O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) – o “chanceler paralelo” que humilha o babaca Ernesto Araújo e que recentemente participou de um convescote fascista na Europa – não deve ter gostado muito do resultado das eleições na Espanha neste domingo (28).
Mostrando postagens com marcador Espanha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Espanha. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 29 de abril de 2019
quarta-feira, 4 de outubro de 2017
Rei da Espanha chama líderes catalães de 'desleais' durante pronunciamento oficial
Para monarca 'poderes legítimos' do Estado espanhol devem assegurar ordem constitucional na região e 'normal funcionamento de instituições'
Dois dias após a realização do referendo de independência na Catalunha o rei Felipe VI da Espanha realizou, nesta terça-feira (03/10), pronunciamento sobre a situação política na região e criticou líderes catalães pelo que considerou como "deslealdade inadmissível" e um "comportamento irresponsável".
Dois dias após a realização do referendo de independência na Catalunha o rei Felipe VI da Espanha realizou, nesta terça-feira (03/10), pronunciamento sobre a situação política na região e criticou líderes catalães pelo que considerou como "deslealdade inadmissível" e um "comportamento irresponsável".
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Partidos pró-independência ganham eleições na Catalunha
As eleições na Catalunha, convertidas num referendo “de fato” sobre a soberania da região, terminaram com os partidos pró-independência obtendo maioria absoluta em deputados, mas falhando no objetivo de reunir mais da metade dos votos populares.
As eleições na Catalunha, convertidas num referendo “de fato” sobre a soberania da região, terminaram com os partidos pró-independência obtendo maioria absoluta em deputados, mas falhando no objetivo de reunir mais da metade dos votos populares.
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Espanha: Com inspiração bolivariana, posição do Podemos sobre Venezuela provoca críticas
Três dos principais nomes do partido tiveram vínculos próximos ao governo Chávez; posição contra a prisão de políticos no país sul-americano gera controvérsias
O Podemos considera a Venezuela como “a namorada feia, a quem pediu de comer, pediu a mão. Mas, agora não quer sair na foto com ela”.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
Espanha impõe censura e proíbe protestos
A onda conservadora, que mostra a sua face no Brasil com os recentes protestos pela volta ao poder dos militares, está promovendo uma violenta regressão democrática no mundo.
domingo, 27 de julho de 2014
Pró-esia Fabrica de Sonhos - García Lorca
Federico García Lorca (Fuente Vaqueros, 5 de junho de 1898 — Granada, 19 de agosto de 1936) foi um poeta e dramaturgo espanhol, e uma das primeiras vítimas da Guerra Civil Espanhola devido ao seus alinhamentos políticos com a República Espanhola e por ser abertamente homossexual.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Número de desempregados na Espanha já beira os 5 milhões
De acordo com publicação do Ministério do Emprego e Previdência Social espanhol, este foi o mês de dezembro com a maior queda de desemprego já registrada no país, e fez com que o total de pessoas que perderam o emprego ao longo de 2012 recuasse, ficando em pouco mais de 426 mil.
Entre os meses de novembro e dezembro do ano passado, o desemprego caiu sobretudo nos setores de serviços (1,62%) e na agricultura (1,62%). Na construção e na indústria o desemprego aumentou 0,58% e 0,52% respectivamente.
O número de desempregados entre jovens com menos de 25 e estrangeiros, bastante afetados até então, diminuiu: foram reinseridos no mercado de trabalho 4.366 pessoas em dezembro e 13.853 ao longo de 2012. Hoje, essas categorias, somadas, têm 612.050 pessoas sem emprego.
Vídeo sobre a matéria:
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Euro: uma conversa entre a morte e a agonia
O presidente do Banco Central Europeu declarou nesta 5ª feira que fará o que for preciso para salvar a Espanha e a Itália da moratória iminente - e o fará de modo suficiente. Ato contínuo os juros tombaram; as bolsas dos dois países subiram. Eureka! Mas, então, por que não o fez antes, há menos de uma semana, por exemplo, quando o mesmo Mário Draghi, cobrado a agir, declarou que o BCE não estava a serviço de países? A resposta começa por aí.
O banco central de UE não foi concebido para servir à sociedade européia, mas aos mercados financeiros que definiram sua supremacia nos alicerces de uma união batizada nas águas neoliberais do tratado de Maastricht. O colapso da ordem neoliberal descarregou sobre esse tabuleiro o peso das contradições letais: aquelas que se confrontam com os seus próprios termos e reduzem as opções a uma conversa entre a morte e a agonia.
