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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Colombia: ‘Governo e oligarquia estão assustados’, diz porta-voz da Farc no Brasil

Oliverio Medina afirmou que governo e elites colombianas querem 'arrasar' o acordo de paz que levou à transformação do grupo guerrilheiro em um partido político
Oliverio Medina, porta-voz do partido político Frente Alternativa Revolucionária do Comun (Farc) no Brasil, afirmou nesta terça-feira (12/09) que o governo colombiano e a oligarquia do país estão “assustados” com o processo de paz levou à transformação do antigo grupo guerrilheiro em força civil.
“O governo e a oligarquia estão assustados pois nós não demos um passo atrás”, disse Medina em evento ocorrido em São Paulo.
Oliverio Medina, porta-voz do partido político Frente Alternativa Revolucionária do Comun (Farc) no Brasil, afirmou nesta terça-feira (12/09) que o governo colombiano e a oligarquia do país estão “assustados” com o processo de paz levou à transformação do antigo grupo guerrilheiro em força civil.

sábado, 1 de outubro de 2016

As mudanças no voto de legenda e informações sobre brancos e nulos

Atenção. A nova legislação aprovada sob o comando de Eduardo Cunha mudou as regras do voto em legenda – voto que costumava ser defendido por partidos como o PSOL e o PT. Entenda a nova regra de computação desses votos e saiba a diferença entre anular e votar em branco
O que é o voto de legenda?
Como as novas regras interferem nesse tipo de voto?
Qual a diferença entre os votos branco e nulo?
Se mais de 50% dos votos forem brancos ou nulos, a eleição é anulada?

Partidos que historicamente recebem muitos votos de legenda enfrentam nesta eleição de 2016 um desafio inédito: traduzir a identificação em escolhas por candidatos específicos.
Neste ano será aplicada pela primeira vez uma regra inserida na reforma eleitoral aprovada pelo Congresso no ano passado, sob o comando de Eduardo Cunha.
Agora, além de o partido ter de superar o quociente eleitoral, seus aspirantes a vereador precisam ultrapassar 10% desse índice em votos nominais.
O que é o voto de legenda?
Como as novas regras interferem nesse tipo de voto?
Qual a diferença entre os votos branco e nulo?
Se mais de 50% dos votos forem brancos ou nulos, a eleição é anulada?

quinta-feira, 19 de março de 2015

O PSDB NÃO É MAIS O GRANDE ADVERSÁRIO. CONHEÇA O NOVO ADVERSÁRIO DA ESQUERDA.

Se você acha que o PSDB está por traz das manifestações do último domingo, está errado. Caso acredite que a mídia organizou os protestos, vai por mim que não é por aí; apesar da Veja ter deixado explícito o desejo de impeachment, e a Globo ter deixado implícito, cobrindo e exaltando os protestos desde cedo no domingo. Enganam-se aqueles que acreditam que o PSDB usa a mídia, pelo contrário, a mídia usa o PSDB nos últimos 20 anos. Mas a mídia é assim não por obra da natureza, ela é instrumento de poder de uma elite econômica. Nesse cenário os tucanos são úteis, já que é o maior partido de oposição ao modelo progressista, mas é descartável, e será nos próximos anos, já que a sigla não é aquilo que o poder econômico sonha.
Se você acha que o PSDB está por traz das manifestações do último domingo, está errado. Caso acredite que a mídia organizou os protestos, vai por mim que não é por aí; apesar da Veja ter deixado explícito o desejo de impeachment, e a Globo ter deixado implícito, cobrindo e exaltando os protestos desde cedo no domingo.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

A pressão por uma guinada de Dilma à esquerda começa agora

Dilma Rousseff não ganhou o segundo turno por conta de João Santana. A atuação de Lula, que segue sendo o grande eleitor do país, foi fundamental, mas outro elemento se mostrou determinante: a militância.

