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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Vereadora Giovana Mondardo é alvo de fake news por bolsonaristas em Criciúma

Campanha caluniosa contra vereadora acontece um ano após parlamentar ter denunciado deputado bolsonarista na Comissão de Ética por defender assédio sexual a mulheres.

Construída como tática eleitoral para destruir reputações de adversários e popularizar narrativas equivocadas e perigosas, como o negacionismo à ciência nas medidas de proteção a Covid-19, a máquina de fake news bolsonarista avançou da Capital Federal aos pequenos municípios, subvertendo a democracia e colocando em risco a vida e a economia no Brasil. O necessário combate ao complexo mecanismo de divulgação de calúnias e inverdades precisa ir além da CPI das Fake News e de medidas corporativas como a da plataforma YouTube, que excluiu a página bolsonarista “Terça Livre” essa semana.

Construída como tática eleitoral para destruir reputações de adversários e popularizar narrativas equivocadas e perigosas, como o negacionismo à ciência nas medidas de proteção a Covid-19, a máquina de fake news bolsonarista avançou da Capital Federal aos pequenos municípios, subvertendo a democracia e colocando em risco a vida e a economia no Brasil. O necessário combate ao complexo mecanismo de divulgação de calúnias e inverdades precisa ir além da CPI das Fake News e de medidas corporativas como a da plataforma YouTube, que excluiu a página bolsonarista “Terça Livre” essa semana.

Ao mesmo tempo em que ministros do Supremo e instituições são atacadas, lideranças comunitárias, profissionais liberais e políticos sofrem investidas caluniosas no interior do País. No sul catarinense, o caso mais recente é o da vereadora Giovana Mondardo (PCdoB), jovem de 28 anos, cirurgiã dentista, mestranda em saúde pública e dona da segunda maior votação em Criciúma.

Como nasce uma fake news

Desde terça-feira (2), a artilharia bolsonarista se voltou contra Mondardo, que vem sendo acusada de “acobertar estupro” por blogueiros e partidários do bolsonarismo na região. A fagulha para essa acusação foi um corriqueiro acidente de carro, quando a vereadora esbarrou em uma bicicleta ao sair de um lanche após a sessão que inaugurou o ano legislativo na Câmara Municipal, no dia anterior.

Inicialmente acusada de embriaguez ao volante pelo deputado estadual Jessé Lopes (PSL) em pronunciamento no plenário da Assembleia Legislativa, logo o discurso da claque se metamorfoseou em acusação de acobertamento de estupro, com direito a publicação em jornal de circulação regional em coluna assinada pelo blogueiro bolsonarista André Roldão, e postagem nas redes da presidente do PL local e ex-candidata a prefeita, Júlia Zanatta. Em aplicativos de mensagens, foram distribuídos vídeos de atropelamentos ocorridos em outros municípios associando-os ao ocorrido. Giovana também teve seus dados pessoais e de acesso restrito do DETRAN vazados ilegalmente.

A origem de tudo

Como uma das fundadoras de um coletivo feminista universitário, ainda em 2015, Giovana foi procurada por uma amiga que relatou uma situação de assédio sexual. Segundo a vereadora, à época, a jovem foi acolhida e recebeu suporte e incentivo para que fossem tomadas medidas legais sobre o caso. “Não se obriga uma mulher a denunciar um assédio ou a julga por não fazê-lo, isso seria uma outra violência. Nosso papel é acolher, apoiar e proporcionar um ambiente onde ela se sinta fortalecida e amparada para fazer isso, mas a decisão sempre será dela”, explicou Giovana, que reafirmou seu compromisso em proteger a identidade da vítima enquanto ela assim preferir.

A versão que transformou Mondardo em “acobertadora de estupro” surgiu na manhã do exato dia das eleições de 2020, quando o então candidato a vereador Andriw Loch divulgou em suas redes sociais as acusações. Sem expediente e tempo legal para questionar a calúnia na Justiça Eleitoral, a hoje parlamentar se viu obrigada a passar o domingo da eleição se explicando sobre algo que nunca fez.

Giovana é autora e mobilizadora de petição pública levada a Comissão de Ética da Alesc sobre o deputado bolsonarista Jessé Lopes, onde pedia medidas contra declarações machistas do parlamentar no caso da falaciosa gravidez de uma assessora da Casa D’Agronômica, citando também o caso em que o parlamentar defendeu que o assédio seria um “direito” da mulher, um ataque a campanha “Não é não” contra assédio sexual durante o carnaval de 2020. “Após as mulheres já terem conquistado todos os direitos necessários, inclusive tendo até, muitas vezes, mais direitos que os homens, hoje as pautas feministas visam em seus atos mais extremistas TIRAR direitos. Como, por exemplo, essa em questão, o direito da mulher poder ser ‘assediada’ (ser paquerada, procurada, elogiada…) Parece até inveja de mulheres frustradas por não serem assediadas nem em frente a uma construção civil”, disse o deputado em uma rede social na época.

