barragem humana que se ergueu em São Paulo na quarta-feira, 16/12, na longamente esperada união da esquerda, redefiniu os termos da correlação de forças no país.
 
Algo que a mídia antes manipulava à sua exclusiva conveniência ganhou um sujeito autônomo formado ali por 60 mil pessoas.
Foi tão intensa a saraivada de revezes sofridos pela aliança entre o golpismo e a vigarice no final de 2015, que seus protagonistas e a mídia embarcada ainda se agarram à batalha do dia anterior, sem perceber que a roda da história girou.

terça-feira, 7 de julho de 2015

O dia seguinte ao impeachment

A bandeira da anticorrupção será levantada em todos os rincões do país e se transformará em palavra de ordem. De nada adiantará Aécio Neves prometer blindagem para os políticos peemedebistas citados na Lava Jato.  Depois que Sérgio Moro provou o poder de um juiz de Primeira Instância – prendendo sem motivo aparente o presidente do maior grupo nacional – o exemplo se espalhará pelo país. Bastará o casamento de um juiz de primeira instância justiceiro com um procurador vingador para os mais poderosos se abalarem e os menos poderosos serem varridos do mapa.
Montando os Atos Institucionais e a lista de cassações, Costa e Silva chamou o Ministro da Fazenda Delfim Netto e indagou o que ocorreria se incluísse na lista o banqueiro Walther Moreira Salles.

domingo, 21 de junho de 2015

terça-feira, 16 de junho de 2015

Ofendido por entrevistar Dilma, Jô Soares brinca: "sou petista de raiz!"

Jô Soares continua sendo atacado nas redes sociais após realizar entrevista com a presidente Dilma Rousseff. O apresentador comentou as ofensas e debochou dos grupos que organizaram um panelaço para o momento da exibição da entrevista: “queriam tanto ouvir que não teve sequer panelaço”
“Sou petista de raiz”, prosseguiu Jô. “Antes, se eu entrevistava alguém do PSDB, era chamado de petista. E se entrevistava alguém do PT era chamado de tucano. É sempre assim”, acrescentou o apresentador.
Para ele, esta foi “a mais importante” entrevista de sua carreira e um “momento histórico” em seus 54 anos de profissão. “Pelo momento em que a gente está vivendo”, explica. “É um momento difícil para a presidente e achei corajoso ela me receber. Me deixou emocionado”, revelou.
O apresentador Jô Soares reagiu com bom humor às críticas à sua postura durante entrevista à presidente Dilma Rousseff exibida na noite de sexta-feira 12.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

A perseguição ao PT lembra a que vitimou os comunistas no final da década de 1940

Eu concordo plenamente com você.  Isso é patente. Isso se vive no dia a dia.  Veja as manifestações contra o ex-ministro Mantega em São Paulo [No Hospital Albert Einstein e em um restaurante]. A manifestação contra o ex-ministro Padilha [num restaurante]. 
São diversos os relatos de parlamentares e de filiados ao PT nas suas cidades, nos seus estados, que sofrem hostilidades abertas, chegando a agressões morais, muitas vezes quase às vias de fato. Então, nós estamos vivendo um momento muito difícil. E isso, sem dúvida, parte de um movimento orquestrado de criminalização da política em geral. E, em particular, do PT.Wadih Damous: “O momento está exigindo coragem e paciência”. Foto: Laycer Tomaz/Câmara dos Deputados
Em 26 de maio de 2015, numa votação histórica, o Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou a doação empresarial para campanhas eleitorais de  partidos e políticos.  Foram 264 votos favoráveis, 207 contrários e quatro abstenções.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Os riscos do vácuo de poder no Brasil

Desde 1994 o poder, no Brasil, foi exercido por um duopólio: PSBD e PT. Com eles a Presidência da República conseguia unificar forças políticas e econômicas em torno de alguns consensos.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

A regra é clara: Marta Suplicy tem que perder o mandato

O PT de São Paulo, por meio de uma decisão unânime da Executiva Estadual, vai pedir que Marta Tereza Suplicy seja destituída do cargo de senadora. Marta havia formalizado o pedido de desfiliação do PT em uma carta entregue no final de abril. 
O que acontece quando alguém, eleito por um partido, desfilia-se e, depois, troca de legenda? De quem é o mandato? 
O mandato é do partido e do candidato. Em uma eleição, ambos estão unidos como num casamento. Quando alguém decide se separar, ou isso é feito de forma amigável ou é a Justiça Eleitoral quem resolve o litígio. Marta Suplicy, embora entenda bem de casamento e separação, acha que o mandato é dela e ninguém tasca. As pessoas votaram nela por causa de seus belos olhos azuis, ora bolas! Se Marta não estivesse filiada ao PT naquelas eleições de 2010, será que realmente teria sido eleita? Por que partido? Em que coligação? Com que estrutura de campanha e tempo de rádio e televisão? Com que apoios contaria? Teria ela conseguido mais votos que Netinho de Paula, do PC do B, que ficou em terceiro lugar, muito próximo de ultrapassá-la? Difícil saber. Marta finge ter certeza.
O PT de São Paulo, por meio de uma decisão unânime da Executiva Estadual, vai pedir que Marta Tereza Suplicy seja destituída do cargo de senadora. Marta havia formalizado o pedido de desfiliação do PT em uma carta entregue no final de abril. 

