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quarta-feira, 11 de novembro de 2020

AMAPÁ SOBRA ENERGIA PARA OS GENOCIDAS

No Residencial São José no bairro do Congós uma criança de 13 anos é atingida ppr uma bala de borracha no olho. Uma criança sem água, sem energia elétrica, sem comida, sem amparo do estado e que teve sua infância freiada pela irresponsabilidade da empresa espanhola ISOLUX. A empresa testa o limite do descaso e mostra ao Governo Federal que é possível tirar ainda mais, de nós brasileiros, a dignidade. Mais de 145 horas sem possibilidade de se comunicar com familiares e amigos fora do estado.

A Era das Trevas para o brasileiro é literal no Amapá. As chamas dos protestos são a única fonte de luz no Amapá e o som que se escuta nas ruas é de revolta. O Estado está a mais de uma semana sem energia e sem uma palavra do Governo Federal.

No Residencial São José no bairro do Congós uma criança de 13 anos é atingida ppr uma bala de borracha no olho. Uma criança sem água, sem energia elétrica, sem comida, sem amparo do estado e que teve sua infância freiada pela irresponsabilidade da empresa espanhola ISOLUX. A empresa testa o limite do descaso e mostra ao Governo Federal que é possível tirar ainda mais, de nós brasileiros, a dignidade. Mais de 145 horas sem possibilidade de se comunicar com familiares e amigos fora do estado.

O aeroporto lotado de amapaenses para retirar dinheiro e carregar seus celulares, deitados no chão, cansados e com sede ppr uma água que é rara e quando encontrada atinge preços exorbitantes. Belém do Pará se mobiliza para ajudar com o que pode. Manda ajuda ao estado que aguarda uma resolução do problema inimaginável da falta de energia em pleno 2020. O Brasil vive a era das trevas no Amapá.

O Senador Randolfe Rodrigues, visivelmente cansado e desnorteado em cada live, postagem e entrevista que cede aos meios de comunicação, luta pela população contra gigantes como a Companhia de Eletricidade do Amapá, a CEA, para que seja paga as indenizações aos usuários pelos prejuízos decorrentes do apagão no Estado. Quem já viu políticos mentindo ou apenas atuando como bons moços sabe que Randolfe não está vivendo uma farsa para ganhar votos na próxima eleição. O Senador parece esgotado. Dá pena.

A Azul Linhas aéreas, em uma ação solidária, cede um vôo com itens de primeira necessidade para levar até Macapá e aos amapaenses que, sem saber da indignação do Brasil pelo descaso com os irmãos, vai às ruas bater de frente contra a polícia militar mandada pelo governador e prefeitos que têm como única preocupação a maquiagem da calamidade para o resto do mundo. A ISOLUX, a partir de hoje, começa a pagar 15 milhões de reais por dia caso a energia não seja restabelecida . Será que vai pagar? Pra quem? Para o Estado alinhado à política genocida daquele homem que se importa apenas com as eleições e derrota de seu ídolo medíocre Donald Trump? Inimigo da ciência e da saúde assim como seu tiéte, Jair Bolsonaro, bridariam a falta de números sobre a Covi 19 que, após esse apagão, vai acelerar ainda mais as mortes e números de contágio por uma Pandemia que precisa ser esquecida por uma população que agora luta nas ruas entre tiros de bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha como a que acertou uma criança de 13 anos no olho enquanto via, da porta da sua casa, seu mundo pegar fogo e seus vizinhos sendo dizimados moralmente pelo mecanismo da brutalidade policial, usado pelos genocidas governantes sempre que precisam calar o brasileiro.

Nesse ano de 2020, talvez a palavra mais utilizada para descrever esse desgoverno tenha sido Genocida. Agora com o apagão no Amapá, podemos ver em tempo real, como um exemplo de como se constrói o conceito de genocídio e desrespeito ao brasileiro.
A palavra é Genocídio. A criança levou um tiro no olho. A ISOLUX não vai pagar. A energia ainda não voltou e o brasileiro, indignado, vai às ruas, mas não para protestar pela dignidade dos irmãos amapaenses, mas para protestar pela derrota de Trump por Joe Biden.
Infeliz de quem acha que o brasileiro está pelo Brasil. O brasileiro já abandonou o país há dois anos. E o último que sair não vai precisar apagar a luz, pois não vai haver energia.