Jessé foi alvo de ações na Comissão de Ética da Alesc motivados pela Bancada Feminina e por Giovana Mondardo, e ainda é alvo de diversas ações na justiça em decorrência de seus posicionamentos, como é o caso do juiz Marcelo Ferrer, atacado por Lopes após escrever uma carta aos aprisionados de Joinville.

Fake News não podem passar impunes

Iniciativas como a de diversos veículos de comunicação de criar quadros estilo “fato ou fake” contribuem para o enfrentamento a calúnias e mentiras, mas é necessário tratar essa prática pela categoria jurídica que a qualifica, que é a de crime. Por mais que não esteja o termo fake news explicitado no Código Penal Brasileiro, a prática se enquadra nas tipificações de calúnia, difamação, injúria e crime contra a honra.

Sobre os ataques recentes, Giovana Mondardo afirma que está reunindo prints e que deve entrar com medida judicial contra os autores de fake news contra ela. “É preciso enfrentar os gabinetes do ódio e a máquina de destruição de reputações não só nas redes e politicamente, mas também nos tribunais. Essa é a responsabilidade de toda gente séria com a restauração da verdade e o respeito que os debates precisam ter. Respeito por quem pensa diferente da gente é fundamental”, explicou a vereadora.

Fonte: Mídia Ninja

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Chilenos se preparam para um plebiscito histórico sobre manter ou dar adeus à “Constituição do Pinochet

Chilenos estão ansiosos para o plebiscito, adiado desde abril por conta da pandemia


Era uma demanda colocada por alguns setores da sociedade chilena há anos, mas foram os protestos de 2019 os que voltaram exigir a derrubada da Constituição de 1981, imposta pela ditadura militar de Augusto Pinochet. Agora, no domingo 25 de outubro, mais de 14 milhões de chilenos acudirão às urnas em um plebiscito histórico que decidirá se o país “aceita” (aprueba) ou “rejeita” (rechaza) uma nova Carta Magna. A votação foi pensada como um caminho político para aplacar a crise social que o Chile enfrenta.


Os ânimos estão à flor da pele. Nos muros, nas redes sociais, na mídia praticamente não se fala de outra coisa. Não é para menos, já que o plebiscito, inicialmente marcado para o dia 26 de abril, foi atrasado pelo governo devido à pandemia. Além disso, acontecerá somente uma semana depois do primeiro aniversário do chamado “estallido social”, iniciado em 18 de outubro de 2019, quando milhões de pessoas saíram às ruas para exigir um país mais igualitário. Mas a sociedade chilena -como tantas outras na América Latina e no mundo- está profundamente polarizada e, apesar de as pesquisas dizerem que a maioria votará pelo “aceita”, nada está definido.

Por um lado, o “apruebo” reúne intenções diversas, que vão desde exigir uma mudança no modelo neoliberal chileno até entregar mais direitos às mulheres, aos índios e às diversidades sexuais.
Alejandra Saez, uma trabalhadora independente, me disse que vai aprovar porque “se necessita uma mudança imediata, apesar de que o resultado chegue com o tempo, tomar a decisão de transformar o sistema já é um grande avanço”. “Quero que as novas regras validem o bem-estar das pessoas e não os cofres dos outros. Que não nos sintamos atacados pelo sistema”, afirmou.

Já o bioquímico Francisco Pereira me explicou que votará “apruebo” porque considera que é necessária uma “mudança drástica na atual Constituição, já que apesar de que outorga direito a serviços básicos, em nenhum momento garante o acesso a esses serviços, deixando muitos recursos principalmente nas mãos do mundo privado. Além disso, foi escrita para um contexto de desenvolvimento de país determinado muito diferente do atual, e é bastante rígida, o que dificulta que ela seja adaptada às atuais necessidades do Chile”.

Nas campanhas eleitorais, também é possível ver que muitos dos que pedem uma nova Constituição querem reformar as instituições encarregadas da segurança pública, já que, em 2019, pelo menos 30 pessoas morreram, milhares ficaram feridas e o Chile foi cenário de graves violações aos direitos humanos no marco dos protestos sociais, segundo Human Rights Watch, a ONU, entre outros. De acordo com o Instituto Nacional de Direitos Humanos, 460 pessoas sofreram lesões oculares durante as manifestações devido ao uso excessivo da força policial. Delas, pelo menos duas ficaram completamente cegas.

Por outro lado, Natalia C. (que pediu não ser identificada) aposta pelo “rechazo” porque considera que “não há necessidade de escrever uma nova Constituição inteira para realizar as reformas que o país precisa”. Nas redes sociais, as pessoas que chamam a votar por essa alternativa também dizem temer que o Chile se transforme em um país “caótico” e/ou “esquerdista”.

