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terça-feira, 8 de setembro de 2020

No dia mundial da alfabetização, escritora lança projeto de doação de livros infantis

No dia mundial da alfabetização, escritora lança projeto de doação de livros infantis

No dia 08 de Setembro, dia em que se comemora o dia mundial da alfabetização, a escritora reforça o lançamento da campanha Super Dindes. ‘Super Dindes’, nome que remete a ideia de padrinhos e madrinhas que possibilita que crianças de comunidades carentes tenham acesso aos livros, foi criada em junho deste ano, a partir da importância da literatura infantil no momento de pandemia. O objetivo é distribuir 1500 exemplares do livro O Black Power de Akin para crianças em situação de vulnerabilidade social em todas as regiões do Brasil.

O ano de 2020, mesmo com todos os problemas mundialmente conhecidos, está a todo vapor para a escritora e doutora em educação Kiusam de Oliveira. Se reinventar, inovar, pensar, criar e agir está presente na rotina da autora dos livros O mundo no Black Power de Tayó ( Editora Peirópolis, 2017) e o recém-lançado O Black Power de Akin (Editora de Cultura, 2020).

No dia 08 de Setembro, dia em que se comemora o dia mundial da alfabetização, a escritora reforça o lançamento da campanha Super Dindes. ‘Super Dindes’, nome que remete a ideia de padrinhos e madrinhas que possibilita que crianças de comunidades carentes tenham acesso aos livros, foi criada em junho deste ano, a partir da importância da literatura infantil no momento de pandemia. O objetivo é distribuir 1500 exemplares do livro O Black Power de Akin para crianças em situação de vulnerabilidade social em todas as regiões do Brasil.

O projeto tem como primeira parceira a multinacional Amdocs, fundada em Israel e atualmente sediada nos Estados Unidos, que realizou a entrega para 46 famílias da comunidade de Paraisópolis, situada em São Paulo.

A ‘Super Dindes’ conta também com o apoio da brasileira Terezinha Ribeiro, contadora de histórias que mora em Atlanta, nos Estados Unidos há mais de dez anos e que enviou um lote de vinte livros para a comunidade de Alvinlândia, interior de SP. O projeto ainda terá participações de seis instituições com trabalho sólido e acolhedor. Foram escolhidas organizações que atuam com mediação de leitura para realizar a distribuição dos acervos. São elas: Associação Vaga Lume, estabelece o propósito de empoderar crianças de comunidades rurais da Amazônia a partir da promoção da leitura e da gestão de bibliotecas comunitárias como espaço para compartilhar saberes. Ateliê Escola Acaia, é uma escola experimental que atende em sua maioria crianças e adolescentes da Favela do Nove, da Favela da Linha e do Conjunto Habitacional Cingapura Madeirite, em SP. Coletiva Fiandeiras, é um grupo de mulheres líderes comunitárias e ativistas sociais da comunidade do Real Parque (SP), que se reuniram com o propósito de desenvolver projetos para educação, cultura e literatura.

O projeto ainda conta com apoio do Instituto Fazenda História, que tem como objetivo colaborar com o desenvolvimento e acolhimento de crianças e adolescentes. Rede Cultural Beija Flor (ABC), promove um ambiente seguro e sociável por meio de programas com cunho preventivo para crianças e adolescentes, moradores de áreas de risco social e a Rede Nacional de Bibliotecas (RNBC), movimento que luta pela democratização do acesso ao livro, à leitura, à literatura e às bibliotecas sob a perspectiva da leitura como direito humano.

“Costumamos dizer que Akin é cura e essa iniciativa mobiliza toda a população para este processo”, ressalta Kiusam.

A doutora em educação destaca ainda que a obra “O Black Power de Akin” é importante para todas as crianças brasileiras, sobretudo crianças negras, uma vez que o livro foi escrito por uma mulher preta e fortalece a autoestima dos que sofrem diariamente com o racismo estrutural enraizado no país.
A distribuição será realizada em todo o território nacional. Foram enviados livros para os estados do Ceará, Espírito Santo, Tocantins, Pará, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso Sul, entre outros. Um dos maiores desafios do projeto é incluir às comunidades indígenas e quilombolas da Amazônia.

Além da circulação no Brasil, a editora fará o envio dos exemplares para outros países, mediante o interesse recém manifestado por dindos e dindas dos Estados Unidos, Portugal e Angola.

Como participar:

O projeto funciona da seguinte maneira: o dindo (a) pode ser pessoa física, escola, empresa ou instituição em geral. Ele pode adquirir entre dois e cinquenta exemplares e direcioná-lo para uma escola, instituição ou criança de sua vontade ou deixar para a nossa lista de instituições credenciadas para o recebimento e mediação dos livros.

