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segunda-feira, 31 de março de 2014

STF remete mensalão tucano para a justiça de Minas Gerais

STF remete mensalão tucano para a justiça de Minas Gerais

O STF lavou as mãos e decidiu, por maioria, remeter a ação penal 536 contra o ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB), conhecida como “mensalão do PSDB”, para ser julgado pela 1ª instância, como preza a Constituição que deva ocorrer em casos de réus sem direito a foro privilegiado.A argumentação dos ministros vitoriosos

O dedo de FHC, o porto de Cuba e as hidrelétricas do Aécio

O dedo de FHC, o porto de Cuba e as hidrelétricas do Aécio
Parece inacreditável, mas a tucanagem inconformada entra no Tijolaço, até hoje, para dizer que a foto onde Fernando Henrique aperta as mãos de Hugo Chávez e de Fidel Castro é uma montagem…

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

MENSALÃO TUCANO - JOAQUIM BARBOSA PODE DECRETAR A PRISÃO PREVENTIVA DE EDUARDO AZEREDO (PSDB) CLÉSIO ANDRADE E MARES GUIA

MINISTÉRIO PÚBLICO DE MINAS GERAIS APONTA QUE OS INDICIADOS ESTÃO AMEAÇANDO DE MORTE FAMILIARES DE VÍTIMA, TESTEMUNHAS E ADVOGADOS.
Vejamos o quanto o Presidente do STF e o próprio tribunal, estão de verdade, dispostos a fazer JUSTIÇA. Vamos ver se, aceito o pedido de prisão por parte de Joaquim Barbosa, a Mídia e a oposição, continuarão a lhe dar os "aplausos" de agora.

Tendo em vista que Clésio Andrade, Eduardo Azeredo, Walfrio dos Mares Guia, além de outros já indiciados no Inquérito 3530, continuam praticando crimes de toda natureza e a pena prevista neste fato em concreto é superior a 4 (quatro) anos, e as ameaças às vítimas, testemunhas e advogados, já passaram e a muito do limite aceitável, a acusação reiterou, no dia 15 de janeiro, o pedido de prisão preventiva dos indiciados.

Trata-se de inquérito aberto pelo Ministério Publico de Minas Gerais e encaminhado para o STF em função da prerrogativa de fórum do senador Clésio Andrade (PMDB) e do deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB), que são acusados de tentativa de homicídio contra familiares do denunciante da Lista de Furnas e do Mensalão do PSDB, Nilton Monteiro.

A expectativa sobre o andamento deste inquérito e muito grande, principalmente depois de juntado nos autos documentos que comprovam relação entre o investigado e investigados com o assassinato da modelo mineira Cristiane Aparecida Ferreira e com a Lista de Furnas.

Ambos os processos sujeitos a serem requisitados por Barbosa devido à conexão que enseja a reunião de processos, para processamento e julgamento simultâneo, com o escopo de evitar decisões contraditórias, tudo em conformidade com o princípio da economia processual.

O processo relativo à Lista de Furnas vem tramitando na justiça do Rio de Janeiro e da morte da modelo em Belo Horizonte, provas demonstram que a modelo, além de ter recebido sem qualquer justificativa comercial, na época, a importância de R$ 1.800.000,00 de Walfrido dos Mares Guia, atuou transportando valores milionários a serviço do esquema. 

No entender de diversos criminalistas que se dedicam ao caso, a morte da modelo não foi um crime passional em relação ao seu namorado, Cristiane estaria jurada de morte por esposas de diversos figurões da sociedade mineira.

Segundo um dos criminalistas que atua no caso, o assassinato da modelo realmente foi cometido por Reinaldo Pacífico conforme sua condenação, porém, provas e evidências demonstram que houve um ou mais mandantes, porque Cristiane tornara-se “perigosa”, para o esquema, pois além de conhecer toda operação, mantinha relação amorosa com os principais operadores do esquema, desta forma, no entendimento destes criminalistas, a morte da modelo foi uma queima de arquivo.

Segundo o mesmo criminalista, “comprovadamente Cristiane mantinha um caso amoroso com o presidente da Cemig Dijalma Moraes, com o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia e o ex governador Newton Cardoso, entre outros operadores do esquema”.

Azeredo, Clesio e Walfrido também são réus na ação penal relativa ao Mensalão do PSDB e segundo um ministro aposentado, “será através deles que o judiciário, querendo, porá fim a mais de duas décadas de desmandos e corrupção em Minas Gerais.”

