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quarta-feira, 25 de novembro de 2020

China anuncia erradicação da extrema pobreza.

O marco foi alcançado pela retirada de 93 milhões de pessoas da pobreza desde 2013, disse o governo da China. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Zhao Lijian, disse em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira que a China está preparada para compartilhar sua experiência com outros países em desenvolvimento.

A China removeu os últimos condados remanescentes de uma lista de regiões pobres, no que as autoridades descreveram como a conquista da meta política de longa data do presidente Xi Jinping de eliminar a pobreza extrema até o final deste ano. 

O marco foi alcançado pela retirada de 93 milhões de pessoas da pobreza desde 2013, disse o governo da China. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Zhao Lijian, disse em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira que a China está preparada para compartilhar sua experiência com outros países em desenvolvimento.

A China estabelece seu próprio padrão nacional de pobreza extrema, com base em uma renda per capita de 4 mil iuanes por ano —ou cerca de 1,52 dólar por dia— e outros fatores, como acesso a cuidados básicos de saúde e educação. Isso se compara ao padrão de 1,90 dólar por dia estabelecido pelo Banco Mundial para medir a pobreza extrema em todo o mundo. 

Na tarde de segunda-feira, autoridades de uma das províncias mais pobres da China, Guizhou, anunciaram que os últimos nove condados restantes foram removidos da lista de regiões pobres do país. A lista, elaborada em 2014, identificou inicialmente 832 como extremamente pobres.

Guizhou disse que a renda média anual per capita nos condados aumentou para 11.487 iuanes. A mídia estatal disse que auditores terceirizados visitaram os nove condados para conduzir pesquisas finais neste mês.

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Jandira diz que votou a favor de perdão de dívida bilionária de igrejas por orientação do PCdoB

Durante a votação, o MDB e a bancada evangélica tentaram aprovar a emenda como se houvesse consenso; veja como foi

De fato, o partido tem o costume de votar sempre em bloco e a votação da Emenda de nº 1 ao projeto 1581/2020, de autoria do deputado federal David Soares (DEM-SP) – filho do pastor RR Soares – teve o aval da liderança do partido. A orientação da bancada partiu do deputado Marcio Jerry (PCdoB-MA) e foi “Sim”. Na ocasião, ele não se alongou no discurso.

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) usou as redes sociais nesta terça-feira (8) para comentar sobre o perdão de dívida bilionária aprovada no Congresso Nacional em favor de igrejas evangélicas. A parlamentar apontou que esta foi uma deliberação do PCdoB.

“Venho sendo questionada pelo voto na emenda que anistiou a dívida de igrejas. Esta matéria jamais seria de minha iniciativa pois tenho posição contrária, mas independente de minha opinião, votei de acordo com a orientação da bancada, q é praxe nas decisões do PCdoB no Parlamento”, disse a parlamentar em nota.

De fato, o partido tem o costume de votar sempre em bloco e a votação da Emenda de nº 1 ao projeto 1581/2020, de autoria do deputado federal David Soares (DEM-SP) – filho do pastor RR Soares – teve o aval da liderança do partido. A orientação da bancada partiu do deputado Marcio Jerry (PCdoB-MA) e foi “Sim”. Na ocasião, ele não se alongou no discurso.

A Fórum recorreu às notas taquigráficas da Câmara dos Deputados referentes à sessão do dia 16 de julho para relembrar como foi a votação da emenda. Soares abriu a votação dizendo que “já foi plenamente explicada a necessidade, a injustiça, a questão humanitária, técnica e constitucional que estamos defendendo, de que o Governo, até então, não estava ciente”. “Mas, agora, eu creio que o Governo entendeu a necessidade. Juntos, vamos chegar a isso”, completou.

Logo na sequência, o deputado Hildo Rocha (MDB-MA), que presidia a sessão, tentou colocar uma orientação “Sim” para todos os partidos, como se houvesse consenso na casa. A prática é comum quando o assunto já está acordado nos bastidores. “Todos são a favor da emenda? É “sim” para todos?”, disse Rocha. O deputado é integrante da Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional.
Nesse momento, os deputados federais Edmilson Rodrigues (PSOL-PA) e Jorge Solla (PT-BA) o interrompem e pedem para orientar. Os dois partidos se posicionaram contra. “Não quero entrar nem no mérito do assunto. A emenda visa alterar normas que tratam de atuação tributária, não tem nenhuma relação com o projeto de lei. Não podemos romper algo que já está pacificado nesta Casa, que é acabar com os famosos jabutis, que são emendas que são colocadas em projetos com os quais não têm nenhuma relação”, disse Solla.

Rodrigues foi no mesmo sentido: “O partido é contra a emenda, não no mérito, que acho que merece ser debatido, mas porque se trata realmente de uma matéria estranha ao tema do projeto”.
A pressa de Rocha em “botar para votar” acabou colocando no plenário uma orientação “Sim” da Rede sem que a deputada Joenia Wapichana (Rede-RR), a única parlamentar do partido na Câmara, tenha se posicionado sobre o tema. “Sr. Presidente, a orientação da REDE está ‘sim’. Eu gostaria de mudá-la”, alertou Wapichana.

PDT, PSDB e Novo também orientaram “Não”. Governo, PSL, Progressistas, MDB, Republicanos, DEM, PCdoB, PL, Podemos, Solidariedade, PROS, Cidadania, PSC, PTB, Avante e Patriota foram os favoráveis. PSD e PSB liberaram a bancada.