A editora abre mão de percentuais e o escritório arca com as custas dos envios e entrega. Em contrapartida, a Editora de Cultura oferece diversas atividades de formação para educadores, pais e mães, funcionários das empresas, escolas e contações de histórias para crianças, conforme o dindo escolher, sem remuneração, e Kiusam (autora do livro) abre mão de seus cachês nas atividades.
“A editora cedeu para que os livros circulem e criem uma atmosfera em prol da difusão dos valores e da temática que a obra traz (respeito a diversidade, empoderamento das crianças negras e luta contra o racismo)”, finaliza Kiusam de Oliveira.

Como doar:

As doações serão feitas apenas pelo site: mskiusam.lojavirtualnuvem.com.br

Fonte: Mídia Ninja

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Jovens traduzem conteúdo acadêmico para a linguagem periférica

Com o objetivo de democratizar a informação e o saber, estudantes como ‘Chavoso da USP’ recriam as teorias acadêmicas lançando mão do dialeto da quebrada

O estudante Thiago Torres, o “Chavoso da USP”, mostra a possibilidade de chegar à principal universidade pública do país, saindo da Brasilândia, bairro da Zona Norte de São Paulo. Já Marcelo Marques, responsável pelo canal “Audino Vilão“, apresenta a teoria do filósofo Karl Marx por meio de gírias usadas nas favelas de São Paulo.
O estudante Thiago Torres, o “Chavoso da USP”, mostra a possibilidade de chegar à principal universidade pública do país, saindo da Brasilândia, bairro da Zona Norte de São Paulo. Já Marcelo Marques, responsável pelo canal “Audino Vilão“, apresenta a teoria do filósofo Karl Marx por meio de gírias usadas nas favelas de São Paulo.

Para eles, é possível levar à periferia o conteúdo universitário, para além dos muros das faculdades. Com o objetivo de democratizar a informação, jovens ‘chavosos’ criaram canais na internet e traduzem a linguagem acadêmica para o dialeto da quebrada.

De acordo com os estudantes, poder dialogar com uma camada mais ampla da sociedade é o mais importante. “É muito fácil pregar para quem já é crente. Minha ideia é ir além dos alunos das universidades, é trazer o conteúdo da ponte pra cá”, resume Audino Vilão, que cursa Licenciatura em História.

Nietzsche, o ‘rouba brisa’

Com 90 mil inscritos no canal do YouTube, Marcelo quer ser uma porta de entrada para os jovens da periferia na compreensão de textos de filosofia clássica. Para isso, traz as ideias dos pensadores para o cotidiano atual, desde contextualizar a ética de Immanuel Kant no churrasco, até explicar as ideias de Friedrich Nietzsche como “rouba a brisa do rolê”.

“Há quem diz que eu simplifico o tema, mas estou fazendo gente que nunca prestou atenção no bagulho começar a olhar para o assunto. Estou abrindo portas”, defende o youtuber.

Com o visual de funkeiro e com a linguagem informal, Audino é capaz de se comunicar com o público alvo e consegue apresentar os temas aos jovens do bairro até quando vai ao cabeleireiro do bairro.
“Não é um personagem, é minha vivência diária e quero valorizar de onde venho. Durante os vídeos, dá para ouvir os caras cortando giro de moto e o carro do ovo passando. É a ambientação do cotidiano, é representatividade”, afirma.

O chavoso da USP

Trajando uma camiseta de time de futebol, boné de aba torta e seus óculos da Oakley – estética presente nos bailes funks de São Paulo –, Thiago Torres ficou conhecido como “Chavoso da USP”. Estudante de Ciências Sociais na Universidade de São Paulo, ele possui um canal que já tem 800 mil visualizações.
Atualmente, mora em Guarulhos, município da Grande São Paulo. Thiago se popularizou falando ao publicar um texto, no Facebook, sobre a diferenças de realidade entre sua quebrada e a universidade. Negro, periférico e gay, ele busca ser referência para diversas camadas da sociedade.

“É importante a gente ter o máximo de pessoas fazendo o trabalho de democratização do conhecimento. Particularmente, quero chegar em quem não tem acesso a esses assuntos. Por isso, a aparência e linguagem dá uma vantagem nisso. Recebo mensagens de várias pessoas do Brasil que estão motivadas a estudar por causa dos meus vídeos”, explicou.

Apesar de mostrar ser possível sair da escola estadual pública e chegar à universidade, o Chavoso da USP não quer ser exemplo de meritocracia. “Sempre disse que sou contra isso. Vivo numa situação de vulnerabilidade socioeconômica, mas minha realidade não é igual a de todos, porque tive alguém dentro de casa me incentivando e a maioria não tem isso”, explica.

Educação como libertação

Apesar de passarem pelo ensino público estadual de São Paulo – que classificam como “precarizado” –, os dois criadores de conteúdo encontram na escola a motivação para lecionar e possuem o interesse de seguir na docência.

Um dos melhores alunos da sala, Thiago conta que se inspirou nas aulas de Sociologia, onde entendeu suas posições na sociedade. “Tive interesse em virar professor. A minha personalidade traz uma vontade de mudar o mundo e o trabalho de docente, que é de formiguinha, faz parte disso. São muitas vidas que você toca ao longo da carreira”, sonha.