Documentos e provas existentes nos autos demonstram como operou a organização criminosa em Minas Gerais, assassinando, fraudando, corrompendo e subornado juízes desembargadores, promotores, procuradores, delegados e peritos. 

Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: 007BONDeblog

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O "mensalão" tucano

A mídia nativa entende que o processo do “mensalão” petista provou finalmente que a Justiça brasileira tarda, mas não falha. Tarda, sim, e a tal ponto que conseguiu antecipar o julgamento de José Dirceu e companhia a um escândalo bem anterior e de complexidade e gravidade bastante maiores. Falemos então daquilo que poderíamos definir genericamente como “mensalão” tucano. Trata-se de um compromisso de CartaCapital insistir para que, se for verdadeira a inauguração de um tempo novo e justo, também o pássaro incapaz de voar compareça ao banco dos réus.


Réu mais esperto, matreiro, duradouro. A tigrada atuou impune por uma temporada apinhada de oportunidades excelentes. Quem quiser puxar pela memória em uma sociedade deliberadamente desmemoriada, pode desatar o entrecho a partir do propósito exposto por Serjão Motta de assegurar o poder ao tucanato por 20 anos. Pelo menos. Cabem com folga no enredo desde a compra dos votos para a reeleição de Fernando Henrique Cardoso, até a fase das grandes privatizações na segunda metade da década de 90, bem como a fraude do Banestado, desenrolada entre 1996 e 2002.

Um best seller intitulado A Privataria Tucana expõe em detalhes, e com provas irrefutáveis, o processo criminoso da desestatização da telefonia e da energia elétrica. Letra morta o livro, publicado em 2011, e sem resultado a denúncia, feita muito antes, por CartaCapital, edição de 25 de novembro de 1998. Tivemos acesso então a grampos executados no BNDES, e logo nas capas estampávamos as frases de alguns envolvidos no episódio. Um exemplo apenas. Dizia Luiz Carlos Mendonça de Barros, presidente do banco, para André Lara Rezende: “Temos de fazer os italianos na marra, que estão com o Opportunity. Fala pro Pio (Borges) que vamos fechar daquele jeito que só nós sabemos fazer”.

Afirmavam os protagonistas do episódio que, caso fosse preciso para alcançar o resultado desejado, valeria usar “a bomba atômica”, ou seja, FHC, transformado em arma letal. Veja e Época foram o antídoto à nossa capa, divulgaram uma versão, editada no Planalto e bondosamente fornecida pelo ministro José Serra e pelo secretário da Presidência Eduardo Jorge. O arco-da-velha ficou rubro de vergonha, aposentadas as demais cores das quais costuma se servir.

Ah, o Opportunity de Daniel Dantas, sempre ele, onipresente, generoso na disposição de financiar a todos, sem contar a de enganar os tais italianos. Como não observar o perene envolvimento desse monumental vilão tão premiado por inúmeros privilégios? Várias perguntas temperam o guisado. Por que nunca foi aberto pelo mesmo Supremo que agora louvamos o disco rígido do Opportunity sequestrado pela PF por ocasião da Operação Chacal? Por que adernou miseravelmente a Operação Satiagraha? E por que Romeu Tuma Jr. saiu da Secretaria do Ministério da Justiça na gestão de Tarso Genro? Tuma saberia demais? Nunca esquecerei uma frase que ouvi de Paulo Lacerda, quando diretor da PF, fim de 2005: “Se abrirem o disco rígido do Opportunity, a República acaba”. Qual República? A do Brasil, da nação brasileira? Ou de uma minoria dita impropriamente elite?

Daniel Dantas é poliédrico, polivalente, universal. E eis que está por trás de Marcos Valério, personagem central de dois “mensalões”. Nesta edição, Leandro Fortes tece a reportagem de capa em torno de Valério, figura que nem Hollywood conseguiria excogitar para um policial noir. Sua característica principal é a de se prestar a qualquer jogo desde que garanta retorno condizente. Vocação de sicário qualificado, servo de amos eventualmente díspares, Arlequim feroz pronto à pirueta mais sinistra. Não se surpreendam os leitores se a mídia nativa ainda lhe proporcionar um papel a favor da intriga falaciosa, da armação funesta, para o mal do País.

Pois é, hora do dilema. Ou há uma mudança positiva em andamento ou tudo não passa de palavras, palavras, palavras. Ao vento. É hora da Justiça? Prove-se, de direito e de fato. E me permito perguntar, in extremis: como vai acabar a CPI do Cachoeira? E qual será o destino de quem se mancomunou com o contraventor a fim de executar tarefas pretensamente jornalísticas, como a Veja e seu diretor da sucursal de Brasília, Policarpo Jr., uma revista e um profissional que desonram o jornalismo.


