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segunda-feira, 11 de maio de 2020

Governo pagou auxílio de R$ 600 a militares da ativa, o que é proibido

Entre os 50 milhões de brasileiros que o Ministério da Cidadania afirma ter contemplado até agora com o auxílio emergencial de R$ 600, estão militares da ativa. Como são empregados das Forças Armadas, eles não podem estar entre os beneficiários previstos na Lei Federal nº 13.982/2020, que instituiu a ajuda. O objetivo da medida é socorrer pessoas atingidas pela crise decorrente da pandemia do novo coronavírus.
Entre os 50 milhões de brasileiros que o Ministério da Cidadania afirma ter contemplado até agora com o auxílio emergencial de R$ 600, estão militares da ativa. Como são empregados das Forças Armadas, eles não podem estar entre os beneficiários previstos na Lei Federal nº 13.982/2020, que instituiu a ajuda. O objetivo da medida é socorrer pessoas atingidas pela crise decorrente da pandemia do novo coronavírus.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Intervenção militar no Rio leva o Golpe para novo patamar

Diante do caos social provocado por Temer, direita traz Exército para as ruas: um AI-5 a conta gotas?
Muito importante esse movimento do governo Temer, de intervir na Segurança Pública do Rio de Janeiro. Na prática, é uma intervenção militar.  A crise política assume assim novos contornos.

Por partes…

1) A intervenção federal, por lei, impede que nesse período seja votada qualquer alteração na Constituição. Com isso, Temer assume derrota na Previdência, que não poderá mais ser votada. Mas já oferece outra cenoura na frente do burro para o mercado e a direita: o discurso da ordem.
Muito importante esse movimento do governo Temer, de intervir na Segurança Pública do Rio de Janeiro. Na prática, é uma intervenção militar.  A crise política assume assim novos contornos.

sábado, 22 de outubro de 2016

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Manifestante pró-intervenção militar atira durante Marcha das Mulheres Negras

Homem que participa de acampamento pelo impeachment de Dilma e pela volta dos militares ao poder é preso após disparar tiros durante Marcha das Mulheres Negras em Brasília. Responsável é um policial civil que já havia sido detido na última semana por portar arma de fogo e armas brancas. Não se sabe por que ele foi solto

Barulhos de bombas e tiros acabaram com a Marcha das Mulheres Negras, no início da tarde desta quarta-feira (18/11), na Esplanada dos Ministérios. Cerca de 10 mil pessoas participavam do ato, que incluiu uma caminhada entre o Ginásio Nilson Nelson e o Museu da República, ao lado da Catedral de Brasília.

domingo, 26 de abril de 2015

Em memória de uma vítima esquecida do mundo que a Globo ajudou a criar em 1964. Por Paulo Nogueira


Uma figura feminina aparece na minha mente sempre que leio a respeito do papel da Globo no golpe de 1964.
Não a conhecia até recentemente, mas me apaixonei assim que a vi.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Não vale a pena ver de novo

Karl Marx (que é  personagem central da filosofia dos séculos XIX e XX, mas agora entrou na relação do “podemos tirar, se achar melhor”, porque o jeito meio energúmeno de ser que tomou conta do pensamento de boa parte da soi-disant “inteligência brasileira” o coloca mais ou menos na mesma posição que o demônio) escreve nas primeiras linhas de “O 18 brumário de Luís Bonaparte“: “Hegel  (Georg Friedrich, filósofo alemão) observa em uma de suas obras que todos os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. E esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa”.
Karl Marx (que é  personagem central da filosofia dos séculos XIX e XX, mas agora entrou na relação do “podemos tirar, se achar melhor”, porque o jeito meio energúmeno de ser que tomou conta do pensamento de boa parte da soi-disant “inteligência brasileira” o coloca mais ou menos na mesma posição que o demônio) escreve nas primeiras linhas de “O 18 brumário de Luís Bonaparte“:

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Comissão da Verdade revela como foi a perseguição contra índios, gays e religiosos na ditadura

Quase três anos após a instalação da Comissão Nacional da Verdade (CNV) no Brasil e o início das escavações de um dos períodos mais sombrios da história do país, a principal conclusão a que se chegou foi que as violações aos direitos humanos foram praticadas de maneira sistemática pela repressão. O relatório final da CNV foi entregue nesta quarta-feira, 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, à presidenta Dilma Rousseff, em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília. 

