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terça-feira, 13 de abril de 2021

Por que nós, mulheres, estamos sempre pedindo desculpas?

Nos últimos dias andei pensando muito no significado da palavra “desculpa”. Essa reflexão nasceu depois de uma reunião de trabalho, quando foi apresentado a mim e ao meu time uma proposta de campanha que girava em torno do tema. Na hora, eu e boa parte da equipe, majoritariamente formada por mulheres, pensamos “será que nós, mulheres, pedimos tantas desculpas assim?”. A resposta logo apareceu.

Nos últimos dias andei pensando muito no significado da palavra “desculpa”. Essa reflexão nasceu depois de uma reunião de trabalho, quando foi apresentado a mim e ao meu time uma proposta de campanha que girava em torno do tema. Na hora, eu e boa parte da equipe, majoritariamente formada por mulheres, pensamos “será que nós, mulheres, pedimos tantas desculpas assim?”. A resposta logo apareceu.

Em diversas reuniões e ações do meu dia a dia em que, quase como vício de linguagem, um pedido de desculpas saía. Foi a partir daí que me questionei: por que as mulheres estão sempre pedindo desculpas? Por que expressamos essa palavra em excesso sempre antes de nos posicionarmos ou simplesmente para justificar ações do cotidiano?

Estudos mostram que esse fenômeno tem raízes histórico-culturais e religiosa que serve como elemento estruturante e legitimador de tal prática, entre outras tantas que nós, mulheres, sofremos diariamente. Recordo das barreiras que ultrapassei, mesmo sendo privilegiada, de todos os mitos que fiz cair e vejo o legado que eu ainda posso deixar às mulheres: acreditem que podem chegar aonde quiserem, sem medos de rejeições, autocríticas ou sentimentos de inferioridade.

Durante minha carreira, muitas vezes eu olhei para cima e só vi homens em cargos de liderança e me questionava: “Será que uma mulher consegue chegar lá?”. Aprendi que minhas visões precisavam ser escutadas, não podia me desculpar apenas pelas minhas opiniões ou me justificar sem necessidade. O lugar da mulher é onde ela quiser estar, sem medo e culpa. Parece fácil falar, mas exige de nós nos despirmos todos os dias de pré-conceitos enraizados na nossa sociedade.

Somos ensinadas que não somos responsáveis só pelos nossos próprios sentimentos, mas também pelo dos outros. Meninas são ensinadas a respeitar mais o que as outras pessoas pensam do que seus próprios pensamentos ou sentimentos. Acredito que a superação vem muito da inspiração, de olhar ao meu lado e estar sempre rodeada de outras mulheres de muita força que movem esse mundo. Por isso acredito muito numa palavra: referência. As mulheres precisam ter uma referência, precisam olhar para onde elas podem chegar e ver que outras já chegaram lá.

Não precisamos ter medo de errar ou pedir desculpas desnecessárias, fatos que podem trazer um sentimento de inferioridade e extrema cobrança. Pelo contrário, existe uma teoria empresarial, chamada “fail foward”, que significa errar, entender e seguir em frente. Não podemos ter receio de assumirmos o nosso potencial e valorizarmos as nossas capacidades. Precisamos nos aceitar em primeiro lugar, sem justificativas ou perdões por sermos nós mesmas.

Hoje, posso me apropriar do meu lugar de privilégio para transformar situações e atitudes que percebo que foram impostas e disseminadas ao longo de décadas, como crenças estruturais, que não têm razão de existir. Como SVP de Marketing da PepsiCo, estou sempre atenta ao poder que as campanhas têm na sociedade.

A mulher tem como referência ser perfeita, sem defeitos e, qualquer discrepância com esta realidade diminui sua autoestima. Pensamentos como esses costumam vir à cabeça: “desculpa por não estar ‘em forma'”; desculpa por não estar com meu cabelo impecável; desculpa se estou comendo minha sobremesa favorita, a partir de amanhã começarei a dieta. Justificativas e pedidos de desculpas por serem elas mesmas, querendo viver o mito da mulher perfeita.

