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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Anarquistas preenchem vácuo do governo e assumem assistência social na Grécia...

Sete anos após as políticas de austeridade e mais recentemente, a crise de refugiados ter afetado os poucos recursos do governo, tendo cada vez menos recursos para os cidadãos. Muitos perderam a fé. Alguns que nunca tiveram fé desde o início resolveram resolver a situação com as próprias mãos, para a vergonha das autoridades.
Tasos Sagris, de 45 anos anos, membro do grupo anarquista grego chamado ‘Void Network’ e do grupo de teatro auto-organizado Embros, tem estado na frente do ressurgir do ativismo social que tem preenchido o vácuo deixado pela ausência do Estado.
“As pessoas confiam porque não as usamos como consumidores ou eleitores,” diz o Sr. Sagris. “Toda falha do sistema prova que a ideia do anarquismo é verdadeira.”Tasos Sagris, de 45 anos anos, membro do grupo anarquista grego chamado ‘Void Network’ e do grupo de teatro auto-organizado Embros, tem estado na frente do ressurgir do ativismo social que tem preenchido o vácuo deixado pela ausência do Estado.

sábado, 22 de agosto de 2015

Apocalipse grego: Versalhes ou Brest-Litovsk?

Existe um risco de que a humilhação do Syriza termine levando o partido a ficar sozinho em sua luta, sem conseguir avançar em seu projeto
Embora eu efetivamente acredite que a aceitação das condições da União Europeia (UE) não foi uma simples derrota, estou longe de uma visão tão otimista. Abdicar do NÃO no referendo para dar um SIM às exigências de Bruxelas representou uma comoção verdadeiramente devastadora, uma dolorosa e frustrante catástrofe. Para ser mais preciso, foi um apocalipse nos dois sentidos da palavra, a habitual (catástrofe) e a original literal (descobrimento, revelação): o
Quando o breve ensaio“A coragem da desesperança”, sobre a Grécia pós referendo, foi reproduzido pelo In These Times, mudaram o título para “Como Alexis Tsipras e o Syriza ganharam a partida contra Angela Merkel e os eurocratas”.

domingo, 5 de julho de 2015

O golpe em marcha: mirem-se no exemplo das lideranças de Atenas

Seja qual for o desfecho do plebiscito deste domingo, é o método o que mais importa à encruzilhada do Brasil nos dias que correm.

Independente do resultado das urnas - a essa altura já sabido - é forçoso reconhecer: um anel poderoso da blindagem neoliberal foi rompido na cena política.

E isso não é um detalhe: é um método.

O que ele ensina é que a única opção à tirania financeira é submeter o mercado ao escrutínio da democracia.

Na crise de 2008, a brava Islândia já havia decidido o destino de seus bancos - um buraco especulativo dez vezes superior ao PIB do país - a um plebiscito.
Levar a lógica dos mercados financeiros a um plebiscito é algo de que nunca se tinha ouvido falar antes.

Mas foi justamente isso o que ocorreu na Grécia neste domingo.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Grécia estabelece controles de capital enquanto a troika intensifica a chantagem

Este artigo foi publicado originalmente na segunda-feira, 29 de junho, no site da Corrente Marxista Internacional (www.marxist.com). A Troika tenta impor o aprofundamento dos ataques aos trabalhadores gregos. O governo chamou um referendo para o próximo domingo. Ontem, terça-feira, venceu e a Grécia não pagou, a parcela de 1,6 bilhão de euros ao FMI. A guerra se intensificou, alguns setores pressionam para que se alcance um acordo por medo das consequências catastróficas de uma suspensão de pagamentos do país para a economia mundial. O primeiro ministro grego, Alexis Tsipras, dá sinais de recuo, e de aceitar boa parte das exigências. Os acontecimentos na Grécia e o resultado do referendo, tem importantes consequências econômicas e políticas. Nós nos posicionamos pelo "Não" ("OXI" em grego) às exigências da Troika, contra a austeridade e pela ruptura com o capitalismo.
Este artigo foi publicado originalmente na segunda-feira, 29 de junho, no site da Corrente Marxista Internacional (www.marxist.com). A Troika tenta impor o aprofundamento dos ataques aos trabalhadores gregos. O governo chamou um referendo para o próximo domingo. Ontem, terça-feira, venceu e a Grécia não pagou, a parcela de 1,6 bilhão de euros ao FMI. A guerra se intensificou, alguns setores pressionam para que se alcance um acordo por medo das consequências catastróficas de uma suspensão de pagamentos do país para a economia mundial. O primeiro ministro grego, Alexis Tsipras, dá sinais de recuo, e de aceitar boa parte das exigências. Os acontecimentos na Grécia e o resultado do referendo, tem importantes consequências econômicas e políticas. Nós nos posicionamos pelo
No sábado, 27 de junho, o Parlamento grego aprovou a proposta do primeiro-ministro Alexis Tsipras de colocar o mais recente ultimato da troika em votação a partir de um referendo que ocorrerá em 5 de julho.

terça-feira, 30 de junho de 2015

O ataque da Europa à democracia grega, por Joseph Stiglitz

Devemos ser claros: quase nenhum do enorme manancial de dinheiro emprestado à Grécia foi verdadeiramente para lá. Foi canalizado para pagar aos credores do setor privado – incluindo bancos alemães e franceses. O que a Grécia obteve foi uma ninharia, mas pagou um elevado preço para preservar os sistemas bancários desses países. Artigo de Joseph Stiglitz, Prémio Nobel da Economia.
Na verdade, os líderes europeus estão finalmente a revelar a verdadeira natureza da disputa da dívida em curso, e a resposta não é agradável: é sobre poder e democracia muito mais do que dinheiro e economia.
Claro, a política económica por detrás do programa que a troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) tem impingido à Grécia há cinco anos tem sido abismal, resultando num declínio de 25% do PIB do país. Não consigo pensar em nenhuma depressão que alguma vez tenha sido tão deliberada e que tenha tido tais consequências catastróficas: a taxa de desemprego entre os jovens da Grécia, por exemplo, já ultrapassa os 60%.
O crescimento exponencial de disputa e conflitualidade no seio da Europa pode parecer a quem está de fora como sendo o resultado inevitável do amargo fim do jogo entre a Grécia e os seus credores.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Grecia: Encontro da FSM e PAME com familiares dos cinco


A PAME, juntamente com a FSM, recebeu em sua sede, em Atenas, Ailí Labañino, filha de Ramón Labañino, um dos Cinco cubanos presos nos cárceres norte-americanos há 15 anos.
A delegação cubana foi acompanhada pelo Embaixador cubano na Grécia, Osvaldo Cobacho e Sailí Sanchez, funcionária do MINREX de Cuba.
No encontro, Ailí explicou a situação atual dos 5 cubanos, 4 deles ainda seguem presos, por infiltração em grupos contrários à revolução cubana apenas com a intenção de denunciar e alertar a Cuba sobre ataques e atos terroristas que estas organizações financiadas e apoiadas pelo governo dos Estados Unidos estavam organizando e assim, evitar mortes desnecessárias e atentados contra Cuba e em qualquer lugar do mundo.
O líder da PAME, George Perros, saudou a delegação e lhes expressou que sua organização trabalhou em solidariedade com os cinco desde o primeiro momento em que foram encarcerados e sua solidariedade sempre está presente em cada uma de suas lutas, greves e manifestações. Este apoio igualmente foi expresso por Dimos Koumpouris, membro do Secretariado da PAME e Secretário da Associação de Amizade Helênico-Cubano, e que relembrou todas as ações realizadas por meio da Associação e como membro da PAME.
O companheiro Valentín Pacho, Secretário Geral Adjunto da FSM, enviou uma fraternal saudação em nome do secretariado e reiterou a decisão da FSM de manter como uma de suas principais prioridades, a solidariedade e apoio aos Cinco e a Cuba, como tema permanente em cada uma de nossas tarefas, ações e eventos, “a FSM, junto aos seus 86 milhões de filiados, seguirá com Cuba até a libertação do último dos cinco e continuará apoiando sua Revolução, não apenas por Cuba, senão também pela América Latina e por todos os países do mundo”, reiterou.
O embaixador cubano agradeceu também, em nome do seu país, todas as manifestações de solidariedade, fraternidade e apoio da FSM, PAME, dos trabalhadores e do povo grego aos cinco irmãos presos nos Estados Unidos e a Cuba.
Fonte: FSM

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Vencedores e derrotados


Em dezembro de 2011, o Banco Central Europeu liberou 498 bi de euros à combalida banca da UE, um condensado de interesses formado por banqueiros e acionistas bastante ativo no amplo ciclo de irresponsabilidades especulativas que precedeu à crise mundial de 2008. 

Esse mega financiamento destinado a evitar a falência da engrenagem que emprestou a quem não devia e investiu no farto repertório de temeridades disponíveis na praça global, teve juro de 1% ao ano e prazo de três anos para pagar. 

Na próxima 4ª feira, 29, o BCE abrirá novamente as torneiras para banhar a banca com outra chuva de dinheiro barato. Como da vez anterior, ninguém espera que a drenagem chegue à produção e ao consumo. A experiência da crise demonstra que o dinheiro entregue às casas financeiras fica entesourado nos BCs locais ou guarnece carteiras de títulos públicos confiáveis, que pagam bem mais que o custo do empréstimo, propiciando nova fonte de lucro fácil a quem navegou em todas as temeridades do fastígio rentista. 

Compare-se esse encadeamento com as contrapartidas draconianas impostas à Grécia em troca de uma fração do que foi e será liberado à banca (130 bi de euros). Ademais dos sacrifícios em espécie, na forma de empregos, empobrecimento, privatizações, orfandade e soberania, a Grécia ainda pagará um juro de 3,65% ao ano pelo suicídio induzido, três vezes e meia superior à taxa cobrada da banca. 

A esse juro e com desconto de apenas 53% sobre o passivo total - embora o valor de face dos títulos gregos já sofra desconto de até 70% no mercado, a dívida continuará impagável. Hoje ela equivale a 160% do PIB ou seja, a Grécia deve um ano e meio de toda a renda gerada no país.

Como o 'ajuste' empurra a economia para mais uma década de recessão ou crescimento residual, alcançar uma proporção dívida/PIB de 120% em 2020, como preconza a troika do euro, soa fantasioso. A doutrina neoliberal costuma criticar a ação do Estado na economia, sobretudo as políticas oficiais de crédito ao desenvolvimento, pelo risco inerente, acusam, de 'escolher os vencedores no lugar dos mercados", o que configuraria uma interferência política na proficiência do laissez-faire para consagrar os mais eficientes e punir a inoperância cara (geralmente fabricantes locais que tentam ganhar mercado de monopólios exportadores). 

No Brasil, a coalizão demotucana advoga, por exemplo, que a melhor salvaguarda contra essa 'distorção' seria decretar a extinção do BNDES, o maior banco de investimento do mundo ocidental, que, de fato, reduziu-se a um guichê de privatizações no governo FHC. O 'resgate' grego compromete essa narrativa ao demonstrar que o juiz neoliberal quando age não apenas escolhe vencedores, como traduz as custas do processo em um verdadeiro massacre dos derrotados.
Fonte texto: A Carta Maior