sábado, 20 de setembro de 2014

A partir deste sábado (20), candidatos só poderão ser presos em flagrante

A partir deste sábado (20), quando faltarão exatamente 15 dias para a realização da votação do primeiro turno das eleições gerais no país, nenhum candidato a cargo eletivo poderá ser detido ou preso, salvo em flagrante delito. A medida é prevista no parágrafo 1º do artigo 236 do Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965), de forma a resguardar a realização do pleito eleitoral.
A legislação eleitoral também determina que desde cinco dias antes da eleição, ou seja, a partir de 30 de setembro, até 48 horas após o término da votação, nenhum eleitor poderá ser preso ou detido, salvo em flagrante delito, ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou, ainda, por desrespeito a salvo-conduto. No segundo turno, que será realizado no dia 26 de outubro, o candidato que concorrer ao segundo turno para presidente da República ou governador de Estado não poderá ser preso ou detido a partir de 11 de outubro, salvo em flagrante delito. Já os eleitores não poderão ser presos ou detidos, salvo em flagrante delito, ou devido à condenação criminal por crime inafiançável, ou, ainda, por descumprimento a salvo-conduto a partir de 21 de outubro até 48 horas após o encerramento da votação.
A partir deste sábado (20), quando faltarão exatamente 15 dias para a realização da votação do primeiro turno das eleições gerais no país, nenhum candidato a cargo eletivo poderá ser detido ou preso, salvo em flagrante delito. A medida é prevista no parágrafo 1º do artigo 236 do Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965), de forma a resguardar a realização do pleito eleitoral.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Marina e a Rede: nem esquerda, nem direita, muito pelo contrário

As jornadas de junho mudaram totalmente a conjuntura política do Brasil. A reeleição de Dilma Rousseff, que já era dada como certa, ficou em xeque com a queda de sua popularidade, que segundo pesquisa da Datafolha caiu de 65%, em março deste ano, para 36% em agosto. Até já circula pelos meios políticos um suposto “Volta Lula!”.
Mas o privilégio não foi apenas da atual presidente. Ocorreu uma queda quase que sincronizada de todos os governadores e prefeitos dos principais estados e cidades, além disto, o congresso nacional também assistiu sua avaliação (já não muito) positiva cair de 21%, em março, para 13% em agosto.
No entanto, um nome despontou junto a este período conturbado, o da ex-senadora Marina Silva. Na pesquisa da Datafolha, Marina foi a única pré-candidata a presidência que permaneceu em ascendência nas pesquisas, passando de 14% em março para 22% em agosto (maior pontuação entre a oposição).
Marina Silva conta com a construção de uma nova estrutura partidária para a disputa eleitoral do próximo ano, a Rede Sustentabilidade. O novo partido ainda está em fase de legalização, e já conta, segundo seu site oficial, com 859 mil assinaturas de eleitores brasileiros, número que contrasta com o que os cartórios registraram como aptos a serem considerados legais, que está muito abaixo das 500 mil assinaturas necessárias, problema que está emperrando o registro do seu partido, mas que provavelmente não será problema até outubro.
Nem de direita, nem de esquerda, nem de centro
A Rede se traveste de uma “nova política”, mas parece que o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, começou esta prática antes da “ambientalista”, ao dizer, enquanto legalizava seu partido, o PSD, que “não será de direita, não será de esquerda, nem de centro”. Marina acrescentou mais um elemento em seu discurso: “nem situação, nem oposição”.
Ela pega carona no que o dramaturgo alemão, Bertolt Brecht, chamaria de “tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada” para convencer seus eleitores de que não há mais diferença entre esquerda e direita, praticamente mais uma alusão ao fim da história, como Fukuyama já havia feito pós-queda do muro de Berlim.
Apesar da tentativa de se colocar acima do bem e do mal, o que não falta são contradições entre a sua política e o seu discurso.
Quem não se lembra da campanha de 2010? Ao ser questionada sobre uma das principais pautas dos movimentos ambientalistas internacionais – a construção de Belo Monte –, a ex-Partido Verde se colocou em cima do muro ao dizer: “Não sou contra e nem a favor. O projeto deve ser objetivo. Do ponto de vista cultural, social e ambiental, o empreendimento deve ser ético e respeitar a diversas culturas da região”.
Outro ponto é a diversidade, que a pré-candidata afirma ser uma das características do seu novo partido. Mas e a defesa ao principal símbolo de intolerância – seja homofobia, racismo ou machismo – da atual política nacional, o pastor Marco Feliciano (PSC)? Marina declarou, em maio deste ano, no auge do debate sobre a presidência da comissão de direitos humanos, que o parlamentar estava sendo hostilizado “mais por ser evangélico do que por suas posições políticas equivocadas”, tentando blindá-lo das críticas.
E a transparência? Segundo reportagem do Estadão, o processo de legalização do partido já consumiu R$800 mil, e até o prazo final a estimativa dos gastos é que aumente ainda mais 15%. E quem paga esta conta? Sobre isto, a REDE apenas declarou ao mesmo jornal que “são centenas de doadores financeiros que contribuíram com os gastos até o momento e milhares de pessoas que doaram seu tempo, em coleta de assinaturas, em processamento e relação com cartórios”. Mas entre eles estão nomes ligados às maiores empresas do País, como Neca Setubal, herdeira do banco Itaú, e o bilionário Guilherme Leal, um dos donos da Natura, que foi candidato à vice na chapa de Marina, pelo PV, nas eleições presidenciais de 2010.
Como já diria um ditado popular, “quem paga, escolhe a música!”, e na política não é diferente. Este é o padrão já seguido por outras grandes candidaturas, principalmente o PSDB e o PT na empreitada à presidência da república, que são bancados pelas maiores empresas do país, como o Bradesco e o Itaú, que investem milhões nas suas campanhas.
O que esperar, então, de um partido que já nasce com tantas contradições? Eu apostaria em mais do mesmo! Talvez pior do que isto, pois segue a tendência criada, neste país, pelo PMDB, e que agora é seguida pelo PSD, onde se constrói a imagem de que está todo mundo junto e misturado, não existe esquerda, nem existe direita, somos todos brasileiros prontos para ajudar o nosso glorioso país!
Fonte: Blog O Escrevinhador.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A emergência da reforma política