Nesse contexto, vejo no marketing com propósito uma forma das empresas também auxiliarem na desconstrução dos padrões impostos pela sociedade. Eu acredito que marcas, campanhas e ações que caminham junto às mulheres para que despertem sua autoaceitação são essenciais. Elas convidam as mulheres a assumirem seu talento, poder e brilho próprio, tirando a culpa de suas cabeças e as desculpas de suas falas. Mulheres inspiram mulheres, é o que costumo dizer.

Aprendi que não precisamos ser super-heroínas e dar conta de tudo. E tenho certeza de que esse entendimento é fundamental para que eu esteja vivendo, hoje, os melhores anos da minha vida – e aqui não me refiro apenas à minha vida profissional. Sim, tenho cabelos brancos e fico feliz quando recebo mensagens de mulheres que dizem ter se inspirado em mim para seguir por esse caminho.? Não peço desculpas ou justificativas por mantê-los dessa forma, eu digo: Obrigada. E me sinto bem com essa conexão.

Fonte: Geledes

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Minha vizinha vai morrer

Será mais uma vítima da violência doméstica, do cinismo e da pouca importância que damos para a vida da mulher brasileira 

Minha vizinha vai morrer. Será mais uma vítima da violência doméstica, do cinismo e da pouca importância que damos para a vida da mulher brasileira. Ela berra, xinga, implora para o marido parar de bater. Ele para assim que ela e as filhas pequenas choram e saem gritando pelos corredores e escadas.
Minha vizinha vai morrer. Será mais uma vítima da violência doméstica, do cinismo e da pouca importância que damos para a vida da mulher brasileira. Ela berra, xinga, implora para o marido parar de bater. Ele para assim que ela e as filhas pequenas choram e saem gritando pelos corredores e escadas.
Não sei bem onde essa família mora, mas é perto, ouço os pratos quebrarem, móveis caindo e o choro dessa mulher e das suas pequenas filhinhas. Essa vítima é provavelmente da minha idade, imagino quem seja, vejo a tristeza nos encontros no estacionamento. O porteiro me disse que o pai do agressor é costa quente. Chove de polícia quando eles brigam. Todos nós já denunciamos à administração do condomínio. O agressor sei quem é, não olha nos olhos, sempre olha pro chão. Sempre corre pra algum lugar após bater na moça de olhos claros e tristes.
"1.314 mulheres mortas em 2019, uma a cada 7 horas, em bairros ricos, mais ou menos e pobres, e esse cenário tende a piorar, infelizmente. Torço para não encontrar qualquer dia desses com o pessoal do IML no elevador, vindo buscar o corpo da minha vizinha que tanto sofre"

Minha vizinha, infelizmente, pode ter o mesmo fim que a irmã do meu querido amigo santista teve, no último final de semana ela foi jogada embaixo de um caminhão. Ela morreu na hora, aos 38 anos, quase da minha idade, deixou três filhas, uma mãe e irmãos sem chão, sem vida, sem entender nada. Um ex-namorado que ninguém chegou a conhecer, teve a coragem de fazer o que fez. Hoje dorme numa cela fria e olha pra parede e não se arrepende do que fez.A minha vizinha parece que sabe que vai morrer. Me disseram que eles mudaram do condomínio, mas ontem dei de cara com ela na portaria, envergonhada, agora ela também anda de cabeça baixa, não fala com ninguém, não responde um bom dia. Descobri ontem que ela carrega um bebê de colo, pequeno, minúsculo, lindinho. Ele já sofre como as suas irmãs maiores.

Óh mundo cruel! Que ficou ainda mais fétido com a morte de uma outra mulher, que também morava pertinho de casa, estamos falando de um bairro de classe média, na zona oeste paulistana, onde supostamente o mundo é mais tranquilo, só que não, as minas morrem do mesmo jeito.

