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terça-feira, 17 de novembro de 2020

Com direita brasileira em crise, 2022 se projeta ainda mais favorável à esquerda.

Todos os setores que compõem a direita brasileira – dos moderados aos extremistas – estavam conformados de continuar a se subordinar à liderança do Bolsonaro e contar com ele como seu candidato em 2022, para tentar de novo, de uma forma ou de outra, derrotar o PT. O aumento do nível de apoio do Bolsonaro com o auxilio emergencial confirmava, para os setores que pretendiam ter uma candidatura alternativa, que seria quase impossível disputar com ele no primeiro turno.

Todos os setores que compõem a direita brasileira – dos moderados aos extremistas – estavam conformados de continuar a se subordinar à liderança do Bolsonaro e contar com ele como seu candidato em 2022, para tentar de novo, de uma forma ou de outra, derrotar o PT. O aumento do nível de apoio do Bolsonaro com o auxilio emergencial confirmava, para os setores que pretendiam ter uma candidatura alternativa, que seria quase impossível disputar com ele no primeiro turno.

Quando, de repente, o governo voltou a entrar em crise, pelo acúmulo de uma série de acontecimentos que afetam diretamente a Bolsonaro, desequilibrando-o. Antes das eleições dos Estados Unidos, já se havia difundido uma serie de acusações sobre o seu filho Flávio, em que parece que o cerco vai se fechando cada mais sobre ele.

Em seguida, vieram as eleições norte-americanas, que pegaram desprevenido Bolsonaro, que acreditava piamente nas bravatas do Trump de que seria reeleito facilmente. Publicamente, Bolsonaro ainda não deu o braço a torcer, ao não reconhecer a vitória de Biden, mas já assimilou o golpe. Uma derrota com consequências em vários planos para ele. Em primeiro lugar, deixa de contar com os Estados Unidos no plano internacional, o que já representa muito, pelo isolamento que representa para a política externa do governo.

Em segundo, significa o fracasso do estilo político de Bolsonaro, que fez com que Trump se some à restrita lista de presidentes norteamericanos que não conseguem se reeleger. Ainda mais que essa derrota pega o Bolsonaro no momento em que ele, claramente, submete tudo a seu projeto de reeleição.
Em terceiro lugar, a forma da derrota do Trump, em que a oposição fez da campanha eleitoral um referendo sobre o Trump, reunindo a todos os setores que o rejeitam, dos mais moderados – até mesmo do Partido Republicano – aos mais radicais – a esquerda do Partido Democrata. Uma situação que Bolsonaro também vive, de poder ser confrontadas suas palavras com a realidade desastrosa do seu governo, que pode ser seguida pela oposição brasileira.

Em quarto, as pressões que o novo governo norteamericano exercerá sobre o brasileiro, a começar pelas questões de proteção da Amazônia, junto com temas de direitos humanos e de política internacional. Não será fácil a vida do governo a partir da posse do novo governo norteamericano, em 20 de janeiro de 2021.

A isso se somam os desastrosos resultados eleitorais para Bolsonaro.  Depois de dizer que não participaria das campanhas, ele acabou participando, e da maneira mais desastrosa. Os resultados fizeram dele o maior perdedor, com o fortalecimento de todos os setores da oposição, tanto da direita como da esquerda.

A direita também acusou a mudança da situação política, que promete deterioração ainda maior do governo. O PSDB, sem surpresas, reafirma que João Doria será seu candidato. O DEM, que se fortaleceu nas eleições, começa a preparar a candidatura de Luciano Huck. E o PSD, que foi quem mais elegeu candidatos nas eleições, afirma que terá candidato próprio. Tudo enfraquece o bloco com que poderia contar Bolsonaro, que depende cada vez mais do Centrão, aliado incerto conforme se aproximem mais as eleições.

Paradoxalmente, quando há um espirito unitário na esquerda, é a direita que passa a sofrer com suas divisões. A direita entra abertamente em crise. Bolsonaro depende do que consiga fazer na economia, que está em péssimas condições.

2022 se projeta como ainda mais favorável à esquerda.

