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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

História - CLARA STAUFFER: A MULHER QUE AJUDOU 800 NAZISTAS A FUGIREM DA JUSTIÇA PÓS SEGUNDA GUERRA

Espanhola de família alemã, integrada à Falange desde a Guerra Civil, Stauffer trabalhou em nome das boas relações entre Hitler e Franco — ajudando os nazistas depois da Guerra
Ela foi a única mulher presente na lista pedida pelo Conselho de Controle Aliado, em 1947, que contava com 104 pessoas que deveriam ser entregues para serem julgadas. Porém, Clara, assim como outros presentes na lista, conseguiu proteção pelo regime do ditador Francisco Franco.

Stauffer era uma das defensoras do nazismo desde sua juventude. Em seu escritório, retratos de Hitler, Mussolini, Francisco Franco e José Antonio Primo de Rivera enfeitavam as paredes da sala.
Clara Stauffer, mais conhecida como Clarita, foi uma atleta espanhola, de origem alemã, que ajudou cerca de 800 nazistas a fugirem da Justiça internacional após o fim da Segunda Guerra. Como esportista, competiu em torneios de natação e de xadrez.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Contra o "Mais Médicos", Folha da OBAN recorre ao nazismo Médicos, os judeus do PT. A boçalidade não tem limite

Depois da tese da escravidão, a nova teoria que desponta nas páginas da Folha foi levantada pelo "filósofo" Luiz Felipe Pondé, mais um expoente da nova direita; segundo ele, assim como os judeus foram o bode expiatório dos nazistas, os médicos ocupam esse papel no governo petista; seu artigo é um amontoado de preconceito e desinformação, mas, segundo sua lógica, o ministro Alexandre Padilha deve ser uma espécie de Hitler dos trópicos.

Brasil 247 - Até agora, o ataque em massa da elite brasileira ao programa Mais Médicos tem-se mostrado um retumbante fracasso. Começou com a ação organizada de colunistas da velha mídia, como Eliane Cantanhêde, Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes, à vinda de "escravos cubanos". Mas a reação selvagem de um grupo de médicos cearenses no desembarque de profissionais de Cuba – classificada como "abominável" pelo ex-presidente Lula – colocou esse grupo na defensiva. Além disso, a população aprova o programa e o Mais Médicos é hoje o principal fator de recuperação da popularidade da presidente Dilma Rousseff.

O tiro da direita se voltou contra os próprios conservadores, mas a oposição ao Mais Médicos ainda não recolheu sua artilharia. Nesta segunda-feira, a Folha publica um artigo que talvez entre para a história como uma das peças mais infames já impressas nas rotativas do grupo editorial da família Frias. O "filósofo" Luiz Felipe Pondé afirma que os médicos são "os judeus do PT". Estariam sofrendo campanha difamatória e sendo transformados em bodes expiatórios – assim como Hitler fez na Alemanha nazista.

Na verdade, o que o governo ofereceu aos médicos brasileiros foi uma bolsa de R$ 10 mil por mês a quem se dispusesse em trabalhar em regiões remotas, que, hoje, não têm profissionais de saúde. Como, em 701 municípios, não há nenhum médico interessado, foi necessário dar início a esta fase do Mais Médicos com profissionais estrangeiros. 

Pela lógica de Pondé, os rincões e as periferias do Brasil são campos de concentração. E o ministro Alexandre Padilha, da Saúde, deve ser uma espécie de Hitler dos trópicos. Seu artigo é um amontoado de desinformação e preconceito. E chega às raias da boçalidade.
Fonte: Blog O Esquerdopata