Por outro lado, Marcelo lembra que a vontade em se aprofundar em História surgiu com seus brinquedos de dinossauro, quando criança. Entretanto, na sétima série, foi quando se apaixonou pela profissão.

Audino se diz defensor da metodologia de Paulo Freire, como a relação horizontal na interação educador-educando. Ele conta que já aplica em seus vídeos, mas quer levar à sala de aula. “Eu adoro Paulo Freire e defendo totalmente a docência horizontal. É preciso trocar ideia com a rapaziada como um parceiro, sem o pódio de professor. É uma troca conjunta e eu quero levar para a profissão.”

Visão progressista

Com a ascensão do fascismo e conservadorismo, após a eleição do presidente Jair Bolsonaro, em 2018, os estudantes defendem uma visão progressista e tentam abordar a política nos conteúdos publicados.

O Chavoso da USP, por exemplo, fala sobre a relação da religião e a esquerda. Em um de seus vídeos, explica a trajetória de Jesus de Nazaré, por meio da ótica sociopolítica. “Eu quero ajudar a plantar uma semente onde a esquerda não está chegando, mas não quero fazer um trabalho de base, pois é o papel das organizações políticas. Quando faço um vídeo sobre Jesus, como fiz, mostrando que foi assassinado por contrariar autoridades, passo a minha visão de esquerda sobre o assunto”, explica.

Ao falar sobre as ideias de Karl Max, Audino traduz a teoria do filósofo alemão para as gírias da quebrada: “É tudo nosso, e o que não for nosso, nóis toma”, resume no vídeo em que contextualiza o livro para a realidade dos trabalhadores, como os entregadores de aplicativo.

“No vídeo sobre Marx, teve uma galera de direita que elogiou o trabalho, falando que conseguiram entender suas propostas. Foi um trabalho didático. Teve vários moleques da quebrada que falou ‘essa é a fita mesmo’, que nunca leu Marx, mas botaram fé nas ideias ditas”, finaliza.

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Aulas presenciais para aumentar o genocídio?

Falar em retorno presencial hoje significa mandar deliberadamente 60 milhões de crianças e adolescentes para dentro de câmaras de gás, as salas de aula. Isso tem nome: genocídio...

A Base Nacional Comum Curricular – BNCC e os currículos dela decorrentes – todos os 26 estados mais o Distrito Federal já tem currículos próprios aprovados e já em fase de implementação – estabelecem alguns princípios fundamentais para a educação no país. Dentre eles está a busca permanente pela igualdade de condições de acesso e permanência, respeito às diferenças, mas também a perseguição da equidade como um dos objetivos centrais da educação pública. Isso visa garantir uma educação integral para a formação de sujeitos capazes de se relacionar autonomamente consigo mesmos e com o mundo à sua volta, seja no exercício das práticas cotidianas, na sua formação como cidadãos ou para o mundo do trabalho.
"A Base Nacional Comum Curricular – BNCC e os currículos dela decorrentes – todos os 26 estados mais o Distrito Federal já tem currículos próprios aprovados e já em fase de implementação – estabelecem alguns princípios fundamentais para a educação no país. Dentre eles está a busca permanente pela igualdade de condições de acesso e permanência, respeito às diferenças, mas também a perseguição da equidade como um dos objetivos centrais da educação pública. Isso visa garantir uma educação integral para a formação de sujeitos capazes de se relacionar autonomamente consigo mesmos e com o mundo à sua volta, seja no exercício das práticas cotidianas, na sua formação como cidadãos ou para o mundo do trabalho."

Wagner Geminiano dos Santos, doutor em História pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), professor das redes municipais de ensino de São José da Coroa Grande e Água Preta (PE)

Essa formação não pode deixar de prescindir da escola como instituição social responsável não só pela oferta de ensino; mas, sobretudo, como espaço de socialização e de acesso à vida pública. No entanto, esses objetivos foram seriamente comprometidos pela emergência da pandemia de COVID-19, uma vez que o acesso à vida pública e, portanto, ao espaço escolar, foi interditado em função das políticas de isolamento e distanciamento social. Desse modo, a COVID nos lançou num cenário assustador e sem muitos horizontes possíveis a prognosticar, ao menos no curto prazo. A educação foi uma das primeiras a parar, literalmente. E deverá ser uma das últimas atividades a voltar, ao menos assim deveria ser. Diante disso quero pontuar algumas questões e ir encaminhando comentários acerca da proposta de retomada das aulas presenciais ainda para o ano letivo de 2020:

1 – Comecemos pelo óbvio, que infelizmente a maioria não quer admitir: não haverá pós-pandemia para nós brasileiros em 2020. Se não há uma vacina e se as medidas para controle do contágio (testagem em massa e isolamento social rigoroso) não foram e não estão sendo feitas a contento (apesar dos esforços iniciais de governadores e prefeitos, mas que já cederam às pressões e entraram numa flexibilização apressada), dificilmente diminuiremos nossas curvas de infectados e de mortos, não nos próximos três ou quatro meses, como apontam a maioria dos estudos. Estudos esses que indicam que chegaremos a dezembro com o assombroso número de 250 a 300 mil mortos e algo próximo dos 10 milhões de infectados no país. No momento que escrevo esse texto estamos beirando os 90 mil mortos e mais de 2,4 milhões de infectados. Início de agosto teremos ultrapassado a macabra marca de 100 mil mortos e mais de 2,5 milhões de infectados, o que nos rende uma taxa de letalidade de 5%, com uma média de cerca de 1.100 mortes/dia.