Vídeo sobre a matéria:
Fonte Texto: Blog O Esquerdopata

terça-feira, 12 de junho de 2012

A BOÇALIDADE ABISSAL DA FOLHA DE S.PAULO


CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR A BESTEIRA



















Em sua edição digital de hoje, o house organ tucano apresenta sua mais recente contribuição semântica à lingua pátria. Bem provável que, depois da cratera com 15 metros de altura, os gênios da raça que habitam a Alameda Barão de Limeira, 425, criem uma torre com 15 metros de profundidade.

Fonte texto: Blog Cloaca News.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O Picadeiro do Serra...


As bicadas entre os tucanos estão cada vez mais sangrentas. Quem dá mais uma prova cabal da briga fratricida no interior do PSDB é o insuspeito Estadão, que na campanha presidencial de 2010 publicou editorial em apoio a José Serra. Na coluna "Radar político", postada no final da noite de ontem (22), o jornal escancara a grave crise - inclusive com direito a um vídeo:

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Em vídeo divulgado por site ligado ao PSDB, militante tucana defende prévias e critica Serra: ‘Ele está sendo palhaço’

estadão.com.br

Atualizado às 22h21

Em um vídeo divulgado pelo site Sua Metrópole, plataforma colaborativa criada pelo diretório municipal do PSDB paulistano, a militante tucana Catarina Rossi, ligada ao PSDB Mulher da capital, critica duramente o ex-governador de São Paulo, José Serra, e defende a manutenção das prévias. “Ele (Serra) está sendo palhaço. Ele está brincando com a gente.”

“Nós somos passionais. Nós lutamos com o coração. Nós brigamos por aquilo que acreditamos que é o PSDB. Ele é que está fazendo a gente de palhaço”, diz Catarina no vídeo, que foi ao ar no dia 17, após encontro do diretório de Indianópolis. “Tem quatro pessoas brigando, trabalhando dia e noite, por um espaço. Porque ele não entrou também por esse espaço? Ele tem todo o direito e, se ele entrar, ele também terá todo o direito. Agora, não é justo, no fim do caminho, ele entrar.”

A indignação da militante tem a ver com a decisão de dirigentes do partido de pressionar o vencedor das prévias eleitorais do PSDB, que será realizada no dia 4 de março, a desistir da disputa e abrir caminho para a candidatura de Serra.

A militante tucana criticou também a postura de membros da bancada tucana na Assembleia Legislativa de São Paulo, que defenderam publicamente a candidatura de Serra. Ao final do vídeo, Catarina ameniza o tom das críticas. “Ele (Serra) tem competência, ele é preparado, ele é um homem digno, mas os outros quatro também são”, concluiu.

Após a publicação desta nota, o vídeo foi retirado do site Sua Metrópole, mas segue disponível no YouTube.


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Tucanos caminham para a extinção?

O duro discurso da militante do PSDB foi feito na quinta-feira passada, na sede do diretório estadual da legenda, durante um curioso "ato contra o golpe das prévias", que reuniu cerca de 90 filiados. Nenhum dos quatro pré-candidatos - Andrea Matarazzo, Bruno Covas, José Aníbal, Ricardo Tripoli - participou do ato de protesto. Nos bastidores, porém, eles têm criticado as manobras da cúpula partidária e do governador Geraldo Alckmin para implodir as prévias.

Para evitar maiores traumas, o vídeo foi retirado do sítio. "A direção municipal do PSDB não permite nenhum tipo de ofensa, sobretudo ao ex-governador José Serra, que é um líder muito respeitado", justificou Fábio Lepique, tesoureiro do diretório municipal e um dos criadores da página tucana na internet. Mas ninguém mais garante a unidade no interior do PSDB. O clima é de tensão e desconfiança. Há até quem preveja que os tucanos caminham para a extinção.



Vídeo sobre a matéria:
Fonte Texto: Blog do Miro

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Chapa 2: derrotar os tucanos e o peleguismo no Sindágua


A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) é a terceira maior central sindical do país e representa, em Minas, mais de uma centena de sindicatos de todos os ramos de atividade, entre eles o Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas), o Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e região e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Minas Gerais (Fetaemg). A CTB e a Chapa 2, que concorre às eleições do Sindágua, repudiam as acusações infundadas publicadas na matéria “PSDB quer o controle dos sindicatos em Minas”, divulgada por esse jornal, na edição de 23/01/2012. As denúncias induzem os leitores a pensar que a Chapa 2, de oposição à atual direção do Sindágua, composta por trabalhadores classistas e combativos, está ligada ao PSDB, o que não é verdade.

