Siga a gente aqui!

Mostrando postagens com marcador protesto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador protesto. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

França: Bombeiros defendem manifestantes e enfrentam a polícia nos protestos

Diferentes vídeos das jornadas de manifestações contra a reforma da Previdência de Macron mostram as bem organizadas contra-ofensivas dos bombeiros, que impediam os ataques policiais, ou às vezes até avançavam contra eles
Os bombeiros de Paris foram às ruas esta semana para apoiar os manifestantes que protestam contra o projeto de reforma da previdência apresentado pelo presidente da França, Emmanuel Macron. Mas se engana quem pensa que foram só para ficar nos gritos e aplausos. Eles foram, como se diz na gíria popular, “pro arrebento”.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Protestos contra lei de cidadania da Índia se espalham por universidades

Protestos contra uma nova lei de cidadania da Índia baseada na religião se espalharam por universidades nesta segunda-feira, e críticos disseram que o governo hindu nacionalista está tentando impor uma pauta partidária que se choca com a fundação do país como república secular.




Estudantes lançaram pedras contra policiais que trancaram os portões de uma universidade da cidade de Lucknow, no norte indiano, para tentar impedi-los de ir às ruas. Cerca de duas dezenas de alunos de outra universidade da cidade escaparam para protestar.
Protestos contra uma nova lei de cidadania da Índia baseada na religião se espalharam por universidades nesta segunda-feira, e críticos disseram que o governo hindu nacionalista está tentando impor uma pauta partidária que se choca com a fundação do país como república secular.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Pró-Esia: Fábrica de Versos... O dia chegou: o rock entrou na mira das autoridades

Parece que foi tudo orquestrado, com ação deliberada para chocar, intimidar e encolerizar a plateia. Essa é uma explicação que muitos roqueiros estão encontrando para a crueldade cometida contra mais de 3 mil pessoas que se reuniram em um domingo ensolarado para curtir heavy metal gratuito em um evento beneficente.
Parece que foi tudo orquestrado, com ação deliberada para chocar, intimidar e encolerizar a plateia. Essa é uma explicação que muitos roqueiros estão encontrando para a crueldade cometida contra mais de 3 mil pessoas que se reuniram em um domingo ensolarado para curtir heavy metal gratuito em um evento beneficente.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Reporter NINJA é atingido pela PM durante ato contra aumento da tarifa em SP

Nesta quinta-feira (17), após manifestação realizada por Movimentos Sociais contra o aumento da tarifa de ônibus, em São Paulo, o fotojornalista colaborador da Mídia NINJA e de outros veículos de comunicação independente, Jorge Ferreira, assim como outros profissionais da imprensa, foram agredidos deliberadamente pela Polícia Militar do Estado de São Paulo, em ação registrada ao vivo pelo fotógrafo em sua página no Instagram.
Nesta quinta-feira (17), após manifestação realizada por Movimentos Sociais contra o aumento da tarifa de ônibus, em São Paulo, o fotojornalista colaborador da Mídia NINJA e de outros veículos de comunicação independente, Jorge Ferreira, assim como outros profissionais da imprensa, foram agredidos deliberadamente pela Polícia Militar do Estado de São Paulo, em ação registrada ao vivo pelo fotógrafo em sua página no Instagram.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Quando trabalhar no McDonald’s e no Walmart não te garante um teto

Nos EUA existem trabalhadores que terminam o turno, recolhem os pertences e vão dormir num abrigo
O próximo ocupante da Casa Branca terá de enfrentar problemas estruturais dos Estados Unidos como o dos trabalhadores que, no final de seu turno, recolhem seus pertences e têm de ir dormir num albergue para indigentes.Ao encontro com este jornal, no centro de Manhattan, ela chega atrasada e inquieta. Ao trabalho também chegará alguns minutos depois da hora marcada. Os atrasos se sucedem e se retroalimentam. Como nesse dia ela faz o turno das 15h, provavelmente só voltará para casa depois das 22h e isso, aos 27 anos, é dito a ela como sendo uma falha. Não porque viva no seio de uma família rígida, mas porque essa é a hora limite de chegada ao albergue para indigentes no qual dorme quando sai do trabalho no McDonald’s. Pelo menos esse dia é sábado e ela não tem que organizar para levar e buscar na escola as crianças de oito, sete e quatro anos. Lá também costumam repreendê-la por seus atrasos.Ao encontro com este jornal, no centro de Manhattan, ela chega atrasada e inquieta. Ao trabalho também chegará alguns minutos depois da hora marcada.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

