Siga a gente aqui!

Mostrando postagens com marcador capitalismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador capitalismo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Ford anuncia fechamento das 3 fábricas da empresa no Brasil


A Ford anunciou nesta segunda-feira (11) que encerrará a produção de veículos em suas fábricas no Brasil em 2021. No país, serão mantidos apenas o Centro de Desenvolvimento de Produto, na Bahia, e o Campo de Provas e sua sede regional, ambos em São Paulo. As fábricas de Camaçari (BA), que produzia Ka e EcoSport, e Taubaté (SP), que fabrica motores e transmissões, serão fechadas imediatamente, reduzindo a produção às peças para estoques de pós-venda.


No último trimestre de 2021, será fechada também a planta da Troller, em Horizonte (CE). A empresa afirma que irá trabalhar em colaboração com os sindicatos para “minimizar os impactos do encerramento da produção”. Com a decisão, os modelos nacionais terão suas vendas interrompidas assim que terminarem os estoques.


A partir disso, os veículos comercializados no mercado brasileiro passarão a ser importados, principalmente das unidades de Argentina e Uruguai, além de outras regiões fora da América do Sul. Entre os próximos modelos já confirmados pela Ford, estão os novos Transit, Ranger, Bronco e Mustang Mach1.


“A Ford está presente há mais de um século na América do Sul e no Brasil e sabemos que essas são ações muito difíceis, mas necessárias, para a criação de um negócio saudável e sustentável”, disse Jim Farley, presidente e CEO da Ford. “Estamos mudando para um modelo de negócios ágil e enxuto ao encerrar a produção no Brasil, atendendo nossos consumidores com alguns dos produtos mais empolgantes do nosso portfólio global”, completou.

(…)

PS do DCM: Em 2020 a Ford completou 101 anos de operações no Brasil.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Pró-Esia - Fábrica de Versos...Facebook: novas regras podem impedir que bandas realizem lives ou compartilhem vídeos musicais

Novas regras do Facebook, que passarão a valer a partir de 1º de outubro, podem impedir que bandas e artistas realizassem shows ao vivo ou compartilhem registros de apresentações na plataforma.

“Você não pode usar vídeos em nossos produtos para criar uma experiência de escuta musical… Queremos que você possa desfrutar de vídeos postados por familiares e amigos”, diz o texto das novas diretrizes, que deixam claro: “O uso de música para fins comerciais ou não pessoais, em particular, é proibido, a menos que você tenha obtido licenças apropriadas”.

As “Mudanças nas Diretrizes de Música do Facebook”, publicadas pela rede social, afirmam que os usuários não podem mais usar vídeos para “criar uma experiência de escuta musical” na rede.
De acordo com os termos e condições legais do Facebook, os artistas que não seguirem a norma poderão ter vídeos bloqueados ou suas páginas removidas totalmente da plataforma.

“Você não pode usar vídeos em nossos produtos para criar uma experiência de escuta musical… Queremos que você possa desfrutar de vídeos postados por familiares e amigos”, diz o texto das novas diretrizes, que deixam claro: “O uso de música para fins comerciais ou não pessoais, em particular, é proibido, a menos que você tenha obtido licenças apropriadas”.

O Loudwire.Com critica a explicação da rede. “A linguagem é bastante ambígua quanto ao que constitui uma ‘experiência de escuta musical’ em relação aos vídeos, provavelmente engloba uma grande faixa de posts de entretenimento”, diz o site.

Quem também publicou nota alertando sobre as novas regras foi a NME. “Muitos artistas têm usado a Live do Facebook para realizar shows ao vivo nos últimos meses, enquanto shows físicos não podem de acontecer devido à pandemia do novo coronavírus”, comentou o texto da publicação britânica, que procurou representantes do Facebook para comentar a mudança e não recebeu resposta.

As novas diretrizes de música do Facebook podem ser conferidas na íntegra AQUI!

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Trabalhador morre no Carrefour, corpo é coberto e local continua funcionando

Desumanidade: Trabalhador morre em supermercado no Recife, corpo é coberto por guarda-sóis e local continua funcionando como se nada estivesse acontecendo. Carrefour divulga três notas para tentar justificar episódio

A morte de um homem no Supermercado Carrefour, no Recife (PE), não impediu que o local continuasse funcionando normalmente como se nada estivesse acontecendo. O caso aconteceu na última sexta-feira (14), mas só agora ganhou repercussão após milhares de denúncias de internautas.
A morte de um homem no Supermercado Carrefour, no Recife (PE), não impediu que o local continuasse funcionando normalmente como se nada estivesse acontecendo. O caso aconteceu na última sexta-feira (14), mas só agora ganhou repercussão após milhares de denúncias de internautas.

A vítima é um representante de vendas que faleceu enquanto trabalhava. O corpo dele foi coberto por guarda-sóis e cercado por caixas de papelão, engradados de cerveja e tapumes improvisados entre as gôndolas.

Funcionários e clientes denunciaram a desumanidade da administração local, que decidiu não fechar o supermercado. O Carrefour identificou o homem como Moisés Santos e disse, em nota, que a causa da morte foi infarto fulminante.

“O homem tinha 53 anos e trabalhava como representante de uma empresa de alimentos. Ele morreu, parece que de um mal súbito, e o corpo ficou lá das 7h30 até as 11h. Ficaram esperando a chegada do IML [Instituto de Medicina Legal] “, afirmou o representante Renato Barbosa.

Segundo Barbosa, o supermercado estava cheio no momento em que o cadáver ficou coberto e isolado no corredor. “Dava para ver o corpo e as pessoas comentaram”, contou. A área onde ficou o corpo também foi isolada por uma fita amarela e preta e engradados de cerveja.