O placar final ficou em 345 a favor, 125 contra e 2 abstenções. Apenas PSOL, Novo e Rede votaram integralmente contra a emenda. PT, PDT e PSDB foram majoritariamente contra. Confira aqui como votou cada parlamentar.

A bancada do PCdoB na Câmara dos Deputados enviou nota à Fórum afirmando que votou a favor da emenda porque “a Constituição Federal (Art. 150, inciso VI, alínea b) determina ser vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios instituir impostos sobre templos de qualquer culto” e o texto “retirava dos templos de qualquer culto a caracterização de contribuinte, para evitar a tributação sobre atividades acessórias, como as atividades sociais prestadas por essas instituições”.
“O texto aprovado não trata da tributação ou de perdão de dívidas de pessoas físicas relacionadas a essas igrejas. Nem perdoa fraudes porventura existentes. Regula a imunidade já garantida pela Constituição, e alcança todas as denominações religiosas. Foi neste entendimento que foram consideradas nulas as autuações feitas em descumprimento ao texto da Constituição”, diz ainda o partido.

A nota não fala sobre a mensagem publicada por Jandira e diz o seguinte: “é da essência da democracia a divergência e o debate de opiniões, mas devem ser repudiada as tentativas de confundir ou distorcer os fatos com objetivos de ganhos políticos”.

Confira a nota na íntegra:

NOTA DA BANCADA DO PCDOB NA CÂMARA SOBRE A VOTAÇÃO DO PL 1581/2020

No dia 15/7, foi votado o PL 1581/2020, que viabiliza recursos para estados, DF e municípios de dívidas em precatórios, destinando-os para o combate à Covid-19.

O PCdoB acompanhou o voto do relator pela rejeição de todas as emendas. Uma delas, no entanto, foi destacada, a emenda nº 1, motivo de grande polêmica.

A bancada do PCdoB orientou o voto sim à emenda considerando que:

A Constituição Federal (Art. 150, inciso VI, alínea b) determina ser vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios instituir impostos sobre templos de qualquer culto;
A emenda sob análise retirava dos templos de qualquer culto a caracterização de contribuinte, para evitar a tributação sobre atividades acessórias, como as atividades sociais prestadas por essas instituições;

O texto aprovado não trata da tributação ou de perdão de dívidas de pessoas físicas relacionadas a essas igrejas. Nem perdoa fraudes porventura existentes. Regula a imunidade já garantida pela Constituição, e alcança todas as denominações religiosas. Foi neste entendimento que foram consideradas nulas as autuações feitas em descumprimento ao texto da Constituição.

Para o PCdoB, a ação fiscal do Estado deve estar dirigida ao combate à fraude e ser direcionada prioritariamente aos grandes sonegadores, às pessoas físicas detentoras de grande patrimônio e não mirar ações sociais realizadas por instituições religiosas.

Em tempo, reafirmamos que quaisquer desvios ou abusos cometidos, inclusive por instituições e líderes religiosos, devem ser apuradas e punidas de acordo com mecanismos legais já existentes.
Lembramos ainda que foi o Partido Comunista, através do então deputado Jorge Amado, que garantiu a liberdade de culto religioso no Brasil, na Constituição de 1946, como um direito fundamental dos brasileiros.

É da essência da democracia a divergência e o debate de opiniões, mas devem ser repudiada as tentativas de confundir ou distorcer os fatos com objetivos de ganhos políticos.

Brasília, 8 de setembro de 2020

Bancada do PCdoB

Deputada Perpétua Almeida – líder da bancada

Fonte: Revista Forum 

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

China publica documento sobre avanços nos direitos humanos

'Todos os direitos básicos das pessoas são melhores respeitados e protegidos e a China faz uma contribuição constante à causa internacional dos direitos humanos', diz o documento
O governo da China publicou um documento que aponta os diversos avanços na área dos direitos humanos da população chinesa nos últimos 70 anos, desde que a Revolução Chinesa levou o Partido Comunista ao poder, em 1949.

Publicado neste domingo (22/09), o documento é intitulado de “Viver uma vida feliz é o primeiro direito humano” e destaca que a China proporciona os direitos de subsistência e desenvolvimento a todos os cidadãos.
O governo da China publicou um documento que aponta os diversos avanços na área dos direitos humanos da população chinesa nos últimos 70 anos, desde que a Revolução Chinesa levou o Partido Comunista ao poder, em 1949.

quinta-feira, 1 de março de 2018

O passaporte de Kim Jong-un e a irresponsabilidade da Reuters

'Fake news'? Publicação da reportagem sobre suposto passaporte brasileiro dos norte-coreanos pela Reuters desrespeita qualquer sentido editorial ou regra de boa conduta jornalística
Agências de notícias e grandes veículos de imprensa vêm atacando as chamadas
Agências de notícias e grandes veículos de imprensa vêm atacando as chamadas "fake news" e jogando a responsabilidade por elas numa grande maçaroca que mistura criadores de perfis em massa para difundi-las, falsificadores de dados da realidade, agências de notícias de países "inimigos" (Rússia especialmente) e, de quebra, o jornalismo independente.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Com reeleição garantida, Flávio Dino rejeita ser vice de Lula