"Não se pode dispersar manifestações por vontade política"

Para professor de Direito Constitucional da FGV, polícia deveria atuar para garantir o direito de manifestação e não para coibí-la
Há quase um século, o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que a polícia não poderia impedir ou determinar o local de reunião para manifestações.
O caso aconteceu em 1919, quando o então chefe de polícia da Bahia proibiu, por meio de telegrama, um comício em favor do senador Epitácio Pessoa. Neste caso específico, a conduta policial foi decisiva para que o Supremo determinasse que a polícia não poderia
Há quase um século, o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que a polícia não poderia impedir ou determinar o local de reunião para manifestações.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Pobres desconfiam de protesto dos ricos

Entre os anos 2002 e 2014, a maioria “precisada” de brasileiros contrariou a doutrina Tim Maia, que, em toda sua simplicidade, contém um dos pensamentos mais desalentadores, porém mais verdadeiros do século XX: “Este país não pode dar certo.
Aqui, prostituta se apaixona, cafetão tem ciúme, traficante se vicia e pobre é de direita”.
A maioria pobre parou de votar na direita no período supracitado. E se deu bem. A renda do trabalhador disparou, o desempregou despencou, casa própria, carro e curso superior ficaram ao alcance de todos…

Rico também ganhou, mas não tanto quanto ganhava antes. E o que é pior, para a elite branca: parou de ganhar sozinha. E rico, como se sabe, não gosta de dividir espaços com pobres. Daí o ódio da classe média alta a Lula, a Dilma e ao PT.

Tudo isso durou entre 2003 e 2014. No ano passado, pela primeira vez após treze anos, a situação se inverteu. A renda e o nível de emprego caíram. A vida parou de melhorar.

A massa nunca foi e nunca será justa. Não adianta dizer a ela que ganhou durante 12 anos e perdeu em apenas um. Este Blog sempre avisou que no dia em que houvesse algum problema na economia estando um petista no poder, ele estaria frito.
Entre os anos 2002 e 2014, a maioria “precisada” de brasileiros contrariou a doutrina Tim Maia, que, em toda sua simplicidade, contém um dos pensamentos mais desalentadores, porém mais verdadeiros do século XX: “Este país não pode dar certo.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Motofretistas de Belo Horizonte lutam por melhores condições de trabalho

Cerca de 70 motoristas se manifestavam na Av. Afonso Pena, nesta manhã.
Reflexo da retenção atingia outras ruas da região central.
Cerca de 70 motociclistas se manifestam na região central de Belo Horizonte, segundo informou a BHTrans, empresa que gerencia o tráfego na cidade.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Protesto contra Banco Central Europeu reúne 10 mil na Alemanha contra políticas de austeridade

'Nosso protesto é contra o BCE que prejudica o trabalho do governo da Grécia. Queremos o fim das políticas de austeridade', disse um dos organizadores
Uma manifestação, organizada pelo grupo anticapitalista Blockupy, reuniu mais de 10 mil pessoas, de diversas partes da Europa, em Frankfurt, na Alemanha, durante a inauguração da nova sede do Banco Central Europeu, segundo estimativa dos organizadores. Os manifestantes protestaram contra as políticas de austeridade. “Armas alemãs, dinheiro alemão, assassinos no mundo todo", dizia um dos cartazes.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Metalúrgicos da Volks entram em greve contra 800 demissões