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Luis Arce, presidente eleito da Bolívia, é alvo de atentado

Arce estava em uma reunião na sede do partido MAS, em La Paz, quando houve a explosão. Ainda não há reporte de mortes e feridos ou sobre o estado do presidente eleito
Quem também comentou foi o ex-presidente boliviano Evo Morales, que expressou a seguinte mensagem: “condenamos o atentado contra nossa sede de campaña em La Paz. Pequenos grupos tentam gerar um clima de confusão e violência, mas não terão sucesso. Nós não cairemos em nenhuma provocação. Nossa revolução é pacífica e democrática”.

Acompanhe abaixo alguns outros comentários.

O presidente eleito da Bolívia, Luis Arce, sofreu um atentado com dinamite na noite desta quinta-feira (5), em La Paz.

Segundo porta-voz do MAS (Movimento Ao Socialismo, partido de Arce), o presidente eleito se encontrava reunido com correligionários discutindo sobre as primeiras medidas do governo que tem sua posse marcada para o próximo domingo (8).

O atentado rapidamente se tornou um dos temas mais comentados nas redes sociais, apesar das poucas informações a respeito, e mesmo ainda sem haver reportes sobre mortos e feridos, nem sobre o estado de saúde de Arce no momento.

Algumas personalidades do mundo da política – como o deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) e o senador progressista colombiano Gustavo Petro – e alguns correspondentes internacionais estão tuitando sobre o assunto no momento.

Quem também comentou foi o ex-presidente boliviano Evo Morales, que expressou a seguinte mensagem: “condenamos o atentado contra nossa sede de campaña em La Paz. Pequenos grupos tentam gerar um clima de confusão e violência, mas não terão sucesso. Nós não cairemos em nenhuma provocação. Nossa revolução é pacífica e democrática”.

Acompanhe abaixo alguns outros comentários.

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Bancada evangélica de esquerda surge contra neopentecostais e conservadores.


É em meio à recente prisão do presidente do PSC, Pastor Everaldo, que um grupo de jovens se juntou para lançar pela primeira vez uma bancada evangélica de esquerda nas eleições 2020. 

Nas discussões, estão a defesa do Estado laico, o direito ao aborto e a correção do "equívoco teológico" pregado pela bancada evangélica atualmente com representação na política. 

Até agora, a Bancada Evangélica Popular conta com 20 pré-candidatos de diversos partidos de esquerda em todo o Brasil, principalmente no estado de São Paulo. "É mais fácil atribuir os problemas da sociedade a questões morais do que entender as razões da desigualdade", diz o estudante de filosofia Samuel de Oliveira, 23, pré-candidato a vereador de São Paulo pelo PCdoB.


Morador de Sapopemba, na zona leste, ele diz que as igrejas com ambição política "usam o medo do Inferno" para dominar o povo. "Esses políticos deixaram de pregar a graça de Cristo para viver a mensagem do ódio", diz. 

A gente quer apresentar uma outra perspectiva de ser evangélico, que não é sinônimo de conservadorismo, mas de justiça social e amor Samuel de Oliveira, pré-candidato à Câmara 

Contra o conservadorismo moral 


O estudante de história e motorista de aplicativo Danilo Pássaro, 27, tinha 4 anos quando teve o primeiro contato com uma Assembleia de Deus no bairro onde mora, a Brasilândia, zona norte de São Paulo. Criado com os filhos do pastor, ele era levado aos cultos pela mulher do religioso. 

Mas seu "chamado à espiritualidade" foi aos 17 anos, quando começou a frequentar a Igreja Batista, porque, "ao contrário das neopentecostais, ela não é fundamentalista". 

"Ela ensina que Jesus não quer ver outro explorado e que Deus não está lá longe no Céu, mas dentro de nós", diz ele. "'Ao cuidar dos que sofrem, estão cuidando de mim', disse Jesus."

Já o interesse pela política surgiu no movimento estudantil, época em que estudou teologia, e aos 20 anos, nas manifestações de 2013. 

"Eu quero fazer política para o evangélico que se opõe ao conservadorismo moral que é imposto por alguns líderes evangélicos. Quando Dilma caiu [pelo impeachment, em 2015] e os neofascistas saíram do bueiro, eu já achava que os evangélicos neopentecostais poderiam tornar a retórica fascista um discurso de massa, o que foi confirmado na eleição de Bolsonaro", diz ele, hoje filiado ao PSOL. 

