Evento prevê a participação de inúmeros artistas de Cuba e dos EUA como Dionne Warwick, Los Van Van, Omara Portuondo, Michael Mc Donald, Jon Cleary, Danny Glover, Michael Moore, entre outros
O Instituto de Música Cubana Alexander Abreu anunciou, para os dias 18 e 19 de julho, o Concerto para Cuba, uma iniciativa on-line do Chicago Hot House, que reunirá inúmeras vozes da América do Norte, Europa e Caribe.
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terça-feira, 14 de julho de 2020
quarta-feira, 15 de abril de 2020
Rússia denuncia manobras dos Estados Unidos para impedir ajuda humanitária a Cuba
Devido ao bloqueio é impossível entregar dois milhões de máscaras cirúrgicas, 400.000 testes rápidos de diagnóstico e 104 dispositivos de ventilação artificial
A Rússia denunciou hoje as manobras dos Estados Unidos para impedir a chegada de ajuda humanitária a Cuba para combater a pandemia da Covid-19, como parte do cerco econômico contra a nação caribenha.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
Os 7 principais mitos sobre Fidel Castro que circulam na internet
A morte do ex-presidente de Cuba Fidel Castro gerou uma série de reações apaixonadas nas redes sociais com posicionamentos contrários e favoráveis ao líder da Revolução Cubana. O problema é que boa parte das informações propagadas estão incorretas. Confira os principais mitos
O problema é que boa parte das informações que mais circularam estão incorretas. De acordo com o levantamento feito pela página Monitor do Debate Político no Meio Digital, dos 10 posts mais compartilhados no Facebook sobre o evento, quatro são chamadas com fatos inverídicos no título e outra é uma piada do site Sensacionalista.
sábado, 26 de novembro de 2016
Fidel Castro faz discurso em tom de despedida e fala sobre a própria morte
Depois de 9 meses sem aparecer publicamente e perto de completar 90 anos, Fidel Castro discursa a respeito do futuro do comunismo e fala sobre a sua própria morte
quinta-feira, 24 de março de 2016
30 imagens da relação entre Cuba e EUA
Relato do longo e tortuoso relacionamento entre EUA e Cuba, desde de a Guerra Hispano-Americana, até o recente restabelecimento das relações diplomáticas.
MotherJones
Segue um breve retrato do longo e tortuoso relacionamento entre Estados Unidos e Cuba, desde de a Guerra Hispano-Americana, até o recente restabelecimento das relações diplomáticas.
sábado, 26 de dezembro de 2015
Eduardo Cunha viaja com a família para Cuba para fechar 2015
O declarado anticomunista Eduardo Cunha e família embarcaram hoje de madrugada para Havana, em Cuba, num voo partindo do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.
segunda-feira, 20 de julho de 2015
Estados Unidos e Cuba reabrem embaixadas nesta segunda-feira
A embaixada dos Estados Unidos em Cuba reabrirá nesta segunda-feira (20), no edifício onde se encontra atualmente a Secção de Interesses norte-americanos no país, e o governo cubano reabrirá sua embaixada em Washington, depois de décadas de conflitos.
Ao contrário de Cuba, que promoverá uma cerimónia formal de abertura de sua embaixada, os Estados Unidos não farão nenhum ato oficial, o que ficará para a visita do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, a Havana – cuja data não foi ainda anunciada.
Ao contrário de Cuba, que promoverá uma cerimónia formal de abertura de sua embaixada, os Estados Unidos não farão nenhum ato oficial, o que ficará para a visita do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, a Havana – cuja data não foi ainda anunciada.
terça-feira, 10 de março de 2015
As cores de Little Havana: conheça principal bairro cubano na Flórida para além do estigma
No subúrbio de Miami Beach resiste a Calle Ocho, espaço de integração latino-americana e de diversidade cultural que oferece mais do que charutos e rum

Após a reaproximação entre Cuba e EUA em dezembro passado, Little Havana foi alvo dos holofotes internacionais pelos protestos contra a decisão de Washington, orquestrados pelos dissidentes da ilha caribenha.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
Decisão de Obama sobre Cuba é resultado de mudanças internas e da pressão dos países latino-americanos
Troca de prisioneiros, normalização das relações diplomáticas, viagens facilitadas e flexibilização do bloqueio econômico: em poucos minutos, os presidentes dos EUA, Barack Obama, e de Cuba, Raúl Castro, acabaram com 53 anos de política externa norte-americana. A notícia repercutida no mundo inteiro é o resultado de 18 meses de negociações secretas entre Washington e Havana, com a ajuda fundamental do Papa Francisco.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Permuta de presos sugerida por New York Times esquenta debate sobre diplomacia entre Cuba e EUA
Mais uma vez, o jornal de maior prestígio da mídia comercial nos Estados Unidos, o The New York Times (NYT), se manifesta publicamente em favor da retomada das relações políticas entre Cuba e Estados Unidos.
