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terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Acusado de abusos e canibalismo, ator de Hollywood tem contratos cancelados

Ator tem trabalhos cancelados em Hollywood após vazamento de conversas sobre canibalismo. Além disso, ex-namorada relatou abusos e tortura: "era amarrada e agredida constantemente"

Enquanto o mundo ainda engatinha por 2021 em tom de esperança, já tem gente em Hollywood se preparando para um ano bem difícil. É o caso de Armie Hammer, ator americano de 34 anos, estrela de filmes como “Me chame pelo seu nome”, “A rede social” e “Rebecca – A mulher inesquecível”, remake do clássico de Hitchcock lançado em 2020 na Netflix.

Enquanto o mundo ainda engatinha por 2021 em tom de esperança, já tem gente em Hollywood se preparando para um ano bem difícil. É o caso de Armie Hammer, ator americano de 34 anos, estrela de filmes como “Me chame pelo seu nome”, “A rede social” e “Rebecca – A mulher inesquecível”, remake do clássico de Hitchcock lançado em 2020 na Netflix.

No começo de janeiro, vazaram na internet imagens de uma suposta conversa de Hammer com uma mulher, em que o ator se diz “100% canibal”. No bate-papo, ele ainda diz que gostaria de “comê-la” e “segurar seu coração nas mãos e controlá-lo enquanto ele bate”. Em outro momento, ele diz ter “arrancado o coração de um animal ainda vivo e comido enquanto ainda estava quente”.

Desde que as conversas foram postadas em uma conta no Instagram, outras mulheres deram declarações reiterando o teor de diálogos com Hammer não somente sobre fetiches envolvendo canibalismo, mas também abuso e estupro.

Ex-namorada relata abusos

Ainda em janeiro, Paige Lorenze, de 22 anos, deu entrevista ao “Daily Mail” revelando supostos detalhes de seu namoro com ator. A modelo afirmou que Hammer teria marcado na sua virilha a letra “A” com uma faca como parte de um “jogo sexual”. Lorenze ainda declarou que seu relacionamento de quatro meses com ele foi “profundamente traumático” e que seu ex pode “ferir uma mulher gravemente”. Ela também relatou que era amarrada e agredida constantemente, chegando a ficar com hematomas, e que, na primeira vez em que tiveram relação sexual, ele a obrigou a chama-lo de “papai” e “senhor”.
Em outro incidente mês passado, Armie Hammer chegou a ser interrogado pela polícia durante uma viagem às Ilhas Cayman. Em uma conta privada que mantém no Instagram, o ator havia postado o vídeo com uma mulher amarrada em um quarto de hotel. As autoridades interpelaram o ator após o conteúdo ser denunciado na rede social. Em sua defesa, Hammer disse que se tratava apenas de uma brincadeira e pediu desculpas pelo ocorrido.

Em um comunicado enviado à “Variety”, a equipe de advogados do ator diz que “as histórias que estão sendo perpetuadas na mídia são uma tentativa equivocada de apresentar uma narrativa unilateral com o objetivo de manchar a reputação do Sr. Hammer”. Também via comunicado, o ator diz classificou as acusações como “ataques online viciosos e espúrios”.

Cancelamento em série

Por enquanto, não há processos correndo na Justiça em decorrência das denúncias. Mas Armie Hammer já vem sofrendo na carreira os efeitos de todo este imbróglio. Recentemente, ele foi substituído por Josh Duhamel na comédia “Shotgun wedding”, em que contracenaria com Jennifer Lopez.

Ele também foi dispensado da série “The offer”, da Paramount+, sobre os bastidores de “O poderoso chefão”. E na semana passada perdeu seu contrato com a agência de talentos WME, que o representava em Hollywood.

Só que além dos projetos que ainda seriam filmados, como “Shotgun wedding” e “The offer”, os executivos em Los Angeles começam a concatenar como iniciar a reparação de danos sobre trabalhos já concluídos. É o caso de “Morte no Nilo”, mais nova adaptação para o clássico de Agatha Christie, em que Armie Hammer divide cenas com nomes como Gal Gadot e Kenneth Branagh. O filme foi rodado em 2019, bem antes dos escândalos virem à tona. Sua estreia, adiada por conta da pandemia, está marcada para setembro.

Extraoficialmente, a Disney não assume quais diretrizes deve tomar, mas especula-se que Hammer seja ocultado pelo menos do material de campanha de lançamento do filme, assim como deve ser provável sua ausência em uma possível turnê de lançamento.