Além disso, muitos sinalizam que votar “apruebo” seria dar um aval à destruição de patrimônio que ocorreu no marco das mobilizações sociais. É que o metrô de Santiago, várias igrejas, ruas e estátuas foram parcialmente destruídos e/ou incendiados desde outubro de 2019, mas não há informação detalhada disponível sobre quem foram os responsáveis de cada um desses atos.

Muitos ainda estão indecisos. O microempresário Javier Baltra comentou que achava melhor votar nulo porque “ambas as opções estão cheias de problemas. Aprovar pode ser sinônimo de um Estado maior, e eu acho isso problemático para a economia. E rejeitar é deixar tudo como está até agora e não sei se isso é uma boa ideia”.

Além de escolher entre as opções “apruebo” ou “rechazo” uma nova Constituição, os chilenos devem votar se desejam que a eventual Carta Magna seja escrita por uma Convenção Constitucional formada por 155 constituintes eleitos ou por uma Convenção Mista de 172 membros (metade legisladores e metade cidadãos eleitos).

A LEI ATUAL

Qualquer pessoa que não conheça a história do Chile provavelmente se surpreenderá ao saber que um país como este tenha ainda uma Constituição que foi escrita na época da ditadura militar. “Nossa, mas é um país tão desenvolvido”; “como assim?”; “sério?” foram alguns dos comentários que recebi de amigos brasileiros quando contei sobre o que está acontecendo agora.

A Constituição atual foi aprovada em um questionado plebiscito realizado no dia 11 de setembro de 1980, em plena ditadura do Pinochet, quando milhões de chilenos viviam sob o medo da repressão, sem registros eleitorais e com os partidos políticos dissolvidos.

O texto foi escrito pelo advogado constitucionalista Jaime Guzmán, um dos maiores ideólogos da direita chilena, e que foi assassinado por um comando de ultraesquerda em 1991.

Ele foi escolhido por uma comissão designada pela ditadura. Posteriormente, a redação contou com a revisão e o apoio do Conselho de Estado e a Junta Militar, composta pelos máximos chefes do Exército e o diretor da polícia, que exercia como “poder legislativo”. Guzmán criou uma série de regras muito difíceis de alterar para perpetuar seu modelo econômico e político.

Como ele mesmo disse quando escrevia a Constituição, sua ideia era que, se os adversários chegassem a governar, eles se veriam “obrigados a seguir uma ação não tão distinta ao que alguém como nós gostaria (…) que a margem seja suficientemente reduzida para fazer extremamente difícil o contrário”.
Para realizar reformas à Carta Magna, Guzmán detalhou que é necessário alcançar um quórum de dois terços ou três quintos, segundo o caso, algo que, na prática, tem sido praticamente impossível de conseguir, porque nem o oficialismo nem a oposição conta com essa quantidade de votos.

Essa Constituição também instaurou um modelo econômico, político e social neoliberal, que se adentrou na educação e na saúde privada e um sistema de aposentadoria conhecido como AFP baseado na poupança individual e que no ano passado entregou aposentadorias pelo valor de 110.000 pesos chilenos (uns US$ 140). Esse sistema, hoje sumamente questionado pela população chilena, foi elogiado pelo Ministro de Economia do Brasil, Paulo Guedes, em várias ocasiões.

Se bem que o texto legal não estabeleça especificamente que a saúde, a educação ou o sistema de aposentadoria devam ser privados, na prática, sim, impõe princípios que limitam a ação do Estado e promove a atividade privada nesses setores. Por exemplo: não existe no Chile nenhuma universidade que seja gratuita.

Segundo analistas, a Constituição atual também é hierárquica e desconecta a cidadania do poder político, porque não inclui muitos mecanismos de participação.

Ao longo da sua história, sofreu duas modificações: a primeira, em 1989, ano do fim da ditadura, quando foi derrogado um artigo que declarava “ilícitos” a grupos que realizassem “violência ou uma concepção da sociedade do Estado ou da ordem jurídica de caráter totalitário ou fundada na luta de classes”. Outra, em 2005, quando depois de um grande acordo político o presidente socialista Ricardo Lagos conseguiu alterar outros aspectos, como que os comandantes em chefe das Forças Armadas passassem a estar subordinados ao poder civil, e a eliminação de senadores designados e vitalícios. Isto permitiu que em 2006 (há 14 anos!) o Senado fosse totalmente conformado por membros de eleição popular.

Agora, se a opção “apruebo” ganhar o plebiscito, o texto não só será modificado: a sociedade poderá dar adeus à chamada “Constituição do Pinochet”. Sem dúvidas, uma decisão histórica.

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Bancada evangélica de esquerda surge contra neopentecostais e conservadores.


É em meio à recente prisão do presidente do PSC, Pastor Everaldo, que um grupo de jovens se juntou para lançar pela primeira vez uma bancada evangélica de esquerda nas eleições 2020. 

