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sexta-feira, 29 de julho de 2016

A direita está mais mobilizada que a esquerda nas redes

Estudo mostra que páginas de movimentos conservadores e contrários ao PT acumulam mais curtidas
Desde a abertura do processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, no dia 12 de maio, a direita se mostra muito mais mobilizada nas redes do que a esquerda.
É o que mostra o Mapa das redes de mobilização no Facebook, construído pelos professores Esther Solano (Unifesp), Pablo Ortelllado (USP) e Marcio Moretto (USP).

O retrato, feito entre 11 e 25 de junho na rede social que possui no Brasil 99 milhões de usuários ativos mensais, mostra que as páginas de direita se sobressaem quanto ao número de curtidas, seja em posts e conteúdo compartilhado ou mesmo na própria página de apresentação.

De acordo com os especialistas que apresentaram resultados preliminares da pesquisa na última quinta-feira (28), se na época da votação na Câmara e no Senado do processo de impeachment a atividade do espectro mais conservador e anti-PT era semelhante ao de páginas ligadas a uma causa ou a um grupo político de esquerda, hoje o que se observa é um crescimento da direita no universo online.
Desde a abertura do processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, no dia 12 de maio, a direita se mostra muito mais mobilizada nas redes do que a esquerda.
É o que mostra o Mapa das redes de mobilização no Facebook, construído pelos professores Esther Solano (Unifesp), Pablo Ortelllado (USP) e Marcio Moretto (USP).
O retrato, feito entre 11 e 25 de junho na rede social que possui no Brasil 99 milhões de usuários ativos mensais, mostra que as páginas de direita se sobressaem quanto ao número de curtidas, seja em posts e conteúdo compartilhado ou mesmo na própria página de apresentação.
De acordo com os especialistas que apresentaram resultados preliminares da pesquisa na última quinta-feira (28), se na época da votação na Câmara e no Senado do processo de impeachment a atividade do espectro mais conservador e anti-PT era semelhante ao de páginas ligadas a uma causa ou a um grupo político de esquerda, hoje o que se observa é um crescimento da direita no universo online.
movimento_corrupcao
Página do 'Movimento Contra Corrupção', que tem 2,5 milhões de likes
Quando se analisam as cinco páginas que tiveram mais curtidas únicas (número de usuários que curtiram pelo menos uma postagem) no período considerado, observa-se no topo do ranking o Partido Anti-PT (456 mil curtidas), o MBL (376 mil), o Movimento Contra a Corrupção (301 mil), o Vem Pra Rua (251 mil), e o Revoltados Online (217 mil).
No outro espectro, está em primeiro o Deboas na Revolução (246 mil), seguido por Feministas Revolucionárias (174 mil), Geledés (99 mil), Esquerda Revolucionária (55 mil) e por último a página Verdade sem manipulação (54 mil).
Se o critério for o número de curtidas na própria página, o ranking fica da seguinte forma: Movimento Contra a Corrupção (2,5 milhões), Revoltados Online (1,7 milhão), Partido anti-PT (1,4 milhões), AnonymousBrasil e Vem Pra Rua (com 1,4 milhão cada). Do lado que se intitula progressista vem o Deboas na Revolução (871 mil), Direitos Humanos Brasil (816 mil), Geledés (490 mil), Passe Livre São Paulo (335 mil) e SP Invisível (325 mil).
“Em ambas as métricas, os maiores veículos de direita são muito maiores do que os de esquerda. O que de certa forma pode indicar que a direita está mais mobilizada hoje nas redes”, explica Moretto, professor de sistemas de informação na USP.
A pesquisa, que coletou páginas do Facebook classificadas como “Cause” (causa) ou “Political Organization” (organização política) com mais de 50 mil curtidas, ainda é preliminar, mas revela um status de polarização evidente. Os agrupamentos são o campo progressista (indicado pela cor vermelha na imagem acima), o campo conservador (azul) e o campo evangélico (amarelo). Há ainda entre os polos azul e vermelho algumas páginasambientalistas (verde).
Solano ressalta, no entanto, que se tratam de grupos pequenos e pouco representativos frente à sociedade fora do mundo virtual. “Trata-se de uma polarização política no campo de pessoas que têm interesse e o expressam no Facebook.”
Ortellado reforça essa opinião e acrescenta que a pesquisa traz um retrato da comunicação no Facebook e não necessariamente sobre a sociedade. “O universo analisado aqui é urbano, jovem e rico. Então mais velhos, do meio rural ou mais pobres ficam de fora.”
Fonte: Carta Capital

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