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terça-feira, 4 de maio de 2021

Jovem invade escola com facão e mata professoras e crianças

Um jovem de 18 anos invadiu uma escola municipal e matou, pelo menos, cinco pessoas com golpes de facão em Saudades, na região Oeste de Santa Catarina, na manhã desta terça-feira (4). O rapaz tentou tirar a própria vida, mas acabou sendo impedido por policiais. A motivação do ataque ainda é um mistério.

Um jovem de 18 anos invadiu uma escola municipal e matou, pelo menos, cinco pessoas com golpes de facão em Saudades, na região Oeste de Santa Catarina, na manhã desta terça-feira (4). O rapaz tentou tirar a própria vida, mas acabou sendo impedido por policiais. A motivação do ataque ainda é um mistério.

O 2º Batalhão da Polícia Militar de Chapecó informou ao BHAZ que o jovem invadiu a instituição de ensino, por volta das 10h35, e golpeou várias pessoas utilizando um facão. Duas professoras e três crianças da escola morreram. Outras pessoas foram levadas ao Hospital de Pinhalzinho.

O número de vítimas, o estado de saúde e as idades não foram informadas. Os dados serão passados, assim que o registro policial for finalizado.

A polícia informou ainda que o autor do ataque tentou cometer auto-extermínio, mas acabou sendo impedido e preso. Ele também foi levado para o hospital. O crime bárbaro chocou os moradores da cidade que tem menos de 10 mil habitantes.

A área foi isolada pelo Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil já está no local para a realização dos trabalhos de praxe. A corporação vai investigar a motivação do crime.


terça-feira, 8 de novembro de 2016

Documentos da Cruz Vermelha revelam massacre de indígenas na ditadura

Trabalhos forçados, miséria e doenças levaram povos “à beira do extermínio” na década de 1970, registram informes confidenciais do Comitê Internacional da entidade


Num estado de saúde deplorável, aniquilados por doenças, uma miséria profunda e trabalhando como escravos para fazendeiros, povos indígenas inteiros estiveram próximos de desaparecer no final dos anos 60 e início da década de 70.
Isso é o que revelam informes confidenciais preparados pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha e que estiveram guardados por quase meio século de forma sigilosa em Genebra. Alguns povos passaram a praticar abortos diante da constatação de famílias de que não teriam como garantir a sobrevivência da nova geração.
Num estado de saúde deplorável, aniquilados por doenças, uma miséria profunda e trabalhando como escravos para fazendeiros, povos indígenas inteiros estiveram próximos de desaparecer no final dos anos 60 e início da década de 70.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Aldeia Kaiowá foi carbonizada e novo ataque pode ocorrer durante o Carnaval

Após outro violento ataque perpetrado por pistoleiros, com uma aldeia Guarani Kaiowá inteira incendiada, no tekoha [lugar onde se é] Kurussu Ambá, em Coronel Sapucaia [Estado do Mato Grosso do Sul], cerca de 80 famílias indígenas que fugiram já retornaram ao local e começam a construir suas casas destruídas.

sábado, 2 de maio de 2015

Lembranças dos professores do Paraná a quem tira selfies com PMs.

O secretário de segurança pública, o deputado Fernando Francischini, do Solidariedade, ex-delegado da PF, é um sujeito que apareceu num programa de TV com um revólver na cintura, superando o padrão Bolsonaro. Você precisa ser muito ingênuo para achar que não havia uma orientação superior para a PM reagir como reagiu. Um cinegrafista da Band filmou o ataque de um pitbull a ele mesmo. O bicho só largou sua coxa quando o policial puxou a coleira. Ele foi atendido no local por outros jornalistas. Essa é a corporação que posa para fotografias com incautos que pedem o fim da ditadura bolivariana.
Uma boa frase está repercutindo no Twitter: “Em protesto pela intervenção militar você é tratado com educação. Em protesto pela educação você é tratado com intervenção militar.”

