domingo, 31 de maio de 2015

Muçulmana denuncia islamofobia após aeromoça dizer que ela usaria lata de Coca como arma em voo nos EUA

Para a passageira Tahera Ahmad, pedido de desculpas da United Airlines foi 'decepcionante' em meio à discriminação e às palavras de ódio que sofreuApós o incidente, Ahmad afirma que se sentiu humilhada pela discriminação que sofreu motivada por sua religião. Mesmo buscando apoio de outros passageiros que testemunharam a cena, ela conta ainda que não recebeu suporte deles, pelo contrário. “Um homem sentado a alguns assentos de distância disse: ‘ei, muçulmana, você precisa calar a boca (sic)’”, relata.

A postagem no Facebook foi compartilhada por mais de 7.000 pessoas e gerou revolta no Twitter, onde usuários incentivavam o boicote à United Airlines.
Uma campanha de boicote à companhia aérea norte-americana United Airlines viralizou na internet neste fim de semana após uma passageira muçulmana denunciar que uma aeromoça recusou a lhe dar uma lata fechada de Coca Diet, sob a justificativa de que ela poderia usar o produto como uma arma.
Tahera Ahmad, capelã da Universidade Northwestern, relatou o episódio na noite de sexta-feira (29/05) por meio de sua página no Facebook enquanto ainda estava no voo. A aeronave saiu de Chicago para Washington DC, onde ela foi participar de uma conferência sobre justiça social e diálogo entre crianças palestinas e israelenses.

Segundo Ahmad, depois de recusar o seu pedido, a aeromoça em seguida ofereceu uma lata de cerveja fechada a um homem sentado ao lado dela. “Então eu perguntei novamente por que se recusou a me dar uma lata fechada e ela me respondeu: ‘nós não temos autorização para dar latas fechadas às pessoas, porque elas podem usá-las como armas no avião”.

Imediatamente, a passageira rebateu que tal gesto se tratava de um caso de discriminação. Por sua vez, a aeromoça rapidamente abriu a lata de cerveja do homem e replicou: “pronto, agora você não vai usá-la como uma arma”.
Após o incidente, Ahmad afirma que se sentiu humilhada pela discriminação que sofreu motivada por sua religião. Mesmo buscando apoio de outros passageiros que testemunharam a cena, ela conta ainda que não recebeu suporte deles, pelo contrário. “Um homem sentado a alguns assentos de distância disse: ‘ei, muçulmana, você precisa calar a boca (sic)’”, relata.

A postagem no Facebook foi compartilhada por mais de 7.000 pessoas e gerou revolta no Twitter, onde usuários incentivavam o boicote à United Airlines. "Eu me recuso a voar com a United até que eles aprendam a não discriminar. Comportamento patético", disse um internauta. "Cancelando meu voo de amanhã pela United e comprando um novo pela Delta. Imperdoável", diz outro.
No sábado (30/05), a companhia aérea lançou um comunicado em que argumenta que o constrangimento  foi um “mal-entendido”. “Nós falamos diretamente com Srta. Ahmad nesta tarde para obter uma melhor compreensão do que ocorreu durante o voo e para nos desculpar por não ter fornecido o serviço que nossos clientes esperavam” , afirmou a empresa em nota.

Para Ahmad, o comunicado foi “decepcionante”. “Infelizmente, a United rejeitou toda a minha narrativa e a banalizou, limitando-o a uma lata de refrigerante”, criticou em uma nova postagem neste domingo (31/05). “Eu não recebi um sincero pedido de desculpas por escrito para a dor e a mágoa que eu experimentei como resultado da discriminação e das palavras de ódio em relação a mim. Não se trata apenas de uma lata de refrigerante”, argumentou.
Fonte: Opera Mundi

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