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domingo, 18 de outubro de 2015

Candidata à prefeitura de cidade alemã é esfaqueada por sua política para refugiados

Henriette Reker, candidata independente (e favorita) à prefeitura da cidade de Colônia, uma das maiores da Alemanha, foi atacada em um mercado público; segundo policiais, agressor teria dito que ação foi motivada por “motivos xenófobos”
Henriette Reker, candidata independente (e favorita) à Prefeitura da cidade de Colônia, uma das maiores da Alemanha, foi esfaqueada na manhã desde sábado (17) em um mercado público. De acordo com o jornal Kölner Stadt-Anzeiger, o homem que atacou Reker teria dado, como motivo, a política de recepção a refugiados defendida pela candidata e pela chanceler do país, Angela Merkel. Ele foi preso logo após o incidente
Henriette Reker, candidata independente (e favorita) à Prefeitura da cidade de Colônia, uma das maiores da Alemanha, foi esfaqueada na manhã desde sábado (17) em um mercado público.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Menina palestina chora após ouvir resposta indesejada de Angela Merkel

Em debate, menina palestina refugiada na Alemanha fala sobre seu desejo de progredir e cursar uma faculdade. A resposta de Angela Merkel, no entanto, fez a jovem de 13 anos – que está sob risco de deportação – ir às lágrimas
Merkel diz entendê-la, mas destaca que, no entanto, a política é, muitas vezes, difícil. Merkel acrescenta que, como a menina sabe, há milhares de refugiados palestinos no Líbano. “Se dissermos que todos vocês podem vir, e que todos vocês da África podem vir, que todos podem vir, não daremos conta”, disse.
Um vídeo [ver abaixo] que mostra a chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, em um debate sobre política de asilo que levou uma adolescente às lágrimas gera polêmica nas redes sociais.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Protesto contra Banco Central Europeu reúne 10 mil na Alemanha contra políticas de austeridade

'Nosso protesto é contra o BCE que prejudica o trabalho do governo da Grécia. Queremos o fim das políticas de austeridade', disse um dos organizadores
Uma manifestação, organizada pelo grupo anticapitalista Blockupy, reuniu mais de 10 mil pessoas, de diversas partes da Europa, em Frankfurt, na Alemanha, durante a inauguração da nova sede do Banco Central Europeu, segundo estimativa dos organizadores. Os manifestantes protestaram contra as políticas de austeridade. “Armas alemãs, dinheiro alemão, assassinos no mundo todo", dizia um dos cartazes.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Dez anos da ocupação militar no Haiti: "o povo quer que as tropas saiam já"

Segundo o pesquisador haitiano Franck Seguy, o Brasil colabora com os EUA, que terceirizaram a invasão militar no Haiti por interesses comerciais próprios.

A ocupação militar no Haiti, comandada pelas tropas brasileiras do Exército, completa dez anos no dia 1 de junho. A Minustah (Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti) foi iniciada a partir de decisão da Organização das Nações Unidas em 2004, quando estávamos sob o governo Lula (PT).

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

O lado B da austeridade

Ao administrar grandes superávits, a Alemanha prejudica o crescimento e o emprego no mundo. 

Os alemães estão furiosos com o Departamento do Tesouro dos EUA, cujo Relatório Semestral sobre Economia Internacional e Políticas Cambiais diz algumas coisas negativas sobre como a política macroeconômica alemã afeta a economia mundial. As autoridades alemãs dizem que as conclusões do relatório são “incompreensíveis”, o que é bizarro, porque são absolutamente claras.
Oh, e sim, os EUA espionaram de forma indesculpável Angela Merkel, mas aquilo não tem nada a ver com isso, e qualquer pessoa que traga o assunto à baila demonstra sua falência intelectual. E falar francamente sobre as políticas econômicas alemãs não o torna antialemão ou antieuropeu: mais uma vez, qualquer pessoa que tente escapar à substância da discussão e levante esse tipo de acusação na verdade aceitou esse fato. Então, sobre a discussão. Nesta página há uma breve história da Zona do Euro, contada através de dois países, Alemanha e Espanha.
A criação da Zona do Euro foi seguida pelo surgimento de enormes desequilíbrios, com vastas quantidades de capital a fluir dos países centrais para os periféricos. Então houve uma “parada súbita” de fluxos privados, o que forçou os periféricos a eliminar os déficits de conta corrente, embora com o processo desacelerado pela provisão de empréstimos oficiais, principalmente mediante empréstimos entre bancos centrais. A notícia realmente ruim para a periferia é até agora o ajuste ter ocorrido principalmente por meio de economias deprimidas, em vez de pela competitividade recuperada, por isso a contrapartida do “progresso” para a Espanha é um desemprego de 25%.
Normalmente, você esperaria que o ajuste fosse mais ou menos simétrico, com países com superávits reduzindo-os, enquanto os países com déficit reduziam os mesmos. Mas isso não aconteceu, o que é muito ruim. Ainda estamos em um mundo governado por uma demanda inadequada, muito sujeito ao paradoxo da frugalidade, em que a decisão das pessoas de poupar mais prejudica a economia. Ao administrar grandes superávits inadequados, a Alemanha prejudica o crescimento e o emprego no mundo. Os alemães podem não entender, mas é macroeconomia básica.
Você poderia argumentar que não é culpa do governo alemão que ele tenha superávits, mas estaria errado (já caí nessa armadilha, mas reconheci o erro). Por um lado, a Alemanha perseguiu a austeridade fiscal, apesar de sua posição de credor, contribuindo para um endurecimento geral das políticas na Zona do Euro. É claro que não espero que as autoridades alemãs admitam haver algo de verdade no que diz o Tesouro. Elas não são boas em macroeconomia como nós a entendemos; suas opiniões parecem ser de que todo mundo deveria ser igual à Alemanha e ter grandes superávits comerciais. Mas o Tesouro apenas afirmou o óbvio e verdadeiro.


Em um post recente, Mike Konczal disse a maior parte do que deve ser dito sobre as fontes subjacentes da complexidade da Lei de Acesso à Saúde, que por sua vez armou o cenário para os atuais problemas técnicos. Basicamente, o Obamacare não é complicado porque os programas de Previdência Social têm de ser complicados: nem a Seguridade Social nem o Medicare são complexos. Como escreveu Konczal, ele é complicado porque restrições políticas tornaram irrealizável um sistema simples de um só pagante.

Esteve claro o tempo todo que a Lei de Acesso à Saúde monta uma espécie de dispositivo Rube Goldberg: um sistema complexo que no final deveria mais ou menos simular os resultados do pagante único, mas mantendo as companhias de seguros privadas na mistura e contendo o volume total de gastos do governo através de análises de situação financeira dos usuários. Isso não o torna irrealizável: os intercâmbios estaduais funcionam, e o sistema de saúde provavelmente será reparado, antes que tudo entre em ação. Mas tornou muito mais provável uma estreia fracassada.
Por isso Konczal está certo ao dizer que os problemas de implementação não revelam problemas na ideia do seguro social: revelam o preço que pagamos por insistir em manter as companhias de seguros na mistura, quando elas têm pouca utilidade.
Isso quer dizer que os liberais deveriam ter insistido no pagante único ou nada? Não. O pagante único não aconteceria, em parte por causa do poder do lobby das seguradoras, em parte porque os eleitores não teriam aprovado um sistema que retirasse sua cobertura existente e a substituísse por uma desconhecida. Sim, o Obamacare é de certa forma um sistema estranho, mas se foi o necessário para cobrir os não segurados, que seja.
Fonte: A Carta Capital