Convite foi feito por Gleisi Hoffmann e Jaques Wagner. Petista também é apontado como favorito na disputaAssim como Dino, Lula também é apontado em levantamentos de institutos como franco favorito na disputa pela Presidente da República.O convite teria sido feito recentemente, pela presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, e pelo ex-governador da Bahia e ex-ministro de Dilma, Jaques Wagner. A informação foi revelada pela revista Veja.A rejeição ao pedido dos petistas foi confirmada pelo presidente estadual do PCdoB, Márcio Jerry - que ocupa ainda a chefia da Secretaria de Estado de Comunicação Social e Assuntos Políticos (SECAP).Segundo Jerry, bem avaliado nacionalmente, o chefe do Poder Executivo estadual tem sido procurado constantemente pelo PT e até por outras lideranças de outros partidos, mas a escolha pela reeleição de governador já estaria definida.
Caminhando com tranquilidade para ser reeleito em outubro de 2018, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), rejeitou o convite para a disputar o pleito do ano que vem como vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Os comunistas e a arte da tática – uma nota

Um formidável discípulo moderno de Napoleão Bonaparte sugeria que a tática implica em tomada de posição imediata das forças [em combate] em determinada ação; enquanto a estratégia desdobra as ações para o rumo geral do(s) alvo(s) perseguido(s) às grandes rupturas [ou guerra].
Especialmente no deflagrar da súbita Revolução russa de 1905, os famosos escritos militares do general prussiano sofreram sistemático olhar de Lênin, influenciando-o fortemente na elaboração de seu pensamento tático e estratégico. Seu célebre estudo “Duas táticas da socialdemocracia na revolução democrática” datado desse ano, preconiza a participação ativa dos trabalhadores e seu partido na revolução burguesa que se processava, para aprofundá-la do ponto de vista dos interesses do proletariado e das massas populares. Segundo Henri Lefebvre (“O pensamento de Lênin”, Moraes, 1975), esta teoria pode ser designada como “leninista”, embora esboços já se encontrem em Marx e Engels.
É bem sabido que o grande Vladimir Lênin foi estudioso de Carl Clausewitz, um formidável discípulo moderno de Napoleão Bonaparte.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Bancada comunista recebe reforço em 2017

2017 começou trazendo reforços à Bancada do PCdoB na Câmara. Os deputados Assis Melo (RS) e Davidson Magalhães tomaram posse esta semana em Brasília e irão agregar forças à luta contra a pauta conservadora do peemedebista Michel Temer.
Os parlamentares assumiram após as eleições de Luiz Carlos Busato (PTB) e de Moema Gramacho (PT) para as prefeituras de Canoas (RS) e Lauro de Freitas (BA), respectivamente.

Esta é a quarta vez que Davidson Magalhães retorna à Bancada Comunista nesta legislatura. Para ele, o momento é crucial.

“Não podemos mais permitir a entrega de nossas riquezas e os atropelos aos direitos garantidos ao povo. As pessoas precisam voltar a ser o centro das preocupações do mundo político. Por isso, precisamos retomar as rédeas do nosso país”, diz Magalhães.

Já Assis Melo chega à Bancada pela primeira vez entre 2015-2019. No entanto, o deputado tem experiência no Parlamento. Foi eleito para a legislatura passada, quando teve forte atuação na garantia dos direitos dos trabalhadores
Os parlamentares assumiram após as eleições de Luiz Carlos Busato (PTB) e de Moema Gramacho (PT) para as prefeituras de Canoas (RS) e Lauro de Freitas (BA), respectivamente.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

PCCh busca evitar o que considera ter motivado o fim do PC da URSS: Burocracia, abandono do centralismo democrático e do marxismo

Após as reuniões do 18º Comitê Central do Partido Comunista da China (PCCh), um roteiro para o futuro da China, projetado pelos mais altos líderes da nação, se apresenta.
Aprofundar a reforma, avançar no Estado de direito, e construir uma sociedade moderadamente próspera em todos os aspectos são o foco da terceira, quarta e quinta sessão plenária do 18º Comitê Central do PCCh, respectivamente. A governança rigorosa do Partido é o foco da sexta, que começou segunda-feira (24).

Esse foco, conhecido como parte das “Quatro Abrangentes”, é amplamente visto como o esboço estratégico e importante pensamento de governança do Comitê Central do PCCh com Xi Jinping como o secretário-geral.
Aprofundar a reforma, avançar no Estado de direito, e construir uma sociedade moderadamente próspera em todos os aspectos são o foco da terceira, quarta e quinta sessão plenária do 18º Comitê Central do PCCh, respectivamente.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Quem tem medo dos comunistas? Por… Carlos Lacerda

O carioca Carlos Lacerda (1914-1977), o civil que ajudou os militares a fazer o golpe de 1964 –e depois se arrependeu, ao ver que os milicos não iam deixar o poder tão cedo–, ficou conhecido como conspirador desde a época de Getúlio Vargas. Ex-comunista que bandeou para a direita, Lacerda ganhou o epíteto de “o Corvo” e virou sinônimo de “golpista”. De lá para cá, toda vez que aparece alguma tentativa de derrubar o governo, rapidamente é evocado o “lacerdismo”.
Os últimos a serem comparados com Carlos Lacerda foram o tucano Aécio Neves e o juiz Sergio Moro, como se fosse justa a comparação –para Lacerda. Não é. Sob o olhar atual, o golpista dos golpistas parece mais nobre e sintonizado com a atualidade do que os direitistas retrógrados de hoje. Mais culto, mais inteligente. Compare um cara desses com um Jair Bolsonaro, um Olavo de Carvalho. Não chegam ao chulé. Desde Lacerda, a direita brasileira só fez decair.
(Lacerda e Castelo Branco em julho de 1964)
O carioca Carlos Lacerda (1914-1977), o civil que ajudou os militares a fazer o golpe de 1964 –e depois se arrependeu, ao ver que os milicos não iam deixar o poder tão cedo–, ficou conhecido como conspirador desde a época de Getúlio Vargas.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Superman vira comunista, troca símbolo e é sucesso de vendas na Rússia

