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quinta-feira, 11 de março de 2021

Lula, Ciro e Mandetta bateriam Bolsonaro no segundo turno em 2022, mostra pesquisa Atlas

Levantamento fechado nesta quarta-feira marcada pela volta do petista ao palanque mostra resiliência da aprovação do presidente ultradireitista (34% apoiam) e melhora da imagem do ex-ministro da Saúde

Se as eleições presidenciais fossem nesta semana, Jair Bolsonaro estaria em maus lençóis no segundo turno. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os ex-ministros Ciro Gomes (PDT) e Luiz Henrique Mandetta (DEM) venceriam o ultradireitista com ao menos seis pontos percentuais de diferença na disputa final eleitoral, mostra a pesquisa da consultoria Atlas. O levantamento da empresa, encerrado nesta quarta-feira, quando Lula fez, sem explicitá-lo, seu discurso de lançamento extraoficial de sua candidatura a 2022, mostra que o petista melhorou sua imagem e que Bolsonaro é afetado pela crescente rejeição à sua figura e ao Governo no auge da pandemia no país.

Se as eleições presidenciais fossem nesta semana, Jair Bolsonaro estaria em maus lençóis no segundo turno. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os ex-ministros Ciro Gomes (PDT) e Luiz Henrique Mandetta (DEM) venceriam o ultradireitista com ao menos seis pontos percentuais de diferença na disputa final eleitoral, mostra a pesquisa da consultoria Atlas. O levantamento da empresa, encerrado nesta quarta-feira, quando Lula fez, sem explicitá-lo, seu discurso de lançamento extraoficial de sua candidatura a 2022, mostra que o petista melhorou sua imagem e que Bolsonaro é afetado pela crescente rejeição à sua figura e ao Governo no auge da pandemia no país.

De acordo com a pesquisa Atlas, numa simulação de primeiro turno das presidenciais, Bolsonaro aparece com 32,7% das intenções de voto, contra 27,4% de Lula, formando o primeiro pelotão isolado ―o presidente oscilou para baixo e Lula subiu cinco pontos em relação à pesquisa de janeiro. Na sequência aparecem o ex-ministro Sergio Moro (9,7%), Ciro Gomes (7,5%), Luiz Henrique Mandetta (4,3%), o governador paulista João Doria (4,3%) e o apresentador Luciano Huck (2,5%). No cenário sem Lula, o ex-prefeito Fernando Haddad aparece em segundo lugar, com 15,4% (veja os quadros completos nesta reportagem).


Já no segundo turno mais provável pelos números atuais, Lula aparece com 44,9% contra 36,9% de Bolsonaro, 8 pontos de diferença ―a disputa com Haddad seria mais apertada (43% a 39,4%), mas o petista também ganharia. Na simulação de segundo turno com Ciro, o pedetista também bate Bolsonaro (44,7% contra 37,5%). O levantamento mostra uma boa performance de Mandetta em uma eventual disputa final, apesar dos números modestos do democrata no primeiro turno. O ex-ministro da Saúde bateria o antigo chefe por 46,6% contra 36,9%. Já o tucano Doria aparece em rigoroso em empate com o presidente no levantamento, que tem margem de erro de dois pontos percentuais.

"É o ponto de maior pessimismo com a evolução da covid-19 no Brasil desde que começou a pandemia e Bolsonaro sofre os reflexos”, afirma Andrei Roman, CEO da Atlas. “Com tantos candidatos vencendo Bolsonaro no segundo turno, diria que nunca foi mais provável do que neste momento que o presidente perdesse em 2022. Mas a vida dá voltas. O Brasil pode sair da pandemia neste ano. Em 2022, o Governo pode fazer assistência social e Bolsonaro ainda pode se recuperar”, pondera o cientista político.

Roman vê no favoritismo de Lula no momento menos a melhora de sua popularidade e mais um reflexo “da rejeição maior e muito mais intensa a Bolsonaro”. A pesquisa Atlas foi feita entre os dias 8 e 10 de março e captou apenas o começo do impacto do discurso de Lula nesta quarta-feira, quando ele se apresentou como antítese do presidente e criticou o Governo ponto a ponto, da gestão da pandemia à economia, com ampla repercussão midiática. “É imprevisível como isso vai evoluir”, segue ele, que pontua que uma maioria justa (50,1%) diz apoiar a prisão de Lula.

