Serão distribuídas duas variedades de maconha, que foram denominadas como Alfa I e Beta I, ambas com uma média de 2% do componente psicoativo tetrahidrocanabinol (THC)
O Uruguai começou a vender nesta quarta-feira (11/05) maconha para uso recreativo nas farmácias. Assim, o país passa a ser o primeiro do mundo a aplicar um controle estatal sobre a produção e compra e venda da substância.
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quarta-feira, 19 de julho de 2017
terça-feira, 6 de junho de 2017
Congresso do Partido Comunista do Uruguai: “Lutar por uma sociedade onde seremos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres”
O Partido Comunista do Uruguai concluiu, no último domingo (4), seu 31º Congresso, que homenageou o centenário da Revolução Socialista da Rússia (veja aqui a mensagem que o PCdoB enviou ao PCU).
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Aborto, maconha, casamento gay e, agora, quase 100% de energia elétrica de fontes limpas – é o Uruguai
País vem chamando a atenção na conferência de clima em Paris pelas políticas para redução de carbono. O jornal inglês The Guardian diz que uruguaios têm muito a ensinar
Primeiro país da América do Sul a descriminalizar o aborto (2012), primeiro a legalizar a maconha (2014) e um dos primeiros a aprovar o casamento entre homossexuais com mesmos direitos civis garantidos aos casais heteros (2012), o Uruguai agora pode ostentar mais um pioneirismo na região -- desta vez, em função de seus avanços no uso de energia limpa.
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Mercosul avalia acordos com Rússia, China e aproximação com Aliança do Pacífico
No Paraguai, mandatários debateram questões econômicas e necessidade de expandir mercados; presidência pro-tempore passa para Uruguai.

Como forma de enfrentar a crise econômica que afeta os países sul-americanos, os mandatários presentes na 49ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul (Mercado Comum do Sul) defenderam a expansão do mercado do bloco para além da região, mirando em China e Rússia, além do acordo de livre comércio com a União Europeia (UE), em negociação.
quarta-feira, 29 de julho de 2015
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
O diálogo de Mujica com o mendigo El César
Durante uma entrevista para a imprensa uruguaia no meio da rua, Mujica foi abordado por um mendigo que lhe pediu 'uma moeda para comer algo'. A reação do presidente uruguaio virou notícia internaciona
O presidente do Uruguai, José Mujica, era entrevistado por jornalistas das emissoras dos canais 12 e 5 quando foi abordado por um morador de rua conhecido como “El César”
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Lições uruguaias que ainda é tempo de aprender
A Copa do Mundo teve ontem seu melhor jogo.
Não em técnica ou tática, mas naquilo que, quando existe certo nível de equilíbrio entre as equipes, é o que decide.
A paixão.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Especial: CTB no 2º Encontro de Juventude Regional do Cone Sul da FSM
Jovens chegam ao Uruguai para o 2º Encontro Regional da FSM
Ao som de “A Internacional”, centenas de jovens oriundos de vários países da América Latina uniram-se em uma só voz na noite desta sexta-feira (8), em Montevidéu. Este foi o clima da abertura 2º Encontro de Jovens da Federação Sindical Mundial (FSM) do Cone Sul, que ocorre até o próximo domingo (10) na capital uruguaia.
Na atividade, o coordenador da central uruguaia PIT-CNT, que está recebendo o evento, Marcelo Abdala, deu as boas-vindas aos participantes e destacou o protagonismo da juventude “Aqui estão os jovens que vão mudar a sociedade”, indicou. Já o coordenador da FSM para o Cone Sul e secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Pereira afirmou: "A FSM tem a convicção de que saíremos daqui mais experientes para construir o sindicalismo classista, o sindicalismo com perspectiva socialista", exclamou.
No ato político também participaram integrantes da FSM do Peru, Chile, México, Argentina, Brasil e Uruguai além da presença do coordenador do Encontro Sindical Nossa América e dirigente da PIT-CNT, Juan Castillo e do representante da juventude da central uruguaia, que foi ovacionado ao destacar a luta dos jovens trabalhadores.
O encontro segue neste sábado (9), onde pela manhã os participantes poderão conhecer programas sociais uruguaios como o projeto habitacional Plan Juntos e o caso das empresas recuperadas e autogestionadas pelos trabalhadores, além das mesas de debates, à tarde os participantes compartilharão entre si as experiências.