A história de 140 páginas, mais longa do que o habitual no gênero, cativou russos de todas as idades, justo quando a história em quadrinhos vive um boom neste país, processo que começou na Perestroika (1985).
No meio de uma nova fase de antagonismo entre Rússia e Ocidente, foi publicada pela primeira vez em russo "O Filho Vermelho", lendária história em quadrinhos onde o Superman é um fiel servidor da causa comunista e que se transformou em um êxito de vendas.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Soldados da ONU são acusados de “transações sexuais” com haitianas em troca de comida

Esse tipo de relações com os soldados é proibido e apenas sete do total das vítimas haitianas entrevistadas sabiam da censura. Segundo as Nações Unidas, os estados membros também são encarregados de investigarem a conduta de suas tropas.
Atualmente, a ONU tem 125 mil soldados distribuídos em todo o mundo, atuando em missões de paz, nas zonas de conflito, ou prestando assistência em países assolados por desastres naturais. Um dessas ações é a Minustah, presente no país desde 2004, com mais de 7mil soldados.
O Escritório de Serviços de Supervisão Interna (OIOS, sigla em inglês) das Nações Unidas (ONU) está investigando supostos casos de exploração sexual de mulheres haitianas pelos chamados "cascos azuis”, como são conhecidos os soldados da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), liderada pelo exército brasileiro.

Vitrines das lojas na era comunista evidenciam vulgaridade da sociedade de consumo

Em vez de focar nos distúrbios e protestos que já começavam, ele andava por ali fotografando a vida das pessoas na cortina-de-ferro, prestes a se abrir, quando elas lhe chamaram a atenção. Sem os avisos de “liquidação” comuns no mundo capitalista, as vitrines lhe pareceram naïve, primitivas e “irônicas”.
O muro de Berlim ainda não havia caído e, pouquíssimo tempo antes de aqueles países serem invadidos pelos McDonald’s da vida, as imagens trazem de fato uma certa ingenuidade que faz as vitrines se aproximarem muito mais da arte do que do consumismo. Este ano, a editora Thames & Hudson reuniu 170 das fotos de Hlynsky no livro Window-Shopping through the Iron Curtain.
Entre 1986 e 1990, o fotógrafo norte-americano radicado no Canadá David Hlynsky fez aproximadamente 8 mil fotos das vitrines das lojas na Europa comunista.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

A perseguição ao PT lembra a que vitimou os comunistas no final da década de 1940

Eu concordo plenamente com você.  Isso é patente. Isso se vive no dia a dia.  Veja as manifestações contra o ex-ministro Mantega em São Paulo [No Hospital Albert Einstein e em um restaurante]. A manifestação contra o ex-ministro Padilha [num restaurante]. 
São diversos os relatos de parlamentares e de filiados ao PT nas suas cidades, nos seus estados, que sofrem hostilidades abertas, chegando a agressões morais, muitas vezes quase às vias de fato. Então, nós estamos vivendo um momento muito difícil. E isso, sem dúvida, parte de um movimento orquestrado de criminalização da política em geral. E, em particular, do PT.Wadih Damous: “O momento está exigindo coragem e paciência”. Foto: Laycer Tomaz/Câmara dos Deputados
Em 26 de maio de 2015, numa votação histórica, o Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou a doação empresarial para campanhas eleitorais de  partidos e políticos.  Foram 264 votos favoráveis, 207 contrários e quatro abstenções.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

UMA RESPOSTA AO ARTIGO INCRÍVEL GERAÇÃO DE MULHERES!

UMA RESPOSTA AO ARTIGO INCRÍVEL GERAÇÃO DE MULHERES!
Eu acreditava nas causas firmes e fortes das feministas do partido, até jurava que nunca entenderia a crise as quais elas sempre enfrentavam (e enfrentam), porque eu era fraca. Uma ocasião até me chamou a atenção para uma atuação mais consistente na área, pois oras que faz uma jovem comunista fora de uma organização de mulheres né?

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Termina com êxito Seminário Comunista Internacional na Bélgica

Com a participação de 52 partidos, de 43 países, realizou-se na Bélgica, na cidade de Wavre, a partir da última sexta-feira (31) até o domingo (2) o 22º Seminário Comunista Internacional. Organizado pelo Partido do Trabalho da Bélgica, o evento teve como tema central “Os ataques contra os direitos democráticos e a liberdade no mundo capitalista em crise; estratégias e ações em resposta”. 
 


Do Brasil participaram o PCdoB, representado por José Reinaldo Carvalho, editor do Vermelho e secretário nacional de Comunicação; e o Partido Pátria Livre, cuja delegação foi composta por Nelson Chaves, secretário de Relações Internacionais, e Ana Claudia Campos.

Depois de ricos debates sobre a conjuntura internacional e as diversas situações em cada país, o seminário adotou um documento que recolhe as contribuições de cada partido e apresenta suas conclusões. O documento, extenso e detalhado nas suas abordagens, será publicado em inglês, francês, espanhol, árabe e russo no site oficial do Seminário [www.icseminar.org].  

Partindo de um enfoque teórico, com base nos princípios do marxismo-leninismo, o documento analisa a importância da luta por direitos democráticos e pela liberdade, recorrendo a citações de Marx, Engels e Lênin, demonstrando que esta luta é necessária para revelar às claras a contradição entre os interesses da classe trabalhadora e da burguesia. O texto faz um apanhado histórico das lutas por direitos democráticos e liberdades desde o século 19 e demonstra como a Revolução Socialista na Rússia assegurou esses direitos às massas trabalhadoras.