Já os bons números de Mandetta são, na visão do CEO do Atlas, um reflexo da piora da avaliação de Bolsonaro como gestor da pandemia. “Na minha leitura, a intenção de voto de Mandetta é turbinada por uma pequena parcela que em janeiro ainda estava com o Bolsonaro e agora está migrando para um outro candidato, sendo que o destino mais natural deles é um candidato que faz crítica ao PT e tem um posicionamento um pouco menos antagônico em relação ao presidente”, explica.

Rejeição, Moro e Doria

O levantamento também mediu a imagem do presidente Bolsonaro e de seu Governo, além da percepção pública de vários líderes políticos e personalidades. Na pesquisa, 60% da população desaprova o atual ocupante do Planalto, contra 34,8% que o apoiam. Trata-se de uma queda de três pontos percentuais na aprovação em relação à pesquisa anterior, em 21 de janeiro. Apesar da redução, o patamar de apoio segue alto, puxado pelos homens (40% o aprovam), os evangélicos (53% o apoiam) e as regiões Norte e Centro-Oeste (41% e 42%, respectivamente, o apoiam), com índices de aprovação acima da média nacional.
Segundo o Atlas, é Luiz Henrique Mandetta é o político com a imagem mais positiva entre os líderes medidos pela pesquisa (40%), seguido por Bolsonaro, que tem 36% de imagem positiva, contra 60% de negativa. Lula, por sua vez, aparece com os mesmos 36% de índice positivo do presidente, alta de três pontos em relação a janeiro, provavelmente o começo do reflexo de sua reabilitação política. Seu nêmesis, o ex-juiz da Lava Jato e ex-ministro de Bolsonaro Sergio Moro, aparece com recorde de rejeição (63%), a maior desde que o Atlas começou a medir.
Já o governador tucano João Doria estabilizou sua imagem positiva (25%), mas ainda tem uma rejeição muito alta (60%). “Doria ainda enfrenta tensões internas no partido, com os acenos de Eduardo Leite como candidato”, lembra Andrei Roman, citando o governador do Rio Grande do Sul, que disputa com o homólogo paulista espaço no PSDB. Para o CEO do Atlas, Leite pode ser um fator surpresa nos próximos meses. “Não medimos o Leite e ele pode constituir o principal fator surpresa pela frente. Leite tem a vantagem de ser desconhecido para a maioria do público nacional, então poderia chegar como uma espécie de salvador se nenhum outro candidato de centro decolar. Ele é jovem, tem um discurso moderado, não surfou na onda bolsonarista e tem uma boa aprovação como governador.”

A pesquisa Atlas foi realizada com 3.721 entrevistas feitas por questionários aleatórios via internet. As respostas são calibradas por um algoritmo de acordo com as características da população brasileira.

Errata: Uma primeira versão desta reportagem mencionava que a diferença entre Lula, Ciro e Mandetta e Bolsonaro em uma eventual disputa de segundo turno era de ao menos 16 pontos. O dado correto é uma diferença de ao menos 6 pontos. A informação foi corrigida.

Fonte: El País

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Resultado da eleição indica que a esquerda subestima a força das questões identitárias

Tem gente que fala que as questões de gênero e raça "tiram votos"; o aumento do número de trans, negros e mulheres vereadorxs aponta o contrário

Nos últimos anos, as chamadas questões “identitárias” (de raça e gênero) têm dividido a esquerda. Enquanto a extrema direita faz delas, em termos morais, seu cavalo de batalha, parte do campo progressista torce o nariz para que adentremos esta seara e a tratemos como parte inegociável de nossa luta. Tem gente que defende que o identitarismo “atrapalha”, “tira votos”, e que deveria ser retirado do centro do debate. O resultado das eleições de 2020, no entanto, mostra o contrário.

Nos últimos anos, as chamadas questões “identitárias” (de raça e gênero) têm dividido a esquerda. Enquanto a extrema direita faz delas, em termos morais, seu cavalo de batalha, parte do campo progressista torce o nariz para que adentremos esta seara e a tratemos como parte inegociável de nossa luta. Tem gente que defende que o identitarismo “atrapalha”, “tira votos”, e que deveria ser retirado do centro do debate. O resultado das eleições de 2020, no entanto, mostra o contrário.

