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sábado, 13 de junho de 2020

Clipping Internacional - 12/06/2020

Notícias internacionais sobre o Brasil; Notícias do Mundo; e Artigos
EXTREMA DIREITA. Brasil, a extrema direita pressiona Bolsonaro por uma guinada autoritária. dos filhos do presidente. Uma pandemia fora de controle, quatro investigações em torno de dois filhos do presidente Jair Bolsonaro, um confronto interminável entre poder central e governadores, sentenças bombásticas e ameaçadoras de alguns ministros, fuga de investidores estrangeiros, previsões catastróficas sobre a economia. Além de ser o coração de Covid 19 neste momento, o Brasil corre o risco de estar no centro da tempestade perfeita clássica que pressionaria para aceitar a intervenção militar como o mal menor. Até o New York Times, com um longo artigo, lista a série de fatores que pontuam esse fio preto de erros, escolhas, atitudes e reações. (La Repubblica, Itália)


1 - NOTÍCIAS INTERNACIONAIS SOBRE O BRASIL

terça-feira, 8 de março de 2016

O que pode salvar o jornalismo impresso no Brasil? Spotligth

O recente ganhador do Oscar Spotlitgh: segredos revelados narra a história de uma equipe de jornalistas do Boston Globe que denunciaram casos de pedofilia nos EUA em 2002. O filme mostra os acontecimentos e, respeitando-se as necessidades dramáticas de um filme hollywoodiano, aponta o...

O recente ganhador do Oscar Spotlitgh: segredos revelados narra a história de uma equipe de jornalistas do Boston Globe que denunciaram casos de pedofilia nos EUA em 2002.
O filme mostra os acontecimentos e, respeitando-se as necessidades dramáticas de um filme hollywoodiano, aponta o que falta para o jornalismo brasileiro. Spotlight é um nome mais conhecido por quem trabalha com iluminação. É um tipo de equipamento que concentra os raios de luz em um ponto determinado, ou seja, ilumina um ponto específico que a iluminação geral não consegue destacar. Essa é a função do Spotligth team. Uma equipe formada desde os anos de 1970 no Globe.

Para quem lida com jornalismo diariamente, o filme retrata o paraíso na terra. Uma equipe contratada apenas para fazer jornalismo investigativo, sem a cobrança apertada do deadline (prazo final para a publicação da matéria) ou pressão do departamento comercial ou proprietários do jornal. Lidam apenas com os interesses e pressões dos envolvidos nos casos que investigam. Não foi mostrado no filme nenhuma ameaça física ou judicial aos jornalistas. Temos um time Spotligth no Brasil? Nunca ouvi falar. Isso pode ser uma coisa boa, pois como se vê no filme, a equipe trabalha sob sigilo, separada da redação e demais colegas e tudo que fazem é confidencial. Pode ser que algum jornal brasileiro tenha uma equipe igual à dos americanos, não sei.
O recente ganhador do Oscar Spotlitgh: segredos revelados narra a história de uma equipe de jornalistas do Boston Globe que denunciaram casos de pedofilia nos EUA em 2002.

sábado, 21 de março de 2015

Youssef: Aécio recebia mensalão de 120 mil dólares

Por muito menos, o Jornal Nacional deu infinitos minutos a denúncias similares, e os grandes jornais deram manchetes garrafais. O doleiro Alberto Youssef, cujas delações, assim como a de outros delatores, foram consideradas verdades absolutas quando mencionavam o PT, entregou também Aécio Neves. Segundo Youssef, Aécio Neves recebia de 100 a 120 mil dólares por mês, num esquema que durou quase todo o governo FHC e envolvia a empresa Bauruense e a estatal Furnas.
Por muito menos, o Jornal Nacional deu infinitos minutos a denúncias similares, e os grandes jornais deram manchetes garrafais.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

“Éticos” da direita paulista pagaram cartazes anônimos para ter vaia a Dilma no Itaquerão

“Éticos” da direita paulista pagaram cartazes anônimos para ter vaia a Dilma no Itaquerão
Depois de quase três meses em sigilo, ficamos sabendo, pelo Estadão, que 20 mil  cartazes foram distribuídos à entrada do Itaquerão, na abertura da Copa, atacando e pedindo manifestações contra Dilma Rousseff.

domingo, 27 de julho de 2014

Veja defende o assassino e condena o Itamaraty

Veja adota posições cada vez mais extremistas e se alinha abertamente ao assassino. Revista sai em defesa do carniceiro Benjamin Netanyahu, que foi responsável pela morte de mais de mil pessoas nos últimos dias e capaz de bombardear até um hospital e uma escola das Nações Unidas