Nas discussões, estão a defesa do Estado laico, o direito ao aborto e a correção do "equívoco teológico" pregado pela bancada evangélica atualmente com representação na política. 

Até agora, a Bancada Evangélica Popular conta com 20 pré-candidatos de diversos partidos de esquerda em todo o Brasil, principalmente no estado de São Paulo. "É mais fácil atribuir os problemas da sociedade a questões morais do que entender as razões da desigualdade", diz o estudante de filosofia Samuel de Oliveira, 23, pré-candidato a vereador de São Paulo pelo PCdoB.


Morador de Sapopemba, na zona leste, ele diz que as igrejas com ambição política "usam o medo do Inferno" para dominar o povo. "Esses políticos deixaram de pregar a graça de Cristo para viver a mensagem do ódio", diz. 

A gente quer apresentar uma outra perspectiva de ser evangélico, que não é sinônimo de conservadorismo, mas de justiça social e amor Samuel de Oliveira, pré-candidato à Câmara 

Contra o conservadorismo moral 


O estudante de história e motorista de aplicativo Danilo Pássaro, 27, tinha 4 anos quando teve o primeiro contato com uma Assembleia de Deus no bairro onde mora, a Brasilândia, zona norte de São Paulo. Criado com os filhos do pastor, ele era levado aos cultos pela mulher do religioso. 

Mas seu "chamado à espiritualidade" foi aos 17 anos, quando começou a frequentar a Igreja Batista, porque, "ao contrário das neopentecostais, ela não é fundamentalista". 

"Ela ensina que Jesus não quer ver outro explorado e que Deus não está lá longe no Céu, mas dentro de nós", diz ele. "'Ao cuidar dos que sofrem, estão cuidando de mim', disse Jesus."

Já o interesse pela política surgiu no movimento estudantil, época em que estudou teologia, e aos 20 anos, nas manifestações de 2013. 

"Eu quero fazer política para o evangélico que se opõe ao conservadorismo moral que é imposto por alguns líderes evangélicos. Quando Dilma caiu [pelo impeachment, em 2015] e os neofascistas saíram do bueiro, eu já achava que os evangélicos neopentecostais poderiam tornar a retórica fascista um discurso de massa, o que foi confirmado na eleição de Bolsonaro", diz ele, hoje filiado ao PSOL. 

"Os neopentecostais têm dois fundamentos: a teologia da prosperidade diz que você é o empresário da própria fé e que doar uma oferta a Deus irá te abençoar. 
E a batalha espiritual defende que a vida na Terra é uma guerra de forças entre o bem e o mal. Essa batalha diz que o Brasil tem precisa se tornar evangélico para ser um país melhor. Para isso, a igreja deve tomar o poder e combater a diversidade, como a religiosa." 

Isso é um discurso fascista, irmão. Se você fala em destruição do outro, é fascismo 

Danilo Pássaro, pré-candidato a vereador Ele diz que "as igrejas ocuparam o lugar que o Estado e a esquerda deixaram na periferia". 

"Se você se sente mal, os irmãos vão te visitar, orar por você. Se não aprende nada na escola, na igreja tem curso de violão, leitura da Bíblia. Isso é pertencimento.

"Muitos irmãos não concordam com o discurso do pastor, mas não conseguem deixar sua igreja porque é difícil sair de um lugar que te trata como gente Danilo Pássaro, pré-candidato a vereador 

Feminista evangélica 


A repercussão da morte do então governador paulista Mário Covas (PSDB), em 2001, é a primeira lembrança política de Simony dos Anjos, então com 15 anos e filha de pastores da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil. Desde então, seu interesse por política cresceu, assim com "as provações" que precisou enfrentar em casa e na igreja. 

Hoje com 34 anos, a moradora do Jardim Veloso quer ser prefeita de Osasco pelo PSOL, na Grande São Paulo.

"Quando entrei na universidade, estudei a violência da igreja durante o Brasil Colônia. Foi para mim uma provação. Eu comecei a notar que muitas mulheres sumiam do culto e só voltavam depois que desapareciam as marcas da violência sofrida em casa", conta ela. 

"Então passei a visitar várias igrejas dizendo às mulheres que elas não pecavam por não serem submissas ao marido. Comecei a estudar o papel das mulheres negras nas igrejas evangélicas, que virou meu projeto de doutorado." 

Em seguida, derrubaram a Dilma [Rousseff] com aquele discurso por Deus, família, torturadores. Quando Bolsonaro se elegeu, eu decidi me assumir como uma feminista evangélica Simony dos Anjos, pré-candidata a prefeita.


"As relações na igreja ficaram tensas, com pessoas mandando e-mail para o meu pai porque esperavam que eu me comportasse como pastora, embora eu fosse leiga. O [pastor] Silas Malafaia atacou o coletivo de que faço parte dizendo que a gente é herege, não é crente de verdade, que todo mundo ia para o Inferno. Comecei a receber mensagens dizendo que Deus ia acabar com os comunistas e ameaçaram sequestrar o filho da nossa coordenadora." 