Os mais vibrantes resultados da esquerda no pleito envolvem o identitarismo. Pelo menos 25 candidatos/as transgêneros foram eleitos para a Câmara de Vereadores em todo o país este ano, segundo levantamento da ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transgêneros), contra apenas 8 em 2016. Ou seja, o número mais que triplicou. Entre os/as trans eleitos/as, 16 são de esquerda.

"Em minha opinião, a parcela da esquerda que vê no identitarismo um problema está equivocada. E se estiver justamente na luta antirracista, antimachista e antiLGBTfóbica nossa maior força e capacidade de renovação?"

Outros recordes foram batidos: a mulher trans Linda Brasil (PSOL) se tornou a vereadora mais votada em Aracaju (SE), com 5.773 votos; Érica Hilton (PSOL) foi a 6ª mais votada em São Paulo, com 50.508 votos, e se tornou a primeira mulher trans a ocupar uma vaga no legislativo municipal; em Belo Horizonte, Duda Salabert (PDT) também foi a campeã na Câmara e se tornou a vereadora mais votada em Belo Horizonte em todos os tempos, com 37.613 votos.

As mulheres cisgênero também fizeram bonito. Em 18 das 25 capitais onde houve eleição (em Macapá foi adiada), o número de mulheres nas Câmaras de Vereadores aumentou. Em números totais, a presença feminina cresceu em cerca de 36% nos legislativos municipais. Todas as capitais do país elegeram mulheres vereadoras este ano.

Cuiabá, onde nenhuma mulher havia sido eleita em 2016, passou a ter duas vereadoras, uma delas do PT, negra, Edna Sampaio. Curitiba conquistou a primeira mulher negra vereadora em mais de 300 anos: Carol Dartora, também do PT. Em Belém, outra petista negra se destacou na eleição, Bia Caminha, de 21 anos, negra e bissexual, a mais jovem vereadora da história da cidade. Vivi Reis, do PSOL, a mulher mais votada para a Câmara da capital paraense com 9.654 votos, é negra e LGBTQ. Tainá de Paula, do PT, recebeu 24.881 votos e foi a segunda mulher mais votada no Rio de Janeiro.
Um levantamento da Gênero e Número mostra que 44% dos vereadores nas capitais brasileiras a partir de 2021 serão negros. E as mulheres serão 18% de todos os vereadores das capitais. Trata-se de uma força que não pode ser desprezada.

Historicamente, a luta contra o fascismo sempre se fincou no tripé raça, gênero e classe. Por que agora seria diferente? A perseguição aos judeus na Alemanha nazista era baseada em raça, mas também envolveu classe: como os judeus integravam uma poderosa classe média no país, Adolf Hitler se utilizou do racismo para fazer deles bode expiatório da crise econômica, acusando-os de “roubar os empregos” dos alemães –não por acaso, o mesmo discurso de Donald Trump e outros próceres do neofascismo contra os imigrantes. Hitler também perseguiu os homossexuais, que eram identificados com um triângulo rosa nos campos de concentração para onde eram enviados. 

Ora, se a extrema direita se sustenta e promove sua lavagem cerebral utilizando o machismo, o racismo, o classismo e a LGBTfobia, como a esquerda poderia fugir dessa luta com medo de “perder votos”? Ainda mais quando o que se mostrou nesta eleição é justamente o oposto, que ela cresce ao entrar nessa briga?

Em minha opinião, a parcela da esquerda que vê no identitarismo um problema está equivocada e subestima o poder eleitoral desse enfrentamento, que é, além de tudo, uma demanda da sociedade em direção aos partidos, e não o inverso. E se estiver justamente na luta antirracista, antimachista e antiLGBTfóbica nossa maior força e capacidade de renovação?

É esta leitura que a eleição nos dá.

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Com direita brasileira em crise, 2022 se projeta ainda mais favorável à esquerda.

