segunda-feira, 20 de julho de 2015

Aliado de Macri, Larreta é eleito novo prefeito de Buenos Aires em disputa acirrada

Votação é encarada como termômetro para a popularidade do principal adversário aos kirchneristas nas eleições presidenciais de outubro
Chefe de gabinete de Macri desde 2007, Larreta teve sua campanha patrocinada pelo candidato presidencial, que esperava uma margem de vitória de 9 a 13 pontos frente a Losteau.
O candidato do partido conservador Proposta Republicana, Horacio Rodríguez Larreta, foi eleito o novo prefeito de Buenos Aires em um acirrado segundo turno, segundo dados oficiais da apuração divulgados nesta segunda (20/07).
Na eleição que ocorreu no domingo (19/07), Larreta obteve 51,6% dos votos frente aos 48,4% do seu adversário, Martín Losteau, da frente de centro-esquerda Eco. Os dois candidatos são opositores do kirchnerismo.

Apesar da vitória, a expectativa era que Larreta ganhasse com uma margem maior, já que no primeiro turno, de 5 de julho, ele conquistou mais de 45% dos votos, ao passo que Losteau — ex-ministro da Economia que rompeu com Cristina Kirchner — obteve somente 25%.

A votação foi encarada como uma espécie de termômetro para a popularidade do principal adversário aos kirchneristas na disputa pela presdiência do país em outubro: o atual prefeito da capital, Mauricio Macri.

Chefe de gabinete de Macri desde 2007, Larreta teve sua campanha patrocinada pelo candidato presidencial, que esperava uma margem de vitória de 9 a 13 pontos frente a Losteau. "Gostaria de agradecer Mauricio (Macri) por mostrar que isso é possível na Argentina... transformar a realidade", declarou Larreta após o resultado do pleito, de acordo com a Agência Efe.


No primeiro turno, o candidato kirchnerista Mariano Recalde ficou em terceiro lugar, com 21,8%, um dos piores resultados já obtidos pela Frente para a Vitória em eleições municipais. A coalizão é liderada pela mandatária Cristina Kirchner.

Tendo eleitorado que representa 7,9% da população do país, a capital argentina é o quarto distrito eleitoral da nação, com 2,5 milhões de cidadãos convocados às urnas, ficando atrás apenas das províncias de Buenos Aires, Córdoba e Santa Fé.
Fonte: Opera Mundi

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