Sete anos após as políticas de austeridade e mais recentemente, a crise de refugiados ter afetado os poucos recursos do governo, tendo cada vez menos recursos para os cidadãos. Muitos perderam a fé. Alguns que nunca tiveram fé desde o início resolveram resolver a situação com as próprias mãos, para a vergonha das autoridades.
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sexta-feira, 26 de maio de 2017
sábado, 22 de agosto de 2015
Apocalipse grego: Versalhes ou Brest-Litovsk?
Existe um risco de que a humilhação do Syriza termine levando o partido a ficar sozinho em sua luta, sem conseguir avançar em seu projeto
Quando o breve ensaio“A coragem da desesperança”, sobre a Grécia pós referendo, foi reproduzido pelo In These Times, mudaram o título para “Como Alexis Tsipras e o Syriza ganharam a partida contra Angela Merkel e os eurocratas”.
domingo, 5 de julho de 2015
O golpe em marcha: mirem-se no exemplo das lideranças de Atenas
Seja qual for o desfecho do plebiscito deste domingo, é o método o que mais importa à encruzilhada do Brasil nos dias que correm.
Levar a lógica dos mercados financeiros a um plebiscito é algo de que nunca se tinha ouvido falar antes.
Mas foi justamente isso o que ocorreu na Grécia neste domingo.
Mas foi justamente isso o que ocorreu na Grécia neste domingo.
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Grécia estabelece controles de capital enquanto a troika intensifica a chantagem
Este artigo foi publicado originalmente na segunda-feira, 29 de junho, no site da Corrente Marxista Internacional (www.marxist.com). A Troika tenta impor o aprofundamento dos ataques aos trabalhadores gregos. O governo chamou um referendo para o próximo domingo. Ontem, terça-feira, venceu e a Grécia não pagou, a parcela de 1,6 bilhão de euros ao FMI. A guerra se intensificou, alguns setores pressionam para que se alcance um acordo por medo das consequências catastróficas de uma suspensão de pagamentos do país para a economia mundial. O primeiro ministro grego, Alexis Tsipras, dá sinais de recuo, e de aceitar boa parte das exigências. Os acontecimentos na Grécia e o resultado do referendo, tem importantes consequências econômicas e políticas. Nós nos posicionamos pelo "Não" ("OXI" em grego) às exigências da Troika, contra a austeridade e pela ruptura com o capitalismo.
No sábado, 27 de junho, o Parlamento grego aprovou a proposta do primeiro-ministro Alexis Tsipras de colocar o mais recente ultimato da troika em votação a partir de um referendo que ocorrerá em 5 de julho.
terça-feira, 30 de junho de 2015
O ataque da Europa à democracia grega, por Joseph Stiglitz
Devemos ser claros: quase nenhum do enorme manancial de dinheiro emprestado à Grécia foi verdadeiramente para lá. Foi canalizado para pagar aos credores do setor privado – incluindo bancos alemães e franceses. O que a Grécia obteve foi uma ninharia, mas pagou um elevado preço para preservar os sistemas bancários desses países. Artigo de Joseph Stiglitz, Prémio Nobel da Economia.
O crescimento exponencial de disputa e conflitualidade no seio da Europa pode parecer a quem está de fora como sendo o resultado inevitável do amargo fim do jogo entre a Grécia e os seus credores.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Grecia: Encontro da FSM e PAME com familiares dos cinco
A PAME, juntamente com a FSM, recebeu em sua sede, em Atenas, Ailí Labañino, filha de Ramón Labañino, um dos Cinco cubanos presos nos cárceres norte-americanos há 15 anos.
A delegação cubana foi acompanhada pelo Embaixador cubano na Grécia, Osvaldo Cobacho e Sailí Sanchez, funcionária do MINREX de Cuba.
No encontro, Ailí explicou a situação atual dos 5 cubanos, 4 deles ainda seguem presos, por infiltração em grupos contrários à revolução cubana apenas com a intenção de denunciar e alertar a Cuba sobre ataques e atos terroristas que estas organizações financiadas e apoiadas pelo governo dos Estados Unidos estavam organizando e assim, evitar mortes desnecessárias e atentados contra Cuba e em qualquer lugar do mundo.
O líder da PAME, George Perros, saudou a delegação e lhes expressou que sua organização trabalhou em solidariedade com os cinco desde o primeiro momento em que foram encarcerados e sua solidariedade sempre está presente em cada uma de suas lutas, greves e manifestações. Este apoio igualmente foi expresso por Dimos Koumpouris, membro do Secretariado da PAME e Secretário da Associação de Amizade Helênico-Cubano, e que relembrou todas as ações realizadas por meio da Associação e como membro da PAME.
O companheiro Valentín Pacho, Secretário Geral Adjunto da FSM, enviou uma fraternal saudação em nome do secretariado e reiterou a decisão da FSM de manter como uma de suas principais prioridades, a solidariedade e apoio aos Cinco e a Cuba, como tema permanente em cada uma de nossas tarefas, ações e eventos, “a FSM, junto aos seus 86 milhões de filiados, seguirá com Cuba até a libertação do último dos cinco e continuará apoiando sua Revolução, não apenas por Cuba, senão também pela América Latina e por todos os países do mundo”, reiterou.
O embaixador cubano agradeceu também, em nome do seu país, todas as manifestações de solidariedade, fraternidade e apoio da FSM, PAME, dos trabalhadores e do povo grego aos cinco irmãos presos nos Estados Unidos e a Cuba.
Fonte: FSM
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Vencedores e derrotados
Em dezembro de 2011, o Banco Central Europeu liberou 498 bi de euros à combalida banca da UE, um condensado de interesses formado por banqueiros e acionistas bastante ativo no amplo ciclo de irresponsabilidades especulativas que precedeu à crise mundial de 2008.
Esse mega financiamento destinado a evitar a falência da engrenagem que emprestou a quem não devia e investiu no farto repertório de temeridades disponíveis na praça global, teve juro de 1% ao ano e prazo de três anos para pagar.
Na próxima 4ª feira, 29, o BCE abrirá novamente as torneiras para banhar a banca com outra chuva de dinheiro barato. Como da vez anterior, ninguém espera que a drenagem chegue à produção e ao consumo. A experiência da crise demonstra que o dinheiro entregue às casas financeiras fica entesourado nos BCs locais ou guarnece carteiras de títulos públicos confiáveis, que pagam bem mais que o custo do empréstimo, propiciando nova fonte de lucro fácil a quem navegou em todas as temeridades do fastígio rentista.
Compare-se esse encadeamento com as contrapartidas draconianas impostas à Grécia em troca de uma fração do que foi e será liberado à banca (130 bi de euros). Ademais dos sacrifícios em espécie, na forma de empregos, empobrecimento, privatizações, orfandade e soberania, a Grécia ainda pagará um juro de 3,65% ao ano pelo suicídio induzido, três vezes e meia superior à taxa cobrada da banca.
A esse juro e com desconto de apenas 53% sobre o passivo total - embora o valor de face dos títulos gregos já sofra desconto de até 70% no mercado, a dívida continuará impagável. Hoje ela equivale a 160% do PIB ou seja, a Grécia deve um ano e meio de toda a renda gerada no país.
Como o 'ajuste' empurra a economia para mais uma década de recessão ou crescimento residual, alcançar uma proporção dívida/PIB de 120% em 2020, como preconza a troika do euro, soa fantasioso. A doutrina neoliberal costuma criticar a ação do Estado na economia, sobretudo as políticas oficiais de crédito ao desenvolvimento, pelo risco inerente, acusam, de 'escolher os vencedores no lugar dos mercados", o que configuraria uma interferência política na proficiência do laissez-faire para consagrar os mais eficientes e punir a inoperância cara (geralmente fabricantes locais que tentam ganhar mercado de monopólios exportadores).
No Brasil, a coalizão demotucana advoga, por exemplo, que a melhor salvaguarda contra essa 'distorção' seria decretar a extinção do BNDES, o maior banco de investimento do mundo ocidental, que, de fato, reduziu-se a um guichê de privatizações no governo FHC. O 'resgate' grego compromete essa narrativa ao demonstrar que o juiz neoliberal quando age não apenas escolhe vencedores, como traduz as custas do processo em um verdadeiro massacre dos derrotados.
Esse mega financiamento destinado a evitar a falência da engrenagem que emprestou a quem não devia e investiu no farto repertório de temeridades disponíveis na praça global, teve juro de 1% ao ano e prazo de três anos para pagar.
Na próxima 4ª feira, 29, o BCE abrirá novamente as torneiras para banhar a banca com outra chuva de dinheiro barato. Como da vez anterior, ninguém espera que a drenagem chegue à produção e ao consumo. A experiência da crise demonstra que o dinheiro entregue às casas financeiras fica entesourado nos BCs locais ou guarnece carteiras de títulos públicos confiáveis, que pagam bem mais que o custo do empréstimo, propiciando nova fonte de lucro fácil a quem navegou em todas as temeridades do fastígio rentista.
Compare-se esse encadeamento com as contrapartidas draconianas impostas à Grécia em troca de uma fração do que foi e será liberado à banca (130 bi de euros). Ademais dos sacrifícios em espécie, na forma de empregos, empobrecimento, privatizações, orfandade e soberania, a Grécia ainda pagará um juro de 3,65% ao ano pelo suicídio induzido, três vezes e meia superior à taxa cobrada da banca.
A esse juro e com desconto de apenas 53% sobre o passivo total - embora o valor de face dos títulos gregos já sofra desconto de até 70% no mercado, a dívida continuará impagável. Hoje ela equivale a 160% do PIB ou seja, a Grécia deve um ano e meio de toda a renda gerada no país.
Como o 'ajuste' empurra a economia para mais uma década de recessão ou crescimento residual, alcançar uma proporção dívida/PIB de 120% em 2020, como preconza a troika do euro, soa fantasioso. A doutrina neoliberal costuma criticar a ação do Estado na economia, sobretudo as políticas oficiais de crédito ao desenvolvimento, pelo risco inerente, acusam, de 'escolher os vencedores no lugar dos mercados", o que configuraria uma interferência política na proficiência do laissez-faire para consagrar os mais eficientes e punir a inoperância cara (geralmente fabricantes locais que tentam ganhar mercado de monopólios exportadores).
No Brasil, a coalizão demotucana advoga, por exemplo, que a melhor salvaguarda contra essa 'distorção' seria decretar a extinção do BNDES, o maior banco de investimento do mundo ocidental, que, de fato, reduziu-se a um guichê de privatizações no governo FHC. O 'resgate' grego compromete essa narrativa ao demonstrar que o juiz neoliberal quando age não apenas escolhe vencedores, como traduz as custas do processo em um verdadeiro massacre dos derrotados.
Fonte texto: A Carta Maior
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