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Cuba tem o melhor sistema educativo do continente, diz Banco Mundial
O Banco Mundial acaba de publicar um relatório revelador sobre a problemática da educação na América Latina e no Caribe. Intitulado “Professores excelentes. Como melhorar a aprendizagem na América Latina e no Caribe”, o estudo analisa os sistemas educativos públicos dos países do continente e os principais desafios que enfrentam.
Na América Latina, os professores de educação básica (pré-escolar, primária e secundária) constituem um capital humano de 7 milhões de pessoas, ou seja, 4% da população ativa da região, e mais de 20% dos trabalhadores técnicos e profissionais.
Na América Latina, os professores de educação básica (pré-escolar, primária e secundária) constituem um capital humano de 7 milhões de pessoas, ou seja, 4% da população ativa da região, e mais de 20% dos trabalhadores técnicos e profissionais.
segunda-feira, 31 de março de 2014
O dedo de FHC, o porto de Cuba e as hidrelétricas do Aécio
Parece inacreditável, mas a tucanagem inconformada entra no Tijolaço, até hoje, para dizer que a foto onde Fernando Henrique aperta as mãos de Hugo Chávez e de Fidel Castro é uma montagem…
quinta-feira, 6 de março de 2014
Mais Médicos, mais atendimento e mais saúde
O Mais Médicos encerra seu quarto ciclo de seleção com a participação de mais 5.479 profissionais e previsão de chegar ao mês de abril com mais de 14,9 mil médicos atuando
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Grecia: Encontro da FSM e PAME com familiares dos cinco
A PAME, juntamente com a FSM, recebeu em sua sede, em Atenas, Ailí Labañino, filha de Ramón Labañino, um dos Cinco cubanos presos nos cárceres norte-americanos há 15 anos.
A delegação cubana foi acompanhada pelo Embaixador cubano na Grécia, Osvaldo Cobacho e Sailí Sanchez, funcionária do MINREX de Cuba.
No encontro, Ailí explicou a situação atual dos 5 cubanos, 4 deles ainda seguem presos, por infiltração em grupos contrários à revolução cubana apenas com a intenção de denunciar e alertar a Cuba sobre ataques e atos terroristas que estas organizações financiadas e apoiadas pelo governo dos Estados Unidos estavam organizando e assim, evitar mortes desnecessárias e atentados contra Cuba e em qualquer lugar do mundo.
O líder da PAME, George Perros, saudou a delegação e lhes expressou que sua organização trabalhou em solidariedade com os cinco desde o primeiro momento em que foram encarcerados e sua solidariedade sempre está presente em cada uma de suas lutas, greves e manifestações. Este apoio igualmente foi expresso por Dimos Koumpouris, membro do Secretariado da PAME e Secretário da Associação de Amizade Helênico-Cubano, e que relembrou todas as ações realizadas por meio da Associação e como membro da PAME.
O companheiro Valentín Pacho, Secretário Geral Adjunto da FSM, enviou uma fraternal saudação em nome do secretariado e reiterou a decisão da FSM de manter como uma de suas principais prioridades, a solidariedade e apoio aos Cinco e a Cuba, como tema permanente em cada uma de nossas tarefas, ações e eventos, “a FSM, junto aos seus 86 milhões de filiados, seguirá com Cuba até a libertação do último dos cinco e continuará apoiando sua Revolução, não apenas por Cuba, senão também pela América Latina e por todos os países do mundo”, reiterou.
O embaixador cubano agradeceu também, em nome do seu país, todas as manifestações de solidariedade, fraternidade e apoio da FSM, PAME, dos trabalhadores e do povo grego aos cinco irmãos presos nos Estados Unidos e a Cuba.