O PSDB, derrotado nas últimas três eleições presidenciais, definiu como estratégia para as eleições de 2014 aproximar-se do movimento sindical de trabalhadores, uma vez que atuam em grande parte dos sindicatos patronais. Os tucanos reconheceram que para disputar as eleições será necessário aproximar-se e dirigir entidades sindicais com o objetivo de conquistar votos dos trabalhadores, mas em hipótese alguma, a Chapa 2 dará espaço para tucanos e oportunistas.

A CTB surgiu há quatro anos para combater o sindicalismo “chapa branca” de todas as correntes que se utilizam das entidades sindicais para trair os trabalhadores. É de conhecimento de todos que o país, sob o comando de FHC, retirou dezenas de direitos trabalhistas e previdenciários dos brasileiros. Os governos tucanos, como os de Aécio e Anastasia, além de não negociarem com as entidades sindicais dos servidores públicos, como ocorreu recentemente com os professores da rede estadual, criminalizam os movimentos sindical e popular. Um exemplo recente sobre essas práticas foi o que ocorreu no último domingo, em São José dos Campos/SP, no assentamento Pinheirinhos, quando a polícia do tucano Geraldo Alckmin desalojou com truculência centenas de famílias que ali residiam há mais de sete anos.

A CTB tem posição firme e consolidada de enfrentamento aos sindicalistas ligados aos tucanos e a todos aqueles que não têm compromisso com a classe trabalhadora. A atual direção do Sindágua, que é ligada à CUT, está há nove anos no poder e se acha no direito de dificultar eleições livres e democráticas na entidade. De forma desesperada, busca confundir os trabalhadores da Copasa, que convivem com precárias condições de trabalho. A atual direção do Sindágua se silencia diante da política de destruição da empresa, como o processo de privatização e os esquemas montados para desvio de dinheiro público, amplamente divulgados e que precisam ser apurados e seus responsáveis punidos.

A CTB e sindicalistas ligados à Conlutas, NCST, socialistas, trabalhadores da base, que representam mais de 80 % da Chapa 2, estão cansados do peleguismo e da inoperância que se implantou na direção do Sindágua. Estamos atentos para evitar a fraude nas eleições e conduzir a entidade para um novo período de lutas e conquistas. A Chapa 2 é classista e de luta em defesa da Copasa, como empresa pública, e dos trabalhadores representados pelo Sindágua.

