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segunda-feira, 17 de maio de 2021

Adolescente planejava realizar massacre em escola da Grande BH

A Polícia Civil identificou, nesse fim de semana, uma adolescente que planejava fazer um massacre na escola em que estudava, na região metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com a polícia, a adolescente é suspeita de usar as redes sociais para fazer postagens que apontavam para um possível crime de assassinato.

A Polícia Civil identificou, nesse fim de semana, uma adolescente que planejava fazer um massacre na escola em que estudava, na região metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com a polícia, a adolescente é suspeita de usar as redes sociais para fazer postagens que apontavam para um possível crime de assassinato.

O caso só foi divulgado na tarde desta segunda-feira (17), por conta da sensibilidade do assunto. As investigações revelam que a adolescente, que não teve idade revelada, ameaçava matar tanto os colegas da escola quanto seus familiares. No local da apreensão, foi encontrado um grande número de armas, como facas e facões.

A suspeita não fazia parte de nenhum grupo violento, conforme aponta a delegada Danielle Aguiar, mas os posts sinalizando um atentado eram constantes. Ainda segundo a polícia, a jovem apresentava alguns sinais de introspecção, falta de amigos e interesse em assuntos violentos.

Não foi identificado nenhuma relação da adolescente com o caso ocorrido em Santa Catarina, já que os posts da menor foram publicados antes do crime ocorrer.

Pais em alerta


Diante do caso, a delegada reforçou a necessidade dos pais estarem sempre atentos às mudanças de comportamento dos jovens e adolescentes, principalmente no contexto atual.

“É preciso avaliar se a criança está introspectiva, se isolando ou se não tem amigos. Os pais têm que buscar manter o diálogo saudável, mostrar ser amigo e exercer autoridade. Olhem as redes [dos filhos], os aplicativos de mensagem. Isso é de extrema importância”, explica Danielle.

As autoridades alertam para o tipo de conteúdo que os filhos podem estar consumindo longe da visão dos pais. “No que os jovens têm se interessado? Que tipo de conversa estão mantendo com outros adolescentes? Saber isso pode evitar que eles se envolvam com grupos extremistas, já que eles são novos e influenciáveis”, orienta a delegada.

No caso da Grande BH, ficou comprovado que os pais não sabiam que a adolescente fazia as postagens e ficaram surpresos, pois “não tinham ideia do que estava acontecendo” com a menina.

A família foi orientada a buscar ajuda profissional para a adolescente e a polícia vai encaminhar o caso à Justiça para saber se a jovem vai precisar de algum outro tipo de acompanhamento.

Fonte: BHAZ

terça-feira, 4 de maio de 2021

Jovem invade escola com facão e mata professoras e crianças

Um jovem de 18 anos invadiu uma escola municipal e matou, pelo menos, cinco pessoas com golpes de facão em Saudades, na região Oeste de Santa Catarina, na manhã desta terça-feira (4). O rapaz tentou tirar a própria vida, mas acabou sendo impedido por policiais. A motivação do ataque ainda é um mistério.

Um jovem de 18 anos invadiu uma escola municipal e matou, pelo menos, cinco pessoas com golpes de facão em Saudades, na região Oeste de Santa Catarina, na manhã desta terça-feira (4). O rapaz tentou tirar a própria vida, mas acabou sendo impedido por policiais. A motivação do ataque ainda é um mistério.

O 2º Batalhão da Polícia Militar de Chapecó informou ao BHAZ que o jovem invadiu a instituição de ensino, por volta das 10h35, e golpeou várias pessoas utilizando um facão. Duas professoras e três crianças da escola morreram. Outras pessoas foram levadas ao Hospital de Pinhalzinho.

O número de vítimas, o estado de saúde e as idades não foram informadas. Os dados serão passados, assim que o registro policial for finalizado.

A polícia informou ainda que o autor do ataque tentou cometer auto-extermínio, mas acabou sendo impedido e preso. Ele também foi levado para o hospital. O crime bárbaro chocou os moradores da cidade que tem menos de 10 mil habitantes.