Fonte: FSM
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Cubanos fazem sucesso no sertão nordestino
Como diz o ditado, os cães passam…
Essa reportagem do Diário do Nordeste, importante jornal do Ceará, indicada pelo leitor Cícero, está realmente muito boa. Faz exatamente aquilo que se espera de uma imprensa honesta e imparcial. Em vez de se ater às declarações coxínicas dos corporativistas, os repórteres viajaram para onde os médicos cubanos já iniciaram seus trabalhos. E detectaram uma grande aprovação popular ao trabalho deles.
Trecho da matéria:
O agricultor Benevides Vieira fez a primeira consulta com queixa de dor de cabeça e incômodo na garganta. “Gostei muito e entendi tudo”, disse. “Agora ficou bem melhor porque antes a gente tinha que ir para Quixelô, atrás de um médico”.
No início da tarde desta quinta-feira, Ivan Rodriguez fez duas visitas domiciliares. É a quinta em apenas uma semana. “Aqui na comunidade nunca trabalhou um médico e imagina vir um aqui na minha casa. Meu Deus, isso é muito bom, nunca imaginei que isso pudesse acontecer”, disse a aposentada, Francisca Moreira de Carvalho que foi consultado no alpendre de casa. Diariamente, os médicos cubanos percorrem centenas de quilômetros entre a sede do município e a UBS. Chegam por volta das 9 horas e só saem às 17 horas. Não há limite de consultas. “Nós cubanos somos prestativos e viemos aqui para trabalhar, para atender as pessoas pobres, que necessitam dos nossos serviços”, disse Ivan Rodriguez.
Fonte: O Tijolaço
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Minas também quer Médicos Cubanos
A medicina é uma das mais nobres atividades humanas, mas sua prática não combina com uma sociedade ultra-capitalista onde o acúmulo de dinheiro é o principal valor. Médicos da cepa do Sérgio Arouca, do Célio de Castro, do Reinaldo Guimarães ... ajudaram a dar dignidade à profissão no fim do século passado e criaram verdadeiras instituições que transcendem limites territoriais como "Médicos sem fronteira". Também Salvador Allende, Che Guevara, Guimarães Rosa e muitos outros se empenharam na construção de um mundo melhor.
A vinda dos médicos cubanos expôs a postura elitista de perpetuar privilégios de alguns setores mineiros, esquecendo das grandes necessidades do estado. Por isso, ontem de manhã, dia 04/09/13, houve o enterro simbólico dos planos de saúde privado e do fanfarrão presidente do Conselhor Regional de Medicina - MG numa tentativa de entender o porquê da multiplicação de tantos "médicos com fronteira".
Enterro simbólico da medicina mercantilista
Fonte: Blog Associação Cultural Jose Marti de Minas Gerais
A vinda dos médicos cubanos expôs a postura elitista de perpetuar privilégios de alguns setores mineiros, esquecendo das grandes necessidades do estado. Por isso, ontem de manhã, dia 04/09/13, houve o enterro simbólico dos planos de saúde privado e do fanfarrão presidente do Conselhor Regional de Medicina - MG numa tentativa de entender o porquê da multiplicação de tantos "médicos com fronteira".
Como contribuição ao debate, veja abaixo a lista com os 40 melhores países do mundo em resultado da ações em saúde e na sequência lista dos países da América Latina com a posição relativa no ranking mundial. Note que enquanto Cuba está empatado com Costa Rica e Chile na 30º posição, na frente dos EUA, o Brasil patina na 76º posição. É aqui que os médicos cubanos vão ajudar. Leia a posição do Senador Cristóvam Buarque e também um maravilhoso artigo do Dr. Reinaldo Guimarães, um médico que supera a análise rasa.
