O plano de golpe chamado Operação Jericó foi abortada pelos órgãos de segurança bolivarianos em 11 e 12 de fevereiro deste ano.
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 31 de março de 2014
O dedo de FHC, o porto de Cuba e as hidrelétricas do Aécio
Parece inacreditável, mas a tucanagem inconformada entra no Tijolaço, até hoje, para dizer que a foto onde Fernando Henrique aperta as mãos de Hugo Chávez e de Fidel Castro é uma montagem…
quinta-feira, 7 de março de 2013
Venezuela nunca mais será a mesma depois de Chávez
Não tenho dúvidas de que a História irá fazer bom juízo de Hugo Chávez, o comandante de uma revolução pacífica e democrática, a desmembrar e expor em praça pública o complexo e cruel pacto de permanência das elites locais. Antes de Chávez, a Venezuela não existia no mapa geopolítico mundial, parecia ser anexo na América do Sul, um país-satélite dos Estados Unidos, a ponto de amar mais o beisebol que o futebol. Uma elite que tinha Miami como um condomínio de luxo, ao qual voltavam às sextas-feiras, depois do trabalho, empresários, políticos, cidadãos.
Minha fé na justiça da História reside não só no argumento da força popular renascida entre a massa, essa palavra endurecida, e um governante mestiço, meio índio, meio nada. Essa “ninguendade”, sobre a qual se debruçou Darcy Ribeiro, a explicar o significado filosófico das misturas étnicas de base lusitana da qual descendemos quase todos nós, brasileiros, assim como do matiz hispânico vem a “nadiedad” de Chávez e da imensa nação de esquecidos que o elegeu e o manteve firme no poder, até que, morto o comandante, se enrolaram na bandeira venezuelana e foram chorar, aos milhões, em todas as cidades do país.
Antes de Chávez, a Venezuela mantinha-se dentro de uma estrutural social paralisante, dentro da qual os privilégios do petróleo, maior riqueza do país, eram distribuídos entre apenas 1% da população. Em pouco mais de uma década, o líder bolivariano tirou, de um universo de 24,6 milhões de pessoas, 5 milhões delas da pobreza absoluta. Universalizou a saúde e a educação, criou mercados subsidiados de alimentos, ensinou política aos pobres, tirou os arreios da Venezuela em relação aos Estados Unidos e, certa vez, na sede da ONU em Nova York, diante das câmaras, disse o seguinte sobre o lugar que George W. Bush havia ocupado antes de sua fala: “Ainda cheira a enxofre”. Tinha cojones, o comandante.
Hugo Chávez fez trocentas eleições livres na Venezuela, todas monitoradas por observadores estrangeiros e, mais ainda, por uma mídia sequiosa de sangue, mas é uma tarefa inútil bater nessa tecla. Fixar a pecha de “ditador” em Chávez foi uma tentativa do Departamento de Estado americano e da mídia em geral para iniciar o processo de demonização do presidente venezuelano. Nem é preciso dizer na nossa triste contribuição nesse processo, dando notícia de como Chávez era perigoso para o mundo livre, branco e cristão. Embora Chávez, o índio, o negro, o zé-ninguém, acreditava em um socialismo baseado nas origens do cristianismo.
Então, tinha que ser “ditador”, mesmo, já que a fé em Cristo impedia que lhe imputassem, também, a pecha de “comunista”.
A reação dos conservadores a Chávez, confesso, me interessava mais do que a figura do presidente, a histeria da direita latino americana, a forma primária como a propaganda contra o presidente venezuelano se disseminava pelo noticiário da mídia brasileira, as opiniões de bonecos de ventríloquos disfarçados de especialistas, o ódio dos liberais contra a erradicação de privilégios.
Chávez combateu a todos, e a todos venceu. Tinha o riso largo dos vencedores, não disfarçava o desprezo pela tibieza de seus adversários, dos que lhe acusavam de ser um tanto caricato em seu uniforme militar. Estes mesmos que, no entanto, eram suficientemente espertos para entender o significado daquela farda. Chávez deu ao Exército de onde veio um novo significado de Pátria, onde estão todos, não somente uns.
Não sou ninguém, nem tenho conhecimento o suficiente, para prever o futuro da Venezuela. Mas uma coisa é certa: ela nunca mais será a mesma, depois de Chávez.
