sábado, 4 de julho de 2015

STF determina pagamento de dias parados para professores de São Paulo

Por decisão do Supremo Tribunal Federal, o governo paulista deverá pagar todos os dias parados dos professores grevistas do estado de São Paulo. A decisão é do presidente do STF, Ricardo Lewandowski, e vem como um duro golpe à gestão Alckmin, que se negou a negociar com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado (Apeoesp).
Por decisão do Supremo Tribunal Federal, o governo paulista deverá pagar todos os dias parados dos professores grevistas do estado de São Paulo.
A decisão é do presidente do STF, Ricardo Lewandowski, e vem como um duro golpe à gestão Alckmin, que se negou a negociar com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado (Apeoesp).
O veredito foi dado nesta quinta-feira (2), além do prazo pedido pelo governo para apresentar uma resolução as reivindicações dos professores. Para encerrar a greve, Alckmin pediu até a quarta-feira (1) para que formulasse a própria proposta de aumento, mas não apresentou nada até o limite do prazo. Os professores pediam originalmente 75,33% de aumento - valor que equipararia o salário da categorias ao de outras com a mesma formação.
A assessoria da APEOESP divulgou nota comemorando a decisão do STF, e acrescentou: “a decisão estabelece, de forma indireta, que os professores têm o direito de paralisar as atividades na educação por melhores condições de trabalho. Esta é uma vitória de uma categoria que esteve em greve, sobretudo, em defesa de uma educação pública de qualidade, para além das questões econômicas e da carreira do magistério”.
A maior greve da história
Decretada no dia 13 de março, a greve da APEOESP em 2015 tornou-se a mais longa da história da categoria, durando 92 dias de constante atrito com o governo paulista. Apesar da longa duração e da adesão de pelo menos 60% dos profissionais, o Palácio dos Bandeirantes não apresentou qualquer proposta de reajuste no período, respondendo com constantes ameaças e sequestros salariais. Para agravar o enfrentamento, o governador Geraldo Alckmin chegou a ir à imprensa para desmerecer a paralisação em diversas ocasiões, chamando-a de “ilegítima” e “insignificante”.
Até a presente data, nenhum reajuste salarial foi efetivado.
Fonte: Portal CTB

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