Todos os setores que compõem a direita brasileira – dos moderados aos extremistas – estavam conformados de continuar a se subordinar à liderança do Bolsonaro e contar com ele como seu candidato em 2022, para tentar de novo, de uma forma ou de outra, derrotar o PT. O aumento do nível de apoio do Bolsonaro com o auxilio emergencial confirmava, para os setores que pretendiam ter uma candidatura alternativa, que seria quase impossível disputar com ele no primeiro turno.

Todos os setores que compõem a direita brasileira – dos moderados aos extremistas – estavam conformados de continuar a se subordinar à liderança do Bolsonaro e contar com ele como seu candidato em 2022, para tentar de novo, de uma forma ou de outra, derrotar o PT. O aumento do nível de apoio do Bolsonaro com o auxilio emergencial confirmava, para os setores que pretendiam ter uma candidatura alternativa, que seria quase impossível disputar com ele no primeiro turno.

Quando, de repente, o governo voltou a entrar em crise, pelo acúmulo de uma série de acontecimentos que afetam diretamente a Bolsonaro, desequilibrando-o. Antes das eleições dos Estados Unidos, já se havia difundido uma serie de acusações sobre o seu filho Flávio, em que parece que o cerco vai se fechando cada mais sobre ele.

Em seguida, vieram as eleições norte-americanas, que pegaram desprevenido Bolsonaro, que acreditava piamente nas bravatas do Trump de que seria reeleito facilmente. Publicamente, Bolsonaro ainda não deu o braço a torcer, ao não reconhecer a vitória de Biden, mas já assimilou o golpe. Uma derrota com consequências em vários planos para ele. Em primeiro lugar, deixa de contar com os Estados Unidos no plano internacional, o que já representa muito, pelo isolamento que representa para a política externa do governo.

Em segundo, significa o fracasso do estilo político de Bolsonaro, que fez com que Trump se some à restrita lista de presidentes norteamericanos que não conseguem se reeleger. Ainda mais que essa derrota pega o Bolsonaro no momento em que ele, claramente, submete tudo a seu projeto de reeleição.
Em terceiro lugar, a forma da derrota do Trump, em que a oposição fez da campanha eleitoral um referendo sobre o Trump, reunindo a todos os setores que o rejeitam, dos mais moderados – até mesmo do Partido Republicano – aos mais radicais – a esquerda do Partido Democrata. Uma situação que Bolsonaro também vive, de poder ser confrontadas suas palavras com a realidade desastrosa do seu governo, que pode ser seguida pela oposição brasileira.

Em quarto, as pressões que o novo governo norteamericano exercerá sobre o brasileiro, a começar pelas questões de proteção da Amazônia, junto com temas de direitos humanos e de política internacional. Não será fácil a vida do governo a partir da posse do novo governo norteamericano, em 20 de janeiro de 2021.

A isso se somam os desastrosos resultados eleitorais para Bolsonaro.  Depois de dizer que não participaria das campanhas, ele acabou participando, e da maneira mais desastrosa. Os resultados fizeram dele o maior perdedor, com o fortalecimento de todos os setores da oposição, tanto da direita como da esquerda.

A direita também acusou a mudança da situação política, que promete deterioração ainda maior do governo. O PSDB, sem surpresas, reafirma que João Doria será seu candidato. O DEM, que se fortaleceu nas eleições, começa a preparar a candidatura de Luciano Huck. E o PSD, que foi quem mais elegeu candidatos nas eleições, afirma que terá candidato próprio. Tudo enfraquece o bloco com que poderia contar Bolsonaro, que depende cada vez mais do Centrão, aliado incerto conforme se aproximem mais as eleições.

Paradoxalmente, quando há um espirito unitário na esquerda, é a direita que passa a sofrer com suas divisões. A direita entra abertamente em crise. Bolsonaro depende do que consiga fazer na economia, que está em péssimas condições.

2022 se projeta como ainda mais favorável à esquerda.

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Ibope em São Paulo: Covas amplia liderança, Russomanno cai e Boulos aparece em segundo

Boulos, Russomanno e França estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro

Pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira 9 mostra que o prefeito e candidato à reeleição, Bruno Covas (PSDB), tem 32% das intenções de voto e continua a liderar a corrida rumo à Prefeitura de São Paulo. No último levantamento do instituto, publicado em 30 de outubro, ele tinha 26%.

Pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira 9 mostra que o prefeito e candidato à reeleição, Bruno Covas (PSDB), tem 32% das intenções de voto e continua a liderar a corrida rumo à Prefeitura de São Paulo. No último levantamento do instituto, publicado em 30 de outubro, ele tinha 26%.

O candidato do PSOL, Guilherme Boulos, tem 13% das intenções e aparece numericamente à frente de Celso Russomanno, do Republicanos, que tem 12%. Márcio França, do PSB, tem 10%. Como a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos, Boulos, Russomanno e França estão tecnicamente empatados.

Na sequência, aparecem Jilmar Tatto (PT), com 6%; Arthur do Val (Patriota), com 5%; Joice Hasselmann (PSL), com 2%; e Andrea Matarazzo (PSD), Levy Fidelix (PRTB) e Orlando Silva (PCdoB), com 1%.

Brancos e nulos somam 11%. Não souberam ou não opinaram 5% dos entrevistados.

Os candidatos Antônio Carlos (PCO), Marina Helou (Rede) e Vera Lúcia (PSTU) não atingiram 1%.
Em relação à pesquisa de 30 de outubro, Guilherme Boulos manteve os 13% das intenções de voto. Celso Russomanno, porém, caiu de 20% para 12%. Já Márcio França oscilou dentro da margem de erro, de 11% para 10%.

O Ibope ouviu 1.204 eleitores da cidade de São Paulo entre os dias 7 e 9 de novembro.

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

EUA mostram que são a maior república de bananas do mundo

A grande e insofismável república de bananas do mundo são os Estados Unidos da América. Senão, vejamos:

1. Pesquisas totalmente equivocadas por duas eleições seguidas

A grande e insofismável república de bananas do mundo são os Estados Unidos da América. Senão, vejamos:

1. Pesquisas totalmente equivocadas por duas eleições seguidas

2. Apuração confusa de votos pelo correio, favorecendo suspeitas

3. Um candidato, Donald Trump, declarando vitória antes da contagem final e levando para o tapetão

4. O mesmo sujeito instigando suas milícias a não aceitar o adversário Joe Biden se este triunfar

5. Contagem dos votos em Green Bay, Wisconsin, atrasada porque acabou a tinta das impressoras

Na raiz do problema está o sistema eleitoral americano, anacrônico e elitista, facilmente manipulável graças a essa aberração dos delegados.

A Constituição americana criou esse mecanismo em 1787, quando nenhum país no mundo elegia o chefe do Poder Executivo por eleição direta.

É comum alguém receber a maioria do voto popular e, mesmo assim, perder a eleição. Já aconteceu cinco vezes e vai acontecer mais.

As campanhas milionárias, em vez de olharem para os 240 milhões de eleitores, investem apenas nos poucos estados indecisos.

Os “pais fundadores” viam a necessidade de outorgar a chefia da nação a um grupo de iluminados, colocando o povo em segundo plano.

Séculos depois, um bufão negacionista e racista cor de laranja que despreza a democracia ficou muito próximo de conseguir um segundo mandato.

domingo, 21 de junho de 2020

Duda Salabert desiste de pré-candidatura à Prefeitura de BH por aliança com Áurea Carolina

Professora sairia com candidatura própria ao Executivo da capital mineira pelo PDT


A professora Duda Salabert (PDT) desistiu da pré-candidatura à Prefeitura de Belo Horizonte nas eleições municipais deste ano. A decisão foi tomada na manhã deste domingo, após conversas com o partido por uma aliança com a deputada federal Áurea Carolina (Psol-MG), também pré-candidata ao Executivo da capital de Minas Gerais. O pleito está marcado para os dias 4 de outubro (primeiro turno) e 25 (segundo turno) do mesmo mês.
A professora Duda Salabert (PDT) desistiu da pré-candidatura à Prefeitura de Belo Horizonte nas eleições municipais deste ano. A decisão foi tomada na manhã deste domingo, após conversas com o partido por uma aliança com a deputada federal Áurea Carolina (Psol-MG), também pré-candidata ao Executivo da capital de Minas Gerais. O pleito está marcado para os dias 4 de outubro (primeiro turno) e 25 (segundo turno) do mesmo mês.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Assessora diz que atuou em casa suspeita de enviar fake news pró-Bolsonaro.