Isso explica a diversidade de sentenças peremptórias emitidas pelo normalmente pacato Draghi em tão curto espaço de tempo. Ele e todo aparato definido em Maastricht estão sendo cobrados a servir a uma demanda para a qual não foram concebidos. Enquanto a engrenagem das finanças desreguladas reinava inconteste , o crédito abundante emprestava ares de harmonia entre as instituições e a sociedade. O dinheiro jorrava dos ricos para a periferia. Bolhas se multiplicavam para satisfação de ambos os lado. O fastígio do laissez faire financeiro levaria capitais europeus a bancarem também festa equivalente do outro lado Atlântico, nos EUA, convalidando o novo way of life de consumo sem poupança, com desindustrialização à tiracolo.
Era funcional. O afluxo de recursos externos servia para financiar o rombo das importações chinesas, que revertiam em compra de títulos do Tesouro gringo pelos próprios chineses, mas também por europeus e até latino-americanos. Americanos animados trocaram o emprego pela corretagem da própria casa, incorporando-se a uma corrente que, como se sabe, rompeu-se em 2007 e fundiria em 2008.
Quando o lubrificante da roldana global foi chamado a retornar ao bolso dos seus donos, basicamente bancos e fundos, o cheiro de queimado impregnou o ar. O aparato ao qual o BCE pertence foi convocado então a cumprir seu dever: servir aos mercados. A julgar pelo pêndulo em que se transformou a língua de Mário Draghi cumprir o dever não é tão simples assim. Reconduzir trilhões em créditos de volta aos bolsos de origem implica obter juros em dia.
Quando o investimento feito propicia o lucro imaginado - não é o caso dos 700 mil imóveis encalhados no mercado espanhol -ou a venda do próprio trabalho equilibra as contas, tudo bem. De um modo geral, não é este o cenário na UE. A renda européia medida pelo PIB encontra-se em retração e tão cedo não se recupera; 30% da economia regional quebrou;o desemprego atinge mais de 18 milhões de pessoas e fulmina 25% da sociedade no caso espanhol.
A tentativa de transferir esse gigantesco mico das mãos privadas (salvar bancos locais, basicamente) para os Tesouros nacionais, associada a uma contenção de gastos para honrar os juros, revelou-se um desastre de proporções ferroviárias. De um lado, a recessão aborta a receita fiscal; de outro, a despesa financeira explode pressionada por juros crescentes cobrados por quem se dispõe a financiar Estados à beira da moratória.
Até dezembro, a Itália encara uma rolagem total de dívidas da ordem de 400 bi de euros, mais um déficit de 100 bi, que vai se acrescentar à divida velha.
Outros 400 bi de euros terão que socorrer a equação fiscal da Espanha no mesmo período. O peso do juro nesse conjunto é asfixiante. Até a crise de 2007, a Espanha pagava cerca de 17 bi de euros por ano aos rentistas; em 2012 pagará quase 35 bi de euros. Sua dívida cresceu 102% desde então; a conta dos juros saltou 104% . O contraste com a Alemanha, onde as percentagens são, respectivamente, de 33,5% e apenas 2,3%, é influenciado pela fuga de capitais.
Mais de 500 bilhões de euros saíram da economia espanhola e italiana no ano passado em busca de segurança e qualidade nos cofres soberanos alemães, americanos e suíços. A correnteza permite que os ricos se financiem a juros negativos, repassados a banqueiros, que esfolam Madrid e Roma impondo-lhes taxas acima até de 7,5%, como foi o caso dos últimos dias.
Para afrouxar esse torniquete de muitas voltas Draghi terá que adquirir toda a dívida soberana que não encontrar comprador no mercado - cerca de um trilhão de euros apenas nos casos de Espanha e Itália. A resistência da cúpula do euro a esse aspirador converge para uma palavra: inflação. Apesar da recessão apontar em sentido contrário, os detentores da riqueza temem que uma inundação de dinheiro na praça desvalorize seus direitos de saque sobre os endividados, fazendo na prática aquilo que a política já deveria ter feito: uma desvalorização brutal de ativos. A ver.