2 – Diante disso, desse quadro e desse futuro tenebroso, torna-se quase desumano falar em retorno às aulas de modo presencial. Nossas escolas não estão estruturadas fisicamente para um cenário pós-pandemia, ainda mais para um cenário de plena pandemia. Na maioria dos municípios as salas de aula dos anos iniciais aos finais têm quase sempre mais de 30 alunos cada. Impossível estabelecer qualquer medida de distanciamento social. Impossível não haver aglomerações. Como manter crianças e adolescentes sentados e em distanciamento social, usando máscaras por, no mínimo, quatro horas? A escola é espaço de socialização, de trocas, de contato, de interação. Além disso, é preciso pensar nos inúmeros professores e profissionais da educação que têm comorbidades e são de algum grupo de risco. Sem falar dos próprios alunos e suas famílias, que ficariam ainda mais expostas ao risco de contágio e de morte de algum parente desses grupos. Quem se responsabilizará por esses riscos? O retorno às aulas presenciais esse ano vale a pena, mesmo diante de se colocar em risco a saúde e a vida das pessoas? Admitamos, para 2020 não há possibilidade de retorno com aulas presenciais. A não ser que alguém esteja disposto a assumir todos os riscos e contribuir para sepultar mais algumas centenas de milhares.


Não quero acreditar que quem faz educação esteja disposto a pagar esse preço apenas pelo suposto imperativo da manutenção do “ano letivo”. Quem assinará os protocolos da morte? Qual governador? Qual secretário estadual de educação? Qual prefeito ou secretário municipal? Qual cumpridor de ordens arriscará assumir o argumento de Eichmann e dirá apenas seguir ordens, quando se sabe mandar milhões ao risco do abate? Falar em retorno presencial nessa altura do campeonato significa mandar deliberadamente 60 milhões de crianças e adolescentes para dentro de câmaras de gás, digo, salas de aula. Com uma taxa de letalidade de 5% como a nossa, é só fazer as contas; isso tem nome: genocídio. Passo ao terceiro ponto;

3 – Sei que todo mundo está atordoado pela pandemia, mas isso não pode ser pretexto para perdermos a sensibilidade e a humanidade. A educação não se resume a produtivismo conteudista e ao imperativo da manutenção do ano letivo. A educação significa formar cidadãos, formar sujeitos, construir valores. E os valores para os quais essa retomada abrupta aponta, mesmo cheia de boas vontades, não nos torna melhores que Bolsonaro, por que no fundo estamos dizendo, como ele diz em relação à economia, que a educação também não pode parar, que as coisas tem que voltar o mais rapidamente possível ao normal. Mesmo que para isso tenhamos que dizer, em silêncio: e daí se estão morrendo mil pessoas dia? E daí se em agosto já serão 150 mil brasileiros mortos? E daí se alguns deles são ou serão professores, se são ou serão alunos? É isso que, deliberadamente, estamos dizendo quando aduzimos em silêncio a essa urgência de querer retorno de aulas presenciais ainda para esse ano.

Precisamos parar para compreender que estamos diante da maior catástrofe da nossa história. É preciso ter a consciência disso e não nos desumanizarmos, não nós que fazemos a educação pública desse país. Justo ela que ainda aponta para uma possibilidade de futuro no presente. Não sejamos nós a querer matá-lo ampliando ainda mais, com os protocolos de retomada, a que chamo de protocolos da morte, o nosso já doloroso genocídio. Sensibilidade senhor@s…sensibilidade e empatia com a dor e o sofrimento do outro, é disso que precisamos para atravessar com mais parcimônia, menos pressa e o menor número de perdas possíveis – se ainda nos é possível afirmar isso – esses tempos tristes e dolorosos. A paciência talvez seja, hoje, a principal das virtudes pedagógicas. Nosso tempo urge por ela!!!

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Sobre a experiência do inédito e do Outro em uma aula remota

O “novo normal” da aula remota parecia já assinalado por um efeito de sentido, uma opção semântica de “futuro antecipado” antes da crise pandêmica. Todavia, é possível contrariar o que vem se mostrando como um “futuro que chegou”, tal como uma profecia, problematizando a questão do valor do inédito na experiência com o outro.
O “novo normal” da aula remota parecia já assinalado por um efeito de sentido, uma opção semântica de “futuro antecipado” antes da crise pandêmica. Todavia, é possível contrariar o que vem se mostrando como um “futuro que chegou”, tal como uma profecia, problematizando a questão do valor do inédito na experiência com o outro.