"Os neopentecostais têm dois fundamentos: a teologia da prosperidade diz que você é o empresário da própria fé e que doar uma oferta a Deus irá te abençoar. 
E a batalha espiritual defende que a vida na Terra é uma guerra de forças entre o bem e o mal. Essa batalha diz que o Brasil tem precisa se tornar evangélico para ser um país melhor. Para isso, a igreja deve tomar o poder e combater a diversidade, como a religiosa." 

Isso é um discurso fascista, irmão. Se você fala em destruição do outro, é fascismo 

Danilo Pássaro, pré-candidato a vereador Ele diz que "as igrejas ocuparam o lugar que o Estado e a esquerda deixaram na periferia". 

"Se você se sente mal, os irmãos vão te visitar, orar por você. Se não aprende nada na escola, na igreja tem curso de violão, leitura da Bíblia. Isso é pertencimento.

"Muitos irmãos não concordam com o discurso do pastor, mas não conseguem deixar sua igreja porque é difícil sair de um lugar que te trata como gente Danilo Pássaro, pré-candidato a vereador 

Feminista evangélica 


A repercussão da morte do então governador paulista Mário Covas (PSDB), em 2001, é a primeira lembrança política de Simony dos Anjos, então com 15 anos e filha de pastores da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil. Desde então, seu interesse por política cresceu, assim com "as provações" que precisou enfrentar em casa e na igreja. 

Hoje com 34 anos, a moradora do Jardim Veloso quer ser prefeita de Osasco pelo PSOL, na Grande São Paulo.

"Quando entrei na universidade, estudei a violência da igreja durante o Brasil Colônia. Foi para mim uma provação. Eu comecei a notar que muitas mulheres sumiam do culto e só voltavam depois que desapareciam as marcas da violência sofrida em casa", conta ela. 

"Então passei a visitar várias igrejas dizendo às mulheres que elas não pecavam por não serem submissas ao marido. Comecei a estudar o papel das mulheres negras nas igrejas evangélicas, que virou meu projeto de doutorado." 

Em seguida, derrubaram a Dilma [Rousseff] com aquele discurso por Deus, família, torturadores. Quando Bolsonaro se elegeu, eu decidi me assumir como uma feminista evangélica Simony dos Anjos, pré-candidata a prefeita.


"As relações na igreja ficaram tensas, com pessoas mandando e-mail para o meu pai porque esperavam que eu me comportasse como pastora, embora eu fosse leiga. O [pastor] Silas Malafaia atacou o coletivo de que faço parte dizendo que a gente é herege, não é crente de verdade, que todo mundo ia para o Inferno. Comecei a receber mensagens dizendo que Deus ia acabar com os comunistas e ameaçaram sequestrar o filho da nossa coordenadora." 


Ela comenta a trajetória da deputada Flordelis, suspeita de assassinar o marido. "A Flordelis é uma evangélica que nasce como salvadora da periferia, mas sucumbe ao ser aparelhada por milícias e partidos políticos. A história dela é uma tragédia familiar. Se esse caso for levado a sério, o Brasil perceberá que o fundamentalismo se aproveita da vulnerabilidade das famílias para arrebanhar seguidores."

Simony também defende aborto e planejamento familiar. "Na minha igreja, precisei dar aula sobre ciclo menstrual a meninas de 17 anos, que não sabiam como ele funciona. A proibição do aborto mata 1.500 mulheres por ano no Brasil. Muitas deixariam de abortar se fossem acolhidas por psicólogos nos hospitais. Quem chega no hospital dizendo que precisa cometer um crime?" 

A gente não precisa de uma Flordelis que adote tanta criança, mas de um Estado que cuide de todas Simony dos Anjos, pré-candidata a prefeita.


Trans, pastora e pré-candidata 


"No dia 26 de janeiro fui ordenada a primeira travesti clériga da América Latina", diz Alexya Salvador, pré-candidata à vereadora também pelo PSOL em São Paulo. A pastora é cheia de recordes: professora estadual há 16 anos, foi a segunda mulher trans a se casar no Brasil, a primeira a adotar e, aos 39, uma das poucas que atravessam vivas os 35 anos, média de vida de um transexual no Brasil.

"Aos 7 anos comecei a frequentar a igreja católica. Eu já me sentia chamada a pastorear, mas aí veio a puberdade, as autodescobertas, e passei a me incomodar com a igreja dizendo que LGBT não é filho de Deus."