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

ONU condena demolições de casas palestinas por Israel na véspera de natal

Notícia foi revelada no mesmo dia que "canal secreto" de comunicação entre Netanyahu e Abbas foi descoberto

Cerca de 68 pessoas perderam suas casas na véspera de natal

A ONU (Organização das Nações Unidas) condenou a demolição de habitações palestinas na Cisjordânia por Israel na noite de natal, pedindo a suspensão imediata das atividades. Cerca de 68 pessoas perderam suas residências.

"A UNRWA (A agência da ONU de ajuda aos refugiados palestinos) condena as últimas demolições na Cisjordânia, as mais recentes na véspera do Natal", afirmou em um comunicado, Chris Gunness, porta-voz da entidade. Até agora, pelo menos 1.103 palestinos foram desalojados em 2013 por estas demolições, "que violam o direito internacional", de 663 construções, entre elas, 250 casas, na Cisjordânia e Jerusalém oriental", afirma a ONU em nota oficial.

Como consequência, a UNRWA "pede a Israel que ponha fim, imediatamente, as demolições administrativas", informa o comunicado.

Canal secreto entre Israel e Palestina

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, têm há anos um canal secreto de diálogo por meio de um empresário palestino que reside em Londres.

Esta via alternativa de comunicação foi estabelecida quando Netanyahu chegou ao poder em 2009, informou nesta quinta-feira (26/12) o jornal israelense Yedioth Ahronoth, ressaltando que perdeu força desde que as partes começaram a falar diretamente, em julho passado, ao redor da mesa de negociações.
Segundo o jornal, nos últimos anos o assessor e homem de confiança de Netanyahu, o advogado Itzjak Moljo, costumava viajar de vez em quando a Londres para abordar questões de interesse mútuo com um interlocutor palestino e homem de confiança do presidente Abbas.

Este tipo de canal informal de diálogo - conhecido no jargão diplomático como "backchannel"- serviu para resolver problemas que preocupavam ambas partes e teve grande importância na legislatura anterior de Netanyahu.

"Tinha três objetivos: resolver problemas diários no terreno, abrir caminho para um possível acordo político, e convencer a outra parte do interesse em retomar as negociações de paz", segundo o "Yedioth".

