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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Efeitos do desmatamento no Brasil: França decide se opor a acordo UE-Mercosul

Governo francês fez três "exigências" para continuar as negociações do tratado comercial, incluindo respeito às metas do Acordo de Paris sobre o clima


O governo da França afirmou nesta sexta-feira (18/09) que se opõe ao atual acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul devido a "grandes" preocupações a respeito do desmatamento.

A declaração chega em meio à repercussão dos incêndios florestais na Amazônia e no Pantanal e das tentativas do governo do presidente Jair Bolsonaro de minimizar a crise ambiental nos dois biomas.

Segundo a agência AFP, o governo da França formulou três "exigências" para continuar as negociações do tratado comercial, incluindo o respeito às metas do Acordo de Paris sobre o clima, assinado em 2015, e o alinhamento das importações a normas sanitárias e ambientais da União Europeia.

"O projeto de acordo não tem qualquer disposição para disciplinar as práticas dos países do Mercosul em matéria de combate ao desmatamento. Essa é a principal lacuna desse acordo e a principal razão para as autoridades francesas se oporem ao projeto de acordo", disse o governo.

Recentemente, o primeiro-ministro Jean Castex recebeu um relatório de 184 páginas que considera o acordo de livre comércio com o Mercosul uma "oportunidade perdida pela União Europeia de utilizar seu poder de negociação para obter garantias sólidas" em matéria ambiental, sanitária e social.

O tratado comercial foi assinado em 2019, após 20 anos de negociações, mas precisa ser ratificado por todos os parlamentos nacionais envolvidos - alguns deles, como dos Países Baixos e da Áustria, já aprovaram moções pedindo a rejeição do acordo.

O presidente da França, Emmanuel Macron, também já disse que não ratificará o tratado se o governo brasileiro não garantir a proteção da Amazônia, enquanto a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou recentemente que tem "sérias dúvidas" sobre o acordo devido à crise na floresta tropical.

Fonte: Opera Mundi

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Pró-Esia - Fábrica de Versos...Facebook: novas regras podem impedir que bandas realizem lives ou compartilhem vídeos musicais

Novas regras do Facebook, que passarão a valer a partir de 1º de outubro, podem impedir que bandas e artistas realizassem shows ao vivo ou compartilhem registros de apresentações na plataforma.

“Você não pode usar vídeos em nossos produtos para criar uma experiência de escuta musical… Queremos que você possa desfrutar de vídeos postados por familiares e amigos”, diz o texto das novas diretrizes, que deixam claro: “O uso de música para fins comerciais ou não pessoais, em particular, é proibido, a menos que você tenha obtido licenças apropriadas”.

As “Mudanças nas Diretrizes de Música do Facebook”, publicadas pela rede social, afirmam que os usuários não podem mais usar vídeos para “criar uma experiência de escuta musical” na rede.
De acordo com os termos e condições legais do Facebook, os artistas que não seguirem a norma poderão ter vídeos bloqueados ou suas páginas removidas totalmente da plataforma.

“Você não pode usar vídeos em nossos produtos para criar uma experiência de escuta musical… Queremos que você possa desfrutar de vídeos postados por familiares e amigos”, diz o texto das novas diretrizes, que deixam claro: “O uso de música para fins comerciais ou não pessoais, em particular, é proibido, a menos que você tenha obtido licenças apropriadas”.

O Loudwire.Com critica a explicação da rede. “A linguagem é bastante ambígua quanto ao que constitui uma ‘experiência de escuta musical’ em relação aos vídeos, provavelmente engloba uma grande faixa de posts de entretenimento”, diz o site.

Quem também publicou nota alertando sobre as novas regras foi a NME. “Muitos artistas têm usado a Live do Facebook para realizar shows ao vivo nos últimos meses, enquanto shows físicos não podem de acontecer devido à pandemia do novo coronavírus”, comentou o texto da publicação britânica, que procurou representantes do Facebook para comentar a mudança e não recebeu resposta.

As novas diretrizes de música do Facebook podem ser conferidas na íntegra AQUI!