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Onde mora o racismo? Sobre Amarildos, DG’s e Cláudias

Onde mora o racismo? Sobre Amarildos, DG’s e Cláudias
No último dia 22 de abril, no meio de mais um tiroteio entre a polícia militar do Rio de Janeiro e supostos traficantes mais um trabalhador perde a vida.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Documento secreto revela papel da Globo na ditadura

Nos EUA, um documento secreto que confirma a influência de Roberto Marinho, fundador da Globo, nos bastidores da ditadura militar no Brasil


A Jornalista Helena Sthephanowitz obteve documento precioso, que ficou guardado durante 50 anos, sobre o papel de Roberto Marinho na ditadura militar que atirou o País às trevas durante 21 anos. Nele, o embaixador Lincoln Gordon relata a seus superiores suas conversas com o então presidente das Organizações Globo.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Clone of Política de segurança promove militarização na favela da Maré

Forças armadas chegarão ao Conjunto de Favelas em abril. “Se reforça a lógica do confronto, a de que há uma guerra em curso”, afirma pesquisadora do Observatório das Favelas
Clone of Política de segurança promove militarização na favela da Maré
O Conjunto de Favelas da Maré, que possui 130 mil habitantes segundo o IBGE, será tomado por, pelo menos, 2 mil agentes do Exército a partir de 7 de abril. A decisão foi anunciada nesta semana, após reunião entre o governo estadual, de Sérgio Cabral (PMDB), e o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Porém, ações policiais já antecedem à ocupação militar.

Empresários que apoiaram golpe de 64 ficaram milionários com dinheiro público

Empresários que apoiaram o golpe de 64 construíram grandes fortunas com dinheiro público. Pesquisador afirma que no golpe dos empresários, a “mais beneficiada foi a Globo”

Empresários que apoiaram golpe de 64 ficaram milionários com dinheiro público

Com mestrado na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo sobre os empresários e o golpe de 64 e em fase de conclusão do doutorado sobre os empresários e a Constituição de 1988, o professor Fabio Venturini esmiuçou os detalhes de

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

PMs foram obrigadas a ocultar provas de tortura contra Amarildo


Quatro policiais militares - todas mulheres - afirmaram ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) que foram obrigadas por superiores a ocultar provas da tortura ao ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, além de terem recebido ordens para mentir aos investigadores do caso.


As soldados, que trabalhavam na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, prestaram depoimento à promotora Carmen Eliza de Carvalho. "Elas desabaram. Choraram mesmo. E todas falaram a mesma coisa: 'Hoje, depois de muitos meses, eu vou conseguir dormir'", disse ela. As informações são do Bom Dia Brasil, da TV Globo.

As PMs esconderam as informações sobre a tortura durante mais de três meses - Amarildo desapareceu no dia 14 de julho, após ser levado à sede da UPP da Rocinha. Elas afirmaram que só tiveram coragem de contar a verdade depois que alguns dos policiais acusados de envolvimento no caso foram presos.

Uma das PMs disse que ouviu gritos e pedidos de socorro vindos de trás da sede da UPP, mas tapou os ouvidos para não ouvir - ela disse a duas colegas que "isso não se faz nem com um animal". A tortura durou cerca de 40 minutos - depois, houve silêncio e, em seguida, barulho de risos.

Outra PM disse à promotora que o então comandante da UPP, major Edson Santos, chamou os policiais para uma reunião com um advogado, e o encontro foi como um pré-depoimento: os agentes receberam orientações sobre o que deveriam falar aos investigadores. "Elas tinham muito medo do que poderia acontecer com elas. 'Vocês não ouviram nada, não teve nada de anormal e Amarildo desceu pela escada.' O tom era esse de orientação. Entenda-se determinação", disse a promotora. 

O sumiço de Amarildo
Amarildo sumiu depois de ser levado por PMs para a sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na comunidade. O ex-comandante da unidade sustentou que o pedreiro foi ouvido e liberado, mas nunca apareceram provas que mostrassem Amarildo saindo da UPP, pois as câem frente à UPP. E eles ainda não contavam que uma outra câmera, mais para o fim da escada, estava em pleno funcionamento e não registrou a passagem do pedreiro como eles alegavam", completou ainda a promotora do Gaeco. 