Os jovens contribuíram com propostas para a declaração final, que será apresentada neste domingo (10), como o argentino Johnn Corre, que sugeriu que o primeiro fim de semana de março seja o Dia de Ação da juventude da Federação Sindical Mundial.
Juventude rural da CTB apresenta realidade brasileira em encontro
Na manhã deste sábado (9) os participantes do 2º Encontro Regional de Jovens da Federação Sindical Mundial foram divididos em três grupos, dois foram conhecer programas sociais uruguaios enquanto o terceiro participou de oficinas onde foram abordados temas como maioridade penal e o papel da juventude trabalhadora rural.
Após a saudação do secretario da FSM para as Américas, Ramón Cardona, os participantes contaram as realidades vividas em seus países e se puderam aportar para os debates que continuarão ao longo do dia.
Sobre o tema reforma agrária, soberania alimentar e agricultura familiar a secretaria geral da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura), Dorenice Flor, informou que de acordo com o IBGE, existem mais de quatro mil jovens trabalhadores rurais.
Ela destacou que a juventude rural tem uma participação ativa nos sindicatos e citou como exemplo a Contag onde quatro jovens estão na direção da confederação.
Por sua vez, a secretaria da juventude da Fetase (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Sergipe), Sirley Ferreira, destacou que “A CTB é a única central que estabelece o dialogo com a juventude do campo e da cidade”.
Em sua intervenção, Sirley expressou que a permanência no campo é um dos maiores desafios que os jovens enfrentam, outra dificuldade apontada por ela foi que “a agricultura ainda é vista como uma atividade sem importância, por isso o jovem não quer se assumir trabalhador rural”, disse.
Os participantes do debate também levantaram questões como luta contra o agronegócio, o fortalecimento da agricultura familiar e a necessidade de que haja uma reforma agrária integral na América Latina, para fortalecer as políticas voltadas para o campo. “Contamos com a mobilização para diminuir a fome e a extrema pobreza no mundo ”, concluiu Dorenice.
No fim do evento os participantes fizeram uma roda e clamaram “Quando o campo e a cidade se unir a burguesia não vai resistir”. Os debates seguem nesta tarde na quadra do ginásio Platense Patín Club, em Montevidéu, que é o palco do encontro que reúne jovens do Peru, Argentina, Uruguai, Brasil, México,Chile e Paraguai.
Secretário da Juventude da CTB defende unidade dos trabalhadores na AL
“Este encontro da juventude trabalhadora irá construir a solidariedade dos trabalhadores latino-americanos e caribenhos” expressou o secretário da FSM para as Américas, Ramón Cardona, durante sua participação na plenária realizada na tarde deste sábado (9) no 2º Encontro Regional de Jovens o Cone Sul.
Dando continuidade aos trabalhos que começaram desde a manhã, após as oficinas e as visitas às brigadas solidárias e à uma cooperativa, representantes dos três grupos relataram a suas experiências e conclusões para os demais e partir daí deu-se início para as mesas de discussões onde foram debatidos temas relacionados à integração.
Sobre o tema, o secretário nacional da Juventude Trabalhadora da CTB, Vitor Espinoza, que integrou uma das mesas, afirmou que a classe trabalhadora precisa se unir para combater às ofensivas do capitalismo no continente.
Já o brasileiro Carlos André Conceição Alves, que integra o coletivo da CTB São Paulo, destacou a importância de lutar contra a diferença de gênero, racismo e homofobia. “Não podemos tolerar que o movimento sindical aceite tais práticas”.
Após os debates, os participantes do encontro presenciaram uma apresentação de Candombe, ritmo tradicional e base do carnaval daquele país, a confraternização também contou uma banda uruguaia que animou a noite. O encontro teminará neste domingo (10) com a plenária final onde serão apresentadas as conclusões dos três dias de debates.
Brasil sediará 3º Encontro Regional de Jovens da FSM
Após três dias de intensos debates terminou, no último domingo (10), o 2º Encontro Regional de Jovens da Federação Sindical Mundial do Cone Sul que foi realizado em Montevidéu, no Uruguai.