Foi quando encontrei a ICM (Igreja da Comunidade Metropolitana), no centro de São Paulo. Aí eu percebi que poderia ser uma liderança religiosa sendo quem eu sou Alexia Salvador, pré-candidata a vereadora.

"Somos o terceiro casal LGBT com certidão de casamento no Brasil, há 11 anos. A primeira trans a adotar, em 2015. Hoje, o Gabriel tem 15 anos, um garoto com deficiência. Em 2016 veio a Ana Maria, menina trans de 13 anos, sempre rejeitada por casais cristãos que a devolviam quando ela dizia ser menina. Agora estou no processo para adotar minha terceira filha, a Deise, que fez 9 aninhos e também é trans.

" Ela diz que sua luta diária para ser aceita foi o motivo de se lançar na política. "Isso me fez perceber que não havia nenhuma vereadora transexual na Câmara. Eu não sou representada enquanto travesti nem enquanto evangélica, porque sou odiada pela bancada da Bíblia. Eu não quero do doutrinar ninguém, mas dar voz às necessidades de pessoas que, como eu, são deixadas de lado pelo governo", afirma. 

Estou cansada de reconhecer minhas irmãs no necrotério. Não nos dão emprego, só nos querem nas esquinas Alexya Salvador, pré-candidata a vereadora 

"A bancada da Bíblia no Congresso não representa os valores do Evangelho. No começo, os cristãos dividiam o que tinham com os irmãos, cuidavam de quem era oprimido e agora condena ao Inferno a mulher que depila o braço."

Fonte: Noticias uol

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Lésbica e ex-guerrilheiro fazem história ao se elegerem prefeitos na Colômbia.

A centro-esquerdista Claudia López, lésbica assumida e destaque da luta contra a corrupção na Colômbia, foi eleita ontem prefeita de Bogotá, enquanto em Turbaco (norte), um ex-membro das Farc se tornou o primeiro ex-combatente eleito prefeito após os acordos de paz com a guerrilha desmobilizada. 



Na capital, López, de 49 anos, obteve 35,23% dos votos em uma disputa apertada com o liberal Carlos Fernando Galán (32,47%), após a apuração de 99,41% das urnas.
A centro-esquerdista Claudia López, lésbica assumida e destaque da luta contra a corrupção na Colômbia, foi eleita ontem prefeita de Bogotá, enquanto em Turbaco (norte), um ex-membro das Farc se tornou o primeiro ex-combatente eleito prefeito após os acordos de paz com a guerrilha desmobilizada.

Caiu o primeiro: derrota de Macri anuncia mudança de ventos na América do Sul

Coalizão de Cristina Kirchner, que se torna presidenta do Senado, também levou o governo da província de Buenos Aires
Um dado importante dessa vitória é que, pela legislação argentina, o vice-presidente ocupa a presidência do Senado. Cristina Kirchner, portanto, é a nova presidenta do Senado argentino. A coalizão de Cristina também ganhou na província de Buenos Aires: seu ex-ministro da Economia, Axel Kiciloff, derrotou a atual governadora Maria Eugenia Vidal, aliada de Macri, por uma diferença superior a 13 pontos percentuais.
Os ventos estão mudando de direção na América do Sul. A “onda neoliberal” começa a ser derrotada por seu próprio projeto econômico, propulsor da desigualdade e da recessão. Com a queda de Mauricio Macri neste domingo, a esquerda inicia sua volta ao poder pela Argentina, exatamente como temia Bolsonaro. Com 80% dos votos apurados, o peronista Alberto Fernández, da coalizão Frente de Todos, cuja vice é a ex-presidenta Cristina Fernández de Kirchner, conseguiu 47,53% dos votos contra 41% de Macri e venceu no primeiro turno.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

PCO chama homofobia nos estádios de “liberdade de expressão” e gera revolta nas redes

Em artigo, o partido menciona que a CBF está preparando uma regra para paralisar as partidas no meio, caso a torcida se manifeste de maneira homofóbica, conforme aconteceu no Campeonato Brasileiro entre Vasco e São Paulo