Uma parte substancial do documento é dedicada à análise sobre a brutal ofensiva que o imperialismo e a burguesia desencadearam contra as massas trabalhadoras e populares no quadro da crise mundial do capitalismo.

Finalmente, o documento propõe ações comuns dos trabalhadores e do povo para resistir e enfrentar essa ofensiva, destacando o papel das ações de massa, da unidade entre as forças democráticas e populares e o reforço dos partidos comunistas.

PCdoB

O representante do Partido Comunista do Brasil, José Reinaldo Carvalho, fez uma abrangente análise da situação internacional, acentuando que os acontecimentos atuais revelam tendências perigosas, resultantes das políticas agressivas das potências imperialistas, que põem em risco a paz mundial, a segurança internacional e violam os direitos dos povos e dos trabalhadores.

O dirigente do PCdoB destacou que a crise do capitalismo é sistêmica, multidimensional e estrutural. E assinalou que estão em curso muitas crises políticas em cuja base está o fracasso das políticas supostamente estabilizadoras dos governos dos países capitalistas, sejam de direita ou sociais-democratas. Nesse quadro, Reinaldo acentuou os ataques que são empreendidos contra os trabalhadores, o crescimento do desemprego, a precarização do trabalho, o empobrecimento das massas trabalhadoras, o aumento das desigualdades.

A intervenção do PCdoB ressalta os ataques às liberdades democráticas e o monopólio da mídia como aspectos a se ter em conta na situação atual.

Finalmente, o texto apresentado pelo dirigente comunista brasileiro passa em revista os principais acontecimentos internacionais, denunciando as políticas de guerra do imperialismo norte-americano e seus aliados da Otan e da União Europeia. Destacou a importância da luta pela paz, o desenvolvimento, a democracia, o progresso social e em defesa dos direitos dos trabalhadores. E apresentou o quadro político da América latina, caracterizado pela obtenção de conquistas democráticas e patrióticas, a partir da eleição de Hugo Chávez na Venezuela em 1998 e de Lula no Brasil, em 20023.


Fonte Texto: Portal Vermelho

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Cabeça Partido Comunista em debate histórico na Universidade de Geórgia

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ATENAS, GA - Eles chamam isso de "o debate que nunca foi."
Em 1963, quando o país estava saindo da Red Scare McCarthy, mas ainda no meio da Guerra Fria, e como o Sul foi assolada pelo movimento dos direitos civis, a  Phi Kappa Sociedade Literária  aqui na Universidade da Geórgia convidou um alto-falante de o Partido Comunista do campus no coração do Jim Crow do Sul para um debate público. O tópico era para ser "é o pleno emprego possível sob o capitalismo?" mas nunca o debate aconteceu.
Segundo a história da sociedade ", disse o estudante Comissão dos Assuntos da Universidade se recusou a permitir que o debate ea Universidade Presidente OC Aderhold repreendeu a Sociedade para a tentativa de criar o que ele chamou de 'sideshow' e 'motim' no campus."
Cinqüenta anos após o incidente, Phi Kappa organizou uma recriação de "O debate que nunca foi" noite de segunda-25 de fevereiro em "o espírito de liberdade de expressão e debate."
Sam Webb, o presidente nacional do  Partido Comunista dos EUA  debateu Dr. Greg Morin do Partido Libertário da Geórgia sobre o tema original de 1963, com uma nova rodada: "é o pleno emprego possível sob o capitalismo resolver a crise da América Jobs?".
Mais de 300 alunos, ex-alunos, professores e membros da comunidade participaram do evento na Capela da Universidade histórico.
Webb argumentou que o capitalismo não, não foi capaz de alcançar o pleno emprego, e que uma luta ativa para trabalhos seria necessário para ganhar um importante progresso em colocar as pessoas de volta ao trabalho. Ele chamou de "um corajoso, agenda 'novos empregos" transformador ".
"Para o bem do nosso frágil planeta ea nós mesmos", disse Webb. "Essa agenda seria transformar a nossa economia a partir de uma dominada por Wall Street, a Lockheed Martin, Peabody Coal, Exxon e Walmart para uma economia de Main Street enraizada em uma produção, verde desmilitarizada, energia limpa e renovável, habitáveis ​​salários e proteções sindicais, de propriedade pública bancos, controles públicos sobre as políticas de investimento de empresas da Fortune 500, a ação afirmativa e da igualdade, a modernização do transporte de massa, a ajuda para as pequenas e médias empresas, a renovação das comunidades urbanas e rurais, formas democráticas de propriedade do trabalhador, e um imposto progressivo estrutura ".
Dr. Morin, um empresário local, não argumentou que o capitalismo como atualmente construída pode colocar as pessoas de volta ao trabalho. Ele argumentou que só um puro "livre mercado" capitalista livre de regulamentação governamental ou tributação seria atingir o pleno emprego.
"Emprego máxima requer o máximo de liberdade", disse Morin. Por liberdade, aparentemente Morin significava mercados livres. "O mercado vem em equilíbrio por conta própria através da concorrência." Morin argumentou ainda que mesmo o ciclo de boom e crise endêmica para o modo de produção capitalista era apenas um resultado de início intromissão do governo com a criação do Banco da Reserva Federal e exacerbada por programas do New Deal sociais como o seguro-desemprego.
"O seguro-desemprego é, basicamente, pagando as pessoas para permanecer desempregado", disse Morin.
Webb respondeu que a raiz da atual crise econômica e do emprego foi de fato a desregulamentação dos mercados financeiros nas últimas décadas ea demanda insuficiente do consumidor causada pelo aumento da desigualdade econômica e estagnação salarial.
Enquanto Webb afirmou que não há solução para a crise do emprego, sob o capitalismo, ela pode ser controlada ", mas só se o povo americano trazer o poder de seus números e unidade de suportar no governo em todos os níveis, assim como os americanos fizeram em 1930 . "
Organizador do evento e membro da Sociedade Phi Kappa Ben Woodard sentiu o evento foi um sucesso. "300 pessoas se reuniram para testemunhar pacificamente uma troca de idéias sobre nosso campus", disse ele."Considerando que 50 anos atrás não era possível. Ele mostra o quão longe chegamos desde os dias negros da Red Scare. Nós devemos sempre estar atentos a infracções à nossa liberdade de expressão, o mais básico dos direitos humanos".
O Phi Kappa Society é uma organização debate liderado por estudantes fundada em 1820. Ele mantém debates estudantis semanais em uma ampla variedade de tópicos. O grupo conta com 16 governadores da Geórgia entre seus ex-alunos.
O principal debate na segunda-feira capela noite foi seguida por um debate aberto à participação do aluno convidado na próxima Phi Kappa Hall. O tema do debate estudante foi "Jesus era um comunista ou capitalista?"O público votou esmagadoramente na conclusão do debate que Jesus era um vermelho.
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Portal do Partido Comunista USA