Os dez primeiros PMs denunciados e já presos negam participação no crime. O corpo de Amarildo segue com paradeiro desconhecido - no último dia 27 de setembro, uma ossada foi localizada no município de Resende, no sul do Estado do Rio de Janeiro. A necrópsia realizada, no entanto, não foi esclarecedora e um novo exame será realizado a fim de concluir o relatório para definir se trata-se, ou não, do ajudante de pedreiro morador da Rocinha.

Fonte: Portal Vermelho

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Nova Ditadura?

As manifestações desta quinta-feira (13) em São Paulo revelaram para a sociedade brasileira a faceta da Polícia Militar que a periferia conhece bem: violência, truculência e repressão. Qualquer um dos 10 mil manifestantes que estiveram presentes no ato são testemunhas de partiram da polícia os atos que iniciaram a confusão. Os demais atos foram reação a uma ação orquestrada e treinada desde os tenebrosos tempos da ditadura militar.
Parecia que estávamos revivendo aqueles tempos sombrios. A polícia agiu como em um Estado de Exceção. Éramos estudantes, trabalhadores, jovens, desempregados e indiscriminadamente, alvos de balas de borracha, gás lacrimogêneo e de pimenta, do medo. Bombas espalhavam o pânico pelas ruas do centro. A todo o momento, por qualquer rua em que se tentava andar, encontrávamos grupos correndo da polícia, que fecharam várias ruas de acesso à Paulista para evitar que os manifestantes chegassem até lá.
Estava na Rua da Consolação quando a polícia iniciou a ofensiva. Até aquele momento o que se via era uma multidão pacífica, diversa, exercendo o pleno direito de sua liberdade de manifestação. Gritos de não à violência eram os mais comuns. Mas a resposta foi outra.

Hoje estamos todos indignados com a ação policial. Acontece que este comportamento não é novidade. É o padrão contra jovens, negros e pobres que vivem nas periferias bem longe do centro. Quantas e quantas vezes denunciam que a polícia atira primeiro e pergunta depois? Nossa indignação não pode ser só contra a ação no centro contra jovens de classe média, jornalistas… A PM é uma instituição falida. Criada no contexto da ditadura para reprimir e é isso que faz.

O grito eclodiu


São Paulo é uma cidade hostil: as pessoas demoram uma, duas, três horas por dia para ir e igual tempo para retornar para suas casas. Para chegar no centro, pego diariamente ônibus, trem e metrô e por isso engrosso o coro dos descontentes. A questão não é somente os R$ 0,20 do aumento. Olhando assim parece pouco. Mas não é. 

Todos os meios de transporte públicos na cidade são precários e de baixa qualidade. Os trabalhadores, que historicamente foram expulsos do centro, se deslocam por vários quilômetros, diariamente, enfrentando diversas violências cotidianas, pequenas, mas não por isso menos agressivas. São Paulo não é pensada para pessoas. O movimento Existe Amor em São Paulo reivindicava justamente isso no final do ano passado, durante a campanha eleitoral para a prefeitura. O movimento ampliou e segue na rua reivindicando legitimamente direitos, melhores condições. A maior cidade do país reage com bombas e tiros.

Este despertar, esta reivindicação pela redução do valor da tarifa, visto por muitos dentro da própria esquerda com desconfiança, é o estopim de demandas históricas do paulistano. O metrô tem poucas linhas em uma cidade que é gigantesca. Os vagões são superlotados, sem o mínimo de conforto. O trem, mantido pela CPTM, é lento, lotado e semanalmente tem panes deixando as pessoas que vivem na grande São Paulo muitas vezes sem alternativa para retornarem para suas casas. Os corredores de ônibus são insuficientes, os veículos superlotados e quem depende deste transporte passa horas e horas parado no trânsito caótico da maior cidade do país. Estas questões, somadas, resultam no que vemos hoje: inconformidade, revolta e desejo de mudar.
Ao ver o movimento nas ruas, nós, que sofremos todo este tempo calados, tendo que engolir a revolta, sem ter por onde extravasar, que vimos, aumento após aumento o descaso das autoridades com a real situação da população: reagimos. 