Vídeo sobre a matéria:
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Sean Penn no comício de Chávez
A campanha pela reeleição de Hugo Chávez à presidência da Venezuela ganhou importante reforço neste final de semana. O ator estadunidense Sean Penn, ganhador de dois Oscar - "Sobre meninos e lobos", em 2003, e "Milk", em 2008 -, fez questão de participar de um comício do líder bolivariano em Valencia, no interior do país. "Somos todos americanos, eles [dos EUA] são do Norte e nós, do Sul. Muito obrigado por nos visitar de novo, caro amigo", afirmou Chávez, dirigindo-se carinhosamente ao astro hollywoodiano.
Sean Penn subiu no caminhão improvisado de palanque, deu um abraço no presidente venezuelano e acenou à multidão entusiasmada. O ator, diretor e roteirista é uma das vozes críticas da política agressiva dos EUA. Conhecido por seu ativismo social e por sua ação internacionalista, Penn criou uma fundação para ajudar na reconstrução do Haiti, sempre criticou as invasões do Iraque e do Afeganistão e, recentemente, defendeu a soberania da Argentina sobre as Ilhas Malvinas. Ele também é um ácido opositor do Partido Republicano.
A cobertura da mídia colonizada
A mídia colonizada do Brasil evita dar destaque para a empolgante campanha pela reeleição de Chávez. Em seus editoriais, os jornalões insistem em rotulá-lo de "ditador" e "populista". Na semana passada, o Estadão chegou a insinuar, sem apresentar provas e de forma criminosa, que o líder bolivariano faz parte de um cartel de narcotraficantes. Nas tevê, alguns patéticos "calunistas" se esforçam para estigmatizar Hugo Chávez. Na prática, a mídia colonizada não informa - ela faz campanha aberta em favor do ricaço Henrique Capriles.
A cobertura não reflete a campanha eleitoral no país vizinho. As últimas pesquisas apontam vitória folgada de Hugo Chávez. A cada dia que passa, a sua campanha ganha novas adesões e os comícios diários juntam milhares de pessoas. Em várias partes do mundo - como no Brasil - estão sendo formados comitês de apoio à reeleição do líder bolivariano. Mesmo assim, a mídia colonizada tenta difundir a imagem de que a eleição será acirrada. Tão servil aos EUA, ele esconde até o apoio militante de um astro de Hollywood.
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Blog do Miro
terça-feira, 10 de julho de 2012
Chávez: Em outubro o povo vai decidir se haverá pátria ou não
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou nesta segunda-feira (9) que a campanha eleitoral começou bem, com as pesquisas indicando que se o pleito fosse hoje, ele seria reeleito com mais da metade dos votos.
“Podemos obter 60%, nível que já ultrapassamos nas eleições presidenciais de 2006”, disse Chávez em coletiva de imprensa no Hotel Alba Caracas.
“Vamos lutar duramente nestes três meses que restam para as eleições, para ampliar essa brecha de consciência, com base em ideias claras e transparentes, em uma liderança e uma sólida proposta”, afirmou o mandatário.
Chávez sublinhou que o resultado das eleições será uma vitória contundente, política e moral contra a oposição burguesa que pretende converter a Venezuela em uma colônia do imperialismo.
Nestas eleições, disse, há dois projetos: o da Pátria – apresentado quando se inscreveu como candidato junto ao Conselho Eleitoral Nacional e ratificado no início da campanha – e o antipátria, que a oposição leva adiante.
Programa socialista
O mandatário informou que surgiram mais de quatro mil jornadas de debate da proposta para o programa da gestão bolivariana socialista para o período 2013-2019.
Em contraste, alertou que a campanha da oposição se desenvolve baseada no engano, com o punhal escondido para perpetrar violência e agressão se os seus desejos não forem cumpridos.
Em resposta a uma pergunta do correspondente de uma televisão estadunidense, Chávez afirmou: "Tudo o que proponho é novo". As ideias contidas em nosso projeto são totalmente novas, insistiu.
"Estamos inventando novos métodos e procedimentos. Esta é uma nova invenção que, com audácia e responsabilidade, me atrevo a apresentar ao povo venezuelano para sua consideração", explicou, em alusão ao programa para o período 2013-2019 que apresentou ao Conselho Nacional Eleitoral.