Rebecca Félix da Silva Ribeiro Alves, assessora que desde janeiro deste ano trabalha na Presidência, afirmou ontem em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que trabalhou durante a campanha de Jair Bolsonaro (PSL) na casa do empresário Paulo Marinho, no Rio. Ontem, à GloboNews, Marinho afirmou que de sua casa eram retransmitidas informações falsas produzidas por voluntários.
Rebecca Félix da Silva Ribeiro Alves, assessora que desde janeiro deste ano trabalha na Presidência, afirmou ontem em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que trabalhou durante a campanha de Jair Bolsonaro (PSL) na casa do empresário Paulo Marinho, no Rio. Ontem, à GloboNews, Marinho afirmou que de sua casa eram retransmitidas informações falsas produzidas por voluntários.

quinta-feira, 21 de março de 2019

Ibope: Rejeição a Bolsonaro explode em periferias e grandes cidades

A região Nordeste dá ao governo a maior rejeição: 49%, um aumento de 19 pontos percentuais em relação a janeiro
A queda na popularidade de Jair Bolsonaro, aferida pela pesquisa do Ibope divulgada nesta quarta 20, foi mais vertiginosa nos centros urbanos do Brasil. Nos municípios com mais de 500 mil habitantes, o percentual dos que avaliam o governo como ruim ou péssimo cresceu 18 pontos percentuais — de 14% em janeiro para 32% em março.

O tombo foi ainda maior nas cidades da periferia, onde Bolsonaro desagrada 3 em cada 10 eleitores. No primeiro mês de governo, os que desaprovavam eram 8%. Esse número subiu para 19% em fevereiro e chega agora a 29%. Um aumento de 22 pontos percentuais.
A queda na popularidade de Jair Bolsonaro, aferida pela pesquisa do Ibope divulgada nesta quarta 20, foi mais vertiginosa nos centros urbanos do Brasil.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Mulher é agredida a tesouradas após discussão por política; veja vídeo

Um homem de 33 anos foi preso em flagrante por tentativa de homicídio após uma discussão motivada por divergências políticas em um bar no bairro Piratininga, em Venda Nova, na madrugada deste domingo (21). De acordo com a Polícia Civil, um inquérito foi aberto e o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional. Segundo o Boletim de Ocorrência, o suspeito teria agredido um casal a tesouradas. A mulher recebeu cinco golpes e ficou ferida nas regiões dos seios, ouvido, boca e pernas, enquanto o namorado dela teve ferimentos no rosto e braços. Eles foram levados para o Hospital Risoleta Neves. O suspeito também ficou ferido e foi levado para a UPA Barreiro
Um homem de 33 anos foi preso em flagrante por tentativa de homicídio após uma discussão motivada por divergências políticas em um bar no bairro Piratininga, em Venda Nova, na madrugada deste domingo (21).

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Avaaz oferece prêmio de US$ 100 mil para provas que condenem presidenciáveis por fake news

Com a hashtag #Caixa2deBolsonaro, comunidade online busca informações relevantes sobre operações de disseminação de notícias falsas nas eleições brasileiras.
A Avaaz, comunidade de mobilização online com mais de 45 milhões de membros em todo o mundo, está oferecendo um prêmio de US$ 100 mil “para informações relevantes que levem à condenação de qualquer um dos candidatos à Presidência do Brasil por comandar operações de #FakeNews para influenciar o voto do eleitor”, tuitou o perfil oficial da rede, com a hashtag #Caixa2deBolsonaro.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Em prática ilegal, empresas bancam campanha contra o PT pelo WhatsApp, diz Folha

Reportagem da Folha de S.Paulo revela que empresas estão comprando pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp e preparam uma grande operação para a próxima semana, que antecede o segundo turno. A prática é considerada ilegal, pois caracteriza doação de campanha por empresas, proibida pela legislação eleitoral, e não declarada. Segundo a reportagem, cada contrato chega a R$ 12 milhões e entre as empresas compradoras está a Havan, cujo dono faz campanha aberta em favor de Jair Bolsonaro (PSL). Ele nega, porém, que tenha feito esse tipo de contratação. Os contratos são para disparos de centenas de milhões de mensagens.
Reportagem da Folha de S.Paulo revela que empresas estão comprando pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp e preparam uma grande operação para a próxima semana, que antecede o segundo turno.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Ativista é bloqueado do Whatsapp após denunciar ‘lista suja’ de grupos pró-Bolsonaro