Na sequência das manifestações de massas que mobilizaram multidões nas ruas e praças de todo o País durante o mês de junho, o Brasil está agora imerso em importante embate político e social pela realização de reformas estruturais.

A primeira delas tem caráter institucional e atinge o sistema político e eleitoral do País. Em boa hora, numa demonstração de compreensão do sentido mais profundo das manifestações – o clamor da população por mais democracia e pelo efetivo combate aos vícios das classes dominantes no exercício de mandatos eletivos e administrativos – a presidenta Dilma propôs a realização da reforma política e eleitoral. 


Como método, a presidenta apresentou propostas que, por princípio e essência, buscam a legitimidade na consulta organizada à população, o que também significa um grau superior de participação popular na condução dos destinos do País. A ideia original do Palácio do Planalto combinava a convocação de um plebiscito e de uma Assembleia Constituinte específica para a elaboração e decisão da reforma política. 

A estridência com que a mídia privada e monopolista, alguns setores do Judiciário e partidos políticos – não só os oposicionistas, mas também algumas importantes siglas da base de sustentação do governo – bombardearam a proposta da Constituinte específica, fizeram a mandatária voltar atrás neste aspecto.

A diretriz de fazer o plebiscito, contudo, está de pé, alcança maior aceitação e apenas duas ou três siglas oposicionistas não a apoiam. Nos últimos dias, o governo conseguiu unificar os partidos de sua ampla, diversificada e heterogênea base em torno da proposta e as medidas nas áreas do Executivo e do Judiciário para fazê-lo em tempo hábil a que a reforma política tenha validade já nas próximas eleições de 2014 estão a pleno vapor. 

Destaque-se a formação de uma frente de partidos de esquerda da base de sustentação do governo, que anunciou a disposição de atuar unida em torno do tema. 

Tem o país uma importante oportunidade de, ao acionar um mecanismo de democracia direta, dar o ponto de partida para realizar uma reforma política realmente democrática e que seja capaz de soerguer outro sistema político eleitoral, em face da evidência de que o atual está inteiramente superado.

Resolvida a questão do método, já se desenvolve uma frontal luta política em torno do mérito da reforma institucional-eleitoral, luta que doravante será ainda mais intensa. O Brasil pode estar no limiar de uma nova fase de seu desenvolvimento político, de aprofundamento e ampliação da democracia, de elevação dos níveis de participação popular na vida política e na governação do país, mas pode também sofrer grave retrocesso se a reforma política for pautada pelo pensamento conservador e antidemocrático.