Ela comenta a trajetória da deputada Flordelis, suspeita de assassinar o marido. "A Flordelis é uma evangélica que nasce como salvadora da periferia, mas sucumbe ao ser aparelhada por milícias e partidos políticos. A história dela é uma tragédia familiar. Se esse caso for levado a sério, o Brasil perceberá que o fundamentalismo se aproveita da vulnerabilidade das famílias para arrebanhar seguidores."

Simony também defende aborto e planejamento familiar. "Na minha igreja, precisei dar aula sobre ciclo menstrual a meninas de 17 anos, que não sabiam como ele funciona. A proibição do aborto mata 1.500 mulheres por ano no Brasil. Muitas deixariam de abortar se fossem acolhidas por psicólogos nos hospitais. Quem chega no hospital dizendo que precisa cometer um crime?" 

A gente não precisa de uma Flordelis que adote tanta criança, mas de um Estado que cuide de todas Simony dos Anjos, pré-candidata a prefeita.


Trans, pastora e pré-candidata 


"No dia 26 de janeiro fui ordenada a primeira travesti clériga da América Latina", diz Alexya Salvador, pré-candidata à vereadora também pelo PSOL em São Paulo. A pastora é cheia de recordes: professora estadual há 16 anos, foi a segunda mulher trans a se casar no Brasil, a primeira a adotar e, aos 39, uma das poucas que atravessam vivas os 35 anos, média de vida de um transexual no Brasil.

"Aos 7 anos comecei a frequentar a igreja católica. Eu já me sentia chamada a pastorear, mas aí veio a puberdade, as autodescobertas, e passei a me incomodar com a igreja dizendo que LGBT não é filho de Deus."


Foi quando encontrei a ICM (Igreja da Comunidade Metropolitana), no centro de São Paulo. Aí eu percebi que poderia ser uma liderança religiosa sendo quem eu sou Alexia Salvador, pré-candidata a vereadora.

"Somos o terceiro casal LGBT com certidão de casamento no Brasil, há 11 anos. A primeira trans a adotar, em 2015. Hoje, o Gabriel tem 15 anos, um garoto com deficiência. Em 2016 veio a Ana Maria, menina trans de 13 anos, sempre rejeitada por casais cristãos que a devolviam quando ela dizia ser menina. Agora estou no processo para adotar minha terceira filha, a Deise, que fez 9 aninhos e também é trans.

" Ela diz que sua luta diária para ser aceita foi o motivo de se lançar na política. "Isso me fez perceber que não havia nenhuma vereadora transexual na Câmara. Eu não sou representada enquanto travesti nem enquanto evangélica, porque sou odiada pela bancada da Bíblia. Eu não quero do doutrinar ninguém, mas dar voz às necessidades de pessoas que, como eu, são deixadas de lado pelo governo", afirma. 

Estou cansada de reconhecer minhas irmãs no necrotério. Não nos dão emprego, só nos querem nas esquinas Alexya Salvador, pré-candidata a vereadora 

"A bancada da Bíblia no Congresso não representa os valores do Evangelho. No começo, os cristãos dividiam o que tinham com os irmãos, cuidavam de quem era oprimido e agora condena ao Inferno a mulher que depila o braço."

Fonte: Noticias uol

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Candidatura de Tatto provoca crise no PT e Gleisi fala em punição

Petistas que vão desde a filósofa e ex-candidata ao governo do Rio de Janeiro Márcia Tiburi até o ex-governador Tarso Genro declararam apoio à pré-candidatura de Guilherme Boulos, do PSOL, em São Paulo. Para conter a "onda", a presidenta do partido, Gleisi Hoffmann, já fala em usar o estatuto da sigla, que prevê expulsão

Tatto foi escolhido em maio como pré-candidato após uma votação apertada em um formato de prévias contestado contra o deputado federal Alexandre Padilha. Desde então, o PT vem tentando fortalecer o nome do ex-secretário, mas a confirmação da chapa com Boulos e Luiza Erundina, pelo PSOL, empolgou não só a militância petista não filiada como também filiados históricos do partido.
Ex-secretário de Transportes em duas gestões municipais do PT – as de Marta Suplicy e Fernando Haddad -, Jilmar Tatto não tem convencido parte dos petistas com sua pré-candidatura à prefeitura da capital paulista e, nas últimas semanas, o partido do ex-presidente Lula assiste a uma espécie de debandada em prol da pré-candidatura de Guilherme Boulos, do PSOL.

Tatto foi escolhido em maio como pré-candidato após uma votação apertada em um formato de prévias contestado contra o deputado federal Alexandre Padilha. Desde então, o PT vem tentando fortalecer o nome do ex-secretário, mas a confirmação da chapa com Boulos e Luiza Erundina, pelo PSOL, empolgou não só a militância petista não filiada como também filiados históricos do partido.