O banco central de UE não foi concebido para servir à sociedade européia, mas aos mercados financeiros que definiram sua supremacia nos alicerces de uma união batizada nas águas neoliberais do tratado de Maastricht. O colapso da ordem neoliberal descarregou sobre esse tabuleiro o peso das contradições letais: aquelas que se confrontam com os seus próprios termos e reduzem as opções a uma conversa entre a morte e a agonia.
Isso explica a diversidade de sentenças peremptórias emitidas pelo normalmente pacato Draghi em tão curto espaço de tempo. Ele e todo aparato definido em Maastricht estão sendo cobrados a servir a uma demanda para a qual não foram concebidos. Enquanto a engrenagem das finanças desreguladas reinava inconteste , o crédito abundante emprestava ares de harmonia entre as instituições e a sociedade. O dinheiro jorrava dos ricos para a periferia. Bolhas se multiplicavam para satisfação de ambos os lado. O fastígio do laissez faire financeiro levaria capitais europeus a bancarem também festa equivalente do outro lado Atlântico, nos EUA, convalidando o novo way of life de consumo sem poupança, com desindustrialização à tiracolo.
Era funcional. O afluxo de recursos externos servia para financiar o rombo das importações chinesas, que revertiam em compra de títulos do Tesouro gringo pelos próprios chineses, mas também por europeus e até latino-americanos. Americanos animados trocaram o emprego pela corretagem da própria casa, incorporando-se a uma corrente que, como se sabe, rompeu-se em 2007 e fundiria em 2008.
Quando o lubrificante da roldana global foi chamado a retornar ao bolso dos seus donos, basicamente bancos e fundos, o cheiro de queimado impregnou o ar. O aparato ao qual o BCE pertence foi convocado então a cumprir seu dever: servir aos mercados. A julgar pelo pêndulo em que se transformou a língua de Mário Draghi cumprir o dever não é tão simples assim. Reconduzir trilhões em créditos de volta aos bolsos de origem implica obter juros em dia.
Quando o investimento feito propicia o lucro imaginado - não é o caso dos 700 mil imóveis encalhados no mercado espanhol -ou a venda do próprio trabalho equilibra as contas, tudo bem. De um modo geral, não é este o cenário na UE. A renda européia medida pelo PIB encontra-se em retração e tão cedo não se recupera; 30% da economia regional quebrou;o desemprego atinge mais de 18 milhões de pessoas e fulmina 25% da sociedade no caso espanhol.
A tentativa de transferir esse gigantesco mico das mãos privadas (salvar bancos locais, basicamente) para os Tesouros nacionais, associada a uma contenção de gastos para honrar os juros, revelou-se um desastre de proporções ferroviárias. De um lado, a recessão aborta a receita fiscal; de outro, a despesa financeira explode pressionada por juros crescentes cobrados por quem se dispõe a financiar Estados à beira da moratória.
Até dezembro, a Itália encara uma rolagem total de dívidas da ordem de 400 bi de euros, mais um déficit de 100 bi, que vai se acrescentar à divida velha.
Outros 400 bi de euros terão que socorrer a equação fiscal da Espanha no mesmo período. O peso do juro nesse conjunto é asfixiante. Até a crise de 2007, a Espanha pagava cerca de 17 bi de euros por ano aos rentistas; em 2012 pagará quase 35 bi de euros. Sua dívida cresceu 102% desde então; a conta dos juros saltou 104% . O contraste com a Alemanha, onde as percentagens são, respectivamente, de 33,5% e apenas 2,3%, é influenciado pela fuga de capitais.
Mais de 500 bilhões de euros saíram da economia espanhola e italiana no ano passado em busca de segurança e qualidade nos cofres soberanos alemães, americanos e suíços. A correnteza permite que os ricos se financiem a juros negativos, repassados a banqueiros, que esfolam Madrid e Roma impondo-lhes taxas acima até de 7,5%, como foi o caso dos últimos dias.
Para afrouxar esse torniquete de muitas voltas Draghi terá que adquirir toda a dívida soberana que não encontrar comprador no mercado - cerca de um trilhão de euros apenas nos casos de Espanha e Itália. A resistência da cúpula do euro a esse aspirador converge para uma palavra: inflação. Apesar da recessão apontar em sentido contrário, os detentores da riqueza temem que uma inundação de dinheiro na praça desvalorize seus direitos de saque sobre os endividados, fazendo na prática aquilo que a política já deveria ter feito: uma desvalorização brutal de ativos. A ver.
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Portal Carta Maior
Assinar:
Postagens (Atom)