(*) Com informações da Agência EFE, AFP e RT
Fonte: Opera Mundi

terça-feira, 23 de abril de 2013

A condenação histórica dos responsáveis pelo Massacre do Carandiru



Com 23 policiais condenados a 156 anos de prisão pela morte de 13 presos no inegável massacre do Carandiru, após 20 anos de um complexo e arrastado processo, termina uma das principais etapas de apuração e punição do ocorrido. Não li o processo e, portanto, não posso me manifestar quanto a seu conteúdo probatório. Apenas sei que não há margem de dúvidas da materialidade de um delito estarrecedor e inaceitável numa sociedade minimamente civilizada.
Se verdadeiras as notícias da imprensa quanto à falta de individualização das condutas, as condenações podem ser questionadas por evidente fragilidade probatória da autoria. Por mais terrível que seja o crime, presunção de inocência e a consequente necessidade de se condenar de forma individualizada as condutas são valores essenciais do processo num Estado Democrático de Direito. Mas entrar nesse debate sem ler os autos é inadequado e pouco consistente.
No plano político, a decisão aponta para o fim da impunidade neste tipo inaceitável de abuso de poder estatal.
Estado Democrático de Direito é um conceito abstrato que nunca, em país algum, se realizou de forma completa e em todos os momentos da vida social. Seu antônimo, o Estado de Policia, predominante nas ditaduras como o fascismo, nazismo ou stanilismo, sempre aparece como uma sombra mesmo no interior de nossas democracias contemporâneas.
No Brasil, o Estado autoritário repressor da população pobre e suspensivo dos direitos fundamentais da pessoa se apresenta como tal na relação com esta população pobre. Todo Estado autoritário e toda medida de exceção sempre apresentam como fundamento e razão a figura do inimigo e é movido pelo medo.
No campo dos direitos, o inimigo se diferencia da pessoa humana pelo fato de não lhe serem garantidos direitos mínimos da condição humana. Sua própria vida encontra-se à disposição do soberano.
Embora formalmente nos apresentemos como um Estado Democrático de Direito, cuja Constituição garante os mais relevantes direitos protetivos da condição humana a todos os cidadãos, a maioria de nossa população, sua parte pobre, só conhece o Estado pela face das obrigações que este lhes impõe, tendo seus direitos fundamentais, de fato, em contínua e ininterrupta suspensão.
O inimigo no Brasil contemporâneo, que substituiu o “comunista” das décadas de 1960 e 1970, é o “bandido” oriundo da pobreza, que causa medo a nossas elites euro-descendentes pela violência em que vivem e atuam.
O “bandido”é acusado e preso sem direito de qualquer defesa. Quase 50% de nossa população carcerária não esta presa em razão de processo findo, mas sim por mera “prisão preventiva”. De fato, em nossa vida social o agente policial funciona como investigador, juiz e, às vezes, carrasco.
Há cerca de alguns dias, mais uma vez, nosso país foi advertido pela ONU quanto a este fato e às injustiças que tal política de encarceramento da população pobre certamente gera. Em verdade, encarcerar a pessoa em nosso pais é suspender ao menos parcialmente seu direito à vida. As possibilidades de morte dentro de nossos presídios são extremamente maiores que fora deles.
O pobre suspeito de cometimento de crime é tratado como inimigo, com seus direitos fundamentais, de fato, suspensos pelo Poder Soberano. O incluído integrante de nossas elites, em geral, ao ser suspeito do cometimento de delito é tratado como o cidadão suspeito de ter errado, com advogados regiamente pagos, devido processo, não uso de algemas etc.
Como o inimigo não é fisicamente identificável em nossa população pobre, toda esta camada social sofre efeitos da suspensão de direitos. Nossas periferias mais parecem territórios ocupados, uma zona de guerra, do que um espaço livre da cidadania.
O caso do massacre do Carandiru é emblemático deste trato da pobreza como não pessoa humana por nosso sistema. Encarcerados, todos pobres, sujeitos aos cuidados do Estado, tiveram suprimido seu direito inalienável à vida, foram chacinados de forma cruel por agentes policiais a mando das mais altas autoridades públicas, numa forma e com tal quantidade de vítimas que surpreendeu e indignou os brasileiros de bem, civilizados e toda a comunidade internacional.
Neste sentido, a condenação aponta para dias melhores em termos de universalidade da aplicação da lei, funcionando como um freio simbólico ao cometimento de atos de igual natureza. A lamentar o tempo para a condenação e, mais que tudo, a falta de apuração adequada da conduta dos principais autores da barbárie, aquelas autoridades que ordenaram a invasão e as mortes.
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: A Carta Capital

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Manobras, boicote e falsificação no Fórum Social Mundial Palestina Livre