"O porteiro me disse que o pai do agressor é costa quente. Chove de polícia quando eles brigam. Todos nós já denunciamos à administração do condomínio. O agressor sempre corre pra algum lugar após bater na moça de olhos claros e tristes" 

Esse caso é triste, escandaloso, absurdo, após o Palmeiras vencer o meu Santos, no dia 30 de janeiro, na final da Libertadores, Érica, uma empresária jovem, de 34 anos, também quase da minha idade, mãe de gêmeos, foi tirar um barato, zuar, brincar com o marido corintiano, o Leonardo, de 34 anos. Ele não aguentou a brincadeira e a matou a facadas, simplesmente tirou a sua vida por isso, um absurdo e para piorar o pai do homicida, no dia do velório da palmeirense, invadiu o seu apto e roubou televisões, joias e mais uma vez aniquilou a memória da vítima com uma crueldade típica dos dias atuais. O assassino foi preso em flagrante e ainda disse que a mulher tentou matá-lo. O sogro da vítima é investigado por roubar. Falar mais o que…"

É o Brasil de Bolsonaro, 1.314 mulheres mortas em 2019, uma a cada 7 horas, em bairros ricos, mais ou menos e pobres, e esse cenário tende a piorar, infelizmente, qualquer dia desses torço para não encontrar com o pessoal do IML no elevador do prédio, vindo buscar o corpo da minha vizinha que tanto sofre.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Pastor evangélico bate na cara da esposa e faz terror psicológico: “Vai ficar banguela”

VÍDEO: Pastor estapeia esposa na cara e a ameaça deixar “banguela”. Após a repercussão das imagens, mulher gravou vídeo constrangedor ao lado do agressor dizendo que o perdoa

Viralizou nas redes sociais nesta terça-feira (2) o vídeo de um pastor evangélico dando tapas na cara de sua esposa. O agressor seria o Pastor Nilton, da cidade de Ribeirão das Neves (MG).

Viralizou nas redes sociais nesta terça-feira (2) o vídeo de um pastor evangélico dando tapas na cara de sua esposa. O agressor seria o Pastor Nilton, da cidade de Ribeirão das Neves (MG).

“É pastor Nilton.. O que será que os seus fiéis vão pensar do senhor agora? Ficou feio hein?”, escreveu uma internauta junto ao vídeo em uma postagem no Twitter.

A agressão foi filmada por uma pessoa que não teve a identidade revelada. Sem reagir, ela captura o momento exato em que o líder religioso bate no rosto da sua esposa. O homem ainda diz para a mulher “dobrar a língua”, senão “ficaria banguela”.
O vídeo alcançou milhares de pessoas e, por conta da repercussão, o casal foi às redes esclarecer o caso. Segundo a vítima, a agressão ocorreu em 2019 e o pastor teria sido preso.

“Foi gravado no ano de 2019. No ano de 2020, Nilton foi preso e respondeu por Maria da Penha por causa dessa agressão”, diz ela.

No entanto, a mulher afirma que perdoou o homem e eles continuam juntos. O agressor, por sua vez, garante que se arrependeu. “Deus me restaurou, graças a Deus. Restaurou nosso casamento”.

Veja:

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Governo reedita portaria sobre aborto, mas mantém necessidade de aviso à polícia

Novo texto retira a obrigatoriedade de médico perguntar se gestante quer ver ultrassom do feto

O texto substitui outro previamente publicado no dia 27 de agosto, mas mantém a necessidade de comunicação à polícia caso um aborto legal venha a ser realizado, por mais que a palavra “obrigatória” tenha sido retirada.

O ministro da Saúde Eduardo Pazuello publicou, nesta quinta-feira 24, uma nova portaria no Diário Oficial da União sobre os procedimentos em caso de aborto legal.

O texto substitui outro previamente publicado no dia 27 de agosto, mas mantém a necessidade de comunicação à polícia caso um aborto legal venha a ser realizado, por mais que a palavra “obrigatória” tenha sido retirada.

A mudança mais expressiva de uma portaria para outra está na anulação do artigo que previa que os médicos perguntassem se gestante queria ver ultrassom do feto.