Em resposta aos comentários feitos pela internet, o Carrefour publicou três notas nas redes sociais. Na primeira delas, a empresa lamentou o que aconteceu na loja.
O Carrefour também disse que a equipe de prevenção e riscos acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), assim que o prestador de serviços começou a passar mal, e “seguiu todos os protocolos durante o socorro e após o falecimento”.

A empresa disse ainda que segue “prestando toda assistência necessária para a família, neste momento tão difícil”. O Carrefour afirmou que “os protocolos para que as lojas sejam fechadas quando fatalidades como essa aconteçam já foram alterados”.

Nas redes sociais, as crítica se intensificam à medida em que o caso ganha mais visibilidade. “O que somos para a empresa? Apenas lucro. O Carrefour não podia perder horas de lucro e decidiu ‘esconder’ o corpo do homem e vida que segue. É a banalização da morte”, lamentou uma internauta. “Mais um dia comum na selva capitalista”, observou outro.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Escravidão, racismo e capitalismo

Racismo é um fenômeno tipicamente capitalista. Neste breve artigo nossa intenção é deixar clara a relação entre o comércio de escravos e o desenvolvimento das relações capitalistas de produção, por um lado; e, por outro, o surgimento da opressão baseada em diferenças raciais durante o período de acumulação primitiva de capitais e o alargamento de sua abrangência a partir do capitalismo, em especial em sua fase imperialista. São questões fundamentais para o marxismo, nossa intenção é apenas apontar alguns traços largos.


Para entendermos a relação entre o surgimento do racismo e o desenvolvimento do capitalismo, é fundamental virarmos os olhos para a escravidão negra, o tráfico de escravos e alguns aspectos da ideologia surgida para justificar esse lucrativo negócio. A sociedade europeia que colocou de pé as grandes cidades portuárias de Liverpool, Londres, Birmingham, Lisboa, Amsterdã, surgiu das entranhas de um mundo que já não era capaz de satisfazer as necessidades por ele mesmo criadas.
Para entendermos a relação entre o surgimento do racismo e o desenvolvimento do capitalismo, é fundamental virarmos os olhos para a escravidão negra, o tráfico de escravos e alguns aspectos da ideologia surgida para justificar esse lucrativo negócio. A sociedade europeia que colocou de pé as grandes cidades portuárias de Liverpool, Londres, Birmingham, Lisboa, Amsterdã, surgiu das entranhas de um mundo que já não era capaz de satisfazer as necessidades por ele mesmo criadas. 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Nos EUA, homem rouba banco e joga dinheiro na rua aos gritos de "Feliz Natal"

David Wayne Oliver foi preso depois de assaltar um banco no centro de Colorado Springs, jogar o dinheiro no ar e gritar "Feliz Natal!
Um homem de barba branca roubou um banco de Colorado, nos Estados Unidos, na segunda-feira (23/12), dois dias antes do Natal. Em vez de guardar o fruto do roubo, ele jogou o dinheiro para cima no meio da rua aos gritos de “Feliz Natal!”, segundo contaram testemunhas.
Um homem de barba branca roubou um banco de Colorado, nos Estados Unidos, na segunda-feira (23/12), dois dias antes do Natal. Em vez de guardar o fruto do roubo, ele jogou o dinheiro para cima no meio da rua aos gritos de “Feliz Natal!”, segundo contaram testemunhas.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Brasil tem maior concentração de renda do mundo entre o 1% mais rico

Pesquisa comparativa liderada por Thomas Piketty aponta que 27,8% da riqueza nacional está em poucas mãos
Quase 30% da renda do Brasil está nas mãos de apenas 1% dos habitantes do país, a maior concentração do tipo no mundo. É o que indica a Pesquisa Desigualdade Mundial 2018, coordenada, entre outros, pelo economista francês Thomas Piketty. O grupo, composto por centenas de estudiosos, disponibiliza nesta quinta-feira um banco de dados que permite comparar a evolução da desigualdade de renda no mundo nos últimos anos.

Quase 30% da renda do Brasil está nas mãos de apenas 1% dos habitantes do país, a maior concentração do tipo no mundo.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Os 8 bilionários que têm juntos mais dinheiro que a metade mais pobre do mundo

Os oito homens mais ricos do mundo possuem tanta riqueza quanto as 3,6 bilhões de pessoas que compõem a metade mais pobre do planeta, segundo a ONG britânica Oxfam.A organização de assistência social afirmou que a comparação, questionada por críticos, é resultado de uma coleta mais precisa de dados, e que o fosso entre ricos e pobres se revelou
A organização de assistência social afirmou que a comparação, questionada por críticos, é resultado de uma coleta mais precisa de dados, e que o fosso entre ricos e pobres se revelou "bem maior do que temia".