Os metalúrgicos da Volkswagen de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, decidiram entrar em greve por tempo indeterminado na manhã da última terça-feira (06), em protesto contra a demissão de 800 trabalhadores da planta. A decisão foi aprovada por cerca de 7 mil trabalhadores e abrange os 13 mil metalúrgicos dos três turnos na fábrica. 
Os trabalhadores souberam de sua demissão por meio de cartas que falavam para não retornarem aos seus postos de trabalho após o fim das férias coletivas. A correspondência começou a ser enviada pela empresa dia 30 de dezembro e já chegou a 800 funcionários. Além deles, a ameaça de demissão existe para outros 1300 trabalhadores, já que a Volks anunciou publicamente sua avaliação de que existem 2100 excedentes na fábrica do ABC. No entanto, um acordo assinado com a Volks em 2012 previa estabilidade de empregos até 2016.
Os metalúrgicos da Volkswagen de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, decidiram entrar em greve por tempo indeterminado na manhã da última terça-feira (06), em protesto contra a demissão de 800 trabalhadores da planta. A decisão foi aprovada por cerca de 7 mil trabalhadores e abrange os 13 mil metalúrgicos dos três turnos na fábrica.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Oposição incita protestos violentos contra o governo da Ucrânia

Confrontos entre manifestantes e policiais em Kiev, na Ucrânia, nesta quarta-feira (22), voltaram a colocar os protestos naquele país sob o foco da mídia internacional. Líderes da oposição ao governo foram citados pela emissora Russia Today, nesta quinta (23) ameaçando o governo de que “partirão para ofensiva” caso suas exigências não sejam cumpridas, com ações violentas cujas imagens têm causado alarme.


Reuters
Yulia Tymoshenko e Arseniy Yatsenyuk da oposição na Ucrânia
Yulia Tymoshenko, líder do Partido da Pátria, o maior da oposição na Ucrânia, e seu colega, então ministro das Relações Exteriores, Arseniy Yatsenyuk, no Parlamento ucraniano, em 2007.
Os manifestantes continuam mobilizados no centro de Kiev, causando tensões e mantendo ações violentas. “Amanhã, se o presidente não responder (...), vamos partir para a ofensiva”, disse Vitaly Klitscheko, um dos líderes nos protestos, em um discurso para milhares de ucranianos na Praça da Independência.

Ainda em 2013, as manifestações violentas eclodiram quando o presidente da Ucrânia, Victor Yanukovich, decidiu suspender a assinatura de um acordo que levaria à adesão do país à União Europeia.

A situação econômica e social de diversos países do bloco, devastadas pela recessão e pelas medidas de arrocho impostas pelos credores regionais e internacionais, têm preocupado o mundo, mas a oposição ao governo de Yanukovich ficou revoltada com a sua decisão e iniciou uma série de protestos que têm sido avaliados como uma tentativa de golpe.

Ainda assim, depois de uma reunião de três horas entre o presidente e os líderes da oposição, os manifestantes disseram que não tinham recebido qualquer resposta positiva às suas exigências, que foi expandida para incluir a suspensão das leis anti-rebelião, a demissão do governo e a antecipação das eleições.

Yanukovich ofereceu a continuidade das conversações sobre as leis no dia seguinte, ou seja, nesta quinta (23), de acordo com Arseniy Yatsenyuk, liderança no maior partido de oposição na Ucrânia, o Partido da Pátria, da direita conservadora-liberal, que defende a adesão à UE. 

A líder do partido é a ex-premiê Yulia Tymoshenko, que tem um histórico de má gestão, corrupção e abuso de poder, pelo que foi julgada e condenada a sete anos de prisão. A UE havia alegado uma motivação política no julgamento da ex-premiê e, por isso, suspendido o processo de assinatura de acordos econômicos e comerciais. 

As negociações para o Acordo de Adesão à UE e do Acordo de Livre-Comércio Abrangente e Sustentável tinham sido retomadas, entretanto, mas o governo ucraniano resolveu suspender o processo, sobretudo devido às exigênciais tradicionais de reformas neoliberais impostas como condicionantes. 