A área foi isolada pelo Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil já está no local para a realização dos trabalhos de praxe. A corporação vai investigar a motivação do crime.


terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Quem são os envolvidos no espancamento da arquiteta Sheila Richa em Angra

"Se ninguém tivesse conseguido separar, eu não estaria viva. Ainda não consigo dormir". Arquiteta de 30 anos foi agredida por dois homens dentro de uma lancha em Angra dos Reis (RJ). Agressores já foram identificados, mas seguem em liberdade

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga uma agressão sofrida pela arquiteta Sheila Richa, de 30 anos, durante uma discussão dentro de uma lancha em Angra dos Reis. O caso aconteceu no primeiro dia do ano e, segundo o boletim de ocorrência registrado pela vítima na 166ª DP, ela foi agredida com socos e pontapés por dois homens.
Além de Sheila, seu marido, Lucas Castro, e sua irmã, Rachel Richa, também foram agredidos pelo mesmo trio ao tentarem interromper a confusão, segundo o relato da vítima. A briga teria iniciado após uma provocação da namorada de um dos dois agressores, que estava em outra lancha.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga uma agressão sofrida pela arquiteta Sheila Richa, de 30 anos, durante uma discussão dentro de uma lancha em Angra dos Reis. O caso aconteceu no primeiro dia do ano e, segundo o boletim de ocorrência registrado pela vítima na 166ª DP, ela foi agredida com socos e pontapés por dois homens.
Além de Sheila, seu marido, Lucas Castro, e sua irmã, Rachel Richa, também foram agredidos pelo mesmo trio ao tentarem interromper a confusão, segundo o relato da vítima. A briga teria iniciado após uma provocação da namorada de um dos dois agressores, que estava em outra lancha.

Sheila não gostou da provocação e retrucou verbalmente. Em seguida, o namorado da mulher teria atirado um copo contra a arquiteta e depois partido para a agressão com os outros dois suspeitos. Segundo o registro, dois dos agressores seriam irmãos.

“Desde o início do dia, a menina estava de risadinha e provocação, e aquilo me incomodou. Fui tirar satisfação, houve uma breve discussão e deixei para lá. O namorado dela veio para próximo da minha lancha e iniciou as agressões físicas e verbais, quando jogou um copo de bebida em mim. Eu não me recordo como fui parar na lancha deles. Só lembro de estar caída no chão, com os dois irmãos me batendo. Foi um momento de terror. Jamais esperava passar por isso na minha vida. Ainda mais desse tipo, dessa forma covarde quando não apenas um, mas dois homens me agrediram”, disse Sheila.

 
A vítima teve o nariz e um dente quebrados e pode ter um pequeno traumatismo craniano — um exame foi realizado para determinar o problema —, além de outros machucados pelo rosto e pelo corpo.

“Havia ainda uma terceira pessoa. Esse terceiro homem, quando meu esposo foi me socorrer foi agredido por ele, mas não posso afirmar se ele também me agrediu”, disse Sheila.
“Estou tomando remédios, com médicos e dentistas marcados para realizar os procedimentos. Eu ainda não consegui dormir, não consigo”, revela.

Vilson Almeida, delegado titular da distrital, afirma que as vítimas foram ouvidas e encaminhadas ao Instituto Médico Legal (IML). Os investigadores vão ouvir os agressores, já identificados pelos agentes, e as testemunhas que estavam presentes na confusão.

 
Nas redes sociais, a arquiteta compartilhou imagens que mostram hematomas no seu rosto, com um pedido de justiça. “Acho que se ninguém tivesse conseguido separar, eu acredito que não estaria viva. Só quero Justiça”, desabafou.

Os agressores

O nome da mulher que discutiu com a arquiteta é Jessica Flores. Um dos agressores é Renato Bastos, namorado dela. Rafael Bastos, irmão de Renato, é o outro homem que agrediu Sheila fisicamente.

Ainda esperados para serem ouvidos na delegacia, os irmãos Renato e Rafael Bastos usaram as redes sociais para dar a versão deles dos fatos. Eles disseram que conhecem Sheila Richa e que a arquiteta teria começado a briga com Jessica.