terça-feira, 29 de maio de 2012

De ex a anti-esquerdistas


Isaac Deutscher tem um artigo que ele intitula “De hereges a renegados”, delineando o caminho de gente que começa rompendo com teorias e posições esquerdistas, para terminarem como furibundos anti-esquerdistas. São figuras que povoam a direita de todo o mundo, ao longo do tempo.


Alguns se valeram do stalinismo para terminarem condenando a Lenin e, finalmente, a Marx e ao marxismo. Não por acaso uma proporção não desprezível deles teve origem trotskista, para absolutizar o “totalitarismo stalinista”, passando a identificá-lo com o nazismo e dali estão já a um passo do liberalismo e do anti-comunismo.


Há os tipos padrão, os que foram de esquerda, militantes mesmo, de repente “se arrependem”, largam tudo, renegam, denunciam seu passado e seus companheiros, os ídolos em que acreditaram cegamente, para se entregar de armas, bagagens e, frequentemente, emprego, para a direita.


Alguns se mantem na esquerda, no seu espaço mais moderado, com um tom fortemente anti-esquerdista, denunciando o que não seria “democrático” em correntes da própria esquerda. São adeptos fortes de alianças com correntes do centro e mesmo da direita, tendem a diluir as distinções entre direita e esquerda.


Outros, os casos mais conhecidos, se tornam militantes da direita, de suas correntes mais fundamentalistas, no velho estilo anti-comunista da guerra fria. Ganham espaços na mídia de direita – desde direção de revistas a colunas em jornais, convites para a televisão – como prêmio pela sua adesão.


Há ainda escritores, intelectuais, músicos, decadentes, em triste fim de carreira, que abandonam posturas rebeldes que tiveram no passado para submeter-se aos donos do poder e dos meios de comunicação em troca de espaços para escrever, prêmios, elogios, que confirmam sua perda de dignidade no fim da carreira.

Vídeo sobre a matéria:


Fonte texto: Blog do Velho Comunista

sexta-feira, 16 de março de 2012

Democratizar o capitalismo? Não, destruí-lo.


 

A crise obriga a questionar o sistema atual

Faz mais de um ano que o mundo é atravessado por uma potente vontade de mudança. Apareceu até um desejo real de mudar o sistema capitalista. Esta ideia se afirmou e se propagou com uma grande velocidade particularmente entre a juventude de muitos países do planeta. Além dos acontecimentos que varreram os países de África do Norte e aqueles que sacudiram ainda a Síria, estas preocupações foram particularmente presentes no movimento dos indignados e no dos "Ocupy".
Estes movimentos de contestação de dimensão internacional são o produto direto da violência da crise econômica e da degradação brutal das condições de vida. Na Espanha, Grécia, Portugal, Israel, Chile, Estados-Unidos, Grã-Bretanha, África do Norte ou subsaariana, em outras palavras, nos quatros cantos do mundo, a mesma angústia diante do futuro está presente em todas as discussões, quaisquer que sejam as gerações, mas especialmente na juventude. Contudo, além das questões do desemprego, da precariedade, é a dificuldade de ter uma perspectiva que mais gera inquietação. O que fazer? Como lutar? Contra quem? O mundo das finanças? A direita? Os dirigentes? E, sobretudo, será que outro mundo é possível no capitalismo? E se não for possível sob o capitalismo, como fazer, como viver fazendo com que milhares de seres humanos possam existir sem morrer de fome, de frio ou sob as bombas de tal ou qual clã guerreiro, grande ou pequeno, que pretenda ser "democrático" ou "terrorista".
Uma entre as respostas que emerge é a necessidade de "reformar", "democratizar" o capitalismo. As mídias, muitos intelectuais, ou também a esquerda fazem a maior propaganda a favor deste "combate pela democracia". As organizações altermundialistas, como Attac, todas defendem a mesma coisa, “mais democracia”, e na Espanha, DRY (Democracia Real Ya) roubou para si a “representação” oficial do movimento.
Este início de combate orientado a favor da “democracia” encontrou por outro lado um sucesso importante. No início de janeiro, os ocupantes da “aldeia de barracas” de Saint-Paul em Londres estenderam uma bandeira imensa pedindo também a “democratização” do capitalismo.