Com o clima de resistência em cada olhar, apoiadores da causa palestina de todo o mundo participaram do Fórum Social Mundial Palestina Livre (FSMPL) entre os dias 28 de novembro e 1º de dezembro. Os militantes da Esquerda Marxista (corrente do PT e seção brasileira da Corrente Marxista Internacional –www.marxist.com) intervieram no evento junto com a União Democrática das Entidades Palestinas do Brasil (UDEP) e o Movimento Palestina para Todos (Mopat).
O Fórum foi aberto com a marcha dos movimentos sociais, que reuniu milhares de pessoas nas ruas do Centro de Porto Alegre. Cerca de 300 debates aconteceram espalhados pela cidade. A logística desagregava ao invés de integrar os participantes.
A realização do Fórum enfrentou várias dificuldades, segundo um dos membros da comissão organizadora, Abdel Howas, que é da Sociedade Palestina de Santa Maria e da UDEP. “A discussão sobre a liberdade da Palestina não aconteceu da forma como era para ser”, explica. Em outubro o embaixador de Israel, Rafael Eldad, e o presidente da Federação Israelita (FIRS), Jarbas Milititsky, vieram ao Brasil para pressionar o cancelamento do evento.
Abdel relata que também houve problemas internos ao comitê organizador. “Tínhamos mais de 100 palestrantes para trazer do mundo. Mas a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal) articularam para esvaziar este fórum e a vinda dessas pessoas.” Ele afirma que, quando essas organizações não conseguiram passar suas posições sobre o que fazer, começaram a boicotar a própria realização do FSM. “O resultado foi um evento desorganizado, pulverizado e que desfavorece o debate democrático”.
A Esquerda Marxista participou com delegações de Recife, São Paulo, Joinville e Florianópolis. Na oportunidade, foi lançada a brochura “Palestina Livre”. A faixa estendida pelos marxistas na entrada do Gasômetro explicava sua posição: “Por um Estado único, laico e democrático sobre toda a Palestina histórica! Pelo Direito de Retorno de todos os Refugiados Palestinos”. Esta proposta para o conflito rivalizou com a tese da criação de um Estado da Palestina ao lado do Estado de Israel defendida pela Fepal e setores da CUT.
Na mesa do debate, que reuniu dois temas, “Um Estado democrático" e "O desrespeito ao direito internacional na questão palestina”, os palestrantes Ramadan Ali e Serge Goulart (este último, dirigente da Esquerda Marxista) contextualizaram os conflitos na região com o desenvolvimento do sionismo. Afirmaram que o inimigo dos palestinos é o Estado sionista de Israel e não os judeus.
“A criação de dois Estados não é possível, pois o sionismo continuará em Israel”, disse Serge Goulart ao público, “mas isso não quer dizer que não possa haver um Estado fantoche. Ele servirá apenas para os sionistas ganharem tempo enquanto continuam o massacre.”
O debate de fato no Fórum era este: De um lado, a UDEP e várias entidades palestinas, junto com o MST, sindicatos e organizações de esquerda, como a Esquerda Marxista, defendiam a posição histórica contra a existência do Estado de Israel e o direito de retorno de todos os 6 milhões de refugiados palestinos. De outro lado, representantes do Governo Brasileiro, da Autoridade Palestina, setores da CUT e a FEPAL (leia-se, PCdoB) defendiam “Estado Palestino Já!”, que na prática significa reconhecer como legítimo o Estado Sionista de Israel e estabelecer um Estado Palestino títere ao seu lado, completamente submisso política e militarmente, ocupando apenas 18% do território histórico da Palestina. Ou seja: não resolve nenhum dos problemas dos palestinos, além de inviabilizar completamente o retorno dos refugiados às suas casas, das quais foram expulsos desde 1948.
Na Assembleia Geral dos Movimentos Sociais que encerrou o Fórum, manobras por parte de dirigentes da CUT, da FEPAL e do Governo Brasileiro, levaram o MST e outras entidades a se retirar (leia abaixo carta-denúncia do MST). Em nome do Mopat, o camarada Caio Dezorzi, da Esquerda Marxista, teve 2 minutos para falar: “Se este Fórum Social Mundial Palestina Livre quer fazer jus ao nome que leva, se de fato quer uma Palestina Livre, então deve expressar em sua declaração final, de maneira clara e objetiva, que repudia a existência do Estado de Israel. E para ser coerente com isso, não pode reivindicar um ‘Estado Palestino Já’ aceitando que o Estado religioso-sionista de Israel permaneça. Só um Estado único, laico e democrático sobre todo o território histórico da Palestina permitirá que todos possam conviver com direitos iguais, independente de sua religião ou origem. Só um Estado como esse garantirá o direito de retorno de todos os palestinos refugiados.”
Apesar desta fala expor claramente a falta de consenso entre os membros participantes do Fórum, os setores que detinham o controle econômico do Fórum manobraram para que aparecesse como “posição consensual” a política defendida por eles, que é a linha defendida por setores do Imperialismo e do Sionismo, de dois Estados.
Ao final do evento um golpe
Abaixo segue a nota do MST que denuncia um golpe dado contra os palestinos por setores da CUT e CTB, governo e outros órgãos que romperam o acordo realizado para a elaboração da declaração final do FSM Palestina Livre e divulgaram um documento que não corresponde ao que havia sido produzido em acordo com os organizadores do evento.
Uma vez mais a política de conciliação de classes confirma-se como nociva e desagregadora. Esta acaba por dar sustentação à defesa incondicional do governo Dilma e à sua política internacional de colaboração com o imperialismo, que está na origem do golpe ao que seria a declaração final do evento.
Repudiamos e condenamos esse golpe, nossa solidariedade aos camaradas palestinos! Por um único estado laico e democrático em todo o território histórico da Palestina
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Blog Esquerda Marxista

