quarta-feira, 27 de julho de 2016

Moradores acusam PM pela morte de jovem de 15 anos, em Salvador

"Me dói saber que meu filho não vai ser o último, infelizmente”
No Dia Internacional da Mulher Negra Latina e Caribenha, 25 de Julho, a diarista Luzinete de Jesus Santana, 45, enterrou o seu filho de apenas 15 anos, mais uma vítima da política de Segurança do Estado da Bahia. Alisson Jesus de Santana foi morto no domingo, 24, atingido nas costas, enquanto conversava com a namorada e com amigos, na Travessa Princesa Isabel, no bairro de Paripe, Subúrbio Ferroviário de Salvador. Ele era estudante do 8º ano noturno no Colégio Estadual Almirante Barroso.
A família do jovem responsabiliza a Polícia Militar pelo crime, resultado de uma ação da 19ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Paripe) que teria chegado à localidade de Bate Coração fazendo disparos pela rua: “Vou enterrar meu filho por conta de uma ação da polícia que vitima apenas inocentes”, reclamou Luzinete. O sepultamento aconteceu às 15h30 do dia 25 de julho, no Cemitério de Paripe.
No Dia Internacional da Mulher Negra Latina e Caribenha, 25 de Julho, a diarista Luzinete de Jesus Santana, 45, enterrou o seu filho de apenas 15 anos, mais uma vítima da política de Segurança do Estado da Bahia.
Alisson Jesus de Santana foi morto no domingo, 24, atingido nas costas, enquanto conversava com a namorada e com amigos, na Travessa Princesa Isabel, no bairro de Paripe, Subúrbio Ferroviário de Salvador. Ele era estudante do 8º ano noturno no Colégio Estadual Almirante Barroso.

A família do jovem responsabiliza a Polícia Militar pelo crime, resultado de uma ação da 19ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Paripe) que teria chegado à localidade de Bate Coração fazendo disparos pela rua: “Vou enterrar meu filho por conta de uma ação da polícia que vitima apenas inocentes”, reclamou Luzinete. O sepultamento aconteceu às 15h30 do dia 25 de julho, no Cemitério de Paripe.
Alisso Jesus_reprodução
Alisso Jesus_reprodução
Testemunhas informam que Allisson chegou a ser socorrido por seu irmão, mas morreu antes de chegar ao Hospital do Subúrbio. Ninguém mais foi atingido. “Alguns vizinhos e até um dos policiais tentou socorrer, mas a subtenente não permitiu que os colegas levassem ele para um hospital. Ela disse: ‘deixa aí pra morrer'”, denunciou um amigo do garoto conforme reportagem do jornal Correio*.
Manifestacao da comunidade contra a ação da PM_Foto Luciano Junior_Correio
Manifestacao da comunidade contra a ação da PM_Foto Luciano Junior_Correio
Ainda de acordo com a matéria, inicialmente a Central de Polícia informou que o crime aconteceu por volta das 23h, na Rua 14 de Dezembro. Em nota, a Polícia Militar informou que os policiais militares da unidade não foram solicitados para atender a ocorrência. A PM também comunicou que uma viatura esteve depois no local e foi informada que o adolescente havia sido atingido e socorrido por moradores. O Jornal procurou o comandante da 19ª CIPM, major Leão, mas não conseguiu contato.
Fonte: Correio Nagô

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