Não moro em São Paulo e na minha cidade, o valor do ônibus acompanha a capital. Em São Paulo, ainda tem o Bilhete Único que permite pegar vários veículos com uma só passagem. Em Franco da Rocha não. Pagamos R$ 3,20 para andar poucos quilômetros.

Com os protestos na capital, passamos a sentir a força e a possibilidade que temos de mudar. Assim se faz democracia. Assim se faz um país e um mundo melhor. Os governos devem ouvir a voz que vem das ruas. Quanto maior for a repressão, mais força teremos para lutar. Perguntaram-me se é o início de uma “Primavera Brasileira”. A verdade é que estamos no outono. Mas uma coisa é certa. Em meus 27 anos nunca vi nada semelhante em São Paulo. E não será fácil reprimir este povo. Não ficaremos mais passivos.

Altamiro Borges: Manifesto contra a violência da PM

Crescem as críticas na sociedade à brutal violência da PM de São Paulo, sob comando tucano, contra jovens em luta pela redução das tarifas do transporte público. Pesquisas já indicam que a população paulista apóia os legítimos protestos da juventude - mas rejeita atos tresloucados.

Um ampla unidade vai se forjando em defesa da plena liberdade de manifestação e contra a postura fascista do governador Geraldo Alckmin.
O manifesto abaixo é mais uma iniciativa importante neste rumo. Assine! Ajude a divulgar!
A ação da Polícia Militar do estado de São Paulo em protesto de jovens contra o aumento das tarifas da passagem do ônibus, metrô e trem na capital paulista é mais um episódio na história de violência e desrespeito ao direito de organização e manifestação. 


O direito de manifestação sofre permanente ameaça no país, mesmo depois de 25 anos de promulgação da Constituição Federal, o que demonstra que a democracia ainda não está consolidada no país. A PM do estado de São Paulo, controlada pelo PSDB, mantém os métodos que desenvolveu na ditadura militar, reprimindo manifestações, efetuando prisões políticas de cidadãos e estimulando tumultos, inclusive com infiltrações para desmoralizar a luta e organização popular.

Não podemos esperar um comportamento democrático de uma PM liderada pelo PSDB que, em janeiro de 2012, mobilizou helicópteros, carros blindados e 2 mil soldados do Batalhão de Choque para fazer a reintegração de posse violenta de 1600 famílias que viviam desde 2004 no bairro Pinheirinho, em São José dos Campos (97 km de SP).

A legitimidade do protesto dos jovens contra o aumento das tarifas não pode ser desmoralizada por causa de ações equivocadas de uma minoria, que infelizmente não compreende que a sociedade está do lado daqueles que querem transporte barato e de qualidade para a população de São Paulo.

Apesar desses acontecimentos pontuais, a responsabilidade pela violência nos protestos é da Polícia Militar, que tem provocado o conjunto dos manifestantes, promovido o caos e agredido cidadãos que estão nas ruas exercendo o seu direito de manifestar de forma pacífica. 


Esses protestos são importantes porque colocam em xeque uma questão central para a população da cidade, que é a mobilidade urbana. Os paulistanos perdem horas e horas todos os dias dentro de um carro ou ônibus parados no trânsito ou de um vagão de metrô e trem lotados. Horas que poderiam ser destinadas para ficar com a família ou para cultura, esporte e lazer, das quais são privados por causa de uma clara opção que privilegia o transporte privado e individual em detrimento do público e coletivo.

O histórico crescimento desordenado da cidade, o trânsito causado pelo número de carros nas horas de pico, a falta de linhas de metrô/trem, a baixa qualidade do sistema e a chantagem das empresas privadas concessionárias de ônibus, as altas tarifas do transporte público representam um problema social, que prejudica o conjunto da população, especialmente os mais pobres, que moram na periferia.

A lentidão da expansão do metrô é uma questão crônica da gestão do PSDB, que construiu apenas 21,6 Km de linhas do metrô, o que representa uma média de 1,4 km por ano. Com isso, São Paulo tem a menor rede metroviária entre as grandes capitais do mundo (apenas 65,9 km).

A gravidade dessa questão fez com que a mobilidade urbana fosse um dos temas centrais da campanha eleitoral para a prefeitura no ano passado. E o candidato Fernando Haddad, que acabou eleito, prometeu dar respostas que tocassem na raiz do problema.