terça-feira, 28 de abril de 2015

Marta desembarca do PT direto nas páginas amarelas da Veja, a mesma que arrasta Lula “para o meio do escândalo

Marta acha Dilma uma péssima presidente. O entrevistador da revista, bem ao estilo Veja, ataca de leading question e aproveita para encaixar sua conclusão na pergunta: “É ruim também pelo fato de ter uma mulher na Presidência e que não deu certo”. Marta é profissional, não vai cair numa pergunta ensaboada como esta sendo mulher. “A sensibilidade do gênero feminino faz a diferença na hora de governar. São séculos e séculos cuidando de crianças, dos velhos e dos doentes. A Dilma tem essa sensibilidade, mas o temperamento prevaleceu sobre ela”. Boa, Marta!
Marta descobriu que o PT traiu os brasileiros. Com uma “avalanche de corrupção”. Mas ela só fez a descoberta entre o mensalão e o petrolão. “Se você não estava ali naquela meia dúzia, você não sabia”, afirma a ex-prefeita na entrevista que deu às páginas amarelas da revista Veja.

sábado, 18 de abril de 2015

Blogueiro antipetista recebe R$ 70 mil/mês do governo de SP

Odeio falar mal de blogueiro, mesmo quando são adversários da direita. Também não gosto de julgar ninguém. Sobretudo, sou contra linchamentos. Acho que temos de culpar a precariedade das nossas instituições e da nossa democracia, jamais o indivíduo. Mas informação é informação. E a disparidade das situações é bizarra. Para uns tudo, para outros nada. A blogosfera “suja” é acusada diuturnamente, inclusive pelo candidato Aécio Neves, que lançou acusações durante debate eleitoral, de receber dinheiro do governo federal para falar mal do PSDB.
Odeio falar mal de blogueiro, mesmo quando são adversários da direita. Também não gosto de julgar ninguém.
Sobretudo, sou contra linchamentos. Acho que temos de culpar a precariedade das nossas instituições e da nossa democracia, jamais o indivíduo.

quinta-feira, 19 de março de 2015

O PSDB NÃO É MAIS O GRANDE ADVERSÁRIO. CONHEÇA O NOVO ADVERSÁRIO DA ESQUERDA.

Se você acha que o PSDB está por traz das manifestações do último domingo, está errado. Caso acredite que a mídia organizou os protestos, vai por mim que não é por aí; apesar da Veja ter deixado explícito o desejo de impeachment, e a Globo ter deixado implícito, cobrindo e exaltando os protestos desde cedo no domingo. Enganam-se aqueles que acreditam que o PSDB usa a mídia, pelo contrário, a mídia usa o PSDB nos últimos 20 anos. Mas a mídia é assim não por obra da natureza, ela é instrumento de poder de uma elite econômica. Nesse cenário os tucanos são úteis, já que é o maior partido de oposição ao modelo progressista, mas é descartável, e será nos próximos anos, já que a sigla não é aquilo que o poder econômico sonha.
Se você acha que o PSDB está por traz das manifestações do último domingo, está errado. Caso acredite que a mídia organizou os protestos, vai por mim que não é por aí; apesar da Veja ter deixado explícito o desejo de impeachment, e a Globo ter deixado implícito, cobrindo e exaltando os protestos desde cedo no domingo.

terça-feira, 10 de março de 2015

O PT ainda não entendeu o "antipetismo"?

Para professor da USP, autor de "A história do PT", o partido erra ao se comparar com os governos anteriores e demonizar a classe média
Dez anos depois de ter seus principais líderes envolvidos no“mensalão”, o Partido dos Trabalhadores vê mais dirigentes serem diretamente acusados na Operação Lava Jato. Apesar de a polêmica desgastar ainda mais a imagem do partido, para Lincoln Secco, professor de História da Universidade de São Paulo e autor do livro A história do PT, o grande problema do partido é a base cada vez maior do antipetismo, crescente principalmente entre as classes médias. “[Esse sentimento está] traduzido pelo discurso anticorrupção, ‘antiaparelhismo’ do Estado, por mais que sejam noções que se aplicam também a governo anteriores. Mas não basta o PT dizer isso porque o partido já está no poder há 13 anos”. 
Em entrevista a CartaCapital, Secco explica como o modelo de gestão petista, baseado no pacto de conciliação de classes, “deixou uma margem de manobra crítica para os setores médios”. “O erro do PT é esse. O partido jamais quis acirrar a luta de classes, mas o modelo de governo que ele constituiu, que elevou uma parte das classes pobres socialmente, acirraria inevitavelmente a luta de classes”.
Dez anos depois de ter seus principais líderes envolvidos no“mensalão”, o Partido dos Trabalhadores vê mais dirigentes serem diretamente acusados na Operação Lava Jato.