O Partido da Causa Operária (PCO) publicou, na noite desta quarta-feira (4), um artigo em seu portal sobre “homofobia nos estádios”, defendendo que este é um pretexto moral para “destruir o futebol”, em especial as torcidas organizadas, e alega ataque à liberdade de expressão. Opinião homofóbica do partido se tornou assunto nas redes sociais, gerando críticas de internautas e figuras políticas.
O Partido da Causa Operária (PCO) publicou, na noite desta quarta-feira (4), um artigo em seu portal sobre “homofobia nos estádios”, defendendo que este é um pretexto moral para “destruir o futebol”, em especial as torcidas organizadas, e alega ataque à liberdade de expressão. Opinião homofóbica do partido se tornou assunto nas redes sociais, gerando críticas de internautas e figuras políticas.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Cadete é expulso de academia militar dos EUA por usar camiseta de Che Guevara

Um cadete da Academia Militar dos Estados Unidos, em West Point (NY), que usou uma camiseta com a famosa estampa de Che Guevara em sua cerimônia de formatura, foi expulso das forças armadas americanas.Os militares começaram uma investigação contra Rapone em outubro do ano passado, depois de ele postar fotos pró-comunismo nas redes sociais, mostrando que usou uma camiseta do guerrilheiro argentino por baixo do uniforme. Outra imagem mostrava a inscrição
Spenser Rapone, 26, foi dispensado por "conduta imprópria". Depois de se formar, ele serviria como segundo-tenente na infantaria do Exército.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Luciana conclama a unidade da esquerda para derrotar agenda neoliberal

A presidente PCdoB, a deputado federal Luciana Santos (PE), esteve na abertura do 6º Congresso Nacional do PT, realizado nesta quinta-feira (1º/6), em Brasília. Luciana conclamou uma unidade da esquerda para enfrentar o consórcio dos setores mais conservadores, em defesa de novas eleições.
"Num momento como este, precisamos de unidade, mas também de amplitude.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Quem é Nando Moura, metaleiro de extrema direita que foi processado por Tico Santa Cruz e perdeu.

Ele faz vídeos com aulas de música há quatro anos, mas resolveu falar sobre política em 2015 e não parou mais.

Integrante de uma banda de heavy metal genérica desconhecida chamada Pandora, Nando Moura se autodefine em seu canal como um comentarista de filosofia e teologia. Caiu nas graças de uma certa extrema-direita obtusa e obcecada.

Ele já fez vídeos de hang out com o ex-músico Lobão e hoje viraliza em sites como a Whiplash.net. Essa página existe desde 1996 e surgiu como um fanzine de metal e rock pesado em São Luís no Maranhão. Hoje a Whiplash é mantida por fãs e publica e republica de tudo. De vídeos reaças de Moura até textos do DCM.

Mas Nando Moura gosta mesmo é de Olavo de Carvalho.
Ele faz vídeos com aulas de música há quatro anos, mas resolveu falar sobre política em 2015 e não parou mais.
Integrante de uma banda de heavy metal genérica desconhecida chamada Pandora, Nando Moura se autodefine em seu canal como um comentarista de filosofia e teologia. Caiu nas graças de uma certa extrema-direita obtusa e obcecada.

domingo, 27 de novembro de 2016

O PSol ri por último

O annus horribilis do PT é o mesmo ano que o PSol completou onze anos, por cima da carne seca, como diz o povo. Enquanto o partido de Lula naufraga, o PSol colhe os frutos da coerência que tem se tornado uma marca desde que seus membros saíram do PT para fundar uma legenda própria, insatisfeitos com a realpolitik (por eles chamada de peleguismo) e o abandono do socialismo.

José Dirceu, não há sombra de dúvida, virou o bode expiatório da forma como se faz política no Brasil, mas é inegável o simbolismo de ver o principal algoz da esquerda petista na prisão. Em 2003, Dirceu expulsou Heloisa Helena, Babá e Luciana Genro do partido. Em 2005, junto com outros descontentes, como Ivan Valente e Chico Alencar, eles fundariam o PSol. Deles, só Heloisa Helena não continua no partido.
O annus horribilis do PT é o mesmo ano que o PSol completou onze anos, por cima da carne seca, como diz o povo.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