O ex-governador do Rio Grande do Sul e ex-presidente da sigla, Tarso Genro, por exemplo, foi um dos que declarou apoio a Boulos e pediu, em entrevista, para que o partido abandone a candidatura de Tatto e apoie o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). O mesmo fez a filósofa Márcia Tiburi, que concorreu ao governo do Rio de Janeiro pelo PT em 2018.

A “debandada” não parou por aí. André Singer, ex-porta-voz do governo Lula, Celso Amorim, ex-chanceler na mesma gestão e Marilena Chaui, que foi secretária de Cultura da gestão de Erundina (1989-1992), também declararam que vão de Boulos. Isso sem contar nomes históricos da classe artística ligados ao PT, como Chico Buarque e Caetano Veloso.

Para conter essa onda pró-Boulos e firmar o nome de Tatto, dirigentes do PT já fazem ameaças veladas aos filiados. À Folha de S. Paulo, a presidenta da legenda, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), disse que, contra esse movimento, pode ser usado o estatuto do partido – que inclui a expulsão -, sem citar, no entanto, que medidas exatamente poderiam ser tomadas.

“A filiação petista carrega consigo algumas responsabilidades, entre elas a de lealdade ao candidato do partido. Obviamente que o estatuto prevê medidas para casos em que isso não acontece”, declarou.

O coordenador da pré-campanha de Tatto e presidente do diretório municipal do PT em São Paulo, Laércio Ribeiro, foi na mesma linha. “Se aparecerem filiados da capital, expressões do partido aqui em São Paulo, aí vamos tomar providências com base no estatuto do PT. Comissão de ética é uma possibilidade”, disparou.

Apesar das afirmações, os dirigentes petistas acreditam que a situação possa ser resolvida na base da conversa e que, com o tempo e a entrada do ex-presidente Lula na campanha, Jilmar Tatto deve crescer e reconquistar o apoio não só da militância orgânica como também dos filiados.

“Boulos e Erundina são companheiros valorosos, não são os adversários da campanha do Tatto. Os principais adversários são o projeto genocida de Bolsonaro e a atitude privatista e elitizante de Bruno Covas e João Doria”, ponderou Padilha, que concorreu com Tatto nas prévias.

Impasse no RJ

Outra situação que tem rachado o PT está no apoio à candidatura do atual prefeito de Belford Roxo, no Rio de Janeiro, Wagner Carneiro (MDB), conhecido como Waguinho.

A aliança com o emedebista foi selada em votação do Diretório Nacional do PT na última sexta-feira (7), após intensos debates, por 29 votos a 25 e 11 abstenções.

Waguinho é um apoiador declarado de Jair Bolsonaro e, inclusive, chegou a pedir votos para o capitão da reserva em 2018. A articulação para que o partido apoiasse o atual prefeito de Belford Roxo partiu, principalmente, do ex-presidente do PT no Rio de Janeiro, Washington Quaquá. Inúmeras correntes da sigla se posicionaram contra o acordo com o bolsonarista, mas a corrente de Quaquá acabou vencendo.

O acordo para a aliança com um bolsonarista levou seis ex-presidentes do PT a redigirem uma carta endereçada à Gleisi Hoffmann, pedindo para que a presidenta da sigla cancele o apoio.

“As resoluções de nosso VII Congresso e da direção partidária são inequívocas: nenhuma aliança pode ser estabelecida com o neofascismo, com os partidos e candidatos que o representam em qualquer espaço do território nacional”, diz a carta, assinada por Olívio Dutra, José Dirceu, José Genoíno, Tarso Genro, Ricardo Berzoini e Rui Falcão.


Fonte: Revista Forum

sábado, 20 de junho de 2020

Testemunhas afirmam que Flordelis tinha quarto em casa de swing

Informação passada à Polícia Civil durante depoimentos que investigam morte do pastor Anderson, marido da deputada, foi dada pelo jornal do SBT


Testemunhas ouvidas pela Polícia Civil nas investigações da morte do pastor Anderson do Carmo , marido da deputada Flordelis (PSD-RJ), afirmaram que a parlamentar tinha um quarto em uma casa de swing no Rio de Janeiro. A informação foi dada pelo jornal do SBT.
Testemunhas ouvidas pela Polícia Civil nas investigações da morte do pastor Anderson do Carmo , marido da deputada Flordelis (PSD-RJ), afirmaram que a parlamentar tinha um quarto em uma casa de swing no Rio de Janeiro. A informação foi dada pelo jornal do SBT.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Urgente: Flávio Bolsonaro avisa que vão acelerar cremação de Adriano da Nóbrega para destruir evidências

“Rogo às autoridades competentes que impeçam isso e elucidem o que de fato houve”, diz o senador
O senador Flávio Bolsonaro alertou, através de um tuíte, nesta quarta-feira (12), que querem “acelerar a cremação de Adriano da Nóbrega para sumir com as evidências de que ele foi brutalmente assassinado”.
O senador Flávio Bolsonaro alertou, através de um tuíte, nesta quarta-feira (12), que querem “acelerar a cremação de Adriano da Nóbrega para sumir com as evidências de que ele foi brutalmente assassinado”.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Pré-Candidatura do Movimento Negro e Periférico é confirmada em SP

O Movimento Negro Uneafro Brasil, com apoio de diversos grupos e coletivos periféricos, definiu nesta última terça feira, dia 4 de fevereiro, sua a pré candidatura coletiva para disputa de uma vaga na Câmara de Vereadores. A iniciativa é composta por Elaine Mineiro, Debora Dias e Júlio César.
O movimento tem apresentado candidaturas nas últimas 3 eleições, sempre com caráter essencialmente coletivas e enraizadas nos guetos, do seio dos movimentos de luta negra e periférica. E isso não mudou. Desta vez, com estética renovada em formato coletivo, reuniram 3 lideranças de base, formadas no cotidiano das lutas, com trajetórias, história e serviços prestados.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Eleição: O Reino em uma encruzilhada

Com poucas probabilidades, há esperança para os trabalhistas?

Em 12 de dezembro, a Grã-Bretanha enfrentará possivelmente sua mais importante escolha política desde a eleição geral de 1945. Nessa eleição, o governo conservador, liderado pela imensa figura de Winston Churchill, enfrentou o Partido Trabalhista, comandado por seu líder menos carismático, Clement Atlee.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Lula denuncia invasão de sua cela por agentes da PF às 6 da manhã: “Foi como uma coerção”

Revelação foi feita ao Blog da Cidadania, de Eduardo Guimarães, nesta quarta-feira; para Lula, há relação com o julgamento no STF
O ex-presidente Lula revelou na quarta-feira ao Blog da Cidadania, de Eduardo Guimarães, que sua cela na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba foi invadida por agentes às 6h da manhã. “Ontem fizeram uma palhaçada comigo. Entraram na cela em que eu estou às 6h da manhã. Como se estivessem fazendo uma coerção!”, disse Lula.

O ex-presidente Lula revelou na quarta-feira ao Blog da Cidadania, de Eduardo Guimarães, que sua cela na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba foi invadida por agentes às 6h da manhã. “Ontem fizeram uma palhaçada comigo. Entraram na cela em que eu estou às 6h da manhã. Como se estivessem fazendo uma coerção!”, disse Lula.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Ativistas africanos lançam campanha para visitar presos na Eritreia

Um dos membros do grupo, o jornalista e ativista angolano Rafael Marques destaca que essa iniciativa tem como propósito unir forças e vozes para combater os abusos de direitos humanos que afetam os eritreus. Muitos dos presos políticos estão há mais de uma década sem manter qualquer contato com a família.

 

“Artistas, jornalistas e escritores foram colocados na prisão sem qualquer justificava. Não sabemos nem as condições em que estão vivendo todos esses anos. É preciso fortalecer esse movimento de solidariedade entre nós, africanos, para que possamos lutar contras as injustiças que nos atingem”, disse o defensor de direitos humanos ao Por dentro da África.
Cem grandes jornalistas africanos, defensores da democracia e dos direitos humanos lançaram um apelo ao presidente da Eritreia, Isaias Aferwerki. Numa mensagem de solidariedade com todo o povo da Eritreia, o grupo pede autorização para visitar ativistas presos no país.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Sob pressão governista, comissão da Câmara aprova relatório da reforma da Previdência

Projeto que destrói direitos de trabalhadores teve 36 votos favoráveis e 13 contrários
A Comissão Especial da reforma da Previdência aprovou nesta quinta-feira (4), por 36 votos a 13, a terceira versão do texto do relator do projeto na Câmara, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP). Para ser aprovada em plenário, são necessários ao menos 308 votos (2/3 dos parlamentares).

A versão aprovada trouxe mudanças pontuais, sem alterações significativas, em relação ao material apresentado anteriormente. O substitutivo mantém algumas diretrizes do governo Jair Bolsonaro (PSL) – como aumento da idade mínima e do tempo de contribuição, além de regras de transição para os atuais segurados.
A Comissão Especial da reforma da Previdência aprovou nesta quinta-feira (4), por 36 votos a 13, a terceira versão do texto do relator do projeto na Câmara, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP). Para ser aprovada em plenário, são necessários ao menos 308 votos (2/3 dos parlamentares).

segunda-feira, 29 de abril de 2019

PSOE vence, mas fascistas avançam na Espanha

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) – o “chanceler paralelo” que humilha o babaca Ernesto Araújo e que recentemente participou de um convescote fascista na Europa – não deve ter gostado muito do resultado das eleições na Espanha neste domingo (28). A imprensa mundial especulou que a extrema-direita seria a grande vitoriosa no pleito, prevendo mais de 60 deputados do Vox, o que daria à sigla fascista um papel decisivo na escolha do primeiro-ministro da monarquia parlamentarista. Esse prognóstico, felizmente, não se confirmou!
O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) – o “chanceler paralelo” que humilha o babaca Ernesto Araújo e que recentemente participou de um convescote fascista na Europa – não deve ter gostado muito do resultado das eleições na Espanha neste domingo (28).