Por meio da mídia privada, os conservadores semeiam confusão política e ideológica e criam um ambiente para a rejeição “à política” e “aos políticos” de uma maneira geral, como se a má gestão, a corrupção, a locupletação, a prevaricação e a traição à vontade popular fossem características indistintas da ação política. Com base nisso, pregam a redução pela força do número de partidos, por meio da adoção de normas eleitorais restritivas, como a cláusula de barreira, o voto majoritário (aqui chamado de distrital) para a eleição de representantes do povo nas casas legislativas e a proibição das coligações em eleições proporcionais. Deblateram contra as práticas espúrias e relações promíscuas entre agentes dos interesses privados e titulares de mandatos eletivos, mas nada dizem nem fazem contra o financiamento privado das campanhas eleitorais. Ao contrário, estigmatizam o financiamento público como se este fosse desviar recursos de outras áreas.

O busílis da questão se o sistema político e eleitoral será democrático ou não está no grau de participação popular e na representação do conjunto da sociedade. No quadro do Estado burguês, esta possibilidade será sempre relativa e restrita, mas não cabem dúvidas de que, em termos da “democracia” burguesa, não há sistema eleitoral mais democrático do que o que assegura o voto universal, direto, secreto e proporcional, com ampla liberdade de organização partidária, total autonomia destes na gestão de seus assuntos internos e sem cláusulas de barreira. 

O sistema eleitoral proporcional é o que assegura a representação de todos os setores políticos, inclusive os minoritários, porque se baseia na distribuição das cadeiras de vereadores, deputados estaduais e deputados federais em proporção aos votos obtidos pelos partidos ou coligações partidárias. 

O defeito do sistema proporcional brasileiro, que a reforma política e eleitoral pode corrigir, é que as vagas nas casas legislativas são atualmente preenchidas pelos candidatos mais votados da lista do partido ou coligação, até o limite das vagas obtidas, segundo o cálculo do quociente partidário e distribuição das sobras. É o sistema de listas abertas, pelo qual nas campanhas eleitorais prevalecem as individualidades e não as siglas partidárias. 

Como não há democracia sem partidos sólidos e representativos, a reforma política e eleitoral deveria substituir a lista aberta por um sistema de distribuição das vagas a partir das listas pré-ordenadas pelos próprios partidos, em convenções democráticas ou primárias internas. 

Ao contrário do que se propala, o sistema de votação proporcional não exclui, mas até pressupõe, as coligações partidárias. A união de partidos afins em frentes partidárias para efeitos de elevar o grau de intervenção política, potenciar a capacidade de obter maiores votações e eleger numerosas bancadas é direito democrático legítimo que a reforma política não deveria tolher.

Por fim, a reforma política deveria ter como uma das suas principais medidas a instituição do financiamento exclusivamente público das campanhas eleitorais, mediante critérios estritos e sob supervisão dos órgãos de fiscalização e controle da República ou outros que podem ser criados no âmbito da Justiça Eleitoral. Urge uma campanha de esclarecimento da opinião pública de que o financiamento privado das campanhas eleitorais é um dos principais instrumentos de corrupção e de submissão da vida política do País à vontade da plutocracia. 

Com dez anos de vigência de governos democráticos e progressistas, o Brasil vive um paradoxo. Os poderes de fato ainda são exercidos pelas classes dominantes retrógradas. Uma reforma política democrática pode abrir caminho para outras e pôr nas mãos das forças progressistas novos meios de acumulação de forças na luta estratégica pela libertação social e nacional do povo brasileiro.


Fonte texto: Blog do Miro.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Parlamento Europeu realiza debate político-teórico sobre a China

O Parlamento Europeu (PE), sediado em Bruxelas, Bélgica, foi palco na quinta e sexta-feira da semana passada (6 e 7) do seminário A China no Século 21 : Presente e Futuro. A atividade resultou de uma promoção conjunta envolvendo o Grupo da Esquerda Unida – Esquerda Verde Nórdiga, do PE, a Fundação Gabriel Péri, ligada ao Partido Comunista Francês e a Rede Correspondências Internacionais (Corint). 