Veja defende o assassino e condena o Itamaraty
Responsável pelo primeiro voto, em 1947, pela criação de Israel, o Brasil sempre foi um aliado da causa judaica. No entanto, a política externa do Itamaraty também sempre foi pautada pela defesa dos direitos humanos.

sábado, 10 de maio de 2014

O PT, pesquisa Datafolha e as greves

O PT, pesquisa Datafolha e as greves
Apesar de todas as manchetes de jornais e sites destacarem que a nova pesquisa da Data Folha, publicada em 9/5/14, indica um segundo turno com a subida de Aécio Neves acima da margem de erro da pesquisa, o que sacudiu o Pais foram as manifestações e greves. 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A ingratidão da Globo

Com desfaçatez suprema, o jornal desculpa-se enquanto evoca as razões que, 50 anos atrás, pretende terem justificado o apoio ao golpe

Ingratidão da Globo me espanta, ela vomita no prato em que comeu, com o perdão pelo uso do verbo, de eficácia indiscutível, no entanto. Aludo ao editorial com que o mais autorizado porta-voz das Organizações, O Globo, brindou seus leitores dia 1º de setembro. Diz-se ali que apoiar o golpe de 64 foi erro nascido de um equívoco. Veio a ditadura, como sabemos, provocada pelos gendarmes chamados pelos donos do poder civil, entre os quais figurava, com todos os méritos, Roberto Marinho, e os anos de chumbo de alguns foram de ouro para a Globo.
A empresa do doutor Roberto cresceu extraordinariamente graças aos favores proporcionados pelos ditadores, gozou de regalias incontáveis, floresceu até os limites do monopólio. O apoio de 64 prosseguiu impavidamente por 21 anos, enquanto o Terror de Estado imperava. Grassavam tortura e censura, repetiam-se os expurgos dentro do Congresso mantido como estertor democrático de pura fancaria. Só o MDB do doutor Ulysses Guimarães redimiu o pecado original ao reunir debaixo da sua bandeira todos os opositores do regime. Para desgosto da Globo.
Sim, O Globo apoiou o golpe, juntamente com os demais jornalões como o editorial não deixa de acentuar, e também apoiou os desmandos do regime, a começar pelo golpe dentro do golpe que resultou no Ato Institucional nº 5. E prisões e perseguições, e até as ditaduras argentina, chilena e uruguaia.
Em contrapartida, combateu Brizola governador, e de modo geral, os demais governos de estado conquistados pela oposição em conjunturas diversas, bem como o movimento sindical surgido sob o impulso de um certo Luiz Inácio, presidente do Sindicado dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, responsável pelas greves de 78, 79 e 80, finalmente preso e enquadrado na famigerada Lei de Segurança Nacional.
Derradeiro lance global, a condenação inapelável do movimento das Diretas Já, quando a Globo foi alvo da ira popular e um veículo da empresa foi incendiado na Avenida Paulista no dia 25 de janeiro de 84, ao término de uma manifestação que reuniu na Praça da Sé 500 mil pessoas. Rejubilou-se, contudo, o doutor Roberto, com a rejeição da emenda das Diretas, obra magistral da Arena de José Sarney, e com a formação da Aliança Nacional, nome de fantasia da enésima, inesgotável conciliação das elites.
Não se diga que a Globo deixou de ser coerente com seus ideais. Decisiva na eleição de Fernando Collor em 89, com a manipulação do debate de encerramento com Lula, comandada pelo doutor Roberto em pessoa. Nosso colega, como sustentavam seus assalariados, não hesitou em promover a festa carnavalesca contra o presidente corrupto, desmascarado somente pela IstoÉ ao descobrir a testemunha inesperada e fatal, o motorista Eriberto. Antes disso, o governo Sarney contara com o apoio irrestrito da Globo, sempre beneficiada por Antonio Carlos Magalhães, ministro da Comunicações, na mesma medida em que o fora por outro amigo insubstituível, Armando Falcão, ministro da Justiça do ditador Ernesto Geisel.
O governo Fernando Henrique quebrou o País três vezes, mas nunca lhe faltou o aplauso global oito anos a fio, tanto mais na hora do singular episódio intitulado “Privataria Tucana” e da compra dos votos para garantir a reeleição do príncipe dos sociólogos, sem falar do “mensalão" também tucano. Houve até o momento em que, tomado de entusiasmo, o doutor Roberto acreditou cegamente na sua colunista Miriam Leitão, segundo quem, eleito pela segunda vez, FHC garantiria a estabilidade da moeda até o último alento. Doze dias depois de reempossado, o príncipe desvalorizou o real e cobriu a Globo de dívidas. Havia, contudo, um BNDES à disposição para tapar o buraco.