Em alternativa, a adesão à União Aduaneira entre Rússia, Cazaquistão e Bielorrússia foi avançada, o que levou a Europa e os EUA a alegarem que a pressão russa havia impedido a adesão da Ucrânia ao bloco europeu, o que já foi negado pelos governos envolvidos.

Apesar disso, a oposição ainda está convocando os manifestantes a continuarem na praça e para prepararem-se para uma possível “ofensiva da polícia”. Yatsenyuk disse a um grande grupo: “Precisamos fazer tudo o que pudermos para impedi-los de expulsar-nos,” de acordo com a Russia Today.

Protestos violentos e confrontos midiáticos


De acordo com a emissora russa, diversos manifestantes continuam ocupando as ruas ao redor do Parlamento, queimando pneus, quebrando lojas e outras construções e formando barricadas.

     Foto: RIA Novosti / Andrey Stenin
  

A polícia passou toda a noite mantendo sua posição, tentando apagar incêndios com canhões de água. Depois de quatro dias de protestos, o centro da capital ucraniana continua parecendo uma zona de guerra, com fumaça, barricadas e escombros.

O ex-presidente ucraniano Leonid Kravchuk disse reconhecer e agradecer a paciência dos oficiais de polícia enquanto confrontavam os manifestantes em uma das ruas ocupadas, Grushevskogo.
“Eles estão atravessando um desafio enorme: apanhando, sendo alvos de pedras e misturas inflamáveis, mas eles permanecem lá e aguentam. Não são muitos os países que têm tropas que tolerariam tal tratamento em uma situação similar.”

Os confrontos de quarta entre os manifestantes e a polícia foram intensificados durante a tarde depois de as tropas de choque terem expulsado vários rebeldes da rua Grushevskogo.

Filmagens da capital ucraniana mostraram centenas de policiais usando gás lacrimogênio, balas de borracha e outras bombas de efeito moral que produzem clarões e barulhos alto (chamadas “flashbang”), no que foi considerada a maior ação de dispersão desde o último episódio, com a ênfase sobre a repressão violenta de alguns policiais.

Manifestantes responderam com um ataque intenso com pedras e coquetéis Molotov, impedindo o avanço da polícia por um breve período, inclusive com a vantagem provocada pela fumaça dos pneus queimando.

As informações avançadas pela mídia internacional têm divergido sobre o número de mortos nos confrontos, com estimativas entre dois e quatro manifestantes vitimados nos últimos quatro dias de protestos. Ainda assim, são as primeiras vítimas fatais dos embates, enquanto 200 pessoas ficaram feridas, de acordo com aRussia Today.

Outras imagens também mostraram manifestantes com paus e chamas atacando policiais que formavam um cordão de segurança à volta de edifícios do governo. Além disso, muitos lançavam pedras, entulhos e coquetéis Molotov diretamente contra os policiais.

O Ministério de Assuntos Internos publicou um vídeo mostrando um grupo de policiais sendo atacados repentinamente, desde trás de uma cerca, na segunda-feira (20). Bombas com gasolina foram lançadas no meio dos cordões, incendiando os uniformes dos policiais, dos quais alguns também foram vistos atirando de volta os coquetéis Molotov lançados pelos manifestantes.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro Nikolay Azarov disse que a polícia não recebeu instruções adicionais sobre o uso da força contra os envolvidos nos protestos. Os procedimentos em vigor incluem a garantia de uso mínimo da força, apenas nos casos dos manifestantes mais violentos.

“As instruções dadas aos oficiais foram simples: evitem o uso da força contra manifestantes pacíficos e impeçam a tomada violenta dos prédios e instituições do governo,” disse Azarov em entrevista à emissora britânica BBC.

