quinta-feira, 2 de junho de 2016

Racismo e intolerância religiosa são debatidos por policiais sergipanos

Na manhã desta quarta-feira, 18/05, policiais militares e civis de Sergipe, participaram do Encontro “Desmistificando o Sincretismo – A polícia dialogando com a comunidade”. O evento, pactuado em audiência pública promovida pelo Ministério Público em março deste ano, teve como objetivo promover discussões sobre racismo e intolerância religiosa. A ideia é orientar os policiais de diferentes unidades da capital e interior no atendimento às chamadas via Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp), quando estas se referirem a crimes de racismo e intolerância religiosa.

O babalorixá Janilson Teixeira, palestrante do evento, informa que o objetivo maior é o diálogo e a reflexão. “Temos que trabalhar as diferenças da sociedade, em um processo de parceria e transmitir aquilo que nos deixa vulnerável, enquanto minoria religiosa”,
Na manhã desta quarta-feira, 18/05, policiais militares e civis de Sergipe, participaram do Encontro “Desmistificando o Sincretismo – A polícia dialogando com a comunidade”.
O evento, pactuado em audiência pública promovida pelo Ministério Público em março deste ano, teve como objetivo promover discussões sobre racismo e intolerância religiosa. A ideia é orientar os policiais de diferentes unidades da capital e interior no atendimento às chamadas via Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp), quando estas se referirem a crimes de racismo e intolerância religiosa.
O babalorixá Janilson Teixeira, palestrante do evento, informa que o objetivo maior é o diálogo e a reflexão. “Temos que trabalhar as diferenças da sociedade, em um processo de parceria e transmitir aquilo que nos deixa vulnerável, enquanto minoria religiosa”, pontuou Janilson.
O encontro faz parte de uma das etapas do plano de ação do Projeto “Racismo: Conhecer para Enfrentar”, uma campanha nacional coordenada pelo Grupo de Trabalho Enfrentamento ao Racismo e Respeito à Diversidade Cultural, da Comissão de Defesa dos Direitos Fundamentais (CDDF) do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
A coordenadora do Núcleo de Análise de Pesquisas e Políticas Públicas, Cidadania e Prevenção, Abigail Souza, informa que o objetivo desse encontro, é quebrar paradigmas criados historicamente. Para a Capitã da Polícia Militar Jussara, é um marco histórico tanto para o candomblé como para a instituição. “É de suma importância para os alunos aqui em formação, conhecer as religiões para poder respeitá-las”, concluiu.
Recentemente, o secretário de Segurança Pública de Sergipe, João Batista dos Santos Júnior, recebeu em reunião representantes do Asè Egbè Sergipano: Coletivo de Terreiros de Sergipe, para discutir políticas de proteção e combate à intolerância às religiões de matrizes africanas. Os representantes apresentaram seis pontos específicos na audiência, dentre os quais a criação de uma delegacia especializada para acolher vítimas de racismo e intolerância religiosa.
De acordo com o secretário, atualmente o Departamento de Atendimento aos Grupos Vulneráveis (DAGV) dispõe de um núcleo que cuida de casos de racismo e preconceito e que já está autorizado a receber casos de intolerância religiosa. Ele explicou que a criação de uma unidade específica não seria possível nesse momento em virtude do baixo efetivo policial e da escassez de recursos financeiros. “Peço que os senhores divulguem entre os seus pares que não procurem mais as delegacias de área, caso alguém seja vítima de um caso como esse se dirija ao DAGV”, destacou.
Uma reclamação registrada no encontro pelo coordenador geral do Asè Egbè Sergipano, bàbàlòrisà Paulo César Lira Fernandes, refere-se a casos de apreensão de materiais nos terreiros por parte da Polícia Militar. Sobre esse quesito, o secretário autorizou os representantes do Núcleo de Análises e Pesquisa em Políticas Públicas em Segurança e Cidadania (Napsec/SSP) a criar um grupo de trabalho para qualificar policiais civis e militares no trato com os adeptos dessas religiões.
Fonte: Correio Nagô

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