Uma jovem de 24 anos foi presa por esfaquear o ex-companheiro, de 30, no bairro Ernesto do Nascimento, na região do Barreiro, nessa terça-feira (4). A mulher alegou que o homem estava drogado e tentava invadir a casa dela. A vítima, mesmo estando esfaqueada, foi até um bar antes de ser levada ao hospital João 23.
Tanto a jovem, como um vizinho, contaram que o homem batia no portão do imóvel e chegou a tentar pular o muro, já que a moradora não estava autorizando a entrada dele. A moça contou que o ex estava sob o efeito de drogas e que ficou com medo dele fazer algo com ela. Por causa disso, pegou uma faca na cozinha e deu vários golpes nele.
O homem saiu pelas ruas após ser esfaqueado e foi parar em um bar do bairro. A proprietária do estabelecimento contou ter perguntado o que havia acontecido, mas a vítima não respondeu e apenas pediu uma cachaça e um cigarro.
O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) levou o homem ao Hospital João 23. De acordo com o registro da ocorrência, ele apresentava pequenos cortes na cabeça e um no tórax. A equipe médica informou que o quadro dele era estável e que ele até chegou a tentar sair da unidade da saúde. A equipe de segurança impediu a fuga.
A vítima foi perguntada sobre o que aconteceu e disse que havia saído do hospital Galba Veloso. Segundo ele, foi até a casa da ex para pegar alguns pertences e não entendeu as agressões sofridas.
Jovem presa
A autora das facadas foi localizada nas proximidades de onde tudo aconteceu e presa. A PM informou que ela aparentava nervosismo e suando bastante. A jovem disse que faz tratamento psicológicos e faz uso de medicamentos controlados, além de fazer acompanhamento médico.
A ocorrência foi encerrada na Delegacia Especializada de Plantão de Atendimento à Mulher.
Fonte: BHAZ





















![Jovem, negra, mãe solo, baixa escolaridade, oriunda de extrato social vulnerável, provedora do lar. Presa por crime direta ou indiretamente relacionado ao tráfico, ocupante de posição coadjuvante na atividade ilícita, como transporte ou pequeno comércio. Esse é o perfil atual da mulher encarcerada no Brasil, segundo dados do último Relatório do Infopen Mulheres, de 2018.[1]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVAppQHnHvKdM6WOnSbgpnv08oQ9Hb_RuieoJk7eX42vc4UR3fKFTLzFnsi-hXxSxN9BUawA3EeMZamWzrW4ajRgH7q9qR8JVuUn3Wi_JigDfmacOKmTS7z333qAL4Nt2rYcuZXI7NKjMN/s640/Mulheres-encarceradas-o-silencio-que-ensurdece-site-1024x599.png)