Fonte: Portal Vermelho

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Mulheres fazem 'Toplessaço' surpresa contra machismo


Toplessaço' surpresa reuniu mulheres contra o machismo em Vila Velha e gerou polêmica

Um ‘toplessaço’ movimentou a praia de Itapoã, em Vila Velha, na última segunda-feira. Sem anunciar na internet, como foi feito no primeiro encontro, o grupo de 15 mulheres foi à praia e ficou sem a parte de cima do biquíni. Segundo a organização, o protesto foi contra o machismo e a expectativa é que as pessoas encarem o manifesto como algo normal.
A escritora Tayana Dantas é uma das organizadoras e disse que o topless vai acontecer frequentemente a partir de agora. “Se o homem tem o direito de escolher estar com ou sem camisa, também podemos. Precisamos naturalizar essa prática”, comentou Tayana, que também organizou o toplessaço na Ilha do Boi, em Vitória, no dia 28 de dezembro de 2013.
Tayana ainda disse que, há alguns dias, só vai à praia de topless. “Isso tem que se tornar natural. As pessoas têm que se acostumar”, disse.
Em nota, a Polícia Militar informou que foi ao local e caracterizou o ato como “importunação ofensiva ao pudor”. Ninguém foi detido.
Fonte: Pragmatismo Político

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Todos à rua! Dia Internacional de Ação – 3 de outubro de 2013

Estimados colegas, militantes do movimento sindical classista,
Filiados e amigos da Federação Sindical Mundial,
Organizações sindicais em todos os continentes, trabalhadores, jovens,
A Federação Sindical Mundial convoca a todos a se unirem à chamada para o Dia Internacional de Ação 3 de Outubro, 2013. Protestos, marchas, greves, conferências e atividades serão organizadas em cada canto do mundo.
Unimos nossas vozes e mostramos nossa determinação na ação conjunta com nossos irmãos e companheiros em todo o mundo, marchando com entusiasmo por alimentos, água, livros, medicamentos e moradia para todos.
Para a Federação Sindical Mundial, uma vida digna pressupõe que todas estas demandas dos trabalhadores sejam resolvidas. Vida digna pressupõe que as massas populares tenham trabalho estável, um bom salário, boas aposentadorias, seguridade social pública, educação gratuita e pública. Um presente e futuro dignos significa trabalho estável conectado com o conhecimento.
Para o movimento sindical reformista, a consigna “trabalho decente” não passa de palavras; para a FSM “trabalho digno” tem um contexto concreto.
Exigimos a satisfação das necessidades básicas modernas da população. Uma demanda realista e aplicável, baseada nas habilidades produtivas da força de trabalho qualificada, nos recursos produtores de riqueza, na riqueza natural e mineral e no desenvolvimento científico e tecnológico que se amplia constantemente.
No há razão alguma para que exista pobreza, guerras imperialistas, destruição, tortura, a exploração capitalista, a privatização dos bens e recursos públicos, dos hospitais e do sistema educacional, além da voracidade cruel dos poucos capitalistas com a finalidade de lucro e os mecanismos e estados que apóiam tudo isso, causando sofrimento, escassez, altos preços e contaminação ambiental.
Os altos lucros seguem existindo e sobem durante a crise internacional capitalista, além da concorrência entre os capitalistas individuais ou grupos capitalistas, as fusões, o fechamento de empresas e indústrias, a transferência da produção para outros países com salários mais baixos ou direitos trabalhistas inexistentes, a maior exploração dos diversos setores da classe trabalhadora e o desemprego extremo em muitas partes do mundo.
É nosso futuro contra seus lucros!
Fonte: Portal FSM (Federação Sindical Mundial)

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Fiasco do "maior protesto da história"



Fracassou em todo o país "o maior protesto da história do Brasil", evento anunciado durante toda a semana nas redes sociais e amplificado por setores da grande imprensa, que divulgaram massivamente os atos de protestos marcados para 149 cidades.


Até as quatro da tarde deste sábado de 7 de setembro, hora em que começo a escrever, não houve nada que lembrasse as grandes manifestações das chamadas "Jornadas de Junho", que levaram milhões de brasileiros às ruas nas principais cidades brasileiras.