No Chile, emerge uma esquerda sem medo

Surpresa nas eleições municipais: além da abstenção altíssima, e da derrota da ambígua presidente Bachelet, uma frente de organizações autonomistas vence na terceira maior cidade — e pode disputar a presidência
Domingo, 23 de outubro, foi dia de eleições municipais no Chile. A imprensa e os ativistas locais destacam três grandes fatos, nas análises preliminares dos resultados. Primeiro, os altíssimos índices de abstenção, reflexo da decantada crise de legitimidade do sistema político e dos partidos no país, reforçada por recentes escândalos envolvendo financiamento ilícito de campanhas. Segundo, a derrota da coalizão, supostamente de centro-esquerda, da presidente Michelle Bachelet, cujo governo tem se enredado cada vez mais em seus próprios limites e recuos com relação à agenda de reformas com que se elegeu.
Domingo, 23 de outubro, foi dia de eleições municipais no Chile. A imprensa e os ativistas locais destacam três grandes fatos, nas análises preliminares dos resultados.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

AlmaViva faz operadores trabalharem um tempo a mais de graça

A empresa AlmaViva, no Vale do Jatobá, em Belo Horizonte, mais especificamente do setor de atendimento da Tim, está roubando quem trabalha, fazendo as pessoas exercerem múltiplas funções e adicionando à carga horária tempo extra sem que recebam por esse trabalho.
Nota da redação: Recebemos esta denúncia de um teleoperador da empresa AlmaViva em Belo Horizonte, que prefere não se identificar para evitar as perseguições tão comuns nos Call Centers. Aproveitamos para disponibilizar este espaço para todas as pessoas que trabalham na AlmaViva (e em qualquer Call Center) escreverem denúncias sobre o que ocorre em seus locais de trabalho.

A empresa AlmaViva, no Vale do Jatobá, em Belo Horizonte, mais especificamente do setor de atendimento da Tim, está roubando quem trabalha, fazendo as pessoas exercerem múltiplas funções e adicionando à carga horária tempo extra sem que recebam por esse trabalho. Como fazem isso? Através do assédio moral, da mentira e de jogar os operadores uns contra os outros.

O que acontece é exatamente assim: a empresa está sempre contratando mais gente do que a quantidade de máquinas disponíveis. E como dois corpos não podem ocupar ao mesmo tempo o mesmo lugar, então, faltam máquinas para algumas pessoas trabalharem.

Devido a isto, na AlmaViva mesmo que alguém queira cumprir rigorosamente seu horário e escala de trabalho, será impossível, pois chegar no horário não é garantia de que vai poder trabalhar. Então, todos os dias talvez você vá precisar ficar quarenta minutos, uma hora ou mais que sua escala, porque senão vão descontar do já miserável salário.
Nota da redação: Recebemos esta denúncia de um teleoperador da empresa AlmaViva em Belo Horizonte, que prefere não se identificar para evitar as perseguições tão comuns nos Call Centers. Aproveitamos para disponibilizar este espaço para todas as pessoas que trabalham na AlmaViva (e em qualquer Call Center) escreverem denúncias sobre o que ocorre em seus locais de trabalho.

domingo, 17 de julho de 2016

Os 35 Melhores Filmes da Esquerda

Cinema e socialismo foram colegas de escola no princípio do século XX. Às vezes juntos, cresceram, apaixonaram-se, magoaram-se, desiludiram-se e continuaram a aprender.
Esta lista, inevitavelmente incompleta e truncada de injustiças, resgata da História do Cinema as melhores e mais belas encarnações dos ideais da esquerda.
35º Capitalismo, uma História de Amor (Capitalism, a Love Story)
País: Estados Unidos da América
Ano: 2009
Realizador: Michael Moore
Esta história de amor é o retrato da crise do capitalismo a partir do seu próprio berço. De Michael Moore, também poderíamos incluir Sicko ou Bowling for Columbine, mas Capitalismo corresponde ao zénite da evolução ideológica do realizador norte-americano, não acabasse o filme ao som da Internacional. Mas sobretudo, o documentário perfaz a lista pelos relatos dramáticos dos trabalhadores que pagam na pele o preço do amor dos EUA pelo capitalismo.
Cinema e socialismo foram colegas de escola no princípio do século XX. Às vezes juntos, cresceram, apaixonaram-se, magoaram-se, desiludiram-se e continuaram a aprender.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

2016 está em aberto: é hora de repactuar o Brasil

No crepúsculo de 2015, o governo conquistou a chance preciosa de recomeçar. Presidenta Dilma, lute para que possamos lutar ao seu lado
Foi tão intensa a saraivada de revezes sofridos pela aliança entre o golpismo e a vigarice no final de 2015, que seus protagonistas e a mídia embarcada ainda se agarram à batalha do dia anterior, sem perceber que a roda da história girou.
 