Entre outros projetos futuros de Armie Hammer está “Billion dollar spy”, thriller situado na Guerra Fria em que ele contracena com Mads Mikkelsen. Ironicamente, o dinamarquês interpretou o canibal Hannibal na homônima série de sucesso da NBC. O longa ainda não começou a ser rodado.

Também estava no radar da carreira do ator a aguardada continuação de “Me chame pelo seu nome”, de Luca Guadagnino. Por enquanto, o cineasta italiano está trabalhando em outro projeto, estrelado por Timothée Chalamet, que dividiu com Hammer o protagonismo do filme vencedor do Oscar de melhor roteiro adaptado. Curiosamente, o longa tem como fio condutor uma história de amor… canibal.

Em julho de 2020, Armie Hammer se separou da mulher, Elizabeth Chamber, após dez anos de casados. Eles têm dois filhos, de 5 e 3 anos.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Dilma chama Bial de machista e acusa governo de usar dinheiro público para atacar cineasta

A ex-presidente Dilma Rousseff acusou o jornalista Pedro Bialde ser sexista e misógino e a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) de usar dinheiro público para incitar ódio contra a cineasta Petra Costa, diretora do filme Democracia em Vertigem, que trata do impeachment da petista. O filme concorrerá ao Oscar de melhor documentário no próximo domingo.
A ex-presidente Dilma Rousseff acusou o jornalista Pedro Bialde ser sexista e misógino e a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) de usar dinheiro público para incitar ódio contra a cineasta Petra Costa, diretora do filme Democracia em Vertigem, que trata do impeachment da petista. O filme concorrerá ao Oscar de melhor documentário no próximo domingo.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Pró-Esia - Fábrica de Versos...Baronesas descalças

A vez e a voz das mulheres na periferia e no cinema mineiro, um texto sobre o filme Baronesa de Juliana Antunes
A rosa do povo despetala-se, dentro e fora das paredes de tijolos expostos onde as pessoas compartilham colchões, segredos, sonhos, latões de cerveja. A menina dança, dentro e fora da fachada da casa pintada com a bandeira do Brasil, desbotada. Nos salões de beleza, pulsa a beleza do afeto, da sororidade.
A rosa do povo despetala-se, dentro e fora das paredes de tijolos expostos onde as pessoas compartilham colchões, segredos, sonhos, latões de cerveja.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Pró-Esia - Fábrica de Versos...As polícias sob escrutínio do cinema

Enquanto o Rio de Janeiro assiste à intervenção militar e ao assassinato de Marielle Franco, diversos documentários sobre as polícias militares estão enfileirados à espera de lançamento e de apreciação pública
A intervenção militar e a subsequente execução de Marielle Franco jogaram a questão da segurança no Rio de Janeiro num patamar de escândalo político e estupor internacional. Mais que nunca, a instituição policial virou refém de uma ideologia de guerra vitaminada pela iniquidade do governo Temer e os fascismos cotidianos que nele se viram estimulados.
A intervenção militar e a subsequente execução de Marielle Franco jogaram a questão da segurança no Rio de Janeiro num patamar de escândalo político e estupor internacional.

domingo, 6 de novembro de 2016

Pró-Esia - Fábrica de Versos...11 FILMES GENIAIS SOBRE MANIPULAÇÃO MIDIÁTICA

Esses filmes são verdadeiras obras-primas conscientizadoras sobre a máquina manipulativa que são as mídias, eles mostram de forma crua e bastante didática o poder de persuasão delas sobre as massas. Em vários países as mídias derrubam governos, formam opiniões, ditam modas, criam ídolos, símbolos e mitos. Vemos o seu poder manipulativo principalmente em países onde o índice educacional é baixo, onde governos trabalham em prol da corrupção e onde as grandes mídias são economicamente dependentes do governo, tipo no Brasil por exemplo
Esses filmes são verdadeiras obras-primas conscientizadoras sobre a máquina manipulativa que são as mídias, eles mostram de forma crua e bastante didática o poder de persuasão delas sobre as massas.