Ao contrário, não vimos nada de multidões protestando "contra tudo e contra todos", carregando faixas e cartazes com as mais diferentes reivindicações, mas apenas alguns bandos de arruaceiros, umas poucas centenas de integrantes dos grupos mascarados do Anonymous e dos Black Blocs, tentando invadir desfiles militares, queimando bandeiras e entrando em confronto com a polícia, principalmente no Rio e em Brasília.

A exceção ficou por conta do "Grito dos Excluídos", manifestações pacíficas de movimentos sociais ligados à igreja católica, que todos os anos saem às ruas depois dos desfiles militares para apresentar suas reivindicações, que são levadas até a Basílica de Aparecida, no interior de São Paulo.

A cobertura completa do 7 de setembro está no noticiário aqui do R7, contrariando as previsões apoteóticas das pitonisas da mídia que imaginavam transformar este 7 de setembro num grande movimento nacional contra o governo, pegando como gancho a reta final do julgamento do mensalão, como se pode ver nesta nota publicada na coluna "Painel", da Folha, na edição deste sábado.

"#ficaadica Monitoramento de redes sociais feito pela agência FSB para seus clientes estimou em 38,7 milhões de pessoas o público exposto a convocações para protestos em todo o país. Entre os principais motes captados pelo estudo estão a prisão imediata dos condenados no mensalão".

Não foi o que se viu nas ruas. Gostaria de saber de onde tiraram este número e o mote apontado como principal para levar o povo às manifestações, já que os protestos se resumiram a pequenos grupos de arruaceiros e vândalos, e não vi na cobertura das televisões nada que lembrasse o julgamento do mensalão.

Se as oposições e seus aliados do Instituto Millenium esperavam o 7 de Setembro para dar uma guinada no cenário político-eleitoral do país, amplamente favorável à presidente Dilma e ao governo federal, como foi registrado nas últimas pesquisas, é bom que procurem logo outro povo e outro mote para "o maior protesto da história". Desta vez, foi um fiasco retumbante.

Em tempo: Reproduzo notícia publicada agora há pouco por Guilherme Balza no UOL:

"Um grupo de manifestantes trentou invadir a sede da TV Globo, localizada na região central de Brasília, por volta das 13 horas deste sábado. Eles participavam de um protesto que teve início na Esplanada dos Ministérios, passou pela rodoviária central e seguia na direção do estádio Mané Garrincha, palco do duelo entre as seleções do Brasil e da Austrália. A maior parte dos participantes do ato não se envolveu na confusão".


Fonte: Blog do Miro

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Os protestos e o momento do trabalho de base

