quinta-feira, 21 de junho de 2012

Aliança com Maluf é preço alto por coisa pequena, diz Erundina


Luiza Erundina durante entrevista nesta quarta-feira, em Brasília. Foto: Beto Oliveira / Agência Câmara
Luiza Erundina durante entrevista nesta quarta-feira, em Brasília. Foto: Beto Oliveira / Agência Câmara
A deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), que na terça-feira 19 abandonou o posto de candidata a vice-prefeita na chapa do petista Fernando Haddad, disparou uma série de ataques nesta quarta-feira 20. Erundina criticou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o também deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), cuja aliança com o PT precipitou a saída de Erundina da chapa, e também o PSDB, que cortejou o apoio de Maluf para as eleições municipais.
Em entrevista em Brasília, Erundina deixou claro que a foto em que Lula aparece com Maluf, tirada na segunda-feira 18 na casa de Maluf, a incomodou profundamente. “Você vai à residência da pessoa quando você tem amizade com ela, tem intimidade, tem respeito pela pessoa. Julgo muito sacrifício (o acordo com Maluf) por poucos minutinhos a mais de horário na TV. É importante o tempo de televisão, mas não a ponto de sacrificar a imagem, a história”, afirmou Erundina segundo o portal Terra. Erundina justificou sua posição dizendo que mais tempo de tevê não significa vitória nas urnas. “A mídia é importante, mas não determina o processo eleitoral se não vier somado a outras condições”, afirmou ela segundo aFolha de S.Paulo.
Erundina negou que tivesse conhecimento profundo sobre as negociações entre o PP e o PT. “Sabia que estava sendo discutida a aliança com PP por conta do interesse do tempo de televisão. Isso sim, mas não foi me dito que era coisa certa, definitiva. Não teria deixado chegar ao ponto que chegou”, disse ela segundo a Folha. Ainda segundo Erundina, ao conversar com Fernando Haddad sobre o apoio de Maluf, ele teria “minimizado” a parceria. Ao que parece, Erundina não está disposta a admitir uma mudança de posição. Na sexta-feira passada, ao ser anunciada como vice de Haddad, a aliança do PT com Maluf já estava bem encaminhada. Tanto é que a própria Erundina comentou o fato, ao dizer que Maluf não pautaria o projeto político da coligação. “Ele não é prefeito nem vice-prefeito. Quem vai governar conosco é o povo”.

Erundina lamentou a aliança com Maluf pois, segundo ela, Haddad “é o melhor candidato e tem chances reais” de ser eleito. Para ela, a aparição de Maluf pode prejudicar o candidato do PT pois criou “um clima de perplexidade e desconforto” na militância petista, que é “exigente” e não “indiferente”.
Erundina disse entender que o ex-presidente Lula “passou dos limites” ao se aliar com Maluf, mas disse não ter a intenção de julgar seu ex-companheiro. Segundo o Terra, Erundina disse que Lula “deve ter suas próprias razões” para se aproximar de Maluf. “Lula tem sensibilidade. Ele deve ter percebido no momento ‘fora’ que ele deu, né?”, disse.
A deputada federal também criticou a campanha do PSDB, que terá José Serra como candidato, e lamentou o fato de Maluf ter ressuscitado. “Ele estava morto, só faltou enterrar. Ele tem preço, e só não fechou aliança com o outro lado porque não deram o que ele queria”, afirmou.
Fonte Texto: Portal A Carta Capital

2 comentários:

  1. Interessante a coincidência das fotos e das manchetes da matéria de Luíza Erundina ao lado ou acima da de Delfim Neto na Carta Capital. E quem acompanhou a política brasileira na época em que Delfim Neto foi ministro da direita e hoje é um dos aliados do PT não compreende essa repulsa de Erudina, tardia por sinal, porque veio mais de vinte e quatro horas depois, repelir Paulo Maluf. Prova ela que retroage, retrógrada é, a concretização da "Esquerda Burra". E a configuração de uma pessoa tresloucada e traidora.
    Parte 2: Que na comissão da verdade age cheia de ódio e rancor, vingativa. Invertesse o caso e lhe dessem poder absoluto sabe-se lá qual seria o tamanho da maldade de sua vingança sob o ardor do fogo de seu ódio.
    Toda a concentração de energia que pulsa em explosão nas suas decisões entre um sim e um não são as mesmas, volátil alguém definiria. Um perigo para a sociedade analisariam, pois aparentemente o que se menos levou em conta em sua decisão foi a melhoria para o povo.
    Parte 3: Uma faísca que por um tempo riscou o céu com luz e se apagou, para sempre. Com petulância de desesperada defesa a Estrela Guia com seus argumentos apagou. Lula-lá passou dos limites, disse, pelo povo. Luíza Erundina melhor do que ele moralmente se achou. Seria o mesmo que dizer.
    Parte 5: Quem és tu Lula Estrela Guia diante de apagado risco no céu que um dia pouca luz lançou? Ainda obrigado, Lula, a ouvir o que não é nada em qualquer espaço, além de escuridão. Ousar dizer que quem passou dos limites foi tú, Lula-lá, ainda estrela guia brilhante no céu do coração do povo brasileiro.
    Parte 6: E quem és tu Erundina para para falar o que quer que seja do Lula e criar-lhe problemas para a eleição de São Paulo. Dizendo inclusive que ele foi longe de mais?
    E você para onde foi? Onde esta? E se foi e chegou a algum lugar, foi por quem? Por mérito político seu? E se, o que fez para merece-lo? Quem é você como liderança para o nosso país?
    Parte 7:Foi prefeita de São Paulo nas costas de quem? De sua liderança política de nada e de ninguém como é até hoje, ou por Zé Dirceu, Lula, Suplicys e PT?
    Que arrogância é essa para se achar com o direito de desistir dizendo que foi porque o Lula foi longe nessa ao coligar-se como o partido de Paulo Maluf? E ainda querer atrapalhar Lula e PT, isso tem nome, é covardia e traição! Típico de um tresloucada.
    Parte 8: Mas estranhamente só se decidir depois de mais de 24hrs?
    Pergunte-se a si mesma, quem sou eu? O que represento para o meu país como pessoa e política? Que falta eu faço para o Brasil? Antes de arrogar-se ao que quer que seja. Por que senão a pergunta quantos Malufs valem uma Erundina que fizeram na Carta Capital pode ser respondida por você mesma, e você com toda a certeza já se deu mal.
    José da Mota.

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    1. José. Realmente tem coisas que são inconsistentes e de dificil entendimento.

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