A barragem humana que se ergueu em São Paulo na quarta-feira, 16/12, na longamente esperada união da esquerda, redefiniu os termos da correlação de forças no país.
 
Algo que a mídia antes manipulava à sua exclusiva conveniência ganhou um sujeito autônomo formado ali por 60 mil pessoas.
Foi tão intensa a saraivada de revezes sofridos pela aliança entre o golpismo e a vigarice no final de 2015, que seus protagonistas e a mídia embarcada ainda se agarram à batalha do dia anterior, sem perceber que a roda da história girou.

domingo, 6 de setembro de 2015

Rapaz que ameaçou Jean Wyllys de morte na internet ganha punição exemplar

A internet não é "terra de ninguém" e crimes praticados no virtual também são punidos. Essa é a lição que muita gente aprenderá com um recente caso envolvendo o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ).

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Espanha: Com inspiração bolivariana, posição do Podemos sobre Venezuela provoca críticas

Três dos principais nomes do partido tiveram vínculos próximos ao governo Chávez; posição contra a prisão de políticos no país sul-americano gera controvérsias
Isso porque os três principais nomes do Podemos: Pablo Iglesias, Juan Carlos Monedero e Iñigo Errejón tiveram, no passado, vínculos muito próximos ao governo do ex-presidente Hugo Chávez e fizeram diversas declarações públicas em defesa ou em elogio às políticas adotadas no país sul-americano e, em suas propostas, estão diversas referências ao que foi adotado na Venezuela bolivariana.
O embaixador venezuelano em Madri, Mario Isea, chegou a dizer a legisladores de seu país, no final do ano passado, que o Podemos poderia converter a Espanha em “uma forte aliada da Venezuela” e em uma “plataforma de difusão” na Europa do chavismo e da ideologia socialista.
O Podemos considera a Venezuela como “a namorada feia, a quem pediu de comer, pediu a mão. Mas, agora não quer sair na foto com ela”.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Ditadores brasileiros, cães de guarda do anticomunismo

O regime militar cogitou invadir o Uruguai para evitar uma vitória da esquerdaEm telegrama datado de 24 de agosto daquele ano, o embaixador americano no Brasil, William Manning Rountree, informou às autoridades de seu país que os militares não iriam tolerar um governo socialista tão próximo da fronteira. “Se a Frente assumir o poder, o governo brasileiro consideraria de forma relevante uma intervenção militar direta, incluindo uma demonstração pública de poderio bélico.”
Sob o monitoramento dos Estados Unidos, a ditadura brasileira planejou invadir o Uruguai caso a coalizão de esquerda Frente Ampla saísse vitoriosa das eleições de 1971.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Democracia, partidos e máquinas eleitorais: três variáveis em busca de solução

Em democracia, a verdadeira maioridade política de um cidadão não começa quando ele consolida as suas próprias convicções ideológicas e concebe um projecto para a vida do colectivo, mas sim quando se propõe a ser eleito para concretizar essas ideias. E é então que, perante a necessidade de congregar apoiantes e recolher votos, descobre as realidades práticas do activismo político em democracia. Tais realidades apresentam-se como dilemas concretos, desprovidos da abstracção da teoria. Como compaginar uma carreira profissional com a militância política, sem sacrificar proficiência na primeira por dedicação à segunda? Como conseguir os recursos financeiros e humanos para divulgar as suas ideias? Como fazer-se eleger para os órgãos partidários, como garantir presença em lugares elegíveis das listas para os órgãos autárquicos e legislativos? Como não poderia deixar de ser em democracia, a sós nenhum cidadão consegue superar estes dilemas. Sem o apoio de uma máquina eleitoral — uma equipa de apoio integrada ou não em um partido — nenhum cidadão ascende a um cargo onde possa pôr em prática os seus ideais governativos. Sem uma boa máquina eleitoral, nenhum projecto ou ideologia podem triunfar, por elevados e benévolos que sejam os seus propósitos. Sem máquinas não há candidatos eleitos nem, por consequência, democracia.
Talvez a mais frequente atribulação sofrida por um militante de um partido político — qualquer que este seja — seja ver a sua dedicação à coisa pública ser pejorativamente classificada de oportunismo, e o seu círculo de correligionários ser designado de aparelho clientelar.