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segunda-feira, 29 de abril de 2019

PSOE vence, mas fascistas avançam na Espanha

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) – o “chanceler paralelo” que humilha o babaca Ernesto Araújo e que recentemente participou de um convescote fascista na Europa – não deve ter gostado muito do resultado das eleições na Espanha neste domingo (28). A imprensa mundial especulou que a extrema-direita seria a grande vitoriosa no pleito, prevendo mais de 60 deputados do Vox, o que daria à sigla fascista um papel decisivo na escolha do primeiro-ministro da monarquia parlamentarista. Esse prognóstico, felizmente, não se confirmou!
O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) – o “chanceler paralelo” que humilha o babaca Ernesto Araújo e que recentemente participou de um convescote fascista na Europa – não deve ter gostado muito do resultado das eleições na Espanha neste domingo (28).

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

A Luta dos Trabalhadores dos EUA

Na sequência de uma recessão global, o povo dos Estados Unidos está em posição de incerteza econômica. Em um momento de crescente calamidades, as soluções apresentadas de todo o espectro político atual são inadequadas. Os problemas enfrentados pela humanidade neste momento requerem soluções. Neste momento, o cenário mundial está nas mãos daqueles que se opõem ao que é necessário para consertar nossas circunstâncias e transformar a situação nos interesses das pessoas.
Na sequência de uma recessão global, o povo dos Estados Unidos está em posição de incerteza econômica.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Cuba tem o melhor sistema educativo do continente, diz Banco Mundial

O Banco Mundial acaba de publicar um relatório revelador sobre a problemática da educação na América Latina e no Caribe. Intitulado “Professores excelentes. Como melhorar a aprendizagem na América Latina e no Caribe”, o estudo analisa os sistemas educativos públicos dos países do continente e os principais desafios que enfrentam.
Na América Latina, os professores de educação básica (pré-escolar, primária e secundária) constituem um capital humano de 7 milhões de pessoas, ou seja, 4% da população ativa da região, e mais de 20% dos trabalhadores técnicos e profissionais.
Seus salários absorvem 4% do PIB do continente e suas condições de trabalho variam de uma região para outra, inclusive dentro das fronteiras nacionais. Os professores, mal remunerados, são, em sua maioria, mulheres – uma média de 75% – e pertencem às classes sociais modestas. Além disso, o corpo docente supera os 40 anos de idade e considera-se que esteja “envelhecido”. [2]

Na América Latina, os professores de educação básica (pré-escolar, primária e secundária) constituem um capital humano de 7 milhões de pessoas, ou seja, 4% da população ativa da região, e mais de 20% dos trabalhadores técnicos e profissionais.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Para líder das FARC, acordo de paz com governo colombiano não deve sair neste ano

A guerrilha colombiana e o governo do presidente Juan Manuel Santos negociam um acordo desde novembro de 2012
Para líder das FARC, acordo de paz com governo colombiano não deve sair neste ano
O líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Rodrigo Londoño, conhecido como Timochenko, descartou que a guerrilha colombiana assine um acordo de paz com o governo neste ano, como deseja o presidente Juan Manuel Santos.

terça-feira, 28 de maio de 2013

O capitalismo e seus afetos

Para decifrar o desencanto trazido pela crise de 2008 e o esgotamento dos modelos políticos e sociais, é preciso levar em conta os novos desafios da crítica
Uma importante discussão no interior da filosofia social diz respeito ao modelo de crítica que a contemporaneidade exige. A partir de qual perspectiva deve estruturar-se uma crítica que queira dar conta dos impasses de nossas formas de vida sob o auspício do capitalismo avançado? Em nosso momento histórico, em que procuramos aproveitar o desencanto trazido pela crise econômica de 2008 a fim de mostrar como tal crise é, também, um esgotamento de modelos políticos e sociais, vale a pena ter em vista os novos desafios da crítica. Para tanto, gostaria de lembrar aqui de dois modelos que trazem, entre si, relações importantes, embora se trate de tipos diferentes de crítica.
O primeiro é conhecido pelo nome de “crítica da economia política” e foi, durante muito tempo, a base para pensarmos as figuras da crítica da ideologia e da falsa consciência no capitalismo. Para tal modelo, o capitalismo seria inseparável de um regime de sofrimento social conhecido por “reificação” e que indicaria a coisificação irrefreável das relações intersubjetivas e de si mesmo.
Lembremos aqui da famosa injunção de Marx sobre como as relações entre sujeitos se transforma, no capitalismo, em relação entre coisas. Pois a maneira com que as relações intersubjetivas mediadas pelo trabalho desaparecem nas coisas trabalhadas daria a base para o pior de todos os sofrimentos sociais: o sofrimento de ser tratado e de tratar-se como coisa. Ou seja, como algo, neste contexto, quantificável, mensurável e calculável. Alguns sociólogos, como Josef Gabel, sugeriram que tal modalidade de sofrimento poderia descrever, no seu extremo, uma patologia psíquica ligada a comportamentos psicóticos.
Tal crítica partia da possibilidade de quebrar tal tendência afirmando que a consciência deveria ser capaz de compreender as relações econômicas que definem as dinâmicas da vida social. Haveria uma totalidade acessível à reflexão que se desvelaria a partir do momento em que apreendemos como o movimento de circulação do Capital e de generalização da forma-mercadoria define a racionalidade de todo processo social. Criticar é desvelar a totalidade que a consciência é incapaz de ver, mas que determina sua conduta sem que ela saiba.
No entanto, há um segundo modelo de crítica que poderíamos chamar de “crítica da economia libidinal”. Ele procura partir da ideia de que o capitalismo não é apenas um sistema de trocas econômicas, mas um modo de produção e administração dos afetos. Não se deseja da mesma forma dentro e fora do capitalismo. Há uma maneira de desejar própria do capitalismo, de sua velocidade, seu ritmo, seu espaço.
Assim, se quisermos compreender de onde vem a força de adesão do capitalismo, devemos nos perguntar sobre como ele mobiliza afetos, como ele nos descostuma de certos modos de afecção e como privilegia outros. Não nos perguntaremos apenas sobre como somos alienados de nosso próprio trabalho, mas também como somos alienados de nossos próprios desejos.
Mas quem pode falar sobre um desejo não alienado? Longe de partir de uma pergunta como esta, partiremos de algo menos normativo. Nós simplesmente analisaremos as figuras do sofrimento contemporâneo (como a depressão, o narcisismo, a personalidade borderline, a perversão, o fetichismo, a anomia) e procuraremos nelas não apenas a história individual dos sujeitos que sofrem, mas a história de uma sociedade inconsciente de si mesma.
Nesse caso, o sofrimento psíquico será a porta de entrada para um modelo alternativo de crítica social. Ele não procurará fundar a crítica na possibilidade redentora de uma consciência capaz de apreender a totalidade da vida social e agir a partir de tal perspectiva privilegiada. Na verdade, ele se voltará para os afetos produzidos pelo capitalismo, para a maneira com que ele faz circular o medo, como ele traz uma excitação que ao mesmo tempo é interditada, um prazer que é estragado no momento mesmo de sua enunciação, vinculando afetos sociais e sofrimento psíquico. Nesta dimensão afetiva, talvez encontremos uma crítica que saberá que a primeira condição para a transformação social é modificar a maneira com que desejamos.

Fonte texto: A Carta Capital