Segundo Chávez, a construção do socialismo na Venezuela é a linha medular desse programa e citou como exemplo de inovação criativa o fortalecimento do poder popular a partir dos conselhos populares e das comunas, algo que – disse – nunca existiu no país.
"A burguesia está tratando de cunhar a ideia de que eles são o novo, mas o novo somos nós", disse o líder bolivariano.
Todo o projeto bolivariano é novo, sublinhou Chávez, e comentou que, ao contrário, tudo o que a burguesia propõe é o capitalismo, a pré-história, que são portadores do engano, da fraude e do saque.
Contexto internacional
Chávez observou que a atual campanha foi precedida por outras 13 em 13 anos, uma por ano, o que indica a maturação de um processo verdadeiramente democrático na Venezuela, ressaltou.
Este processo eleitoral, assinalou, se realiza em um contexto geopolítico internacional de grandes crises no qual "devemos estar atentos", pois a Venezuela não pode desvincular-se deste. "Temos uma revolução em marcha, grandes riquezas naturais, recursos energéticos e ambientais, e posição geográfica invejável".
Diante desse panorama, Chávez contrastou os avanços na região da América Latina e Caribe, alcançados a partir da integração com processos como a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América, a União de Nações Sul-americanas e a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos.
Recado aos golpistas
Chávez voltou a dizer que aceitará incondicionalmente a decisão da maioria nas eleições de 7 de outubro, em contraste com o silêncio que a oposição mantém sobre o tema.
Ele respondeu a pergunta de uma jornalista da rede de TV privada Globovision, sobre se aceitaria um acordo com a oposição de não fazer durante a campanha pronunciamentos em rede nacional, não utilizar recursos do Estado e respeitar a vontade popular.
"As condições [da campanha e do processo eleitoral] são estabelecidas pela Constituição e pelas leis da República", razão pela qual tais propostas saem do marco legal.
Acrescentou que não há vantagem alguma em fatos como pronunciar um discurso em uma formatura de militares, utilizar os meios de transporte, as instalações do Palácio de Miraflores (palácio presidencial) ou a guarda presidencial, pois estes são direitos constitucionais de um chefe de Estado.
Entretanto, para Chávez, a burguesia oposicionista emprega estes argumentos "sem bases medianamente lógicas", para respaldar sua agenda desestabilizadora, manipuladora que conduz à violência.
Chávez alertou que a oposição "está preparando-se para desconhecer a decisão do povo", mas "que não lhes ocorra tentar usar a violência, porque se arrependerão, tenham segurança disso os que forjam planos violentos", asseverou.
O presidente disse que o processo eleitoral é um conflito democrático que deve ser resolvido pacificamente e com respeito à decisão da maioria. "Esperamos o mesmo de lá para cá", disse, referindo-se ao silêncio da oposição quanto a aceitar a vontade do povo.
Cura
Chávez falou também sobre seu estado de saúde, assegurando que está bem, “apesar dos maus augúrios de algumas pessoas”. “Sinto-me, a cada dia em melhores condições físicas e mentais”.
Esclareceu que se completaram oito semanas desde o fim do ciclo de radioterapia a que foi submetido e que no domingo (8) começou a realizar pequenas caminhadas e exercícios. Assegurou ainda que prevê participar em breve de uma partida de beisebol.
Depois de opinar que muitas das limitações físicas podem ser superadas, expressou que o difícil mesmo é superar em curto tempo as limitações intelectuais, por mais assessores que se tenha, em uma clara alusão ao principal candidato da oposição, Henrique Capriles Radonski. "Em 7 de outubro se desanuviará o horizonte nacional para os próximos anos e saberemos se haverá pátria ou não haverá pátria".
A frase é de Simon Bolívar, escrita em uma carta enviada em setembro de 1830 ao general Rafael Urdaneta.
“Tenho fá em que nesta ocasião a maioria dos venezuelanos vai escolher a opção de que haja pátria”, indicou Chávez ao reiterar sua segurança de que em 7 de outubro próximo será reeleito para um novo período à frente do governo.
“Somos filhos de Bolívar”, assinalou, ao referir-se aos que respaldam hoje na Venezuela o projeto de reformas econômicas, políticas e sociais que ele lidera.
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Portal Vermelho
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