A movimentação da prefeitura para adiar e realizar um aumento da passagem do ônibus abaixo da inflação do último período, dentro de um quadro de pressão das empresas concessionárias, não atende os anseios criados com a derrota dos setores conservadores nas eleições em São Paulo.

A resolução da questão urbana exige medidas estruturais, como a efetivação de um modelo de desenvolvimento, que prescinda o estímulo à indústria automobilística, e a implementação do controle direto sobre as tarifas por meio da municipalização dos transportes. Com isso, se evita soluções paliativas como a subvenção das concessionárias, financiando setores cujo interesse em lucrar se choca com a possibilidade de um sistema de transporte que atenda as necessidades da população.

Por isso, os protestos realizados pelos jovens ganham importância, uma vez que representam um sintoma do problema e constituem uma força social que pode apontar e sustentar mudanças estruturais na organização territorial e na mobilidade urbana. Essas mobilizações são um instrumento de pressão sobre as autoridades, para sustentar um processo de negociação, especialmente com a prefeitura, que esperamos que possa render conquistas para a população e acumular forças para novas lutas que virão.

Nesse processo, a mídia burguesa e os setores conservadores colocam uma cortina de fumaça sobre as soluções estruturais para as quais apontam os protestos, com a execração pública dos atos realizados por uma minoria. Esse tipo de cobertura coloca luz sobre os vínculos dos meios de comunicação da burguesia com as empresas automobilísticas (interessadas em vender mais carros), com as empresas privadas concessionárias de transporte (que lucram com a chantagem sobre a prefeitura) e com a especulação imobiliária (contrária à reorganização territorial).

Assim, manifestamos nosso apoio aos protestos dos jovens em defesa do transporte público, dos quais queremos contribuir para garantir a massificação e manifestação organizada e pacífica, condenamos a ação violenta da Polícia Militar, cobramos a libertação dos presos políticos e rechaçamos o aumento das tarifas de ônibus, metrô e trem.

- ABGLT- Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais
- Consulta Popular
- Fora do Eixo
- JCUT- Juventude da Central Única dos Trabalhadores
- JPT/SP- Juventude do Partido dos Trabalhadores da cidade de São Paulo
- JSOL - Juventude Socialismo e Liberdade
- JUNTOS!
- Levante Popular da Juventude
- MAB- Movimento dos Atingidos por Barragens
- MST- Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
- PJ- Pastoral da Juventude
- PJMP- Pastoral da Juventude do Meio Popular
- Quilombo
- REJU- Rede Ecumênica da Juventude
- UBES- União Brasileira dos Estudantes Secundaristas
- UJR- Partido Comunista Rebelião
- UJS- União da Juventude Socialista
- UNE- União Nacional dos Estudantes 

Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Portal Vermelho

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Jovens estudantes tentam refundar partido símbolo da ditadura militar


Cibele Bumbel Baginski tenta refundar Arena (Foto: Arquivo Pessoal)
Grupo publica programa da 'nova Arena' no Diário Oficial e busca adesões. Desiludidos com a direita, eles propõem sigla nacionalista e conservadora.
Extinta há mais de 30 anos com o fim do bipartidarismo no Brasil, a Aliança Renovadora Nacional (Arena) pode voltar à ativa nas mãos de jovens e com uma cara "nova". O estatuto e o programa do novo partido foram publicados no Diário Oficial da União na última terça-feira (13), cumprindo um dos passos burocráticos para o registro da legenda.
A Arena foi fundada originalmente em abril de 1966 dentro do sistema de bipartidarismo imposto pelo regime, que extinguiu outros 13 partidos que existiam antes. Enquanto a Arena sustentava o governo militar, fazia oposição no Congresso o Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
O partido elegeu todos os presidentes que se candidataram pela legenda, de Costa e Silva (1967-1969) a João Figueiredo (1979-1985). Foi extinto junto com o MDB em novembro de 1979, no processo de redemocratização que permitiu a abertura de novos partidos. Do MDB surgiu o PMDB; os remanescentes da Arena foram o antigo PDS (atual PP) e a Frente Liberal (atualmente DEM).
Nos anos 70, enquanto os militares estiveram no poder, o país viveu o chamado "milagre econômico", com altas taxas de crescimento econômico. No âmbito político, o período foi marcado por perseguição aos opositores do regime, com a violação de direitos humanos e políticos e a adoção de práticas como censura prévia da imprensa, tortura e assassinatos.
"Não viemos flertar com o totalitarismo. Nosso partido não é uma seita. Quem não tem capacidade de dialogar, pode pegar a mala e ir embora. Somos a direita democrática", garante.Para fugir da repressão do Estado, políticos, militantes, artistas e pessoas de vários outros setores da sociedade buscaram exílio em outros países. Estima-se que mais de 420 pessoas foram assassinadas ou dadas como desaparecidas durante o período de exceção. Em maio deste ano, foi instalada a Comissão da Verdade, com o objetivo de apurar os crimes cometidos no período.