Segundo a versão dos agressores, a vítima teria pegado uma cerveja e jogado o conteúdo neles, além de ter chamado a mulher de “piranha”. Renato diz que encheu um copo com água e jogou contra a arquiteta. Um bate-boca se instalou, e ele disse que Sheila entrou na lancha deles. Os agressores contam que apenas “revidaram”, porque foram atacados fisicamente pela arquiteta.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Assassinato de Marielle Franco completa mil dias sem solução enquanto suas herdeiras políticas entram na mira

Mulheres que assumiram a luta da vereadora negra e ativista assassinada no Rio sofrem graves ameaças. “Tenho que ser escoltada até a padaria”, diz a deputada federal Talíria Petrone, que teve de deixar o Estado


Quando Marielle Franco foi assassinada, há mil dias nesta terça-feira, poucos brasileiros fora do Rio de Janeiro conheciam essa vereadora negra, forjada no ativismo social, de favela, bissexual e mãe. O crime fez dela um símbolo da esquerda brasileira e uma inspiração para outras mulheres de origem semelhante que entraram na política. Seu desembarque no Congresso, Assembleias e Câmaras Municipais rompeu tabus e revirou águas enlameadas. Muitas delas são sistematicamente ameaçadas nas redes, mas alguns casos são mais graves, como o da deputada federal Talíria Petrone, de 35 anos. “Tenho que ser escoltada até a padaria”, disse ela nesta segunda-feira ao telefone de seu refúgio secreto.

Esta política e amiga de Marielle teve que deixar seu Estado, o Rio de Janeiro, e vive protegida pela polícia da Câmara dos Deputados. “Desde que comecei minha vida parlamentar convivo com ameaças.” Uma denúncia de que havia um plano para executá-la a forçou a fazer sua segunda mudança, por segurança. Dessa vez, teve que se mudar para outro Estado. “É um grave ataque à democracia”, enfatiza a deputada. Petrone, que se tornou mãe há seis meses, teve que pedir proteção ao Congresso porque no Rio só lhe ofereciam escolta em eventos oficiais. Dos Estados Unidos, 22 congressistas do Partido Democrata criticaram em uma carta o Governo Bolsonaro “por sua incapacidade ou pouca disposição de garantir a segurança dos legisladores eleitos”.

Embora dois ex-policiais militares suspeitos de perpetrar o assassinato de Marielle estejam na prisão, eles ainda não foram julgados e o caso continua rodeado de incógnitas. A violência política é comum no Brasil. Linchamentos misóginos em rede são abundantes, mas também há assassinatos, com frequência longe das capitais, com pouca repercussão na mídia. Só até agora neste ano 90 políticos foram mortos violentamente, segundo a contagem do professor Pablo Nunes, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), do Rio. As causas são diversas.

Na Amazônia costuma ser por conflitos de terras ou relacionados à exploração ilegal de recursos. No Rio é frequentemente obra de grupos paramilitares, de gangues de policiais que passaram para o lado do crime organizado. São as milícias, que nasceram para oferecer segurança contra os traficantes de drogas e conquistaram território velozmente. No Rio, dominam mais território do que o narcotráfico assentado nas favelas.

O diretor da Open Society para a América Latina, Pedro Abramovay, destaca em uma videoconferência as ligações desses grupos paramilitares suspeitos de matar Marielle e de ameaçar agora Petrone com o presidente Jair Bolsonaro e sua família. “O Palácio do Planalto está ocupado por pessoas com vínculos estreitos com grupos paramilitares. Há uma visão quase positiva desses grupos. Como se aquela violência fosse natural, reflexo de uma sociedade violenta, ignorando que os assassinatos políticos são mais graves para a democracia.” O homem acusado de puxar o gatilho morava no mesmo condomínio do presidente Bolsonaro. E seu filho Flávio Bolsonaro, senador, empregou duas parentes de um obscuro ex-policial que foi interrogado pelo crime contra Marielle e levou seus segredos para a sepultura.

Abramovay acrescenta que essas gangues paramilitares perseguiam um segundo objetivo ao matar Marielle. Enviaram uma mensagem a qualquer pessoa que se sentisse tentada a seguir seus passos. A hostilidade, que surge de diversas frentes, se multiplicou à medida que mulheres negras ou de minorias, como as trans, ganharam eleições e visibilidade em muitos cantos do país. São aumentos tímidos porque as vereadoras detêm apenas 16% das cadeiras municipais.

Abramovay enquadra as ameaças às mulheres na discriminação racial profundamente arraigada, mais do que na polarização atual. “É o racismo estrutural que existe na política brasileira, que não aceita que essas mulheres possam estar em posições de poder. Não importa se entram pela esquerda ou pela direita.” Várias vereadoras recém-eleitas em novembro denunciaram ameaças racistas, incluindo duas estreantes de esquerda em duas das cidades mais brancas do Brasil, Curitiba e Joinville, e uma direitista em Bauru.


Petrone lembra que a violência política acompanha o Brasil desde a sua fundação, “desde o genocídio dos povos indígenas, à escravidão, ao coronelismo, à ditadura ...”. Para a deputada do PSOL, “o bolsonarismo e o Governo Bolsonaro são a expressão da velha elite raivosa, temerosa do avanço do povo” em direção ao poder. Esse fenômeno é personificado, entre outros, pelas herdeiras de Marielle Franco, essas políticas que se parecem muito mais com o Brasil real do que com os órgãos de representação da soberania popular. Uma das novas vereadoras é a viúva de Marielle, a arquiteta Mônica Benicio. Ambas cresceram na Maré, uma favela carioca.

Abramovay explica que a Open Fundation se aliou às fundações Ford, Kellogg e ao instituto brasileiro Ibirapitanga para investir dez milhões de dólares (51 milhões de reais) nos próximos cinco anos na formação de mulheres negras em organizações de ativismo social.

Quem mandou matar Marielle, e por quê? É a pergunta que reverbera no Brasil desde que dois ex-policiais foram presos por matar a vereadora. Seu assassinato, em 14 de março de 2018, tinha a assinatura de profissionais. O atirador disparou de um carro em movimento contra o automóvel de Marielle quando este fazia uma curva no centro do Rio. O motorista, Anderson Gomes, morreu com ela, sua assessora de imprensa sobreviveu.

Pouca coisa relevante emergiu oficialmente das investigações desde o golpe de efeito de anunciar a prisão dos dois suspeitos no primeiro aniversário. Anielle Franco, irmã da vítima, explica por telefone que “a investigação continua. Estamos indo para o terceiro investigador-chefe. Mas, por ora, sem resultados nem novidade. Ainda tramita em segredo de Justiça, por isso, o que sabemos é o que vemos na imprensa”, acrescenta a também presidenta do Instituto Marielle Franco, criado para perpetuar o seu legado político.

Fonte: El País

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Mulher morta por ex-marido PM disse que estava feliz em novo relacionamento

Jovem de 28 anos executada pelo ex-marido PM já havia registrado boletim de ocorrência por violência doméstica contra ele. Em mensagens enviadas a amigos pouco antes de morrer, a vítima confessou que estava apaixonada. Ela deixa dois filhos

Débora Raquel Silva, de 28 anos, é mais uma vítima de feminicídio no Brasil. A jovem foi executada a tiros no Guarujá (SP) pelo ex-marido, o policial militar Edgar de Oliveira Fonseca, de 33 anos. O homem não aceitava o fim do casamento.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

'Eles me estupraram e postaram o vídeo do crime em um site pornô' Parte 3

Em um comunicado à BBC, o Pornhub disse: "Essas terríveis alegações datam de 2009, anos antes de o Pornhub ser adquirido por seus atuais proprietários, portanto não temos informações sobre como o caso foi tratado naquele momento. Desde a mudança de propriedade, a Pornhub implementa continuamente as mais rigorosas salvaguardas e políticas do setor quando se trata de combater conteúdo não autorizado e ilegal, como parte de nosso compromisso em combater material de abuso sexual infantil. A empresa emprega a Vobile, que verifica possíveis novos envios em busca de material não autorizado e garante que o vídeo não volte à plataforma".

'Eles me estupraram e postaram o vídeo do crime em um site pornô' Parte 2

Alguns meses depois, Rose estava navegando no MySpace quando viu que várias pessoas de sua escola estavam compartilhando um link. Ela tinha sido marcada. Clicando nele, Rose foi direcionada para o site de compartilhamento de pornografia Pornhub. Ela sentiu uma onda de náusea ao ver vários vídeos do ataque que sofreu.
Quando Rose foi liberada no dia seguinte, ela tentou se suicidar, incapaz de imaginar como poderia viver uma vida normal agora. O irmão dela a impediu a tempo.

'Eles me estupraram e postaram o vídeo do crime em um site pornô' Parte 1

No ano passado, Rose Kalemba escreveu post contando o quanto tinha sido difícil remover um vídeo do estupro que sofreu aos 14 anos de um site popular de compartilhamento de pornografia. Dezenas de pessoas entraram em contato com ela para dizer que enfrentavam o mesmo problema.

Mas, logo, centenas de milhares de pessoas veriam o estupro por si mesmas — e desses espectadores ela não recebeu simpatia.

Uma década depois, Rose Kalemba penteia o cabelo preto grosso diante do espelho do banheiro, girando as pontas com os dedos para formar cachos naturais. Não podia fazer isso nos meses após o ataque. Todos os espelhos de sua casa tinham que ser cobertos com cobertores, ela não suportava ver seu reflexo
Essa é sua história:
A enfermeira parou na porta que dava para o quarto de hospital de Rose e virou-se para encará-la.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Que país vai atacar o Brasil para “salvar” nossas próprias mulheres e LGBTs? Parte 2

Hoje temos um presidente da República que, se não manda executar LGBTs diretamente, estimula a violência contra eles com declarações como “filho gay é falta de porrada” ou que seria “incapaz de amar um filho homossexual”
Nos últimos oito anos, ao menos 868 travestis e transexuais foram assassinadas, colocando o Brasil no topo do ranking dos que mais matam pessoas transgêneros no mundo. O Irã não aparece na lista porque, paradoxalmente, desde 2008 as operações de redesignação sexual são autorizadas e feitas com apoio do Estado, o que lhe rendeu o título de país onde mais são feitas cirurgias de mudança de sexo depois da Tailândia –o que não deixa de ser uma violência, já que muitos homossexuais iranianos são estimulados a mudar forçosamente de sexo para evitar problemas com a Justiça.
Nos últimos oito anos, ao menos 868 travestis e transexuais foram assassinadas, colocando o Brasil no topo do ranking dos que mais matam pessoas transgêneros no mundo. O Irã não aparece na lista porque, paradoxalmente, desde 2008 as operações de redesignação sexual são autorizadas e feitas com apoio do Estado, o que lhe rendeu o título de país onde mais são feitas cirurgias de mudança de sexo depois da Tailândia –o que não deixa de ser uma violência, já que muitos homossexuais iranianos são estimulados a mudar forçosamente de sexo para evitar problemas com a Justiça.

Que país vai atacar o Brasil para “salvar” nossas próprias mulheres e LGBTs? Parte 1

Números de execuções no Irã são ínfimos comparados aos feminicídios e assassinatos de homossexuais que ocorrem aqui
O conflito Irã-Estados Unidos, iniciado após o assassinato do general Qasem Soleimani no início do ano por um bombardeio norte-americano no Iraque, tem mobilizado as redes sociais brasileiras em relação aos direitos humanos no país dos aiatolás. Muita gente que nunca se preocupou com os direitos humanos no Brasil e que volta e meia ataca os defensores dos direitos humanos manifestou apoio ao ataque de Donald Trump “para libertar o povo da ditadura iraniana”, a exemplo daquele colunista do Estadão que já comparou a união civil homossexual ao casamento entre cabras.
O conflito Irã-Estados Unidos, iniciado após o assassinato do general Qasem Soleimani no início do ano por um bombardeio norte-americano no Iraque, tem mobilizado as redes sociais brasileiras em relação aos direitos humanos no país dos aiatolás. Muita gente que nunca se preocupou com os direitos humanos no Brasil e que volta e meia ataca os defensores dos direitos humanos manifestou apoio ao ataque de Donald Trump “para libertar o povo da ditadura iraniana”, a exemplo daquele colunista do Estadão que já comparou a união civil homossexual ao casamento entre cabras.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Por que é equívoco pensar que a Lei do Feminicídio é solução para violência fatal contra as mulheres Parte 2

Importância de tipificar a violênciaPode parecer algo meramente técnico e jurídico, já que quando classificado como feminicídio, a pena do autor do crime é aumentada podendo chegar a 30 anos de prisão – enquanto em outros casos de homicídio simples a pena máxima fica em 20, – mas não é apenas isso. Vale lembrar também que especialistas da área não consideram que leis como essas são responsáveis por reduzir o número de casos, mas sim contribuir para a criação de políticas públicas para lidar com a raiz do problema.
Pode parecer algo meramente técnico e jurídico, já que quando classificado como feminicídio, a pena do autor do crime é aumentada podendo chegar a 30 anos de prisão – enquanto em outros casos de homicídio simples a pena máxima fica em 20, – mas não é apenas isso. Vale lembrar também que especialistas da área não consideram que leis como essas são responsáveis por reduzir o número de casos, mas sim contribuir para a criação de políticas públicas para lidar com a raiz do problema.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Um adolescente lutou contra um valentão homofóbico do ensino médio e o Twitter o chama de herói

Jordan Steffy finalmente tinha o suficiente.
O júnior da LaPorte High School, em Indiana, diz que está sofrendo bullying homofóbico desde que saiu na sétima série, de insultos odiosos a comida jogada contra ele na cafeteria. Quando, de acordo com Steffy, um colega de classe postou uma mensagem homofóbica no Snapchat usando uma foto dele, foi a última gota.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Lula denuncia invasão de sua cela por agentes da PF às 6 da manhã: “Foi como uma coerção”

Revelação foi feita ao Blog da Cidadania, de Eduardo Guimarães, nesta quarta-feira; para Lula, há relação com o julgamento no STF
O ex-presidente Lula revelou na quarta-feira ao Blog da Cidadania, de Eduardo Guimarães, que sua cela na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba foi invadida por agentes às 6h da manhã. “Ontem fizeram uma palhaçada comigo. Entraram na cela em que eu estou às 6h da manhã. Como se estivessem fazendo uma coerção!”, disse Lula.

O ex-presidente Lula revelou na quarta-feira ao Blog da Cidadania, de Eduardo Guimarães, que sua cela na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba foi invadida por agentes às 6h da manhã. “Ontem fizeram uma palhaçada comigo. Entraram na cela em que eu estou às 6h da manhã. Como se estivessem fazendo uma coerção!”, disse Lula.

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Babá diz que homem "dava risadas" ao matar criança de 5 anos

Criança de 5 anos foi esfaqueada no meio da rua a caminho da escola. "Ele dava facada nela e ria", relata a babá. Populares tentaram linchar o agressor antes de ele ser preso
Moabe Edon Pinto Nogueira Souto, de 25 anos, cometeu um crime bárbaro na manhã desta quarta-feira (30). Ele esfaqueou uma menina de apenas 5 anos que estava a caminho da escola em Betim, na grande Belo Horizonte (MG).

“Ele só dava facada e risada”, afirmou a babá Brenda Souza de Andrade, 23 anos, que levava a menina para a escola. A garota morreu no local com perfurações na nuca, pescoço e tórax, segundo informações da Polícia Militar.
Moabe Edon Pinto Nogueira Souto, de 25 anos, cometeu um crime bárbaro na manhã desta quarta-feira (30). Ele esfaqueou uma menina de apenas 5 anos que estava a caminho da escola em Betim, na grande Belo Horizonte (MG).

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Homem tranca ex-mulher e amiga no banheiro e coloca fogo na casa

Feminicídio: uma mulher morreu e a outra está em estado gravíssimo, respirando com ajuda de aparelhos. Uma das vítimas é ex-companheira do agressor, que foi espancada antes de ser queimada vivaDepois de cometer o crime, o homem fugiu no carro de uma das vítimas e acabou se envolvendo em um acidente. Rodrigo buscou ajuda em posto da Polícia Militar e os agentes o trouxeram para a delegacia.

A artista plástica Alessandra Vaz, ex-companheira de Rodrigo, está internada em estado gravíssimo com 80% do corpo queimado em um hospital particular de Nova Friburgo. Um boletim médico informou que a vítima respira com a ajuda de aparelhos.

Daniela Mousinho da Silveira, de 47 anos, teve 90% do corpo queimado e não resistiu aos ferimentos. Ela morreu na manhã desta quarta-feira (9) no Hospital Estadual Melchiades Calazans, em Nilópolis.
Rodrigo Alves Marotti, de 30 anos, trancou sua ex-companheira junto com uma amiga dela em um banheiro e colocou fogo na casa. O crime ocorreu na noite de segunda-feira (7) em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

‘Me dopou, me drogou e me estuprou’: Mulher denuncia fotógrafo de BH durante sessão; família contradiz

Uma mulher de 26 anos utilizou seu Instagram, na última terça-feira (17), para denunciar um possível crime ocorrido durante uma sessão de fotos realizada no bairro Santa Lúcia, região Centro-Sul de Belo Horizonte. A jovem afirma, através de um vídeo gravado e publicado por ela, ter sido dopada, drogada, agredida e estuprada por um fotógrafo. As investigações sobre o ocorrido ainda estão em processo.
Uma mulher de 26 anos utilizou seu Instagram, na última terça-feira (17), para denunciar um possível crime ocorrido durante uma sessão de fotos realizada no bairro Santa Lúcia, região Centro-Sul de Belo Horizonte. A jovem afirma, através de um vídeo gravado e publicado por ela, ter sido dopada, drogada, agredida e estuprada por um fotógrafo. As investigações sobre o ocorrido ainda estão em processo.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Homem estupra menina de 5 anos com paralisia cerebral no RS

Após o estupro, menina de 5 anos com paralisia cerebral chegou a ser levada ao hospital pela mãe, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Agressor não tinha antecedentes criminaisO rapaz que confessou o crime não teve a identidade revelada pela Polícia Civil. O estuprador mora na mesma casa da vítima e é filho do padrasto da menina. Ele está detido na Penitenciária Estadual de Santa Maria.O rapaz que confessou o crime não teve a identidade revelada pela Polícia Civil. O estuprador mora na mesma casa da vítima e é filho do padrasto da menina. Ele está detido na Penitenciária Estadual de Santa Maria.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Mulheres vestidas de freiras tentam assaltar banco nos EUA

Caso ocorreu na Pensilvânia. FBI investiga.
Duas mulheres vestidas de freiras tentaram roubar um banco na cidade de Tannersville, no estado americano da Pensilvânia, segundo a polícia.
As autoridades afirmaram que as mulheres entraram no Citizens Bank na segunda-feira (28) e uma delas sacou uma arma, pedindo dinheiro a um dos caixas. Mas elas acabaram deixando o banco sem levar nada.
Duas mulheres vestidas de freiras tentaram roubar um banco na cidade de Tannersville, no estado americano da Pensilvânia, segundo a polícia.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Professor de sociologia enfrenta prefeito e é morto com 4 tiros no interior do Pará

A vítima morava em Igarapé Açu e fiscalizava a administração do prefeito da cidade, o ex-delegado de polícia Ronaldo Lopes Oliveira, correligionário de Wladimir Costa, o deputado que tatuou Temer no braço.
O professor de sociologia, Paulo Henrique Souza Silva, morador de Igarapé Açu, no interior do Pará, estava determinado a fiscalizar a administração do prefeito da cidade, o ex-delegado de polícia Ronaldo Lopes Oliveira.

Integrante do Conselho Municipal de Saúde, não tinha conseguido tomar posse por conta da ação do prefeito, no início deste mês.
O professor de sociologia, Paulo Henrique Souza Silva, morador de Igarapé Açu, no interior do Pará, estava determinado a fiscalizar a administração do prefeito da cidade, o ex-delegado de polícia Ronaldo Lopes Oliveira.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

“Fora do modelo privado ninguém sabe quando custa o preso no Brasil"

Proprietário da Reviver, especializada em administrar presídios, defende o lucro com a gestão do cárcere e afirma que o massacre ocorrido em Manaus na cadeia controlada por uma concorrente não pode “ofuscar o sucesso” do modelo
As matanças neste início de ano nas prisões do Norte do país, com chacinas em unidades do Amazonas, Roraima e do Rio Grande do Norte, motivadas por disputas entre facções criminosas que deixaram mais de cem mortos, levantaram críticas e suspeitas sobre a atuação da iniciativa privada nos presídios.
Palco de 56 mortes, o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, é um dos 34 presídios administrados no país pelo modelo de cogestão, segundo dados do Ministério da Justiça. Nesse formato, o Estado mantém a custódia e garantia do cumprimento da pena estabelecida ao preso, mas transfere ao setor privado todas as outras responsabilidades
As matanças neste início de ano nas prisões do Norte do país, com chacinas em unidades do Amazonas, Roraima e do Rio Grande do Norte, motivadas por disputas entre facções criminosas que deixaram mais de cem mortos, levantaram críticas e suspeitas sobre a atuação da iniciativa privada nos presídios.