Enterro simbólico da medicina mercantilista
| n | País | Expectativa de Vida |
| 1 | Japão | 83,6 |
| 2 | Islândia | 83 |
| 3 | Suíça | 82,5 |
| 4 | Austrália | 82 |
| 5 | Itália | 82 |
| 6 | Hong Kong | 81,9 |
| 7 | Israel | 81,9 |
| 8 | França | 81,7 |
| 9 | Suécia | 81,6 |
| 10 | Espanha | 81,6 |
| 11 | Noruega | 81,3 |
| 12 | Cingapura | 81,2 |
| 13 | Canadá | 81,1 |
| 14 | Andorra | 81,1 |
| 15 | Áustria | 81 |
| 16 | Países Baixos | 80,8 |
| 17 | Nova Zelândia | 80,8 |
| 18 | Irlanda | 80,7 |
| 19 | Coreia | 80,7 |
| 20 | Alemanha | 80,6 |
| 21 | Reino Unido | 80,3 |
| 22 | Finlândia | 80,1 |
| 23 | Luxemburgo | 80,1 |
| 24 | Bélgica | 80 |
| 25 | Grécia | 80 |
| 26 | Liechtenstein | 79,8 |
| 27 | Chipre | 79,8 |
| 28 | Malta | 79,8 |
| 29 | Portugal | 79,7 |
| 30 | Eslovênia | 79,5 |
| 31 | Costa Rica | 79,4 |
| 32 | Cuba | 79,3 |
| 33 | Chile | 79,3 |
| 34 | Dinamarca | 79 |
| 35 | Estados Unidos | 78,7 |
| 36 | Quatar | 78,5 |
| 37 | Brunei | 78,1 |
| 38 | República Tcheca | 77,8 |
| 39 | São Crist. e Nevis | 77,6 |
| 40 | Uruguai | 77,2 |
| 41 | México | 77,1 |
| 47 | Panamá | 76,3 |
| 49 | Argentina | 76,1 |
| 53 | Equador | 75,8 |
| 66 | Venezuela | 74,6 |
| 70 | Peru | 74,2 |
| 74 | Colômbia | 73,9 |
| 76 | Brasil | 73,8 |
| 84 | Jamaica | 73,3 |
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Secretário de Saúde de governador tucano elogia o Mais Médicos; programa alivia orçamento de cidades pobres do Pará
Dario de Negreiros*, de Belém, especial para o Viomundo
O secretário de Saúde Pública do Pará, Hélio Franco, afirmou que a vinda de 63 médicos formados no exterior será “importantíssima” para o estado. A declaração foi feita durante a chegada dos profissionais do programa Mais Médicos, do governo federal, na Base Aérea de Belém, no último sábado.
“É uma ajuda importantíssima para a atenção básica no Pará”, disse. “São médicos que vão ficar permanentemente no município, o que é fundamental. E eles possuem experiência na atenção primária. O grande problema nosso não é a média e a alta complexidade. Estas só vivem lotadas porque a atenção primária não tem funcionado adequadamente.”
Questionado sobre os elogios feitos a um programa que é uma das maiores bandeiras do governo federal petista, o secretário da gestão de Simão Jatene, do PSDB, disse não ver problemas nas declarações. “Quem for sério e estiver preocupado com saúde não pode envolver questões político-partidárias nisso.”
Os médicos que chegaram a Belém, em sua maioria cubanos, desembarcaram em um estado que ostenta alguns dos piores índices de desenvolvimento humano do Brasil. No ranking do IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) de 2013, o Pará é o antepenúltimo colocado, à frente apenas de Maranhão e Alagoas.
Em uma análise mais fina, percebe-se que a situação a ser enfrentada por esses médicos é ainda muito pior do que a vivida pelo paraense médio. Se um Estado fosse, a capital Belém teria o 6º melhor IDHM do Brasil, empatada com o Rio Grande do Sul. Ocorre que apenas 10% dos paraenses acumulam metade da renda de todo o Estado, enquanto a população de muitos municípios do interior convive com índices de desenvolvimento similares aos de países como Malawi e Sudão, na África.
Arquipélago do Marajó
É o caso de muitas das cidades que compõem o arquipélago do Marajó, o maior arquipélago flúvio-marítimo do mundo, localizado na foz do rio Amazonas. Para lá, devem ser enviados 24 médicos cubanos o que, segundo o secretário de Saúde Hélio Franco, significa dobrar o número de médicos da região, que conta hoje com cerca de 470 mil habitantes.
“Pra manter um médico no interior do Pará, paga-se de R$19 mil a R$ 25 mil, para trabalhar três vezes por semana”, conta Newton Pereira, secretário da Saúde da cidade de Soure. “Pra mantermos três médicos, então, custaria quase R$ 100 mil.” A arrecadação mensal do município, entretanto, é, segundo Pereira, de R$ 40 mil. “O prefeito ganha R$ 7,5 mil. E o secretário ganha R$1.710”, conta.