Everton Rodrigues, da página 'Falando Verdades', divulgou uma lista com dezenas de grupos pró-Bolsonaro no Whatsapp administrados por números dos Estados Unidos que disseminam fake news; após a denúncia, ativista foi bloqueado pelo aplicativo
Inúmeros internautas têm, nos últimos dias, denunciado dezenas grupos de Whatsapp pró-Bolsonaro que são administrados por números de diferentes localidades dos Estados Unidos. Nesses grupos, são disseminadas fake news contra o adversário do capitão da reserva no segundo turno, Fernando Haddad, e seu partido, o PT.

Conforme noticiado pela Fórum, Bolsonaro ainda conta com Stevie Bannon como conselheiro de sua campanha. Bannon foi estrategista de Donald Trump na Casa Branca. Divulgando fake news e material misógino, xenófobo e racista, ele concentrou o movimento de extrema-direita nos Estados Unidos que resultou, entre outros incidentes, nos protestos supremacistas brancos na cidade de Charlottesville.


segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Os governadores eleitos em 1º turno nas eleições 2018

No primeiro turno das eleições, foram eleitos 13 governadores, sendo três do PT e três do PSB. Confira a lista dos eleitos e veja os confrontos de segundo turno
No primeiro turno das eleições, foram eleitos 13 governadores. Sete deles conseguiram garantir a reeleição. Foram reeleitos já no domingo (7) Mauro Carlesse (PHS) no Tocantins, Renan Filho (MDB) em Alagoas, Rui Costa (PT) na Bahia, Camilo (PT) no Ceará, Flávio Dino (PCdoB) no Maranhão, Paulo Câmara (PSB) no Pernambuco, e Wellington Dias (PT) no Piauí.
Outros seis estados também já escolheram seus novos governadores. Mauro Mendes (DEM) será o novo governador do Mato Grosso, Ronaldo Caiado (DEM) assumirá o comando do estado de Goiás, Ratinho Júnior (PSD) conseguiu garantir o governo do Paraná, o governo da Paraíba terá o comando de João Azevêdo (PSB), Renato Casagrande (PSB) governará o Espírito Santo e Gladson Cameli (PP) será o governador do Acre pelos próximos quatro anos.
No primeiro turno das eleições, foram eleitos 13 governadores. Sete deles conseguiram garantir a reeleição.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Como seu candidato à presidência pensa sobre os direitos das mulheres

Guilherme Boulos, do PSOL, é quem aborda o tema com mais profundidade. Jair Bolsonaro, do PSL, faz relações desconexas. João Amoêdo do Partido Novo e Álvaro Dias do Podemos nem chegam a citar as palavras “mulheres” ou “gênero” nos planos de governo
Maioria na população, cerca de 52%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres perfazem minoria em cargos de poder público. Hoje, ocupam somente 54 cadeiras de um total de 513 lugares na Câmara dos Deputados. No Senado, são 13 de 81 parlamentares. As candidatas mulheres à Presidência da República são apenas duas, Vera Lúcia do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), a única mulher negra, e Marina Silva do partido Rede Sustentabilidade.\
Maioria na população, cerca de 52%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres perfazem minoria em cargos de poder público.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Ibope muda filtro em última pesquisa e influencia resultado, dizem analistas

No levantamento, uma das perguntas - não utilizada nos estudos anteriores - pergunta ao eleitor se ele votou nas últimas eleições. Com a resposta negativa, o entrevistador não prossegue com a entrevista.
O Ibope modificou um dos filtros que selecionam os entrevistados na última pesquisa eleitoral, divulgada nesta segunda-feira (1º), e influenciou diretamente os resultados.
“O Ibope modificou o filtro da entrevista. Na pesquisa de ontem não foi entrevistado quem não votou nas últimas eleições. Por isso, a rigor, os resultados não são comparáveis (com as pesquisas anteriores”, publicou o cientista político Alberto Carlos de Almeida, em suas redes sociais.
O Ibope modificou um dos filtros que selecionam os entrevistados na última pesquisa eleitoral, divulgada nesta segunda-feira (1º), e influenciou diretamente os resultados.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Protesto das mulheres contra Bolsonaro foi histórico, menos para quem viu pela TV