A portaria original, que modificou os procedimentos de interrupção de gravidez a fim de envolver a polícia no aborto, foi duramente criticada por especialistas no assunto por transformar um direito previsto em lei em um processo investigativo, o que expõe ainda mais mulheres já em situação de vulnerabilidade.

Na época, a portaria foi publicada um dia após a ministra da Família, Mulher e Direitos Humanos, Damares Alves, declarar que “o governo Bolsonaro não vai apresentar nenhuma proposta para mudar a legislação atual de aborto. Isso é um assunto do Congresso Nacional”.

Agora, o novo texto vem um dia antes do Supremo Tribunal Federal (STF) julgar no plenário a portaria original, que foi contestada por cinco partidos políticos por meio de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) e pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross). Ambas estão sob relatoria do ministro Ricardo Lewandowski.

terça-feira, 23 de junho de 2020

Homem coloca veneno nas máscaras de proteção da ex-mulher

Homem é preso após embeber as máscaras de proteção facial da ex-mulher com veneno. A vítima tinha medida protetiva judicial contra o ex-marido em razão de agressões e ameaças anteriores


Um homem de 55 anos foi preso na madrugada de hoje acusado de embeber as máscaras de proteção facial da ex-mulher com veneno de matar baratas e outros insetos, em Presidente Prudente, interior de São Paulo.



A vítima acionou a Polícia Militar alegando que a casa foi invadida pelo suspeito, que a ameaçou e agrediu, além de ter danificado o imóvel. Ela tinha medida protetiva judicial contra o homem em razão de agressões e ameaças anteriores
Um homem de 55 anos foi preso na madrugada de hoje acusado de embeber as máscaras de proteção facial da ex-mulher com veneno de matar baratas e outros insetos, em Presidente Prudente, interior de São Paulo.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Mulher morta por ex-marido PM disse que estava feliz em novo relacionamento

Jovem de 28 anos executada pelo ex-marido PM já havia registrado boletim de ocorrência por violência doméstica contra ele. Em mensagens enviadas a amigos pouco antes de morrer, a vítima confessou que estava apaixonada. Ela deixa dois filhos

Débora Raquel Silva, de 28 anos, é mais uma vítima de feminicídio no Brasil. A jovem foi executada a tiros no Guarujá (SP) pelo ex-marido, o policial militar Edgar de Oliveira Fonseca, de 33 anos. O homem não aceitava o fim do casamento.

segunda-feira, 9 de março de 2020

Na mesma semana, Brasil registra dois casos de homens que incendiaram suas companheiras

Jovem de 19 anos teve 60% do corpo queimado por namorado e não resistiu aos ferimentos. Alguns dias depois, homem ateou fogo em companheira durante festa de casamento; ela teve 86% do corpo queimado e também morreu
Entre o final de fevereiro e o início de março, foram registrados no Brasil dois casos que retratam não somente o aumento desenfreado do feminicídio no Brasil, mas mostram como o requinte de crueldade tem se tornado característica nos assassinatos de mulheres.
Entre o final de fevereiro e o início de março, foram registrados no Brasil dois casos que retratam não somente o aumento desenfreado do feminicídio no Brasil, mas mostram como o requinte de crueldade tem se tornado característica nos assassinatos de mulheres.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Para defender a mãe de espancamento, criança mata padrasto a facadas

Homem reiteradamente praticava agressões contra a companheira e seus enteados. Desta vez, uma das crianças não se conteve diante da covardia e matou o homem a facadas
Um homem de 43 anos foi morto a facadas pelo enteado na noite de segunda-feira (10) em Campinas (SP). A criança de 11 anos agiu para proteger a mãe e o irmão mais velho que eram agredidos naquele instante.
A Polícia Civil informou que o padrasto costumava agredir a mulher e o filho mais velho dela, de 15 anos. A companheira, em seu depoimento, diz que ele brigava por ciúmes.
Na noite de segunda, após uma discussão do casal, o padrasto teria partido para novas agressões físicas contra a companheira. Ao testemunhar a violência, o filho de 15 anos interveio, mas acabou imobilizado pelo padrasto com um mata-leão e agredido com socos no rosto.
Um homem de 43 anos foi morto a facadas pelo enteado na noite de segunda-feira (10) em Campinas (SP). A criança de 11 anos agiu para proteger a mãe e o irmão mais velho que eram agredidos naquele instante.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Por que é equívoco pensar que a Lei do Feminicídio é solução para violência fatal contra as mulheres Parte 2