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Meu nome não é Sininho

Depois de dois anos parado, o processo que procura condenar Elisa Quadros Pinto Sanzi e outros 22 ativistas presos durante os protestos de 2013 e 2014 no Rio de Janeiro deve chegar ao fim. Em abril, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) começou a julgar um habeas corpus que pedia a anulação de provas colhidas por um policial militar infiltrado nas manifestações sem autorização judicial (leia mais aqui).
Assim que o STJ proferir sua decisão, o caso que ficou conhecido como “processo dos 23”, no qual os jovens manifestantes são acusados de “associação criminosa agravada pelo uso de arma e a participação de adolescentes”, deve finalmente ser julgado pelo juiz Flávio Itabaiana, do Tribunal de Justiça fluminense. Itabaiana é conhecido como “linha-dura” e concedeu diversos pedidos de prisão temporária dos ativistas, incluindo no final da Copa do Mundo de 2014.
Três anos depois de estampar capas de jornais e o noticiário de TV acusada de liderar os adeptos do black bloc, Elisa Quadros recebeu a Pública para uma longa entrevista sobre as prisões, as ameaças e os traumas que ainda tenta superar

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

O ano em que o capitalismo real mostrou a que veio

Tudo que nós um dia deveríamos temer sobre o socialismo — desde repressão estatal e vigilância em massa até padrões de vida em queda — aconteceu diante de nossos olhos, escreve Jerome Roos em artigo publicado originalmente por ROAR Magazine e reproduzido por OutrasPalavras, 21-12-2016. A tradução é de Gabriel Simões.
Nós vivemos em um mundo de ponta-cabeça. Como recentemente colocou um meme amplamente compartilhado, “tudo que nós temíamos acerca do comunismo — que perderíamos nossas casas e economias e seríamos forçados a trabalhar eternamente por salários miseráveis, sem ter voz no sistema — aconteceu sob o capitalismo.” Longe de levar a uma maior liberdade política e econômica, como seus acólitos e a intelligentsia sempre alegaram que seria, o triunfo definitivo do projeto neoliberal se deu de mãos dadas com uma expansão dramática da vigilância e controle estatal.
Nós vivemos em um mundo de ponta-cabeça. Como recentemente colocou um meme amplamente compartilhado, “tudo que nós temíamos acerca do comunismo — que perderíamos nossas casas e economias e seríamos forçados a trabalhar eternamente por salários miseráveis, sem ter voz no sistema — aconteceu sob o capitalismo.”

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Oi: de supertele à bancarrota

A Oi precisa ser salva de seus acionistas e a única forma de isto acontecer é se o governo decretar uma intervenção nesta que é a maior concessionária de telecomunicações do país.
Enquanto seus acionistas controladores se beneficiavam de dividendos e de uma série de operações duvidosas, a empresa acumulou dívidas de R$ 64 bilhões, chegou a valer menos de R$ 1 bilhão na Bolsa de Valores, tem hoje uma infraestrutura ultrapassada e, o principal, não consegue investir.
Em 2014, enquanto o grupo America Movil (Embratel + Claro + NET) investiu cerca de R$ 13 bilhões em sua operação no Brasil, a Oi, dona de uma infraestrutura muito maior, investiu míseros R$ 1,08 bilhão.
Esta semana a empresa decretou recuperação judicial de R$ 65,4 bilhões, valor que entra para a história do Brasil como o maior nesse tipo de negociação. Mas a Oi simplesmente não pode falir, pois mais de 3.000 municípios no Brasil dispõem apenas da infraestrutura de telecomunicações da operadora, não havendo concorrentes.
A Oi precisa ser salva de seus acionistas e a única forma de isto acontecer é se o governo decretar uma intervenção nesta que é a maior concessionária de telecomunicações do país.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Capitalismo, teu nome é solidão

Os seres humanos, mamíferos ultrassociais cujos cérebros precisam do estímulo do outro, estão sendo separados por mudanças tecnológicas e pela ideologia do individualismo. Este apartamento é causa de uma epidemia de doenças psíquicas 
Há muitas razões secundárias para esse sofrimento, mas a causa fundamental parece ser a mesma em todos os lugares: os seres humanos, mamíferos ultrassociais cujos cérebros estão conectados para responder uns aos outros, estão sendo separados. Mudanças econômicas e tecnológicas, assim como a ideologia, desempenham o papel principal nessa história. Embora nosso bem-estar esteja indissociavelmente ligado à vida dos outros, onde quer que estejamos dizem-nos que só prosperamos pelo auto-interesse competitivo e extremo individualismo.

No Reino Unido, homens que passaram a vida inteira em espaços públicos – na escola, na universidade, no bar, no parlamento – nos doutrinam para que permaneçamos sozinhos. O sistema educacional torna-se a cada ano mais brutalmente competitivo. O emprego é uma luta quase mortal com uma multidão de outras pessoas desesperadas caçando empregos cada vez mais raros. Os modernos feitores dos pobres atribuem à culpa individual a circunstância econômica. Intermináveis competições na televisão alimentam aspirações impossíveis, no exato momento em que as oportunidades reais estão cada vez mais reduzidas.
O que poderia denunciar mais um sistema do que uma epidemia de doença mental? Pois ansiedade, estresse, depressão, fobia social, desordens alimentares, automutilação e solidão atingem cada vez mais pessoas em todo o mundo.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Moradores de rua: tão paulistanos quanto você. Fotos por Magnesio

É impossível não reparar neles, estão em toda parte. Mas e OLHAR para eles? A maioria das pessoas quando vê alguém que vive na rua vira o rosto –quando não simplesmente muda de calçada.
Por que olhar para os sem-teto perturba tanto? Tristeza? Culpa? Medo? Desprezo? Nojo? Ou é algo mais profundo, que tem a ver com valores e a real importância do dinheiro na vida da gente?
São Paulo, a maior cidade da América do Sul, tem quase 16 mil pessoas morando na rua, de acordo com o censo feito pela Fipe/USP entre fevereiro e março deste ano.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

“As 80 pessoas mais ricas do mundo têm mais dinheiro do que 3,5 bilhões de pessoas”, diz pesquisadora

Em entrevista ao Brasil de Fato, Silvia Ribeiro mostra que, ao contrário do que se pensa, a riqueza mundial cresceu 68% nos últimos dez anos, mas apenas 1% da população acumulou 95% da riqueza gerada.
Porém, para o que o solo absorva e retenha o dióxido de carbono é preciso que ele seja manejado, o que precisa de gente, e isso só os camponeses podem oferecer. Além do mais, são os camponeses que conhecem, literalmente, milhares variedades de sementes, espécies de plantas, árvores, etc, o que pode dar resposta às mudanças climáticas.