O encontro, ocorrido entre os dias 8 e 10 de novembro, reuniu cerca de 300 jovens de sete países da América Latina que puderam trocar experiências sobre a situação da juventude trabalhadora na região e debater medidas para fortalecer suas bandeiras de lutas.
No encerramento da atividade foi divulgada a declaração final que, entre outros pontos, aprovou que o terceiro encontro de jovens da FSM seja realizado no Brasil.
Leia abaixo a íntegra do documento:
Declaração final do 2º Encontro de Jovens da FSM do Cone Sul
Situação Internacional
A etapa atual do capitalismo está marcada pela mundialização e transnacionalização do capital, como nunca antes na história da humanidade. As transnacionais constituem-se na unidade econômica central, onde por exemplo podemos dizer que controlam dois terços do comércio mundial; são tempos por sua vez de profunda revolução técnico - cientifica , que podendo gerar capacidade para resolver tosos os problemas da humanidade, por estar a serviço das classes dominantes, uma pequena minoria não faz mais do que aprofundar os dramas e as injustiças sociais.
Preocupa especialmente a mudança climática global, originada em uma forma de produção e de consumo cuja matriz principal é a acumulação de capital e portanto a impossibilidade de planejamento econômico em função da satisfação das necessidades humanas, e que o único mecanismo de ajuste da produção social seja o mercado; todo este panorama demonstra que cada dia é mais urgente a necessidade de trabalhar para chegar a um estágio superior de desenvolvimento da humanidade, superando a etapa funesta do capitalismo até chegar ao socialismo; o capitalismo é polarizante por natureza, tende a distribuição desigual a todo o momento. As capacidades do atual sistema de gerar riquezas são enormes, assim como brutais as desigualdades.
Segundo as Nações Unidas existem 868 milhões de pessoas com fome (das quais 146 milhões são crianças) e 49 milhões destes seres humanos vivem na nossa América. Cerca de 5 mil crianças morrem por dia por falta de água e serviços de saúde básicos.
Segundo a OIT, 472 milhões de trabalhadores recebem como remuneração menos de dois dólares diários e 661 milhões recebem menos de quatro dólares por dia. Existe mais de 200 milhões de desocupados, em sua maioria jovens e mulheres. Cerca de 215 milhões de crianças trabalham, muitos em período integral, não vão para a escola e nem tem tempo para brincar, não recebem atenção sanitária adequada nem cuidados apropriados.
Muitos deles estão expostos ao trabalho escravo, à prostituição, ao trabalho forçado, ao tráfico de drogas ou a sua participação involuntária em conflitos armados. As desocupações dos jovens é três vezes maior do que dos adultos.
O sistema capitalista está em uma profunda crise estrutural, mas sozinho não vai cair, é necessário que os militantes consigamos ampliar e desenvolver a consciência de classe nas grandes massas, em especial entre os trabalhadores e os demais postergados; o capital e o imperialismo estão feridos e são por isso mais perigosos na atualidade é mais evidente que nunca que o capitalismo, longe de solucionar os dramas da humanidade os aprofunde.
Parece fundamental reivindicar para os jovens a batalha permanente contra a cultura de consumo; a atual crise (ecológica, alimentar, energética e financeira) é o plano de fundo das atuais lutas dos povos, lutas que é necessário dirigir e direcionar, para dotar as massas de organização e consciência política, não as deixando livres ao espontaneísmo e aos infantilismos, mas dando uma imprescindível perspectiva revolucionária.
América Latina e os governos populares
É a região considerada desde os anos 1970 como a mais desigual do mundo, onde os 20% mais ricos tem um ingresso 20 vezes superior aos 20% mais pobres, com cerca de 80% da população vivendo em cidades, a quarta parte deles em favelas.
No plano econômico, a região – que tem na produção de matérias primas um dos principais pilares de sua economia – vem experimentando um crescimento sustentável em termos de desenvolvimento de seu produto interno bruto, favorecido em parte pelo notável incremento do preço internacional dos alimentos que se explicam essencialmente pelas taxas de crescimento da China e Índia, acompanhada de grandes correntes migratórias internas destes países, o que gera um aumento considerável na demanda de produtos que nossos países tradicionalmente exportam; no entanto reduziu o peso da produção industrial e portanto os postos de trabalho nas indústrias em nossa região.