  Bélgica
O secretário nacional de Comunicação do PCdoB, José Reinaldo Carvalho participou da mesa.
Asessão de abertura contou com a presença da deputada alemã Gabbi Zimmer, presidente do Grupo Parlamentar da Esquerda no PE. Ela saudou os conferencistas e o público ressaltando o papel cada vez mais influente da China e as suas políticas de desenvolvimento, em contraste com as políticas recessivas levadas a efeito na Europa.
Para acessar a galeria de fotos clique aqui.

A saudação da delegação chinesa ficou por conta de Hairong Lai, diretor executivo do Centro Chinês de Teoria Social e Filosófica, adstrito ao Partido Comunista da China (CCOSPT) , que caracterizou sua presença no evento como um intelectual membro de um think tank, disposto a ouvir com atenção as opiniões dos palestrantes e do público. Pela Fundação Gabriel Peri, tomou a palavra na sessão inaugural o economista francês Jean-Claude Delaunay que discorreu sobre sua experiência de intelectual que esteve muitas vezes na China e destacou a importância de conhecer a fundo a obra que está sendo realizada na nação asiática.

O deputado espanhol no PE Willy Meyer coordenou a primeira mesa de trabalho. Ele assinalou o vertiginoso desenvolvimento chinês e o seu crescente papel nas relações internacionais. Meyer citou o estudo recentemente divulgado pelo Consleho Nacional de Inteligência dos Estados Unidos, segundo o qual este país imperialista vai continuar com sua hegemonia em declínio e sua economia será superada em duas décadas pela da China. Meyer criticou duramente as políticas recessivas que estão sendo praticadas na União Europeia, sob a égide da chamada troika, formada pela Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Intyernacional, que impõem duras políticas de austeridade que cobram elevado preço aos trabalhadores. 

O deputado espanhol chamou a atenção para as ameaças à paz emanadas das potências imperialistas.

A mesa, intitulada A China e seus Parceiros, contou com as presenças de dirigentes de partidos políticos de esquerda de diversos países : Sitaram Yechury, do Partido Comunista da Índia (Marxista), Chris Matlhako, do Partido Comunista da África do Sul, José Reinaldo Carvalho, do Partido Comunista do Brasil, Lô Gourmo, da União das Forças do Progresso da Mauritânia, Francesco Maringió, do Partido dos Comunistas Italianos, Gyula Thürmer, do Partido dos Trabalhadores (comunista) da Hungria, Robert Griffiths, do Partido Comunista da Grã Bretanha e Helmut Scholtz do Partido de Esquerda da Alemanha.

Foi um debate rico, em que se ressaltou o desenvolvimento chinês no quadro da crise econômica mundial, a etapa primária do socialismo chinês, a inserção da China no mundo, sua política de cooperação internacional, desenvolvimento e paz. Todos os conferencistas procuraram situar a China em seu contexto histórico, segundo o método de interpretar os fenômenos no país asiático com a mente aberta, sem preconceitos, sem esquemas nem estereótipos e em contraste com as opiniões difundidas pelos centros de formação de pensamento e a mídia ligados aos países capitalistas.

A segunda mesa, coordenada pelo cientista político Patrick Theuret, da Rede Correspondências Internacionais, abordou a China no mundo atual, em que se observa a tendência à formação de novos blocos econômicos e polos de poder geopolítico.

Tomaram a palavra Pingping Peng, editora chefe do Escritório Chinês de Traduções do Instituto Socialismo e Mundo Contemporâneo, o prestigioso economista egípcio Samir Amin, diretor do Fórum do Terceiro Mundo e presidente do Fórum Mundial por Alternativas. O debate foi complementado pela mesa sobre a China e a Economia Internacional, na qual expuseram suas ideias Hairong Lai, diretor do CCOSPT da China, Rodrigo Cabezas, secretário de Relações Internacionais do Partido Socialista Unido da Venezuela e Remy Herrera, professor de Economia da Universidade Sorbonne da França. 

Em ambas as mesas, foi dada ênfase ao caminho original que a China está percorrendo e nas alterações que seu desenvolvimento econômico provocam no mundo.