FHC deixou saudades, a justificar o apoio compacto aos candidatos tucanos nas eleições de 2002, 2006 e 2010. E a adesão à maciça campanha midiática que, como em 1964, coloca jornalões e quejandos de um lado só, então a favor do golpe, nos últimos dez anos contra um governo tido como de esquerda, atualmente a carregar a herança de Lula. Vale observar, aliás, que mesmo no instante do pretenso arrependimento, O Globo de domingo passado desfralda os mesmos argumentos de 50 anos atrás. Donde a evocação da “divisão ideológica do mundo” à sombra álgida da Guerra Fria, aprofundada no Brasil “pela radicalização de João Goulart”. Enfim, renova-se o aviso fatídico: a marcha da subversão estava às portas. Eu a espero em vão até hoje.
Sim, o doutor Roberto acreditou ter agido acertadamente até sua morte e sempre chamou o golpe de revolução. Explicaria em um dos seus retumbantes editoriais da primeira página, no 20º aniversário daquele que seus pupilos agora definem como “equívoco”, que “sem povo não haveria revolução”. E quem seria o povo daquela quadra criminosa? As marchas dos titulares da casa-grande e dos seus aspirantes, secundados pelos fâmulos momentaneamente retirados da senzala.
Sim, é verdade que muitos jornalistas de esquerda tiveram abrigo na redação de O Globo, e alguns deles foram e são amigos meus, mas não me consta que o doutor Roberto se tenha posicionado “com firmeza contra a perseguição” de profissionais de quaisquer outras redações. Vezos nativos. O Estadão chegou a hospedar colunistas portugueses, inimigos do regime salazarista. Tinham eles a virtude de escrever em castiço os editoriais ditados pelo doutor Julinho. Este gênero de situações reflete a pastosidade emoliente da realidade do País, onde o dono da casa-grande pode permitir-se tudo o que bem entender.
De todo modo, não é somente deste ponto de vista que a Globo foi deletéria. Ensaios foram escritos no exterior para provar como a influência global foi daninha, inclusive com telenovelas vulgarizadoras de uma visão burguesota, movida a consumismo e cultura da aparência, visceralmente apolítica, anódina e inodora. Como tevê, e como jornal, a Globo já foi bem melhor. Ocorrem-me programas de excelente qualidade, conduzidos por humoristas como Chico Anysio e Jô Soares, capazes às vezes de ousar o desafio sutil à ditadura. Mas a queda foi brutal, como se deu em relação ao jornal à época da direção de Evandro Carlos de Andrade. Lamentáveis as opiniões, em compensação, boa, frequentemente, a informação.
O texto do editorial carece, é óbvio, da grandeza que a situação recomendaria, pelo contrário é de mediocridade e superficialidade doridas, não somente na lida difícil com o vernáculo, mas também pela demonstração, linha a linha, palavra a palavra, e, mais ainda, no desenrolar do raciocínio central, da sua insinceridade orgânica. Surge, de resto, da covardia diante das manifestações anti-Globo e, como de hábito, aferra-se à hipocrisia típica dos senhores da casa-grande, velhacos até a medula.
Esta é a gente que gosta de brigar na proporção de cem contra um, se possível mil, sem mudar o número de quantos ousam confrontá-los. Incrível, embora natural, inescapável, nesta pasta víscida e maligna que compõe a verdade factual do país da casa-grande e da senzala, a falta de um debate em torno da peculiar confissão global, como acentua Claudio Bernabucci na sua coluna desta edição. Que dizem os jornalões acusados de conivência pelo O Globo? Que dizem as lideranças partidárias? E o Congresso? Nem se fale das figuras governistas e parlamentares que até agora enxergam na Globo um sustentáculo indispensável.
Silêncio geral, entre atônito e perplexo.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Faculdade resgata jornal belorizontino da época da ditadura


Faculdade de Belo Horizonte redigitaliza jornal que fomentava movimento de esquerda contra ditadura. Nos idos dos anos 70, o jornal De Fato discutia questões sociais e regime brasileiro. Composto por nomes importantes do jornalismo mineiro como Aloisio Morais foi ferramenta importante para discussões politicas da época. 
Leia  http://jornaldefato.plusinfo.com.br/todas-as-edicoes/