Valores e ideologia

Segundo sua idealizadora, a estudante de Direito Cibele Bumbel Baginski, 23 anos, a nova Arena rechaça a possibilidade de atrair grupos extremistas, com tendências fascistas ou neonazistas, por exemplo. Ela conta que o grupo já teve de aturar alguns tipos com "propostas absurdas", mas que, aos poucos, acabaram se afastando.

O grupo de 144 pessoas, espalhados por 15 estados do país, diz querer promover o retorno da "verdadeira direita" ao cenário político brasileiro. A nova Arena defende o resgate de valores que consideram esquecidos, como o conservadorismo e o nacionalismo, um partido que defenda o Estado "necessário" e o direto à propriedade, por exemplo.
No programa da nova Arena, constam propostas como a privatização do sistema penitenciário; a abolição de qualquer sistema de cotas raciais, de gênero, ou condições "especiais"; a aprovação da maioridade penal aos 16 anos; o retorno ao currículo escolar de disciplinas como moral e cívica e latim; a retomada do controle de estatais fundamentais à proteção da nação; e o reaparelhamento das Forças Armadas.
Estudante na Universidade de Caxias do Sul (UCS), sediada no município de mesmo nome, é Cibele Bumbel Baginski quem assina como presidente provisória do partido o estatuto e o programa da nova Arena.
"Queremos implementar mudanças na sociedade de forma gradual, ordeira e com estabilidade. Propomos um jeito de fazer política com convicção, com propostas e focado na resolução dos problemas dos país. As pessoas querem solução e não discussão", argumenta.
O objetivo é erguer um partido assumidamente de direita. Para os neo-arenistas, há um espaço que precisa ser preenchido entre as 30 legendas atualmente existentes. "Politicamente, a direita brasileira é um horror. Não existe. Tem vergonha de se assumir. É a única direita que se vende para a esquerda", opina Cibele.
De acordo com o estatuto, a nova Arena "não coligará com partidos que declaram em seu programa e estatuto a defesa do comunismo, bem como vertentes marxistas". Caberá a um órgão chamado de Conselho Ideológico, entre outras tarefas, aprovar as correntes e tendências que venham a se formar internamente, além de "fiscalizar, e se necessário intervir, em todos os órgãos do partido". Esse conselho, a instância máxima, será formado formado por nove pessoas, das quais cinco serão membros permanentes e vitalícios.
"A partir de agora é que vamos mobilizar nossos núcleos regionais para essa tarefa. Acredito que até meados de 2013 isso esteja pronto, e o partido apto a concorrer nas eleições de 2014", planeja Cibele.Mobilização
A publicação no Diário Oficial é uma das etapas para a criação do partido. Após a sigla adquirir personalidade jurídica, os fundadores irão pleitear o registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para isso, devem reunir 491 mil assinaturas de eleitores (0,5% dos votos válidos na última eleição para a Câmara dos Deputados) de pelo menos nove estados (um terço do total) – o grupo já tem de 40 a 50 mil, diz Cibele.
Natural de Porto Alegre, a estudante reside em Caxias do Sul há cerca de quatro anos. O gosto pela política, diz ela, vem dos pais, um casal de comerciantes. A ideia de fundar uma legenda nova surgiu a partir de discussões entre colegas universitários e amigos sobre o modelo de partido ideal. Os debates se espalharam pela internet e encontraram adeptos em outros estados. Em junho, o grupo decidiu levar a proposta adiante e deu início aos trâmites burocráticos.
A proposta inicial não era ressuscitar a extinta Arena – o nome só foi escolhido depois, em votação, por sugestão de outra fundadora. A presidente da nova Arena não teme críticas pelo fato de o nome do partido estar associado à ditadura militar. Ela argumenta que o partido atuava dentro das leis da época e que os crimes cometidos durante o regime de exceção partiram das pessoas que controlavam o Estado e as instituições, não do partido.
"Não acho que seja algo ruim. É algo que ou você gosta ou você não gosta", diz Cibele, que cita o desenvolvimento econômico durante o período do regime militar como saldo positivo. "O país estava precisando de uma sacudida. Sem isso [o regime militar], o Brasil não seria o que é hoje", defende.
Autora de um livro de contos de publicação independente, que assina como Lady Baginski, a jovem que exibe um piercing nos lábios foge do estereótipo de conservadora. Ela conta que, por suas convicções políticas, já sofreu agressões verbais públicas no meio universitário, que considera “doutrinado” pelo pensamento marxista. Diz que cultiva amizades e consegue dialogar com pessoas de ideologias opostas.