No dia seguuinte (7), foram realizados paineis sobre o desenvolvimento econômico, social e político na China, destacando-se as reformas que se realizam em todos os domínios. Participaram Bruno Drweski (Corint), Danielle Follet (Corint), Jin Feng, pesquisadora do CCOSPT da China, Jean-Claude Delaunay, da Fundação Gabriel Péri, Marc Vandepitte, economista belga, Yajun Bao, pesquuisador do Centrro de Economia Comparativa e estudos Políticos da China e o jornalista belga Ng Sauw Tjhoi.

Em todas as mesas foram feitas também abordagens críticas, em que se chamou a atenção para fenômenos negativos da vida atual na China, como a desigualdade social, a corrupção e os desequilíbrios ambientais.


Fonte texto: Portal Vermelho

segunda-feira, 29 de abril de 2013

O novo partido de Marina Silva

O novo partido de Marina Silva
No último dia 16 de fevereiro foi oficialmente lançada em Brasília mais uma nova legenda burguesa no cenário político brasileiro: o Rede Sustentabilidade, oriundo do “Movimento por uma nova política”, que foi impulsionado pela ex-senadora Marina Silva após sua saída do PV em 2011.
Primeiramente, Marina tentou dissimular o personalismo, centrado na sua própria figura, que deu origem ao Rede. A pedido dela, foi vetado o uso de imagens da ex-senadora tanto local do evento onde o partido foi fundado quanto nos materiais de divulgação, para evitar que a nova sigla seja chamada de “Partido da Marina”. No entanto, basta um retorno ao primeiro turno das eleições presidenciais de 2010 para compreendermos que os cerca de 20 milhões de votos obtidos por Marina – terceira colocada na época, atrás apenas de Dilma e José Serra – foram a força motriz para a fundação de um novo partido. Não à toa, há a pretensão de que o Rede recolha as 500 mil assinaturas necessárias à sua legalização até setembro deste ano, para que já esteja apto a participar das eleições de 2014.
Fundamentado na corrida eleitoral, o novo partido não tem nada de novo, por mais que seus fundadores digam o contrário. Para angariar apoio, o programa do partido foi sintetizado em sete slogans, entre eles a “sustentabilidade”, a “diversidade”, a “visibilidade” e a “colaboração”. Ou seja, centra-se em abstrações para mascarar a ausência de princípios. Além disso, o estatuto provisório proíbe a contribuição financeira de setores cuja lógica produtiva “não seja ligada à sustentabilidade” e de empresas que produzem cigarros, armamentos, agrotóxicos e bebidas alcoólicas. Ou seja, seduz através de um engano consciente: o recorte moral do modo de produção capitalista. Segundo esta lógica absurda, os diversos setores da economia não têm qualquer relação entre si e uma fábrica de automóveis, por exemplo, é “melhor” que aquela de cigarros. Deve ser por isso que entre os coordenadores da Comissão Nacional que organizou a fundação do Rede esteja Maria Alice Setúbal, filha de Olavo Setúbal, da família controladora do Banco Itaú.
Quando indagada sobre a relação do novo partido com o governo do PT, Marina Silva afirmou que o Rede não será “nem oposição, nem situação”, lembrando a frase dita por Gilberto Kassab, que, ao criar o PSD em 2011, afirmou que seu partido não era esquerda, nem direita e nem centro. Tal qual o partido de Kassab, mas com uma pincelada verde, a legenda de Marina tende a ser um novo reservatório para aqueles que buscam asilo político para as próximas eleições. Caso emblemático nesse sentido é o do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que foi convidado para o evento de fundação do Rede e cogita aderir ao novo partido caso não consiga candidatar-se novamente ao Senado pelo PT em 2014, evidenciando o oportunismo político tanto de Suplicy quanto do partido de Marina.
Entre os futuros ingressantes do Rede já estão confirmados, por exemplo, os deputados federais Alfredo Sirkis (PV-RJ), Walter Feldman (PSDB-SP) e Domingos Dutra (PT-MA), além de expoentes do PSOL, como Heloísa Helena, atualmente vereadora de Maceió, e Martiniano Cavalcanti, fundador do MTL (Movimento Terra, Trabalho e Liberdade), corrente que fez parte da fundação no PSOL. Heloísa e Martiniano, com um pé no PSOL e outro no Rede, podem levar à migração de outros militantes à legenda de Marina e mesmo tentar costurar uma aliança com o partido de Ivan Valente nas eleições de 2014.
Resistirá o PSOL à rede de Marina? Esse embate provavelmente tomará boa parte das discussões do próximo Congresso Nacional do PSOL, que, fundamentado na aglutinação de diversas correntes políticas em detrimento do centralismo e centrado nos mandatos dos seus parlamentares, pode também sucumbir ao parlamentarismo verde, mais vantajoso porque capitaneia mais votos.
Fonte texto: Portal Negação da Negação