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Candidatura de Tatto provoca crise no PT e Gleisi fala em punição

Petistas que vão desde a filósofa e ex-candidata ao governo do Rio de Janeiro Márcia Tiburi até o ex-governador Tarso Genro declararam apoio à pré-candidatura de Guilherme Boulos, do PSOL, em São Paulo. Para conter a "onda", a presidenta do partido, Gleisi Hoffmann, já fala em usar o estatuto da sigla, que prevê expulsão

Tatto foi escolhido em maio como pré-candidato após uma votação apertada em um formato de prévias contestado contra o deputado federal Alexandre Padilha. Desde então, o PT vem tentando fortalecer o nome do ex-secretário, mas a confirmação da chapa com Boulos e Luiza Erundina, pelo PSOL, empolgou não só a militância petista não filiada como também filiados históricos do partido.
Ex-secretário de Transportes em duas gestões municipais do PT – as de Marta Suplicy e Fernando Haddad -, Jilmar Tatto não tem convencido parte dos petistas com sua pré-candidatura à prefeitura da capital paulista e, nas últimas semanas, o partido do ex-presidente Lula assiste a uma espécie de debandada em prol da pré-candidatura de Guilherme Boulos, do PSOL.

Tatto foi escolhido em maio como pré-candidato após uma votação apertada em um formato de prévias contestado contra o deputado federal Alexandre Padilha. Desde então, o PT vem tentando fortalecer o nome do ex-secretário, mas a confirmação da chapa com Boulos e Luiza Erundina, pelo PSOL, empolgou não só a militância petista não filiada como também filiados históricos do partido.

O ex-governador do Rio Grande do Sul e ex-presidente da sigla, Tarso Genro, por exemplo, foi um dos que declarou apoio a Boulos e pediu, em entrevista, para que o partido abandone a candidatura de Tatto e apoie o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). O mesmo fez a filósofa Márcia Tiburi, que concorreu ao governo do Rio de Janeiro pelo PT em 2018.

A “debandada” não parou por aí. André Singer, ex-porta-voz do governo Lula, Celso Amorim, ex-chanceler na mesma gestão e Marilena Chaui, que foi secretária de Cultura da gestão de Erundina (1989-1992), também declararam que vão de Boulos. Isso sem contar nomes históricos da classe artística ligados ao PT, como Chico Buarque e Caetano Veloso.

Para conter essa onda pró-Boulos e firmar o nome de Tatto, dirigentes do PT já fazem ameaças veladas aos filiados. À Folha de S. Paulo, a presidenta da legenda, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), disse que, contra esse movimento, pode ser usado o estatuto do partido – que inclui a expulsão -, sem citar, no entanto, que medidas exatamente poderiam ser tomadas.

“A filiação petista carrega consigo algumas responsabilidades, entre elas a de lealdade ao candidato do partido. Obviamente que o estatuto prevê medidas para casos em que isso não acontece”, declarou.

O coordenador da pré-campanha de Tatto e presidente do diretório municipal do PT em São Paulo, Laércio Ribeiro, foi na mesma linha. “Se aparecerem filiados da capital, expressões do partido aqui em São Paulo, aí vamos tomar providências com base no estatuto do PT. Comissão de ética é uma possibilidade”, disparou.

Apesar das afirmações, os dirigentes petistas acreditam que a situação possa ser resolvida na base da conversa e que, com o tempo e a entrada do ex-presidente Lula na campanha, Jilmar Tatto deve crescer e reconquistar o apoio não só da militância orgânica como também dos filiados.

“Boulos e Erundina são companheiros valorosos, não são os adversários da campanha do Tatto. Os principais adversários são o projeto genocida de Bolsonaro e a atitude privatista e elitizante de Bruno Covas e João Doria”, ponderou Padilha, que concorreu com Tatto nas prévias.

Impasse no RJ

Outra situação que tem rachado o PT está no apoio à candidatura do atual prefeito de Belford Roxo, no Rio de Janeiro, Wagner Carneiro (MDB), conhecido como Waguinho.

A aliança com o emedebista foi selada em votação do Diretório Nacional do PT na última sexta-feira (7), após intensos debates, por 29 votos a 25 e 11 abstenções.

Waguinho é um apoiador declarado de Jair Bolsonaro e, inclusive, chegou a pedir votos para o capitão da reserva em 2018. A articulação para que o partido apoiasse o atual prefeito de Belford Roxo partiu, principalmente, do ex-presidente do PT no Rio de Janeiro, Washington Quaquá. Inúmeras correntes da sigla se posicionaram contra o acordo com o bolsonarista, mas a corrente de Quaquá acabou vencendo.

O acordo para a aliança com um bolsonarista levou seis ex-presidentes do PT a redigirem uma carta endereçada à Gleisi Hoffmann, pedindo para que a presidenta da sigla cancele o apoio.

“As resoluções de nosso VII Congresso e da direção partidária são inequívocas: nenhuma aliança pode ser estabelecida com o neofascismo, com os partidos e candidatos que o representam em qualquer espaço do território nacional”, diz a carta, assinada por Olívio Dutra, José Dirceu, José Genoíno, Tarso Genro, Ricardo Berzoini e Rui Falcão.


Fonte: Revista Forum