Fonte Texto: Blog do Gilson Reis

Brasil: pensamento crítico é necessário


Pensamento crítico é o que importa. Isso vale para a situação da oposição e sua notória falta de bandeiras. Ela não pode se opor frontalmente ao projeto dominante, então tenta uma manobra colateral de sequestrar a agenda de Dilma. Dá para sobreviver… A chave foi dada por Dilma. Sem traquejo político prévio maior, nem capital político próprio, o jogo foi não se fazer refém da base; a oposição compreendeu rapidamente o jogo e o jogou. Soma-se, de certo modo, à onda, enquanto procura o eixo. Governadores tucanos fazem parcerias (é bom, “republicano”); FHC aceitou os afagos; a oposição frontal ficou com Serra, isolado em seu afã de se manter à tona para as eleições presidenciais.
Mas não cabem ilusões: depois vai se opor em novas condições. A agenda da faxina procurará, se possível, responsabilizar a própria presidenta por “mal-feitos” de equipe com a qual trabalhou desde o governo Lula. Viu-se desde o início, a agenda da diferenciação entre Lula e Dilma, que estaria às voltas com o “legado de um governo populista”. Agora, o choque de gestão a põe, em certos termos, no terreno da… gestão. É uma pauta de certo modo despolitizada, mas vai também reforçada pelos índices de popularidade, algo no rumo de “como queríamos demonstrar” do teorema posto pela presidenta.
É certo que a condução econômica saiu do fiscalismo puro e que a presidenta se revela firme e corajosa quanto ao desenvolvimento do país. Medidas importantes na macroeconomia deixaram o país menos afetado pela crise. Os juros podem cair a patamares de uma nova fase econômica no Brasil, possibilitando outro mix de medidas cambiais e fiscais para levar a situação a um desenvolvimento – senão mais acelerado – ao menos de contraponto à crise mundial.
Mas os desafios estratégicos estão perante todos: como elevar investimentos para acelerar o desenvolvimento? Este é um país que precisa desenvolver a Amazônia de forma sustentável. A sua cadeia industrial, afetada duramente pela conjuntura mundial e a valorização da moeda nacional. Há dez anos tenta a terceira pista no maior aeroporto do país. Não alcançamos educação universal, o gargalo no ensino fundamental e médio em termos de qualidade permanece. O SUS, única política pública efetivamente nascida das lutas sociais, luta por se firmar. Não tem infraestrutura para o escoamento adequado da produção agrícola nem sequer para a produção de cana. O maior fenômeno que afeta o meio ambiente é o lixo e esgoto não tratado levado às águas dos rios, contaminando o solo – só 10% do esgoto é tratado no país. O rio Tietê, após dezoito anos de obras e 20 bi segue morto nas imediações da capital. Não há transporte de massa para os maiores aeroportos do país, como Guarulhos e Brasília e maior cidade do país sequer tem Rodoanel pronto. Ademais: o veículo lançador de satélite e a agenda espacial brasileira? O submarino atômico para guardar as águas do pré-sal? Os aviões da FAB, há dez anos em exames? Tudo muito prolatado. O etanol? Importamos, dos EUA, enquanto a indústria sucro-alcooleira está sem plano estratégico, num país que foi vanguardeiro na matéria. As hidrelétricas?  As bases das políticas existem, mas muita coisa engatinha.
Por isso, a necessidade de desenvolvimento acelerado. No plano econômico, dificilmente isso se realizará apenas mediante alteração no mix das medidas macroeconômicas. Certo é que se caminha e se manobra nesse plano. Mas foram 236 bi em 2011 as despesas com juros, 21% a mais que em 2010, hoje 5,72% do PIB. O défice em conta corrente alcança 2,12% em 2011. Por esse caminho tem que se garantir superávite primário de 3,1% ao ano (não bastou Lula ter afirmado, quando assumiu o segundo governo, que já bastava o sacrifício feito) e, pior, o sistema financeiro cobra juros de mais de 100% ao ano no crédito privado, contendo o consumo em mais uma medida que afeta desigualmente as classes mais desfavorecidas.
O chamado modelo “social-desenvolvimentista dá as bases, como se vê, para o que vem ocorrendo, tanto em termos de positividade quanto de limites. Sem desfazer a equação do peso relativo descomunal do sistema financeiro na dinâmica atual, não se rompem esses limites. Para isso, não é na condução econômica que reside o maior desafio.
São, bem vistas as coisas, elementos que desafiam a política, a liderança política, a capacidade de agregar forças impetuosas para ir além. Gestão? Também, revolver a máquina do Estado. Mas muito além disso. Trata-se de empreender reformas profundas que desfaçam os nós presentes, para o que se necessita, sim, forças amplas, no ambiente próprio da política brasileira.
O desafio de Dilma é político. Repactuar as forças para induzir ao maior investimento e defesa de patrimônio nacional. Dar a perceber um núcleo político do governo. Olimpicamente nada se resolverá, até porque repactuação envolve forças – que não faltarão a Dilma na sociedade se mobilizadas. Por isso, para seguir adiante, com Dilma à frente, o pensamento e ação críticos são uma forma importante de contribuir.
Porque, ao fim e ao cabo, o mundo em transição que se vai instalando com alguma celeridade não comporta procrastinações, nem se pode imaginar que os elogios da “comunidade internacional” de hoje não se desfaçam amanhã (foi por exemplo o notório agiornamento no caso da Espanha). A rigor, a China já descolou ou deslanchou. Ficam Índia, Rússia, Brasil e África do Sul, com enormes assimetrias, pelas quais os dois últimos ainda são retardatários no grande jogo mundial em defesa de seus interesses nacionais.
Não bastará boa gerência nem boa situação fiscal do Estado. É preciso, antes, um Estado nacional que conheça seus interesses mais profundos.
É dura a vida das nações. Há no Brasil um rumo a ser aprofundado, pela via política: desenvolvimento acelerado, metas de crescimento e de investimentos. Voltar o esforço das forças sadias da nação para esse mister. O Brasil não só tem pressa como tem mar grosso pela frente. Até porque, pelo bem ou mal, os próximos vinte anos serão os mais interessantes em termos da grande luta por um novo estágio civilizatório para a nação.
Vídeo sobre a matéria:


Fonte texto: Blog do Sorrentino