O que era 

Segundo o verbete do Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro, organizado pelo CPDOC/FGV, a Arena foi um "partido político de âmbito nacional, de apoio ao governo, fundado em 4 de abril de 1966 dentro do sistema de bipartidarismo instaurado no país após a edição do Ato Institucional nº 2 (27/10/1965), que extinguiu os partidos existentes, e do Ato Complementar nº 4, que estabeleceu as condições para a formação de novos partidos. Desapareceu em 29 de novembro de 1979, quando o Congresso decretou o fim do bipartidarismo e abriu espaço para a reorganização de um novo sistema multipartidário".

O que será
De acordo com o estatuto publicado no Diário Oficial da União, a nova Arena é um partido que "possui como ideologia o conservadorismo, nacionalismo e tecno-progressismo, tendo para todos os efeitos a posição de direita no espectro político; devendo as correntes e tendências ideológicas ser aprovadas pelo Conselho Ideológico (CI), visando a coerência com as diretrizes partidárias. A Arena, em respeito à convicções ideológicas de Direita, não coligará com partidos que declaram em seu programa eestatuto a defesa do comunismo, bem como vertentes marxistas".

O que defendem os novos arenistas
- Privatização do Sistema Penitenciário.
- Abolição de quaisquer sistemas de cotas raciais, de gênero, ou condições "especiais".
- Aprovação da maioridade penal aos 16 anos.
- Retorno ao currículo escolar das disciplinas de Educação Moral e Cívica e Latim.
- Ensino da História do Brasil e História Geral sem ênfases tendenciosas doutrinariamente e com abrangência de todos os continentes, e não somente alguns.
- Defender o Estado Necessário
- Retomar o controle de todas as empresas estatais que são fundamentais à proteção da Nação.
- Reaparelhar as Forças Armadas, tirando-a de seu sucateamento e parco efetivo.
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Portal G1

sábado, 7 de julho de 2012

Golpistas tentam envolver governo da Venezuela em conspiração com militares paraguaios

Os golpistas paraguaios, que por meio de um golpe destituíram o presidente Fernando Lugo, estão buscando envolver a Venezuela em uma suposta tentativa de insurgir os militares paraguaios contra o golpe. Que idiotice!
Multitud frente a la tv pública 1
Um vídeo, gravado momentos antes do Congresso bastardo e golpista ter destituído Lugo, mostra Nicolas Maduro, Ministro das Relações Exteriores da Venezuela em reunião com militares paraguaios.
Na verdade, Maduro e também a Ministra Maria Àngela Holguín, Ministra das Relações Exteriores da Colômbia, aparecem no vídeo onde estão várias pessoas, dentre elas, militares do Paraguai. A reunião era da UNASUR e tinha como objetivo tentar buscar uma saída para evitar o golpe. Nada mais natural que as pessoas presentes dialogassem umas com as outras.
A conversa de Maduro com os militares ocorreu durante um intervalo da reunião da UNASUR. Nas imagens também aparece a Ministra da Colômbia, e pelo que sabemos, ela não é nada simpática ao processo revolucionário que se desenvolve na Venezuela. O governo colombiano é sabidamente aliado dos EUA.
Uma insólita tentativa para ajudar a direita na Venezuela
Imediatamente após a direita do Paraguai ter divulgado o vídeo da suposta conspiração entre Maduro e militares do Paraguai, na Venezuela, os reacionários, representados por Capriles, candidato da burguesia venezuelana e apoiado pelos EUA, saíram em campo para denunciar a ingerência do governo venezuelano no Paraguai.
A tentativa era evidente: criar uma corrente de opinião, interna e externa, contra Chávez que concorrerá em outubro às eleições presidenciais, acusando-o de articulador de golpe conspirativo esquerdista no Paraguai, portanto uma ameaça à estabilidade da sagrada democracia e quem sabe ter aí mais uma mãozinha dos EUA.
Não se sabe se na articulação desse insólito episódio (divulgação do vídeo) estivera por detrás dele, gente dos EUA, leia-se CIA.
De todo modo, a coisa foi tão pessimamente organizada que se esqueceram do fato de que a tal “reunião conspirativa” entre Maduro e os militares paraguaios (reacionários até a medula) foi realizada no corredor ao lado da sala de despachos da presidência da República, sob os olhos vigilantes de câmeras de TV ligadas ao circuito de segurança do palácio do governo e na presença de várias pessoas representantes de governos na UNASUR.
Vejam dois vídeos sobre o mesmo assunto. O primeiro foi editado e divulgado pela imprensa burguesa. O segundo é o original e divulgado pela TELESUR.
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Blog Esquerda Marxista

