segunda-feira, 28 de outubro de 2013

SP: Empresa corruptora cita 'amigos políticos' no governo tucano


Aumentam suspeitas de corrupção com email de ex-presidente da Alstom no Brasil
Reportagem do jornal Estado de São Paulo revelou nesta quinta-feira (24) o conteúdo de um email escrito pelo então presidente da Alstom no Brasil,  o engenheiro José Luiz Alquéres, em 18 de novembro de 2004, no qual ele recomenda que diretores da empresa contratem Arthur Gomes Teixeira, consultor apontado pelo Ministério Público como o pagador de propinas a funcionários do Mêtro e CPTM do governo do estado de São Paulo. O email de Alquéres foi endereçado aos diretores de quatro áreas da empresa com cópia para os mandatários mundiais da Alstom, na França, e foi captado pela Procuradoria da Suíça durante a investigação da suspeita de pagamento de propina a João Roberto Zaniboni - ex-diretor de operações e manutenção da CPTM entre 1998 e 2003.
"Cooperação"
"Temos um longo histórico de cooperação com as autoridades do Estado de São Paulo, onde fica localizada nossa planta(...).O novo prefeito recém-eleito participa das negociações que vão nos permitir a reabertura da Mafersa como Alstom Lapa. O atual governador também participa.", escreve ele referindo-se à José Serra, recém-eleito como prefeito do município e Geraldo Alckmin, gonvernador do Estado, ambos do PSDB.
Segundo a reportagem, em 2004 a unidade Alstom Lapa não ia bem financeiramente, tinha poucos contratos e sofria com a falta de investimento, chegando quase a fechar as portas. Para que a empresa voltasse a ser competitiva o presidente apostava em contratos com o governo paulista: "Nesse período de mudanças sofremos duas grandes derrotas em leilões públicos, coisa que não ocorria há anos. Mas ainda podemos ter sucesso nos 4 projetos que o estado de São Paulo vai negociar ou leiloar nas próximas semanas".
"Amigos políticos"
A suspeita, portanto, de que houve pagamento de propina nos processos de licitação ganha corpo com as afirmações de Alquéres: "O processo está avançando, começo a receber mensagens de parceiros em potencial, e, principalmente, dos amigos políticos do governo que apoiei pessoalmente. A Alstom deve estar presente, como no passado."
Em 2005, um dos projetos pelo qual a empresa se interessava foi vencido por um consórcio liderado pela Alstom, no valor de R$ 223,5 milhões, o que resultou na compra de 12 trens para a CPTM. A Promotoria de São Paulo moveu uma ação por "grave irregularidade no sexto aditamento, verdadeira fraude à licitação e desvirtuamento total do contrato inicial", que aumentou em 73,69% o valor da compra.
Propina
Cópias de documentos bancários que chegaram ao Brasil através do Ministério Público suíço revelam que Teixeira transferiu US$ 103,5 mil para Zaniboni em maio de 2000. Naquele mesmo ano, em dezembro, um sócio do consultor transferiu US$ 113,3 mil para o ex-diretor da CPTM.
Cinco dirigentes são citados por Alquéres no email: "Três das cinco pessoas que foram dispensadas recentemente, como Carlos Alberto (diretor-geral) e Reynaldo Goulart (Desenvolvimento de Negócios) ou transferidas como Reynaldo Benitez (diretor financeiro) desenvolveram fortes e robustos relacionamentos pessoais com membros da CPTM e do Metrô-SP.
Fonte: Caros Amigos

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