Ao reunir milhões de pessoas, #EleNão provoca maior manifestação liderada só por mulheres na história do Brasil, mas é quase ignorado na televisãoDezenas de milhares de mulheres saíram às ruas para bradar #EleNão neste sábado, em cidades de todas as regiões do Brasil. Juntas, produziram as maiores manifestações populares desta eleição presidencial, de longe.
Não se sabem números exatos porque a polícia, sintomaticamente, não contou na maioria das cidades. Mas as manifestantes ocuparam densamente amplas áreas da Cinelândia, no Rio, e do Largo da Batata, em São Paulo, para citar só duas.
Dezenas de milhares de mulheres saíram às ruas para bradar #EleNão neste sábado, em cidades de todas as regiões do Brasil. Juntas, produziram as maiores manifestações populares desta eleição presidencial, de longe.

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

O recorde de candidaturas de trans. E seus desafios na política

Até hoje, nenhuma travesti ou transexual integrou o Congresso. Direitos à população LGBT são geralmente negligenciados
As eleições de 2018 serão marcadas por ao menos 53 candidaturas de travestis ou transexuais, segundo levantamento da Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais). Em  2014, a entidade contabilizara apenas cinco candidaturas. As informações se baseiam em registros online feitos pelas candidatas e candidatos junto à entidade, que destaca que é possível que o número total seja ainda maior. A relação completa de candidatas e candidatos de cada estado pode ser encontrada aqui. As eleições de 2018 serão marcadas por ao menos 53 candidaturas de travestis ou transexuais, segundo levantamento da Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais). Em  2014, a entidade contabilizara apenas cinco candidaturas.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Bolsonaro não controla mais o bolsonarismo

O fenômeno virou metástase no interior do tecido social e não obedece ao comando do candidato
O fenômeno Jair Bolsonaro deixou de ser uma questão meramente política e eleitoral para se converter em um problema social e sociológico. O bolsonarismo se enraizou e entrou em metástase no interior do tecido social brasileiro.

Como se sabe, o eleitorado do capitão reformado é composto majoritariamente por homens, brancos, de classe média, com ensino superior e concentrado nas cidades grandes e médias e nas regiões de fronteira.
O fenômeno Jair Bolsonaro deixou de ser uma questão meramente política e eleitoral para se converter em um problema social e sociológico. O bolsonarismo se enraizou e entrou em metástase no interior do tecido social brasileiro.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

PCDOB BATE O MARTELO PELA ALIANÇA NACIONAL COM PT, PDT E PSB

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), uma das lideranças mais combativas da esquerda brasileira, resumiu em vídeo a decisão do Partido Comunista do Brasil.
Jandira explicou que a missão da legenda, ao longo dos próximos dias, decisivos porque antecedem as convencões partidárias e o próprio início das campanhas de TV, será convencer os dirigentes partidários a fecharem um grande acordo de união já no primeiro turno.

É interessante avaliar ainda o que Jandira não falou, mas que está implícito tanto em seu discurso quanto na nota do PCdoB. Os pensamentos abaixo, no entanto, são exclusivamente meus, não da deputada.

Por Miguel do Rosário

Jandira explicou que a missão da legenda, ao longo dos próximos dias, decisivos porque antecedem as convencões partidárias e o próprio início das campanhas de TV, será convencer os dirigentes partidários a fecharem um grande acordo de união já no primeiro turno.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

A luta do Judiciário brasileiro contra a esquerda

Em 24 de janeiro de 2018, quer dizer, nesta quarta-feira, o TRF-4 de Porto Alegre deverá decidir sobre o recurso do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva contra a condenação imposta pela 13ª Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba. Conduzido pelo juiz federal Sérgio Moro, a corte de primeira instância, em 12 de julho de 2017, sentenciou o ex-presidente a uma pena de nove anos e meio pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Em 24 de janeiro de 2018, quer dizer, nesta quarta-feira, o TRF-4 de Porto Alegre deverá decidir sobre o recurso do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva contra a condenação imposta pela 13ª Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba.