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sexta-feira, 1 de maio de 2020

Ancestralidade e tecnologia se conectam na arte de Zezé Olukemi

O encontro entre a arte do grafite, que marca a paisagem das cidades, e os jogos de realidade ampliada, que ocupam virtualmente o cenário urbano, será o tema da live que o artista visual e pesquisador Zezé Olukemi participará dentro do projeto Gamecitários, promovido por estudantes de Comunicação Social da Universidade Católica do Salvador (UCSal). O diálogo acontecerá nesta quinta-feira, 30/04, 11h, no Instagram (@gamecitários) e é aberto a todos os interessados em mídias digitais, games, artes visuais, grafite e, obviamente, cultura afro-brasileira.
O encontro entre a arte do grafite, que marca a paisagem das cidades, e os jogos de realidade ampliada, que ocupam virtualmente o cenário urbano, será o tema da live que o artista visual e pesquisador Zezé Olukemi participará dentro do projeto Gamecitários, promovido por estudantes de Comunicação Social da Universidade Católica do Salvador (UCSal). O diálogo acontecerá nesta quinta-feira, 30/04, 11h, no Instagram (@gamecitários) e é aberto a todos os interessados em mídias digitais, games, artes visuais, grafite e, obviamente, cultura afro-brasileira.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

O país que mata seus Pelés

Brasil escolhe matar sistematicamente jovens negros e pobres, ratificando o DNA homicida de sua sociedade, que comprometerá o futuro
O Brasil matou Pelé – não o Edson Arantes dos 1.281 gols, mas os novos, os do futuro, meninos pobres e pretos exterminados sistematicamente nas comunidades populares e periferias. O país que um dia foi do futebol consolida-se como o das mortes de negros e negras, incontáveis talentos potenciais sacrificados pela escolha do genocídio. Jovens que se vão aos milhares, na covardia dos tiros desferidos a esmo, no jogo sangrento e sem fim.
O Brasil matou Pelé – não o Edson Arantes dos 1.281 gols, mas os novos, os do futuro, meninos pobres e pretos exterminados sistematicamente nas comunidades populares e periferias. O país que um dia foi do futebol consolida-se como o das mortes de negros e negras, incontáveis talentos potenciais sacrificados pela escolha do genocídio. Jovens que se vão aos milhares, na covardia dos tiros desferidos a esmo, no jogo sangrento e sem fim.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Operação da Core deixa oito mortos no Complexo da Maré

De acordo com a página Maré Vive, os confrontos se concentram nas comunidades Palace (Conjunto Esperança), Salsa, Merengue e Vila do João. Moradores denunciam que o helicóptero da polícia atirou do alto no horário em que as crianças saíam da escola.
Uma operação da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil deixou oito mortos na manhã desta segunda no Complexo da Maré. Dois homens foram presos e sete fuzis foram apreendidos.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Carro de músico é fuzilado com mais de 80 tiros por militares do Exército; repórter recebe ameaça

O carro onde estava o músico e segurança Evaldo Rosa dos Santos, de 51 anos, e sua família, foi alvo de mais de 80 tiros disparados por homens do Exército, nesse domingo (7), no Rio de Janeiro. A família estava na Vila Militar, em Guadalupe, na zona Oeste do Rio, e seguia para um chá de bebê, quando o veículo, um Ford Ka Fiesta Sedã, foi alvejado pelos fuzis do Exército.
O carro onde estava o músico e segurança Evaldo Rosa dos Santos, de 51 anos, e sua família, foi alvo de mais de 80 tiros disparados por homens do Exército, nesse domingo (7), no Rio de Janeiro.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Chicago elege primeira mulher negra e homossexual para prefeita da cidade

Pela primeira vez, uma mulher negra e assumidamente homossexual foi eleita prefeita de Chicago, a terceira maior cidade dos Estados Unidos e uma das mais violentas do país. A ex-promotora federal democrata Lori Lightfoot venceu, com 74% dos votos, a adversária do mesmo partido Toni Preckwinckle, que recebeu 26% dos votos.
Pela primeira vez, uma mulher negra e assumidamente homossexual foi eleita prefeita de Chicago, a terceira maior cidade dos Estados Unidos e uma das mais violentas do país. A ex-promotora federal democrata Lori Lightfoot venceu, com 74% dos votos, a adversária do mesmo partido Toni Preckwinckle, que recebeu 26% dos votos.
Independentemente de quem vencesse a eleição para a prefeitura de Chicago, que foi realizada nesta terça-feira (2), essa pessoa faria história como primeira prefeita negra da cidade. Lightfoot, de 56 anos, é a segunda mulher a conquistar a prefeitura da “cidade dos ventos”, como Chicago é conhecida, depois de Jane Byrne, que ocupou o cargo de 1979 a 1983.
A antiga promotora federal foi indicada para importantes cargos de supervisão da polícia durante o governo do atual prefeito, Rahm Emanuel, que ocupou posições de liderança nos governos de Bill Clinton e Barak Obama, apesar de seu temperamento explosivo. Lightfoot era a favorita do atual prefeito e insider da política de Chicago, que é dominada pelo Partido Democrata, mas não tem experiência política e traz novos ares à cidade. Além de ser a primeira prefeita negra da terceira maior cidade americana, a promotora é lésbica e casada com uma mulher – o casal tem uma filha de 10 anos.
Ao contrário de Preckwinkle, que apresentou uma plataforma mais progressista, ligada a sindicatos e com críticas duras à suposta atuação com viés racista da polícia, a nova prefeita promete ser conciliadora e representar brancos, negros, latinos, além de manter um relacionamento próximo e não confrontador com o departamento de polícia. De modo geral, entretanto, as duas candidatas apresentaram plataformas bastante semelhantes com foco em educação e segurança, duas áreas que seriam aprimoradas principalmente por meio de investimentos nas regiões mais necessitadas da cidade.
Escândalo do ator Jussie Smollett pesou na eleição
Lightfoot também diz que vai por fim à corrupção presente na administração do município, algo que no momento é foco de uma investigação. Um dos fatores que contribuiu com a ampla vitória da promotora sobre sua rival foi que grande parte da população e o departamento de polícia da cidade ficaram revoltados com o escândalo protagonizado pelo ator negro e gay Jussie Smollett, do seriado de televisão Empire.
Smollett foi indiciado por ter encenado um crime de ódio ao pagar dois nigerianos para fingir que o atacavam e, depois disso, dizer que havia sido agredido por brancos, racistas e homofóbicos que apoiavam Donald Trump. Misteriosamente, o ator conseguiu que todas as suas 16 acusações fossem eliminadas, graças à provável ajuda da procuradora do Estado, Kim Foxx.
Preckwinkle foi uma das impulsoras da carreira política da procuradora. O suposto ataque envolvendo Smollett, em janeiro, mobilizou uma grande força policial e causou ainda mais tensão nas relações entre os brancos e os negros de Chicago. O caso acabou ajudando Lightfoot e sua promessa de combater a corrupção.
Desafios
A nova prefeita não vai ter descanso se quiser mesmo resolver os problemas da cidade de quase 3 milhões de habitantes. Chicago é campeã em homicídios nos Estados Unidos, com cerca de 540 assassinatos por ano, e é uma das cidades americanas com maior disparidade econômica e social entre os grupos raciais.
Brancos, negros e latinos têm praticamente a mesma representação demográfica na cidade. Cada um desses grupos representa cerca de 30% da população, mas os negros e os latinos ainda vivem como minorias em Chicago, pois não contam com as mesmas perspectivas socioeconômicas dos brancos.
Apaziguamento da tensão racial em Chicago é prioridade para 2020
Há uma certa esperança de que a prefeita promova uma nova aliança entre os negros e os latinos da cidade, como aconteceu na década de 1980. A Coalizão do Arco-íris, como era conhecida a parceria entre negros e latinos, teve um papel fundamental na eleição do primeiro prefeito negro de Chicago, Harold Washington, em 1983. No entanto, a nova prefeita vai enfrentar desafios que não existiam há 30 anos, como problemas de infraestrutura, falta de recursos nas escolas públicas, necessidade de reforma da polícia e cortes de orçamento, além de ter de continuar a satisfazer as populações de maioria branca que ocupam as partes da cidade que muito prosperaram durante os dois mandatos de Emanuel.
Para os democratas seria vantajoso que Lightfoot desse prioridade à promoção desse tipo de aliança em Chicago, servindo assim como um modelo a ser aplicado em âmbito nacional, pois estão apostando em uma forte união entre negros e latinos para derrotar Donald Trump na disputa pela Casa Branca em 2020.
Fonte: Geledes

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Pró-Esia - Fábrica de Versos... Toni C: "O hip hop é a voz daqueles que não eram vistos, das pessoas anônimas"

Produtor cultural e escritor fala sobre a história do gênero no Brasil e seu papel de manifestação cultural e políticaFoi em meio ao som das baterias de escolas de samba tradicionais da zona norte de São Paulo (SP) que nasceu o hoje escritor e produtor cultural de 39 anos Toni C. O hip hop, porém, foi o gênero musical que tomou conta de sua vida.

A década de 1970 foi palco do florescimento da cultura da música black e do nascimento do hip hop no Brasil, momento que Toni caracteriza como um grande ganho de representatividade da juventude periférica brasileira.Foi em meio ao som das baterias de escolas de samba tradicionais da zona norte de São Paulo (SP) que nasceu o hoje escritor e produtor cultural de 39 anos Toni C. O hip hop, porém, foi o gênero musical que tomou conta de sua vida.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Na Favela do Recanto

Akins Kintê escreve toda semana para o Alma Preta um conto periférico. O poeta, autor do livro Muzimba na humildade sem maldade, conta narrativas com personagens e enrendos das bordas das grandes cidades brasileiras.
Era uma roda de partido-alto Zé Mixaria no cavaco, Tico Sem Nada no pandeiro, Chico da Madruga na timba, Maria das Dores improvisava arranhando gostosamente uma faca no prato, Pedrinho versava muito bem no partido alto, Pretinha, Rita e Cassandra de Jesus de Jesus Nada sapateavam ao som do partido alto e tudo isso acontecia na Viela Só Sorriso na Favela Do Recanto. Ali um paraíso e por isso o nome Viela Só Sorriso, mas para se chegar à boca desse beco era preciso atravessar a Ponte do Desespero, subir a Escada do Pecador, atravessar o Beco da Tristeza, passar pela Esquina da Maldade e, ainda por cima, aturar o disse me disse do Boteco do Portuga.
Era uma roda de partido-alto Zé Mixaria no cavaco, Tico Sem Nada no pandeiro, Chico da Madruga na timba, Maria das Dores improvisava arranhando gostosamente uma faca no prato, Pedrinho versava muito bem no partido alto, Pretinha, Rita e Cassandra de Jesus de Jesus Nada sapateavam ao som do partido alto e tudo isso acontecia na Viela Só Sorriso na Favela Do Recanto.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

A escravização de africanos

Mas por que os escravos eram sempre africanos? Uma possível resposta baseia-se nos diferentes valores das sociedades do mundo atlântico e, mais particularmente, no modo como os grupos de pessoas envolvidas na criação de uma comunidade transatlântica viam a si próprios em relação aos outros — em suma, como eles definiam a sua identidade.
A tecnologia de navegação marítima dos europeus colocou-os em contato próximo e constantes com povos que diferiam mais deles, cultural e fisicamente, do que qualquer outro povo com o qual eles tinham interagido no milênio anterior. Inicialmente — excetuando-se, em parte, a Angola ocidental — os europeus não conseguiam controlar territórios nem na África nem na Ásia. Como os africanos tinham capacidade de resistir aos europeus, as plantations de açúcar foram estabelecidas nas Américas e não na África. Mas se os africanos, com a ajuda de agentes patogênicos tropicais, eram capazes de resistir aos invasores potenciais, alguns deles estavam dispostos a vender escravos para os europeus utilizarem nas Américas. A dominação europeia dos ameríndios havia sido completa — aliás, do ponto de vista europeu, completa até demais. O impacto epidemiológico do Velho Mundo destruiu não só as sociedades nativas americanas como também toda uma fonte potencial de mão de obra
Mas por que os escravos eram sempre africanos? Uma possível resposta baseia-se nos diferentes valores das sociedades do mundo atlântico e, mais particularmente, no modo como os grupos de pessoas envolvidas na criação de uma comunidade transatlântica viam a si próprios em relação aos outros — em suma, como eles definiam a sua identidade.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

sexta-feira, 17 de junho de 2016

A internet revela que o Brasil é um dos países mais racistas do mundo

A Internet chegou para provar que somos um dos países mais racistas do mundo, tanto se olharmos os números de denúncias, como no racismo institucionalizado das polícias, no serviço médico, na mídia, no mundo corporativo
Nascido em uma comunidade pobre de Salvador, Paulo Rogério Nunes começou a entender bem cedo o que significava ser afro-descendente no Brasil ao olhar para as zonas nobres da cidade mais negra do país e ver apenas brancos. Já na universidade percebeu que a discussão sobre a diversidade e a exclusão apenas existiam e resolveu dedicar sua carreira profissional a dar visibilidade aos problemas raciais.
Hoje, filiado ao Berkman Center for Internet and Society da Universidade Harvard, pesquisa sobre a inclusão no meio digital e coordena um projeto que mapeia iniciativas de jovens que estão produzindo inovação e tecnologias para o combate ao racismo na rede, de aplicativos à vlogs. A SaferNet, instituição que recebe queixas de violações de direitos na Internet, recebeu em nove anos mais de 469.000 denúncias de casos de racismo. Somente em 2015 foram 55.000 denúncias no país.
Nascido em uma comunidade pobre de Salvador, Paulo Rogério Nunes começou a entender bem cedo o que significava ser afro-descendente no Brasil ao olhar para as zonas nobres da cidade mais negra do país e ver apenas brancos.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Racismo e intolerância religiosa são debatidos por policiais sergipanos

Na manhã desta quarta-feira, 18/05, policiais militares e civis de Sergipe, participaram do Encontro “Desmistificando o Sincretismo – A polícia dialogando com a comunidade”. O evento, pactuado em audiência pública promovida pelo Ministério Público em março deste ano, teve como objetivo promover discussões sobre racismo e intolerância religiosa. A ideia é orientar os policiais de diferentes unidades da capital e interior no atendimento às chamadas via Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp), quando estas se referirem a crimes de racismo e intolerância religiosa.

O babalorixá Janilson Teixeira, palestrante do evento, informa que o objetivo maior é o diálogo e a reflexão. “Temos que trabalhar as diferenças da sociedade, em um processo de parceria e transmitir aquilo que nos deixa vulnerável, enquanto minoria religiosa”,
Na manhã desta quarta-feira, 18/05, policiais militares e civis de Sergipe, participaram do Encontro “Desmistificando o Sincretismo – A polícia dialogando com a comunidade”.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Pró-Esia - Fábrica de Versos... Do século 18 à arte contemporânea, mostra traz produção de artistas negros

Apenas 51 anos após sua fundação, a Pinacoteca do Estado de São Paulo recebeu a primeira obra de um artista negro. O Autorretrato de Arthur Timótheo da Costa foi doado à instituição em 1956 e agora integra a mostra Territórios: Artistas Afrodescendentes no Acervo da Pinacoteca. A exposição faz parte das celebrações dos 110 anos do museu, e pode ser vista na Estação Pinacoteca, próxima a Estação Júlio Prestes, região central da capital paulista.
Segundo o curador Tadeu Chiarelli, a incorporação de trabalhos feitos por afrodescendentes ao acervo da Pinacoteca foi lenta.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Emicida é aplaudido de pé na Globo após ‘aula’ contra racismo e machismo

Em programa da TV Globo, Emicida dá uma aula sobre racismo no Brasil e é aplaudido de pé pelos convidados e pela plateia“O país aplaude a miscigenação quando ela clareia, mas quando escurece, condena. Essa ideia de democracia racial que defende que o Brasil foi construído como um paraíso das três raças não é verdade quando você tem a pele escura”, afirmou.
Emicida criticou a tentativa que existe de sempre culpar a vítima pela agressão sofrida.
“A gente tem essa cultura no Brasil da opressão gritar e o oprimido ficar calado. Então, a garota foi estuprada e a culpa é dela porque usou uma minissaia. Isso é uma doença, isso precisa ser combatido”, disse.
O rapper Emicida fez um desabafo na madrugada do último sábado (20), no programa Altas Horas, da TV Globo, sobre o racismo no Brasil e o mito da democracia racial.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Pró-Esia - Fábrica... DESTROYER | POISON SEASON

O mesmo andamento é preparado para “Bangkok”: as notas ardilosas, aqui, vêm do piano de Ted Bois, criando um espaço etéreo que tem paralelo no complexo Field Of Reeds(2013), do These New Puritans. A solução final, neste caso, é entregue à bela dissonância de uma guitarra folk e um trompete tão confortável quanto uma lareira ardendo em chamas no mais frio dos aposentos.

Com mais foco nas técnicas vocais e na construção sonora, Daniel Bejar mostra que o indie está muito longe de definir o Destroyer

Gravadora: Merge/Dead Oceans
Data de Lançamento: 28 de agosto de 2015

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Programa levará duas jovens comunicadoras de Salvador para intercâmbio em Atlanta-EUA

Após intenso e cuidadoso trabalho de avaliação, que consistiu em análise de 70 formulários de inscrição e entrevistas com 8 finalistas, o Consulado Geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro, em parceria com o Instituto Mídia Étnica, informa as duas selecionadas para participar do Programa de Intercâmbio em Comunicação Comunitária, entre as cidades de Salvador e Atlanta, durante uma semana do mês de outubro de 2015, com todas as despesas pagas pelo programa.
As selecionadas são Alane Teixeira Reis e Cristiana Fernandes de Souza.
Após intenso e cuidadoso trabalho de avaliação, que consistiu em análise de 70 formulários de inscrição e entrevistas com 8 finalistas, o Consulado Geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro, em parceria com o Instituto Mídia Étnica, informa as duas selecionadas para participar do Programa de Intercâmbio em Comunicação Comunitária, entre as cidades de Salvador e Atlanta, durante uma semana do mês de outubro de 2015, com todas as despesas pagas pelo programa.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

O Brasil espera mais uma reitora negra

Com o lema Excelência e Diversidade, a professora Ana Rita Santiago, à frente da Chapa 1, é candidata à reitora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). “A UFRB necessita de uma gestão transparente e verdadeiramente democrática, em que possamos ouvir e deliberar junto com a comunidade acadêmica para onde os recursos devem de fato ser destinados, quais obras são prioritárias e sua urgência”, pontua a docente.Atuante em assuntos que abordam a temática racial, Ana Rita, que, se eleita, tem como um dos objetivos ampliar as Políticas Afirmativas de Promoção da Igualdade e Equidade, recebe o apoio de lideranças do movimento negro. “Nossos destinos em nossas mãos, nossos sonhos serão levados a cabo por uma revolução que também nos cabe, nada de um mundo onde somos apenas citadas, ditas, mas sem o direito ao protagonismo,
Com o lema Excelência e Diversidade, a professora Ana Rita Santiago, à frente da Chapa 1, é candidata à reitora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). “A UFRB necessita de uma gestão transparente e verdadeiramente democrática, em que possamos ouvir e deliberar junto com a comunidade acadêmica para onde os recursos devem de fato ser destinados, quais obras são prioritárias e sua urgência”, pontua a docente.

quarta-feira, 11 de março de 2015

A necessidade das cotas raciais num país como o Brasil

Estava eu, me preparando para dormir, quando resolvo dar aquela “última passada” no FB e me deparo com uma postagem que dizia:
“Sou negra, e para mim, em vez de cotas, deveriam dar passagens de volta pra África para aqueles que choram pelo passado que nem viveram”.
Tá, e daí? E daí que eu simplesmente não consegui dormir e quase sucumbi ao ímpeto de me levantar à 1h da madruga, para tentar escrever num texto tudo aquilo que eclodia em minha mente após ler tamanha prova do que, eu humildemente, chamaria de pura ignorância histórica, falta de identidade, falta de conhecimento e reconhecimento sobre a nossa própria história.
Estava eu, me preparando para dormir, quando resolvo dar aquela “última passada” no FB e me deparo com uma postagem que dizia:
“Sou negra, e para mim, em vez de cotas, deveriam dar passagens de volta pra África para aqueles que choram pelo passado que nem viveram”.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

A relação entre o racismo e a guerra às drogas

Entenda como a guerra às drogas alimentou e continua a estimular o racismo no Brasil e no mundo. 
18 de Junho de 1971 – o então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, fazia um discurso histórico e declarava: – As drogas são nosso inimigo público número um. Tais afirmações viriam acompanhadas de severas medidas contra o porte, o consumo e a venda de diversas substâncias psicoativas naturais e sintéticas – era o início da política de “guerra às drogas”. modelo imposto por Nixon foi rapidamente adotado ao redor do mundo. Em questão de pouco tempo, vendedores de plantas e compostos químicos começaram a ser tratados como terroristas em ameaça à segurança e à saúde pública. Juntamente com as substâncias, foram também enquadrados seus portadores e consumidores, aumentando exponencialmente a lotação dos presídios: só nosEstados Unidos, a população carcerária aumentaria mais de 140% só nos primeiros 10 anos de aplicação da política.
18 de Junho de 1971 – o então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, fazia um discurso histórico e declarava: – As drogas são nosso inimigo público número um.

Tais afirmações viriam acompanhadas de severas medidas contra o porte, o consumo e a venda de diversas substâncias psicoativas naturais e sintéticas – era o início da política de “guerra às drogas”.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

No Nordeste, jovens negros têm 5 vezes mais chances de morrer

Os piores índices do país foram registrados na Paraíba – com risco de morte 13,4 vezes maior para negros -, seguida de Pernambuco (11,5) e Alagoas (8,7)
Uma pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a pedido da Unesco e da Secretaria-Geral da Presidência da República, revelou que um jovem negro possui risco de morte 2,5 vezes maior do que um jovem branco no Brasil. O Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência e Desigualdade (IVJ 2014) mostrou também que, no Nordeste, esse número pode ser ainda mais alarmante. Lá, o jovem negro tem 5 vezes mais chances de morrer. Os piores índices do país foram registrados na Paraíba (com risco de morte 13,4 vezes maior para negros), Pernambuco (11,5), Alagoas (8,7), Distrito Federal (6,5) e Espírito Santo (5,9). Os menores números foram encontrados em Tocantins (1,8), Rio Grande do Sul (1,7), São Paulo (1,5), Santa Catarina (1,4) e Paraná (0,7). Este último é o único estado em que o jovem branco tem proporcionalmente mais chance de ser alvo de homicídio do que um negro.
Uma pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a pedido da Unesco e da Secretaria-Geral da Presidência da República, revelou que um jovem negro possui risco de morte 2,5 vezes maior do que um jovem branco no Brasil.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Ser negro nos EUA

O racismo nos EUA se repete com frequência e praticamente não sai das manchetes dos jornais. Para quem tem a pele mais escura, a maior ameaça à segurança vem da própria polícia
Eric Garner tinha 43 anos, 1,91m e 160 quilos. Obeso, sofria do coração e de asma.
Era camelô, na saída do “ferry” que liga Staten Island aos outros distritos de Nova York: Brooklyn, Queens, Manhattan e Bronx. Tinha mulher e seis filhos. Vendia cigarros avulsos, o que irritava os comerciantes da área, que reclamavam de “concorrência desleal”, já que não pagava os pesados impostos que incidem sobre o consumo de tabaco.
Eric Garner tinha 43 anos, 1,91m e 160 quilos. Obeso, sofria do coração e de asma.
Era camelô, na saída do “ferry” que liga Staten Island aos outros distritos de Nova York: Brooklyn, Queens, Manhattan e Bronx.
Tinha mulher e seis filhos.