Os movimentos mais vivos da terra são os movimentos que tem a ver com a defesa da cultura, da comunidade, dos territórios e a luta pela terra. Não quero dizer sozinhos resolveriam tudo, claro que precisamos de uma articulação muito mais ampla.
Nos últimos anos, notícias diárias retratam a grave crise econômica pela qual passa todo o mundo.

sábado, 14 de março de 2015

'EUA, uma nação em declínio': maioria dos estudantes de escolas públicas vive na pobreza

Relatório devastador revela trajetória descendente para a geração atual de alunos. Pesquisadores falam do impacto da pobreza no aprendizado dos alunos.
Um novo estudo divulgado na sexta-feira mostra que mais da metade dos estudantes matriculados nas escolas públicas americanas vive na pobreza, um cálculo que o autor do relatório diz colocar os EUA no caminho para o declínio social geral.Publicado pela Fundação Educacional do Sul, a nova análise usou o censo nacional mais recente disponível para confirmar que 51% dos estudantes ao redor das escolas públicas da nação eram de baixa renda em 2013.De acordo com o relatório:Em 40 dos 50 estados, estudantes de baixa renda constituem não menos que 40% de todas as crianças de escola pública. Em 21 estados, crianças que ganhavam almoços gratuitos ou com preço reduzido eram a maioria dos estudantes em 2013.
Um novo estudo divulgado na sexta-feira mostra que mais da metade dos estudantes matriculados nas escolas públicas americanas vive na pobreza, um cálculo que o autor do relatório diz colocar os EUA no caminho para o declínio social geral.

sábado, 20 de setembro de 2014

HADDAD, O PREFEITO DA CIVILIDADE, CONSEGUIRÁ HUMANIZAR A BÁRBARA ELITE ESCRAVOCRATA PAULISTANA?

Ontem, Diego Casaes (Avaaz) perguntou-me quem eu chamaria para falar na Caminhada sobre o Clima, megaevento mundial com participação de inúmeros sindicatos, centrais e movimentos sociais: “Quem deve falar ao público? Quem deve transmitir a mensagem de que o futuro vale a pena?!”
Respondi a ele: Fernando Haddad, o prefeito mais cidadão do planeta, que tenta de toda maneira fazer os bárbaros coxinhas entenderem que é possível caminhar, andar de bicicleta de modo seguro e priorizar transporte coletivo sem que o mundo acabe. Que uma cidade para todos é uma cidade mais humana para o planeta inteiro, que Sampa do jeito que está vai implodir. Daí me deparo com o texto da Aina que deixa bem claro isso:
Esses dias, nessas minhas idas à cidade de São Paulo, conversando sobre a vida com M., uma grande amiga, ela me contou do quanto a coisa estava difícil por lá e do quanto ela estava apavorada com a possibilidade do racionamento de água. Minha amiga estava, na verdade, em pânico com a possibilidade de ter de conviver com os dejetos de outrem no trabalho e em casa, já que divide o apartamento com mais duas pessoas.Eu apenas escutava e achava compreensível aquele mal-estar.Então, não sei explicar como e nem por que, mas nossa conversa foi assumindo acepções políticas e encontrei minha amiga totalmente inconformada com o fato de nossa amada cidade cinza rejeitar e desaprovar a administração do prefeito Haddad e, em contrapartida, desejar a reeleição do atual governador do estado. Ela discorria continuamente sobre as ciclovias, o corredor de ônibus e comparava essas iniciativas louváveis aos feitos do atual governador. Por fim, já completamente desesperada, ela olhou para mim com seus olhos nipônicos e expressivos e disse: “por que essas pessoas querem isso, Ni!?”
Esses dias, nessas minhas idas à cidade de São Paulo, conversando sobre a vida com M., uma grande amiga, ela me contou do quanto a coisa estava difícil por lá e do quanto ela estava apavorada com a possibilidade do racionamento de água. Minha amiga estava, na verdade, em pânico com a possibilidade de ter de conviver com os dejetos de outrem no trabalho e em casa, já que divide o apartamento com mais duas pessoas.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

FHC pirou de vez?


No seu artigo publicado hoje, “Mudar, com pé no chão e visão de futuro”, o ex-presidente Fernando Henrique, no afã de tentar motivar a oposição para as próximas eleições – mas com uma visão de passado –, diz coisas sem o pé no chão. A primeira frase é um primor: “As pesquisas eleitorais estão a indicar que os eleitores começam a mostrar cansaço”. Que pesquisas são essas, Fernando Henrique? Aquelas que indicam a possibilidade de Dilma vencer no primeiro turno? Não há certa incongruência na afirmação?

Em seguida, Fernando Henrique refere-se às manifestações de rua de 2013: “A insatisfação estava nas ruas, a despeito das melhorias inegáveis do consumo popular e de alguns avanços na área social”. Entenderam mais essa incongruência? Ele reconhece que o país inegavelmente avançou e diz que, ainda assim, as ruas querem mudanças. Mas isso, Fernando Henrique, não quer dizer que querem voltar atrás, voltar aos tempos do grande atraso social. As ruas querem que o atual governo avance ainda mais – esse é o recado óbvio.