Por que esta palavra de ordem por “um capitalismo mais democrático” teve este êxito?

A “primavera árabe” revelou aos olhos de todos que clãs no poder na Tunísia, no Egito, na Síria, na Líbia espoliavam e reprimiam impunemente há muito tempo as populações, mantendo sua dominação pelo terror, pela repressão com a bênção das grandes “democracias” ocidentais. A contestação que literalmente explodiu no ano passado, estimulada pelo desenvolvimento da miséria, conseguiu levantar este enorme peso das costas e foi um incentivo para todos os explorados do mundo.
Na Europa, berço da democracia ocidental, o descontentamento focalizou sobre uma “elite dirigente” incapaz, desonesta e cheia de dinheiro. Na França, Sarkozy foi denunciado por vários livros como o presidente dos ricos. Outro livro, A oligarquia dos incapazes, escrito por jornalistas, pesquisadores ou intelectuais evidencia como a burguesia francesa é feita de clãs que sugam o sangue e o suor dos explorados e da sociedade inteira para seus interesses particulares. Estes costumes de bandido não são novos por parte da burguesia que fez pior que todas as classes exploradoras da história, mas tomam uma proporção tão grande que só pode gerar mais indignação e repugnância. Por toda a parte, a constatação é a mesma: a burguesia é uma classe de corruptos, sem moralidade, sem humanidade.

Como ir além desta constatação que a burguesia é uma classe de bandidos?

Na Espanha, a rejeição das elites tomou uma forma mais política. Um movimento amplo de contestação desenvolveu-se, no início, em plena campanha eleitoral, período tradicionalmente calmo no que se refere às lutas. Enquanto todas as mídias e todos os responsáveis políticos focalizavam a atenção sobre o “poder” das urnas, as ruas estavam efervescentes e cheias de assembléias e discussões de todo tipo. Uma ideia estava muito presente: “direita e esquerda, é a mesma merda”. Às vezes deu até para ouvir a palavra de ordem “todo o poder para as assembleias!”.
Mas o que isso significa? Que cresce a ideia por toda a parte no mundo que com todos os governos é efetivamente a “mesma merda” e que não adianta mudar de governo. O que mudaram as eleições “democráticas” na Tunísia, Egito e também na Espanha? Nada! O que a saída de Berlusconi ou de Papandreou mudou na Itália e na Grécia? Nada! Os planos de austeridade são cada vez mais duros e insuportáveis. Eleições ou não, a sociedade é dirigida por uma classe dominante, um minoria ínfima, que mantém seus privilégios sobre nas costas da maioria e a espreme cada vez mais. Na realidade, o que revelam fundamentalmente todos estes movimentos é uma vontade crescente de não mais se deixar manobrar, de tomar seu destino em suas próprias mãos; é a ideia que são as massas que devem organizar a sociedade. Atrás do “todo o poder às assembleias”, há uma aspiração real para construir uma sociedade onde não é mais uma minoria que decide das nossas vidas, mas somos nos que as tomamos em mãos próprias.
Entretanto, uma nova questão é colocada:

Será que a nova sociedade passa por um combate para “democratizar o capitalismo”?

Sim, ser dirigidos por uma minoria de privilegiados é insuportável. Sim, cabe a nós tomar nossas vidas em mãos próprias. Mas quem é “nós”? Na resposta dada pelos movimentos atuais, “nós” é “todo o mundo”. “Todo o mundo” deveria dirigir a sociedade atual, isto é o capitalismo, através de uma democracia real. Mas aí aparecem os verdadeiros problemas: a quem pertence o capitalismo senão aos capitalistas? Este sistema não existe e sobrevive justamente através desta exploração feroz e fazendo-a perdurar? Exploração que constitui a própria essência do sistema. A democracia, como existe hoje, é a gestão do mundo por uma elite, uma minoria, há mais de dois séculos através da violência, da expropriação, da guerra. E se a exploração da grande maioria da humanidade por esta minoria perdura é porque esta democracia é o meio ideal encontrado por esta mesma elite para manter seu poder. O capitalismo, ditatorial ou democrático, só pode ser um sistema de exploração.
Vamos até o fim do raciocínio. Imaginamos uma sociedade capitalista dotada de uma democracia perfeita e ideal onde “todo o mundo” decidiria coletivamente tudo. Na Suíça ou em algumas aldeias ditas autogeridas  ou no programa político de alguns políticos, encontramos esta noção de “democracia participativa”. E daí, gerir uma sociedade de exploração não significa suprimir esta exploração. Nos anos 1970 muitos operários levaram em frente uma reivindicação de autogestão na qual acreditavam com muita convicção: “Sem mais patrões, nós mesmos produzimos e nos pagamos”. Operários da Lip (uma marca de relógios) na França, como muitos outros, aprenderam a duras penas que a autogestão não acaba com a exploração: acreditaram na possibilidade de poder gerir “coletivamente” e de maneira “igualitária” “sua” empresa. Mas, por conta das leis incontornáveis do capitalismo, na própria lógica do mercado capitalista, chegaram até a aceitar sua auto-dispensa e isso de maneira muito livre e democrática. Eram seus próprios donos e se mandaram para a rua. Assim, dá para perceber que hoje, no capitalismo, a democracia mais próxima da “perfeição” não adiantaria em nada para construir uma nova sociedade. A democracia, no capitalismo, não é um órgão de poder que o proletariado deveria conquistar nem um órgão de abolição do capitalismo. É um modo de gestão do capitalismo e de dominação da burguesia!