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Agência Xeque e a cobertura da Lava Jato, por Luis Nassif

Um tempo atrás, em um evento em Tiradentes organizado pelo saudoso Audálio Dantas, uma mesa discutiu a cobertura da mídia para a Lava Jato. Quando critiquei, uma colega desafiou: “O que você faria se estivesse em um jornal?”.

A resposta era simples: Jornalismo! Deixar de ser mero publicador de releases da Lava Jato e passar a fazer jornalismo.

Nos artigos sobre Otávio Frias Filho, quando morreu, havia várias menções ao seu incômodo com a atitude passiva da cobertura da Lava Jato.
Um tempo atrás, em um evento em Tiradentes organizado pelo saudoso Audálio Dantas, uma mesa discutiu a cobertura da mídia para a Lava Jato. Quando critiquei, uma colega desafiou: “O que você faria se estivesse em um jornal?”.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Bolsonaro não controla mais o bolsonarismo

O fenômeno virou metástase no interior do tecido social e não obedece ao comando do candidato
O fenômeno Jair Bolsonaro deixou de ser uma questão meramente política e eleitoral para se converter em um problema social e sociológico. O bolsonarismo se enraizou e entrou em metástase no interior do tecido social brasileiro.

Como se sabe, o eleitorado do capitão reformado é composto majoritariamente por homens, brancos, de classe média, com ensino superior e concentrado nas cidades grandes e médias e nas regiões de fronteira.
O fenômeno Jair Bolsonaro deixou de ser uma questão meramente política e eleitoral para se converter em um problema social e sociológico. O bolsonarismo se enraizou e entrou em metástase no interior do tecido social brasileiro.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Contra Bolsonaro, a versão "tiro, porrada e bomba" de Alckmin

Faceta bolsonarista do “picolé de chuchu” é a última cartada do tucano para bater o candidato do PSL, que só quer estar onde sempre esteve
No Brasil, a esculhambação geral é de tal monta que até um golpe de estado pode ser tosco o suficiente para, em tempo recorde, golpear os próprios golpistas. Parece ser o caso deste que derrubou a presidenta Dilma Rousseff, ao que indica a periclitante situação dos arquitetos do impeachment fajuto.

Para manter-se na Presidência pela via legítima, seus candidatos estão obrigados a estratégias em que tudo precisa se encaixar à perfeição milimétrica, sob pena de o mínimo desarranjo fazer desabar o castelo de cartas marcadas.
No Brasil, a esculhambação geral é de tal monta que até um golpe de estado pode ser tosco o suficiente para, em tempo recorde, golpear os próprios golpistas.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Prisão de parlamentares: não se pode deixar levar pelo clamor popular, diz jurista

Polêmica volta à pauta do Judiciário nesta quarta (11) e envolve queda de braço entre STF e Legislativo 
A queda de braço envolvendo os Poderes Legislativo e Judiciário no que se refere ao afastamento e à prisão de parlamentares no exercício do mandato continua levantando poeira não só na esfera política, mas também entre especialistas no tema. 

Para o advogado e professor de Direito Gabriel Sampaio, mais do que se nortear pelo apelo popular, o debate precisa levar em conta as regras constitucionais, que não permitem a prisão preventiva de deputados e senadores. Eles só podem ser presos em flagrante e se for um caso de crime inafiançável.
A queda de braço envolvendo os Poderes Legislativo e Judiciário no que se refere ao afastamento e à prisão de parlamentares no exercício do mandato continua levantando poeira não só na esfera política, mas também entre especialistas no tema.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Curso de pós-graduação terá Dilma, Emir Sader e Jean Wyllys como professores

O curso “A Esquerda no Século XXI” será oferecido pela Universidade Federal da Fronteira do Sul e terá aulas ministradas ainda por Leonardo Boff, Olívio Dutra, João Pedro Stédile e Guilherme Boulos


Já estão abertas as pré-inscrições para o curso de pós-graduação “A Esquerda no Século XXI”, idealizado pelo deputado federal Pedro Uczai (PT-SC), que é professor universitário. Inúmeras figuras da esquerda do cenário político eleitoral e também da academia formarão o corpo docente do curso.
Já estão abertas as pré-inscrições para o curso de pós-graduação “A Esquerda no Século XXI”, idealizado pelo deputado federal Pedro Uczai (PT-SC), que é professor universitário. Inúmeras figuras da esquerda do cenário político eleitoral e também da academia formarão o corpo docente do curso.