Tenho visto colegas aflitos e tomados de ansiedade acerca da retomada das aulas. Este texto é em parte especialmente dirigido a estes.

Em tempos de pandemia global do novo coronavírus houve o embate de dois discursos acerca da aula como modo operacional norteador da Educação, que remexeu o debate e um possível “novo modo de ser”.

Aqueles que tentam pegar carona no “novo normal” (expressão até o momento, aparentemente à deriva, clamando por sentidos) e os que para além de muitas ressalvas percebem como o alcance de um novo estandarte de “normalidade” disfarça a manipulação de contingências de uma conjuntura já em curso antes da crise. A opção pelo segundo nos faz renitente à dominação engrenada do sentido dominante de “novo normal”.

O “novo normal” da aula remota parecia já assinalado por um efeito de sentido, uma opção semântica de “futuro antecipado” antes da crise pandêmica. Todavia, é possível contrariar o que vem se mostrando como um “futuro que chegou”, tal como uma profecia, problematizando a questão do valor do inédito na experiência com o outro.

Em uma aula convencional, temos esta experiência no ensino básico e nos seus relativos avanços sobre a concessão da fala e a (nem sempre garantida) tomada de posição pelo aluno; e no ensino universitário em que se intensifica a expectativa de que a experiência do inédito em um debate seja um dos eixos norteadores da transformação.

É a experiência do inédito que possibilita mudar de posição diante de um tema, assunto, relato, conceito. A mudança de posição, de idéia, de opinião, de visão sobre um tema, o enfrentamento da dificuldade na resolução de um cálculo complexo ou na escrita de um texto desafiador transcorre sempre com a aceitação do desconhecido e o testemunho e apoio do outro. A natureza da presença do Outro é tautológica. O outro é grande Outro, todavia. Não se reduz ao outro empírico, concreto, mas depende da alteridade do Outro, cujo diferencial está em uma relação que se estabelece.

Não houvesse esta natureza, este valor e esta envergadura com a quantidade que temos de aulas já postadas no portal youtube e que são, sem dúvida de muita valia para ampliar a capilaridade do conhecimento, dariam conta de ter resolvido todos os dilemas da Educação formal.

Diante deste cenário, contudo, sempre continuará como parte do enigma, da experiência quase telúrica de educar, a experiência do inédito também como modo de se partilhar a experiência também como transmissão do enigma de parte do já vivido. Valem em parte as indagações ordinárias: “Como você fez? Me ensina?” Em face do que a resposta, muitas vezes, é reticente porque comporta mistério.

Isto porque, calado, na memória coletiva, este mistério re-organiza (de forma também misteriosa, e aqui vale a redundância) modos de ser sempre comprometidos com a coletividade. Aqui valem duas máximas. Uma da Psicanálise sobre a transferência como fascínio, aproximação e distanciamento do Outro e a das teorias da enunciação sobre o falar de si e para si mesmo sempre pela presença de um terceiro presente/ausente na fala. Mesmo no autodidatismo e no monólogo há Outro.

É crucial que diante de todas estas nuances, estejamos aflitos e reticentes à disseminação da denominada aula remota e a sua implantação. É obrigatório também lembrar que uma dada conjuntura sociopolítica e histórica já definia o valor e alcance desta modalidade: os gananciosos do “mercado da Educação” pouco preocupados com qualidade do debate e do ensino e ávidos por mais EaD.

A escola brasileira que mal tem dado conta de defender um debate plural, com respeito aos direitos humanos, e de possibilitar o estranhamento do que parece evidente, corre o risco de atropelamento pela manipulação cínica. Vide a repercussão das fake news. Parte desta é sintoma de um mal-estar que aglutina nosso fracasso na formação de leitores.

As lives, por um lado, tem despontado em parte como requisito de produtividade do meio universitário neste período, e embora tenham podido aliviar um pouco a angústia, contam com a possibilidade de configurar públicos que não caberiam em muitos auditórios, permitindo certa sistematicidade e organização no calor do acontecimento histórico.

Junto disso, nossos colegas trabalhadores da educação básica sofrem com a pressão pelo “dever cumprido” dos “patrões” da rede privada. Por outro lado, as lives despontam neste contexto de forma preocupante como se dessem conta de recobrir o trabalho intelectual e sua natureza complexa que em parte contempla recolhimento para concentração. Sem contar que o sentido de live também faz parecer que o que fazíamos “antes” estaria em razoável zona de morbidez.

A aula presencial não é mero fetiche como se tem dito. Isto porque talvez seja um fetiche com especial valor político. Neste ponto de vista, é insubstituível porque somente com a presença concreta fazemos política e com a epifania da política podem vir transformações. A propósito, continuaríamos com este governo bárbaro caso as manifestações de rua seguissem seu curso?