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Ocupe PSDB


Os últimos movimentos são inequívocos: Aécio Neves caminha para reinar absoluto no PSDB. Foi lançado por Fernando Henrique Cardoso para a disputa de 2014 ao mesmo tempo em que examina a possibilidade de assumir a presidência do partido a partir de maio próximo.
Com isso, ocupará os espaços mais relevantes e poderá realizar a aspiração dos conterrâneos sempre desejosos de que o processo de sucessão presidencial volte a "passar por Minas".
Uma candidatura definida com tanta antecedência em agremiação sem as características de unidade em torno de uma figura, como o PT, pode dar certo se servir para dar rumo ao partido. Também pode piorar ainda mais as coisas para os tucanos se a ideia for transformá-lo em cartório de um grupo.
De qualquer forma, há muita água para rolar, como demonstram as resistências dos paulistas. Mas, descontado o imponderável, a candidatura é fato dado por consumado em discurso de Fernando Henrique durante a reunião de prefeitos eleitos pelo PSDB e aparentemente - e apenas na aparência - refugado por Aécio.
Ele diz que "ainda é cedo" e não quer "queimar etapas", mas fala para constar. Digamos que seja uma ambiguidade combinada na medida da necessidade de ganhar algum tempo para aparar arestas internas. De um lado, FH lança o nome e, de outro, Aécio faz de conta que ficou de pensar.
Pura cenografia, já que os dois conversam dia sim outro também e o mineiro se movimenta claramente como candidato desde a eleição municipal.
Analisa a cena política sob a ótica da candidatura, mantém abertos canais em todos os partidos na perspectiva de mais adiante conquistar aliados e joga na divisão da base governista.
Por exemplo, no momento incentiva a candidatura de Júlio Delgado (PSB) à presidência da Câmara no intuito menos de agradar ao governador Eduardo Campos e mais de atrapalhar o acordo de rodízio entre PT e PMDB, fomentando a cizânia.
"Amigo na pessoa física" de Campos, por enquanto Aécio não acredita na candidatura dele à Presidência. "Posso começar a mudar de opinião quando, e se, o PSB deixar os cargos que ocupa no governo federal."
Na visão dele, o governador de Pernambuco terá dificuldade de transitar da condição de aliado para a de oponente do Planalto e, por isso, aposta que há 70% de chance de Campos continuar ao lado do governo.
"Eu me preocuparia mais se houvesse outra força emergente nitidamente de oposição", diz o senador. Como se vê, sem a menor preocupação com a "queima de etapas".
Vacinação. O senador Aécio Neves acha que o PSDB precisa o quanto antes "furar a bolha" do julgamento do tucano Eduardo Azeredo no processo do mensalão mineiro.
Ou seja, enfrentar a questão que põe o partido como introdutor de Marcos Valério no mundo da política, por ter usado os métodos depois ampliados do esquema no mensalão a serviço da campanha pela reeleição de Azeredo ao governo de Minas.
Outro dia mesmo o senador defendeu publicamente essa ideia sobre a qual há algum tempo conversa nos bastidores.
Na opinião de Aécio, o PSDB deve argumentar que o episódio não atingiu a direção do partido, disse respeito a uma regional e não contaminou o governo do Estado porque aquela eleição foi perdida.
Entre os tucanos comenta-se que há dois trunfos para conter os ataques do PT quando o assunto estiver na ordem do dia: o envolvimento de Walfrido dos Mares Guia, ministro no governo Lula, e Clésio Andrade, na época vice de Azeredo e hoje comandante em chefe do PMDB de Minas.
Cálculo. Não deve ser coincidência. Fernando Henrique pôs o nome de Aécio Neves na roda em momento de infortúnio político para o governo por causa das condenações e do escândalo dos pareceres, dificultando o contra-ataque.


Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Blog Aposentado Invocado