Soure deveria ter recebido uma médica brasileira pelo programa Mais Médicos, mas ela não compareceu. “Ela fez todos os procedimentos, mas não apareceu. Estou atrás dela”, diz Pereira. Dos 1.096 brasileiros selecionados na primeira fase do programa, menos da metade se apresentou.
“Eles ganham mais do que um juiz do STF (Supremo Tribunal Federal)”, diz Pedro Barbosa, vice-presidente da Amam (Associação dos Municípios do Arquipélago do Marajó), segundo quem os salários chegam a R$ 30 mil, R$ 2 mil a mais do que recebem os magistrados do supremo. Os valores, diz Barbosa, atrapalham outras ações sociais urgentes. “A gente tem um lençol muito pequeno; se cobre a cabeça, não cobre o pé.”
Nesta primeira fase do programa, o Pará distribuirá 56 médicos formados no exterior por 27 municípios, além de outros seis profissionais que trabalharão em dois DSEIs (Distrito Sanitário Especial Indígena). Atualmente, os 6 mil médicos em atividade no Pará conferem ao Estado a baixíssima média de 0,7 médico por mil habitantes, menos da metade da já baixa média brasileira (1,8 por mil).
Para piorar, apenas 27% dos médicos que atuam no Pará trabalham fora das regiões metropolitanas. Países como Itália, Alemanha, Portugal, Espanha e Uruguai têm entre 3,5 e 4 médicos por mil habitantes.
Vaiado em Fortaleza, o médico Alain Mora recebeu cumprimentos e uma flor ao desembarcar em Belém. Depois, posou para fotos.
Alain Mora, um dos médicos cubanos que foram vaiados durante protesto organizado no dia 27 de agosto pelo Simec (Sindicato de Médicos do Ceará), qualificou o ato ocorrido em Fortaleza de “vergonhoso”.
Mora, que é formado pela Faculdade de Medicina de Guantánamo, em Cuba, diz que ele e seus colegas ficaram muito surpresos com a ação. “Nós não tivemos medo porque fomos realmente surpreendidos.” Eles estavam em Fortaleza participando do curso organizado pelo Ministério da Saúde para os selecionados pelo programa Mais Médicos.
“De repente, vimos uma confusão. Pensávamos que estavam nos apoiando e, quando saímos, nos disseram: ‘Não, estão gritando contra vocês, chamando-os de escravos’”, conta. “Foi um ato vergonhoso. Se somos escravos, somos escravos da saúde, da solidariedade. E isso porque acreditamos que um mundo melhor é possível”, disse.
Na tarde deste sábado, 63 médicos formados no exterior chegaram à Belém. A partir do dia 23, deverão iniciar seus trabalhos em 27 cidades e dois DSEIs (Distrito Sanitário Especial Indígena), no Pará. Mora, entretanto, apenas fazia escala na Base Aérea de Belém. Ele irá trabalhar no município de São Paulo de Olivença, no Amazonas. “Nós não estamos competindo, estamos indo justamente onde eles não querem trabalhar.”
A reação de Wilben Mancebo Bueno, que irá clinicar na cidade de Rurópolis, na região de Tapajós, no Pará, também foi de surpresa. “Não sei por que nos chamaram de escravos. Nós não somos escravos. Somos médicos, assim como eles. Se eu não quisesse vir, teria ficado em meu país”, garante. E repete, com ares de perplexidade: “Não sei por que nos chamam de escravos. Não sei.”
Além de médico, Bueno é professor da Universidade de Santiago de Cuba. Sobre a formação dos médicos cubanos, o professor destaca a relação de proximidade que eles procuram estabelecer com os pacientes. “Nós temos uma formação de aproximadamente seis anos e, além disso, desde o segundo ano trabalhamos junto à comunidade”, afirma. “Conhecemos os principais problemas de saúde da comunidade desde o início da carreira.”
É este mesmo modelo de relação médico-paciente que Bueno espera trazer ao Brasil. “Se eu tenho um mensagem para a população que eu vou atender, é que ela se sinta, com a gente, como em família, como entre amigos”, diz. “Nós não estamos aqui por dinheiro, mas por solidariedade. O povo de vocês também é nosso povo.”
O médico brasileiro Rogério de Amorim Oliveira, formado na Universidad Adventista del Plata, em Libertador San Martín, na Argentina, elogiou a formação dos colegas que conheceu durante o curso. “Os CRMs (Conselhos Regionais de Medicina) deveriam buscar conhecer o nível de formação dos médicos daqui. Eles se darão conta que são ótimas formações. Esse pré-julgamento é hostil e bobo.”