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Ato dos Movimentos Sociais reúne mais de 3 mil em Pinheirinho

3 mil pessoas. Esse foi o número de manifestantes que compareceram na manhã desta quinta-feira (05) na comunidade de Pinheirinho, em São José dos Campos, interior de SP, para protestar contra a desocupação da área (ocorrida no dia 22/01) e o suporte precário dado  para as mais 1,5 mil famílias que ocupavam o local.
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Manifestantes ocupam Pça Central de S. J. dos Campos (crédito: Nilton Cardim)
O protesto, convocado pela CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais), durante o Fórum Social Temático, reuniu, além de moradores desalojados, centrais sindicais, sindicatos e entidades de defesa dos sem teto e sem terra. A caminhada começou por volta de 9h na praça Afonso Pena,percorreu vias do centro, e terminou na sede da Prefeitura de São José dos Campos, por volta das 14h.
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Segundo a prefeitura, a PM e a própria organização do ato, não houve incidentes. “A gente não quer mais confusão com a polícia e com a Guarda Civil. Nossa exigência é a desapropriação do terreno do Pinheirinho e melhorias nos abrigos onde estão as famílias”, afirmou Antonio Donizete, advogado que defende as famílias despejadas.
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Desalojados convivem em condições precárias à espera de uma solução
Às 15h, os manifestantes se dirigiram até o terreno do Pinheirinho, onde foi distribuído às famílias desalojadas alimentos, como arroz, feijão, frutas e legumes, trazidos pelas entidades em quatro caminhões.
Para o membro da CMS e secretário de Cultura, Esporte e Lazer da CTB, é inaceitável a truculência usada contra as famílias de Pinheirinho e o descaso e isensibilidade dos governos estadual e municipal diante do problema. "Reforçamos nosso posicionamento totalmente contrário à truculência praticada pela polícia dos governos Geraldo Alkmim e Eduardo Cury. E manifestamos também nosso total apoio ao processo de ocupação urbana que o movimento comunitário realiza em defesa da moradia popular. Essas famílias retiradas de suas casas, precisam agora de uma solução. Não podemos aceitar essa situação de abandono por parte do poder público aos desalojado. Expressamos toda nossa solidariedade aos moradores de Pinheirinho e continuaremos nosso protesto contra essa desocupação irresponsável por parte do PSDB".
O caso de Pinheirinho alcançou repercussão internacional. Já houve notícias no jornal inglês The Guardian, na rede de televisão Al Jazeera, e no sítio da Anistia Internacional. A violência com que os moradores da comunidade foram tratados não deixou indignado somente o povo brasileiro. Manifestações de repúdio à desocupação arbitrária e à violência desferida vem ocorrendo em diversos países.
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Manifestações de protesto em Madri e Berlim

Ativistas e organizações têm promovido diversas manifestações, muitas delas em frente às embaixadas brasileiras em seus respectivos países. Já ocorreram protestos na Alemanha, Espanha, Italia, França, Paraguai, Argentina, Portugal, EUA, Inglaterra, Irlanda, Escócia, Ucrania, Rússia, El Salvador, Costa Rica, Japão, Haiti, Venezuela, Honduras. Os ativistas aguardam ainda mais manifestações de repúdio à violência contra os moradores do Pinheirinho e pela desapropriação do terreno, que deve voltar para as mãos da comunidade.

Vídeo sobre a matéria:


Fonte texto: Portal CTB com agências