quinta-feira, 11 de junho de 2015

Aldeia Imbuhy resiste à tentativa de remoção em Niterói

Cerca de 400 moradores saíram às ruas, na semana passada, para protestar contra a ação na Justiça, que pede a remoção das famílias e a destruição da aldeia.
Na semana passada, cerca de 400 moradores saíram às ruas para protestar contra a ação na Justiça, que pede a remoção das famílias e a destruição da aldeia.

O embate é antigo. Há pelo menos 20 anos o exército reivindica o terreno, alegando que trata-se de uma área de segurança nacional. No entanto, a comunidade caiçara, afirma que os nativos já povoavam o local muito antes do exército chegar.

“Aqui já moravam pescadores quando os militares chegaram. Inclusive a primeira bandeira do Brasil foi bordada por uma nativa da aldeia, Flora Simas de Carvalho, a dona Iaia, a pedido do Marechal Deodoro”, conta a moradora Lúcia Nogueira da Gama. Seu bisavô foi um dos primeiros residentes de Imbuhy, há cerca de 100 anos.
Moradores nativos da centenária Aldeia Imbuhy enfrentam uma dura batalha contra o exército brasileiro.
Isso porque ela está localizada em uma área próxima ao Forte Imbuhy, na zona militar de Jurujuba, município de Niterói.

Na semana passada, cerca de 400 moradores saíram às ruas para protestar contra a ação na Justiça, que pede a remoção das famílias e a destruição da aldeia.
O embate é antigo. Há pelo menos 20 anos o exército reivindica o terreno, alegando que trata-se de uma área de segurança nacional. No entanto, a comunidade caiçara, afirma que os nativos já povoavam o local muito antes do exército chegar.
“Aqui já moravam pescadores quando os militares chegaram. Inclusive a primeira bandeira do Brasil foi bordada por uma nativa da aldeia, Flora Simas de Carvalho, a dona Iaia, a pedido do Marechal Deodoro”, conta a moradora Lúcia Nogueira da Gama. Seu bisavô foi um dos primeiros residentes de Imbuhy, há cerca de 100 anos.
“Os primeiro moradores de Imbuhy eram pescadores e olheiros da costa. Naquela época não existia radar, então eles eram os guardiões da nossa costa. Então isso que o exército está fazendo, inclusive, é de uma imensa ingratidão”, afirma o vereador de Niterói, Leonardo Giordano (PT). “Os moradores enfrentam um drama. Isso é resquício da ditadura, pois antes a convivência entre moradores e militares era harmônicas, foi depois que começou essa pressão”, completa.
Resort X aldeia
Apesar dos militares defenderem que essa é uma área de segurança nacional, o Forte Imbuhy é usado para atividades culturais e de lazer, como festas e casamentos. Além disso, a praia é de uso exclusivo dos militares, assim como Hotel de Trânsito. “Suspeita-se que o exército queira aumentar o hotel de luxo para militares de alta patente”, destaca Giordano.
Atualmente, 32 famílias vivem na Aldeia de Imbuhy e duas delas já receberam a ordem de despejo. Outras 19 aguardam uma ação coletiva de remoção que está tramitando na Justiça. Para tentar reverter a situação, deputados de Niterói agendaram uma reunião com o Ministro da Defesa, Jaques Wagner, prevista para o dia 23 de junho, com o objetivo de evitar a remoção dessa aldeia centenária.

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