“Ato de resposta”
Na entrada da Base Aérea de Belém (PA), cerca de 50 manifestantes aguardavam a chegada dos médicos formados no exterior que irão trabalhar no Pará. Debaixo de forte sol e aguentando os quase 40ºC de temperatura da tarde deste sábado na capital paraense, entoavam gritos de apoio, como “Cubano é meu amigo / Mexeu com ele, mexeu comigo” e erguiam cartazes com os dizeres “Pará de braços abertos” e “Hay que cuidar de la salud sin perder la ternura”.
A maioria dos manifestantes era ligada a partidos políticos como o PT e o PC do B. Entidades estudantis como a UNE (União Nacional dos Estudantes) e a Ubes (União Brasileira de Estudantes Secundaristas) também estavam presentes no ato, que foi organizado via internet.
“É um ato de resposta ao que aconteceu em Fortaleza”, disse Jorge Lucas Neves, estudante de ciências sociais da UFPA (Universidade Federal do Pará) e presidente regional da UNE. “Tem muitos lugares no Pará sem médicos. Estamos solidários ao programa.”
Alguns manifestantes conseguiram negociar com os militares a entrada na Base Aérea de Belém. Ao sair do avião, os médicos eram aplaudidos, recebiam flores, e chocolates. Em outros momentos, os gritos faziam alusão a um dos mais famosos episódios da repressão da ditadura civil-militar brasileira (1964-1985), ocorrido no Pará: a guerrilha do Araguaia. “Tarda mas não falha / Aqui está presente a juventude do Araguaia”, cantavam.
Fonte: Blog Viomundo
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Atividades relembram os 40 anos do golpe no Chile e da morte de Salvador Allende
Transformado em um dos grandes ícones do socialismo na América Latina, o ex presidente do Chile Salvador Allende, há quase 40 anos, no dia 11 de setembro de 1973, entraria para história. A data marca a deposição violenta de seu governo pelos militares, liderados por um dos mais sangrentos ditadores sul-americanos, Augusto Pinochet, cujo regime, que durou 17 anos, matou mais de 3 mil pessoas. Caiu um governo socialista e também seu presidente, que não resistiu à pressão, cometendo suicídio nessa mesma data com uma metralhadora, que teria ganhado do presidente cubano, Fidel Castro, dentro do Palácio La Moneda, que àquela altura já estava sendo bombardeado com apoio da CIA, agencia de inteligência dos Estados Unidos.
Allende, da Unidade Popular esquerdista, eleito democraticamente em 1970, com mais de 1 milhão de votos, em três anos de mandato, fez contundentes reformas no país. Destaque para a transferência do controle das minas de carvão, de cobre e dos serviços de telefonia da iniciativa privada para o Estado; de uma ampla intervenção nos bancos; do congelamento de preços; do aumento de salários dos trabalhadores; e, principalmente, começou a cumprir a promessa de reforma agrária, desapropriando grandes latifúndios, então improdutivos, e disponibilizando-os para os camponeses. Essas e outras medidas populares desagradaram profundamente a classe direitista do país, as grandes empresas e também o Governo dos EUA, que não queriam ter problemas com mais um governo socialista nas Américas, para além de Cuba.
Submetido a um forte bloqueio econômico por parte dos EUA, o Chile, e, consequentemente, o governo do presidente Salvador Allende, mergulharam em uma grave crise econômica, que culminou com o golpe militar, que sufocaria a via chilena rumo ao socialismo. Vale lembrar que o governo estadunidense esteve por trás de praticamente todos governos militares que tomaram à força o poder na América Latina nas décadas de 1960 e 1970, entre eles Brasil, Argentina, Paraguai, Bolívia, Peru, Equador e Uruguai.
Durante todo o mês de setembro, atividades estão sendo realizadas no Chile e em outros lugares do mundo para relembrar os 40 anos do golpe de Estado e da morte de Allende. Segundo informações da Fundação Salvador Allende, as homenagens ao ex-presidente chileno começaram nesta quarta-feira, 04 de setembro, com o aniversário do triunfo da Unidade Popular, cujo candidato à Presidência, Salvador Allende, venceria as eleições realizadas no dia 04 de setembro de 1970. Houve ainda lançamentos de livros que contam a história do ex presidente e recuperam a memória do golpe militar.