Em tempos de onda de moralização autoritária das escolas “sem partido”, o avanço da aula remota pode flertar ainda mais com o autoritarismo que clama pela supressão de adversários, como sintoma do enfraquecimento da democracia e do senso de Outro. Caberia inclusive perguntar: como seria “ver” um experimento, ligar-se ou distanciar-se do outro, contemplar um quadro ou bulir com um texto poético em uma aula remota?

No geral, gabamos: “Frequentei tal museu, parque, auditório de instituições”. Sempre limitadas, as experiências remotas nunca substituirão a lotação dos parques, museus e ruas. As anódinas visitas online abrem questão também sobre o empobrecimento ainda maior da fantasia.

Esta expectativa de “novo normal” disfarça o sucateamento e os ataques de um “autoritarismo liberal” (conforme expressão de Achille Mbembe) e com o qual já sofríamos, e que tenta se reinventar nos bastidores da pandemia para naturalizar o distanciamento do Outro.

O distanciamento real misturado com o disfarce virtual faz parecer que a imposição da indiferença como modo “natural de ser só” é o que estava previsto. Seria uma nova etapa já profetizada. Entretanto, vale alertar que esta teleologia do absurdo se alinha ao esquadrão da morte da riqueza do calor do debate, debate este que incomoda a vociferação de absurdos que no Brasil atual ainda sustenta um governo anti-civilização.

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Em vídeo ao lado de Bolsonaro, ministro Abraham Weintraub, da Educação, anuncia saída do cargo

Ministro permaneceu 14 meses. Deixará MEC após sequência de crises com outras instituições. Nos últimos meses, ofendeu chineses e chamou ministros do STF de 'vagabundos'.


Nesta quarta, a comentarista do G1 e da GloboNews Cristiana Lôbo informou que o governo pretende indicar Weintraub para o Banco Mundial, em Washington, o que o ministro confirmou no vídeo. No Banco Mundial, o Brasil lidera um grupo de nove países e, como maior acionista, tem a prerrogativa de indicar o diretor da área.
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou nesta quinta-feira (18) que deixará o cargo. A informação foi dada em um vídeo publicado pelo próprio Weintraub, em que o ministro aparece ao lado do presidente Jair Bolsonaro e lê um texto de despedida. O nome do substituto não foi informado.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Esta biblioteca comunitária está mudando a narrativa de caos em Cité Soleil, no Haiti

Cité Soleil está transformando sua imagem de desespero urbano
Cité Soleil, uma região empobrecida da capital haitiana, Porto Príncipe, é geralmente associada ao desespero urbano, pobreza, ilegalidade e caos.

Conhecida como Site Solèy em crioulo haitiano, a vasta área concentra as dificuldades que se assolaram o Haiti como um todo nas últimas três décadas: analfabetismo, desemprego, infraestrutura decadente, falta de saneamento, políticas públicas ineficientes e violência de gangues.
Cité Soleil, uma região empobrecida da capital haitiana, Porto Príncipe, é geralmente associada ao desespero urbano, pobreza, ilegalidade e caos.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Cinco brasileiros são escolhidos para a Academia Mundial de Ciências

Três dos cientistas escolhidos são da USP, em São Paulo; os outros dois são da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Fundação Oswaldo Cruz
A World Academy of Sciences (TWAS) - Academia Mundial de Ciências -  divulgou uma lista com os 36 novos membros da associação. Dentre as adições à equipe da academia de ciências, estão cinco brasileiros que são professores de instituições públicas.
World Academy of Sciences (TWAS) - Academia Mundial de Ciências -  divulgou uma lista com os 36 novos membros da associação. Dentre as adições à equipe da academia de ciências, estão cinco brasileiros que são professores de instituições públicas.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

"Égua desdentada", diz ministro da Educação para mãe de seguidora

Abraham Weintraub respondeu a uma seguidora chamando a mãe dela de "égua sarnenta e desdentada". O comentário foi uma resposta a críticas que Abraham Weintraub recebeu por defender a Monarquia 
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, respondeu a uma usuária do Twitter chamando a mãe dela de “égua sarnenta e desdentada”.

O comentário foi uma resposta a críticas que Weintraub recebeu por defender a Monarquia durante o feriado da proclamação da República na última sexta-feira (15).
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, respondeu a uma usuária do Twitter chamando a mãe dela de “égua sarnenta e desdentada”.
O comentário foi uma resposta a críticas que Weintraub recebeu por defender a Monarquia durante o feriado da proclamação da República na última sexta-feira (15).

