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sábado, 9 de agosto de 2014

Espetáculo mergulha na classe média metropolitana

Grupo Sobrevento move-se pelos registros líricos, trágicos e cômicos em espetáculo que usa dados biográficos de atores em proposta colaborativa
Grupo Sobrevento move-se pelos registros líricos, trágicos e cômicos em espetáculo que usa dados biográficos de atores em proposta colaborativa
Quantas memórias se encravam nos cômodos da casa familiar? Que histórias se entranham nas paredes de uma morada após décadas de ocupação?

Você não precisa ser magra – sobre quilos a mais e felicidade

Você não precisa ser magra – sobre quilos a mais e felicidade
Ela é linda. Tem olhos grandes e expressivos, sorriso brilhante e belos quadris. Interessante, tem papo agradável e outras mil e uma qualidades. Mas quando sobe na balança e o ponteiro passa do que a sociedade julga aceitável, tudo o que ela tem de bom cai no mar do esquecimento e o foco passa a ser os quilinhos que ela “precisa” perder.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Capitalismo e desigualdade social são duas faces da mesma moeda

De acordo com o relatório do banco Credit Suisse (The Credit Suisse Global Wealth Report 2012), 0,6% da população de milionários abocanha 12 vezes mais riquezas que 69,3% dos habitantes do planeta. O informe estima uma riqueza global de US$ 223 trilhões em 2012 (meados do ano). Como havia 4,59 bilhões de pessoas adultas no mundo, a riqueza per capita por adulto foi de US$ 49 mil. Ou seja, esse seria o valor caso dividíssemos igualmente a riqueza para todas as pessoas do mundo. 
 
Esse informe mostra de maneira clara que não há distribuição de riqueza no sistema capitalista. Como o Manifesto Comunista explica, nossa sociedade está dividida, principalmente, entre proletários e burgueses. Os proletários são aqueles que não têm nada além da sua força de trabalho para sobreviver. São os operários da fábrica, professores, enfermeiros, vendedores, resumindo: são os 69,3% que deveriam ter uma renda per capita de US$ 49 mil. 
 
Os burgueses são os 0,6%. Vivem do dinheiro que os proletários geram.  São os donos de bancos, grandes empresas e latifúndios que exploram a maioria da população para conseguir acumular as mansões, carros, jatinhos e toda a riqueza que possuem. 
 
Analisemos mais de perto os 69,3% de adultos que representam 3,184 bilhões de pessoas com maior idade. Eles são a “A base da pirâmide” de nossa sociedade e detiveram apenas 3,3% da riqueza mundial. Ou seja, 2/3 dos adultos ficaram com apenas 7,3 trilhões dos 223 trilhões da riqueza global. Sendo assim, ou invés de US$ 47 mil eles receberam US$ 2.293. Enquanto isso, os milionários, aqueles com patrimônio acima de um milhão de dólares eram somente 29 milhões de adultos, representando 0,6% do total no mundo. Todavia eles possuem 12 vezes o patrimônio da “base da pirâmide”, concentrando 39,3% da riqueza global, um montante de US$ 87,5 trilhões. 
 
A pesquisa mostra ainda dados sobre os grupos intermediários, que poderíamos situar de maneira abstrata, como a pequena burguesia ou classe média. Seriam os pequenos e médios empresários, comerciantes e profissionais liberais. 
 
Para a riqueza entre US$ 10 mil e US$ 100 mil, havia 1,035 bilhão de adultos, o que representava 22,5% do total de pessoas adultas no mundo. O montante de toda a riqueza deste contingente intermediário foi de US$ 32,1 trilhões, o que representava 14,4% da riqueza global. Ou seja, pouco menos de um quarto (1/4) dos adultos do mundo possuíam 14,4% do patrimônio global da riqueza. A riqueza per capita deste grupo foi de US$ 31 mil.
 
No grupo de riqueza entre cem mil e um milhão de dólares, havia 344 milhões de adultos, o que representava 7,5% do total de pessoas na maioridade no mundo. O montante de toda a riqueza deste contingente intermediário foi de US$ 95,9 trilhões, o que representava 43,1% da riqueza global. Ou seja, pouco menos de um décimo (1/10) dos adultos do mundo possuíam 43,1% do patrimônio global da riqueza. A riqueza per capita deste grupo foi de US$ 279 mil.
 
A incrível pirâmide da desigualdade global como chama o professor José Eustáquio Diniz Alves, Colunista do Portal Ecodebate é a hierarquia do sistema capitalista e não irá mudar, enquanto nosso sistema estiver assentado na exploração do homem pelo homem. Para os 0,6% estarem no topo é preciso que milhares sejam explorados todos os dias.
 
O problema dessa desigualdade não é a necessidade de outra política de tributação para os mais ricos. Isso pode até ajudar, mas para que todos tenham igual distribuição de riqueza, precisaremos de outro sistema no qual a prioridade seja o bem estar geral da população, não o lucro. Assim poderíamos garantir a riqueza per capita de US$ 49 mil por adulto.

Fonte Texto: Blog Esquerda Marxista