Nesta sexta-feira, 06, está sendo realizado, em Santiago, o seminario internacional "Salvador Allende: República, Democracia e Socialismo”, que se estende até o sábado, 07. Propriamente no dia 11, quarta-feira, será iniciada a Ação "Memórias Coletivas”, no Museu da Solidariedade em Santiago, que contará, entre outras atividades, com o lançamento de uma aplicação multimídia que reproduz as últimas palabras de Allende antes do golpe e de sua morte.
Homenagens estão sendo prestadas em outras partes do mundo, a exemplo do Arquivo Cinematográfico da Grécia, que, entre os dias 04 e 11 de setembro, realiza um festival com exibição exclusiva de 22 filmes em memória da morte de Allende. Outras atividades acontecerão em Evere, na Bélgica, Buenos Aires e em Madrid.
Fonte: Portal Adital
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Contra o "Mais Médicos", Folha da OBAN recorre ao nazismo Médicos, os judeus do PT. A boçalidade não tem limite
Depois da tese da escravidão, a nova teoria que desponta nas páginas da Folha foi levantada pelo "filósofo" Luiz Felipe Pondé, mais um expoente da nova direita; segundo ele, assim como os judeus foram o bode expiatório dos nazistas, os médicos ocupam esse papel no governo petista; seu artigo é um amontoado de preconceito e desinformação, mas, segundo sua lógica, o ministro Alexandre Padilha deve ser uma espécie de Hitler dos trópicos.
Brasil 247 - Até agora, o ataque em massa da elite brasileira ao programa Mais Médicos tem-se mostrado um retumbante fracasso. Começou com a ação organizada de colunistas da velha mídia, como Eliane Cantanhêde, Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes, à vinda de "escravos cubanos". Mas a reação selvagem de um grupo de médicos cearenses no desembarque de profissionais de Cuba – classificada como "abominável" pelo ex-presidente Lula – colocou esse grupo na defensiva. Além disso, a população aprova o programa e o Mais Médicos é hoje o principal fator de recuperação da popularidade da presidente Dilma Rousseff.
O tiro da direita se voltou contra os próprios conservadores, mas a oposição ao Mais Médicos ainda não recolheu sua artilharia. Nesta segunda-feira, a Folha publica um artigo que talvez entre para a história como uma das peças mais infames já impressas nas rotativas do grupo editorial da família Frias. O "filósofo" Luiz Felipe Pondé afirma que os médicos são "os judeus do PT". Estariam sofrendo campanha difamatória e sendo transformados em bodes expiatórios – assim como Hitler fez na Alemanha nazista.
Na verdade, o que o governo ofereceu aos médicos brasileiros foi uma bolsa de R$ 10 mil por mês a quem se dispusesse em trabalhar em regiões remotas, que, hoje, não têm profissionais de saúde. Como, em 701 municípios, não há nenhum médico interessado, foi necessário dar início a esta fase do Mais Médicos com profissionais estrangeiros.
Pela lógica de Pondé, os rincões e as periferias do Brasil são campos de concentração. E o ministro Alexandre Padilha, da Saúde, deve ser uma espécie de Hitler dos trópicos. Seu artigo é um amontoado de desinformação e preconceito. E chega às raias da boçalidade.
Fonte: Blog O Esquerdopata
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![Na América Latina, os professores de educação básica (pré-escolar, primária e secundária) constituem um capital humano de 7 milhões de pessoas, ou seja, 4% da população ativa da região, e mais de 20% dos trabalhadores técnicos e profissionais.
Seus salários absorvem 4% do PIB do continente e suas condições de trabalho variam de uma região para outra, inclusive dentro das fronteiras nacionais. Os professores, mal remunerados, são, em sua maioria, mulheres – uma média de 75% – e pertencem às classes sociais modestas. Além disso, o corpo docente supera os 40 anos de idade e considera-se que esteja “envelhecido”. [2]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1GfFG8ckw6CRE0T_CCCB3nvaOyrZSgBpxO96J2GeoJaJD02udkm7VPAh9806Zb92f57aXVmlHFc_pHjLneEICNTnCl5c_nkqROiGC_qu2WadmwH8ddDVexOlMtzNVEaHbPT5UfgWkTZ8/s1600/voz.jpg)