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Quadro de violência ameaça professores em Minas Gerais

Estado registra média diária de 55 ataques nas instituições de ensino. 'Temos que propor políticas para que as escolas possam formar cidadãos', defende diretor do Sind-UTE
O dia deveria ser de festejar, mas a realidade nas escolas é motivo de preocupação e reflexão. No Dia dos Professores, comemorado ontem, chama a atenção a realidade com a qual educadores têm de lidar e que vai muito além do ensino. Casos de violência já fazem parte do cotidiano escolar e não são raros os relatos de agressões de estudantes contra professores ou depredações das escolas. Esse cenário expõe a desvalorização dos profissionais que zelam pela educação. Em Belo Horizonte, a violência aumentou 6,3%, nos primeiros oito meses de 2019, em relação ao mesmo período de 2018.
O dia deveria ser de festejar, mas a realidade nas escolas é motivo de preocupação e reflexão. No Dia dos Professores, comemorado ontem, chama a atenção a realidade com a qual educadores têm de lidar e que vai muito além do ensino. Casos de violência já fazem parte do cotidiano escolar e não são raros os relatos de agressões de estudantes contra professores ou depredações das escolas. Esse cenário expõe a desvalorização dos profissionais que zelam pela educação. Em Belo Horizonte, a violência aumentou 6,3%, nos primeiros oito meses de 2019, em relação ao mesmo período de 2018.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

História - AMAZONAS DE DAOMÉ: AS MULHERES MAIS TEMIDAS DO MUNDO

Bravas guerreiras da África Ocidental repeliram com sucesso invasores europeus
Nansica, uma jovem soldada do reino de Daomé, no atual Benin, de cerca de 16 anos, se aproxima rapidamente de um sargento francês e o decapita com furor. Em seguida, tem seu corpo atravessado por uma baioneta e tomba de costas, braços estendidos para a frente. Na mesma batalha, um soldado gabonês de infantaria, recrutado pelos franceses, desarma outra militar de Daomé. Sem opção, ela rasga a garganta do inimigo com os próprios dentes.
Nansica, uma jovem soldada do reino de Daomé, no atual Benin, de cerca de 16 anos, se aproxima rapidamente de um sargento francês e o decapita com furor. Em seguida, tem seu corpo atravessado por uma baioneta e tomba de costas, braços estendidos para a frente. Na mesma batalha, um soldado gabonês de infantaria, recrutado pelos franceses, desarma outra militar de Daomé. Sem opção, ela rasga a garganta do inimigo com os próprios dentes.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Ministro debocha de Lula e inventa que a aspirina foi feita por nazistas

Para justificar crítica a Paulo Freire, ministro da Educação inventa que nazistas criaram a aspirina, comercializada desde 1899. Weintraub ainda debochou de Lula e espalhou a falsa informação de que nenhum paós do mundo adota a pedagogia de Paulo Freire
Em entrevista ao programa Morning Show, da Jovem Pan, na manhã desta quinta-feira (1º), o ministro Abraham Weintraub citou um “feito” nazista para explicar o motivo de não gostar do educador brasileiro Paulo Freire.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Fudeu!!! Alcione e os delírios Bolsominions com Cuba

Após a cantora Alcione postar um vídeo criticando o infeliz(para não dizer imbecil) comentário de Bozo sobre o Nordeste, uma chuva de idiotices foram disparadas na internet. Os Bolsominions delirantes confundiram(o delirantemente viram) a bandeira do estado do Maranhão com a do país Cuba. Veja no twitter a quantidade de imbecilidade posta de seus memes mais loucos. Virou tren top nacional(hahahahahah)

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Quando um Ministro da Educação só faz cagada!

Além da dancinha na chuva, o curriculum com faculdade que ele nunca estudou e outros "acepipes", a nova cagada do Ministro da (falta de) Educação Abraham Weintraub escolhido pelo twitteiro e acidentalmente presidente do BraZil que só nos faz passar vergonha, Jair Messias Bolsonaro mais conhecido com Boso, ao comentar dia 27 de junho  via twitter o transporte de 39 quilos de Cocaína em uma avião presidencial a qual foi detido na Espanha, sujando toda reputação do seu ministério, fez o seguinte comentário:

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

História - Game gratuito da USP apresenta cotidiano da Roma Antiga aos estudantes

Alunos e professores podem conhecer um pouco mais sobre a Roma Antiga com o jogo gratuito O Último Banquete de Herculano. Desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Arqueologia Romana Provincial (Larp), da Universidade de São Paulo (USP), a história se passa em 24 de agosto de 79 d.C., dia em que o vulcão Vesúvio entrou em erupção e destruiu as cidades de Pompeia e Herculano.
Alunos e professores podem conhecer um pouco mais sobre a Roma Antiga com o jogo gratuito O Último Banquete de Herculano. Desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Arqueologia Romana Provincial (Larp), da Universidade de São Paulo (USP), a história se passa em 24 de agosto de 79 d.C., dia em que o vulcão Vesúvio entrou em erupção e destruiu as cidades de Pompeia e Herculano.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

História - O Conceito de Liberdade segundo a Filosofia

Liberdade significa o direito de agir segundo o seu livre arbítrio, de acordo com a própria vontade, desde que não prejudique outra pessoa, é a sensação de estar livre e não depender de ninguém. Liberdade...
A liberdade é um conceito utópico, uma vez que é questionável se realmente os indivíduos tem a liberdade que dizem ter, se com as mídias ela realmente existe, ou não. Diversos pensadores e filósofos dissertaram sobre a liberdade como Sartre, Descartes, Kant, Marx e outros. No meio jurídico, existe a liberdade condicional, que é quando um indivíduo que foi condenado por algo que cometeu, recebe o direito de cumprir toda, ou parte de sua pena em liberdade, ou seja, com o direito de fazer o que tiver interesse, mas de acordo com as normas da justiça. Existe também a liberdade provisória, que é atribuída a um indivíduo com cunho temporário. Pode ser obrigatória, permitida (com ou sem fiança) e vedada (em certos casos como o alegado envolvimento em crime organizado).
Liberdade significa o direito de agir segundo o seu livre arbítrio, de acordo com a própria vontade, desde que não prejudique outra pessoa, é a sensação de estar livre e não depender de ninguém. Liberdade é também um conjunto de ideias liberais e dos direitos de cada cidadão. Liberdade é classificada pela filosofia, como a independência do ser humano, o poder de ter autonomia e espontaneidade.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

História - 136 vídeos gratuitos para aprender tudo sobre filosofia, sociologia e política

De Platão a Foucault: empresa especializada em educação produz 136 vídeos com duração de aproximadamente três minutos cada, com abordagens didáticas sobre filosofia, sociologia e política
Além deles, as animações abordam também os principais pensamentos de Charles Darwin, em “A Origem das Espécies”; Sun Tzu, “Arte da Guerra”; Aristóteles, “Política”; Henry David Thoreau, “A Desobediência Civil”; Sigmund Freud, “A Interpretação dos Sonhos”; Virgina Woolf, “Um Teto Todo Seu”; Max Weber, “A Política como Vocação”; Thomas Hobbes,
A empresa especializada em educação online Macat produziu uma série de animações curtas sobre as principais teorias de grande pensadores da humanidade.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Professora heroína em tragédia é enterrada em Janaúba

Um cortejo foi feito pela cidade no carro do Corpo de Bombeiros. Centenas de pessoas acompanharam o trajeto. Antes do sepultamento, o marido da educadora fez um discurso emocionado.

Sob aplausos e grande comoção, o corpo da professora Helley Abreu Batista, de 43 anos, que foi apontada como heroína por ajudar crianças durante o ataque a creche de Janaúba, no Norte de Minas Gerais, mesmo em chamas, foi enterrado nesta sexta-feira. Um cortejo foi feito pela cidade no carro do Corpo de Bombeiros. Centenas de pessoas acompanharam o trajeto. Antes do sepultamento, o marido da educadora fez um discurso emocionado
Sob aplausos e grande comoção, o corpo da professora Helley Abreu Batista, de 43 anos, que foi apontada como heroína por ajudar crianças durante o ataque a creche de Janaúba, no Norte de Minas Gerais, mesmo em chamas, foi enterrado nesta sexta-feira.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Escola Sem Partido é inconstitucional, diz MPF

Projeto de Lei da Escola Sem Partido, do vereador Fernando Borja (PSC), havia sido aprovado na Comissão de Legislação e Justiça da Câmara de Belo Horizonte, com apoio de 21 vereadores
Por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), órgão vinculado ao MPF, o procurador regional dos direitos do cidadão, Helder Magno da Silva, e o substituto Edmundo Antonio Dias, enviaram um ofício, no último dia 22 de agosto, ao presidente da Câmara Municipal, Henrique Braga (PSDB), e aos presidentes da Comissão de Legislação e Justiça, Autair Gomes (PSC), e da Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo, Arnaldo Godoy (PT).
O Ministério Público Federal (MPF) emitiu, nesta segunda-feira (28/08), parecer técnico no qual afirma ser inconstitucional o projeto Escola Sem Partido, apresentado na Câmara dos Vereadores de Belo Horizonte pelo pastor e vereador Fernando Borja (PSC), há cerca de um mês.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Curso de pós-graduação terá Dilma, Emir Sader e Jean Wyllys como professores

O curso “A Esquerda no Século XXI” será oferecido pela Universidade Federal da Fronteira do Sul e terá aulas ministradas ainda por Leonardo Boff, Olívio Dutra, João Pedro Stédile e Guilherme Boulos


Já estão abertas as pré-inscrições para o curso de pós-graduação “A Esquerda no Século XXI”, idealizado pelo deputado federal Pedro Uczai (PT-SC), que é professor universitário. Inúmeras figuras da esquerda do cenário político eleitoral e também da academia formarão o corpo docente do curso.
Já estão abertas as pré-inscrições para o curso de pós-graduação “A Esquerda no Século XXI”, idealizado pelo deputado federal Pedro Uczai (PT-SC), que é professor universitário. Inúmeras figuras da esquerda do cenário político eleitoral e também da academia formarão o corpo docente do curso.