O próprio Fernando Henrique concorda com isso na frase seguinte: “É que a própria dinâmica da mobilidade social e da melhoria de vida, e principalmente o aumento da informação, geram novas disposições anímicas. As pessoas têm novas aspirações e veem criticamente o que antes não percebiam. Começam a desejar melhor qualidade, mais acesso aos bens e serviços e menos desigualdade”. Absoluta verdade. Mais um motivo para não voltar atrás.

Outro motivo foi dado por Fernando Henrique, quando, pela bilionésima vez, tenta provar que as “políticas de distribuição de renda” (em outras palavras, o Bolsa Família!) foram criadas pelos tucanos. Ora, tenha paciência! Criaram mas não fizeram?!? São as ruas que dizem: quem prometeu, e não fez, perdeu a vez.

Mas ele não para. Quando trata da questão da segurança, resolve citar trabalho tucano em São Paulo como exemplo! Vou repetir: resolve citar trabalho tucano em São Paulo como exemplo! Chega a aconselhar “pôr fim, como está fazendo São Paulo, às cadeias em delegacias”. Meu Deus, Fernando Henrique, o governo Garotinho fez isso no Rio em 2000, com as Delegacias Legais! E o governo tucano de São Paulo ainda está longe de chegar a algo parecido com as UPPs do governo Sérgio Cabral!

Quando resolve entrar na área da moradia, o desatino é total: “Por que não mostrar que o festejado programa Minha Casa, Minha Vida tem um desempenho ruim quando se trata de moradias para a camada de trabalhadores também pobres, mas cuja renda ultrapassa a dos menos aquinhoados, teoricamente atendidos pelo programa?” Sabe por que a oposição não pode nem tentar provar isso? Primeiro, porque 1,5 milhão de famílias (com renda até R$ 5 mil por mês) já foram beneficiadas e mais 1,7 milhão de casas e apartamentos estão em construção em todo o país. Segundo, porque quem hoje está na oposição nunca fez nada quando estava na situação. Não lembro de nada que tenha sido feito sobre moradia popular, desde os tempos da ditadura.

Em uma de suas premonições de derrotado, Fernando Henrique divaga: “Talvez a população queira eleger gente com maior capacidade organizacional e técnica, que conheça os nós que apertam o país e saiba como desatá-los”. Na verdade, aí está o nó da questão: ele sonha com o retorno à política neoliberal de seu governo, onde o desemprego não tinha tanta importância, a imensa desigualdade social era preservada com afinco, os juros iam às alturas – enquanto o “mercado”, com seus nós bem frouxos, sorria feliz.

No final, Fernando Henrique diz algo que aplaudo: “Também chegou a hora de uma reforma política e eleitoral. Não dá para governar com 30 partidos, dos quais boa parte não passa de legenda de aluguel”. Fora isso, o que vejo em seu artigo pode ser traduzido por uma de suas frases:

“Ocorre que a realidade existe e que às vezes se produz o que os psicólogos chamam de ‘incongruências cognitivas”.
Fonte: Blog do Miro

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Ex-roqueiro que alega ter QI elevado faz papel de idiota novamente


Ironia 
A ironia é um instrumento de literatura ou de retórica que consiste em dizer o contrário daquilo que se pensa, deixando entender uma distância intencional entre aquilo que dizemos e aquilo que realmente pensamos. Na Literatura, a ironia é a arte de zombar de alguém ou de alguma coisa, com vista a obter uma reação do leitor, ouvinte ou interlocutor. 
Ela pode ser utilizada, entre outras formas, com o objetivo de denunciar, de criticar ou de censurar algo. Para tal, o locutor descreve a realidade com termos aparentemente valorizantes, mas com a finalidade de desvalorizar. A ironia convida o leitor ou o ouvinte, a ser ativo durante a leitura, para refletir sobre o tema e escolher uma determinada posição.


Antonio Prata - Folha de S. Paulo

Há uma década, escrevi um texto em que me definia como "meio intelectual, meio de esquerda". Não me arrependo. Era jovem e ignorante, vivia ainda enclausurado na primeira parte da célebre frase atribuída a Clemenceau, a Shaw e a Churchill, mas na verdade cunhada pelo próprio Senhor: "Um homem que não seja socialista aos 20 anos não tem coração; um homem que permaneça socialista aos 40 não tem cabeça". Agora que me aproximo dos 40, os cabelos rareiam e arejam-se as ideias, percebo que é chegado o momento de trocar as sístoles pelas sinapses.

Como todos sabem, vivemos num totalitarismo de esquerda. A rubra súcia domina o governo, as universidades, a mídia, a cúpula da CBF e a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, na Câmara. O pensamento que se queira libertário não pode ser outra coisa, portanto, senão reacionário. E quem há de negar que é preciso reagir? Quando terroristas, gays, índios, quilombolas, vândalos, maconheiros e aborteiros tentam levar a nação para o abismo, ou os cidadãos de bem se unem, como na saudosa Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que nos salvou do comunismo e nos garantiu 20 anos de paz, ou nos preparemos para a barbárie.

Se é que a barbárie já não começou... Veja as cotas, por exemplo. Após anos dessa boquinha descolada pelos negros nas universidades, o que aconteceu? O branco encontra-se escanteado. Para todo lado que se olhe, da direção das empresas aos volantes dos SUVs, das mesas do Fasano à primeira classe dos aviões, o que encontramos? Negros ricos e despreparados caçoando da meritocracia que reinava por estes costados desde a chegada de Cabral.

Antes que me acusem de racista, digo que meu problema não é com os negros, mas com os privilégios das "minorias". Vejam os índios, por exemplo. Não fosse por eles, seríamos uma potência agrícola. O Centro-Oeste produziria soja suficiente para a China fazer tofus do tamanho da Groenlândia, encheríamos nossos cofres e financiaríamos inúmeros estádios padrão Fifa, mas, como você sabe, esses ágrafos, apoiados pelo poderosíssimo lobby dos antropólogos, transformaram toda nossa área cultivável numa enorme taba. Lá estão, agora, improdutivos e nus, catando piolho e tomando 51.

Contra o poder desmesurado dado a negros, índios, gays e mulheres (as feias, inclusive), sem falar nos ex-pobres, que agora possuem dinheiro para avacalhar, com sua ignorância, a cultura reconhecidamente letrada de nossas elites, nós, da direita, temos uma arma: o humor. A esquerda, contudo, sabe do poder libertário de uma piada de preto, de gorda, de baiano, por isso tenta nos calar com o cabresto do politicamente correto. Só não jogo a toalha e mudo de vez pro Texas por acreditar que neste espaço, pelo menos, eu ainda posso lutar contra esses absurdos.

Peço perdão aos antigos leitores, desde já, se minha nova persona não lhes agradar, mas no pé que as coisas estão é preciso não apenas ser reacionário, mas sê-lo de modo grosseiro, raivoso e estridente. Do contrário, seguiremos dominados pelo crioléu, pelas bichas, pelas feministas rançosas e por velhos intelectuais da USP, essa gentalha que, finalmente compreendi, é a culpada por sermos um dos países mais desiguais, mais injustos e violentos sobre a Terra. Me aguardem.

Antonio Prata é escritor. Publicou livros de contos e crônicas, entre eles "Meio Intelectual, Meio de Esquerda" (editora 34). Escreve aos domingos na versão impressa de "Cotidiano".
Fonte: O Esquerdopata

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

´Desculpem nossa falha´: a Globo piscou


As instituições, da mesma forma que as pessoas, cometem erros. E é salutar que – quando possível – venham a público e peçam desculpas pelas faltas cometidas. Mas o caso da Globo é estranho: o jornal da família Marinho acaba de publicar editorial reconhecendo que o apoio ao golpe de 64 “foi um erro”. O reconhecimento, diz o próprio jornal, vem após as manifestações de junho, em que as ruas do Brasil foram tomadas por gente que gritava palavras de ordem; e entre elas uma das mais ouvidas era: “a verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura”.
Ou seja, a Globo levou quase 50 anos (!) para reconhecer o erro. E o fez não a partir de uma avaliação honesta, mas sob o impacto de ter virado alvo do povo.
As organizações Globo não estiveram sozinhas no apoio à ditadura. Isso é fato. E o editorial se escora malandramente nesse fato para criar uma justificativa, na base do “eu fiz, mas todos fizemos”. Quase todos os jornais brasileiros, isso é fato também, clamaram pela derrubada do presidente constitucional João Goulart, em 1964. Eram todos (e seguem a ser) parte do PIG – Partido da Imprensa Golpista. Alguns jornais  acreditavam, como diz o próprio editorial de “O Globo”, que os militares vinham para uma intervenção “cirúrgica”, e que logo a institucionalidade estaria a salvo, com eleições retomadas em 1966. Mas reparem: o “Estadão” em São Paulo, por exemplo, conservador até a medula, não levou 50 anos pra pedir desculpas. Quando percebeu que a ditadura viera pra ficar, a família Mesquita enfrentou os militares e pagou o preço por isso. O jornal sofreu censura prévia, jornalistas e direção foram ameaçados, e passaram a lutar contra o regime que haviam ajudado a instaurar.
“O Globo”, não. Aliás, o editorial é importante pelo que diz, mas é importante também pelo que esconde. O apoio à ditadura, no caso da Globo, não foi apenas uma parceria ideológica – num momento em que o mundo estava cindido pela Guerra Fria. Não. “O Globo” – e “a” Globo, sobretudo – colheu dividendos empresariais por ter mantido fidelidade canina aos militares. A família Mesquita do “Estadão” terminou a ditadura com menos poder do que tinha em 64. “O Globo” – e “a” Globo – terminou com muito mais força. E com mais dinheiro no bolso.
Os militares ofereceram à Globo a estrutura do Estado para a criação de uma rede efetivamente nacional (daí, por exemplo, o nome do “Jornal Nacional”). A história da Globo é inseparável da ditadura. É a história de um quase monopólio midiático construído às sombras de uma relação incestuosa com os milicos. E isso não há pedido de desculpas que resolva.
Roberto Marinho e a Globo enriqueceram sob a ditadura. E soa estranho que 50 anos depois do golpe de 64, surja este reconhecimento envergonhado do erro cometido. Aliás, pedido de  desculpas propriamente não há ali. Não foi um pedido de desculpas… Mas um recado.
Na verdade, a Globo piscou. O reconhecimento envergonhado do “erro” em 64 (com “apenas” meio século de distância) é um sinal: as “Organizações Globo” estão preocupadas com certas nuvens que se acumulam no horizonte…
Há uma conjunção de fatores. Vamos a eles:
1 – o avanço das grandes corporações internacionais de mídia, que chegam ao Brasil com a força da internet, especialmente o Google (para entender o que se passa nesse mercado, leia esse texto publicado pela Revista Forum);
2 – o fato de a Globo ter-se transformado em alvo de manifestações populares em todo o Brasil (olaser no rosto do apresentador em São Paulo é um símbolo de que o povo ameaça, simbolicamente, “invadir” os estúdios globais; e o estrume lançado contra a porta da Globo em São Paulo é também metáfora dos novos tempos malcheirosos para os Marinho);
3 – as denúncias de Miguel do Rosário, no blog “O Cafezinho”, sobre o processo contra a Globo por milionária sonegação fiscal (o processo foi roubado do escritório da Receita no Rio, já sabemos; mas sob ordem de quem? e o que havia de tão comprometedor ali?);
4 – as denúncias contra Ricardo Teixeira (elas ameaçam o produto mais rentável no jogo de poder das comunicações – o futebol).
Tudo isso fez com que emissários da família Marinho tenham procurado gente próxima ao lulismo nos últimos meses, para sugerir que as “Organizações Globo” aceitam conversar sobre algum tipo de “compromisso”. A Globo, nos bastidores, aceita sim regulação da mídia. Mas a regulação que a Globo quer é para segurar o Google. Não é a regulação por mais democracia. Não. A Globo, nos bastidores, utiliza um discurso malandramente “nacionalista” para pedir garantias contra os gigantes da internet…
A Globo está com medo. O cenário empresarial ainda é amplamente favorável à família Marinho: BV, poder político no Congresso e a covardia de certos setores governistas garantem conforto à maior emissora do país. Mas o sinal amarelo acendeu. O cenário pode mudar rápido. E a Globo é grande demais, “pesada” demais…
O reconhecimento do “erro” pelo apoio ao golpe de 64 pode ser lido como um sinal de boa vontade que a Globo envia ao lulismo: “podemos ser nacionalistas e democráticos, vamos conversar!”
Claro que a Globo é uma empresa grande, e por isso há espaço para idas e vindas e para posições diversas na estrutura interna de poder. Aliás, o diretor geral da Globo Carlos Schroder acaba de fazer uma reestruturação interna de cargos, que ocorre exatamente nesse momento em que a Globo busca dar respostas ao conjunto de fatores que geram incômodos e preocupações.
Nesse balanço de forças interno,  Ali Kamel, Merval e os ideólogos do Jornal da Globo – entre outros – são a face dura: representam a facção que defende o combate aberto. Mas há os pragmáticos, que sabem da necessidade de alguma aproximação com o governo e o lulismo: sabem que águas turbulentas podem dificultar a navegação desse imenso transatlântico. As turbulências vêm da concorrência internacional, mas vêm também das ruas.
O “revisionismo” histórico de reconhecer o erro cometido em 64 segue essa lógica. É o envio de um sinal ao campo adversário… Se a situação piorar, será que a Globo reconhecerá também o erro histórico que foi ter nomeado um diretor de Jornalismo como Ali Kamel, que nega a existência de racismo no Brasil?
Será que a Globo, daqui a 20 ou 30 anos, vai-se desculpar pela cobertura criminosa da campanha das Diretas-já em 1984? Ou pela perseguição insidiosa a Brizola? Ou ainda pela edição do debate Lula/Collor em 89? E o que dizer da cobertura das eleições em 2006 (vi de perto, eu estava lá) e em 2010 (com a exploração da bolinha de papel no JN, para ajudar Serra na reta final)?
Aguardemos novos sinais. Esse é um jogo bruto que se joga nos bastidores. Longe das telas e das tribunas.
Fonte: Blog O Escrevinhador

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Capitalismo e desigualdade social são duas faces da mesma moeda

De acordo com o relatório do banco Credit Suisse (The Credit Suisse Global Wealth Report 2012), 0,6% da população de milionários abocanha 12 vezes mais riquezas que 69,3% dos habitantes do planeta. O informe estima uma riqueza global de US$ 223 trilhões em 2012 (meados do ano). Como havia 4,59 bilhões de pessoas adultas no mundo, a riqueza per capita por adulto foi de US$ 49 mil. Ou seja, esse seria o valor caso dividíssemos igualmente a riqueza para todas as pessoas do mundo. 
 
Esse informe mostra de maneira clara que não há distribuição de riqueza no sistema capitalista. Como o Manifesto Comunista explica, nossa sociedade está dividida, principalmente, entre proletários e burgueses. Os proletários são aqueles que não têm nada além da sua força de trabalho para sobreviver. São os operários da fábrica, professores, enfermeiros, vendedores, resumindo: são os 69,3% que deveriam ter uma renda per capita de US$ 49 mil. 
 
Os burgueses são os 0,6%. Vivem do dinheiro que os proletários geram.  São os donos de bancos, grandes empresas e latifúndios que exploram a maioria da população para conseguir acumular as mansões, carros, jatinhos e toda a riqueza que possuem. 
 
Analisemos mais de perto os 69,3% de adultos que representam 3,184 bilhões de pessoas com maior idade. Eles são a “A base da pirâmide” de nossa sociedade e detiveram apenas 3,3% da riqueza mundial. Ou seja, 2/3 dos adultos ficaram com apenas 7,3 trilhões dos 223 trilhões da riqueza global. Sendo assim, ou invés de US$ 47 mil eles receberam US$ 2.293. Enquanto isso, os milionários, aqueles com patrimônio acima de um milhão de dólares eram somente 29 milhões de adultos, representando 0,6% do total no mundo. Todavia eles possuem 12 vezes o patrimônio da “base da pirâmide”, concentrando 39,3% da riqueza global, um montante de US$ 87,5 trilhões. 
 
A pesquisa mostra ainda dados sobre os grupos intermediários, que poderíamos situar de maneira abstrata, como a pequena burguesia ou classe média. Seriam os pequenos e médios empresários, comerciantes e profissionais liberais. 
 