Importância de tipificar a violênciaPode parecer algo meramente técnico e jurídico, já que quando classificado como feminicídio, a pena do autor do crime é aumentada podendo chegar a 30 anos de prisão – enquanto em outros casos de homicídio simples a pena máxima fica em 20, – mas não é apenas isso. Vale lembrar também que especialistas da área não consideram que leis como essas são responsáveis por reduzir o número de casos, mas sim contribuir para a criação de políticas públicas para lidar com a raiz do problema.
Pode parecer algo meramente técnico e jurídico, já que quando classificado como feminicídio, a pena do autor do crime é aumentada podendo chegar a 30 anos de prisão – enquanto em outros casos de homicídio simples a pena máxima fica em 20, – mas não é apenas isso. Vale lembrar também que especialistas da área não consideram que leis como essas são responsáveis por reduzir o número de casos, mas sim contribuir para a criação de políticas públicas para lidar com a raiz do problema.

Por que é equívoco pensar que a Lei do Feminicídio é solução para violência fatal contra as mulheres Parte 1

Número alto de feminicídios no Brasil escancara negligência do Estado no combate à violência contra a mulher, apontam especialistas
A Lei do Feminicídio no Brasil pode até ser considerada relativamente nova, mas a discussão e o debate sobre o tema certamente não são. Assim como este 25 de novembro também não é. Instituído pela ONU há dez anos como dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher, a data lembra um crime ocorrido em 1960, quando as irmãs Minerva, Patria e Maria Teresa Mirabal, conhecidas como “Las Mariposas”, foram mortas a mando do regime do presidente da República Dominicana, Rafael Trujillo.



No entanto, mesmo após tantos anos de ativismo e conquistas, ainda há muito a ser discutido quando o assunto é o combate à violência contra a mulher e aplicação da Lei do Feminicídio. No Brasil, atualmente, parte central do debate gira em torno da criação e, principalmente, implementação de boas políticas públicas na área e a valorização da discussão de gênero em diversas esferas da sociedade, de acordo com especialistas ouvidas pelo HuffPost Brasil.
Na semana passada, o Rio de Janeiro chegou a registrar quatro casos de feminicídio em 48 horas. Adriana Valéria, de 33 anos, foi morta pelo namorado no dia em que fazia aniversário. Jéssica da Silva Salles, de 31, foi morta ao buscar pertences na casa do ex-namorado. Sirlene Ferreira de Lacerda, de 38, foi assassinada pelo ex-namorado com um tiro na cabeça.

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Homem tranca ex-mulher e amiga no banheiro e coloca fogo na casa

Feminicídio: uma mulher morreu e a outra está em estado gravíssimo, respirando com ajuda de aparelhos. Uma das vítimas é ex-companheira do agressor, que foi espancada antes de ser queimada vivaDepois de cometer o crime, o homem fugiu no carro de uma das vítimas e acabou se envolvendo em um acidente. Rodrigo buscou ajuda em posto da Polícia Militar e os agentes o trouxeram para a delegacia.

A artista plástica Alessandra Vaz, ex-companheira de Rodrigo, está internada em estado gravíssimo com 80% do corpo queimado em um hospital particular de Nova Friburgo. Um boletim médico informou que a vítima respira com a ajuda de aparelhos.

Daniela Mousinho da Silveira, de 47 anos, teve 90% do corpo queimado e não resistiu aos ferimentos. Ela morreu na manhã desta quarta-feira (9) no Hospital Estadual Melchiades Calazans, em Nilópolis.
Rodrigo Alves Marotti, de 30 anos, trancou sua ex-companheira junto com uma amiga dela em um banheiro e colocou fogo na casa. O crime ocorreu na noite de segunda-feira (7) em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio.