Os bombeiros de Paris foram às ruas esta semana para apoiar os manifestantes que protestam contra o projeto de reforma da previdência apresentado pelo presidente da França, Emmanuel Macron. Mas se engana quem pensa que foram só para ficar nos gritos e aplausos. Eles foram, como se diz na gíria popular, “pro arrebento”.
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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020
França: Bombeiros defendem manifestantes e enfrentam a polícia nos protestos
Diferentes vídeos das jornadas de manifestações contra a reforma da Previdência de Macron mostram as bem organizadas contra-ofensivas dos bombeiros, que impediam os ataques policiais, ou às vezes até avançavam contra eles
segunda-feira, 24 de julho de 2017
Denúncia contra Temer será votada semana que vem; Maia quer apressar Reforma da Previdência
O recesso parlamentar do Congresso ainda segue por toda esta semana e o retorno das atividades acontece no dia 02 de agosto, quando está prevista a votação da denúncia de corrupção passiva, apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Michel Temer, no plenário da Câmara dos Deputados.
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Deputados comunistas querem participação popular por mudanças
No retorno aos trabalhos legislativos após o segundo turno das eleições, o PCdoB na Câmara reforçou a importância da participação da sociedade na próxima legislatura para que as pautas progressistas e as reformas estruturais defendidas pela bancada e demais partidos de esquerda não sejam derrotadas no Congresso.
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Cuba tem o melhor sistema educativo do continente, diz Banco Mundial
O Banco Mundial acaba de publicar um relatório revelador sobre a problemática da educação na América Latina e no Caribe. Intitulado “Professores excelentes. Como melhorar a aprendizagem na América Latina e no Caribe”, o estudo analisa os sistemas educativos públicos dos países do continente e os principais desafios que enfrentam.
Na América Latina, os professores de educação básica (pré-escolar, primária e secundária) constituem um capital humano de 7 milhões de pessoas, ou seja, 4% da população ativa da região, e mais de 20% dos trabalhadores técnicos e profissionais.
Na América Latina, os professores de educação básica (pré-escolar, primária e secundária) constituem um capital humano de 7 milhões de pessoas, ou seja, 4% da população ativa da região, e mais de 20% dos trabalhadores técnicos e profissionais.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Pesquisa revela amplo apoio popular da classe trabalhadora à reforma política
Nesta terça-feira (7), foi divulgada a pesquisa do Ibope Inteligência, cujo conteúdo relevou que 85% dos brasileiros são a favor da reforma política. A pesquisa mostrou também que 92% dos entrevistados querem que a medida aconteça por meio de uma proposta de iniciativa popular, ideia que também é defendida pela CTB.
Na opinião do secretário da Juventude Trabalhadora da CTB, Paulo Vinícius, “a juventude não se reconhece no atual sistema político”. Para ele, a reforma é essencial para que os jovens, mulheres, negros em especial a classe trabalhadora seja incluída no poder político.
Financiamento das campanhas
Sobre doações eleitorais, o estudo aponta que 78% se manifestaram contrários a que empresas privadas possam contribuir com recursos a partidos e candidatos. Na mesma linha, 80% dos entrevistados disseram que deveria haver um limite para o uso de dinheiro público nas campanhas eleitorais.
A este respeito o secretário da juventude analisa que os limites estruturais da política que “se mostram claramente pelo financiamento privado das campanhas eleitorais subordinam a política ao empresariado”, assegurando assim a composição conservadora das instâncias eletivas, obrigando a acordos e à lentidão das mudanças.
Neste sentido, a secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, Raimunda Gomes, concorda que o financiamento das campanhas deve ser exclusivamente público “para garantir igualdade de condições entre todos e todas que disputam o pleito e evitar apadrinhamentos”. Ela também afirmou que outra medida importante na reforma é o voto por lista “para valorizar os partidos políticos” e respeitar a cota de gênero.
Raimunda Gomes lembrou que da questão da igualdade de gênero “é preciso estabelecer igualdade entre homens e mulheres, reconhecendo que as mulheres só são minoria, porque são preteridas, em termos de condições com os homens, nas disputas, e isso com certeza incomoda muitos homens” para ela uma questão esta é uma questão fundamental para a aprovação da reforma.
Democratização dos meios de comunicação
Outro tema que a reforma deve ter, segundo Paulo Vinícius, é a democratização dos meios de comunicação. "Os monopólios da mídia reforçam a elitização da representação, funcionando como filtro para o povo e barreira que distorce as suas demandas em favor de propósitos conservadores", afrmou.
Manifestações
De acordo com a pesquisa, 84% disseram que são a favor das manifestações populares que tomaram as ruas do país nos últimos meses.Neste sentido, Raimunda Gomes afirmou que o motivo que levou milhares às ruas foi o anseio por mudanças e o conhecimento acerca da legislação eleitoral, para ela os movimentos sociais tem um grande papel no processo de esclarecimentos das massas acerca da reforma politica, "porque ela [reforma] pode ser apenas a conformação para alguns, mas uma transformação para o conjunto da sociedade".
A pesquisa foi encomendada pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), da qual faz parte a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O Ibope Inteligência ouviu, entre 27 e 30 de julho, 1500 pessoas com mais de 16 anos, por telefone. A margem de erro é de 3 pontos porcentuais para mais ou para menos.
Fonte: Portal CTB
segunda-feira, 1 de julho de 2013
A emergência da reforma política
Na sequência das manifestações de massas que mobilizaram multidões nas ruas e praças de todo o País durante o mês de junho, o Brasil está agora imerso em importante embate político e social pela realização de reformas estruturais.
A primeira delas tem caráter institucional e atinge o sistema político e eleitoral do País. Em boa hora, numa demonstração de compreensão do sentido mais profundo das manifestações – o clamor da população por mais democracia e pelo efetivo combate aos vícios das classes dominantes no exercício de mandatos eletivos e administrativos – a presidenta Dilma propôs a realização da reforma política e eleitoral.
Como método, a presidenta apresentou propostas que, por princípio e essência, buscam a legitimidade na consulta organizada à população, o que também significa um grau superior de participação popular na condução dos destinos do País. A ideia original do Palácio do Planalto combinava a convocação de um plebiscito e de uma Assembleia Constituinte específica para a elaboração e decisão da reforma política.
A estridência com que a mídia privada e monopolista, alguns setores do Judiciário e partidos políticos – não só os oposicionistas, mas também algumas importantes siglas da base de sustentação do governo – bombardearam a proposta da Constituinte específica, fizeram a mandatária voltar atrás neste aspecto.
A diretriz de fazer o plebiscito, contudo, está de pé, alcança maior aceitação e apenas duas ou três siglas oposicionistas não a apoiam. Nos últimos dias, o governo conseguiu unificar os partidos de sua ampla, diversificada e heterogênea base em torno da proposta e as medidas nas áreas do Executivo e do Judiciário para fazê-lo em tempo hábil a que a reforma política tenha validade já nas próximas eleições de 2014 estão a pleno vapor.
Destaque-se a formação de uma frente de partidos de esquerda da base de sustentação do governo, que anunciou a disposição de atuar unida em torno do tema.
Tem o país uma importante oportunidade de, ao acionar um mecanismo de democracia direta, dar o ponto de partida para realizar uma reforma política realmente democrática e que seja capaz de soerguer outro sistema político eleitoral, em face da evidência de que o atual está inteiramente superado.
Resolvida a questão do método, já se desenvolve uma frontal luta política em torno do mérito da reforma institucional-eleitoral, luta que doravante será ainda mais intensa. O Brasil pode estar no limiar de uma nova fase de seu desenvolvimento político, de aprofundamento e ampliação da democracia, de elevação dos níveis de participação popular na vida política e na governação do país, mas pode também sofrer grave retrocesso se a reforma política for pautada pelo pensamento conservador e antidemocrático.
Por meio da mídia privada, os conservadores semeiam confusão política e ideológica e criam um ambiente para a rejeição “à política” e “aos políticos” de uma maneira geral, como se a má gestão, a corrupção, a locupletação, a prevaricação e a traição à vontade popular fossem características indistintas da ação política. Com base nisso, pregam a redução pela força do número de partidos, por meio da adoção de normas eleitorais restritivas, como a cláusula de barreira, o voto majoritário (aqui chamado de distrital) para a eleição de representantes do povo nas casas legislativas e a proibição das coligações em eleições proporcionais. Deblateram contra as práticas espúrias e relações promíscuas entre agentes dos interesses privados e titulares de mandatos eletivos, mas nada dizem nem fazem contra o financiamento privado das campanhas eleitorais. Ao contrário, estigmatizam o financiamento público como se este fosse desviar recursos de outras áreas.
O busílis da questão se o sistema político e eleitoral será democrático ou não está no grau de participação popular e na representação do conjunto da sociedade. No quadro do Estado burguês, esta possibilidade será sempre relativa e restrita, mas não cabem dúvidas de que, em termos da “democracia” burguesa, não há sistema eleitoral mais democrático do que o que assegura o voto universal, direto, secreto e proporcional, com ampla liberdade de organização partidária, total autonomia destes na gestão de seus assuntos internos e sem cláusulas de barreira.
O sistema eleitoral proporcional é o que assegura a representação de todos os setores políticos, inclusive os minoritários, porque se baseia na distribuição das cadeiras de vereadores, deputados estaduais e deputados federais em proporção aos votos obtidos pelos partidos ou coligações partidárias.
O defeito do sistema proporcional brasileiro, que a reforma política e eleitoral pode corrigir, é que as vagas nas casas legislativas são atualmente preenchidas pelos candidatos mais votados da lista do partido ou coligação, até o limite das vagas obtidas, segundo o cálculo do quociente partidário e distribuição das sobras. É o sistema de listas abertas, pelo qual nas campanhas eleitorais prevalecem as individualidades e não as siglas partidárias.
Como não há democracia sem partidos sólidos e representativos, a reforma política e eleitoral deveria substituir a lista aberta por um sistema de distribuição das vagas a partir das listas pré-ordenadas pelos próprios partidos, em convenções democráticas ou primárias internas.
Ao contrário do que se propala, o sistema de votação proporcional não exclui, mas até pressupõe, as coligações partidárias. A união de partidos afins em frentes partidárias para efeitos de elevar o grau de intervenção política, potenciar a capacidade de obter maiores votações e eleger numerosas bancadas é direito democrático legítimo que a reforma política não deveria tolher.
Por fim, a reforma política deveria ter como uma das suas principais medidas a instituição do financiamento exclusivamente público das campanhas eleitorais, mediante critérios estritos e sob supervisão dos órgãos de fiscalização e controle da República ou outros que podem ser criados no âmbito da Justiça Eleitoral. Urge uma campanha de esclarecimento da opinião pública de que o financiamento privado das campanhas eleitorais é um dos principais instrumentos de corrupção e de submissão da vida política do País à vontade da plutocracia.
Com dez anos de vigência de governos democráticos e progressistas, o Brasil vive um paradoxo. Os poderes de fato ainda são exercidos pelas classes dominantes retrógradas. Uma reforma política democrática pode abrir caminho para outras e pôr nas mãos das forças progressistas novos meios de acumulação de forças na luta estratégica pela libertação social e nacional do povo brasileiro.
Fonte texto: Blog do Miro.
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![Na América Latina, os professores de educação básica (pré-escolar, primária e secundária) constituem um capital humano de 7 milhões de pessoas, ou seja, 4% da população ativa da região, e mais de 20% dos trabalhadores técnicos e profissionais.
Seus salários absorvem 4% do PIB do continente e suas condições de trabalho variam de uma região para outra, inclusive dentro das fronteiras nacionais. Os professores, mal remunerados, são, em sua maioria, mulheres – uma média de 75% – e pertencem às classes sociais modestas. Além disso, o corpo docente supera os 40 anos de idade e considera-se que esteja “envelhecido”. [2]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1GfFG8ckw6CRE0T_CCCB3nvaOyrZSgBpxO96J2GeoJaJD02udkm7VPAh9806Zb92f57aXVmlHFc_pHjLneEICNTnCl5c_nkqROiGC_qu2WadmwH8ddDVexOlMtzNVEaHbPT5UfgWkTZ8/s1600/voz.jpg)