As conquistas destas poucas semanas de grandes mobilizações colocaram algumas palavras esquecidas na boca das imensas maiorias. A linguagem convencional, nas casas, nas filas e nos ônibus, recuperou expressões como “burguês”, “proletário”, “repressão”, “capital”, “mobilização”, “privatização”, “cartaz” e “greve”. Palavras essas pronunciadas ainda em voz baixa nos espaços de produção, onde a ditadura permanece
Silvia Beatriz Adoue
Durante quase 20 anos esperávamos por este momento. O povo fazendo experiências que demonstram que “SÓ A LUTA FAZ VALER”. O grande aprendizado destas últimas semanas para milhões. E “política” é quando milhões estão envolvidos. As conquistas destas poucas semanas de grandes mobilizações colocaram algumas palavras esquecidas na boca das imensas maiorias. A linguagem convencional, nas casas, nas filas e nos ônibus, recuperou expressões como “burguês”, “proletário”, “repressão”, “capital”, “mobilização”, “privatização”, “cartaz” e “greve”. Palavras essas pronunciadas ainda em voz baixa nos espaços de produção, onde a ditadura permanece. As pessoas fazem seus próprios cartazes, grandes ou pequenos, dependendo da instância mais ou menos coletiva em que são elaborados. Mas todos querem ter voz. Os temas cotidianos (salário, trabalho, transporte, saúde, escola, terra, moradia, polícia, governo) deixam de ser motivo de simples lamúria para se transformar em pautas programáticas. Uma vez que as manifestações tocaram terror nas instâncias estatais, que cederam em aplicar pontos de programa que constam na constituição de 1988 e nunca saíram do papel. A pergunta para as classes trabalhadoras, no entanto, é: como avançar?
Os partidos de esquerda e movimentos sociais acertaram em propor: “FRENTE ÚNICA DE ESQUERDA”. Mas estão errando o foco de como organizá-la. A decisão do Movimento Passe Livre e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto de se retirar das grandes avenidas para centrar fogo nas periferias deve ser celebrado. Não é suficiente unir precariedades para dar conta de organizar a grande força que se coloca em movimento. É o momento de se lançar à organização da classe no espaço conhecido pela classe: nos bairros e nos espaços de trabalho, o lugar dos pares, onde se luta olho no olho ganhando a confiança necessária. É aí que vai se construir a “FRENTE ÚNICA DA CLASSE TRABALHADORA”. Sem organicidade com a classe, a frente única de esquerda não tem chance de disputar sequer as grandes avenidas. E esse trabalho de base avançará a partir de lutas por reivindicações concretas e sentidas pelo conjunto da classe. Mesmo sendo reivindicações parciais, ali onde a organização está se iniciando. Mas essas lutas vão dar forma ao mesmo tempo massiva e orgânica ao movimento.
Como recompor o fio da história da classe?
A discussão a propósito da cor das bandeiras supõe um grau de análise que as lutas não permitem ter às novas gerações. Depois de quase 20 anos de abandono do horizonte de classe pelo PT, como podem as novas gerações identificar a cor vermelha com um projeto emancipatório? Junto ao oportunismo da direita e seus operadores mediáticos, é preciso identificar na desconfiança, inclusive nos partidos de esquerda, um sinal de saúde. E essa desconfiança só vai ser quebrada com a presença de movimentos e partidos nas lutas cotidianas, e não apenas nas grandes avenidas. Como esperar que depois de tantos anos sem grandes lutas as maiorias vão identificar tão claramente seus aliados? Será que o discurso é um bom indicador para a classe trabalhadora que levou rasteira do partido e da central sindical que ajudou a construir com grande esforço? Como os militantes do PT e da CUT que permanecem leais aos objetivos das classes trabalhadoras vão dirigir as novas lutas, depois do distanciamento orgânico das suas organizações com a classe? Tem quem pense que o povo responde ao “comando” automaticamente, como um interruptor de luz que liga e desliga. Perdeu-se a confiança. Mesmo o programa da jornada de lutas de 11 de julho sendo muito adequado para a hora, sem organização nos lugares de trabalho, não vai vingar.
Sem organização de lutas nos territórios, nos lugares de trabalho, por reivindicações concretas e sentidas, em que as forças e a solidariedade possam ser medidas no confronto com o inimigo, não será possível criar laços de confiança na classe. E essa é a tarefa da hora.
Os russos estão avisados?”
Como perguntava o grande Manê Garrincha para o técnico que explicava as tabelas que havia que fazer para avançar até a área da seleção soviética: “Os russos estão avisados?”. Bem, os “russos”, melhor, o grande capital, neste caso, estão mais do que avisados, e vão fazer todo que tiverem ao alcance para impedir o crescimento do movimento na sua organização e programa de classe. Desde 2002 aceitaram os governos do PT porque eles favoreceram a expansão dos negócios sem o ônus de ter que enfrentar uma resistência ativa dos e das trabalhadoras. Para isso suportaram a presença de um quadro vindo das fileiras do povo trabalhador, que haviam desprezado abertamente. Mas fazem tal coisa enquanto o governo do PT não interferir nos seus propósitos e, ao contrário, os favorecer. Se o governo não mais conseguir conter as lutas dos trabalhadores, vai tentar se livrar dele.
Por enquanto, esse é um “plano B”. Mas não deve ser desestimado. A designação da nova embaixadora dos EUA no Brasil, Liliana Ayalde, quem já foi embaixadora em Paraguai de 2008 a 2011, durante o governo de Fernando Lugo, antes do golpe parlamentar que o derrubou, é um indício. O dispositivo para a substituição do presidente da república por eleição indireta, em caso do cargo ficar vago, aprovado pelo congresso nacional na semana retrasada, é outro indício.
Para enfrentar uma ampla mobilização como a que almejamos, vão precisar de um marco legal do qual não dispõem. Por enquanto, estão agindo para além dos procedimentos que a lei define. Mas corre no congresso um projeto de lei anti-terrorista, que seria parte de um novo marco legal para tratar das lutas sociais.
A constituição de 1988, mesmo sem ter sido aplicada, incomoda aos planos do capital. No programa do PSD, que representa os interesses do grande agronegócio, do grande negócio imobiliário e da burguesia comercial paulista, está a reforma da constituição. Por enquanto, agiram sobre o novo código florestal, com as regras para a demarcação das terras indígenas e com o código da mineração.
Depois de um par de semanas, o governo “acordou”
Se o governo nacional continuasse paralisado, como aconteceu nos primeiros dias, provavelmente haveria alguma quebra institucional. Mas a presidência terminou propondo os pactos. Mas para quem propõe esses pactos? Será que está realmente dialogando com as manifestações? Ou propõe acordo para os seus aliados? A reforma política, por exemplo, que está no centro das iniciativas do governo, só poderá ser aproveitada pelo próprio PT, e não pela auto-organização das classes trabalhadoras. Como acreditar, mais uma vez, no PT, como representante dos interesses da nossa classe, se nos pactos nem sequer o compromisso com a reforma agrária aparece?
Ôoooooo, ô, ô, ô, luta e organização
É preciso colocar a experiência de luta cuja continuidade foi quebrada a serviço das necessidades da hora. Trabalho de base: é a tarefa do momento, para por a dinâmica de articulação entre os novos setores, a nova configuração das classes trabalhadoras e os seus aliados estratégicos. Articular as lutas das periferias, das mães das periferias que dão solidez e sustentam a continuidade da vida, dos povos indígenas, ribeirinhos, camponeses, dos estudantes com as dos assalariados do campo e das cidades. A pauta é a pauta das lutas.
Fonte texto: Luiz Nassif On Line

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Protesto contra Lula e PT reúne 20 pessoas na avenida Paulista





Uma manifestação contra o ex-presidente Lula e o PT reuniu 20 pessoas na avenida Paulista, em frente ao Masp (Museu de Arte de São Paulo), na tarde deste domingo (13) em São Paulo.
O encontro, marcado via redes sociais, tinha como um dos lemas "Mexeu com o Brasil, mexeu comigo. Por um Brasil sem LULA/PT" e associava Lula ao processo do mensalão.
Os manifestantes entoavam gritos e seguravam faixas contra o partido e o ex-presidente Lula.
O professor Antonio da Silva Ortega, 60, dizia ter nojo do PT. "Estou aqui porque não quero que o Brasil vire uma Venezuela ou Cuba, mas não sou de nenhum partido."
A professora aposentada Miriam Tebet veio de Ribeirão Preto para a manifestação. Descrevendo-se como "PTfóbica", afirmava no início do evento que mais pessoas poderiam comparecer. "Mas não esqueço o país em que vivo", completou.
Cerca de 1.800 pessoas haviam confirmado presença no protesto no Facebook. A "OCC - Organização de Combate à Corrupção" foi uma das principais organizadoras do evento.
A psicóloga Marta Abdo, 55, passava pelo local e disse estranhar a "timidez" dos manifestantes. "Parece meia dúzia de pessoas paradas, sem organização alguma."
A auxiliar de almoxarifado Ângela Pires da Silva, 25, afirmou que "achava engraçado aquele pessoal parado".
Já o aposentado Carim Facuri, 61, disse que via no protesto "uma bela surpresa a favor da honestidade".
O vendedor de artesanato Antonio José da Silva, 48, dizia acreditar que o protesto fora organizado por algum partido antiPT.

Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: A Folha de São Paulo.