Quem pode mudar o mundo? Quem pode fazer a revolução?

Claro, somos cada vez mais numerosos em sonhar numa sociedade onde a humanidade tomaria sua vida em mãos próprias, onde seria dona de suas decisões, que não seria dividida entre exploradores e explorados mas unida e igualitária. Mas a questão fica completamente sem solução se não é colocada esta outra questão: quem pode construir este mundo? Quem pode permitir que amanhã a humanidade tome a sociedade em mãos próprias. Todo o mundo? Não se pode! Pois “todo o mundo” não tem interesse em por fim ao capitalismo. Por exemplo, a grande burguesia lutará obviamente sempre para defender até o fim seu sistema e sua posição dominante sobre a humanidade, mesmo se por isso ela tivesse que ensanguentar o mundo inteiro, inclusive nas “grandes democracias”. E neste “todo o mundo”, tem também os artesãos, os brilhantes, os latifundiários. Em breve, os elementos da pequena burguesia que ou sonha ainda com a ascensão social ou (quando é ameaçada de proletarização) é presa pela nostalgia de um passado idealizado onde ela era única no comando, onde não tinha que prestar conta a ninguém. O fim da propriedade privada não faz parte de seus projetos, muito pelo contrário.
Para se tornar dono da sua própria vida, a humanidade deve sair do capitalismo. Ora, a única força que tem a condição de assumir este projeto é o proletariado. Entre todas as camadas exploradas, as que o capitalismo gerou e as que sobreviveram do passado, é somente o proletariado que pode derrubar o sistema. A classe operária, a classe fundamental que produz, agrupa os assalariados de fábrica e das oficinas, do setor privado como do público, os aposentados e os jovens trabalhadores, os desempregados e os precarizados. No passado, o feudalismo superou a escravidão através de lutas onde os senhores feudais trouxeram uma nova ordem econômica. A burguesia, ao custo de lutas sanguentas, desenvolveu uma nova ordem econômica superior. Em cada ocasião, um sistema de exploração foi suplantado e substituído por outro. Contudo, só o capitalismo desenvolveu bastante riqueza para fazer com que a humanidade não viva mais na penúria, mas sim na abundância. E também criou a classe capaz de ser seu coveiro, a classe produtora das riquezas: o proletariado. Este proletariado constitui a primeira classe na história que é ao mesmo tempo explorada e revolucionária.
Até que enfim, hoje, os próprios explorados podem derrubar o sistema dominante e construir um mundo sem classes e sem fronteiras. Sem fronteiras, pois a classe operária é internacional. Ela sofre em toda a parte a mesma dominação capitalista. Ela tem em toda parte os mesmos interesses. Desde 1848, seu grito de reagrupamento é: “Os proletários não têm pátria. Proletários de todos os países, uni-vos!”. Essa mensagem que não é uma palavra vazia, que não é uma fórmula para fazer bonito e iludir o resto da população, foi carregada por todas as lutas operárias massivas, da comuna de Paris, de 1917, da Polônia 1980, pois essa mensagem expressa a alma profunda do proletariado e a ideia fundamental que seu futuro é ligado ao conjunto da humanidade.

As limitações atuais da classe operária e como superá-las

Todos os movimentos do ano passado, os do Oriente Médio, dos indignados, dos "Occupy" reivindicaram-se uns dos outros, dum país a outro, expressando mais uma vez que não há fronteiras pela luta dos explorados e dos oprimidos. Mas estes movimentos de contestação também demonstraram uma grande fraqueza: a força viva dos explorados, a classe operária, não tem ainda consciência dela mesma, de sua existência, de sua força, de sua capacidade de se organizar como classe. Por conta disso, ela ainda está dispersa no “todo o mundo” e iludida pela perspectiva de um "capitalismo mais democrático”, que não é nada mais que uma armadilha ideológica.
Para fazer a revolução internacional triunfar e edificar uma nova sociedade, a nossa classe deve desenvolver sua luta, sua unidade, sua solidariedade e, sobretudo sua consciência de classe. É preciso para isso que ela consiga desenvolver o debate no seu seio, as discussões mais largas, vivas, animadas para desenvolver sua compreensão do mundo, deste sistema, da natureza de seu combate.
Os debates devem ser livres e abertos a todos que querem tentar responder às múltiplas questões colocadas aos explorados: Como desenvolver a luta? Como nos organizar? Como enfrentar a repressão? Mais eles devem ser fechados àqueles que vêm sabotar as discussões de várias maneiras. Na luta revolucionária do proletariado, a maior liberdade existe no seu seio, mas são excluídos do debate os que só têm como interesse manter e defender a exploração capitalista.
O movimento dos indignados e dos "Ocupy" expressou essa característica da vontade de debater, esta efervescência incrível, esta criatividade das massas em ação que caracterizam nossa classe quando luta. Tal fenômeno foi presente, por exemplo, em maio de 68 onde se discutia em todas as esquinas de rua. Mas sua força criadora é hoje diminuída, até paralisada por sua incapacidade em excluir da sua luta e de seus debates aqueles que trabalham com muita dedicação à sobrevida do sistema atual, como a um médico que luta pela vida de um doente em estado terminal. Se quisermos jogar pelo lixo da história palavras como lucro, exploração, repressão e serem por fim os donos das nossas vidas, o caminho a seguir deverá necessariamente se livrar dessas chamadas ilusórias a "democratizar o capitalismo" e de todos os elogiadores de um capitalismo mais humano. Para pôr um fim à exploração, há só uma solução, a revolução, sim, a proletária.


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Fonte texto: Portal CCI