Para a riqueza entre US$ 10 mil e US$ 100 mil, havia 1,035 bilhão de adultos, o que representava 22,5% do total de pessoas adultas no mundo. O montante de toda a riqueza deste contingente intermediário foi de US$ 32,1 trilhões, o que representava 14,4% da riqueza global. Ou seja, pouco menos de um quarto (1/4) dos adultos do mundo possuíam 14,4% do patrimônio global da riqueza. A riqueza per capita deste grupo foi de US$ 31 mil.
 
No grupo de riqueza entre cem mil e um milhão de dólares, havia 344 milhões de adultos, o que representava 7,5% do total de pessoas na maioridade no mundo. O montante de toda a riqueza deste contingente intermediário foi de US$ 95,9 trilhões, o que representava 43,1% da riqueza global. Ou seja, pouco menos de um décimo (1/10) dos adultos do mundo possuíam 43,1% do patrimônio global da riqueza. A riqueza per capita deste grupo foi de US$ 279 mil.
 
A incrível pirâmide da desigualdade global como chama o professor José Eustáquio Diniz Alves, Colunista do Portal Ecodebate é a hierarquia do sistema capitalista e não irá mudar, enquanto nosso sistema estiver assentado na exploração do homem pelo homem. Para os 0,6% estarem no topo é preciso que milhares sejam explorados todos os dias.
 
O problema dessa desigualdade não é a necessidade de outra política de tributação para os mais ricos. Isso pode até ajudar, mas para que todos tenham igual distribuição de riqueza, precisaremos de outro sistema no qual a prioridade seja o bem estar geral da população, não o lucro. Assim poderíamos garantir a riqueza per capita de US$ 49 mil por adulto.

Fonte Texto: Blog Esquerda Marxista

segunda-feira, 10 de junho de 2013

"O alcance das suas capacidades é assustador", diz fonte que revelou programa de vigilância dos EUA

Edward Snowden, de 29 anos, disse ter esperado uma atuação mais contundente de Barack Obama, mas o presidente"continuou as políticas dos seus antecessores"
Edward Snowden
WASHINGTON (AFP) - A fonte que revelou o programa secreto de vigilância das comunicações de Washington é o jovem americano Edward Snowden, de 29 anos, assessor da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês). "Não quero viver em uma sociedade que faz esse tipo de coisa (...) em um mundo em que tudo que eu faço e digo fica registrado", explicou Snowden, em entrevista por vídeo concedida ao jornal britânico "The Guardian", divulgada neste domingo.
O jovem contou que decidiu revelar os programas de inteligência à imprensa depois de chegar à conclusão que eram "abusos" contra o público, cometidos em nome da segurança e após esperar que o presidente Barack Obama cumprisse sua promessa de aumentar a proteção dos cidadãos contra essas práticas. "Mas o presidente continuou as políticas dos seus antecessores", lamentou Snowden.
O responsável por um dos maiores vazamentos de documentos sigilosos da história dos Estados Unidos - junto com o soldado Bradley Manning, que está sendo julgado por entregar milhares de telegramas diplomáticos ("cables") ao site WikiLeaks - é um ex-funcionário da CIA.
Ele disse ter agido em defesa do interesse público e pela proteção da vida privada dos cidadãos. Snowden disse ao "Guardian" que nunca quis manter o anonimato: "Estou consciente de que vou pagar um preço pelas minhas ações".
"Meu único objetivo é informar as pessoas sobre o que está sendo feito em seu nome e o que se faz contra", justificou, acrescentando que "a NSA mente sistematicamente para o Congresso a respeito da magnitude da vigilância que exerce nos Estados Unidos".
"Captamos mais comunicações eletrônicas nos Estados Unidos do que na Rússia. Vocês não imaginam tudo que se pode fazer. O alcance das suas capacidades é assustador", afirmou.
Há três semanas, teve de deixar a mulher, com quem tinha "uma vida muito confortável" no Havaí, com salário de US$ 200 mil ao ano, e se mudou para Hong Kong antes da divulgação dos vazamentos, relatou ao jornal.
"Estou disposto a sacrificar tudo isso, porque não posso, na minha alma e na minha consciência, permitir que o governo dos Estados Unidos destrua a vida privada, a liberdade da Internet e as liberdades fundamentais de todo o mundo com esse enorme sistema de monitoramento que está sendo realizado secretamente", disse ele.
Nascido em Elizabeth City, na Carolina do Norte, Snowden viveu com a família em Fort Meade, Maryland, onde fica a base da NSA. Na entrevista, ele revelou que não concluiu seus estudos de Informática na Universidade de Maryland. Em 2003, se alistou no Exército e começou o treinamento para se juntar às forças especiais, em nome dos mesmos princípios que hoje evoca para revelar os documentos secretos: "Queria combater no Iraque (...) para ajudar a libertar os iraquianos da opressão".
Depois de um acidente, no qual quebrou as duas pernas, ele abandonou o Exército e conseguiu seu primeiro emprego, como segurança, em um dos prédios secretos da NSA, no campus da Universidade de Maryland.
Mais tarde, foi contratado pela CIA, para trabalhar na segurança dos sistemas de informática. Seu conhecimento de Internet e seu talento como programador fizeram sua carreira avançar rapidamente e foi enviado para Genebra.
Ele trabalhava para a NSA há quatro anos, como funcionário terceirizado para diversas empresas, como a Dell, ou Booz Allen Hamilton, seu último patrão.

Fonte Texto: A Carta Capital