No plano político, o momento histórico esteve marcado pelo triunfo eleitoral das forças políticas vinculadas às lutas populares em vários países da nossa América. Estes governos progressistas ou da esquerda, além de suas matizes frearam o neoliberalismo e geraram consições de vida superiores para vastos setores da população. Vemos como absolutamente necessário que os jovens trabalhadores sejamos fortes impulsores e sustentadores destes governos, que para além das possíveis riquezas e contradições de cada um dos processos marcaram uma nova etapa na história do continente. Deve reafirmar-se, por meio das organizações populares, as estabilidades dos governos já que a direita, através de suas expressões políticas, econômicas ou através da luta de seus poderosos meios de comunicação busca destruir os processos democráticos, sem descartar nenhum método, recordemos o que ocorreu com Zelaya em Honduras e com Lugo no Paraguai, assim como a situação da Venezuela, onde buscam de todas as maneiras sabotagens, atentados, mentiras terrorismo, desandar o caminho empreendido a partir dos governos liderados pelo comandante Chávez e hoje continuado pelo presidente Maduro.
O processo de integração profunda em nosso continente nos mais diversos planos (cultural, social, político, econômico, tecnológico) é uma tarefa tão pendente como necessária. É imprescindível que um continente que possui as maiores reservas mundiais de água, petróleo, gás, minerais e que é grande produtor de alimentos, ou seja, que tem profundas bases materiais para aprofundar sua integração não o faça de uma vez, avançando para seu autentico desígnio histórico.Vemos para isso fundamental a atuação dos organizmos institucionais de integração: Mercosul, Unasul, Banco do Sul, Celac. Entedemos imprescindível continuar potencializando e desenvolvendo vários instrumentos como o Encontro Sindical Nossa América (ESNA). É necessário também fortalecer o papel das organizações sindicais nacionais e supranacionais e dentro delas incentivar a participação dos jovens, propondo e militando para a conquista de reivindicações tanto como para elaborar um programa de desenvolvimento produtivo social e democrático da nossa América, que incorpore ao problema agrário, renovando a luta pela profunda e real reforma agrária, assim como os problemas de saúde, educação e moradia, um novo modelo de desenvolvimento social, os problemas de infraestrutura, a matriz energética etc. A reivindicação de reduzir a jornada de trabalho sem redução de salário é impostergável.
É tarefa das organizações sindicais e políticas desenvolver a luta a favor da liberdade sindical, como também a luta pela ratificação, melhora permanente e implementação dos convênios coletivos de trabalho, no referente a salário e condições de trabalho, rechaçando o conceito de ultra-atividade tal qual é proposto pelos setores empresariais na OIT; reafirmamos o compromisso permanente com o trabalho digno, regularizado, formal e expressamos nossa preocupação já que estas condições muitas vezes onde menos se cumprem são nos setores dos jovens trabalhadores.
O sindicalismo deve estar necessariamente voltado para a ação evitando o burocratismo e o estancamento ideológico e político; deve ser um instrumento que encabece a luta pelos direitos humanos em toda a amplitude do conceito, desde a necessidade de somar verdade e justiça dando luz ao ocorrido nas ditaduras dos anos 1960, 1970, como incorporando o que seja dado para chamar a nova agenda de direitos, contra a discriminação étnica, sexual, religiosa.
Devemos trabalhar para a aproximação dos Estados por parte dos trabalhadores, segundo o conceito gramsciano, para que sua influência se traduza na regulação dos direitos laborais, maior orçamento para a educação, saúde, moradia, políticas sociais e culturais: devemos exigir e militar pelo cesse de toda a expressão de violência em nossos povos.
Vemos que será útil a partir deste encontro a formação de uma mesa coordenadora da FSM de mulheres, vinculada a secretaria geral e a potenciação de uma mesa coordenadora de jovens nomeando responsáveis nacionais que trabalhem coordenando com o responsável regional e gerando intercâmbios permanente além de ratificar a importância destes encontros periódicos, especialmente entre os trabalhadores do Cone Sul.
São as lutas política, social e cultural de nossos povos que poderão conquistar um novo continente, orientado para a felicidade de seus habitantes; está em nossos jovens ser a semente desta revolução possível e necessária.
Moções
Exigir o respeito à votação da ONU condenatória pelos 22 anos consecutivos do injusto bloqueio a Cuba e exigir a imediata libertação dos quatro patriotas cubanos presos nos Estados Unidos.
Reivindicar o cesse da violência na Colombia, manifestar o apoio da FSM ao processo de diálogos de paz e reivindicar o cesse da perseguição aos dirigentes sindicais.
Reivindicar a libertação sem dilatórias do companheiro Huber Ballesteros na Colômbia, como lutador porto-riquenho Oscar Lopez Rivera, o preso político mais antigo do continente.
Repudiar a violência exercida contra os militantes sociais no Paraguai, reafirmando nossos compromisso especial com os sindicalistas dessa sofrida nação.
Exigir o cessar da repressão para os militantes sociais também na Guatemala e Honduras.
Exigir a saída dos Exércitos de ocupação do Haiti e o direito de autodeterminação dos povos.
Expressar nossa preocupação pelos avanços da direita continental em nosso combate ideológico em seu intento de criminalizar a juventude e gerar a redução da maioridade penal. Os jovens na América dizemos não para a redução da maioridade penal e não a criminalização da juventude.
Declarar o primeiro fim de semana de março de cada ano como Jornada Internacional de Ação de Jovens da FSM e nos comprometer a realizar manifestações, marchas, debates, etc. Nestes dias a partir do próximo ano.
Ratificar nosso compromisso de organizar o próximo ano o terceiro encontro de jovens trabalhadores da FSM do Cone Sul e propões sua organização no Brasil.
Fonte: Portal CTB
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Admirado no mundo, Mujica enfrenta críticas e contradições no Uruguai
Presidente uruguaio é hábil com oposição, mas tem dificuldades na base governista
Na última Assembleia Geral da ONU, em setembro, o uruguaio José “Pepe” Mujica foi um dos presidentes mais aplaudidos e comentados, com um discurso criticando o consumismo e a desumanização da sociedade. Não foi o seu primeiro sucesso internacional – na Cúpula Rio + 20, em junho de 2012, também causou comoção sua intervenção falando sobre o uso irresponsável dos recursos naturais do planeta.
Palavras de efeito, que somadas ao fato dele ter se tornado símbolo de um estilo de vida sem excesso, transformaram Pepe num astro das redes sociais, exemplo de político honesto e sincero.
Porém, dentro do Uruguai, essa imagem não é tão favorável quanto o que se vê fora do país. Segundo a última pesquisa do Instituto Cifra, publicada em agosto, a imagem pessoal de Mujica é bem avaliada por 49% dos uruguaios, e sua gestão de governo é vista como positiva por 45%. A aprovação ainda é maior que a rejeição, que chegou a 33% em ambos os casos.
A contradição sobre a popularidade de Mujica tem a ver, sobretudo, com a sua capacidade de gestão, segundo o cientista político Daniel Buquet, da Universidade da República do Uruguai. “A razão pela qual ele é admirado no mundo é a mesma que o levou a ser eleito presidente pelos uruguaios, a imagem de homem simples, que funcionava muito quando ele era legislador, mas que ficou abalada quando surgiu a imagem do Mujica gestor”, comenta.
A carreira política de Mujica começou em 1995, quando o ex-guerrilheiro tupamaro foi eleito deputado, cargo que exerceu até 2000, antes de ser senador. Em 2005, sendo um dos políticos mais populares do país, Mujica chegou ao poder executivo, como ministro do primeiro governo da Frente Ampla (coalizão de centro-esquerda), liderado por Tabaré Vázquez.
Assumiu o Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca, mas sua gestão foi considerada errática, com algumas de principais medidas favorecendo associações ruralistas – como o perdão da dívida dos produtores e a defesa de uma política de dólar mais caro, que favorecesse os importadores –, o que lhe rendeu muitas críticas da esquerda no país.
A avaliação de Mujica como ministro, porém, não afetou sua popularidade e, em 2009, foi eleito presidente com 52% dos votos. Desde então tem mantido as políticas iniciadas no governo de Vázquez, mesclando pragmatismo econômico com redistribuição de renda.
Bom de diálogo, mal de coesão
Segundo o cientista político Daniel Buquet, Mujica tem grande mérito na sua forma de fazer política, ao dialogar com a oposição e fazer acordos, o que garante maior facilidade em aprovar projetos.