domingo, 22 de janeiro de 2012

PM em confronto contra moradores de Pinheirinho


"Estou me sentindo num campo de batalha", diz habitante de Pinheirinho



Cerca de 622 famílias estão abrigadas em um ginásio esportivo e uma escola do Campo dos Alemães, segundo a prefeitura de São José dos Campos (SP). Enquanto isso na área invadida, moradores continuam deixando o acampamento e são direcionadas pela triagem nas tendas montadas pela prefeitura em um centro comunitário do bairro.

Nivaldo Melo, 42 , que foi ouvido pela reportagem do UOL na manhã deste domingo (22), enquanto permanecia dentro do seu barraco no Pinheirinho com a ordem da Tropa de Choque, disse agora há pouco por telefone que foi encaminhado para o salão de uma igreja no Campos dos Alemães. Ele passará a noite no local ao lado da família.
Foto 27 de 49 - 22.jan.2012 - Tropa de choque da PM confronta moradores e vizinhos da área ocupada no bairro Pinheirinho, em São José dos Campos, interior de São Paulo. Diversas ruas da região estão isoladas. A polícia usa bombas para conter os manifestantes Mais Lucas Lacaz Ruiz/AE
“Eu não sei para onde seguiremos amanhã. Estou me sentindo num campo de batalha. Daqui continuo a ouvir o helicóptero. No centro de triagem fizeram um monte de perguntas, disseram que vamos poder pegar o resto das nossas coisas, mas isso não importa agora”, disse ele aoUOL.

Após uma trégua entre o confronto entre civis e policiais militares no Campos dos Alemães, bairro vizinho ao Pinheirinho, na zona sul de São José dos Campos, a 92 km de São Paulo, durante reintegração de terra, o clima de guerra voltou entre a população e a PM. Mais um carro foi incendiado agora à noite, ao todo são nove veículos queimados pela população.

Já são mais de quinze horas de confronto. Desde às 6h30, a Polícia Militar realiza uma mega operação para desocupar uma área de 1 milhão e 300 mil metros quadrados. Centenas de moradores do bairro vizinho Campos dos Alemães continuam enfrentando a ação da polícia.

A Polícia Militar negou que houve mortes durante a operação. Sobre o jovem baleado, a PM informou que o caso foi isolado da reintegração de posse. A área, segundo a polícia, foi ocupada durante 40 minutos. A PM acredita que até amanhã pela manhã a reintegração será cumprida 100% e a área entregue ao proprietário.


“A situação foi extremamente inconstitucional. A violência foi à base para esta desocupação. Injusto. O que e a maneira como foi feita deverá ser analisada pela Justiça”, disse o presidente do PSTU, José Maria
Agora à noite a situação no centro de triagem está tranquila. A PM fechou o acesso às ruas do entorno e está fazendo o policiamento no local. Amanhã pela manhã o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região fará um ato na praça Afonso Pena, no centro da cidade, às 9h.



Fonte texto e vídeo: UOL Notícias