domingo, 17 de julho de 2016

Os 35 Melhores Filmes da Esquerda

Cinema e socialismo foram colegas de escola no princípio do século XX. Às vezes juntos, cresceram, apaixonaram-se, magoaram-se, desiludiram-se e continuaram a aprender.
Esta lista, inevitavelmente incompleta e truncada de injustiças, resgata da História do Cinema as melhores e mais belas encarnações dos ideais da esquerda.
35º Capitalismo, uma História de Amor (Capitalism, a Love Story)
País: Estados Unidos da América
Ano: 2009
Realizador: Michael Moore
Esta história de amor é o retrato da crise do capitalismo a partir do seu próprio berço. De Michael Moore, também poderíamos incluir Sicko ou Bowling for Columbine, mas Capitalismo corresponde ao zénite da evolução ideológica do realizador norte-americano, não acabasse o filme ao som da Internacional. Mas sobretudo, o documentário perfaz a lista pelos relatos dramáticos dos trabalhadores que pagam na pele o preço do amor dos EUA pelo capitalismo.
Cinema e socialismo foram colegas de escola no princípio do século XX. Às vezes juntos, cresceram, apaixonaram-se, magoaram-se, desiludiram-se e continuaram a aprender.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

domingo, 27 de maio de 2012

A miséria da cultura


Aqueles interessados na produção cultural brasileira devem ter percebido uma equação inusitada. Enquanto a última década foi marcada por um crescimento econômico real e pelo advento de uma dita nova classe média, a cultura brasileira parece em ritmo de estagnação.
Interessante notar que os momentos de crescimento econômico brasileiro foram acompanhados pela consolidação da produção cultural.
Desde Cidade de Deus, o cinema nacional parece ter se acomodado à exposição da vida social, a partir das lentes da violência espetacular
O melhor exemplo foi o boom de crescimento do fim dos anos 1950 e começo dos anos 1960. Ele foi acompanhado da maturidade de nossa melhor produção literária (Guimarães Rosa, João Cabral de Melo Neto), pelo melhor de nossas artes visuais (Hélio Oiticica, Lygia Clark e o grupo Neoconcreto), pela bossa nova, pelas experiências teatrais de vanguarda e pelo aparecimento do cinema novo. Nada sequer parecido foi identificado nesta última década.
Não é possível colocar a conta da improdutividade em alguma espécie de espírito geral de época. Vemos vários exemplos de países que conseguiram nesses últimos anos apresentar produção cultural significativa. A Argentina e seu cinema de alta qualidade, que vem desde as produções de Lucrecia Martel, é um exemplo paradigmático. Poderíamos lembrar ainda do Chile e de sua literatura (Roberto Bolaño foi sem dúvida um dos grandes escritores do começo do século). Mesmo a China com seu crescimento tem apresentado bons artistas plásticos, além de uma impressionante quantidade de intérpretes relevantes de música erudita.
Várias são as razões que podemos levantar para esta miséria da cultura brasileira, com suas honrosas exceções. Podemos começar pensando sobre o cinema nacional. Desde Cidade de Deus (Fernando Meirelles, 2002), o cinema nacional parece ter se acomodado à exposição da vida social, a partir das lentes da violência espetacular e da visualidade de alto impacto herdeira da estilização publicitária. Uma via coroada com Tropa de Elite e que parece expor como o desejo de constituir uma indústria do entretenimento transformou-se na essência da produção cultural nacional.
Não é sem interesse comparar essa via com aquela traçada pelo cinema argentino. A diferença entre as duas experiências não deve ser posta apenas na conta da ausência de dinheiro do cinema argentino ou do fato de seus principais diretores não terem vindo, como no Brasil, do mercado publicitário. Na verdade, está em jogo aqui a maneira com que sociedades decidem como integrar seus conflitos, os impasses de seu passado. A maneira com que a sociedade pensa a si mesma, narra para si mesma seus próprios impasses.
De fato, a avaliação da produção brasileira em setores como artes plásticas e música apenas reitera como a verdadeira preocupação nacional é a inserção do Brasil como player no mercado internacional de entretenimento e de glamour de alta comercialização. Dificilmente poderíamos descrever de outra forma produções de artistas como Beatriz Milhazes ou Vik Muniz.
No interior desse processo, o Brasil perdeu, inclusive, a capacidade de transformar sua música popular e seus músicos em debatedores preferenciais da vida sociocultural nacional. Por mais que se possa discordar das intervenções de músicos como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé ou Chico Buarque, é fato que não se espera mais de músico popular algum uma capacidade de reflexão sobre os meandros da vida nacional.
Nesse sentido, o modelo de financiamento público da cultura apenas aprofunda essa tendência. Ao transformar indiretamente os departamentos de marketing das empresas em atores que decidem sobre qual produção será financiada, instrumentos como a Lei Rouanet acabam por reforçar a tendência de vazio cultural no campo da cultura. Corre-se assim o risco de a cultura brasileira do século XXI ser lembrada pela sua bem-sucedida inserção mercantil e pela incapacidade de ser o que toda arte deve ser: a imagem daquilo que a sociedade ainda não é capaz de pensar.
Vídeo sobre a matéria:
Fonte texto: Portal A Carta Capital