O acadêmico cita o fato de o presidente uruguaio ter permitido a indicação de políticos opositores como diretores de empresas estatais como exemplo da forma de negociar de Mujica. “Ele sabe lidar com as diferenças e conseguir acordos favoráveis para ambos os lados, é um de seus melhores atributos”, define.
Palavras de efeito, que somadas ao fato dele ter se tornado símbolo de um estilo de vida sem excesso, transformaram Pepe num astro das redes sociais, exemplo de político honesto e sincero.
Porém, dentro do Uruguai, essa imagem não é tão favorável quanto o que se vê fora do país. Segundo a última pesquisa do Instituto Cifra, publicada em agosto, a imagem pessoal de Mujica é bem avaliada por 49% dos uruguaios, e sua gestão de governo é vista como positiva por 45%. A aprovação ainda é maior que a rejeição, que chegou a 33% em ambos os casos.
A contradição sobre a popularidade de Mujica tem a ver, sobretudo, com a sua capacidade de gestão, segundo o cientista político Daniel Buquet, da Universidade da República do Uruguai. “A razão pela qual ele é admirado no mundo é a mesma que o levou a ser eleito presidente pelos uruguaios, a imagem de homem simples, que funcionava muito quando ele era legislador, mas que ficou abalada quando surgiu a imagem do Mujica gestor”, comenta.
A carreira política de Mujica começou em 1995, quando o ex-guerrilheiro tupamaro foi eleito deputado, cargo que exerceu até 2000, antes de ser senador. Em 2005, sendo um dos políticos mais populares do país, Mujica chegou ao poder executivo, como ministro do primeiro governo da Frente Ampla (coalizão de centro-esquerda), liderado por Tabaré Vázquez.
Assumiu o Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca, mas sua gestão foi considerada errática, com algumas de principais medidas favorecendo associações ruralistas – como o perdão da dívida dos produtores e a defesa de uma política de dólar mais caro, que favorecesse os importadores –, o que lhe rendeu muitas críticas da esquerda no país.
A avaliação de Mujica como ministro, porém, não afetou sua popularidade e, em 2009, foi eleito presidente com 52% dos votos. Desde então tem mantido as políticas iniciadas no governo de Vázquez, mesclando pragmatismo econômico com redistribuição de renda.
Bom de diálogo, mal de coesão
Segundo o cientista político Daniel Buquet, Mujica tem grande mérito na sua forma de fazer política, ao dialogar com a oposição e fazer acordos, o que garante maior facilidade em aprovar projetos.
O acadêmico cita o fato de o presidente uruguaio ter permitido a indicação de políticos opositores como diretores de empresas estatais como exemplo da forma de negociar de Mujica. “Ele sabe lidar com as diferenças e conseguir acordos favoráveis para ambos os lados, é um de seus melhores atributos”, define.
Mas essa qualidade contrasta com outro problema relacionado com o seu governo, que é a falta de coesão interna. Buquet cita, como exemplo, a má relação entre Mujica e Vázquez, e sua ainda pior relação com Danilo Astori, que é vice-presidente. “Mujica tem mais problemas com as outras facções da Frente Ampla que com a oposição, isso gera uma sensação estranha, de um político que não consegue impor sua liderança”, acredita Buquet.
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Temas polêmicos
Além da imagem de simplicidade, outro fator que tem rendido crédito a Mujica, principalmente pela esquerda de fora do Uruguai, são as conquistas da agenda de direitos civis que o país tem apresentado, com a legalização da maconha, do aborto e do matrimônio civil homossexual.
Agência EfeMujica em sua agenda de personalidade internacional
As leis do aborto e do matrimônio gay, no entanto, nasceram de iniciativas de parlamentares da Frente Ampla, e não contaram com apoio do Poder Executivo até estarem a ponto de serem aprovados.
“Mujica nunca defendeu com força esse projeto, com exceção do projeto da maconha, que ele apoia efusivamente. Quando alguma novidade sobre o tema parece trazer os holofotes para o país e para sua imagem, tenta postergar a aprovação para não confrontar a oposição”, opina Daniel Buquet.
Fonte: Opera Mundi
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